Um tributo a Chespirito Seguir historia

sweet-mary Mary

Era praxe que de tempos em tempos corressem boatos de que Chespirito tinha morrido, lá ia o Fórum Chaves desmentir. Naquele dia, quem estava mal era o Pelé, no entanto um plantão televisivo que interrompeu o próprio Chaves, deu a notícia que nenhum fã jamais queria ouvir. O dia, 28 de novembro de 2014, quando não foi boato.


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#el-chavo-del-ocho #chaves #homenagem #Chespirito #roberto-gómez-bolanos
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Um tributo a Chespirito

Sexta-feira triste aquela. 28 de novembro de 2014. O ar morno e úmido de uma primavera estranha deixava no ar a sensação de angústia. Nuvens pesadas encobriam o céu de novembro e os raios de sol não eram fortes o bastante para aquecer um coração apertado e aflito. Aquela vontade de chorar que vinha sem saber de onde.

É bem provável que muitos de vocês se recordem nitidamente de onde estavam e o que faziam quando foram informados acerca da morte do nosso eterno Chespirito. Uns souberam pelas redes sociais ou pelos portais de notícias, outros tiveram o desgosto de assistir àquele plantão televisivo raro e breve, mas não tanto que não despedaçasse corações.

Foram tantos, tantos...

Será que era boato?

Um simples boato não faria uma emissora de televisão interromper a programação para propagar uma mentira e ainda por cima brincar com os corações de tantos fãs sintonizados no SBT para acompanhar as peripécias da turma da Vila, da vila mais feliz do mundo.

O corpo do gênio padeceu aos efeitos do tempo e naquela sexta-feira deu o último suspiro após cumprir com êxito uma longa trajetória, mas a mente lúcida prevaleceu até o fim e deixou em forma de talento a imortalidade como lembrança.

Tinha que ser boato...

Não era boato, era fato. Deu até no Jornal Nacional, que num passado meio distante chegou a ser ameaçado pelo querido Polegar Vermelho em termos de audiência.

Das outras vezes eram boatos que o Fórum Chaves desmentia categoricamente e aliviava os corações de todos nós. 

Naquele estranho 28 de novembro não foi. A bandeira do luto foi mais eloquente do que um longo editorial.

Crianças grandes irromperam em prantos porque por mais que soubéssemos que um dia aquele coração pararia de bater, a certeza da perda física sempre nos desola.

Aquele que tanto nos proporcionou alegria com o seu trabalho nos fazia chorar porque era mais uma parte da nossa infância nos sendo arrancadas. Choramos abraçados uns aos outros sem pudores. Lavamos a alma naquela noite enquanto tentávamos nos convencer de que a verdade era mentira.

Homenagens vieram de todas as partes e cada gesto simbolizava a corrente de amor e compaixão que tanto nos ensinou aquele menino peralta e tão querido que aprendemos a chamar de Chaves. A solidariedade uniu oceanos interligados pelo legado de uma grande lenda.

Fomos todos um só coração. E sempre seremos, apesar de todas as diferenças que nos separam. Esquecemos todas elas naquele momento de consternação. 

Poderão pensar: "O Chavinho morreu!", mas estão redondamente enganados porque o menino da Vila estará sempre juntando garrafas vazias para vender ao dono da venda da esquina, frequentando a escolinha do Professor Girafales e brincando com Quico e Chiquinha de bola, pique-esconde, amarelinha e o que mais ditar a imaginação. Ele sempre vai amar sanduíches de presunto, tentar equilibrar a vassoura na perna e se entender com o bilboquê. 

Chaves não morreu, como poderia?

A razão é simples: enquanto ele nos fizer rir, em nosso coração haverá de existir.

E se me permitem finalizar, hoje será celebrado o Festival da Boa Vizinhança e todos estão convidados, apressem-se para não perderem o espetáculo. Chaves irá recitar O Cão Arrependido, Quico declamará Mamãe Querida e correm boatos de que a Dona Clotilde preparou um lindo poema sobre o amor para abrir os festejos. Até o Senhor Barriga comprou um paletó novo para assistir à peça de teatro dirigida pelo Seu Madruga. Ao que tudo indica, será um sucesso.

Aquela sexta-feira triste não colocou um ponto final na alegria e tampouco na nossa querida infância porque junto das coisas boas que guardamos em nosso coração, lá estará ela.

Obrigada, Deus por ter permitido mostrar que um grande amor supera todas as fronteiras através do riso e obrigada, Chespirito, por toda a alegria que seu talento ainda me proporciona.

Quem tanto nos fez rir não quer nos ver chorar.

29 de Noviembre de 2018 a las 14:49 0 Reporte Insertar 1
Fin

Conoce al autor

Mary Curitibana, futura jornalista, escritora em constante progresso, escorpiana com ascendente e lua em peixes. Apaixonada por todas as singelezas da natureza, onde se encontra o olhar compassivo de Deus. Em matéria de livros, filmes e músicas, minha lista tende a crescer, mas sempre há aqueles que têm um espacinho especial no meu coração. Prazer, eu sou a Mary.

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