Corações divididos Seguir historia

karimy Karimy

Sakura se vê obrigada a trabalhar em conjunto com o homem que destruiu um clã inteiro e devastou o coração da pessoa que amava. Porém as coisas não são tão simples e logo ela se depara a um abismo de dúvidas. Dividida entre o coração e a razão, é forçada a tomar várias decisões, que a empurram cada vez mais para seu destino.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#violência #luta #romance #hentai #pwp #naruto #itasaku
5
4965 VISITAS
En progreso - Nuevo capítulo Todos los jueves
tiempo de lectura
AA Compartir

O aniversário dele

Ele estava fazendo 17 anos hoje, queria tanto estar com ele, mas sabia que isso não seria possível e imaginava o quão indesejável minha presença seria para ele. Irritante. Talvez ele tivesse mesmo razão, talvez eu fosse mesmo muito irritante. Nem sequer abri os olhos ainda e já estava pensando nessas coisas. Minha mãe e meu pai estavam fazendo tanto barulho na cozinha que eu poderia jurar que estariam brigando. Apostava ser mais uma daquelas piadas sem graça de Kizashi.


Abri meus olhos e sentei na minha cama, olhando para a foto do time sete que estava na cômoda. O que será que ele estava fazendo agora? Onde será que estava o Sasuke?


— Sakura, anda logo ou vai se atrasar! — Minha mãe era tão empolgada! Não sei de onde ela tirava tanta energia!


— Já estou indo! — falei entrando no banheiro para tomar banho.

Por mais que eu tentasse afastar o Sasuke da minha cabeça, estudando e trabalhando, ainda não conseguia. Muitas coisas mudaram na minha vida desde que ele saiu da vila, mas ele continuava sendo como uma mancha em minha pele, uma cicatriz impossível de se remover.

Dei um largo sorriso ao chegar na cozinha e ver Ino me esperando enquanto minha mãe tentava empurrar uns bolinhos na boca dela, e por mais que ela estivesse tentando rejeitar, acabou não tendo chances com as investidas da senhora Mebuki. Não poderia ter uma amiga melhor. Senti os meus olhos se encherem de lágrimas ao ver ela vindo em minha direção com aquele ar contagiante que ela tinha. Era tão difícil se fazer de forte, mais difícil ainda se fazer de forte perto das pessoas mais importantes da minha vida.


— E aí, testuda! Achei que não ia descer nunca mais! — disse Ino me abraçando, após engolir rapidamente seu bolinho.


— Não exagera, Ino! Vou só tomar um suco e a gente já vai! — falei piscando para ela, enquanto caminhava até a mesa.


— Ei, filha, vê se não vai matar ninguém no hospital!!!


— Nossa, pai, você tem um humor tão esquisito!


— Para de perturbar a garota, Kizashi! — disse minha mãe, vindo em minha direção para apertar minhas bochechas. Simplesmente odiava quando ela fazia isso!


— Para, mãe! Eu já estou indo! — falei deixando o copo de suco em cima da mesa. Só bebi metade, não ia aguentar ouvir mais nada daqueles dois logo pela manhã! Era sempre do mesmo jeito, eles pareciam gostar de me envergonhar. Ino passou seu braço pelo meu e descemos as escadas.


— O que você tem hoje, amiga? Está mais rabugenta que o normal, e olha que o dia nem começou ainda! — Ino estava andando tão rápido, me puxando pelo braço, que parecia que ia alçar voo. Queria ter a animação dela para as coisas.


— Você não sabe, Ino? — falei baixo, fazendo com que ela diminuísse o ritmo.


— Saber o quê? — disse histérica, provavelmente achando se tratar de alguma fofoca!


— Rhum... Hoje é aniversário do Sasuke, Ino porca! — falei tentando sorrir, mas ninguém me conhecia tão bem quanto ela.


— É mesmo, eu nem me lembrava. — Os olhos dela já estavam cheios de lágrimas quando a abracei. Às vezes me esquecia que ela também nutria sentimentos por ele.


— A gente vai ficar bem, Ino. — Não sei se estava tentando dar forças a ela, ou se tentava dar foças a mim mesma com aquelas palavras, mas ela era muito mais forte do que aparentava. Ino era uma inspiração para mim, era do tipo de amiga que faria absolutamente qualquer coisa por você. Trazia flores quando você estava doente, emprestava uma roupa bonita quando não tinha o que usar e ainda sempre tão positiva e alegre, queria ser mais como ela. Ela se soltou do abraço, assentindo para mim e enxugando as lágrimas que haviam molhado seu rosto.


— Sabe, Sakura, às vezes eu fico pensando em como seria se ele não tivesse ido embora, se ele não tivesse partido. E sei que você pensa sobre isso também, mas nós precisamos seguir em frente, nós precisamos ser melhores! — Viu o que eu falei! A Ino era demais! E dá para acreditar que ela falou tudo isso com um sorriso enorme nos lábios?!

Apenas assenti para ela, me sentindo sortuda por tê-la ao meu lado. Logo após alguns minutos, já estávamos no hospital. Ino ainda aprendia ninjutsus médicos, enquanto eu já estava trabalhando bastante no pronto atendimento, mas muitas vezes ela me assistia e até me auxiliava. Não tinha ninguém que eu confiasse mais do que ela. Bom, tinha a Shizune, mas não era a mesma coisa! Apesar de sempre ter me ajudado muito, principalmente nos ensinamentos de Tsunade, ela e eu não éramos tão próximas assim.

O dia estava tão chato, tinham tão poucas coisas para fazer, e eu pensei que viria para cá e me distrairia, mas não foi bem assim. Minha mente viajava, pensava várias coisas e todas relacionadas ao Sasuke. Queria tomar um chá de esquecimento só para apagar ele da minha mente por pelo menos duas horas por dia! Ao menos já me sentiria mais aliviada. Depois do almoço, fui até a sala que Ino estava estudando, dei um sorriso para ela e me sentei ao seu lado com um pesado livro que peguei da prateleira, que falava sobre articulações.

— Melhor estudar do que não fazer nada! — sussurrei para ela, e ela riu de volta para mim, mas logo depois entortou a boca, se concentrando no seu ninjutsu.

Fiquei ali, lendo, e nem percebi o tempo passar, o que foi um alívio para mim, estava louca para ir embora. Olhei pela sala, mas não encontrei a Ino e fiquei um pouco triste, queria ter ido embora junto com ela. Apostaria que ela até me deu tchau, mas eu não percebi, ela ficava louca da vida quando falava comigo, descobrindo de repente que eu não estava prestando atenção, mas eu não fazia isso por querer, para minha defesa!

Peguei minhas coisas, me despedi das enfermeiras que vi pelo corredor e fui embora. Não tinha muito contato com as pessoas que trabalhavam no hospital. A verdade é que eu estava sempre ocupada estudando e treinando. Tsunade era uma mulher de fibra e, apesar do seu jeito hostil, uma pessoa maravilhosa e uma ótima Hokage, o que exigia de mim bastante esforço.

Cheguei em casa e minha mãe, como sempre, me passou um sermão, dizendo que tinha de tirar os sapatos para entrar, mas não dei muito crédito, só queria ir tomar um banho e dormir, sabia que estava cedo, mas não tinha fome e me sentia desesperada para que esse dia acabasse logo.

E foi o que fiz, tomei um banho, deitei na minha cama e refleti mais um pouco, pensando em como esse dia poderia ser pior. Está certo que ele sempre vinha à minha mente, mas em dias festivos como este ficava sempre melancólica. Daqui a dois meses seria o meu aniversário... Nem queria imaginar como ficaria!

— Feliz aniversário, Sasuke! — sussurrei para mim mesma, mas ao me virar de lado, em direção à sacada do quarto, dei um pulo da cama com a visão que tive. Não pode ser, não pode ser... repetia mentalmente, ao ver aquele homem em pé, de costas para mim, com cabelos negros, pele clara e uma capa sobre seu corpo.

— Sasuke?


12 de Julio de 2018 a las 21:04 0 Reporte Insertar 1
Leer el siguiente capítulo Uma missão

Comenta algo

Publica!
No hay comentarios aún. ¡Conviértete en el primero en decir algo!
~

¿Estás disfrutando la lectura?

¡Hey! Todavía hay 6 otros capítulos en esta historia.
Para seguir leyendo, por favor regístrate o inicia sesión. ¡Gratis!

Ingresa con Facebook Ingresa con Twitter

o usa la forma tradicional de iniciar sesión