O irmão do meu amigo Seguir historia

shikamaterasu Amaterasu

Quando Izuna conhece Tobirama, o irmão do amigo Itama, a atração entre ambos é nítida. Com o moreno frequentando a casa do amigo para ajudá-lo com as atividades da escola, a convivência será inevitável. Mas Izuna não é só um crush para Tobirama, é uma peça fundamental de um plano que ele vem arquitetando há algum tempo.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18. © Masashi Kishimoto

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Prólogo

Notas iniciais:

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Meu primeiro yaoi e minha primeira fanfic longa. Boa leitura.

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O semestre mal havia começado e o professor já havia passado mais um daqueles extensos trabalhos valendo a nota do bimestre, mas pelo menos seria em dupla e tanto Izuna quanto Itama estavam aliviados por terem um ao outro, o que os ajudaria a passar por esse inferno. Estava sendo um ano letivo rigoroso e a reta final tendia a elevar o estresse vivenciado pelo os alunos do terceiro ano de Konoha High School – eles estavam mais tensos que nunca e a ponto de perder o juízo por causa da proximidade do vestibular.

O sinal tocou enquanto o professor terminava de apagar o quadro, pegava suas coisas e cruzava a porta. Itama havia guardado as suas canetas e ainda fechava o caderno quando emitiu um som para chamar a atenção do moreno na carteira ao lado.

— Podemos começar hoje, lá em casa? A gente podia jogar vídeo game depois. – disse para o amigo quando obteve sua atenção.

— Beleza! – Izuna respondeu com animação. — Que horas posso ir lá? – perguntou enquanto colocava o material na mochila e fechava o zíper em seguida.

— Às 15:00h tá bom? – perguntou e o outro fez que sim com a cabeça.

Os dois saíram da sala como um vento, pois ansiavam pelo almoço e algum descanso antes de iniciar a árdua tarefa.

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Ao terminar de secar os longos cabelos com a toalha, os penteou até unir todos os fios para fazer um rabo de cavalo baixo. Aproveitou que o sol estava forte e que ventava muito e estendeu a toalha úmida na cabeceira de sua cama, que ficava bem perto da janela – seria o suficiente para uma secagem eficiente sem desbotar a peça.

Em seguida, iniciou a procura da parte de cima para concluir seu vestuário e revirou os olhos em desgosto quando viu que suas camisas favoritas ainda estavam para lavar. Só teria tempo de resolver isso no fim de semana e seguiu procurando algo que desse para vestir.

— Vou passar a tarde fora, tenho um trabalho pra fazer na casa de um amigo. – Izuna disse para o irmão mais velho enquanto abria e fechava gavetas.

— Trabalho, hein? – Madara deixou escapar em tom sarcástico, desviando o olhar do livro em suas mãos e direcionando para o irmão. — Use camisinha. – concluiu e fingiu que voltava a ler.

O mais novo atirou uma peça de roupa qualquer em sua direção, recebendo um risinho debochado quando o outro desviou. Achou uma blusa escura, a sacudiu e a vestiu em seguida, afastando o longo rabo de cavalo para frente em um dos ombros para colocar a mochila nas costas.

— Volto a tempo para o jantar. Tchau, irmão. – Izuna disse saindo em disparada e o outro acenou sem tirar os olhos do livro.

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A casa de Itama não era longe e Izuna já havia ido lá algumas vezes, por isso a localização não representou uma dificuldade. Quando reconheceu a fachada, tocou a campainha e esperou alguns segundos já ouvindo os passos se aproximando da porta e logo ela se abriu.

Mas não foi o amigo quem atendeu e sim uma figura alta, de cabelos totalmente brancos – ao contrário de Itama, que só tinha metade branca e a outra era escura – e sem camisa. O cara desconhecido franziu um pouco a testa para o rapaz baixinho parado em sua porta; o moreno piscou uma vez e saiu do transe.

— O Itama está? – ele perguntou a primeira coisa menos estranha que veio em sua cabeça.

— Tá sim. Pode entrar. – ele respondeu e deu espaço para o outro passar, fechando a porta logo depois.

Subiu até o meio da escada, indo de dois em dois degraus e o olhar de Izuna o acompanhava.

— ITAMA, VOCÊ TEM VISITA. – gritou.

Já estou indo. – a voz do amigo gritou de volta.

O Uchiha não sabia dizer o que o fascinou mais: as costas largas assim como o peitoral, os olhos de tom exótico ou o queixo marcado. Talvez tenha gostado do conjunto, pois era a pessoa mais linda que Izuna já havia visto na vida.

O rapaz bonito cujo nome ele não sabia desceu de volta os degraus e Izuna desviou os olhos rapidamente, rezando para que ele não tivesse percebido que estava sendo observado. Talvez ele não tenha sido rápido o bastante no disfarce ou poderia ter sido coisa da sua cabeça, mas podia jurar que o moço havia lhe dado uma piscadela quando passou por ele em direção a outro cômodo.

Tentava olhar para qualquer lugar em busca de disfarçar o rubor que ele sentia tomar seu rosto, praguejando mentalmente por causa da demora de Itama. Pelo menos o rapaz bonito tinha sumido em outro cômodo, dando tempo para que Izuna voltasse ao normal.

Mal teve tempo de se sentir minimamente aliviado por isso, o bonitão voltou e felizmente ou infelizmente ainda estava sem camisa.

— Por que você ainda não sentou? – ele perguntou com uma sobrancelha levantada. — Fica a vontade. – concluiu com um sorriso de lado e indicando o sofá.

Izuna deu um risinho nervoso e sentou no local indicado, colocando a mochila nas pernas para esconder o volume incômodo que começava a crescer.

O desconhecido estava parado não muito longe e inclinou a cabeça para trás enquanto bebia uma latinha que Izuna não viu direito se era de refrigerante ou cerveja. O moreno olhou para o tronco exposto que se esticava e mordeu o lábio inferior minimamente quando viu que um filete da bebida escorria do canto da boca do outro, passando pelo pescoço e chegando ao peitoral.

Desviou o olhar e respirou um pouco mais fundo quando o esbranquiçado limpou o líquido que escorria no canto da boca com as costas da mão e Izuna não soube dizer se era outra vez sua imaginação agindo ou se o outro estava com um olhar divertido, se deleitando com o embaraço que estava causando.

Itama me paga por me deixar passar por essa situação, Izuna pensou e abriu um pouco mais os olhos quando percebeu que o cara bonito havia se aproximado e agora se encontrava sentado ao seu lado.

— Você é amigo de escola do Itama? – perguntou, atraindo o olhar de Izuna.

— Sim. – ele respondeu balançando a cabeça em afirmação e com um sorriso discreto, afastando o olhar minimamente em seguida.

— Nem nos apresentamos. – ele disse e Izuna voltou a olhá-lo. — Tobirama, irmão do Itama. – e estendeu uma mão grande e forte para o outro.

— Izuna. – respondeu, apertando a mão do rapaz bonito cujo nome sabia agora.

Os dois trocaram um sorriso discreto, mas Izuna se sentia estranho sob aquele olhar de tom avermelhado do qual ele lutou para desviar.

Os olhos saltaram um pouco quando seu olhar desceu para a bermuda de tecido fino e escuro que Tobirama usava e ele notou que ela parecia mais cheia do que deveria entre as pernas dele.

No segundo seguinte, Tobirama havia esticado o braço no sofá de modo que os dedos eram capazes de tocar tranquilamente o cabelo de Izuna. Ele bebia um longo gole da latinha que estava na outra mão e olhava o moreno pelo canto do olho. O Uchiha colocou uma mecha para trás da orelha e sentiu um dos dedos de Tobirama roçar minimamente em seu cabelo quando inclinou um pouco a cabeça para trás.

Izuna se perguntou se ele teria aumentado o contato com os fios escuros se o irmão mais novo não tivesse finalmente descido as escadas.

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— Desculpe a demora, não achava uma roupa limpa. – Itama disse sem graça ao chegar mais perto do amigo, que apenas se limitou a prender o riso e balançar a cabeça em negativa.

Agora que iriam iniciar sua atividade, era mais confortável que se sentassem no chão, ficando na altura perfeita da larga mesinha de centro.

Os dois se sentaram lado a lado, com o coração de Izuna aos pulos quando ele teve que ir mais para o lado ao dar espaço para que o amigo se acomodasse e indo para mais perto de Tobirama, que ainda permanecia sentado e esvaziando sua latinha sem pressa.

— Vejo que conheceu meu irmão. – Itama voltou a falar, olhando do amigo para o irmão e novamente para o amigo.

— Pois é... – Izuna disse em tom gentil, pausando por um segundo a tarefa de abrir a mochila e retirar os materiais, fechando os olhos graciosamente enquanto sorria.

Será que estava obtendo sucesso em tentar esconder do amigo o quão sem jeito estava?

— Não acredito que esse abusado te atendeu sem camisa. – Itama lançou um olhar de reprovação para o mais velho.

— Larga de ser careta, tá calor. – Tobirama respondeu em um tom que teria feito o moreno rir, se ele não estivesse tão nervoso. — Mas se Izuna estiver incomodado, eu ponho uma camisa. – falou por fim, com um sorriso misterioso de lado.

A mão de Izuna tremeu e ele acabou se atrapalhando na hora de abrir o estojo, derrubando as canetas e os lápis que se espalharam pelo chão.

— Não tem problema. – disse ao virar o rosto na direção de Tobirama com a mesma expressão graciosa que tentava esconder a vergonha.

Se inclinou para juntar o que havia derrubado e ergueu as sobrancelhas quando a mesma mão grande e forte que havia apertado antes de Itama aparecer se estendeu novamente para ele a fim de lhe devolver algumas canetas que haviam caído perto dele.

— Obrigado. – disse pegando seu material das mãos do outro e sentindo uma coisa estranha quando os dedos se tocaram.

Tentou não pensar nisso e se concentrar no trabalho de dupla que deveria começar.

Tobirama se levantou e deixou a sala em seguida, e Izuna se sentiu em parte aliviado porque poderia voltar ao normal, mesmo que aos poucos, sem ter que dividir a atenção entre seu dever e o cara bonito sem camisa que é irmão do seu amigo.

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— Eu não sabia que você tinha outro irmão além de Hashirama. – Izuna começou quando estavam a sós na sala durante uma pausa depois de meia hora de trabalho.

Os cadernos e livros ainda estavam abertos na mesa de centro larga.

— Ele estudava na mesma escola que a gente, mas em outro turno. – Itama iniciou a explicação, trocando de posição e apoiando o braço no joelho agora levantado. — Passou no vestibular e ficou esse tempo todo na cidade onde ele cursa Engenharia. Não entendi direito o que o fez voltar, mas acho que ele só vai agora para estudar e não para morar. – Itama explicou com uma expressão pensativa, mostrando o quão complicado achava aquilo.

Izuna assentiu e cessou as perguntas, pois já tinha entendido a razão de não conhecer Tobirama até o momento. Itama se levantou e perguntou se ele queria água; disse que sim, mas preferiu se levantar também para acompanhá-lo até a cozinha.

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Resolveu ficar na cozinha, sem fazer barulho para que sua presença passasse despercebida. Era o trabalho de escola do irmão menor e não queria atrapalhar, o que certamente aconteceria se ficasse impondo sua presença que claramente desconcertava o amigo de Itama.

Sentou-se à mesa discretamente com o celular em mãos e de onde estava conseguia ver perfeitamente o moreno passando as páginas do livro e deixando o rosto sério em concentração; vez ou outra fazia anotações ou mostrava algo para Itama e ele assentia.

Tobirama havia reconhecido o garoto. Não havia dúvidas de que era o irmão mais novo de Madara, um cara debochado e arrogante que estava saindo com Hashirama há algum tempo, o irmão mais velho dos Senju.

Odiava aquele Uchiha ordinário com todas as forças desde que eram crianças. E se sentiu traído quando seu irmão se tornou amigo dele e mais tarde, começaram a ficar.

Ainda lembra que voou no pescoço de Madara quando pegou ele e Hashirama em flagrante no quarto que dividiam.

— Então é esse o seu trabalho da escola, Hashirama? – disse cheio de raiva quando escancarou a porta de uma vez e viu seu irmão e aquele Uchiha desgraçado se beijando; Madara tinha a camisa de botões aberta e Hashirama, a calça.

— Eu posso explicar. – Hashirama erguia uma mão para Tobirama, indicando que se acalmasse, em seguida, lutando para abotoar a calça.

Quando deu por si, o Senju do meio já estava sendo segurado pelo irmão mais velho, pois havia avançado contra Madara.

— Eu vou matar esse desgraçado! – Tobirama gritava, lutando para se soltar do irmão e correr para estrangular o Uchiha.

As coisas só se acalmaram sem pancadaria um tempo depois que Madara havia ido embora.

Por mais que o mais velho explicasse, ele não queria aceitar que o irmão tivesse se apaixonado por aquele maldito e a vontade de partir a cara do ordinário nunca abandonou o Senju do meio. Mas vendo como Madara fazia seu irmão feliz, Tobirama teve que engolir o Uchiha maldito. Ele tentou ignorá-lo no começo, mas acabava tendo que xingá-lo por uma ou outra insolência que partia do projeto de cunhado. Acreditava que Madara queria se enturmar com ele, mesmo que fosse através do sarcasmo. Afinal, eram cunhados e não precisavam ser necessariamente amigos – era tradição que tivessem em comum, além do amor por Hashirama, implicar um com o outro.

Havia prometido a si mesmo que chegaria o dia em que arrancaria com gosto aquele sorriso debochado que recebia com frequência daquele que Hashirama lhe dera como cunhado. Sim, o faria engolir de volta o sarcasmo melhor do que quebrando a cara dele no soco assim que houvesse uma oportunidade. E ela havia aparecido quando Tobirama menos esperava, tendo uma beleza mais exuberante do que o esperado. Estava ali na sala da sua casa, fazendo um trabalho de escola com seu irmão mais novo.

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Notas finais:

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Tenham paciência comigo, por favor. Obrigada ❤

25 de Julio de 2018 a las 03:57 0 Reporte Insertar 8
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