Âmago Seguir historia

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Quando a senhora Uchiha passa por alguns problemas de saúde e vai ao médico, ela não se encontra com Ino, sua endócrina conhecida, mas sim com Sakura, uma moça de cabelos róseos que está substituindo a amiga por um mês. Nesse encontro, Sasuke acompanhava a mãe e ao se deparar com a jovem, desperta um interesse ínfimo nela. No âmago do seu ser, um sentimento confuso começa a brotar e, mesmo querendo, ele não pode negar que a médica mexe consigo. As consultas de Mikoto avançam assim como os encontros pela vida de ambos. Cercados pelos amigos em comum, o romance está prestes a acontecer, mesmo com a relutância dele. O passado deveria ser deixado para trás, principalmente quando a promessa de um grande novo amor se fazia presente, afinal, o interesse era recíproco e Sakura estava disposta a conquistá-lo.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#drama #Câncer #shiita #gatilho #Crise-de-Pânico #universo-alternativo #ua #naruto #sasusaku
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Piloto - Primeiro Encontro

NOTAS: O romance é sasusaku, mas irei explorar outros shipps como NaruHina e ItaShi/ShiIta. Espero que vcs gostem da minha nova proposta, o que eu quero é fazer uma fic com vários núcleos se interligando ao estilo Novela da Globo!
Mudei algumas configurações familiares e histórias pessoais dos personagens pra dar margem ao que quero escrever! Não gosto de UA e isso é um fato, mas como dito em outros trabalhos: estava explorando meus horizontes essa foi uma tentativa falha de me fazer gostar deles haha 

~ Postado no Nyah e Spirit também ~

A imagem da capa e do cap é uma edição feita por mim, mas dou os créditos a todos os artistas envolvidos. Vejo vocês nos coment's? <3

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Fanfic / Fanfiction Âmago - Capítulo 1 - Piloto - Primeiro Encontro

“Querida, Testuda!

Obrigada por pegar meus pacientes enquanto estou curtindo minha finíssima lua-de-mel no Caribe! Espero que eles não lhe deem trabalho e sei que serão muito bem atendidos por você! Deixei um relatório superficial de cada caso nos arquivos da estante com gavetas, organizados por ordem alfabética, como você pediu! Em cada relatório há um recadinho surpresa e sugiro que você leia todos eles antes de começar as consultas!

Beijos, Testa de Marquise,

Ino”

Sakura andava pelo corredor vazio do hospital Senju acompanhada pelas anotações da amiga. Ino tinha se casado há uma semana e pego um mês de férias para aproveitar a vida de recém-casada dignamente ao lado de Shikamaru, então ela, como boa melhor amiga, assumiu seus pacientes durante aquele tempo, mesmo com a direção querendo repassá-los a outro médico da mesma área que Ino.

A Haruno era oncologista e a Yamanaka endocrinologista, especialidades completamente diferentes, mas mesmo assim ela quis acompanhar os pacientes da loira, afinal, a própria Ino lhe dissera que não havia nenhum caso urgente, apenas consultas regulares, então aceitou-os com prazer. No entanto, sabia que caso não tivesse capacidade para leva-los adiante, repassaria-os para os médicos especialistas, já que seu dever era zelar pela vida dos pacientes e não atrapalha-las.

Virou à esquerda no final do corredor entrando na recepção da sua ala, passou pela residente que perambulava por ali com formulários nos braços e andou até o balcão com as anotações de Ino.

- Bom dia, Hana! Pode me passar minha agenda dessa semana? – falou ao depositar seus papeis na bancada branca.

A morena sorriu e logo a entregou sua planilha de horários, Sakura agradeceu com um meneio de cabeça e logo voltou ao corredor por onde tinha vindo, observando a careta de confusão da residente, pensou em auxiliá-la, mas logo a menina foi amparada por uma colega ruiva que lhe explicava os termos técnicos do formulário.

A rosada, então, seguiu seu caminho pensando nostálgica acerca da cena presenciada. Lembrou-se de quando ela e Ino passaram na faculdade e de como se animaram desde o primeiro semestre para a profissão. No quinto ano, felizmente, surgiu uma vaga de estágio no hospital e as duas competiram por ela, porém empataram nas classificatórias e por terem médias elevadíssimas nas provas e entrevistas, a diretora do hospital decidiu aceitar as duas, até porque lecionava na faculdade das meninas e sabia de suas competências. Seria sempre grata à Tsunade Senju pelos conhecimentos adquiridos naquela época e principalmente por efetivá-las depois.

Caminhou por todo corredor escutando os saltos baterem no piso, dando-lhe a sensação reconfortante de estar no hospital. Amava seu trabalho. Nunca se esqueceria do sentimento maravilhoso que a atingia quando conseguiam vencer uma doença pelos tratamentos, mas também nunca se esqueceria da dor que era perder um paciente e se sentir incapaz. A faculdade fora ótima, mas nunca foi preparada psicologicamente para presenciar a morte de um paciente seu, com a certeza de que ele apresentava melhoras. Aquele era um trauma e aprendizado que só conseguiu na prática e que a havia marcado desde o primeiro ano como pediatra.

A partir de então, focou sua carreira em oncologia e após vários cursos e especializações, se tornou uma pesquisadora reconhecida na área, indo constantemente a simpósios e congressos a fim de mobilizar mais pesquisas inovadoras na causa.

Aquela era uma luta pessoal para si.

Virou à direita no final do corredor, passando pelas portas das salas de consultas e finalmente chegando a sua. Sakura Haruno. Seu nome estava grafado em letra cursiva numa placa dourada sobre a porta branca, pegou seu crachá de identificação e passou pela tranca automática, fazendo-a destravar, em seguida empurrou a porta e entrou.

Depositou as anotações na mesa, colocou a bolsa pendurada no braço da cadeira disposta e retirou o jaleco lavado de dentro dela, vestindo-o rapidamente, depois foi até a estante engavetada para procurar os arquivos dos pacientes e começar a estuda-los. Olhou para o relógio que marcava 6h23, tendo sua primeira consulta às 7h00.

Os pacientes chegavam ressabiados, mas nenhum deles se opôs a discussão do tratamento com ela, principalmente quando Sakura informava que a própria Ino os haviam repassado. As consultas estavam sendo rápidas, a maioria delas eram apresentações de exames feitos – os quais conseguia interpretar facilmente e explicar para eles – e também renovações de receitas hormonais, sendo assim a manhã passou rápida.

Fez sua pausa para o almoço no refeitório do próprio hospital ao lado de Shizune, a psicóloga chefe da instituição e também sua amiga. Durante o estágio que fizera, a morena foi essencial para que aguentasse a carga psíquica do ambiente, depois daquilo formou uma amizade com a mais velha e chegava a considera-la praticamente uma prima. Se despediu da companheira com um aceno leve e rumou para sua sala, observando que os pacientes da tarde estavam alternados entre os seus próprios e os de Ino.

O primeiro caso que iria tratar durante à tarde era de Uchiha Mikoto, então foi ler as anotações da loira sobre a mulher. Segundo Ino, ela estava entrando no processo de menopausa, apresentando sintomas de fadigas, calores espontâneos e intensos, e variações excessivas de humor. Um típico caso da uma mulher por volta dos 50 anos, sem nenhum agravante previamente identificado. Depois de ler a ficha completa dela, passou para o post it amarelo deixado sobre os últimos detalhes do relatório.

“Testuda!

A Miko-chan é uma mulher maravilhosa! Fico sempre invejando os look’s que ela usa para vir ao hospital! Sério, ela é muito fashionista! Quando tiver sua idade, quero ser tão rica quanto ela! Mande um beijo e não se preocupe quanto ao tratamento, ela tem respondido bem a medicação, ainda que faça check-up’s semanais!

P.S: O filho G O S T O S O dela sempre a acompanha, mas não crie muitas expectativas em cima daquele Deus Grego! O Homem é, infelizmente, gay!

Beijos da sua amiga mais bonita”

A oncologista riu da ousadia dela. Ino conseguia ser palhaça mesmo trabalhando e não podia evitar revirar os olhos na parte sobre o filho da senhora que iria atender. Ino, com certeza, estava casada, mas não morta. Não podia ver um homem bonito que se exaltava, ou então os jogava para a Haruno, a amiga “solteirona” como ela gostava de se referir.

Não que gostasse de ser solteira, mas a loira sabia bem que não tinha um relacionamento amoroso por falta de interesse mesmo. Sua vida era agitada demais com o hospital para sequer cogitar namorar, e quando o trabalho não roubava seu tempo ocioso, Ino o fazia com propostas irrecusáveis de filmes aos domingos juntinhas. O que levava Sakura a pensar que agora com Ino casada, talvez a relação entre elas se distanciasse um pouco, e ainda que se sentisse triste por isso, sabia que era o saudável para a amiga.

Sorriu tristonha olhando para o post-it amarelo, a atual Nara ainda havia desenhado um coração ao lado de seu nome. Respirou fundo e se preparou para a entrada de seus pacientes, escondendo o incrível recado da amiga na pasta da senhora Uchiha.

- Mikoto Uchiha! Pode entrar! – gritou para a porta entreaberta e esperou pela vinda dela.

A porta se abriu revelando uma mulher extremamente bonita e elegante. Mikoto tinha os olhos escuros e o cabelo do mesmo tom, vestia uma camiseta de seda verde-água e uma saia plissada de cintura alta, sandálias pratas com salto baixo combinando perfeitamente com sua bolsa Gucci. Agora Sakura entendia a elegância que Ino se referia, e não evitou sorrir para o rosto sereno dela.

- Olá, muito prazer! – se levantou e estendeu a mão para a mulher – Me chamo Sakura Haruno e estou substituindo a doutora Yamanaka dentro deste mês por conta de seu casamento – sorriu.

- Boa tarde, doutora Haruno – a mulher respondeu com uma voz melodiosa – este é meu filho.

E foi só quando ela lhe apresentou o filho que Sakura se tocou que não o havia visto. Sentiu as bochechas corando e olhou sem graça para o homem alto atrás dela. Suas bochechas se avermelharem ainda mais ao constatar seu porte e aparência física.

Kami-sama, ele realmente é bonito! Notou ao analisar o homem tão parecido com a mãe, portando a mesma elegância, porém com a postura muito mais altiva. Ele não sorriu, tampouco a cumprimentou, apenas desceu seus olhos para seu crachá e franziu o cenho. Antes que Sakura perguntasse qual era o problema, porém, ele mesmo o fez:

- Por que minha mãe está se consultando com uma oncologista e não com um endócrino?

A rosada se constrangeu. Não era uma pergunta simples, a voz dele estava carregada de mal-húmor e desconfiança, praticamente um insulto a todos os seus anos de estudo. Estreitou os olhos e respondeu serena, apesar de uma leve irritação em seu âmago.

- Antes de eu ser oncologista, senhor Uchiha, eu sou médica. Me formei na Faculdade de Medicina de Konoha com honrarias e amo minha profissão. De modo algum aceitaria pacientes dos quais não tenho aptidões para cuidar, assim sendo, caso sua mãe precise, eu a encaminharei a outro médico, um endócrino de sua preferência.

Ele arqueou uma sobrancelha, provavelmente surpreso com sua resposta, mas não fez mais objeções. Ainda que incomodada, a médica logo passou a verificar a ficha de Mikoto, preenchendo as lacunas do dia.

- O relatório da doutora Yamanaka deixava claro que você tem respondido bem as doses hormonais do tratamento, senhora Uchiha...

- Oh, por favor, me chame de Mikoto! Não sou tão velha assim – ela interrompeu, brincalhona.

Sakura elevou os olhos da ficha para a mulher e sorriu concordando.

- Certo – umedeceu os lábios – Estamos com 21 dias de tratamento, segundo os dados postos por Ino, mas gostaria de saber como tem se sentido essa semana, afinal, estamos na época em que sua menstruação viria.

Ela pareceu se constranger pela doutora ter falado tão abertamente sobre o tema, mas logo deixou de lado suas inquietações e respondeu à pergunta.

- Os calores estão voltando e as fadigas também.

- Uhun – Sakura anotava suas sensações na ficha.

- Segunda, ela passou o dia inteiro deitada... – Sasuke pontuou sério.

Sakura o olhou curiosa. O homem conhecia de fato o dia-a-dia da mãe a esse ponto? Sorriu orgulhosa pelo filho prestativo que ele se mostrava.

- Oh, não foi tudo isso! Ele e o irmão exageram, só tive algumas enxaquecas – Mikoto intercedeu.

- Senh... – ela parou ao ver o olhar indignado da morena – Mikoto-san, qualquer sintoma é relevante para nós. Seu tratamento está no início, isto é, precisaremos de tempo para verificar se realmente está respondendo bem a esse fármaco ou se teremos que trocá-lo por outro mais apropriado. Não me esconda nada, ok? – ela assentiu e Sakura continuou – Bom, essas enxaquecas persistiram por quanto tempo?

E assim a consulta se seguiu. Vez ou outra Sasuke completava as frases evasivas da mãe, detalhando ao máximo seus pesares, chamando a atenção de Sakura para o zelo que ele mantinha. Não conseguia evitar sorrir e também olhá-lo por mais tempo que deveria às vezes, o homem era realmente bonito e interiormente se entristecia por ele não “gostar da sua fruta” como Ino diria. Talvez Sai o aproveitasse muito mais que ela.

Sasuke nem sequer a direcionava um olhar mais profundo, na verdade, permanecia mexendo em seu celular, ainda que prestasse atenção no desenrolar da consulta. Estava estressado com as problemáticas na empresa da família, mas a saúde de Mikoto era mais importante, então desligou o aparelho e esperou pelo final da consulta.

- Bem, mais alguma coisa? – Sakura perguntou gentil.

Mikoto negou com um aceno, já recolhendo a bolsa do colo.

- Certo, antes de irem – ela os parou, antes que levantassem – Mikoto-san, vou pedir que faça alguns exames apenas por prevenção, ok? Já que vocês pagam a fortuna que é essa conta médica familiar, vou pedir todos os exames possíveis e assim que eles estiverem prontos, quero vê-los nas próximas sessões, se possível na semana seguinte – dizia enquanto rabiscava a caderneta verde com todos os pedidos feitos e depois estendeu os papeis para ela – pode passar na recepção e marcar a data de sua preferência para fazê-los.

- Oh, obrigada – ela sorriu docemente.

Sakura se levantou, pronta para despachá-los até a porta, quando foi surpreendida pelo questionamento da mulher:

- Por que seu cabelo é dessa cor?

Sakura a olhou confusa, mas logo entendeu que para uma família possivelmente conservadora como a deles, uma mulher de cabelo rosa era deveras inusitado.

- Eu tinha um paciente que gostava de rosa. Combinamos que se ele reagisse bem ao tratamento eu pintaria meu cabelo de rosa. No fim, ele não sobreviveu e essa foi a maneira que achei para homenageá-lo. Foi minha primeira morte como médica – revelou, sentindo o coração apertar.

Ainda sentia pela morte de Yuri.

Sasuke e Mikoto arregalaram os olhos. Ambos esperavam por uma justificativa mais descontraída como algo da moda ou que ela estivesse experimentando novos tons, mas aquela era ainda melhor, além de poética. A mulher sorriu e apertou sua mão, como se a tranquilizasse da lembrança inconveniente e Sasuke simplesmente colocou as mãos nos bolsos, encerrando a conversa muda entre a mãe e a médica.

- Foi um prazer conhece-la, Mikoto-san. Ino lhe mandou lembranças – comunicou já afastando a porta.

A mulher e Sasuke cruzaram a porta, encerrando a primeira consulta da tarde, mas Sakura tinha expediente até as 18h então pediu que o próximo paciente entrasse para a vê-la. Enquanto o menino de oito anos corria para sua sala acompanhado do avô, a rosada olhava para o final do corredor observando a figura dos Uchiha’s se distanciando.

E interiormente desejou revê-los mais vezes.

[...]

A tarde passou rápida como o esperado e Sakura se alegrava com os resultados positivos de seus pacientes, embora algo a incomodasse. Durante as consultas teve que se esforçar mais que o normal para focar-se nas conversas, já que um certo alguém de olhos negros retornava constantemente aos seus pensamentos.

Maldição! Ele era realmente bonito. Refletiu já dentro de seu carro, enquanto dirigia para casa. Não esperava ter aquele homem rondando seus pensamentos por mais tempo, ela precisava logo voltar às suas faculdades mentais e trata-lo apenas como o filho de sua paciente.

Ela não é sua paciente! Lembrou-se parada no semáforo. Retorceu a boca com seus pensamentos levianos. Oh, por Deus! Ino estava certa quando dizia que ela precisava transar, agora sua tensão estava tão acumulada que ficava imaginando o moreno – que nem gostava de mulheres – sem camisa e despindo a calça também.

Uma buzina soou, atraindo sua atenção novamente para o trânsito. Olhou para o semáforo e o viu aberto, em seguida arrancou com o carro envergonhada por estar tão distraída por algo tão banal. Até parecia uma adolescente em seu pico hormonal.

Dirigiu mais um tempo e logo estacionou na garagem da casa simples, porém confortável, que vivia. Ela havia se mudado para Konoha a fim de começar sua faculdade, mas com o trabalho no hospital optou por continuar morando com seu irmão mais velho, ainda que sentisse saudades da casa dos pais. A casa era do meio-irmão, na verdade, mas conviviam bem e ele se orgulhava pela irmã estar formada e já com um trabalho renomado, afinal, o Hospital Senju era conceituadíssimo em seus tratamentos hospitalares.

- Kakashi! Cheguei – gritou abrindo a porta que a levava para a sala.

O Hatake estava deitado despojado no sofá lendo mais um dos seus amados livros da Coleção Icha Icha Paradise. Para Sakura eram apenas livrinhos pornôs, mas ele dizia que ela não entendia nada de literatura e por isso tinha sua opinião infantil e reducionista.

- Você não deveria estar corrigindo o trabalho dos seus alunos ao invés de ficar aí lendo? – beijou o topo da cabeça dele e largou a bolsa no outro sofá disposto.

- Você não deveria estar arrumando seu quarto ao invés de me incomodar? – ele rebateu, sem nem olhá-la.

A rosada o olhou indignada. Kakashi sabia que ela se irritava caso fosse confrontada acerca de seus afazeres domésticos, como se ela fosse uma pirralha de 9 anos novamente. A mulher bufou e foi até a cozinha, pegando um copo de suco para si, observando a comida feita em cima do fogão.

- Obrigada por ter feito o jantar – ela agradeceu ao retornar à sala e se deitar no sofá preguiçosamente como ele.

- Eu também preciso comer e convenhamos que a sua comida é horrível – sorriu mostrando os dentes.

Sakura quis, mas sabia que não podia negar tal fato. Ela era uma negação na cozinha e sempre que precisavam jantar em casa era uma luta até que ele se contentasse em preparar as comidas, tendo o auxílio dela apenas para as tarefas mais básicas, como cortar os legumes.

Antes que o respondesse birrenta, como o de costume, seu celular tocou e ela o pegou rapidamente pensando ser uma emergência no hospital, ainda que não fosse mais seu turno.

- TESTUDA! – Ino gritou do outro lado da linha, fazendo a mulher afastar o aparelho de sua orelha.

- Boa noite pra você também, Porca – devolveu, se revirando no sofá.

- Noite? Meu amor, aqui está um Sol maravilhoso! – falava animada, e Sakura quase podia visualizar a amiga num biquíni pequeniníssimo passando bronzeador nos braços – O Shika cismou em não passar protetor solar e agora está todo queimado, idiota. E como foi seu dia hoje? Não pense que estou esquecendo de você! Aqui tem uns caras tão gatos...

A médica revirou os olhos com a obsessão de Ino sobre sua vida amorosa, mas logo tratou de interrompê-la.

- Foi um dia bom – disse chamando a atenção da loira que provavelmente discutia com o marido – Comecei a atender seus pacientes hoje e... – sua mente a traiu novamente, vagando para o homem belo da tarde.

- E...? – Ino continuou, querendo que ela continuasse a falar.

- Hã? – franziu o cenho por ter esquecido o assunto.

- “E” o quê, Testuda? Você faz muito drama!

- Ah, sim, certo! E eu não faço drama, você é quem faz! – reclamou – Bem, seus pacientes ficaram desconfiados no início, como era esperado, mas as consultas seguiram normalmente. Nada de mais.

- Hum... e quem você atendeu, hein? – havia um tom de malícia em sua voz que a rosada fez questão de ignorar.

- Takashi Azami, Sato Yumi, Tanaka Kin, Watanabe Kanji, Kimura Yoshiaki, Ogawa Ichiro, Okada Yusuke, Arai Satoru, Matsuo Emi... – ela contava os nomes ditos nos dedos das mãos, mas chegando ao último nome sua animação diminuiu – e... Uchiha Mikoto.

Ino deu um gritinho do outro lado da linha.

- Ah! Me diz que você viu as roupas daquela mulher! Ou melhor – seu tom malicioso ressurgiu – me diz que você viu o filho gostoso dela!

Sakura riu pelo nariz inconformada, ela escutava voz preguiçosa de Shikamaru do outro lado da linha e mesmo assim sua amiga continuava glorificando o filho da senhora Uchiha. Não era como se não concordasse, afinal, o homem tinha um porte que com certeza a atraía, mas se sentia constrangida pelo Nara as ouvindo.

- Ino, pare com isso! Eu não fico reparando nos homens dentro do meu consultório! – disse sabendo que a fatídica tarde fora apenas uma exceção dos seus dias normais, tanto que não se lembrava da última vez que havia sentido atração por algum acompanhante ou paciente.

- Pois deveria! Itachi tem cara de quem sabe levar o parceiro à loucura! – segredou-lhe, rindo em seguida.

- Pff! Porca, você mesma disse que Itachi é gay! Ele leva sim as pessoas à loucura, só que não mulheres! – resmungou, sentando-se no sofá.

A loira podia ser sua melhor amiga, mas sabia ser tão irritante às vezes que lhe dava dores de cabeça.

- Itachi? – Kakashi se intrometeu, atento ao assunto da irmã – Uchiha Itachi?

Sakura o olhou de esguelha e concordou com um aceno rápido.

- Ino, espere um minuto... – afastou o aparelho, cobrindo com a mão a parte da fala – Você o conhece?

- Foi um dos meus melhores alunos – ele deixou o livro laranja de lado e a olhou – Itachi se formou com honras na Academia de Konoha e o irmão seguiu o mesmo caminho. Gostaria de saber como eles têm passado esses anos... – comentou olhando para a sua foto de professor homenageado exposta na parede da sala.

- Bem... ele parecia bem sucedido... e bem fisicamente falando – ela ponderou, mas ao ver o olhar zombeteiro do mais velho, sentiu as bochechas corarem – Quer dizer... ele... ele não foi ao hospital, quer dizer, foi, mas era só acompanhante – negou com a cabeça qualquer pensamento libertino que o irmão viesse a ter.

- Não se preocupe, irmãzinha, não é como se seus pais estivessem aqui – piscou um olho debochado ao vê-la enrubescer novamente – E, também, como você disse, Itachi é gay.

Sakura se sentia como quando era pega no flagra aos beijos com algum menino por seus pais e depois tinha que lhes dar informações acerca da paquera. Sempre queria morrer pelo constrangimento e lá estava ela novamente, encolhida no sofá ao ser pega falando de um homem completamente atraente para si com a melhor amiga.

- A culpa é da Ino... – resmungou infantil.

Kakashi riu nasalado e se levantou.

- Eu já ouvi isso antes, Sakura – debochou, enquanto caminhava para a cozinha.

A mulher inflou as bochechas irritadas e ao ouvir a amiga gritando pelo celular, voltou a lhe dar atenção.

- ... ÃO ME IGNORA! – ela gritava.

- Estou aqui, Porca! Para de gritar! eu tenho tímpanos sabia?! – reclamou.

- Ora, sua Testuda... – Sakura já se preparava para o escândalo da loira quando ela ficou quieta de repente – Quieto, Shikamaru! É claro que eu vou! – a Haruno ergueu uma sobrancelha desconfiada pela dispersão da amiga – ... Agora? ... Hum, tudo bem! Tchau, Testa de Marquise, vou tomar banho com meu homem! Até amanhã! – e antes que a rosada respondesse seu tchau, a ligação havia caído.

Riu olhando para a tela. Ino não tinha jeito mesmo, era impressionante como conseguia desviar facilmente sua atenção, principalmente se sexo fosse posto em pauta. Sakura jogou o celular no sofá e caminhou até a cozinha se deparando com o irmão jantando calmamente, sentou-se ao lado dele e começou a se servir.

- Itadakimasu!

E assim mais um dia terminou na residência do Hatake.

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NOTAS: 

Sintomas ditos por Mikoto foram referencias da melhor invenção da humanidade: o Google. Especificamente nesse site
https://www.mdsaude.com/2014/04/sintomas-menopausa-climaterio.html qualquer reclamação façam com ele, eu não sou médica. 

MINHA PAG: https://www.facebook.com/Vany-chan-226158861201248/

10 de Septiembre de 2018 a las 13:03 0 Reporte Insertar 2
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