Orgulho Seguir historia

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Orgulho || Os Sete Pecados Capitais | SasoDei | Todo humano nasceu em meio ao pecado, é o que dizem. Somos frutos do pecado da carne, da luxúria e gula daqueles que vieram antes de nós. É parte do nosso fardo pecar em vida e pagar por tais pecados em morte, é assim que deve ser. Mas não para ele. Não para o Faraó, acima de todo os reles mortais. Não importava o pecado, não importava a afronta contra a própria carne. Nada abalava-o, exceto é claro, os ousados olhos azuis que lhe prometiam mais pecado do que qualquer humano deveria experimentar. Ah, Sasori poderia ser o Faraó, mas ainda estava sujeito a pagar pelas consequências de seus atos.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18. © Todos os direitos reservados

#yaoi #lemon #naruto #fanficsotaconda #snschurch #sasodei #Sasori-Deidara
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Orgulho

Peoples! Olha quem chegou no Inks?!! Esse nenenzinho que foi meu primeiro ~ espero que não o único ~ SasoDei. Eu já devia ter vindo aqui e postado ele a um bom tempo, mas enrolei por causa da capa. Sim, da capa.

MAAAASSS agora ele chegou e de roupinha nova. Lindinho para vocês. Aliás Orgulho faz parte de uma coletânea de One-Shots dos Sete pecados. Aqui no site essa fanfic está sendo postada individualmente, mas antes era uma história só com sete capítulos sobre um pecado/casal diferente. RECOMENDO MUITO que vocês leiam Luxúria, Gula, Preguiça, Inveja, Ira e Avareza. Elas não tem relação uma com a outra, então pode ler aqui tranquilx, mas todas são fics MARAVILHOSAS. Sério, leiam.

@JunoWolff, @JuuhWalker18, @XixisssUchiha, @cupcake_ruivo, @Akuma_Lia e @CammisSilva são as outras seis autoras. Fuxiquem a vontade o perfil delas.

É isto, bora pra fic!

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"Pois do interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, as cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez. Todos esses males vêm de dentro e tornam o homem impuro".

Marcos 7:21-23


Os deuses estavam irados, todos sabiam disso sem precisar esforçarem-se para perceber a raiva deles. Castigavam a terra com tempestades de areia, escassez de água para o povo e homens doentes que dia após dia caiam sem vida ao chão. A fúria que emanava dos deuses assustava a todos, desde os escravos que eram açoitados pelas ruas para trabalharem até os sacerdotes, que corriam pelo palácio inquietos.


Ninguém era capaz de entender o motivo do ódio que era despejado sobre o mundo, exceto, é claro, o Faraó. O jovem que comandava o Egito, a pouco tempo tendo tomado para si esse poder, sentava-se em seu trono e desfrutava de todo o conforto e luxúria que o título lhe proporcionava. Sorrindo diante o pavor que as noites tempestuosas e frias traziam consigo, a premissa de que algo grande estava chegando.


Ele conhecia seu pecado, o ato que despertara o ódio das divindades supremas. Sabia o que tinha feito, como tinha sujado as próprias mãos de sangue em um pacto com o Seth. Sabia muito bem como chegara ao trono do Egito, e gostava disso.


Não havia remorso nos olhos castanhos, culpa pela morte do pai ou do irmãozinho que nascera prematuro e não houvera tido a oportunidade de sequer sentir o calor do sol. Ele não se arrependia em nada, afinal, apenas tomara para si o que já era seu por direito. Não há motivos para arrepender-se pelo que fizera, tendo isso despertado ou não a fúria dos outros deuses.


O trono do Egito sempre pertencera a ele, isso estava predestinado no dia em que fora concebido. Sucederia seu pai, o antigo Faraó, quando este viesse a falecer. Aquele trono era seu por direito e não permitiria que ninguém interferisse em seu destino, nem mesmo o filho bastardo que seu pai havia tido com uma das criadas pessoais. Mas seu pai não pensava mais desse jeito, não quando olhava para o garotinho de olhos verdes que a vadia havia parido no leito ensanguentado.


Seu pai queria fazer daquele bebê prematuro seu sucessor, como iria permitir uma atrocidade destas? Jamais aceitaria que o caçula bastardo redigisse o Egito e ditasse as regras para si, como seu superior. Oh não, Sasori não permitiria isso nunca, por esse motivo fora tão fácil. Não houve um peso em sua consciência quando rasgou a garganta de seu pai e de seu recém nascido irmão, utilizando-se da adaga forjada pelo sangue do deus da morte.


Não houve culpa ou dor quando sujou as mãos e as roupas brancas de seda com o sangue escarlate de ambos. Honestamente, ele sorriu. Sorriu orgulhoso do que estava fazendo quando seu pai abriu os olhos na calada da madrugada e o viu com a adaga em seu pescoço. Cortando a pele suavemente.


- Serei eu, meu senhor, que comandarei essa terra após sua partida para o encontro com Anúbis.


O sangue jorrou gloriosamente, sujando a lâmina e a roupa fina que Raza trajava. Sasori amava e respeitava seu pai, seu Faraó, mas a morte deste era necessária para a realização de seu destino já escrito. Assim como a morte do bastardo a quem Karura dera a luz. O fedelho pequenino que não chegava a ser maior que sua mão, mas que mesmo assim resistiu ao parto. Diferente da mãe fraca que possuía. Foi deleitoso para si cravar a lâmina fria no bebê, que dormia seu sono tranquilamente. Não sabendo que teria a chance de ver o raiar do sol arrancada de si pelo doce corte da adaga.


Apesar do sorriso que estampou seus lábios durante toda aquela noite, Sasori era o único que parecia realmente contente. Logo na manhã seguinte os sacerdotes já haviam percebido que algo estava estranho em relação ao deuses. Um clima ruim pairava sobre todo o Egito e o povo fazia preces e preces contra toda a desgraça que poderia pairar sobre eles. Mas o pior, para o tumulto geral no palácio, fora ver Raza e Gaara mortos, por pouco não encontraram Sasori do mesmo modo. Este, que havia sido atacado assim como sua família, mas que conseguira sobreviver. Ou era nisso que o mais novo Faraó os fazia acreditar.


Claro, ele disfarçou a satisfação que lhe enchia o peito, o orgulho de si mesmo, e fingiu pesar pela morte dos entes. Assim como foi bom em fingir ter visto um culpado e aponta-lo no dia seguinte. Novamente não houve culpa quando arrastaram um dos trabalhadores do palácio para fora aos berros. Não, o homem não tinha culpa, Sasori sabia. Assim como também nunca tivera feito nada de errado, mas alguém devia levar a culpa afinal. E quem melhor para isso do que o servo pessoal de Raza?


E desse modo lá estava ele, o governante de toda aquela terra, sentando satisfeito conforme nem sequer dignava-se a olhar para as duas moças que lhe serviam com petiscos e água. Ele acreditava que tudo estava bem, não temia a devota ira que parecia assolar o solo, assim como acreditava ser muito melhor do que qualquer um que ousasse opor-se a si. Seja Deus ou mortal. Não obstante, não é como se sua cabeça não doesse toda noite ao deitar-se para selar seus sonhos. Não quando durante o dia era obrigado a assistir as pernas claras e de aparente pele macia, desfilando de um lado para o outro para lhe servir do que precisasse.


A única coisa que tirava o sono do Faraó era definitivamente e somente o garoto loiro, de olhos tão claros quanto às águas límpidas do Nilo. Que nunca encaravam-no diretamente, se por medo ou respeito, Sasori não saberia dizer. Mas ele gostava, ah... Como ele gostava quando o jovem evitava olhar para si, falando baixo consigo quando requisitava sua voz ao perguntar ou ordenar alguma coisa.


Era extremamente satisfatório, principalmente nas ocasiões em que as bochechas do outro adquiriam um tom rosado. Seria ele cor de rosa em todos os lugares?


O Faraó gostaria de saber.


- Chame meu servo. - ordenou a uma das mulheres, a voz soando firme enquanto gesticulava com a mão para que ela se afastasse. A mesma que timidamente reverenciou-o antes de sair rapidamente em busca de quem lhe fora ordenado. Voltando pouco tempo depois com o jovem loiro de olhos azuis, que como de costume, não atreveu-se a olhar diretamente nas íris castanhas de seu superior.


- Senhor. - anunciou-se, cortes.


- Vá preparar-me um banho. - Sasori gostava de como não precisava pedir por favor ou de como uma frase crua e fria como aquela era imediatamente obedecida. Uma ordem simples, porém dita com uma altivez desnecessária, isso claro, se não fosse o governante do Egito. Afinal, se tinha poder, porque não usá-lo?


- Sim senhor. - e ele já havia partido tão logo a ordem fora dada.


Não muito depois o ruivo levantou-se e seguiu em direção ao seus aposentos, dispensando a companhia das jovens com um balançar de mãos. Ele não esperou que seu servo voltasse para avisar que o banho estava pronto, não gostava de esperar, então entrou em seu quarto e deparou-se com o loiro ajoelhado em frente a bandeira com água na qual despejava óleos perfumados. O garoto não pareceu notá-lo e continuou fazendo seu trabalho enquanto cantarolava muito baixinho e suavemente. O loiro só fez ciência de sua presença no cômodo quando este se levantou e virou-se, assustando-se ao ver o Faraó parado em pé atrás de si. Os olhos fixos e frios cravados nos seus.


Foi a primeira vez que olharam-se diretamente nos olhos.


- Desculpe-me a demora, já estava indo chamá-lo meu senhor. - o rapaz abaixou a cabeça, quebrando o contato dos olhos conforme falava.


Sasori não lhe disse nada, apenas andou até onde estava e ficou de costas para o garoto um pouco mais baixo, que logo percebeu o que deveria fazer. As mãos se levantando trêmulas para abrir as vestes do Faraó, deslizando-as pelos ombros deste e jazendo ao chão em seguida. Expondo a pele nua do corpo do outro, que graciosamente entrava, uma perna de cada vez, na banheira com água morna. Sentando-se, ainda de costas, para o servo que tratou de espalhar ainda mais óleos perfumados sobre suas costas, massageando delicadamente o lugar por onde liquido escorria.


Sasori apreciou o toque suave que as mãos do outro lhe proporcionaram, relaxando os ombros para que este pudesse ter maior acesso. Seria mentira dizer que não estava aproveitando-se das mãos do loiro sobre seu corpo. Gostando dos dedos que deslizavam por sua coluna e apertavam muito sutilmente pontos de suas costas. Ainda sim, não ousou baixar a guarda. Sabia que muitos se voltavam contra o Faraó e não daria chances para que o fizessem consigo. Jamais iria permitir que alguém se mostrasse superior, pois ninguém iria ser maior do que ele próprio.


Não obstante deleitou-se com a suave massagem que lhe era feita, satisfeito com o trabalho que as mãos suaves faziam em seus ombros até o momento no qual decidira terminar de se banhar. Afastando o loiro com um gesto simples que deixava claro que já estava bom. Erguendo-se para que o outro secasse seu corpo, ajoelhando-se a sua frente para enxugar a pele molhada de suas coxas. Os olhos azuis como as águas do Nilo sem jamais desviar seu foco para qualquer ponto senão as próprias mãos envoltas pela toalha.


Seria mentira dizer que não estava divertindo-se com a dedicação do rapaz. Pois apesar da concentração na qual ele trabalhava, era visível que estivesse desconfortável com a situação. As maçãs avermelhadas de seu rosto o denunciavam, ao mesmo tempo em que instigavam a curiosidade do Faraó. De fato achava que o tom rosado combinava com o loiro que o servia.


O ruivo não negaria, tudo no outro despertava em si a ânsia de tê-lo, de fazê-lo seu; isso desde o dia em que os olhos cruzaram com os dele e viu, naquela imensidão cerúlea, o jovem atraente que parecia provocar em si reações não habituais. O que tornava a situação ainda mais provocante do que já seria sem que estivesse livre de vestes e com o loiro ajoelhado à sua frente.


- Qual o seu nome? - indagou de repente, notando as mãos do garoto tremerem ao som de sua voz. Gostou daquilo, orgulhava-se da altivez que possuía.


- D-Deidara, senhor. - a resposta veio baixa, respeitosa e carregada de uma incerteza que divertiu ainda mais o ruivo.


- Gosto do trabalho que faz com as mãos. - o loiro respirou fundo, absorvendo nervosamente as palavras do mais velho, aparentemente.


Deidara não trabalhava a muito servindo ao Faraó, começara a poucas semanas, quando o antigo governador do Egito fora morto. Vinha de uma família que trabalhava duramente pelo seu sustento e sentia orgulho dos pais por isso. Sentia orgulho de si por colaborar com a comida que era posta a mesa, não importando que para isso precisasse ser o serviçal pessoal do homem nu a sua frente. Servia ao seu superior com orgulho, mas admitia que orgulho não era a única coisa que o preenchia quando estava a trabalho ali. Era muito mais, muito maior do que mero orgulho. Por que ali, perante o ruivo, algo em seu interior borbulhava em um anseio do corpo que desejava saciar.


Portanto o arrepio que lhe subiu pela coluna, ao levantar os olhos e focá-los nos castanhos acima de si, fora simplesmente inevitável. Por que sabia reconhecer quando o encaravam desejando-o. Desde cedo aprendeu a lidar com a cobiça sobre si, notando ainda muito novo que sua aparência exótica para a região era instigante a maioria dos homens e mulheres com quem cruzava. Apesar de sempre ter se achado bom demais para qualquer um que viesse a procura de sua atenção, dispensando todos, internamente regozijou orgulhoso de si mesmo por despertar o interesse do ruivo que nada mais era senão o homem mais poderoso após os deuses. Sentiu seu ego inflar, mas conteve o sorriso que nasceria em seus lábios.


Até então tinha sido o servo tímido e prestativo que era necessitado para atender as vontades do outro, tremendo ao ouvir sua voz e evitando olhar nos olhos do homem que ali se postava com toda sua glória. Não por medo, tampouco por respeito a ele - embora respeitasse sim seu Faraó - mas por que o ruivo lhe inflamava por dentro, queimando-lhe até que estivesse submerso na mais pura vontade de pertencer ao governador de toda aquela terra. Entregaria seu corpo a ele com orgulho, caso o outro o desejasse e Deidara tinha certeza - partir de agora - que ele desejava.


- Agradeço, meu senhor. - permitiu-se, muito discretamente, sorrir ao responder o "elogio" que recebera. Fazendo questão de transparecer que o desejo era recíproco.


Sabia que era um jogo arriscado. Flertar com aquele homem? Era quase um suicídio, mas desde quando temia outro alguém? Possuía seu orgulho, e se o queria, então mostraria isso e torceria para que o homem não se ofendesse com sua ousadia.


Por outro lado o ruivo arqueou uma sobrancelha perante o tom bordado em malícia que escorreu pelos lábios rosados, de certo modo curioso com a audácia repentina que outro tivera em seu jeito de agir. Não deixando passar despercebido que até mesmo a postura adotada pelo loiro havia mudado, os ombros antes tensos, agora relaxavam despreocupadamente. Os olhos azuis buscavam pelos seus, quando outrora os evitavam. E o sorriso... Por menor que fosse, Sasori via o sorriso escondido no canto daqueles lábios.


Em qualquer outra situação não teria deixado passar o atrevimento com o qual era fitado. Ninguém jamais deveria olhar para si de igual para igual, ou até mesmo sem todo o respeito imposto pelo medo do título que carregava. Todavia aquela era a oportunidade que queria, pois a muito desejava conhecer o sabor que a pele levemente bronzeada do outro possuía. E se ele parecia tão interessado, por que negar a si mesmo os prazeres carnais que aquele loiro poderia lhe fornecer? Além do que, era o dono do Egito, sendo assim, tudo e todos que ali estivessem lhe pertenciam para o uso da maneira como preferir.


- O que mais sabe fazer com elas? - a pergunta, de tom claramente malicioso e feita por alguém que sorria desinibido, fizera com que o loiro mordesse o lábio inferior. Particularmente ansioso com o rumo que o breve diálogo estava tomando.


- Faço tudo aquilo que desejar, meu senhor.- e pela primeira vez desde que começara a trabalhar como serviçal dentro daquelas paredes, Deidara viu um sorriso largo estampando a face do ruivo. Sorriso este que de puro não havia nada, pois ali estava a premissa do que sentiria mais para frente.


- Acredito que saiba o que desejo. - não precisou ser dito mais nada, compreendera com perfeição a vontade de seu Faraó.


Lembrou-se de reprimir o sorriso satisfatório que nasceria em seu rosto antes de voltar mais uma vez os olhos para baixo, alcançando com grande curiosidade aquilo que até então evitara espiar. Essa era sua chance, poderia olhar o ruivo a vontade, passear seu olhar por todo o corpo nu que ali se postava, mas não o faria. Não quando conhecia a impaciência do outro, que detestava esperar. Portanto, antes que o homem proferisse qualquer ordem que logo seria dada, ergueu o punho e roçou a ponta dos dedos no membro, que cresceu ao seu toque.


Novamente teve o ímpeto de sorrir.


Algo dentro de si começava a esquentar conforme os dedos se fechavam em volta do falo, sutilmente apertando-o para ter o prazer de sentir a pele macia sob o toque de sua mão. Gostando da maneira como sua palma deslizava para frente e para trás, muito lentamente, e de como isso afetava o outro. Que agora se encontrava plenamente ereto debaixo de sua carícia suave. Que adquiriu mais pressão quando a mão do ruivo agarrou-lhe os cabelos da nuca, com uma firmeza que poderia ter feito Deidara cair caso estivesse de pé, visto que suas pernas tremeram e uma expectativa deliciosa o fez salivar desejoso.


Sabia muito bem o que ele queria.


Sem nem um tipo de receio posicionou o próprio corpo de quatro no chão, sustentando-se com apenas uma mão por que a outra levantava o pau alheio para que sua língua pudesse percorrer toda a extensão do falo, desde o períneo até a glande, onde o pré-gozo escorria pela fenda no topo. Não se fez de rogado, lambeu com vontade a cabeça do pênis que pulsava em seus dedos, olhando para cima a procura do olhar amendoado do Faraó. Encontrando, para seu deleite, os olhos escurecidos que fitavam-no de volta com muita atenção.


Seu orgulho inflou. Estava, naquele momento, monopolizando uma atenção que ninguém receberia tão facilmente assim. Deidara sabia, em seu âmago, que no pouco tempo em que estivera ali com o ruivo tivera muito mais do que qualquer outro.


Instigado por essa linha de pensamento não tardou a deslizar uma última vez à língua pelo falo, para só então abrir a boca e engolir o pau do ruivo, que tocou-lhe a garganta logo de primeira. Teria se engasgado com a brutalidade com a qual ele próprio havia abocanhado o pau já levemente úmido pela saliva, teria retirando-o de sua boca para continuar e desengasgar. Teria gemido com a pontada que seu ventre sofreu com a simples ideia de proporcionar prazer a alguém, mas não fez. Ou talvez tenha feito, tudo ao mesmo tempo, a boca ainda cheia por que agora o aperto em sua nuca se intensificara, obrigando-o a permanecer daquele modo.


E ele gostou disso. Gostou ainda mais do som abafado que ecoou na garganta do outro.


Sorriu desajeitadamente quando o Faraó permitiu que continuasse a sua maneira, afrouxando os fios loiros nos dedos para que pudesse afastar os lábios. Retirando quase por inteiro o pênis que pingava saliva, mantendo apenas a glande a seu alcance. Chupando-a com força, fazendo pressão com as bochechas ao sugar a cabeça do pau em sua boca. Seu próprio membro ganhando vida debaixo do tecido branco de sua roupa. Naquele momento quis mais do que tudo tocar-se, envolver o próprio falo e estimulá-lo no mesmo ritmo em que mamava no outro. Tirando-o apenas para recolocá-lo em sua boca em seguida. Contudo sabia que aproveitaria muito mais caso esperasse mais um pouco.


Por isso dedicou-se ao trabalho que fazia, serpenteando as veias salientes com a língua. Sempre impondo pressão nas sucções, excitando-se a cada novo puxão de cabelo que recebia - guiando-se por tais puxões para saber se estava agradando. E pelo olhar luxurioso que era despejado sobre si, ele tinha certeza que sim, estava agradando. Principalmente quando tirou o falo rijo dos lábios e espalhou a saliva nele com a mão, apertando suavemente na felação antes de descer um pouco mais e tomar-lhe uma das bolas na boca. Chupando ambas em seguida sem nunca parar os movimentos com a mão ou desviar os olhos do olhar penetrante que o outro lhe direcionava.


- Se eu soubesse antes que você era tão habilidoso com a boca... - o ruivo riu rouco, acariciando o topo da cabeça de longos fios dourados. Penetrando os dedos entre as mecha, como que recompensando o loiro pelo trabalho bem executado que ele estava fazendo. - Que boquinha quente.


Deidara sorriu novamente, da maneira que pode e sugou mais uma vez as bolas do ruivo antes de soltá-las para responder a fala do Faraó.


- Minha boca não é o único lugar quente de meu corpo, senhor. - provocou, lambendo os lábios avermelhados e úmidos. Não se importando com a saliva que escorria pelo queixo.


- E em breve também não será o único lugar que terei deflorado. - pronunciou rouco, inclinando-se para frente ao tomar o maxilar do loiro entre os dedos. Impondo força no toque, o que certamente excitou Deidara. Gostava daquele tipo de tratamento, assim como gostava do olhar predatório com o qual o ruivo parecia devorá-lo. - De pé.


Apesar do sorriso perverso que brincava no canto dos lábios finos do Faraó, Deidara sabia que tratava-se de uma ordem. Ordem que nem mesmo seu orgulho pensaria em negar. Portanto postou-se frente ao ruivo, que se mostrava não muito mais alto, apesar ser poucos anos mais velho, e segurou com firmeza suas vestes.


- Tire a roupa. - outra ordem, e mais uma vez estava se vendo adorando o modo como à voz que lhe falava soava autoritária.


Fez como ele pedira. Lentamente começou a se despir, deslizando o tecido claro pelos ombros - revelando aos poucos a pele conforme permitia que suas vestes fossem de encontro ao piso. Apresentando-se do modo que viera ao mundo perante a perversidade estampada nos olhos castanhos do outro.


Não disse nada ao ser encarado de forma analítica, assim como o ruivo também não houvera aberto os lábios para proferir o que quer que fosse. Ambos apenas analisaram os corpos nus um do outro, agraciados com com a visão das curvas e pele a mostra que tinham o privilégio de observar. Até, claro, os olhares subirem e focarem-se um no outro.


Os dois permaneceram presos na troca de olhar por pouco tempo, ou talvez não, não saberiam dizer, mas quando moveram-se aconteceu extremamente rápido. Pois agora Sasori agarrava o pescoço do loiro, avançando contra seus lábios sem delicadeza. Reivindicando-os em um beijo afoito. Os corpos sendo unidos em um choque que desceu pela coluna de ambos ao terem uma ereção pressionada contra a outra.


Deidara não soube muito bem como as coisas aconteceram depois. Em um momento tinha a cintura agarrada por uma mão, obrigando os corpos a ficarem juntos, a boca era invadida pela língua sedenta do homem um pouco mais alto do que si mesmo; no outro tinha sido empurrado até o leito onde o Faraó selava seus sonhos toda noite.


Agora se encontrava deitado na cama com o ruivo entre suas pernas, movendo o quadril como se o estivesse fodendo bruta e duramente. Ainda beijavam-se necessitados, esfregando os lábios com violência conforme as costas claras de Sasori adquiriam vergões vermelhos. Que eram deliciosamente instigantes, apesar de que teria cortado as mãos do outro caso o tivesse arranhado em qualquer outra situação. Mas não naquele instante. Pois tudo o que sentia no momento era a vontade latente de se enterrar no corpo alheio até fazê-lo gritar seu nome, parando apenas quando já não fosse capaz de falar qualquer coisa coerente.


E ele definitivamente não gostava de esperar para ter o que queria.


Não foi delicado ao virar rapidamente o loiro na cama, o forçando a ficar de bruços e puxando-lhe o quadril para que empinasse a bunda e a deixasse plenamente a sua mercê. Abrindo-a antes que Deidara pudesse sequer pronunciar-se, já descendo o rosto até estar de frente a entrada rosada, que pulsava em antecipação.


Se o loiro não estivesse com o rosto enfiado no lençol, abafando sua respiração, Sasori teria escutado o gemido surpreso e extremamente erótico que escapara dele quando chupou a entrada do outro. Que empinou ainda mais, querendo ao máximo sentir a língua que lhe lambia em um lugar no qual gostava muito de ser tocado. As mãos agarraram a cama e sentiu seu rosto esquentar pelo tesão.


- Parece gostar disso. - o ruivo riu, soprando o orifício quente e agora, molhado. - Tanto quanto eu gosto de te ver aberto para mim. Me diga Deidara, o que quer que eu faça com você agora?


O loiro sorriu perante a pergunta, pois tinha uma idéia bem fixa em sua mente e sabia que o outro fazia noção do que era. Como não? A situação já esclarecia qualquer dúvida, mas tinha ciência de que se tratava do jogo que os humanos geralmente fazem quando querem ter seu ego alimentado. E o ruivo queria muito ouvir o outro implorar.


Deidara, porém, era orgulhoso demais para isso.


- Por que não continua o que estava fazendo? - questionou risonho, no fundo sabendo que estava brincando com fogo ao falar assim com o Faraó.


Sasori não conseguiu decidir se gostou ou não da ousadia com a qual havia sido tratado pelo serviçal, mas optou por puni-lo de qualquer maneira. Se a situação fosse outra com certeza já estaria arrebatando para dentro do corpo quente que o loiro possuía, mas ao invés disso enfiou um dedo na bunda dele com violência. Notando que para Deidara, aquilo era o essencial. Afinal, ele realmente tinha gemido deleitoso com a penetração brusca.


- Tome cuidado ao dirigir a palavra a mim. - avisou, deitando seu peito sobre as costas nuas do loiro para que pudesse sussurrar em seu ouvido. O dedo entrando e saindo do canal apertado com rapidez, até que o segundo foi colocado em seguida.


Deidara se contorceu com a invasão. Ardia, ele não negava, mas era uma ardência gostosa que fazia com que mexesse o quadril a procura de mais contato. Gemendo manhoso conforme os dedos longos e finos lhe fodiam impiedosos. Sendo estocados na sua entrada que fazia questão de se contrair para apertá-los lá dentro. Principalmente quando recebeu um tapa estalado em sua bunda após isso. Notando que sempre levava um tapa quando espremia os dedos. Ou seja, sua pele já se encontrava quase tão vermelha quantos os cabelos de Sasori.


- Você geme como uma meretriz. - sussurrou mais uma vez, mordendo o lóbulo da orelha alheia apenas para vê-lo se arrepiar. Os pelos claros dos braços eriçando-se.


- Você fode como um virgem. - retrucou. Não que estivesse ofendido, porque sabia ser verdade, mas sim por que não perderia a oportunidade de desrespeitar aquele homem. Pois essa era provavelmente a única chance que teria para fazê-lo. Visto que quando aquilo acabasse, as probabilidades de serem mestre e empregado voltariam como uma tempestade de areia para quebrar a ilusão de que aquela não seria a primeira e última vez que tocavam-se assim.


- Repete. - se Deidara estivesse mais atento ao tom de voz do outro e não aos dedos dele que o alargavam, perceberia como a ordem soará séria e fria.


- Você fode como um virgem.


A única coisa que sentiu após isso foi o orgasmo que devastou seu corpo quando o ruivo virou os dedos e acertou-lhe a próstata no mesmo segundo em que masturbou seu pau de uma maneira que não achou ser possível, tamanho o prazer que sentiu. Todos seu corpo arqueou e foi como se suas células explodissem deliciosamente dentro de si. Os membros pesaram e notou-se em um estado letárgico que parecia eterno. Tudo estava quase dormente, inclusive sua língua, que antes provocara Sasori com um argumento bem inválido dado a situação em que se encontrava naquela cama.


Realmente acreditou que aquilo era o máximo que o outro faria para mostrar que não, ele não era como um virgem. Foi um belo engano. Pensou que poderia descansar após aquele orgasmo, que maculou os tecidos limpos dos lençóis do ruivo - não havia parado para refletir que tinha acabado de gozar na cama do Faraó - assim como no fato de o próprio ainda estar duro. Não tinha pensado em nada mais senão a maravilhosa sensação que havia tido. Isso claro, até o outro enganchar os dedos em sua entrada e puxá-lo para trás. Obrigando-o a ficar de pé, as pernas bambas quase não suportando manter o corpo erguido. Ainda mais quando foi empurrando contra uma parede, o rosto prensado na mesma e mais uma vez teve as bandas da bunda separadas. Não acompanhou o ritmo do que acontecia até ter sido preenchido pelo falo molhado de pré gozo.


O som que deixou seus lábios não poderia ser nomeado. Era uma mistura de gemido, grito, suspiro, dor e êxtase. E pelos deuses, foi simplesmente incrível.


Não tinha forças para suportar de pé as investidas fortes que recebia, mas seu corpo estava muito bem prensado contra a parede fria para que não fosse ao chão. Seu pênis já se encontrava mais uma vez ereto, roçando enlouquecedoramente entre seu corpo e o mármore a sua frente enquanto sentia o pau de Sasori se afundando em seu cú ao som dos gemidos altos e sôfregos que soltava.


Estava muito excitado.


Excitado com a brutalidade na qual o Faraó o fodia, nas condições em que o fazia e de como gostava do tratamento recebido. Assim como gostava dos gemidos que não precisava encenar e os suspiros que se chocavam com sua nuca suada. Gostava da sensação de estar sendo preenchido. De como seu cú piscava a cada vez que o corpo do outro se encontrava com o seu. E de quão gostoso era ouvi-lo falando obscenidades ao pé de seu ouvido só para em seguida marcar sua pele com um chupão.


Iria gozar mais uma vez daquele jeito e queria muito sentir seu gozo sujando o próprio abdômen enquanto o pau dentro de si acertava-lhe a próstata incansáveis vezes. Por isso tirou forças de não se sabe onde para rebolar a bunda para aumentar a intensidade mais ainda. O som de seus gemidos e das peles se chocando preenchiam o ambiente.


- Realmente se porta como uma meretriz. - o corpo do loiro se arrepiou completamente quando a língua do ruivo encontrou sua orelha após o sussurro rouco. - Mas é de longe a melhor puta que já comi.


- Sou o melhor em tudo que faço, mestre. Principalmente se tratando de sexo. - debochou, o tom ácido e afogado em prazer lhe consumindo a voz.


Aquela foi a primeira vez que ouviu Sasori rir.


- De fato é a melhor companhia sexual que já tive. - admitiu, agarrando os cabelos dourados com uma mão e puxando as mechas para trás. Obrigando o loiro a expor o pescoço ao resmungar dolorido. - Por que nunca fodi uma bundinha tão deliciosamente apertada como a sua. Agora geme o nome do seu Faraó como uma boa cadelinha e quem sabe eu deixe você gozar mais uma vez.


- Quer que eu chame seu nome, Sasori? - o loiro sorriu ladino, a voz saíndo entrecortada pelos ofegos. Saboreando como o nome do ruivo se encaixava bem em palavras. - E se eu não quiser?


- Então vou arrebentar esse rabinho até que clame o meu nome e me peça para parar. - respondeu, virando o loiro para si. Tomando-o nos braços ao passo em que os dele circulavam seu pescoço. Sustentando-o com uma mão para que a outra levasse o falo rijo novamente para dentro daquele corpo quente. Voltando a estoca-lo com força.


- É o melhor que sabe fazer? - Deidara provocou mais uma vez, as palavras saindo tortas por serem interrompidas pelos gemidos. - Se quer que eu chame seu nome vai ter que se esforçar mais.


Ao contrário do que pensou, Sasori apenas riu, não revidando suas palavras. Longe disso. Tudo o que ele fez foi continuar fodendo-o em um ritmo frenético enquanto uma das mãos massageava o pau alheio no mesmo ritmo da penetração.


Estava bom demais. Quente demais. Excitante demais. Não obstante, nada foi como ter os lábios do outro sobre os seus mais uma vez. Desta no entanto, as línguas se enroscaram com mais paixão e menos brutalidade, encontrando-se dentro e fora das bocas. Entre eles enquanto saliva escorria pelos rostos e os dedos de Deidara arranhavam a nuca ruiva.


Dessa vez nem Sasori pode aguentar e logo já gemia arrastado contra o rosto do loiro, que se enrijeceu ao ser atingido pelo segundo orgasmo e sujou ambos os corpos. Gritando o nome do Faraó para então amolecer em seus braços e sentir toda a porra do ruivo preenchendo-o quando este se desfez em seu interior.


- O que você disse antes mesmo? - perguntou, ainda com o garoto em seus braços.


- Não vai me escutar falando o que quer ouvir. Ainda tenho meu orgulho. - Deidara sorriu, sendo levado até a cama e deitado sobre ela na parte arrumada e limpa. Apesar de Sasori ainda estar entre suas pernas abertas, erguendo-as agora para poder observá-lo.


- Também tenho orgulho. - comentou sereno. - Principalmente quando olho pro seu rabinho escorrendo minha porra e noto o estrago que fiz em você.


O rosto bronzeado corou violentamente, o que o fez fechar as pernas para que parasse de ser encarado. Isso apenas divertiu Sasori, que deitou-se ao seu lado e lhe beijou o pescoço suado.


- Acredito que encontrei minha concubina.


Deidara revirou os olhos.


- Está dizendo que quer manter relações não rotuladas comigo? - brincou.


- Entenda como preferir. - os dedos finos procuraram o rosto do outro, virando-o para si. - Não estou te pedindo em casamento, só para esclarecer, mas adoraria ter você nos meus aposentos do mesmo jeito que está agora.


- Acho que a partir de hoje vou dormir apenas com o Faraó. - Deidara riu mais uma vez, mal sabendo que de fato, depois de todo o sexo que ainda fariam, ele dormiria mesmo noite após noite com o ruivo. Ao menos até o dia do juízo final chegar, quando os pecados cometidos por Sasori fossem finalmente julgados e o destituíssem do trono do Egito.

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Mamamia em neném...

26 de Julio de 2018 a las 02:07 2 Reporte Insertar 4
Fin

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Caramelo Sama Eu tinha uma frase bonitinha aqui, mas o Inks deu bug com os acentos. Por enquanto vai ser apenas isso mesmo.

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Jinro ' Jinro '
Ui ui ui, que delícia
1 de Agosto de 2018 a las 15:11

  • Caramelo Sama Caramelo Sama
    Num é? Huahauahaj delícia é o sobrenome desses dois 4 de Agosto de 2018 a las 23:58
~