Translúcido Seguir historia

way_borges229 Way Borges

Durante a batalha de Thor e Malekith em Svartalheim para destruir o Éter, Loki foi apunhalado no peito pelo o monstro dos elfos negros e dado como morto. O que o deus do trovão não sabia era que seu irmão tinha conseguido lançar um feitiço de recuperação um pouco depois de ser ferido, mas o encantamento sugou quase todas as suas energias. Loki sobreviveu ao mundo sombrio, entretanto, poucos sabem das marcas que isso deixou na personalidade e no psicológico do moreno. Vivendo pacificamente na terra por longos anos sem contato com as pessoas do seu passado, Loki construiu uma nova vida, uma nova identidade, mas misteriosas mortes acabaram o colocando frente a frente com seu amado irmão, agora o deus-mago terá que lidar com Thor, os Vingadores e as suas lembranças mais obscuras. #Thorki (+18) (Menções de Stony, Brutasha, Visandra) ALERTA: Essa história possui em sua narrativa cenas de violência, caso você ache que isso possa te trazer qualquer tipo de mal estar, te aconselho a não lê-la.


Fanfiction Películas Sólo para mayores de 18. © Os personagens não me pertencem, porém a história é inteirinha minha. Capa editada por mim - créditos da imagem ao(s) autor(es).

#romance #drama #thor #fanfic #marvel #loki #os-vingadores #thorki #homem-de-ferro #trauma #capitão-américa
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Capítulo I

Notas do Autor

Oiê gente linda do meu coração... Essa é a minha primeira fic do casal Thorki, mas já sou calejada nesse mundo fanfiqueiro só que em outro fandon. Como eu amo o meu deuszinho injustiçado (Loki), resolvi solta a criatividade e escrever uma historia deles.

A fic vai ser centralizada só no desenvolvimento do casal Thorki, mas mencionarei outros, na maioria das vezes o capitulo será narrado pelo Loki, mas também terá o ponto de vista do Thor, para não confundir ninguém, quando tive uma mudança no ponto de vista, eu identificarei.

Não sou uma autora que passa seculos sem posta, mas também não sou a mais rápida, em media demoro trinta dias no máximo para posta.

Bom, já falei demais, espero que gostem


****


Correntes gélidas apertam e ferem os meus pulsos, no fundo dessa cela escura tudo o que sinto é frio, dor, saudade e medo. Eu não sei há quanto tempo a minha vida tem se resumido a isso, talvez esse seja o meu merecido castigo; simplesmente estou recebendo uma punição pelos meus atos hediondos.

Estou preso nesse lugar em Svartalheim desde que fui ferido enquanto tentava ajudar o meu irmão, Thor, a derrotar Malekith e destruir o Éter; consegui lançar um feitiço de recuperação um pouco depois de ser apunhalado pelo monstro dos elfos negros, mas o encantamento sugou quase todas as minhas energias, não sei por quanto tempo fiquei inconsciente até acordar nesse nessa cela escura e úmida.

Meus sequestradores se divertem punindo o filho de Odin – é uma maneira de fazê-lo sofrer –, o bastardo pagando pelos pecados do pai. Sou mantido prisioneiro em algum lugar que é escondido por magia, onde sou espancado, torturado e abusado. Perdi as contas de quantas vezes cheguei à beira da morte, não consigo descansar o suficiente para recuperar um pouco da minha força, por causa do esgotamento o frio faz com que eu mal sinta os meus membros, respirar está se tornando uma tarefa cada vez mais difícil.

Se esse não for o caso e não existir um feitiço de ocultação, só consigo pensar que o ódio que Odin sente por mim é maior do que imaginei, entretanto, a verdade é que, mesmo que ele não me odiasse, ninguém viria por mim, ninguém se importa comigo o suficiente para me procurar e salvar a minha vida, essa é uma triste verdade. Prefiro acreditar que existe alguma magia envolvida, embora Odin nunca tenha sido misericordioso comigo, prefiro pensar dessa maneira – é menos doloroso e eu já estou farto de tanta dor.

Todos os dias imploro para morte me levar e acabar com esse sofrimento, quem diria que eu, Loki, o todo orgulhoso deus da travessura e príncipe de Asgard estaria desejando a morte – mas parece que ela não me quer.

O silêncio dos meus dias foi interrompido por pequenas explosões e sons ocos de algo indo de encontro ao chão, nunca tinha ouvido algo parecido por aqui. A porta da minha cela rangiu e tentei me afastar quando passos ecoaram pelo ambiente, mas não consegui me mexer devido a dor que se alastrou por meu corpo, arrancando um gemido alto dos meus lábios cortados e secos; lágrimas de medo escaparam pelos meus olhos.

Porém, diferente dos outros dias, a dor de ter meus cabelos sendo puxados com violência ou de um chute não veio, em vez disso, sinto um pano quente e macio sendo colocado sobre o meu corpo judiado e desnudo, braços fortes me ergueram com cuidado, mas não o suficiente para evitar que um gemido dolorido escapasse da minha boca e ecoasse pela cela escura, um perfume agradável – diria até reconfortante – inundou as minhas narinas.

Não conseguia entender o que estava acontecendo ao meu redor, minha visão embaçada impossibilitava ver quem me carregava com tanto cuidado, tentei perguntar quem era, mas eu não tinha forças falar.

– Não me machuque – me forcei a falar, mas minha voz saiu como um sussurro, em seguida minha mente mergulhou na inconsciência.


<<<>>>


Acordei com a claridade incomodando meus olhos, os abri devagar me acostumando à luz ambiente, olhei ao redor e me surpreendi por estar em um quarto simples invés daquela cela imunda. Sentei na cama mas, quando tentei ficar de pé, uma vertigem me atingiu, senti o gosto de bile e sai correndo para onde suspeitava que fosse um banheiro, para minha sorte estas se provaram verdadeiras, levantei a tampa do sanitário e vomitei o que tinha no estômago – o que não era muita coisa.

Depois de ter colocado tudo para fora, mesmo usando apenas uma cueca, sentei no piso frio e passei os olhos ao redor, o cômodo era tão simples e pequeno quanto o outro. Levantei do chão ainda me sentindo um pouco zonzo, fui até a pia e lavei a boca, olhei no espelho grudado na parede e tive noção o quanto estou acabado: olheiras debaixo dos olhos, meu cabelo está mais curto que o costume, minha pele se encontrava áspera, pálida e com algumas cicatrizes que não existiam antes, para ser sincero, eu não tinha tantas marcas pelo o corpo, mas depois do que passei isso não me surpreende, só não imaginava que eram tantas.

Tentei fazer um encanto para disfarçar o meu estado precário, mas não funcionou, fato que me deixou confuso, já estou forte o suficiente para fazer um simples feitiço para criar uma ilusão – ao menos acho que sim – talvez eu precise de mais um pouco de descanso.

A última coisa que me lembro é de estar sendo carregado com muito cuidado por alguém desconhecido, mas de novo estou em um lugar que desconheço, suspirei cansado e voltei para o quarto, olhei atentamente pela janela, me surpreendendo ao ver midgardianos.

Passei os olhos pelo quarto, vi um pacote em cima do criado mudo, sem perder tempo fui olhar o que tem dentro. Sentei na cama e comecei a verificar o seu conteúdo, fui novamente surpreendido ao encontrar alguns maços de dinheiro, uma carteira, documentos com minha foto e nome, que diziam que sou natural de Londres, e um bilhete em um dos compartimentos com as palavras: segunda chance.

Ao que tudo indica, por algum motivo desconhecido por mim, Odin me salvou, agora estou exilado na terra e, ao que parece, sem nenhum poder.

Fiquei em frente a um grande espelho e procurei algum tipo de selo, minha magia é muito poderosa e só poderia ser contida se fosse selada, vistoriei cada parte do meu corpo e o encontrei gravado entre meus ombros. O selo em questão é muito forte e feito com sangue, só que o colocou poderá tirá-lo e sua magia me deixa mortal como qualquer midgardiano.

“O que será de mim agora?”

Não iram me aceitar na terra, os seres humanos são as criaturas mais rancorosas e vingativas dos nove reinos, jamais perdoaram o que fiz no passado. Me joguei de bruços na cama sem saber o que faria da minha vida de agora em diante.

Lembranças do meu cativeiro inundaram a minha mente, o frio, o medo, a dor, a impotência ao ser violado, a escuridão, todas essas memórias gravadas a ferro em brasa na minha pele, nada do que já passei se compara ao tempo preso naquele lugar, onde tive meu corpo e minha alma dilacerados. As lágrimas inundam os meus olhos e rolam em meu rosto sem controle, quem me salvou curou as feridas do meu corpo, mas esqueceu que meu espírito também foi quebrado.

Fiquei quase três dias deitado, dormindo ou chorando, não tinha forças para continuar, não queria continuar, eu não estava emocionalmente disposto a existir, mas um sonho com a minha mãe pedindo que eu seguisse em frente e não desistisse de viver me fez levantar da cama.

Levantei sem vontade, tomei um banho demorado, não fazia ideia se tinha roupas no closet – por sorte tinham algumas, elas eram simples e um pouco desgastadas, mas estavam limpas e cheirosas. Não fiz questão de combiná-las, apenas fui pegando as que estavam na minha frente, peguei algumas notas de dinheiro e sai do apartamento.

Já no corredor, senti o mundo rodar e tive que me apoiar na parede para não cair, respirei fundo tentando não desmaiar. O corpo humano é mais frágil do que imaginava, um asgardiano consegue manter sua vitalidade mesmo se passar dias sem comer. Estou bem mais debilitado, se eu ainda fosse um deus, ou se a minha magia não estivesse selada, isso seria facilmente resolvido.

– Moço, você está bem? – uma senhora me perguntou, abri a boca para responder, mas não consegui emitir nenhum som. – Lucas, me ajude a levá-lo para casa antes que ele desmaie aqui no corredor – ela falou com um jovem que estava alguns passos atrás dela.

Acordei assustado devido a mais uma terrível lembrança, levantei em um rompante, mas fiquei tonto devido a rapidez do ato e precisei deitar de novo; respirei fundo e procurei me situar, me deparei com babados, estampas de flores e gatinhos e um sofá surrado no qual eu me encontrava deitado, sem sombras de dúvidas, aquela não era a sala do apartamento que eu estava antes.

– Você se sente melhor? – a senhora que me ajudou perguntou, sentando em uma poltrona perto do sofá.

– Sim – informei, sentando-me devagar.

– Oh, que bom. Já estava achando que teria que levá-lo a um hospital – ela falou sorrindo.

– Eu estou bem, obrigada – avisei, cordialmente.

– Que mal educada que eu sou, não me apresentei. Meu nome é Elizabeth Conrad, mas todos me chamam de Beth. Eu queria te apresenta ao meu neto Lucas, mas ele teve que ir para a escola – falou animadamente.

Fiquei intrigado com essa humana, ela me ajudou sem me conhecer e age como se esse fato não tivesse importância.

– Laufeyson. Loki Laufeyson – me apresentei com o nome que estava nos documentos deixados para mim.

– Há quanto tempo você não come meu jovem? – perguntou com nítida preocupação na voz. Fiquei confuso com a atitude dessa humana.

– Não faço ideia – disse sem ânimo.

Eu não estava mentindo, ou exagerando, não consigo me lembrar da última vez que tive uma refeição decente.

– Céus! Você não pode ficar sem se alimentar criança, por isso está tão magro.

A senhora pontuou, se levantando e indo para a cozinha sem me dar chances de retrucar. Levantei devagar e caminhei lentamente até ela, que mexia em algumas panelas sobre o fogão. Elizabeth era uma senhora na casa dos setenta anos, negra, baixinha e com um sorriso meigo nos lábios.

– Por quê? – perguntei, curioso para saber o motivo que ela tem para me ajudar.

– Por que você precisa, criança, está visível em seus olhos o tamanho da sua solidão, a tristeza neles é quase palpável.

– Você não me conhece – retruquei.

– Às vezes é bom receber ajuda de quem não conhecemos.

– Não mereço sua ajuda, sou uma pessoa ruim, mereço ser punido por isso – falei sentindo meus olhos arderem.

– Oh, criança – colocou a mão no meu rosto – Todos merecem ser ajudados...

Segurei a sua mão e fechei os olhos, deixando as lágrimas correrem pelo meu rosto.

– Eu fiz coisas horríveis – informei com um fio de voz.

– Pessoas boas são capazes de fazer atrocidades, assim como pessoas más podem fazer o bem. O que fez está no passado, a questão é o que você vai fazer de agora em diante – Ela falava com uma doçura que só vi em Frigga.

– Quem é você?

– Uma pessoa que, assim como você, fez coisas que não se orgulha. Já fui quebrada meu jovem, quebrada em tantos pedaços que cheguei a achar que não conseguiria ficar inteira de novo, e quando consegui, notei que muitas peças não se encaixavam direito e que faltavam tantas outras, mas recebi uma segunda chance. Quando a vida nos dá outra oportunidade, temos que nos reerguer, sacudir a poeira, aproveitar a oportunidade recebida e tentar ser melhor do que éramos.

Eu estava tão carente de carinho que a abracei sentindo meu coração doer, lágrimas doloridas rolaram pelo meu rosto. Não entendo como as pessoas podem ser boas com desconhecidos, porém agradeço a qualquer entidade cósmica que esteja de olho em mim, agradeço por me salvar do meu cativeiro e colocar a Beth no meu caminho.

Muitos acham que sou uma pessoa fria e sem sentimentos mas, na verdade, tudo o que fiz foi por tê-los em excesso. Eu sinto demais, entretanto, não sei lidar com essa quantidade exacerbada de sentimentos. As coisas que fiz foram mais por ressentimento do que por ambição, mas nunca deixei isso transparecer, sempre deixei as pessoas pensarem o que quisessem, não queria explicar os meus motivos.

– Agora sente-se meu jovem, vou te servir algo para comer.

Desfiz o abraço, tentei enxugar discretamente as minhas lágrimas com as mangas do moletom, me sentei na pequena mesa da sua cozinha conjugada e ela me serviu um prato enorme de macarrão com queijo. Um ambiente sem nenhum tipo de luxo, uma comida simples, mas me senti o homem mais nobre dos nove reinos.

Horas depois o neto da Elizabeth chegou, mesmo com apenas quinze anos, ele é um rapaz muito maduro. Fiquei muito surpreso ao saber que o menino Lucas não era seu neto de sangue, o carinho que ambos demonstram sentir um pelo outro é lindo, mas como ela mesma disse, família não é só de sangue.

Queria ter notado isso antes e dado mais valor a minha família.

Beth é uma alma boa que vem ajudando as pessoas há mais de vinte anos, mesmo não merecendo nenhum tipo de consideração, hoje eu me tornei uma dessas pessoas de sorte que teve o prazer de ter esbarrado com ela.

****


Notas Finais

NÃO ME MATEM PARA ALIMENTAR OS CÃES, EU SOU UMA BOA PESSOA

Como vocês podem vê pelo primeiro capítulo, a vida no meu deuszinho não será fácil.
Deixem nos comentários os sentimentos que a historia causou, pode ser qualquer um, tristeza, indignação, raiva, amor, ansiedade.

Quero agradecer mais uma vez a Mandy pela betagem do capítulo ❤

1 de Septiembre de 2018 a las 01:38 6 Reporte Insertar 6
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Quézia Cristina Quézia Cristina
Olarrr, sorry o sumiço, meu celular deu pau e precisei desinstalar o Ink, maa tô aqui ó! Terminei de ler O verde dos teus olhos miniiiiiiiina quilindu. Unpopular opinion>> Sasuke e Sakura é tão amorzinho *-* Enfim, após esse tempão sem aparecer por aqui acabei deixando de lado até mesmo o grupo no face, mas quando reinstalei o app decidi dar uma bizoiada pelo grupo e adivinha qual o segundo post q vi ao rolar o feed? Translúcido, uma obra Thorki da autora q tenho crush pelas histórias <3 Fico feliz em informar que apesar de ser shippadora e salvar milhões de fanarts dos dois eu nunca sequer li uma fic Thorki. Me daria a honra? hahahaha Estou empolgada, eu realmente adoro a forma que vc escreve e vc vem se aperfeiçoando, me inspirando a postar minhas histórias (ainda tenho medo mas tô trabalhando isso) Vou parar de bancar a Ino tagarela e vou ler. /o/
21 de Abril de 2019 a las 13:34

  • Way Borges Way Borges
    Olá minha xuxuzinho linda, sinto-me honrado de te iniciar no shipper, eu a-do-ro Thorki, aprendi a ama-los esse ano mas já tenho uma tonelada de imagens deles. Fico muito feliz que minhas histórias esteja te inspirando a escrever, espero que você perca a vergonha e as poste. Bjusss linda ❤ 21 de Abril de 2019 a las 15:19
Narumi Lokidottir Narumi Lokidottir
Tadin do Loki, Ganbatte
27 de Septiembre de 2018 a las 20:33

  • Way Borges Way Borges
    rsrsrsr... O cap é para mostra como o Loki é um bebê que merece ser cuidado <3 27 de Septiembre de 2018 a las 20:44
Natalle Cristina Natalle Cristina
Na te matar? Eu devia faze-lo! Porra meu kokoro foi parar na puta que pariu depois dessa -.-, mas ainda assim esta linda e eu realmente espero que você continue!
1 de Septiembre de 2018 a las 09:58

  • Way Borges Way Borges
    Não me mate 😐 ... Vou fazer de tudo para não demora para att a história. Se você gostar de Naruto, a minha última história da fandom está uma delicinha de tão fofa, ela se chama Ternura, você vai vomita arco-íris 🌈 se a lê Bjs pessoa linda ❤ 1 de Septiembre de 2018 a las 10:36
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