Harmony Seguir historia

nathymaki Nathy Maki

A melodia e a graça com ele tocava o desarmavam, com a mesma precisão com que um soldado treinado desarmaria uma bomba. Maldito Deku! Maldita música! pensava, embora não conseguisse desviar os olhos um segundo sequer.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18. © Créditos da imagem à redxmedicine

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Cuento corto
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Capítulo Único

O sol iluminava o horizonte com seus últimos raios, banhando o mundo em tons quentes e dourados. Bakugou observou o fenômeno pela janela e cerrou os olhos à espera. Como todos os dias, ele não o decepcionou. Os sons ecoaram através da parede fina pontualmente às 5 horas da tarde. Primeiro as escalas, tocadas com um espaço de tempo considerável e lento. Estas passaram a uma harmonia simples, apenas para o aquecimento. A harmonia por sua vez criou vida nos dedos leves e logo tornou-se uma melodia completa: impossivelmente doce e melancólica. As notas mais graves, quando tocadas, pareciam atingir seu coração, fazendo-o bater em consonância com o ritmo por ele ditado.

Escorou-se na parede do lado de fora da sala de música, fechou os olhos e apenas ouviu. Perguntava-se se havia algo de errado consigo, logo ele, o temido por todos os colegas de turma por seu comportamento explosivo e intenso, fora parar ali, dominado por algo tão trivial quanto o som que as teclas pressionadas emitiam. Porém, a música de Deku parecia ter um quê a mais. Uma solenidade que o deixava hipnotizado e à mercê daqueles dedos hábeis que criavam música como se não fosse nada. Sua cabeça se inclinou e não resistiu a espiar através da janela da porta.

Podia vê-lo sentado no banco do piano, de costas para si. Os cabelos verdes se moviam conforme seu corpo seguia o ritmo e, quando levado por este, seu perfil aparecia, deixando à mostra as sardas espalhadas pelas bochechas e um sorriso tranquilo nos lábios. A visão só fez aumentar o ritmo dos seus batimentos. Sua vontade era de socar aquela janela e ver tudo se estilhaçar. Ele não era assim: impotente diante algo tão trivial. Não. Devia estar no controle, assumir as rédeas da situação. Porém, a melodia e a graça com ele tocava o desarmavam, com a mesma precisão com que um soldado treinado desarmaria uma bomba. Maldito Deku! Maldita música! pensava, embora não conseguisse desviar os olhos um segundo sequer.

As notas foram se tornando mais graves, ressoando em seu interior, seus olhos ainda permaneciam grudados na nuca do garoto cuja cabeça se inclinava para frente como se sentisse o peso que estas traziam. Permaneceram assim até que as últimas teclas fossem pressionadas e Bakugou finalmente pudesse se afastar dali, sendo liberto do seu vício de ouvi-lo tocar. Andou a passos largos, lançado um olhar feio para aqueles que o encaravam. Embora fosse relativamente tarde, os corredores da universidade ainda estavam cheios de estudantes.

- Que porra vocês tão olhando? - Os olhares rapidamente se afastaram, assustados.

Revirou os olhos e continuou seu caminho rangendo os dentes de irritação. Prometeu a si mesmo que no dia seguinte não voltaria mais a fazer aquilo, porém, é claro, que esta não passava de uma promessa vaga. Seu interior riu de si, sabendo muito bem que no dia seguinte, exatamente as cinco horas, ele estaria mais uma vez em pé do lado de fora da sala de música, à espera.

Retornou a sala do seu curso, guardou os livros na mochila e socou a carteira, recebendo o latejar agudo nos dedos como algo bem-vindo. Maldito Deku! pensou novamente. Quem ele achava que era para ter aquele poder sobre si? Como o silencio ao seu redor não o respondeu, rangeu os dentes, irritado, e se dirigiu para a saída.

***

A sexta-feira chegou com um forte tempo chuvoso que acabou por cancelar as aulas finais do dia, fato que foi muito comemorado pelos alunos os quais logo trataram de colocar o pé na estrada e voltar para o conforto de suas camas. Porém, Katsuki sabia que isso não impediria Deku de vir treinar. Por isso, na hora costumeira, rumou para a sala de música certo de que ao chegar lá já o encontraria tocando. Qual não foi sua surpresa ao encontrar o local vazio e o piano de cauda com as teclas expostas. Será que ele havia saído? Ou nem sequer havia aparecido? Não, não poderia ser isso. Fez uma expressão mortal para o instrumento como se ele fosse a causa do desapontamento que sentia no peito.

- Oh, Kaachan, não esperava te encontrar aqui. - Midoriya entrou no exato momento que havia se virado para sair. Os olhos verdes o encararam, um misto de surpresa e satisfação. - Veio por causa da música?

- Que merda mesa de música o quê? Como se eu tivesse tempo para essas baboseiras. - Resmungou, cruzando os braços e assumindo uma postura de indiferença. O outro sorriu, indisfarçadamente, e fechou a porta atrás de si enquanto voltava a se acomodar no banco. Colocou uma garrafa de água ao seu lado, como se enfatizasse que havia saído por conta dela, e alongou os dedos mantendo-os suspensos sobre as teclas. Bakugou permanecia parado no mesmo local, perguntando-se o que havia de errado com seu corpo que não obedecia o mais simples dos comandos: ir embora dali o mais rápido possível. Porém, os movimentos do outro o hipnotizaram, era completamente diferente de observá-lo através da janela. A atmosfera na sala guardava um ar suspenso, como se o aguardasse tocar e ditar o ritmo que tomaria conta do ambiente.

Os sons emanaram das cordas, vibrando as partículas antes paradas, bem como as moléculas do corpo de Bakugou. Enumerou uma série de palavrões em sua mente, contando que estes o fizessem se afastar dali. Porém, a tática não surtiu efeito. Havia apenas a melodia suave a pairar entre os dois, além das olhadelas ocasionais que Deku lhe lançava e dos sorrisos que pareciam esconder algo. Na terceira vez que isso aconteceu, seu lado irritado se sobressaiu e ele avançou, tocando o ombro de Midoriya e interrompendo a música, mesmo que, no fundo, não desejasse que tal coisa acontecesse.

- Mas que merda você está fazendo? - Irritou-se ainda mais ao ver o sorriso se abrir completo diante de si. – Ah, vá se foder. - Seus pés pareceram lhe pertencer novamente, libertados do encanto que o dominava, e o loiro virou-se para sair. Não, Kaachan, eu quero foder você. Era o que pensava ao vê-lo dar as costas para si.

- Por que não fica mais um pouco? - Deku o segurou pelo braço, impedindo-o de prosseguir. Seu toque anestesiou o local tal qual a música que tocava anestesiava seu corpo. A sensação de dormência logo foi afastada pelo calor que parecia irradiar de sua mão. Podia sentir os calos nas pontas dos dedos a contrastar com a suavidade da palma, provocando arrepios em sua pele. - Posso mostrar que piano não é a única coisa que sei tocar. - Sorriu, um misto de divertimento e malícia se espalhando pelo rosto, embora a coloração avermelhada das bochechas deixasse claro que ainda estava envergonhado.

Katsuki sentiu a temperatura do ambiente se elevar vários graus e, impulsivamente, tentado pelo tom presente na voz alheia, largou a mochila no chão e inclinou-se contra Deku, fazendo-o recuar e apoiar as mãos no estofado do banco. A garrafa de água caiu de onde se encontrava com um pequeno som de chacoalhar e rolou para longe.

- Ah, é? Pois eu duvido que você saiba tocar algo além da porcaria desse piano. - Sua voz saiu desafiadora.

- Eu não duvidaria se fosse você... – Izuku provocou, gostando da corrente elétrica que a proximidade entre os corpos gerava.

- Jura? Não vejo motivo para não... - o resto da fala se perdeu uma vez que Deku avançara, capturando sua boca e mordendo seus lábios. Mãos agarraram à frente de sua roupa e ele sentiu ser puxado para o banco, sendo obrigado a apoiar um joelho no estofado e se inclinar ainda mais sobre Midoriya que agarrava sua roupa e torcia o tecido entre os dedos. As bocas se encontraram, famintas, e suas línguas se enrolaram em uma sinfonia própria. Junto as gotas de chuva batendo contra o vidro da janela, os arfares de suas respirações ofegantes juntaram-se ao som que agora preenchia a sala.

As mãos de Midoriya escorregaram pela camisa e desamarraram o nó da gravata, arrancando-a e descendo junto os botões superiores. A língua deslizou pelo pescoço e parou para uma mordida na clavícula. Bakugou ofegou e levou a mãos aos fios esverdeados, pressionando-o mais contra si. Sua mente lhe dizia para se afastar, ir embora enquanto a situação ainda estava sob controle, mas a eletricidade entre os corpos e a urgência da boca de Deku a explorar seu pescoço eclipsaram completamente seus pensamentos. Logo todos os botões estavam abertos e a camisa escorregava pelos seus braços, solta, e pronta para ser retirada. Midoriya sorriu e espalmou a mão pelos músculos bem definidos do abdômen, traçando o caminho inverso e tocando os mamilos, apertando-os primeiro de leve, e, em seguida com mais força. Pôde sentir a pele do Katsuki arrepiar e lambeu os lábios em apreciação. Deslizou os dedos pelos braços e os bíceps bem definidos, terminando de retirar a camisa que caiu aos pês do banco,

- Porra. - O loiro deixou escapar ao ser empurrado contra o piano, batendo os cotovelos contra as teclas causando sons e vibrações desarmônicas. Deku tomava conta de seus lábios, as mãos traçando o contorno dos músculos e escapando para as costas onde apertavam a pele com vontade e desejo. Sentiu o lábio inferior sendo sugado para enfim ser mordido com força. A dor foi abafada ao senti-lo percorrer o local com a língua macia. Suas mãos voltaram a apertar seus mamilos, torcendo-os, e logo a boca escorregou pelo corpo, deixando um rastro de beijos molhados e mordidas, parando apenas para abocanhar a região sensível.

Não sabia por que permitia que ele fizesse tudo aquilo, não sabia por que seus toques o deixavam tão sem ação, apenas tinha consciência do fogo que corria pelas veias espalhando o prazer por cada poro do seu corpo. Permitiu- se ser empurrado ainda mais sobre a tampa do piano e gemeu ao senti-lo esfregar as intimidades em um impulso. Agarrou o cabelo verde do outro e o puxou para cima de si.

- Vai a merda, Deku! Acha que pode sair fazendo essas coisas sem mais nem menos...

- Você não parece muito ansioso para parar. - Constatou, rindo com malícia. Bakugou parou para observar o rosto vermelho e o olhar confiante que o outro possuía, sorrindo ladino ao notar os lábios avermelhados onde o beijara. Se era assim que ele queria, então bem, assim o faria. Desligaria sua mente e deixaria ser dominado por ele, assim como sua música o fizera. O sorriso cresceu e ele usou as mãos para subir a camisa de Midoriya, enterrando as unhas na carne macia da barriga e segurando firme a base da coluna. Girou sobre o piano, ouvindo-o rir, e logo desceu a gola para ter melhor acesso ao pescoço onde distribuiu chupões que o marcasse como as melodias que tocava o haviam marcado. O gemido que escapou dos lábios dele foi o suficiente para fazê-lo esquece tudo que ainda o impedia. Foda-se o controle! Apertou ainda mais o corpo contra o dele chocando seus membros com necessidade. Os gemidos dos dois se uniram ao som da chuva que, agora, parecia fazer parte de uma realidade distante.

Midoriya moveu o rosto e mordeu o lóbulo de sua orelha enquanto a mão escorregava para dentro da calça, agarrando seu membro que pulsava e o trazendo para fora. O ato fez seu corpo tremer e logo ele foi empurrado de frente para o instrumento, recebendo a masturbação que o outro lhe dava ao mesmo tempo que a mão livre descia mais a calça e a cueca e apalpava sua bunda. Estremeceu diante das mãos hábeis e das sensações que o percorriam, acordando cada terminação nervosa que possuía. Ouviu-o ofegar ao marcá-lo em um dos ombros e deixou as mãos percorrerem as costas, usando as unhas curtas para arranhá-lo. Mas aquilo não era suficiente, queria que Deku o sentisse tal qual ele sentia o que seus toques lhe causavam.

Virou a cabeça, reivindicando os lábios alheios para si, estendendo as mãos para o botão da calça e massageando seu membro enquanto a descia. Os lábios se separaram apenas para deixar escapar os gemidos que não conseguiam conter. Midoriya apertou a carne dos glúteos com mais desejo e usou os dedos para explorar sua entrada. Enfiou um dedo e gemeu em conjunto ao loiro ao senti-lo percorrer sua glande em círculos lentos com o polegar, espalhando o líquido que escorria por toda a extensão. Levou os dedos a boca e voltou a inseri-los, dois agora, movimentando-os e sentindo o corpo em volta o apertar.

- Vamos logo com essa porra! - O tom do loiro parecia mais uma ordem. - Se fosse para ficar brincando eu mesmo faria.

Em resposta, Midoriya o empurrou mais contra a tampa do piano e puxou do bolso da calça abaixada, de forma atrapalhada, o pacote de camisinha, vestindo-o rapidamente e posicionando o membro na entrada, apenas roçando para provocá-lo. Bakugou irritou-se e empurrou o corpo para trás forçando a penetração. Deku sentiu o corpo se contrair junto ao dele e mordeu suas costas para extravasar o que sentia. O loiro agarrou-se as laterais do piano, os dedos chocando-se contra as teclas de forma desconexa, unindo-se ao som de seus gemidos ao iniciar o movimento. Midoriya arremetia-se contra ele, escorregando as mãos pelo membro do Katsuki, tal qual corria os dedos pelas teclas que tão habilmente tocava.

Os movimentos aceleraram e logo tudo que se podia ouvir eram os sons que ambos deixavam escapar, os quais abafavam até mesmo o barulho da chuva.

- Mete mais forte esse caralho, Deku... - o outro obedeceu e passou a estocar com mais força, ouvindo o gemido que acompanhou a ação e se deliciando com ele. Sua boca voltou a explorar o pescoço e as costas arqueadas que tinha diante de si. Parando apenas para observar o loiro revirar os olhos e se desfazer em seus dedos, manchando a pintura negra do instrumento com seu sêmen. Manteve o ritmo, penetrando-o mais algumas vezes antes de atingir o clímax. Expirou, exausto, e retirou-se de dentro dele, apoiando-se ao seu lado na tampa do piano. O som da chuva dominou o ambiente por alguns segundos enquanto ambos retomavam o folego.

- Maldito Deku, já tinha tudo isso planejado, não era? - Katsuki resmungou, tentando controlar o corpo e o fogo que ainda o consumia mesmo já tendo gozado.

- Quem sabe... - Izuku riu.

- Quem sabe o caralho, tinha até camisinha no bolso e tudo!

- Eu só estava sendo precavido para o caso de, um dia, você decidisse entrar ao invés de ficar só olhando pela janela. - E sorriu, estendendo as mãos para contornar a marca de uma mordida em contraste com a pele do ombro. Bakugou resmungou mais um pouco e se afastou do instrumento, tentando arrumar a bagunça que seu uniforme havia se tornado.

Midoriya o observou apanhar a mochila no chão e se dirigir para a porta. Tratou de ajeitar suas próprias calças e, antes que pudesse falar algo, o loiro foi mais rápido.

- Amanhã. Cinco horas. Não se atrase. - E saiu.

- Eu nunca me atraso. - Sorriu ao vê-lo partir e sentou no banco do piano, voltando a tocar uma melodia que transmitia a ansiedade que sentia pelo do dia seguinte. Riu ao ver as manchas e marcas deixadas na superfície polida e acrescentou: - Mal posso esperar.

18 de Julio de 2018 a las 23:51 0 Reporte Insertar 7
Fin

Conoce al autor

Nathy Maki Leitora voraz desde que tenho idade para segurar um livro em mãos. Sagitariana e um poço de emoção e muuita indecisão. Amo um clichê bem escrito e um suspense que te prende, mas fantasias e ligações são especialidade. Sou fã daqueles finais inusitados. Até mesmo os tristes! Lema: Colecionar sonhos, ideias e magia e depois transformá-los em palavras é o que torna bela a vida.

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