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barbaravitoriatp Bárbara Vitória

Ele nem sempre acreditava em superstições, mas podia dizer o quanto algumas lhe assustavam… … … Possui enredo homossexual, ou seja, homens em relacionamento amoroso, com descrições gráficas ou não. Caso você seja homofóbico, preconceituoso ou intolerante, favor não seja uma pessoa grosseira ao vir ler e comentar dizeres estúpidos.


Fanfiction Libros Sólo para mayores de 18. © As histórias aqui postada são de exclusividade minha, Plágio é crime conforme a LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 e Art. 184 do Código Penal – Decreto Lei 2848/40. n a n o o k – 2018 – Bárbara Vitória ©

#258 #Aubrey-Maturin-Series #slash
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O medo que incendeia minha alma

Mãos percorriam os corpos enquanto as línguas e bocas se beijavam deleitando-se uma da outra. O contato dos corpos aumentava o calor, deixando o ambiente abafado mesmo sendo uma noite fria dentro do HMS Surprise. Jack e Stephen nem ligavam para o sacolejar que as ondas traziam ao barco ao bater contra a madeira, nada os impedia de se amarem. Ao menos talvez os devaneios da mente do nobre doutor, que vagavam por aí imaginando de tudo um pouco. No momento, focavam-se no atual problema com a falta de provisões e os burburinhos da população sobre possível motivo daquilo.

— Você está aqui querido, mas sua mente não — ditou Jack acariciando seu rosto.

— Temo que há um novo “Jonas” no navio.

— Você também ouviu a tripulação? — Perguntou preocupado.

— Todos estão a falar sobre essa história ouvida de alguém que passou pela colônia britânica no Canadá. Uma maldição para quem caça além do que deve.

— Eu ouvir dizer algo sobre desonrar a presa — ditou rindo um pouco enquanto se acomodava. Era engraçado notar o bom doutor preocupado com algo que tempos atrás dizia não acreditar.

— Não creio que seja algo para rir my Joy¹, da última vez que os homens acreditaram em uma sandice como essas perdemos um membro da tripulação. Eu não quero que isso aconteça novamente.

— E esse temor todo seria porque há algo que você saiba além de mim é?

Stephen abraçou o outro e foi notável a diferença vibrante entre a pele alva do peito forte de Jack com os cabelos curtos e vermelhos do outro. Algo inquietava-o e isso feria o inglês fortemente. Abraçando-o com força, deslizou as mãos em um afago sobre as costas salpicadas de sardas do irlandês transmitindo carinho e amor. Aquilo pareceu o tranquilizar.

— Mais calmo?

— Um pouco.

— Agora irá contar-me o que mais anda escutando?

— Eles dizem que você é o Jonas. Com sua ganância em sempre querer mais, em nunca largar um desafio, por correr atrás de algo mesmo sabendo que é loucura.

— Eu estou desnorteado. E você acredita nisso?

— Não muito, pois essa superstição se refere a quem caça ursos, por isso não se aplicaria a você. Mas isso não diminui o desejo dos homens por saber quem seria o amaldiçoado por nanook².

— Então esse é o nome do responsável pelo burburinho. Muito interessante. Mas você está certo querido, eu não cacei ursos nem estou em terra desonrando sua carne, pois a única coisa que estou a caçar agora é os seus beijos e tirar de sua mente toda e qualquer preocupação.




Notes:

[1]. Como já citado, Stephen tem pelo costume chamar Jack de Joy ou My Joy, uma forma carinhosa de tratá-lo enquanto estão em momentos privados.


[2]. Segundo a cultura Inuit, o Deus Urso Nanuk, Nanook ((Inuktitut: ᓇᓄᖅ, [naˈnuq], lit. "urso polar"), é adorado como Deus da caça e dos ursos. Conforme os ditos, ele é quem decidia quais caçadores mereciam sucesso. A lenda diz que, se um urso polar morto fosse tratado adequadamente pelo caçador, ele compartilharia a notícia com outros ursos e estaria disposto a ser morto por ele. Toda a carne – exceto o fígado – deveria ser comida, a pele usada para a roupa (um urso pode fazer três pares de calças e um par de mukluks ou kamiks – calçado típico). Os caçadores deviam respeitar a alma do urso, pendurando a pele em um lugar especial em sua casa por vários dias, e o espírito era oferecido – se fosse homem, oferecessem armas e ferramentas de caça, e se fosse mulher, caixas de agulhas e raspadores de pele. Se, no entanto, um caçador violasse essas regras e maltratasse um urso ou seu espírito, outros ursos o evitariam e ele não teria sucesso em suas caçadas.

9 de Agosto de 2018 a las 07:35 0 Reporte Insertar 0
Fin

Conoce al autor

Bárbara Vitória 24 anos, mineira de BH, escritora e um monte de outras entrelinhas numa infinita linha de possíveis predicados…

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