Amar-te-ei Até a Última Carta Seguir historia

mikokira Annie Hyeshi

Onde Kagome Higurashi escreve cartas endereçadas ao seu amado irmão que está na guerra, porém, este nunca as responde. MirGome!Brothers || Segunda Guerra!AU || 40's || Incesto || InuGome!Mention || Angst || Shortfic


Fanfiction Anime/Manga No para niños menores de 13.

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Primeira Carta


Notas: Esta fanfic também encontra-se publicada nos sites Spirit e Wattpad com o mesmo nickname "MikoKira".



Querido irmão, como tu estás? Espero que bem. Já faz exatamente um mês e sete dias desde que tu foi convocado e não há um dia sequer em que eu não sinta tua falta. Desde já, gostaria de alertar-te de que as coisas aqui em casa estão um tanto quanto conturbadas. Mas não te preocupes, não há motivos para alarde. Tratam-se apenas de algumas dívidas, nada que nosso pai não possa resolver.

Mamãe está muito orgulhosa de ti, meu irmão. Sempre que fazem perguntas sobre ti, ela diz com um sorriso em seus lábios, que sua cria está servindo ao país e que, em breve, voltará condecorado. Papai não demonstra o tempo todo como mamãe o faz, mas certamente está deveras orgulhoso também.

Espero que estejas se alimentando corretamente, meu irmão. Talvez a comida que te oferecem no exército não seja tão boa quanto a de nossa querida mãe, mas espero que, ao menos, esteja conseguindo engolir bem. Conhecendo-te como conheço, creio que jamais negaria uma refeição, mesmo que esta não fosse de teu agrado. Porque, além de apreciar a vida como ninguém, tu, meu irmão, és um grande semeador de bondade e de alegria. É até irônico o fato de tu teres ido para a guerra, pois sempre me disse o quão contra eras sobre este — segundo você mesmo — ato de puro ódio.

Ainda lembro-me de tu recebendo aquela carta de convocação. Tuas mãos ficaram trêmulas e as minhas mais ainda. Todavia, sorriste para mim, por mais que estivesse assustado com a notícia. Disse-me que tudo ficaria bem e que não deveria preocupar-me, pois tu voltarias para mim. Obviamente eu não queria aceitar o fato de que meu querido irmão iria me abandonar, mesmo que fosse para defender nosso país.

Lembro-me que, naquela noite, corri até meu quarto e lá fiquei durante algum tempo, chorando. Rezava para que aquela carta fosse somente um engano e que não estava endereçada a esta casa. Tu, com toda a tua paciência e benevolência, veio até mim e me confortou. Abraçou-me fortemente, até que o ar faltasse em meus pulmões e os ossos de meus braços doessem. Somente com aquele toque pude perceber o quanto tu estavas assustado. Até mesmo chorou. Algo que, certamente não fazia com frequência. Um lado seu que só era mostrado a mim.

Era evidente o quanto nós estávamos com medo, mas o que poderia ser feito, não é? Tu não poderias recusar aquela convocação e muito menos fugir. Estava fadado àquele destino.

Um dia antes de partir, tu me prometestes que escreveria uma carta por mês. Logo após o primeiro mês, passei uma semana à espera da primeira carta, contudo, nada veio. Espero que não tenhas esquecido-te de mim. Espero que não tenhas quebrado a promessa que fizestes para mim, ou então vou eu mesma até onde tu estás e baterei em ti várias vezes com a vassoura de bambu.

Ainda te lembras de quando brincávamos e tu fingias que a vassoura de nossa mãe era um cavalo? Tu sempre era o cavaleiro e eu. a donzela em perigo. Confesso que, na época, não ficava muito feliz com o fato de ser salva sempre, no entanto, com o passar do tempo, percebi o quanto necessitava de tua salvação. Já havia chego a um ponto no qual eu não poderia mais ficar longe de ti por muito tempo. Tu te tornastes o meu porto seguro. Aquele para o qual eu sempre iria caso me perdesse durante o caminho.

Perdoe-me, gostaria de ser um pouco mais breve, mas é que quando se trata de você, não consigo conter meus fortes sentimentos e muito menos as palavras que aqui escrevo. Sempre acho que está vago demais. Esta, por exemplo, é a quinta carta que tento escrever-te. As outras, achei que estavam pobres demais, então as joguei fora.

Sei que, no exato momento em que lê-la, vais rir de mim, mas tudo bem, não me importarei caso este trecho arranca-lhe um riso teu. É o que mais desejo. Vê-lo sorrindo, apesar de todo o sofrimento e desespero ao teu redor. Sorria, querido irmão. Mesmo que as coisas pareçam difíceis demais. Acredite, pois, em breve, nos veremos novamente.


De sua querida irmã, Kagome.

3 de Agosto de 2018 a las 15:46 0 Reporte Insertar 2
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