Masochist Seguir historia

nguyen Jinro '

Taehyung era apenas masoquista, tentando lidar com a dor de se manter vivo. Não era doença, não era um problema, não era raiva; só um fetiche idiota que poderia transformar vidas, num inferno. ❛ vmin, jikook, vhope ~ sick ~ longfic❜


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

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Prologue

Excêntrico, divertido, sorridente, um tanto inconveniente, muito inconsequente, mas, sem sombra de dúvida a melhor pessoa do mundo.

E foi por quem me apaixonei.

Quando seus lábios se abriam num sorriso que deixavam todos os dentes à mostra, a curvatura de seus olhos se fechava numa pequena linha, tornando-o ainda mais fofo. A ponta do nariz fino  quase sem arrebitação, tinha uma pequena pinta no septo, que apelidei carinhosamente de Mr. Tongue.

Ele vivia querendo tocar a língua na senhora pinta, só para me fazer rir nos momentos mais tristes.

— Ahng, Jiminie, chorando de novo!? — ele questionava, já no auge dos 17 anos com a voz se tornando cada vez mais madura. — O que houve dessa vez?

Eu nunca gostei de jogar meus problemas em cima dele. Mas Taehyung sempre insistia em tentar ajudar, e só tinha realmente ele. Até mesmo as pessoas que conheci eram plenamente por sua causa e companhia, que chamava atenção pela personalidade extremamente amigável.

— Taiee, — funguei, levantando a cabeça ao perceber os joelhos molhados, pelo anterior debruço em que estavam em contato com meus olhos — eu vou morrer sozinho! — gritei, desesperado.

Estava trêmulo como nunca. Agarrei com força sua camisa, puxando-o para baixo, conseguindo agarrar seu pescoço, torneando os braços, estagnando com o cheirinho típico de canela com creme de chocolate que só ele tinha. O pano da roupa vermelha adentrou minhas narinas, entupindo ainda mais a cavidade respiratória.

​​—​ Está me deixando preocupado. ​—​ passou os braços para trás, assustado com minha movimentação repentina sobre si.

​—​ Ele morreu, Tae! O vovô morreu! ​—​ tentei vê-lo em vão, com as lágrimas embaçando tudo. Com certeza estava com a careta mais deplorável o possível. ​— O que vou fazer sem ele!?

Joguei-me quase que completamente num profundo poço, que não tinha nenhuma maneira de se escapar. Nasci sozinho, e morreria sozinho, essa era a única certeza que teria. Mas nunca imaginaria que minha morte viria tão cedo.

A pele acobreada acima de mim passou os antebraços sobre meus quadris, me levantando no ar. Sua epiderme se esquentou, arrepiando os fios, que pude perceber apenas por respirar próximo ao seu pescoço. Senti-me como uma criança resmungona, sendo acobertada por alguém evidentemente mais alto.

— Jimin! — observei-o — Eu te amo! Venha morar comigo! — seus olhos escuros fitavam cada traço do meu rosto, quase que podiam ver os fios de minha íris, ou até mesmo enxergar minha alma.

Tae também era órfão, no final das contas. E acredito que ele sempre apanhou mais na vida do que eu, por nunca, ter ninguém. Morava sozinho desde os 7 anos, e isso nunca foi empecilho para que parasse de sorrir.

Os sorrisos mais belos, provém das histórias mais tristes.

Sua cabeleira ruiva nunca combinou com um semblante ameno, pausado ou cabisbaixo. Por isso ele era como um raio de sol onde passava — a estação que mais combinava consigo, era o outono. Era gostoso, e mesmo que as folhas das árvores estivessem caindo, o cenário, permanecia lindo. — As pessoas procuravam por ele, ansiavam sua volta, e como ninguém, Taehyung fazia falta.

Na sua ausência, tudo parecia cálido, parado. A única vez em que não fez meu coração queimar em vivência, fora quando questionou a frase que nunca esperei ouvir de si.

— Você quer namorar comigo, Jiminnie? — perguntou, ainda me fitando no ar — Eu preparei falas, mas o vento levou os papéis… Eu também trouxe chocolates, mas acabei comendo no caminho. — sorriu desajeitado com os dentes sujos pelo doce.

O Kim me colocou de volta no chão, e então eu pude reparar como ele parecia nervoso. Seus dedos tremiam sobre minha cintura, tentando ao máximo não permitir que eu o visse daquela forma. Finalmente, vi-o por inteiro, com as lágrimas já quase que secas sobre as maçãs do meu rosto. A roupa cabia perfeitamente em si, e estava másculo, porém, doce. Os brincos nas orelhas pareciam tremer junto a si, enquanto as pernas se escondiam nas calças, remexendo-se como se estivesse com vontade de urinar, de tão inquietas.

Só então, assimilei o que havia me pedido.

Fluí em desespero, com vergonha demais para levantar a voz para responder. Senti-me mais rubro que as pontas de seus cabelos desgrenhados. Eu realmente não teria pessoa melhor para cuidar de mim do que o próprio Kim Taehyung.

Segurei suas mãos, enlaçando nossos dedos, — agora, ambos tremendo —, seu sorriso ainda estava intacto, inspirador, como se lhe desse confiança para ficar de pé. Puxei-o para um abraço apertado, sem saber bem o que dizer, então, fiquei ali, parado apertando suas costas para que se aproximasse ainda mais.

Atrapalhado, ele me segurou, levando-me as pernas para seu quadril, nos fazendo cair sentados. Sobre si, sem precisar levantar a voz, passei as mãos pelo seu maxilar, trazendo-o para que pudesse beijá-lo.

Nossos lábios se encontraram de maneira calma, iniciando um pequeno e estalido beijo, algo desejado, entretanto, paciente. Eu ainda choraria pelo meu avô, porém, estaria chorando ao lado dele, em seu ombro largo o bastante para caber meu queixo, para que pudesse virar-se e roubar um beijo na ponta do nariz, quando quisesse, apenas para me acalmar.

Era estranho estar apaixonado e só se dar conta, quando lhe dão um empurrãozinho.

Empurrãozinho.



28 de Julio de 2018 a las 22:42 0 Reporte Insertar 1
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