Imperium Seguir historia

lollipopmars Lollys Mars

Creio que no futuro, ninguém jamais saberá da sua existência. Afinal, quem iria querer saber do filho bastardo do Imperador que nasceu apenas para trazer vergonha e desgraça a família?


Fanfiction Comics Sólo para mayores de 18.

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Unus

Anthony vestiu-se e foi até o salão do palácio imperial, onde seu pai tomava o café da manhã ao lado de alguns de seus aliados e sua esposa.
O jovem patrício sentou-se à mesa, e foi cumprimentado por todos os presentes, exceto por Calpúrnia, esposa de seu pai.

A mulher jamais nutriu qualquer apreço por Anthony. Afinal, ele era o filho bastardo que o Imperador César havia trazido pra casa.
Anthony era filho de uma antiga amante de César, ao voltar da guerra, o novo imperador trouxera consigo o filho bastardo, e o criara como um filho legítimo, o que não deixou a sua esposa nada feliz.
E quanto a Anthony, ele apenas ignorava os chiliques da madrasta.

— Anthony. — Falou César chamando a atenção do filho. — Preciso que vá ao porto da cidade, e traga um dos prisioneiros de guerra para cá.

— Sim, senhor. — Respondeu ele, firmemente.

— Já está mais do que na hora de ter o seu próprio servente. — César disse com um pequeno sorriso no canto dos lábios.

Anthony manteve-se sério, olhou de soslaio para a madrasta e viu que a mulher parecia prestes a explodir de ódio. Ela nunca aprovava nenhuma decisão que César fazia para com o filho. A não ser que algum dia ele decidisse mandá-lo embora, ela certamente iria ser a primeira a ajudar o bastardo a fazer as malas.

— Marco Antonio irá lhe acompanhar ao porto. – Disse César quando Anthony se levantou da mesa, chamando um dos criados para preparar sua carruagem.

O aliado do Imperador levantou-se e seguiu Anthony.
Atravessaram o palácio e prostraram-se no pátio principal, com uma servente galesa segurando um pequeno toldo portátil sob suas cabeças, os protegendo do sol. Não demorou muito e a carruagem apareceu sendo puxada por dois belos cavalos de raça trazidos do sul.
Escoltados por uma dúzia de guardas do palácio, seguiram até o porto.

— Sabe Tony, César parece gostar muito de você. — Marco Antonio falou tentando puxar assunto. — Ao contrário de Calpúrnia. — Marco tinha um sorriso travesso no rosto, enquanto Anthony permanecia impassível.

Marco percebeu que Anthony não estava a fim de conversar e calou-se por fim durante todo o trajeto restante.

— Por que meu pai quis que viesse comigo? — Perguntou Anthony quando já estavam próximos ao porto.

— Não sei. Talvez ele se importe muito com você, no fim das contas. Ou talvez achou que precisasse de uma companhia digna. — Respondeu pavoneando-se.

Anthony não disse mais nada.
A carruagem parou e o patrício desceu, seguido do general.

Não tiveram que andar muito para encontrar o local onde os prisioneiros estavam. Seguiam escoltados por oito dos soldados, o general não queria correr nenhum risco desnecessário.

O vendedor trouxe um grupo de dez jovens estrangeiros que sequer deveriam falar o idioma romano, e que haviam sido presos na última conquista de César. A maioria não deveria ter mais do que 18 anos e estavam todos com uma aparência horrendo. Sujos, alguns com os pulsos e tornozelos feridos pelos grilhões e acima de tudo mal nutridos. Isso era uma constante entre todos ali. Exceto um. Ele era o único que mantinha a cabeça erguida todo o tempo e era o escravo mais belo que Anthony já vira em toda a sua vida.

O homem, parecia ser mais velho que os outros, mas não deveria ter mais do que trinta anos. Surpreendia que tivesse chegado àquela idade e com aquele corpo. Os músculos eram rígidos, estava em uma ótima forma e a pele era clara, embora estivesse coberto por uma camada de sujeira, suor e fuligem. Talvez fosse filho de algum nobre que se perdeu no meio da batalha e acabou sendo levado junto com a plebe.

Anthony parou diante do homem e o observou mais de perto. Seu corpo era imaculado, sem uma única cicatriz sequer, apesar de estar sujo, Anthony não conseguiu deixar de imaginar como seria ter aquele homem forte o dominando. Tinha os cabelos claros e os olhos de um azul muito belo. Seu rosto parecia ter sido desenhado para igualar a perfeição dos deuses. Enquanto Anthony o olharva, o prisioneiro mantinha-se sério, olhando fixamente para algum ponto ao longe.

— Qual o seu nome? — Perguntou Anthony olhando dentro daqueles olhos azuis que pareciam focar o nada.

O homem olhou para Tony e então desviou os olhos para o horizonte novamente.

— Eu lhe fiz uma pergunta! — Anthony falou erguendo o tom de voz, então virou-se para o mercador de escravos. — Por um acaso ele é surdo?

— Não era antes de o senhor chegar. — Falou o homem com simplicidade.

Marco Antonio tomou a frente e acertou um soco no rosto do loiro, que cuspiu um pouco de sangue, e permaneceu imóvel.

— Acho que assim ele aprende a responder adequadamente seus senhores quando lhe for dirigida a palavra. — Marco Antonio voltou para seu posto de antes, logo atrás de Anthony.

— Qual o seu nome escravo? — Perguntou Anthony novamente.

O jovem patrício era arrogante e extremamente orgulhoso.
Sua mãe o criara daquela forma, sempre falando ao garoto como seu pai era grandioso, e que um dia ele seria tão aclamado quanto o pai.

Quando Júlio César aceitou levar Anthony para Roma consigo, o jovem se tornou ainda mais orgulhoso do que já era, afinal, tudo estava saindo como o planejado. Ia para Roma como o filho do Imperador, e em sua concepção aquela era a maior honra que ele poderia receber, e, apenas o próprio Imperador era superior a ele.

— Qual. O. Seu. Nome. Escravo? — Perguntou Anthony realmente começando a se irritar.

Marco Antonio levou a mão à espada, pronto para arrancar a cabeça do escravo fora caso ele tentasse qualquer coisa.

— Steve Rogers. — Falou o homem a contragosto. — E em hipótese alguma serei escravo de ninguém.

Anthony o avaliou novamente com um sorriso maléfico no rosto.

— Irei levá-lo. — Concluiu por fim.

— Tem certeza disso Anthony? — Perguntou-lhe Marco um tanto quanto receoso da escolha do patrício.

— Sim.

Dito isso, Anthony deu as costas, indo de volta a carruagem e deixando para que o General concluísse o negócio.

24 de Julio de 2018 a las 19:02 2 Reporte Insertar 4
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Jo Souza Jo Souza
Aqui para dizer que eu já li essa lindeza, mas vou ler novamente só pra comentar e entrar em êxtase mais uma vez na minha vidaaaa aaaaaa. Steve&Tony É MEU AMOR NINGUÉM SAAAAAI <3
8 de Diciembre de 2018 a las 06:57

  • Lollys Mars Lollys Mars
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk mas olia se não é o amor da minha vida 8 de Diciembre de 2018 a las 18:55
~

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