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tiatatu Tatu Albuquerque

Uma vez que o auge desse tipo de estabelecimento havia passado há mais de 10 anos, Shikamaru nunca imaginou que um defeito em seu notebook o obrigaria a procurar o Cybercafé Youth além da pâtisserie. Frustrado demais por ter que passar no mínimo um mês usando aquele tipo de serviço, ele não consegue se dar conta de que isso o deixa mais perto do que imagina da @satetsuleque, a amiga virtual misteriosa que fez ao participar de um RPG de Mortal Kombat no Twitter.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

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Capítulo I

Tragou o cigarro lentamente, soprando a fumaça devagar para o alto, num ritmo que só não era mais preguiçoso que o próprio Shikamaru, que suspirou pesado e cansado de simplesmente de estar ali.


“Que saco”, pensou. Pelo menos naquele bendito cybercafé tinha uma área livre para fumantes, razão de tê-lo escolhido para ir.


Maldita hora em que seu computador havia quebrado, justamente naquele mês tão importante para seu trabalho homeoffice e também para outras coisas importantes que precisava dele para fazer e não poderiam ser realizadas via smartphone, o que basicamente o havia obrigado a estar naquele estabelecimento.


Pelo menos o café e os bolinhos que eles vendiam ali eram bons, talvez por serem uma armadilha para manterem o cliente ali por mais tempo.


Guardou o isqueiro usado no bolso e esfregou a bituca do cigarro no cinzeiro, a deixando ali para que fosse recolhida junto das outras depois, indo ao banheiro para lavar os braços, evitando que o cheiro do fumo ficasse mais forte em si e assim incomodasse os outros na área comum do lugar que era impressionante que tivesse tanto movimento.


O auge daquele tipo de comércio já havia passado. Raro era alguém que não tivesse um computador em casa, por isso era tão estranho que mais pessoas estivessem ali não apenas pelo serviço de pâtisserie, a não ser que todos os computadores da cidade haviam entrado em complô contra seus usuários e decidido dar pau juntos naquele dia.


Esperava que ficasse mais tranquilo ao longo das mínimas 4 semanas que Udon, o técnico de informática filho do próprio dono do café, demoraria a consertar a fonte de seu notebook, era um pouco incômodo estar entre tantas pessoas barulhentas, principalmente quando estava em algo mais secreto como aquela conta fake de twitter.


Escolheu o último computador por ali ser mais difícil de ser flagrado e lhe dar mais tempo, caso notasse a aproximação de alguém, de trocar de página.


Não seria nada legal que descobrissem que alguém com quase 30 anos na cara, como ele, participava de uma espécie de RPG com os personagens de Mortal Kombat no Twitter e, aliás, levando em conta o quanto Neji, seu sócio na Kaiten Cosmetik, era sério e chato, isso podia custar até a sua reputação profissional, mas ele não tinha culpa se era mais divertido brincar de ser Liu Kang que ser Shikamaru.


Preferia mais usar um computador público que usar seu próprio celular, afinal, nunca sabia quando o abusado de seu sócio ou até mesmo sua mãe iriam fuxicar seu telefone, além do medo de confundir a conta fake com a da empresa, que também era ele quem gerenciava.


Pior que, naquela tarde em especial, não era tanto o RPG que lhe importava e sim um dos contatos com quem falava usando aquela conta.


Entre todas as mensagens dos outros personagens cobrando sua participação, buscou por outro nome de usuário, um que nada tinha a ver com a brincadeira, digitando.


@Liukangadepraia: desculpa ter sumido do nada de ontem pra hoje. Meu computador quebrou ontem e não posso usar essa conta no celular.

Enviou a mensagem, esperando que ela(?) não demorasse a lhe responder.


Não sabia nem mesmo se a intrometida que uma dia havia se enfiado nos tweets de mais uma fake tour era de fato mulher, o que não faria diferença, mas sabia que aquela hora do dia ela trabalhava, assim como ele fingiu fazer quando a atendente do café se aproximou, trocando a página do Twitter para a de seu email profissional.


— Mais café? - perguntou, não muito simpática, a mulher que no crachá tinha escrito o nome de Temari.


Negou com a cabeça e agradeceu com um aceno, vendo ela voltar ao balcão, percebendo que havia sido o último que ela havia ido servir.


Vendo que estava livre de novo para voltar à brincadeira, voltou o mais rápido possível para a página anterior para verificar se já havia sido respondido, rindo internamente ao ver que sua amiga virtual já digitava a resposta.


@satetsuleque: deixa eu advinhar… Não pode usar o telefone por conta da sua identidade secreta que vai além de chutar as bundas de uns khans?


A piada tanto com seus segredos quanto com o próprio universo de Mortal Kombat logo foi seguida por uma outra mensagem.


@satetsuleque: ah, desculpa demorar, é que eu tô trabalhando


Sabia que não adiantava, mas, ainda assim, perguntou:

@liukangadepraia: hum… Será que eu posso saber onde nosso leque tão trabalhador faz vento todo dia?


Essa era uma das maravilhas da vida virtual. Nunca faria uma piada ridícula daquelas se fosse pessoalmente. Aliás, nem mesmo estaria falando com alguém se assim fosse.


Um emoji de coração e alguns segundos mostrando as reticências que indicavam que ela digitava depois, riu com a resposta.


@satetsuleque: se eu não posso saber o que você faz além de chupar as bolas do Raiden ,porque você pode saber o que eu faço fora desse Twitter?


Negou com a cabeça e riu, logo passando a assentir. Era justo!


Já estavam há bons meses naquele papo que se resumia à piadas referentes ao roteiro da franquia do RPG e até mesmo aos próprios tweets da tour que, entre a conversa e os e-mails de trabalho que precisava enviar antes que Neji ligasse lhe xingando novamente por outro atraso, ele participava, mas não sabiam muito um do outro além de serem fãs de Mortal Kombat e, aparentemente, terem tempo o suficiente para participar de algo assim nas redes sociais.


O máximo que ela sabia era que ele trabalhava em algo referente à cosméticos e ele que ela tinha dois irmãos, isso pesquisando pelo nome de usuário satetsu, que o levou até ela, um @satetsuboneco e um @satetsuguaxinim, que mais pareciam perfis de piadas ou de lamentações e dramas sobre a vida que perfis pessoais e nenhuma informação além disso tinham.


Talvez essa fosse a grande graça que os deixavam tão desinibidos, o fato de não precisarem sentir vergonha de alguém que não conheciam.


Papo vai, papo vem, horas se passaram. O movimento no café era grande e a rotatividade de clientes no dia também, viu muitos rostos naquele dia e se escondeu dos conhecidos para evitar uma conversa, preguiçoso demais para conviver socialmente e querendo evitar o transtorno de ser atrapalhado no que fazia.


Só faltou se cobrir inteiro com aqueles muitos papéis que tinha na pasta ao ver as irmãs de seu sócio entrando no lugar, agradecendo por não ser notado por nenhuma delas ali.


Deslogou de suas contas e também do sistema de usuário do Cybercafé, aproveitando uma ligação recebida para fumar mais um cigarro. Repetiu o processo de limpeza, mas, antes de voltar, fez uma transação bancária pelo aplicativo de seu celular, medida de segurança, afinal, já era perigoso manter seu e-mail naquele computador público.


Voltou à área dos computadores irritado pela máquina de antes não estar mais disponível, mas sentou em outra, também distante. O horário comercial já havia passado, por isso deixou o trabalho de lado para se dedicar mais um pouco à tour antes de ir embora.


@Liukangadepraia: submundo é só um lugar. Inferno mesmo é a minha vida!


Tweetou o que poderia ser interpretado como um desabafo referente ao transtorno que era ficar sem sua privacidade, principalmente por aquela hora o café se encher de estudantes recém saídos da escola e até de donas de casa vindo comprar seus pães, trazendo suas insuportáveis crianças que tanto queriam dos doces e abriam o berreiro com a negativa.


Revirou os olhos, cansado de ouvir mais um catarrento. Voltou novamente sua atenção à tela, rindo ao ver, na aba de notificações a curtida, o retweet e, também, a resposta de sua misteriosa amiga.


@satetsuleque: se tá difícil pro imperador do inferno, imagina para nós, reles mortais…


Ela tinha sempre um deboche nas piadas que chegava a ser encantador.


A notificação de mensagem não foi uma surpresa. Sempre que tinham algum tipo de problema que era refletido nos tweets, eles costumavam mandar algum tipo de mensagem, demonstrando a preocupação e, após todo aquele tempo de “amizade”, eles já não precisavam de códigos.


@satetsuleque: o computador acabou com todos os seus planos, né?


Assentiu como se ela pudesse ver, lamentando profundamente.


“Que saco!”, pensou de novo com aquela falação toda ao lado e que tornava ainda mais impossível sua permanência ali, além do horário.


Odiava estar na rua além do tempo que seu trabalho exigia e, desacostumado com o computador de mesa, suas costas já doíam.


As estalou e se pôs a digitar, vendo o aviso de que seu tempo ali estava acabando, suspirando pesado.


@liukangadepraia: acabou com todos eles e com a minha paz. Infelizmente não vamos nos falar mais essa noite. Agora eu tenho que ir, falo com você amanhã, ok? Até!


Mandou um emoji de riso e esperou um pouco. Ela devia estar ocupada para lhe responder naquele momento e ele não tinha tempo para esperar deslogou mais uma vez de tudo, conferindo se não havia esquecido de nenhuma rede social ou e-mail abertos ali, recolhendo seus pertences e indo até o balcão, enfrentando a pouca fila que os atendentes faziam de tudo para findar o mais rápido possível.


— Diga! - disse a mesma mulher de antes, visivelmente cansada e ele apontou para os cigarros, pedindo um deles.


— Me vê um de filtro vermelho… - disse já pegando o dinheiro já carteira, vendo que talvez não saísse muito em conta ficar comprando horas de acesso avulsas. - Vocês têm algum plano de horas mais econômico? - perguntou rezando por sua situação financeira.


Ela assentiu, mas riu com um pouco de deboche. Ele parecia riquinho demais até para estar ali, mas também parecia ser um verdadeiro pão duro.


— Temos de até 200 horas, mas isso é negociável… Volte amanhã e fale com o senhor Gai ou com o Lee, são eles que resolvem isso, eu só atendo o café! - para uma funcionária, ela parecia muito arrogante, mas quem não seria um pouco chata lidando com tanta gente insuportável.


Assentiu, pegando o cigarro e o troco, como um cumprimento.


— Então até amanhã! - respondeu por educação, já indo embora.


Ela não reclamou de sua má educação, até agradeceu, afinal, ele era o último da fila e enfim ela podia usar o pouco espaço de tempo livre para usar o Twitter.


Foi direto nas mensagens, revirando os olhos ao ver que já fazia tempo que seu amigo virtual havia enviado a última mensagem.


@liukangadepraia: acabou com todos eles e com a minha paz. Infelizmente não vamos nos falar mais essa noite. Agora eu tenho que ir, falo com você amanhã, ok? Até!


Verificou se ele estava online e nem isso, por isso bateu o pé, irritadiça.


— Droga, eu nem pude me despedir por hoje! - reclamou já pensando no quão chata seria sua noite sem as conversas com ele.

Ouviu a risada maliciosa de seu irmão, Kankurou, que se aproximou, fechando a cara logo após isso, prevendo a piadinha de mal gosto que de certo ele faria.


— Que feio, Temari… Você veio pra trabalhar ou pra sonhar que é a Kitana do Kanga de Praia? - zombou e ela se impressionou com a criatividade que ele tinha para piadas sem noção.


Não respondeu nada e nem cedeu à vontade de estapeá-lo, tentando não chamar a má atenção dos clientes, se bem que eles mais estavam entretidos se empanturrando com os doces ou com o café servido ali quase que em um sistema de open bar que com eles, mas um barraco sempre era um barraco e sempre tirava empregos dos envolvidos e já bastava que seu grande amigo já não estivesse online para aliviar a bosta de vida que julgava levar, que Kankurou não complicasse tudo ainda mais.


15 de Agosto de 2018 a las 23:21 2 Reporte Insertar 6
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Ariane Munhoz Ariane Munhoz
Eu to rindo e não é pouco desse Shikamaru e dessa Temari. A vida é cheia dessas coincidências, ne? Os dois ali, pertinho, sem nem sequer imaginarem isso! Adoreicas piadinhas do twitter, mas, mais que isso, adorei ver o contraste da vida real com o online. Engraçado como algumas pessoas se transformam. Introdução show de bola como sempre, minha rainha do descontrole. Já to ansiosa pra ver o que vem por ai!
16 de Agosto de 2018 a las 06:16

  • Tatu Albuquerque Tatu Albuquerque
    AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA ESPOSA. OLHA A VIDA COMO É, NÉ? SEMPRE FAZENDO PEGADINHA COM AS PESSOA. A GENTE TRANSFORMA SIM! E EU TÔ. COM SAUDADE. TE ANO 2 de Octubre de 2018 a las 14:16
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