Rastro da Morte: Marionete Seguir historia

william-franco William Franco

Maxwell Smith tinha a vida perfeita. Namorada, amigos, popularidade e inteligência. Mas tudo isso acaba, junto com seu sossego. Um assassino chega a cidade onde mora e começa a ameaçá-lo, junto de seus amigos. Todos correm perigo, agora cabe a ele descobrir os segredos e as mentiras de sua vida.


Horror Horror adolescente Sólo para mayores de 18.

#teen #assassinato #serial-killer #slasher
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Duas são melhores do que uma

Nunca fui de dormir na sala de aula. Sempre fui um dos primeiros da turma, o mais dedicado e responsável. Minha vida era a melhor, meus amigos e eu éramos os melhores da escola. Mas tudo está mudando tão rapidamente, que minha cabeça parece que vai explodir. Aquela festa da noite anterior foi a noite mais terrível de minha vida. Nunca me esquecerei do que aconteceu.

- Maxwell Smith, o senhor poderia me dar mais atenção?- Disse Coral que balançava a mão na frente do meu rosto.

- Oi, me desculpe fiquei perdido nos meus pensamentos- Disse finalmente olhando para ela. Coral é minha namorada, ela tem os cabelos escuros e encaracolados. Sua pele é morena e ela tem os olhos castanhos. Ela é a garota mais linda que conheci na vida.

- Posso saber em que estava pensando?- Perguntou ela sentando em meu colo de frente para mim.

- Naquele dia em que fomos a praia, todos nós, e você usou aquele biquíni preto e vermelho.

- Então você estava pensando em minha calcinha e em mim?

- Era uma ótima calcinha, eu queria tirá-la e te levar para o quarto.

- Você estava pensando em coisas inapropriadas- Disse ela que se levantou. Nós estávamos indo para uma festa a fantasia, a dela era de enfermeira. A minha era de Clark Kent, com direito até óculos.

- Meus pais não estão aqui, a gente poderia fazer algumas sacanagens antes da festa.

- Se você for um bom menino, nós poderíamos até fazer algo a mais- Disse ela me puxando pela gravata e me dando um beijo.

Agarrei ela pela cintura e a puxei para mais perto de meu corpo. Fui andando com ela até chegar na minha cama. Deitei e a coloquei por cima de mim. Fui desamarrando sua fantasia e ela continuava me beijando. De repente, ela saiu com tudo de cima de mim e correu para fechar sua fantasia de novo.

- Não devemos fazer isso, precisamos esperar- Disse ela retocando a maquiagem.

- É sempre assim, você me deixa duro e depois foge.

- Max, não estou pronta para isso- Disse ela cobrindo os olhos.

- Eu sei, eu sei, me desculpe- Disse a abraçando e ela retribuindo- vou te esperar, não importa quanto tempo.

- Adoro quando fala assim comigo- Disse ela rindo- adoro seus olhos azuis e seu cabelo preto, adoro tudo em você.

- Eu também adoro tudo em você- Disse dando um beijo nela.

Minha casa ficava a três quarteirões da casa de Yumi e Chizuru Kaneko, nossas amigas e donas da festa. Nós andávamos lado a lado de mãos dadas. Ela olhava para mim e sorria, eu fazia igual. Nós namorávamos desde a oitava série. Quando nós chegamos na casa de nossas amigas, Yumi já estava nos esperando. Ela estava com uma fantasia de Rapunzel com seu longo cabelo escuro amarrado numa trança e um vestido de princesa. Yumi é estava muito bonita, ela tem os olhos castanhos e um cabelo longo que chega até a bunda. Yumi e Chizuru vieram do Japão com três anos. Assim que Yumi nos avistou, Coral correu para abraçá-la.

- Que bom que vieram- Disse ela arrumando o vestido.

- Não perderíamos por nada- Disse Coral, que agora olhando ela no meio desse monte de gente, acho que não foi uma boa ideia deixar ela usar essa roupa.

- É, essa festa vai ficar na história- Disse olhando para a casa de Yumi. A casa, melhor dizendo, mansão, tem um enorme jardim na frente, uma fonte e muitas pessoas. Praticamente toda a escola estava lá, popular ou não. Tinham alguns carros, com certeza alguns formandos conhecidos da Yumi vieram.

- Cadê a Chizuru?- Perguntou Coral.

- Vamos procurá-la- Yumi pegou na mão de Coral e a puxou para o amontoado de gente.

Entrei e fui procurar por meus amigos. Depois de tanto procurar, os encontrei perto da mesa de bebidas, eles estavam sentados embaixo de uma árvore de Sakura, que os pais da Yumi e Chizuru trouxeram do Japão. Eles acenaram para mim e eu corri até eles.

- Olha só, se caso algum vilão querer destruir a cidade, teremos nosso próprio Super-Homem- Disse Andrew Blake de sua fantasia. Ele estava com uma fantasia de mago, ele estava com um roupão azul e uma barba branca e longa. Deve ter perdido o chapéu por aí. Ele tem os olhos azuis e o cabelo loiro. Devido aos treinos de vôlei, futebol e basquete, ele é todo forte musculoso.

- Claro, com certeza serei uma donzela indefesa- Disse Elisabeth White, Beth como a chamamos, fez uma pose como se estivesse desmaiada. Ela estava fantasiada de policial, mas parecia mais uma policial de striptease, seu sutiã estava aparecendo. Ela tinha algemas e uma arma de criança amarrada na cintura. Usava um quepe de policial e seu cabelo vermelho intenso estava jogado para trás. Seus olhos verdes contrastavam com sua pele super branca. Nós costumamos chamar ela de Branca de Neve Punk.

- Você não precisa de mais ninguém, seu herói está aqui- Disse Carlos Oliveira, beijando Beth. Carlos tem os cabelos escuros de tamanho médio. Olhos castanhos e é bem alto. Carlos repetiu um ano apenas para ficar com sua namorada, eles se amam muito.

- Como vocês são chatos- Disse eu revirando os olhos e me sentando ao lado de Andrew.

- Você não vive sem a gente- Disse Carlos rindo.

- Onde está a Samantha, achei que ela viria com você?- Disse ao Andrew. Samantha Banks é a namorada de Andrew. Ela é loira e tem os olhos azuis, é a versão feminina do Andrew.

- Disse para mim ir na frente, que viria depois porque não conseguiu um sapato que combinasse com sua fantasia.

- Qual a fantasia dela?- Perguntou Beth.

- Ela vai vir de bruxa, uma fantasia bem sexy, disse que combinou com a Coral.

- Agora está explicado porque a Coral está fantasiada de enfermeira.

- Meninos, vou atrás das donas de vocês- Disse Beth se levantando e dando um beijo em Carlos.

- Não ganho um beijo?- Perguntei rindo.

- Claro, meu punho queria mesmo te conhecer- Ela saiu rindo.

- Galera, posso fazer uma pergunta?- Disse quando Beth estava longe.

- Não fazemos troca de casais- Disseram os dois rindo.

- Calem a boca, queria saber se vocês já fizeram sexo?- Minha voz foi sumindo aos poucos.

- Bem, quem me puxou para a cama foi a Sam- Disse Andrew deitando na grama.

- No começo a Beth não queria, mas ela não resistiu aos meus charmes.

- A Coral sempre me deixa duro e depois diz para esperarmos.

- Se você quer transar, Débora e Natália estão aí para isso- Disse Andrew.

- Sem chance, não vou trair a Coral ela não merece isso.

- Mano, se você quer tirar o atraso- Disse Carlos rindo- vai atrás de quem quer.

- Já disse que não, ela não merece.

- Olha só quem nós encontramos aqui- Disse uma voz feminina e sensual. Olhei para cima e lá estava Débora.

- Parece que tem alguém sozinho precisando de duas heroínas- Disse Natália, as duas estavam fantasiadas de super heroínas.

- O que vocês querem aqui?- Perguntei ainda sentado.

- Bem, acho que alguém precisa de uma boa foda! O que acha Nah?- Disse Débora lambendo os lábios.

- Acho que ninguém vai se importar, Debby!

- Vocês se lembram de mim?- Perguntou Andrew.

- Quem é você? Até que é bonitinho.

- Como assim quem sou eu?- E lá vamos nós- Sou Andrew Blake, presidente de classe, capitão do time de Vôlei e melhor artilheiro de futebol da escola.

- Ah sim, ele é o número quarenta e cinco Debby!- Disse Natália sorridente.

- Então eu perdi o interesse, voltemos ao nosso querido Max- Débora chupava um pirulito e fazia alguns movimentos peculiares com eles.

- Vamos para o quarto, você não sabe o que duas garotas podem fazer juntas- Natália virou o rosto de Débora e lhe deu um beijo na boca e se virou para mim- venha.

- Vocês vadias, fiquem longe do meu namorado- Disse Coral atrás delas.

- Coral, que milagre ver você por aqui!- Disse Débora rindo.

- Pare com o cinismo e vão logo embora.

- O que você pode fazer contra nós? Somos duas e você apenas uma- Disse Natália avançando para Coral.

- Não pense que ela está sozinha- Ouvimos a voz de Sam e todas as meninas do grupo apareceram.

- Fiquem longe de nossos namorados- Disse Beth.

- Ou vou quebrar todos os ossos de seus corpo- Terminou Coral.

- Vamos sair daqui Debby!

- Isso ficou chato de repente.- Débora saiu e Natália a seguiu- Eu ainda vou ter ele em minha coleção- Rosnou Débora.

Olhei para Coral e ela estava com sangue nos olhos. Ela cerrou os dentes e ficou olhando Débora e Natália até elas sumirem no meio da multidão. Sam e Beth voltaram para junto de seus respectivos namorados e os beijaram. Olhei para Coral e ela virou o rosto para mim, me levantei e andei até ela. Passei por Yumi e Chizuru e toquei no ombro de Coral, ela olhou para mim e pude ver a tristeza no olhar dela.

- O que aconteceu?- Perguntei sorrindo.

- Eu não sei o que poderia acontecer se eu não tivesse chegado a tempo- Disse ela se afastando um pouco.

- Eu nunca trairia você, eu te adoro.

- Você está certo, me desculpe por desconfiar de você.

- Não importa, isso é uma festa- Disse levantando ela no ar- vamos curtir.

Assim que a coloquei no chão, ela me beijou e me entregou um copo de Vodka e me puxou para o meio da pista. Começamos a dançar feito doidos, sempre nos beijando e cantando as músicas. Notei que quem estava cantando, eram as irmãs Kaneko’s que estavam cantando. Nem notei a aproximação de Jonathan por trás de Coral. Ele estava se esfregando nela e ela tentava sair de perto dele.

- Ei, o que pensa que está fazendo?- Gritei por cima da música.

- Relaxa cara, vamos dividir a piranha- Dizendo isso ele deu um tapa na bunda de Coral.

Voei em cima dele lhe dando um soco no queixo. Ele me xingou e deu um outro soco, nos fazendo cair. Todos pararam para nos ver brigar, alguns torciam por mim e outros por ele. Ouvi alguém apostar em Jonathan, Yumi e Chizuru continuavam cantando. Consegui finalmente deixá-lo inconsciente e me levantei limpando a roupa e colocando o óculos de novo.

- Não mexa com minha namorada de novo- Disse abraçando Coral.

- Obrigada amor!

- Max, preciso de você!- Disse Carlos que chegou empurrando a todos e ficou olhando para Jonathan- Você bateu nele?

- Claro, ninguém mexe com minha namorada e sai impune.

- Certo, preciso você corra numa corrida de carro.

- Está louco? Sabe que sou menor de idade, não posso dirigir.

- Eu sei, mas meu oponente disse que eu não poderia correr, teria que achar outro piloto.

- Mas por que eu?

- Você é único que sabe dirigir que eu confio- Disse ele implorando.

- Tudo bem, vou correr por você.- Carlos comemorou e eu olhei para trás para falar com Coral, mas ela havia sumido.

- Vamos logo!

Carlos me puxou e juntos chegamos na parte externa da festa. Metade da festa estava lá e a outra metade estava gritando do lado de dentro. Vi o carro do Carlos do lado esquerdo na pista e outro carro do lado direito. Sentado no capô do carro, estava Heitor, ele odiava Carlos porque meu amigo conseguiu ficar com a Beth e ele não. Então ele fazia a vida de Carlos um inferno.

- Ótimo, quem é seu corredor?- Perguntou ele parando a centímetros de Carlos.

- É o Max, óbvio! Não confio em mais ninguém para dirigir meu carro.

- Se eu soubesse que esse desafio seria tão fácil, eu teria escolhido alguém ao nível do Max.

- Quem é o seu piloto?- Perguntei.

- O Gabriel, ele é o melhor da sua escola.

- Surpreso em me ver, Max?- Perguntou Gabriel parando ao lado de Heitor.

- Vamos começar logo com isso, tenho mais o que fazer.

Entramos nos carros e ligamos nossos motores. Meu pai me ensinou tudo o que sei sobre carros, ele me ensinou a dirigir e tudo o mais. Olhei para o lado e vi Gabriel, que acelerava o motor me provocando. Ele mandou um beijo para mim e depois gargalhou. Não me deixei ser levado pela fúria e me concentrei na corrida. Mary foi até o meio dos carros com uma bandeira, ela estava com um shorts jeans curto e uma camiseta que mostrava sua barriga.

- Pronto?- Perguntou ela ao Gabriel.

- Pronto!

- Pronto?

- Como nunca estive!

Ela levantou a bandeira e contou até três. No três a bandeira desceu, Gabriel e eu saímos ao mesmo tempo. Estávamos igualados, eu olhava para o lado e o via dar risadas. Mudei a marcha e passei por ele, agora era eu quem dava risadas. Virei na esquina e ele estava um pouco longe de mim. Porém, aos poucos ele estava chegando perto de mim. Estávamos quase na linha de chegada, já conseguia ver a festa. Agora Gabriel e eu estávamos igualados, às vezes ele me passava e às vezes era eu quem o passava. No último instante, mudei a marcha e passei por ele. Cheguei primeiro que ele, comemorei no carro e depois saí, todos estavam lá para me saudar. Carlos veio e me abraçou e me agradeceu. Olhei para Gabriel e ele estava bravo. Fui até ele e estendi a mão para ele, que ficou me olhando estranho. Mas ele a apertou e me deu os parabéns.

- Muito bem, saiam da minha frente idiotas- Disse Heitor empurrando a todos.

- Hora de pagar uma aposta- Cantarolou Carlos rindo.

- Tá tudo aí!- Disse Heitor lhe entregando uma boa quantia em dinheiro.

- Não está esquecendo de nada?

- Por favor, não leve o meu carro.

- Você apostou o seu carro?

- Claro que sim, sabia que você ganharia, pode me entregando as chaves.

Heitor jogou as chaves do carro no peito de Carlos e saiu andando pisando forte. Vários vaiaram ele, que teria que voltar de ônibus para casa.

- Você é muito doido- Disse rindo.

- Isso é para você amigo- Disse Carlos me entregando as chaves do carro de Heitor.

- O quê? Como vou explicar isso para meus pais?

- Diz que foi presente de seus amigos, que nós fizemos uma vaquinha para te dar de aniversário atrasado.

- Você tem tudo sobre controle, não é?

- Claro que tenho!

- Certo, agora quero saber onde está minha namorada.

- Também queria saber onde estão todos.

Guardei as chaves de meu novo carro e entrei para a casa. Passei por todos perguntando onde estavam meus amigos. Uma garota disse que viu Coral entrar para dentro da casa. Entrei pela cozinha e estava quase vazia, tinha apenas dois meninos se beijando. Passei em frente ao banheiro e ouvi um barulho e coisas caindo, decidi entrar para saber se a pessoa estava bem. Mas bem na hora passou um menino dizendo para todos irem para fora, que estava acontecendo algo muito doido. Deixei aquilo para lá e fui ver o que todos estavam fazendo. Com certeza era alguém fazendo sexo. Quando sai, todos estavam olhando para cima. Alguns choravam, outros mandavam chamar a polícia. Olhei para cima e lá estava Débora e Natália e outra pessoa que segurava Débora pelo cabelo. Natália estava com os braços amarrados e estava sentada no parapeito da varanda. Elas choravam e as duas estavam apenas de calcinha e sutiã.

- Que merda é essa?- Alguém gritou.

- Agora começa a época mais sangrenta dessa maldita cidade. Eu o Marionete, vou fazer um banho de sangue- Gritou a pessoa mascarada. Ele estava usando uma máscara de um boneco de marionete, sua boca estava aberta, mas ele falava normalmente, porém sua voz estava disfarçada. Ele usava uma capa preta que cobria seu corpo, nada dele estava a mostra. Ele usava uma luva e segurava uma faca.

- O que eu fiz para você, idiota?- Berrou Débora, que levou um tapa na cara.

- Cala a boca vadia- Disse a pessoa fantasiada.- Escute Max, vou caçar você e seus amigos. Vou me vingar e você vai se arrepender.

- Me deixe em paz- Chorou Débora.

Já sem paciência, aquele monstro cortou o pescoço dela e a jogou para baixo. Seu corpo bateu com estrondo. Logo em seguida ele pegou Natália e a jogou também. Todos ouvimos o barulho dos ossos dela quebrando. Corri até elas, Débora estava morta, mas Natália estava viva.

- Ela está viva, alguém chame uma ambulância- Gritei.

- Merda, nossos amigos estão lá dentro- Gritou Sam.

- Amor estou aqui- Disse Andrew.

Nossos amigos foram aparecendo, mas Coral ainda estava lá dentro. Não pensei em nada, apenas saí correndo para dentro da casa. Eu faria qualquer coisa para salvar para minha namorada.

10 de Agosto de 2018 a las 15:52 0 Reporte Insertar 0
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Conoce al autor

William Franco Sou um ótimo leitor. Minha vida teve bastante sentido, quando comecei a ler e a escrever minhas próprias histórias.

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