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Por mais que ele tentasse esconder seus sentimentos, aquele corpinho másculo e gostoso não conseguia segurar seus instintos e emoções. Quer entender alguém? Veja como o corpo dessa pessoa reage diante um assunto que, possivelmente, está em sua cabeça. No caso do Uchiha, o assunto tinha nome e sobrenome: Haruno Sakura.


Fanfiction Anime/Manga No para niños menores de 13.

#naruto #sasusaku #sakusasu #ssmonth2018 #ssmonth #SSM #YAKUZA
Cuento corto
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Capítulo Único

Cherry, o pequeno Uchiha está aí.

A mulher de cabelos negros terminou de calçar seus calçados e sorriu. O som da boate era ensurdecedor, mas ali ele estava abafado. O outro, sem nada entender, questionou o porquê da felicidade.

— Haku, sente e observe: irei fazê-lo cair a meus pés.

— Mas todos já estão aos seus pés, Lady Cherry.

Pedindo para que ele a ajudasse a alinhar a roupa, ela começou a passar a maquiagem. Terminada a produção do look da noite, a morena de olhos verdes deu um gole em sua bebida e, antes de ir para o palco, disse:

— Você não entendeu...

O Izanami era a boate mais famosa e lotada de Konoha. Apesar de parecer ser do interior, a cidade tinha diversos locais onde uma pessoa podia se divertir e a maior parte de seus estabelecimentos não tinha nada que a classificasse como interiorana.

Tirando algumas brigas entre gangues, encontros de mafiosos, mortes, assassinatos, suicídios e problemas comuns a todos os lugares, Konoha era até tranquila.

A boate em questão era uma das mais antigas da cidade. Ali, chefes da máfia faziam pactos e tinham conversas amigáveis, meninas se prostituíam e as drogas rolavam soltas, tanto as lícitas quanto as ilícitas.

Era um lugar para o qual as pessoas iam para esquecer os problemas da vida. Ironicamente, as palavras “máfia”, “morte” e afins eram proibidas ali.

Lady Cherry Bomb era uma das atrações do local.

Quando chegava a hora da apresentação da mulher, a boate parava. Os olhares eram todos dirigidos ao palco central, a única música que tocava era a que a jovem iria apresentar.

Os dias em que ela aparecia ao público variavam de acordo com sua vontade. Ela não era uma mera funcionária, ela era protegida do Oyabun de uma das maiores máfias de Tóquio. Ninguém sabia sua verdadeira identidade além de alguns membros de confiança dessa organização criminosa.

Apesar de ser conhecida como uma dama cruel e gélida, em suas apresentações derramava fogo e paixão. Quando iam àquela boate, ninguém ousava mencionar o fato de ela estar ligada ao crime organizado. Esse era um assunto tabu, apesar de mafiosos irem lá.

Ali também funcionava uma rede de tráfico de pessoas, que suprimiam a necessidade de funcionários e prostitutas para manter o local. Amaterasu era o nome da máfia que comandava aquele local.

A cidade de Konoha era o alvo da disputa de duas grandes famílias: Amaterasu e Kaguya. Ambas queriam o domínio do local, pois como era em uma ilha, o tráfico de pessoas, drogas e outros produtos seria muito mais fácil de manter e manusear, pois não havia barreiras no mar que impedissem ou rastreassem os navios carregados de coisas ilícitas. Konoha era um ponto estratégico.

Apesar de todo esse contexto ruim, nas noites em que a cruel e devassa Lady Cherry Bomb movia seus quadris ou utilizava suas cordas vocais, tudo se transformava em nada. As apresentações da donzela tinham o poder de fazer os outros se esquecerem dos problemas e só prestarem atenção no que ocorria no palco.

Era raro quando alguém não seguia essa regra. Raríssimo.

As luzes do local focaram-se no centro da boate.

Maior que os demais, um palco se encontrava ali, em seu centro havia um poste. Do outro lado da boate, a morena vinha andando de acordo com o ritmo da música que tocava.

Sua roupa da noite era simples: um short e um top da cor negra, com pouquíssimos detalhes; sapatos absurdamente altos e um colete também de cor escura. Apesar de pouco elaborada, ela estava magnífica.

As pessoas abriam caminho para que a mulher passasse.

Após alguns segundos, a apresentação se iniciou.

Era a mesma modalidade do dia em que Sasuke foi ali pela primeira vez. Pole dance, ela iria fazer movimentos sensuais e precisos envolta de um poste de metal enquanto todos viam.

A diferença era que no dia em que ele fora, havia sido seu aniversário e seus amigos lhe preparam uma surpresa e tanto: uma apresentação strip pole dance somente para ele. O Uchiha ficara fascinado com as curvas e a desenvoltura de Cherry e acabara indo até lá diversas vezes para somente vê-la.

Hoje não era diferente, mas os movimentos dela, seus sorrisos... Nada estava como antes. Parecia-lhe que tinha perdido o brilho, o encantamento inicial. No fundo ele sabia o que tinha acontecido: Cherry continuava maravilhosa, ele que perdera seu interesse nela.

Olhou para o palco. Ela o estava encarando enquanto se movia sensualmente. A morena mordeu seus lábios e lhe mandou uma piscadela.

O engraçado era que aquilo não o estava afetando mais. Se tivesse acontecido há dois dias, talvez ele estivesse, nesse momento, pensando em diversas posições sexuais que envolviam a pole dancer.

Mas o que ocupava sua mente? Olhos verdes... Não os olhos esmeraldinos de Cherry, eram os orbes de Sakura Haruno que invadiam e dominavam sua cabeça. Por mais que tentasse afastá-los, eles continuavam lá.

Bebeu.

Absinto era um bálsamo para sua alma e, ironicamente, era verde.

Desde que a garota de cabelos rosados chegara a sua casa, ela colocara tudo de cabeça para o ar. O pior é que ela nem sabia da influência que começava a ter sobre ele. Sonsa, pensou Sasuke. Há alguns dias ele a chamara assim.

Aquela jovem delicada, com traços angelicais, corpo delgado e pele macia havia lhe tirado o sono. O mais estranho é que há algumas semanas eles haviam ficado juntos. Ele a dispensara e a fizera chorar. Agora se sentia um idiota por ter feito isso...

O som de gritos e palmas o fez despertar de seus pensamentos.

A apresentação terminara e ele nem vira o final.

Por que estava ali? Ah, é mesmo. Discutira de uma forma nada amigável com sua mãe e o motivo era a rosada. Ótimo, além de ter problemas com Sakura, agora tinha com sua própria mãe. A única diferença era que a rosada o tratava da mesma forma de antes do ocorrido e isso começara a perturbar sua paz. Sua mãe iria ficar com raiva até dormir e depois iria estar normal com ele, mas sobre a garota...

Ele não sabia o porquê de aquilo o perturbar.

— Boa noite, bonitão.

Era Cherry. A bela e maravilhosa quase dona da boate.

— Vou me sentar aqui ao seu lado — ela disse, colocando-se na frente do Uchiha e não ao seu lado como dissera.

O que ela fazia ali?

— Normalmente as pessoas gostam de minhas apresentações.... O que te perturba?

— É tão visível assim? — questionou, irritado por suas angústias pessoais serem tão perceptíveis aos outros.

— Digamos que eu sei ler o corpo das pessoas — falou a morena.

— E por que acha que algo me perturba? — ele estava sendo grosseiro, mas não se importava.

— Sua linguagem corporal demonstra isso — disse a morena — Seus braços cruzados demonstram sua falta de interesse em manter uma conversa agradável, você olha demais para a saída e o melhor, seu olhar está perdido.

Surpreso? Talvez.

Ele nem percebia que mantinha os olhos direcionados para a saída quando ela falou. Era verdade que ele não estava a fim de conversar, mas o olhar perdido? Isso deveria ser coisa da cabeça dela.

— Garoto, é uma mulher?

— Acredito que essa não seja a denominação correta...

— Por que não? — questionou ela retoricamente — Ah, sim. É isso, você atribui esse substantivo a mim, uma pessoa devassa, libidinosa e impura... Garota é um nome melhor? Com certeza.

Ela estalou a língua e sorriu gostosamente com sua explicação.

— Me pergunto como uma garotinha pura, sonsa e sem graça conseguiu fisgar esse moreno delicioso aqui na minha frente — sorriu ainda mais.

Ele suspirou, também se perguntava a mesma coisa.

— Mas se é isso mesmo, por que motivo você está aqui, Sr. Arrasa corações? — perguntou ela — Pois se fosse eu, estaria junto dessa pessoa, debaixo de cobertas quentinhas e macias.

— Eu...

— Já sei — interrompeu — Como qualquer projeto de homem, você fez merda com a menina e veio aqui afogar suas mágoas.

Era de se esperar que Cherry entendesse dessas coisas. Ela estava sempre ali envolvida com isso. Sasuke não estranhava a maneira aberta e direta com que ela falava essas coisas, tanto que ele nem respondia mais. Não era necessário.

— Pois eu te digo: largue de ser estúpido — ela bebeu seu drink — Vá e resolva essa contenda, ragazzo innamorato.

Com estes dizeres, a mulher se levantou e foi embora.

Ela não se despediu, não era algo que fazia com frequência. Ainda mais quando sabia que logo veria aquela pessoa. Ah, sim, ela veria Sasuke Uchiha novamente.

Indo para seu camarim, observou o rapaz se levantar e sair dali apressado.

Missão cumprida, pensou a morena.

Haku a esperava em sua pequena sala. Ele a ajudava a se desmontar e a acompanhava em vários locais inclusive na ida para casa. Essa proteção era algo que seu Oyabun, por mais que ela não quisesse, não aceitara tirar.

— Como foi com o Uchiha?

— Ele mordeu a isca e fiquei até impressionada — ela sorriu — Eu não preciso coloca-lo à meus pés, pois já foi fisgado pela rosadinha aqui.

Sorriu enquanto retirava tudo aquilo que havia colocado somente para a apresentação. Sua roupa para ir embora já estava preparada. A dama cruel e libidinosa entrava e uma donzela pacata e sonsa saía.

— Sasuke-kun nem percebe o quanto o corpo dele tem a dizer...

A última coisa que tirou foi a peruca, revelando longos cabelos cor-de-rosa. De sonsa ela não tinha nada e o Uchiha iria pagar pela humilhação que a fizera passar.

Por mais que ele tentasse esconder seus sentimentos, aquele corpinho másculo e gostoso não conseguia segurar seus instintos e emoções. Quer entender alguém? Veja como o corpo dessa pessoa reage diante um assunto que, possivelmente, está em sua cabeça.

No caso do Uchiha, o assunto tinha nome e sobrenome:


Haruno Sakura.

17 de Julio de 2018 a las 12:55 0 Reporte Insertar 0
Fin

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