Engano Seguir historia

senhorasolo Elane Santiago

Definitivamente, não era para a noite terminar daquela maneira. Era para ser uma diversão, uma noite de folia de três amigos, mas tudo foi de água a baixo por causa de um mal entendido.


Fanfiction Películas Sólo para mayores de 18.

#família #engano #festa #Luke-Skywalker #universo-alternativo #Han-Solo #star-wars #leia-organa #HanLeia #mordem-au
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Não é o que está pensando...

Han tinha proposto sua ideia com tom de brincadeira. Estava de fato com tédio e com bastante vontade de tomar umas doses de álcool, ouvindo boa música e em boa companhia. Para sua surpresa, os irmãos concordaram. O primogênito aceitou de imediato; estava tão ou mais entediado que seu amigo e ele tinha aquela rebeldia e entusiasmo da flor da juventude, portanto, ficou animado. A sua irmã gêmea, no entanto, coçou o queixo e de antemão sentenciou logo: "Não é uma boa ideia".

— Sair da rotina de vez em quando não faz mal – Seu irmão Luke disse tentando convencê-la.

— Isso aqui está muito chato, princesa – Han falou. – Não vai morrer por ir a uma festa.

— Está bem, mas se alguma coisa der errado, a culpa é toda de vocês dois – Leia respondeu, enfim concordando.

Solo sorriu galantemente para ela, que desviou o rosto para o outro lado. Tinha-se passado três semanas desde o beijo na varanda, e desde então ela o evitava. Quando ele entrava num lugar, ela saía, e quando ele saía, ela entrava. Não se cumprimentaram e nem olharam no rosto um do outro. A atitude de Leia era totalmente defensiva. Não estava entendendo completamente o que tinha acontecido entre os dois e estava confusa quanto aos seus sentimentos. Han ficou aborrecido, mas até estranharia se por um beijo ela deixasse de ser uma gata arisca. Deu a Leia o seu tempo e espaço e procurou não pensar muito no acontecido, embora entendesse que parte da atitude dela se baseava no fato de terem sido flagrados pelos seus amigos aos beijos na varanda.

Aquela era a primeira aproximação dos dois desde o fato, e ele não queria estragar nada.

Leia fazia o máximo para parecer indiferente, mas ao mesmo tempo sociável. E depois de trinta segundos após ter aceito ir a balada com o irmão, o melhor amigo dele, e melhor amigo do melhor amigo dele, Leia já tinha alguns planos para a noite, como uma reaproximação com Solo, além de se divertir, é claro.

— Chewie, você dirige na volta – Han disse ao entrarem os quatro no carro.

Chewbacca perguntou, em linguagem de sinais, porque ele não dirigiria o seu carro.

— Porque você é o único que não bebe – Solo responde.

"Então você pretende beber?" – o outro perguntou.

— Com toda certeza, meu amigo.

Chewbacca tinha nascido muito prematuro, e com má formação das cordas vocais, além de ser 40% surdo do ouvido esquerdo. Entendia até muito bem os outros, mas se comunicava por sinais.

"Sabe que eu não gosto quando você bebe."

"Não seja chato" – Solo responde, usando também sinais.

— Han, para onde nós vamos? – Luke quis saber sentado no banco de trás, ao lado de Leia.

— Tem uma boate na zona norte da cidade. Chama-se Dois Sóis.

— Você já foi lá? – Leia perguntou.

— Já. Mas não se preocupe, querida, vai gostar do lugar.

— Veremos quando chegarmos.

A Dois Sóis estava lotada. Luzes psicodélicas e dois globos em formato de sol eram a única coisa que iluminava a pista de dança. O público era bastante diversificado e Leia perdeu a conta de quantas vezes pisaram no seu pé. Procurava por Luke em meio à multidão de corpos que brigavam por espaço dentro da boate, dançando ao som da música eletrônica alta. Trazia nas mãos dois drinks, um para ela e outro para o irmão, mas uma garota punk esbarrou nela enquanto fazia uma dança esquisita e Leia acabou derrubando as bebidas.

— Foi mal aí moça.

— Tudo bem...

— Ei Leia, te encontrei – Han chamou-a.

— Você viu o Luke?

— A última vez que o vi, ele estava conversando com uma ruiva. Estava o procurando?

— Bom, sim. Tinha que levar um drink para ele, mas...

— Ah, princesa, acho que o Luke nem lembra mais disso. Eu vi a ruiva. Ela é linda, tinha uns olhos...

— Não me interessa. Poupe-me de suas observações – ela retrucou.

Han abriu um sorriso vitorioso ao ter conseguido provocar Leia. Ela o ignorou e virou a cabeça para o lado, cruzando os braços e observando a dança estranha das pessoas a sua volta. Corou um pouco com o sorriso de Han, e por perceber que ele quis fazer-lhe ciúmes. Han apenas a observava, decorando cada linha de expressão de seu rosto e com um sorriso pequeno nos lábios.

— Eu estou feia? – ela perguntou de repente.

— Isto é impossível, querida.

— Não é isso... Tem alguma coisa errada com o meu cabelo? Ou com a minha roupa? As pessoas não param de olhar para mim.

Ele olhou em volta discretamente e depois disse:

— Estão olhando para nós dois.

— Mas por quê?

— Porque somos os únicos que não estão dançando.

— Oh...

Ele se aproximou e com um gesto da cabeça e da mão, pediu permissão para tocar na cintura dela. Leia assentiu e segurou as mãos atrás da nuca de Han Solo e começaram a balançar para lá e para cá.

— Nós não estamos dançando no ritmo da música – ela falou.

— Assim está ótimo para mim. – Abriu outro sorriso galante.

— Você é mesmo único, Han Solo – ela disse, sem tirar os olhos dos seus.

— Eu sei disso.

— Convencido.

— Disse que essa palavra não era suficiente para me descrever, lembra?

— Cala a boca.

— Faça-me calar – provocou, olhando-a tão profundamente que por um segundo Leia achou que ele fosse capaz de ler a sua mente.

Leia fechou a distância entre seus lábios com um beijo arrebatador. Naquele momento ela teve a certeza de que não haveria mais ninguém no mundo que ela quisesse beijar além dele. Não havia mais música, nem pessoas a sua volta, nem Luke ou Chewie, nem Dois Sóis. Só Leia e Han.

Quando se afastaram, ficou um silêncio entre os dois, mas tão logo voltaram ao presente.

As pessoas estavam se organizando para uma espécie de flash mob. A música também tinha mudado, Michael Jackson cantava Thriller. Eles tentaram sair da pista, mas um grupo de pessoas entrou em sua frente e eles foram empurrados de volta ao centro da pista. Lá encontraram Luke e Chewbacca.

— Luke!

— Oi Leia.

— Desculpe por não ter levado sua bebida. Eu derrubei sem querer.

— Não tem problema. – Ele sorriu – Ah, essa aqui é a Mara. – Mostrou a moça ao seu lado.

Leia precisava concordar com Han, ela era realmente linda.

— Oi! – A ruiva disse para Leia.

— Oi, muito prazer.

— Você sabe dançar essa música?

— Eu não sei dançar.

— É só nos imitar.

Leia olhou para Han, ele estava visivelmente desconfortável. Não deveria gostar de dançar. Com um certo esforço, conseguiu sair da pista e foi para o bar. Encostou-se no balcão e pediu uma bebida. Observou Leia e os outros dançando a coreografia de Thriller. Ela estava um pouco atrapalhada no começo, mas foi pegando a manha. Estava se divertindo bastante, ele pôde ver.

Han sentiu alguém cutucando o seu ombro, e quando olhou para ver quem era, achou uma moça o encarando e sorrindo para ele. Ela era branca, tinha o cabelo castanho claro à altura dos ombros, os olhos azuis e algumas sardas claras em torno do nariz. Han achou o seu rosto bastante familiar, mas não conseguiu reconhecê-la.

— Hã... Oi?

— Oi Han. Que bom te encontrar aqui.

— Perdão, nos conhecemos?

— Não acredito! Han, sou eu. Qi'ra.

— Qi'ra! É você? – Ela afirmou com a cabeça - Quanto tempo. – Abraçaram-se rapidamente.

— Bastante tempo, você até me esqueceu.

— Me desculpe, é que não te reconheci.

— Olha você, está mais bonito.

— Ah, obrigado. Você também está. – Ela sorriu e agradeceu – Quais as novidades?

— Ah, quase nada mudou desde que... Terminamos aquela relação estranha que tínhamos.

— Olha, eu sinto muito por isso...

— Não sinta – interrompeu-o, colocando a mão em seu ombro. – Eu já superei faz tempo.

— Sério?

— Muito. Águas passadas. – Tirou a mão do ombro dele e sentou num banco ao lado.

— Fico aliviado por isso... Eu acho.

— Oh, claro, você me superou duas horas depois com aquela cubana. – Ele franziu o cenho com o que ela disse e com o tom usado, não falou como se tivesse mesmo superado a possível mágoa que ele deixou nela. Qi'ra pôs-se a rir. - Eu estou brincando. Você precisava ver sua cara.

— Tá, não faz mais isso. – ele suspirou, rindo de nervoso.

— Ainda anda com o Chewie? – perguntou, mudando o assunto.

— Sim. Inclusive ele está lá. – Apontou para o grupo fazendo o flash mob.

Qi'ra sorriu e desceu do banho, e chegou mais perto de Han.

— Sabe, eu acho muita coincidência te encontrar um dia após ter terminado com o meu namorado.

— Qi'ra, eu sinto muito. – falou, referindo-se ao término do namoro dela.

— Não sinta, já disse isso.

— Ok.

— Acho que foi destino te encontrar aqui.

— É... Namoravam há muito tempo? – perguntou numa tentativa de mudar o assunto.

— Até morávamos juntos. Mas ele nunca pretendeu se casar comigo. Nosso relacionamento já tinha se tornado morno.

— Hum.

— Para falar a verdade, eu não conseguiria me casar com ele.

Han estava verdadeiramente interessado na hora em que a música fosse acabar, para que Leia fosse até ele. Ficou contente em reencontrar Qi'ra, mas não estava tão interessado naquela conversa. Olhou para o lugar onde ela estava e não a viu. Procurou-a pelos lados, mas nada de Leia.

— Quer saber por que não conseguiria me casar com ele? – Qi'ra disse.

— Ah, aham. – disse de modo automático.

"Onde está a Leia?" – perguntava-se. A música já tinha terminado.

— Porque eu nunca esqueci de você.

Han a fitou de olhos arregalados, e assustou-se com a atitude que ela tomou em seguida.

***

Os passos eram um pouco complicados para Leia, porém, mesmo um pouco desengonçada, ela imitava os outros ao seu redor. Devia estar ridícula, ela pensou. Até invejou um pouco Mara, que dançava tão bem e chamava atenção a sua volta.

Em outro passo, ela se atrapalhou com as pernas e quase caiu.

— Chega, deu para mim. - Desistiu e saiu da pista.

Ela foi na direção que Han tinha ido, para o bar, contudo, um homem moreno de cabelo comprido esbarrou nela e derrubou seu drink em sua blusa.

— Oh, não! - ela exclamou.

— Desculpa, moça, foi sem querer – ele disse.

— Está bem. – Saiu aborrecida rumo ao banheiro.

Limpou sua roupa o melhor que pôde. Disse vários impropérios e resolveu que queria ir embora. Iria chamar Han e os outros. E se Luke quisesse ficar com a ruiva bonitona, que se danasse, ela iria para casa.

Pegou o celular no bolso da calça e checou o horário. Iria achar sua mãe acordada ainda e escutaria um sermão sobre não sair sem avisar, que com toda certeza ignoraria por completo e se trancaria no quarto até o dia seguinte. Saiu do banheiro e foi para o bar.

Seu coração parou quando ela viu Han beijando uma outra moça. Parecia que tinham lhe dado uma bofetada. Sentiu os olhos arderem, e o peito doer. Estava em choque, e sentiu-se como uma boba iludida. Encheu-se de raiva e gritou:

— Han!

Ele empurrou a garota para longe e olhou para ela completamente chocado. Correu para perto de Leia, dizendo:

— Leia, não é o que você está pensando.

— Ah não? Sou cega por acaso?

— Eu posso explicar tudo direitinho, me ouve...

— Não quero ouvir mentiras da sua boca, senhor Han!

— Querida...

— Pare de me chamar de querida! Não acredito que fui tão tola para cair no seu joguinho de sedução.

— Não, pelo amor de Deus, me ouve! Não é isso que você está pensando. Se me deixar explicar...

— Eu não quero saber!

— Foi ela que me beijou!

— Ah sim, claro – respondeu sarcástica. – Você é um idiota nojento! Não passa de um cafajeste!

— Leia, por favor... – Quis tocá-la, mas ela afastou-se com o semblante tomado por raiva e decepção.

— Me trocou pelo primeiro rabo de saia que viu. – Um círculo de curiosos se formava em torno dos dois. – Mas não vai ficar assim, eu vou dar o troco. Vou beijar o primeiro idiota que aparecer na minha frente!

— Leia, deixa eu explicar...

Ela virou de costas para ele e encontrou um rapaz, nem olhou direito em seu rosto, mas o beijou bruscamente. Só queria que Han provasse do próprio remédio. Três segundos depois ela cortou o beijo, e só então que viu quem tinha beijado.

— Luke!

— Leia? – Ele estava assustado e confuso. Tinha pegado apenas parte da discussão e quando se deu conta, Leia estava o beijando.

— Oh meu Deus! – Ela olhou para Han, que estava tão confuso e assustado quanto Luke, depois para Chewie que disse em sinais: "terrível engano". – Eu, eu não queria fazer isso... Não sabia que era você. Por favor, me perdoe!

Ela saiu correndo, esbarrando e empurrando quem aparecia em sua frente. Cruzou a porta de entrada e a rua. Correu pela calçada e dobrou a esquina no final da rua. Continuou correndo mais algumas quadras até diminuir o passo para uma caminhada apressada. Tirou o celular do bolso e simplesmente discou o primeiro número que surgiu na mente.

Alô? – Atendeu o homem do outro lado da linha, com a voz embargada, como se tivesse sido acordado pelo telefonema.

— Obi-Wan? Por favor, preciso que venha me buscar.

O que aconteceu? Leia, você está bem?

— Eu explico no caminho. Por favor, tio, venha me buscar. Ajude-me Obi-Wan Kenobi, você é a minha única esperança.

Onde você está? Estou indo agora mesmo.

17 de Julio de 2018 a las 19:27 0 Reporte Insertar 2
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