O último ano do resto das nossas vidas Seguir historia

lenoirrr 𝑔𝑒𝓃𝓃𝒾𝒻𝑒𝓇

O último ano do ensino médio é como um divisor de águas, a infância já foi embora há muito tempo e as responsabilidades da vida adulta estão próximas. No meio de todas essas reviravoltas e inconstâncias, Jackson se vê decidido a fazer Mark Tuan pagar por todas as maldades que causou nos últimos anos, enquanto Mark se vê perdido, tentando se descobrir no meio de toda aquela confusão trazida pelo moreno. O tímido Bambam guarda um segredo por trás dos olhos inocentes, e Yugyeom precisa tentar largar todos os seus vícios, incluindo o amor pelo ex melhor amigo.


Fanfiction Bandas/Cantantes No para niños menores de 13.

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Primeira e velhas impressões


Antes de mais nada peço para leem os avisos!

↝ Essa é uma adaptação de outra história minha, publicada na plataforma ao lado, resolvi passá-la para os meninos do got7

↝ Os capítulos já estão prontos e vou atualizar toda quinta a noite,se preferirem outro dia estou aberta a mudanças :)

↝ Queria deixar claro os shipps, Yugbam, Markson um pouco de JackBam, Jinyeom... mas não se prendam a couples, existem histórias maravilhosas por aí em outras categorias.

↝ Os capítulos são divididos em dois pontos de vista, narrados na perspectiva do personagem citado, vocês vão entender quando começarem a ler rs

↝ Se gostarem, comentem, sigam a história, não só a minha de outros autores também, isso anima tanto!

↝ Um beijo e boa leitura!





De Kim Yugyeom:

"Tudo era bem mais fácil antes"




O garoto passava apressado por uma rua escura, olhando para toda sombra que passava por seus olhos, sentindo um desconforto quando via algo escuro demais nas ruelas e becos. Ali nunca houve iluminação a noite e isso deixava Yugyeom amedrontado, mas aquele era um bom atalho para a casa de Bambam e sabia que aquele medo que sentia apertar seu peito não era uma condição natural, sua cabeça doía e suas mãos suavam, sendo limpas a todo momento no casaco jeans. Aquilo não era medo.

Pôde ouvir o som dos carros e gente no final do beco e quase correu, suspirando aliviado quando desembocou na avenida principal, o barulho do centro chegando aos seus ouvidos. Ele sempre gostou de movimento, estar no meio de pessoas e letreiros led, a cidade fazia bem para o Kim.

E a casa de Bambam ficava mais algumas ruas a frente, ele não desviaria o caminho dessa vez.

Yugyeom e Bambam eram amigos desde que o loiro se lembrava por gente. Ele não poderia imaginar um tempo da sua infância que não teve o amigo ao seu lado, sua risada escandalosa preenchendo seus ouvidos, a maneira engraçada e responsável de lidar com tudo que às vezes deixava Yugyeom encabulado. Eles faziam tudo praticamente juntos, como dois gêmeos siameses de acordo com a sua mãe, enquanto corriam pela rua tranquila da casa de Bambam, os cabelos ralos do amigo uma completa bagunça, as roupas sujas de terra do campinho que jogavam bola.

Yugyeom riu do pensamento, se fechasse os olhos podia sentir o cheiro de terra molhada e doce de banana que vinha de Bambam. Cheiro de felicidade, quando tudo era mais simples e divertido. Um mal entendido era resolvido com beijinhos de desculpas, um dia ruim era merecedor de uma maratona de Liga da Justiça. Mas a vida acontece e tudo muda de uma forma radical, os problemas aparecem, as pessoas crescem. Yugyeom poderia dizer que Bambam mudou muito depois da separação dos seus pais, mas não poderia ser hipócrita e não afirmar o mesmo de si.

O garoto chegou receoso e parou na frente da casa de Bambam, vendo as flores bonitas no pequeno jardim e tendo certeza que era coisa da senhora Bhuwakul. Enquanto encarava as tulipas a mente do loiro o dizia loucamente para dar meia volta e ir para o bar mais próximo dali, tinha uma identidade falsa no bolso e sua mãe achava que passaria o fim de semana na casa de Bambam.

Sua mãe ainda acreditava que era amigo de Bambam.

Yugyeom olhou para o chão, pegando o máximo de pedrinhas que conseguiu encher com as mãos e começou a tacar uma por uma no vidro fechado do quarto do garoto, esperando que o moreno estivesse em casa. Quando as pedras estavam acabando Yugyeom já se contentava com a rejeição, no entanto, a janela foi aberta e Bambam pode ser visto. Yugyeom automaticamente sorriu ao ver o antigo melhor amigo parado na janela, seus cabelos uma bagunça acinzentada, o rosto em total confusão e surpresa, ele tinha aquela cara de bebê que faziam todos creem que Yugyeom era o mais velho.

— O que faz aqui, Yugyeom? — Bambam tentou perguntar de uma forma contida, sussurrada, que o Kim entendeu por leitura labial.

— Me deixe entrar!

Bambam fechou a janela bruscamente. Se Yugyeom não soubesse como era o moreno teria achado que aquilo era um "não", mas ele nunca foi bom com gracejos, era áspero apesar de parecer doce.

Yugyeom ouviu a tranca da porta principal se abrir e pulou o cercadinho da casa do garoto. Ele tinha um sorriso bobo quando a porta se abriu e Bambam apareceu por ela, sabia que era um idiota, por ainda ter recaídas e ir atrás dele, quando foi Bambam que o afastou, entrou em uma bolha solitária e não quis que Yugyeom continuasse a fazer parte da sua vida. Sem um porquê ou desculpas, apenas a adolescência fazendo tudo ficar mais doloroso.

— Desculpa a bagunça, tenho que sair e não deu tempo de arrumar.

Yugyeom entrou no quarto conhecido. O mais velho mudou pouca coisa dali desde a última vez que o loiro entrou naquele cômodo. A estante abarrotada de hq's ainda estava lá, a grande cama de casal que era ótima para as costas do Kim também.

— Para onde vai? Existe missa às onze horas? — Yugyeom perguntou, parando em um canto do quarto.

Ao mesmo tempo que tudo era familiar não era, Yugyeom se sentia grande demais ali, tinha crescido tanto nos últimos tempos que se assustava no quanto não parecia mais uma criança, Bambam também, era como se eles estivessem presos no passado.

— O que faz aqui, Yugyeom?

Bambam finalmente encarou o antigo amigo, agradecendo quando o loiro tirou o boné, evidenciando as olheiras e os olhos vermelhos.

Oras, Yugyeom não sabia o que fazia ali, ele só estava ansioso e chorou o dia todo, fumando maços de cigarros sozinho, ele só queria que Bambam agisse da mesma forma de antes e o abraçasse com seu corpo quente, que dissesse que tudo ficaria bem até pegarem no sono. Mas agora se sentia um idiota, parado ali, cobrando coisas que o outro não tinha mais a obrigação de fazer.

— O que aconteceu com você, afinal? O que houve com o antigo Bambam? Foi por causa do Mark?

Aquela era uma conversa de perguntas sem respostas. Yugyeom não queria soar fragilizado ou na defensiva mas estava soando exatamente assim. Bambam podia ver todo o ar turbulento do amigo, sabia o que ele estava fazendo nos últimos dias.

— Não tem nada a ver com Mark. — Bambam tinha aquele olhar duro, como um pai dando bronca no filho. — Vá pra casa Yugyeom, sem paradas, sem bares ou algo do tipo. Vá pra casa, tome um banho e durma, amanhã tem aula.

Yugyeom ficou um tempo parado, encarando o outro. Quem era Bambam para lhe dizer o que fazer? Quando ele mesmo estava pronto para sair aquele horário? Quando tinha tantos segredos que o Kim nem poderia imaginar quais eram? E quando achou que não poderia mais segurar as lágrimas desviou seus olhos para janela. Ali costumava ter pôsteres do Batman, Homem de Ferro, todos os heróis que Bambam gostava. Pareceu ser a anos atrás e realmente era, a dor de não ser mais tão íntimo de alguém que você costumava ser esmagava o coração de Yugyeom, deixando-o em pequenos cacos quebrados que ele não conseguia juntar sozinho.

— Tenha uma noite proveitosa.

Yugyeom rugiu, transbordando ironia, batendo forte a porta do quarto de Bambam. Saiu pelos cômodos como se uma pressão o fizesse ficar sem ar e quando passou pela porta principal respirou fundo, prazeroso pelo vento fresco, tirando um maço de cigarros do bolso. As mãos tremiam tanto que demorou para conseguir acender, e quando sentiu o gosto da erva na boca pode respirar a fumaça, percebendo seu corpo relaxar. Não tinha mais ansiedade ou suor, a vida não era uma droga como antes e até teve vontade de voltar e mandar Bambam ir a merda.

Sorriu, ajeitando o boné e caminhando para um bar que conhecia, próximo dali, Sabendo que todo o esforço que fez para se afastar desses lugares estava indo por água abaixo, de novo.

E ele culpou Bambam.




De Jackson Wang:

"Foi ódio à primeira vista"




O sol forte batia no gramado do campo, fazendo o garoto se arrepender de ir naquele dia de aula. Mas não teve tempo de sentar nas arquibancadas, ou reclamar mais, pois o treinador logo chamou, fazendo Jackson colocar um sorriso falso nos lábios. Aquela era a hora que seria apresentado para a turma, o novato que entrou no meio do ano letivo, sem amigos ou conhecidos no colégio.

Jackson já havia morado na Coreia do Sul a muito tempo, mas ainda assim, não poderia chamar aquele país de casa. O garoto se achava um idiota por ter acreditado que o padrasto se aquietaria na China novamente, sua casa, retomou o contato com os velhos amigos e fez planos para o terceiro ano, só para no fim ser arrastado para outro lugar, de novo.

— Okay, palermas! Silêncio! — Todos os garotos do time de futebol fizeram uma pequena roda em torno do treinador e Jackson. — Esse é Jackson Wang, novo colega de vocês e zagueiro do time.

Jackson sorriu, tentando mostrar seu melhor sorriso, ele sabia que era bonito e tentava cativar os garotos dali também, era tão amigável que poderia conversar horas com uma porta. Fazia luta e futebol no país natal e estava animado, pelo menos para os esportes.

— Mais um viadinho — Jackson ouviu um garoto ao fundo falar. Ele não dizia aquilo baixo para alguém em particular e sim, para que todos ouvissem. — Esse mundo tá perdido mesmo.

Jackson lançou um sorriso cínico, pronto para rebater o garoto, nunca que ser chamado de viado soaria uma ofensa para ele, mas antes que pudesse falar algo o treinador soou o apito, mandando todos os garotos para seus respectivos lugares e o jogo começou.



— Não ligue para o Mark — Jackson ouviu uma voz baixa e doce enquanto jogava toda a água da garrafinha em seu rosto. O sol não deu trela, fazendo a temperatura do campo ficar um verdadeiro inferno, ele tinha guardado o rosto do garoto preconceituoso e queria dar muitas caneladas nele durante o jogo, mas foi como se o treinador tivesse visto nos olhos de Jackson e mandou Mark para o banco. — Ele só gosta de aparecer.

Jackson parou para prestar atenção no garoto a sua frente. Ele era alto mas bastante magro, parecia ser anos mais novo que si e era o único no time que parecia não conversar com ninguém.

— Jackson Wang — o chinês se apresentou — Mas acho que você já sabe.

— Kunpimook Bhuwakul — Bambam riu com a cara de espanto de Jackson. — Mas Bambam está bom.

O garoto se sentou ao lado de Jackson e os dois ficaram observando os ajudantes tirararem as bolas do campo.

— Você joga muito bem Bambam, a bola parece dançar nos seus pés. — Jackson realmente achou isso no campo e resolveu elogiar o garoto. Ele era muito detalhista e se achava bom em ler as pessoas. Bambam parecia ser alguém genuinamente inocente, mas o moreno era vivido o suficiente para saber que nem tudo é o que parecer ser. — Mas os caras devem dizer isso o tempo todo pra você.

Jackson percebeu Bambam se tensionar e apertar forte a barra da blusa molhada pelo suor. Ele tinha dito alguma coisa errada e se culpava por ter estragado a chance de conhecer alguém no seu primeiro dia.

— Eu não tenho amigos. — Bambam disse baixinho, olhando para um lugar inespecífico do campo. — Eu tinha um, na verdade.

Jackson encarou Bambam, observando os cabelos meio cinza balançando ao vento, a boca cheia em um pequeno bico. O garoto era bonito, não o tipo de beleza que você admite na primeira vez que olha, mas Bambam parecia ser um vinho caro, aos poucos você percebe sensações que não tinha notado antes.

— Então quer dizer que as vagas estão abertas?

Ele demorou um pouco para entender o que Jackson dizia mas quando entendeu sorriu gande, as bochechas rubras pelo suor se inflando. O moreno suspirou com a cena, feliz por estar certo.

— É, pode-se dizer que sim.

— Prazer, Jackson Wang, seu novo amigo.



Já havia se passado duas semanas desde a sua chegada na Coreia e sua amizade com Bambam estava evoluindo, apesar do moreno não saber muito sobre o mais novo. No segundo dia contou tudo que passou para Bambam, sua sexualidade, seus amigos e namorado que largou na China.. Ele era um livro aberto demais, sua mãe dizia, mas não esperava que Bambam fosse fazer o mesmo, o garoto escondia coisas demais no fundo dos seus olhos castanhos.

— Então, qual é a do loiro?

Perguntou a Bambam na sexta-feira, enquanto comiam juntos no refeitório, ele podia ver esse loiro a espreita, lançando olhares assassinos para ele sempre que chegava um pouco mais perto de Bambam. Jackson tinha certeza disso porque já havia testado, na quarta disse ao novo amigo que seus lábios estavam sujos de mostarda apenas para limpá-los, e no fim, levou o polegar sujo de molho a boca e chupou, o loiro ficou tão puto que bateu com força a porta do armário, estava estragado até hoje.

Jackson gostava de provocar, era quase um hobby, mas ele tinha que saber primeiro onde isso ia dar.

— O seu antigo amigo, é ele?

Bambam parou de comer seu sanduíche, demorando demais a dar uma resposta.

— Sim, é o Yugyeom, mas isso é… complicado.

E pela forma que Bambam voltou a comer aquele assunto estava encerrado. Jackson achava estranho, até engraçado, porque os dois não era nada parecidos. Caras como Yugyeom tinha aos montes em seu antigo colégio, se você procurasse por bebidas, cigarros e até coisas piores eles teriam para oferecer, mas todos preferiam manter distância de garotos desse tipo, eles eram encrenqueiros demais.

O resto do almoço foi silencioso, cada um com seus próprios devaneios. O sinal tocou e Jackson tinha se lembrando de um costume engraçado no seu antigo colégio e estava pronto para contar a Bambam, queria tirar aquele clima estranho que permanecia depois que ele tocou no assunto Yugyeom. Mas Jackson não viu Mark chegando perto demais e trombando em Bambam.

Se fosse um esbarrão acidental não teria criado tanto problema, mas Mark carregava um copo de iogurte e o derramou todo em Bambam, sujando seu uniforme, rosto, cabelo.

— Como eu sou desastrado!

Mark fazia uma cara falsa de surpresa e seus amigos babacas riam atrás de si, Bambam tinha os olhos fechados com força, a respiração desregulada, todo o seu corpo tremendo e Jackson só podia ferver de raiva, olhando para a cara cínica de Mark e querendo dar-lhe um soco no nariz.

— Você não deve ligar não é Bambam? Engole fluidos bem mais sujos que esses.

Aquilo foi a gota d'água, Jackson se levantou com os punhos cerrados, pronto para aceitá-los em Mark e em qualquer outro bacaca que entrasse em sua frente, mas Bambam foi rápido e segurou seu braço, lançando um olhar que Jackson logo acatou, sem nem mesmo saber o motivo.



— Por que você deixa ele fazer esse tipo de coisa com você? — Jackson perguntava pela terceira vez a Bambam, sem receber respostas do outro. Durante essas duas últimas semanas o chinês percebeu que Mark gostava de importunar Bambam, mas era com comentários e piadinhas sem graça. Jackson nunca viu nada além disso mas pelo modo como tudo aconteceu hoje aquilo parecia ser algo rotineiro.

— Deixar isso pra lá, Jackson.

Bambam tinha um pano molhado em mãos, tentando tirar um pouco do iogurte da camisa do uniforme, seus cabelos tiveram que ser lavados na pia e o cheiro de iogurte de coco tomava conta do banheiro.

— Porra, não! Você não pode deixar isso pra lá! O que esse cara faz é ridículo! Eu posso...

— Eu já disse pra não se intrometer Jackson! — Bambam largou o pano na pia, encarando o moreno, seus braços tremiam de fúria, não por causa do chinês, mas já estava tentando se manter calmo por tempo demais. — Eu sei cuidar de mim!

Jackson riu, incrédulo, por longos minutos, deixando Bambam desconfortável, quando terminou deu passos lentos até o garoto, o encarando nos olhos e sentindo sua respiração desregulada bater contra a sua.

— Se soubesse não estaria passando por isso, se você deixá-lo te tratar dessa forma vai ser daqui pra pior.

Jackson não viu a reação de Bambam depois que acabou de sussurrar, ele apenas pegou sua mochila de cima da bancada, rumando pelos corredores vazios com uma só ideia na cabeça. Iria fazer Mark Tuan engolir aquele jeito babaca.

Um sorriso sacana brotou nos lábios de Jackson, ele era bom nisso.

6 de Julio de 2018 a las 00:17 0 Reporte Insertar 2
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