Ela é Ella Seguir historia

ksalves Katharina Santos

"No fim só queremos um pouco de paz." Ella, no auge dos seus vinte e cinco anos e sendo uma grande fotografa, se vê perdida entre o trabalho, a paixão pela melhor amiga e sua bipolaridade. Porém não se deixa resumir somente a sua doença, se vendo uma uma batalha árdua consigo mesmo para se auto descobrir e descobrir que no fim, a sinceridade é a melhor opção.


Drama Sólo para mayores de 18.

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1 - Lucidez

NOTA: Oie gente, vim com essa história nova, tentando me habituar ao site e eu realmente amo essa atmosfera de Ela é Ella e espero que gostem e possam deixar sua opinião, isso vai me deixar imensamente feliz!



Por que ainda insiste?”

“Desista de uma vez!”

“Você não tem salvação.”

A cabeça doía e latejava, entre os dedos da mão esquerda o cigarro já em sua metade, os lábios finos tragaram mais um pouco, jogando o resto no chão que já tinha uma pequena quantidade de bitucas. Ao lado do corpo uma garrafa de vodka já estava na metade.

Soltou de forma vagarosa a fumaça que antes estava presa em seu pulmão, abrindo lentamente os olhos a tempo de vê-la se dissipar no ar.

Desse jeito morrerá ainda mais rápido”

“Não precisaremos nem ao menos nos esforçar.”

As vozes pareciam sempre saber o que dizer, deixando sua mente perdida e cansada.

Iria acender outro cigarro, mas desistiu, optando por tomar todo o resto da bebida. Com dificuldade conseguiu se por de pé, indo até o banheiro que ficava em seu quarto. O pequeno espelho a cima da pia refletia o que tinha medo de ver.

Os fios castanhos desorganizados, a maquiagem preta em seus olhos borrada pelas lágrimas que desciam sem esforços de seus olhos inchados.

Abriu a portinha que dava para o armário de remédios, pegando um dos frascos com tarja preta, com as mãos trêmulas levou dois comprimidos a boca, engolindo à seco, sentindo-as rasgar sua garganta.

Apertou o mármore claro da pia até os nós de seus dedos ficarem brancos, fechando os olhos com força.

As vozes se misturavam em sua mente em um rodopio rápido e sem controle. Seu estomago embrulhava e a bile subia para sua garganta. Forçava-se a manter a boca fechada, até não ter mais forças, o corpo caindo no chão.

Acordou no outro dia, os olhos pesados demais para serem abertos. Sentia o calor em seu corpo e sua cabeça parecia que iria explodir. Precisou reunir todas suas forças para conseguir abrir os olhos, o cheiro de cigarro e vodka lhe atingiu em cheio, sentiu-se enjoada, mas ainda sim levantou-se da cama, a qual não lembrava de como tinha ido parar.

Ao sair do quarto o cheiro de panquecas e café foi muito bem vindo, sentindo a barriga roncar não questionou quem estaria fazendo, apenas agradeceu.

Na cozinha a primeira coisa que notou fora os fios loiros flutuarem pela extensão do cômodo. A música baixinha que vinha do rádio de pilha logo foi reconhecida e um sorriso mínimo surgiu em seus lábios.

Se sentou em uma das cadeiras notando que sua presença ainda não tinha sido percebida, aproveitou então para observar os movimentos alheios e de como a voz melodiosa recitava a canção.

— Meu deus, Ella! Caralho, que susto! — a garota quase tinha derrubado o prato com as panquecas, mas conseguiu se recuperar, analisou bem a amiga, estreitando os olhos azuis atrás da armação quadrada dos óculos. — Você está horrível. — constatou.

— Nossa, muito obrigada Mônica, era tudo o que eu precisava ouvir. — ironizou, sentindo o estomago roncar quando a garota colocou o prato logo a sua frente.

— Anda tomando os remédios nos horários? — Mônica já não estava mais na cozinha, arrumava os papeis na sala. — Fumando de novo?

Ella não respondeu, preferindo saborear as panquecas, não comia nada há semanas e aquilo estava sendo um alívio.

Ainda podia ouvir a amiga resmungar sobre os restos de cigarros e garrafas de bebidas, mas não tinha do que reclamar, Mônica fora a única que continuou consigo quando as crises começaram. Eram amigas de infância, mas o coração de Ella sempre bateu mais forte quando via o sorriso estranho e engraçado da garota e sabia que mesmo depois de anos e crises, aquele sentimento sempre continuava ali.

— Está pensando demais.

— Preciso voltar a fotografar. — comentou, empurrando o prato e se pondo de pé.

— Precisa descansar, eu nem imagino como foram essas últimas semanas, então você vai tomar um banho, tirar esse cheiro de vodka barata, vestir as pantufas de unicórnio e eu farei pipocas doces e salgadas e passaremos a manhã assistindo filmes românticos e melosos. — Mônica dizia tudo isso enquanto a empurrava para o banheiro, fazendo Ella rir.

Acabou não discordando, realmente precisava de um banho. Novamente se viu de frente ao espelho do banheiro, abaixo dos olhos as olheiras estavam ainda mais forte, as íris negras demonstravam todo o cansaço que sentia.

Estava horrível.

Abrio o pequeno armário, tomando mais um comprimido antes de entrar no Box. O banho foi demorado, a água gelada tirou o suor de seu corpo, deixando uma sensação de leveza.

Aproveitaria aquele intervalo que teria, pois sabia que o momento de lucidez tinha prazo. Tinha tanta coisa a fazer, mas seu corpo e sua mente estavam cansados demais para pensar em algo.

Voltou para a sala e encontrou Mônica sentada no sofá, na mesinha de centro estavam as bacias com pipocas e copos gigantes com refrigerante. Sorriu, esse era o efeito dela em si.

— Finalmente, já estava indo ver como estava — riu da preocupação exagerada da amiga, acomodando-se no sofá entre as cobertas. — vem, vamos assistir e esquecer o mundo lá fora.

Era tudo que Ella precisava, então mergulhou naquela manhã, agarrando-a como se fosse sua tabua de salvação, porque de certa forma, era.

31 de Julio de 2018 a las 14:22 0 Reporte Insertar 0
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