Rastro de Fogo Seguir historia

nathymaki Nathy Maki

O Boitatá silvou, o rastro de fogo do corpo agora extinto, mas os olhos continuavam brilhantes e Alberto entendeu, de algum modo, que ele estava feliz.


Fantasía Todo público.

#fantasia #folclore #mitologia-brasileira #pirlimpimpim #boitatá
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Ajude a cobra fantasma!

Este é um spin-off de Gota de Lua contando o que se sucedeu com a Tatá <3

Mas caso não tenha lido Gota de Lua, sinta-se livre para ler esta, acredito que a compreensão se dê da mesma forma! 

Feito para o Desafio Sítio do Pica-Pau Amarelo do grupo Inkspired Brasil com base na lenda do Boitatá.

Boa leitura!

***_***

Não bastasse todas as outras criaturas que apareciam em seu quintal, agora tinha que lidar também com a cobra fantasma. Desejou que Leoni estivesse ali para tomar conta disso, estava cansado de jogar os restos do jantar pela janela apenas para alimentar as criaturas que apareciam e em seguida e vê-las partir, mas a deusa da lua o havia convocado novamente para resolver um problema. Pela segunda vez naquela semana. Suspirou e tentou não se sentir tão irritado. Afinal, devia sua vida a ela. Mas não deixava de ser frustrante não ter o namorado disponível sempre que desejava.

Desligou a cafeteira e despejou o líquido marrom escuro e rico na caneca, apreciando o cheiro que preenchia o ambiente e o acalmava. Sentiu parte do corpo relaxar enquanto se encaminhava para a varanda da casa que eles dividiam - um presente de seus pais pela sua recuperação - e deixou os pés roçarem a grama que fizera Leoni aparar como castigo pelo atraso no jantar com seus pais que organizara em agradecimento. A casa era grande e espaçosa, com paredes claras e móveis simples. O mais aberrante que possuíam era um tapete trançado em tons marrons e laranja que, supostamente, era um presente de Tupã retratando a vitória deles sobre Anhangá. Alberto não era muito chegado as artes, mas até mesmo ele tinha dificuldade de entender aqueles bonequinhos ali representados. O ambiente estava calmo e silencioso e ele balançou a cabeça para se livrar dos pensamentos sobre onde poderia estar Leoni a essa hora que insistiam em se prender a sua mente. Talvez tudo que ele precisasse fosse de um descanso.

Levou a caneca aos lábios, sentindo o café aquecer seu corpo e lhe dar uma boa carga nos neurônios. A lua brilhava no céu rodeada pelas estrelas que pareciam lhe piscar alegremente. As luzes do interior do móvel se encontravam apagadas - ele sempre tinha esse cuidado - o que facilitava ainda mais sua visão delas. Os cabelos brancos foram levados pelo vento morno que soprava e o rosto fino relaxou. Esticou o corpo em seus 1,70 m e fechou os olhos para aproveitar aquela carícia. Desde o ocorrido no hospital, a doença e a cura por meio da gota de lua de Jaci, ele sempre se sentia mais tranquilo sob a luz do astro. Trazia-lhe paz interior. “Talvez o dia não esteja tão ruim assim. ” Ponderou, bebendo mais café. “Nada aconteceu ainda. ” Mas é claro que ele tinha que falar as benditas palavras. Quase como se atraídas por elas, uma imagem pouco distinta deslizou vinda dos arbustos que separavam a casa da vizinha. Uma trilha de chamas verdes a seguia e o silvado emitido foi o bastante para que Alberto abrisse os olhos e fitasse a criatura. A silhueta rastejou de forma sinuosa, o corpo parecia brilhar como se as chamas o cobrissem e o olhos perfuravam, sedentos. O choque o fez largar a caneca que foi de encontro ao chão, espatifando-se em vários cacos e molhando a grama com o café fresco. Alberto não teve tempo de xingar ou muito menos de lamentar a perda de sua caneca favorita.

A cobra avançou até onde ele se encontrava, seu corpo envolto em luz verde e os olhos lhe encarando como se pedissem algo. A presença lhe lembrava a de um fantasma; não ali realmente, mas ao mesmo tempo presente. Ele não sabia o que ela queria e muito menos por quanto tempo haviam se encarado, mas a figura foi a primeira a romper o contato e se afastar de volta pelo caminho pelo qual havia vindo, olhando vez ou outra para trás como se quisesse garantir que ele a estivesse seguindo. Alberto hesitou. Talvez a cobra o estivesse confundindo com Leoni. Ele sim era o solucionador de problemas mitológicos. Por isso, achou melhor avisá-la.

– Eu não sou ele. - Disse, a voz parecendo ecoar no vazio do quintal. – Não sou quem você procura. - A cobra parou e silvou novamente, o reprimindo. Alberto se calou, temeroso que aquelas presas se virassem contra si. “Estou sendo idiota, ela é um fantasma, não pode me tocar. ” Mais um silvo impaciente irrompeu dos lábios reptilianos interrompendo os seus pensamentos. O olhar agora era severo e Alberto suspirou, sabendo que sua hesitação não duraria muito. – Tudo bem, tudo bem! Eu vou com você.

Levantou-se, enfiou os pés nos tênis ao seu lado e, evitando os fragmentos quebrados, seguiu a cobra por entre os arbustos. Estranhou o frio que perpassou o seu corpo, causando-lhe calafrios. O chão desapareceu subitamente e Alberto sentiu-se cair no vazio, rodopiando sem controle e sem ideia da direção que seguia. O em cima podia muito bem se tornar embaixo com uma facilidade assustadora. O impacto veio rápido, no segundo seguinte se encontrava estatelado contra as rochas a beira de um rio cujo leito se encontrava quase no limite. As águas se agitavam, batendo contra a margem e jogando gotículas em sua direção, molhando as roupas.

Ergueu o tronco, atordoado, e se apoiou nos cotovelos para olhar em volta. Poucos metros a sua frente, a floresta se estendia alta e densa, as folhas largas das árvores balançando com a ferocidade do vento que soprava. O céu estava revolto e cinzento, as nuvens se amontoando pesadas e prestes a se derramarem contra o solo, tapando quaisquer vestígios de luz solar que pudesse vir a aquecer a terra.

Alberto limpou a lama das mãos e se pôs de pé, olhando em volta a procura da cobra fantasma. Nesse mesmo instante, um trovão rimbombou no céu e a chuva despencou das nuvens. Ele cobriu os olhos, tentando enxergar algum lugar que pudesse se esconder até que a tempestade passasse. Estava prestes a correr em direção a floresta onde poderia ter a proteção das folhas quando avistou o brilho verde que o corpo da criatura exalava.

– Espere! Aonde você está indo? - Ela começou a rastejar em direção a um ajuntamento de pedras onde haviam vários troncos caídos, alguns com aberturas que pareciam propícias para se esconder.

Alberto a seguiu, a chuva açoitando o corpo e parecendo aumentar a cada segundo que se passava. Fitou o rio cujas água subiam alimentadas pelo toró que caía, acompanhando a correnteza avançar a margem e se espalhar em direção a floresta arrastando tudo em seu caminho. Alberto correu mais rápido, os tênis escorregando na lama formada, e seus olhos se prenderam aos animais que flutuavam na correnteza. Sabia que estavam mortos: afogados, por uma batida, ataque, não importava; ele estava decidido a não terminar com eles.

Aproximou-se do tronco e a cobra fantasma desapareceu, deixando-o sozinho. Alberto analisou a tora caída, encontrando uma abertura estreita pela qual precisou se encolher e torcer o corpo para passar. No interior, assustou-se ao ver que o local já estava ocupado pelo mesmo fantasma que vinha seguindo desde o seu quintal. No entanto, este não emitia nenhum brilho verde, e sim, chamas fracas cobriam o seu corpo sendo apagadas cada vez que a água da chuva invadia o tronco. Alberto recuou, mas não havia muito espaço para onde ir ou fugir. Percebendo que ela não iria atacá-lo, tomou coragem e se pronunciou:

– Você é a Tatá, não é? O Boitatá que ajudou o Leoni da última vez? - Ele perguntou, reconhecendo a coloração e o padrão das escamas da história que o namorado lhe contara. – Eu pensei, ou melhor, Leoni pensou que você houvesse morrido.

Um sibilar fraco escapou dos lábios e as chamas em seu corpo aumentaram minimamente formando desenhos. Alberto reconheceu o deus Anhangá das descrições de Leoni e o assistiu capturar a cobra e a jogar naquele lugar que seria sua prisão até que seu fogo se extinguisse por completo.

– Oh, você está sendo punida por tê-lo ajudado. - Ele compreendeu e sentiu-se mal pelo ocorrido. Ninguém deveria ser castigado por praticar uma boa ação. – O que posso fazer para ajudar? Você salvou a vida dele na ultima vez, deixe que eu faça o mesmo por você e retribua como agradecimento.

O Boitatá balançou a cabeça como se concordasse e as chamas voltaram a dançar mostrando várias imagens de olhos de animais e dele os comendo.

– Olhos? Quer que eu vá buscar olhos para você comer? - Uma careta enojada tomou conta de sua face. – Eu sou vegetariano, nunca faria mal a uma mosca!

Podia jurar que a cobra havia revirado os olhos. Silvou novamente, a língua bifurcada saindo e entrando conforme ela se esforçava para explicar, mesmo que ele não entendesse uma sílaba do que estava sendo dito. A cauda apontou para os corpos que flutuavam no rio. Alberto então entendeu o que ela desejava de si.

– Quer que eu pegue os olhos dos cadáveres? Isso é ainda pior! - Torceu a boca, insatisfeito. Sabia que o Boitatá estava bastante fraco após passar tanto tempo naquela prisão e que por isso, e apenas por esse motivo, ele lhe pedia tal favor. Imaginou o que Leoni faria em uma situação como essa. Fresco que nem só ele, após reclamar muito e fazer várias caretas engraçadas, o namorado certamente ajudaria sem pensar duas vezes. Suspirou, desejando ter a coragem dele ou ao menos o dom que o tornava um exímio salvador. – Tudo bem. - Cedeu, ciente de que esta era atitude certa a se tomar. – Apenas espere aqui até eu voltar.

Mais um revirar de olhos e dessa vez Alberto pode jurar que significava "Estou presa aqui, aonde espera que eu vá?"

– Engraçadinha. - Pegou uma das pedras pontiagudas que por sorte haviam caído dentro do tronco - levadas pelo vento ou por desabamentos - e saiu do esconderijo. – Me pergunto por que eu estou ajudando mesmo.

Por Leoni, sua mente respondeu. Ele a mandou se calar. Tinha uma tarefa longa e repulsiva pela frente. Pulou do tronco e caiu na água cujo nível batia em sua cintura. Prendeu bem a pedra entre os dentes e usou os braços para se impulsionar até a carcaça mais próxima, que parecia ser um lobo-guará. Sangue escorria de um ferimento na barriga e a boca estava aberta sem sinais de respiração.

Alberto agarrou o animal com uma das mãos trêmulas e segurou a pedra afiada com a outra, afundando os pés no chão lamacento para evitar ser levado pela correnteza. Desceu a pedra nos olhos do bicho, segurando a vontade de fechar os seus e desviar o rosto. Devia ao menos algum respeito para aqueles que haviam sofrido as consequências do aprisionamento do Boitatá. Cerrou os dentes e tratou de terminar o serviço, guardando as partes retiradas em um pedaço rasgado da blusa que usava, amarrado de forma a parecer uma bolsa.

Por fim, soltou o corpo e o observou continuar seguindo a correnteza, lavando as mãos compulsivamente até que todo o vermelho houvesse sido levado com ele. Seu estômago se contorcia e a ânsia subia pelo peito. Continuou a busca, encontrando um animal após o outro: um tatu, uma onça, uma anta e até mesmo alguns macacos. Em certo ponto, suas ações passaram ao automático, a mente se desconectando do que fazia. Quando considerou já ter um número suficiente, voltou para o tronco onde o Boitatá estava preso, a água agora batendo em seu pescoço.

Se contorceu para passar pelo buraco e estendeu a bolsa improvisada despejando os olhos a frente da cobra. Ela os engoliu um por um e ele aguardou, esperando ver um aumento nas suas chamas. Porém, tal coisa não aconteceu.

– Mas por quê? - Questionou, sem entender. – Eu peguei todos que você pediu.

A cobra não respondeu, o fogo em seu corpo agora por um fio que em breve se apagaria por completo. Alberto não pode acreditar. Ela estava morrendo bem a sua frente!

– Você o salvou! Não pode morrer assim! - As mãos tocaram a pele escamosa e sentiram o calor se esvair rapidamente. – Não depois de me fazer arrancar vários olhos! Eu não vou permitir que o grande protetor de incêndios das florestas termine assim! - Aninhou a cabeça do Boitatá em suas mãos, a velocidade com que a língua escapava pelos lábios diminuindo a cada instante até, por fim, parar por completo.

Não! Aquilo tinha que estar errado! Fizera tudo o que ela lhe pedira, trouxera os olhos para que ela os comesse e assim voltasse a alimentar seu fogo com a chama que neles residiam. Então por que aquilo estava acontecendo? Uma lágrima despontou de seus cílios e escorreu pela bochecha, brilhando como um cristal. A gota translúcida atingiu a cabeça da cobra em suas mãos e cintilou por um instante antes de ser absorvida pela pele. Segundos depois, os padrões nas escamas brilhavam com uma luz branca e a pele ficou quente sob seus dedos. Soltou-a de uma vez enquanto assistia seu corpo queimar em enormes chamas, explodindo a prisão que a mantinha e lançando uma onda de calor que dispersou as nuvens, acabando com o dilúvio e com aquela noite interminável.

Alberto olhou em volta constatando que o nível da água recuava de volta ao rio e que este retomava seu volume original. O Boitatá sibilou e saiu do que ainda restava daquele tronco, agora livre de sua punição. Alberto sorriu e esfregou os olhos. Ao que parecia também possuía poderes especiais. Olhou o céu, livre das nuvens, onde a lua voltava a brilhar e dirigiu-lhe uma prece de agradecimento a Jaci. O Boitatá se esfregou em seus pés, as chamas parecendo um sopro morno e ele a seguiu de volta pelo leito do rio que voltava a aparecer, retornando a passagem que usara para ter acesso aquela esfera punitiva. A sensação de queda foi quase bem-vinda dessa vez e o impacto muito maia suave contra a grama. O Boitatá silvou, o rastro de fogo do corpo agora extinto, mas os olhos continuavam brilhantes e Alberto entendeu, de algum modo, que ele estava feliz.

– Eu sei, eu sei. - Encaminhou-se para juntar os cacos da caneca quebrada que permaneciam no mesmo lugar e entrou na casa para preparar uma nova dose de café. Ia precisar assim que começasse a pensar sobre tudo que havia acontecido. – Vamos precisar esperar aquele idiota voltar. Por que não entra para conhecer a casa?

A cobra silvou e desapareceu rastejando pelos cômodos. “Então é assim que se ganha uma cobra de estimação? ” Se perguntou sem conseguir evitar o sorriso.

Mais tarde da noite, Alberto ouviu o som da chave sendo virada na fechadura e os passos abafados em uma tentativa de evitar fazer barulho e correr o risco de acordá-lo. Para o azar de Leoni, ele já estava acordado - não teria permanecido dormindo nem que quisesse após o namorado bater a porta, sabia, que sem querer - e o esperava sentado no sofá com uma expressão de poucos amigos.

– Bom, seja bem-vindo de volta. - Alberto o encarou com um olhar severo, satisfeito ao ver o namorado se encolher envergonhado.

– Eu... me desculpe... - começou, porém o outro dispensou suas desculpas com um gesto da mão.

– Não importa, eu já estou acostumado. Mas ficaria feliz se a frequência disso diminuísse. Afinal, eu sinto sua falta em casa também.

– Vou conversar com Jaci. - Prometeu, avançando para um beijo de boas-vindas. Alberto estendeu a mão e o parou pouco antes dos corpos se tocarem.

– Antes de qualquer coisa, tenho algo, ou melhor, alguém para te apresentar. - Alberto assobiou e, rastejando do interior da casa, veio uma enorme cobra verde clara com os olhos ardendo em chamas.

– Tatá! - Leoni gritou surpreso, correndo para abraçar a cobra que se enroscou feliz em seus ombros. O animal silvou, satisfeito. Voltou-se para o namorado, mais agradecido do que conseguia demonstrar. – É por isso que eu te amo!

– Por adotar uma cobra? Sério não tem mais nenhuma razão? – Indagou, sorrindo com a simplicidade dele. Teve mais uma vez a sensação de que havia escolhido a pessoa certa a qual amar.

– Claro que não. - Leoni sorriu malicioso enquanto grudava em seu pescoço com o Boitatá ainda nos ombros e o beijava. – Tem coisa mais charmosa que essa?

Alberto balançou a cabeça e riu.

– Você não toma jeito.

– E é exatamente por isso que você me ama.

Quanto a isso, Alberto não podia negar.

16 de Septiembre de 2018 a las 23:40 3 Reporte Insertar 4
Fin

Conoce al autor

Nathy Maki Leitora voraz desde que tenho idade para segurar um livro em mãos. Sagitariana e um poço de emoção e muuita indecisão. Amo um clichê bem escrito e um suspense que te prende, mas fantasias e ligações são especialidade. Sou fã daqueles finais inusitados. Até mesmo os tristes! Lema: Colecionar sonhos, ideias e magia e depois transformá-los em palavras é o que torna bela a vida.

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Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá! Primeiro de tudo, queremos nos desculpar pelo atraso no comentário e garantir que faremos o possível para que isso não se repita. Que história interessante! Nós adoramos a forma criativa que você usou a lenda e rimos muito em algumas partes hahaha. Alberto se pondo a ajudar o boitatá a não perder sua chama e não morrer foi algo muito honroso e saber que ela virou a cobra de estimação deles foi bem legal. A parte em que ele fala “então é assim que se ganha uma cobra de estimação” foi hilária hahaha. Você desenvolveu muito bem a história e usou bem a sua lenda, mas ela tem uma certa dependência de outra história para conhecer os personagens e sua trajetória, o que é contra as regras do desafio. Parabéns por ter cumprido e desafio e obrigada por compartilhar a sua história com a gente. Até a próxima! <3
22 de Febrero de 2019 a las 11:16
LiNest LiNest
Ok, primeiramente quero te agradecer por fazer o Boitatá, ou melhor, Tatá a coisa mais fofa do mundo porque é uma das minhas criaturas favoritas do nosso folclore. Segundo, não li Gota de Lua, mas depois disso aqui tá já na lista porque gente to completamente apaixonada pelo Alberto, é o tipo de personagem que me cativa fácil pelo humor ácido e a personalidade fácil, mesmo com um lado gentil, sou bitch por personagens sassy ok? E o Alberto é 100% sassy kkkkkk amei como, mesmo hesitante e não gostando nada da situação, ele ajudou o Tatá, tudo por conta da influência do Leoni (que pareceu um rapaz muito doce), é nitido que, apesar dos pesares, eles se amam muito e apenas imaginei o Alberto sendo dono de uma cobra fantasma e incrivelmente pareceu perfeito lol se tivesse algum talento artistico desenharia isso. Como não li Gota de Lua, to curiosa para saber como e porquê Leoni trabalha para Jaci e do quê Alberto foi salvo, mas mesmo assim foi fácil ler e me situar sem ter lido a prequel. As cenas foram bem descritas tmb e é incrivel como vc consegui mostrar tanto com apenas 3k, a fic tá bem escrita e a narrativa é fluida e gostosa. Enfim, adorei tudo e sem dúvida quero mais desses personagens porque me apaixonei já. Ótimo trabalho, parabéns <3
25 de Septiembre de 2018 a las 11:08
Nathalia Souza Nathalia Souza
Apaixonei-me por Leoni Gota da Lua, e por Alberto aqui em Rastro de Fogo. Sua história mesclou perfeitamente os dois desafios, e estou feliz por ter acompanhado desde o primeiro conto. Continuo lhe dizendo, se publicasse um livro com as aventuras de Leoni e Alberto, eu com certeza compraria feliz. Beijos!
16 de Septiembre de 2018 a las 19:18
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