Presságio Seguir historia

azusakim Jess Sibia

Baekhyun acordou ofegante, o ar faltava em seus pulmões as lágrimas corriam desenfreadas pela face, talvez essa seja uma conseqüência de ser um escolhido divino, a loucura. Se levantou da cama indo até a pia do pequeno banheiro do quarto, pegou um copo no armário encheu-o de água para tentar se acalmar, no entanto a única coisa que conseguiu fazer foi soltar um grito sufocado e deixar o copo se espatifar no chão. Parado no batente da porta que dava acesso ao banheiro, estava ele, o estranho de olhos amarelos.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

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Prólogo - Uma oração ao céu cinza


Presságio do latim: praesagium, ação de prever ou pressentir
Tentativa deliberada de antecipar o futuro; Sinal hipotético que indica um acontecimento futuro.


O mundo desde sua origem passou por grandes e às vezes, drásticas mudanças. A sociedade que vivemos hoje, pode não ser a mesma de amanhã, todo o avanço de nossa ciência trouxe consigo consequências como qualquer outra escolha que fazemos. O aumento da miséria, da fome, das guerras por poder político e econômico, o homem passou a se destruir para viver, para alcançar um patamar mais alto em cada nova sociedade que surgia. Como em toda situação nova, diversas linhas de pensamento e crenças nascem fazendo com que o povo debata e crie entre si rixas para provar qual de seus pensamentos ou deuses são capazes de construir a plena verdade.


A data é 2030, o ano de ouro para a comunidade científica mundial, concluíram com sucesso a construção da última base lunar, agora elas somadas eram em um total de cento e quatro, cada uma com capacidade máxima para abrigar duzentas pessoas, em um caso de colapso, pelo menos a parte interessante da humanidade poderia ser salva e preservada. Aquela construção era injusta e suja, feita com todo o dinheiro recolhido das maiorias populares que sofriam com a fome e a falta de água, enquanto todo o imposto pago era empregado em um avanço que jamais serviria de alguma ajuda para algum deles.


De todas as nações mundiais, a sociedade contava com cinco grandes capitais que juntas, formavam a Esfera da Aliança, nome ligado aos grandes campos de proteção que rodeavam seus centros urbanos, bloqueando qualquer tentativa de ataque anarquista contra as capitais e seus habitantes. A Aliança era composta por São Francisco I, a representante norte-americana contando apenas com seu primeiro setor abrigante da classe B e A entre as camadas sociais; São Paulo Comercial, assim como muitos séculos antes, aquilo que chamávamos de burguesia e que logo tornou-se comerciantes, são sua maioria na atualidade, sendo os maiores portadores de riquezas e poder da capital sul-americana; Londres I, assim como a representante norte-americana, a capital europeia abrange apenas indivíduos de setores A e B na camada social e é a responsável pela industria farmacêutica do mundo; Tokyo Industrial, ultrapassando a China em seu setor de indústrias, a primeira representante asiática, abastece o mundo com todo e qualquer produto industrializado, abrigando uma parte da classe operária e a maioria dos grandes magnatas vinculados a indústrias e ao governo; Por último, temos Seul, a segunda capital asiática, provedora da ciência, tecnologia e desenvolvimento, responsável por abrigar todos os indivíduos cuja sua capacidade intelectual seja acima da média comum e seja capaz de ajudar o planeta de alguma forma.


Entre toda a nossa tecnologia e ciência, existia uma cidade a parte das cinco capitais conhecida como a cidade de luz, ela era o centro religioso no mundo, e embora sua existência tenha o propósito de união e conforto a todos, seu território era o maior gerador de conflitos. Nem todos aceitavam a existência de um deus, nem todos acreditavam que ele era capaz de ver tudo pelo qual passamos e não fazer absolutamente nada a respeito, porém, em contra posta, os líderes diziam que sim, ele fazia algo. Diziam que estaria para nascer em uma das capitais uma criança representante dos seus, a única esperança que a humanidade teria, carregaria dentro de si um tremendo poder concedido pelo Pai que seria capaz de restaurar todos os recursos perdidos, eles o chamavam de Graal, fazendo referência a lenda do Santo Graal de Cristo, algo que ninguém sabia o que era ou o que poderia ser e se realmente existiria, mas que seria a representação da plenitude do poder.


Nenhum cientista acreditou, nenhum governante e nenhum líder do movimento anarquista. Mas o povo, o povo aguardou. O povo acreditou naquele deus, o povo viu no discurso religioso uma esperança de acordar em uma manhã com comida e água em sua mesa.

Mas o tempo passou, e a profecia mesmo após 9 anos, não se cumpriu. A situação mundial estava em estágio de retirada, não existia mais paz entre as capitais e a guerra estava a porta cerca de mil pessoas foram retiradas para as bases lunares antes que a 

tensão entre os países explodissem realmente. Não havia mais água, o mundo estava contaminado devido as constantes explosões de reatores por todas as partes do planeta, pessoas morriam nas cidades inferiores a capital, que agora fechara suas portas e erguera suas barreiras, não queriam correr o risco de contaminação. Fora da proteção, o caos se instalara e a cada dia mais e mais pessoas morriam, seja pela radiação ou pela disputada pelo pouco que restou de comida, aos poucos os cidadãos construíram suas próprias bombas, começando sua própria guerra e destruindo toda a miséria em que viviam. A guerra interna das camadas mais pobres despertou a atenção da capital que estava neutra diante da situação, era preciso que algo fosse feito, precisavam para-los.


Os poderes se reuniram em 2039, e quatro das cinco capitais concordaram em assinar um tratado de paz se, em troca, cada uma cuidasse de seu próprio povo, eliminasse todo que causasse o caos, desprezando qualquer direito a vida, alegando serem medidas de pura 

sobrevivência, no entanto, a quinta capital Londres, recusou-se. Como medida a fim de obrigar a quinta capital, a sub capital controlada por São Francisco, Moscou, disparou contra três bases lunares habitadas por britânicos quatro mísseis destrutivos, levando cerca de duzentas a trezentas vidas. Como resposta, Londres rompeu com a Aliança e presenteou o mundo com a pior arma biológico já criada, nomeada como Peste, o vírus foi transmitido pelo ar e pela água, logo todo o globo estava contaminado e todos os dias, pessoas morriam aos milhares nas cidades baixas e nos campos rurais.


Poucos meses após o alastramento da Peste, mais de um terço da população mundial havia sido extinto, Londres foi bombardeada e retirada do mapa, em seu lugar Moscou ascendeu como protetora armamentista e estrategista, porém, era tarde demais para se montar uma estratégia e a guerra já estava acontecendo. Um conflito arquitetado entre São Francisco e Tokyo, para disfarçar o real objetivo que era, na verdade, eliminar as massas contaminadas pela doença. Em 2055, uma parte do problema chegava ao seu fim, a Peste havia sido eliminada juntamente com mais da metade da população mundial, porém, ainda faltava água e comida, ainda faltava recursos para sobreviverem, e foi nos primeiros anos após esta etapa, que descobriu-se a existência de crianças nascidas entre 2035 e 2052 que suportaram os efeitos da guerra, que eram imunes a peste, a radiação e seu organismo necessitava de muito menos para sobreviverem do que os antigos, eram uma evolução e em seu DNA possuíam a solução de todo o caos.


Mais de duas mil crianças nascidas de todas as partes do mundo foram capturadas e levadas aos centros de pesquisas em Seul, todas elas foram observadas e testadas em situações de exposição extrema de radiação e ausência de alimento e água. De todas, cerca de apenas quinhentas delas sobreviveram até o último estágio, concluíram que se era capaz de conseguir uma modificação eterna para todos através de células extraídas da medula óssea, porém, o preço a se pagar seria alto demais. Matar crianças e prol do progresso não era algo que agradou nem mesmo as capitais e Seul, foi condenada a isolamento por dez anos e a Peste, voltou a seu território.


Em meio a dor e a morte, existiam ainda aqueles que acreditavam no ser supremo ditado pelos religiosos anos antes, acreditavam que a criança escolhida não havia sido pega pelo governo ou que esta, nasceria após o cessar da guerra. Estes realizavam ainda suas reuniões quando os tiros e as grandes bombas atômicas estouravam do lado de fora das catedrais e casas, falavam do Escolhido em cada reunião, em cada canção eles o tinham em mente, eram poucos, mas possuíam grande fé naquilo que acreditavam. Em 23 de Agosto de 2057, a guerra deu seu último golpe, a cidade luz, que trazia esperança a uma parte restante da humanidade foi bombardeada e destruída, acusada de dissimular através da população um discurso falso e de ódio contra o controle dos governos. O ato foi realizado durante uma grande reunião na catedral principal da cidade, matando milhares.


O que poucos ali sabiam era que do outro lado do mundo, nas terras amaldiçoadas de Seul, onde a peste matava mais e mais a cada dia e o governo manchava a terra com o sangue dos inocentes, em uma casa solitária em meio aos campos secos da zonal rural, uma estrangeira fugitiva da América dava a luz a uma criança, a aquela criança. Ao seu redor, freiras de um convento a alguns quilômetros do casebre a ajudavam a trazer o pequeno menino ao mundo, enquanto outras oravam, porque ele estava chegando ao mundo.


“Ao Senhor todo Santo e Poderoso do céu, rogamos, que Tu não o permitas desviar de seu caminho, que sua luz brilhe no caminho tortuoso e que o mundo e seus governantes a vejam e o venerem, que seu poder seja tão grande que nem mesmo os mais poderosos o desafiem. Que sua benção seja derramada, traga-o a nós e nos dê a paz, devolva-nos a mansidão e a luz no céu, que ele nos traga o ar puro e o pão de cada dia. Que ele seja o abençoado Graal esperado, o seu cálice escondido, sangue de teu sangue, amaldiçoado por nascido em pecado ser mas bem aventurado por possuir o dono da bem aventurança em si. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, Amém.”


O choro estridente inundou o quarto, o menino nasceu pequeno e não parecia tão saudável quanto deveria ser, mas seus olhos assim que se abriram demonstraram sua força, eram coloridos, de um lado negros como a noite sem o luar e do outro, azul como o céu em uma manhã limpa. Baekhyun, ouviram a mulher na cama sussurrar exausta, seus olhos estavam fundos porém brilhavam sob a visão do filho que agora estava enrolado em uma manta e era embalado por uma das freiras. Momentaneamente ele foi colocado nos braços da mulher que o dera a luz mas que, não poderia ser sua mãe, ela estava contaminada estava morrendo. Do lado de fora do quarto um homem com traços asiáticos esperava encostado na parede batendo o pé impaciente, logo a porta se abriu e o grupo de freiras saíram com todos os utensílios usados e os lençóis sujos, por último a que carregava o menino protetoramente, atrás delas na cama o corpo desfalecido da mulher que o Escolhido jamais conheceria.


O homem era o pai, porém, não deixaram que tocasse a criança, ele também estava doente, também iria morrer, Baekhyun não teria uma família.


“Vamos leva-lo.” A freira que o carregava explicou. “É mais seguro, existem muitas pessoas interessadas em destrui-lo.”


Saíram do casebre montando a carroça estacionada a frente, deixando o homem com seu choro mudo sob o corpo da mulher que amava, enquanto o única prova que esse amor existiu cavalgava para longe nos braços de uma desconhecida. O céu estava cinzento, e as orações continuavam enquanto faziam seu caminho até o convento, pois se o Senhor estava operando, o príncipe das potestades também operariam e, aquela guerra era apenas um aviso que a verdadeira batalha ainda seria travada e que o terror para o mundo, estava apenas começando.

4 de Agosto de 2018 a las 23:34 0 Reporte Insertar 1
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Jess Sibia Perdida no meu labirinto de ideias

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