Earth Intruders Seguir historia

reginagayorge mrs. haruto amuro

Quem disse que uma invasão alienígena não é um ótimo lugar para fazer amizades não conhece o Chanyeol.


Fanfiction No para niños menores de 13.

#aliens #exo #chansoo #invasão-alienígenaau
Cuento corto
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Obrigado por salvar minha vida

- Oi – Chanyeol se dirigiu ao garoto baixinho ao seu lado – Meu nome é Chanyeol.

- Você pode não falar comigo? Obrigado. – O garoto respondeu sem olhar para Chanyeol, ele tinha uma boca muito bonita, era meio rosada, meio castanha e tinha um formato fofo de coração

- O que? Não se pode mais socializar?

- Eu não acho que eles gostem quando nós ficamos conversando

- Mas eles não estão olhando

- Você percebe que nós estamos prisioneiros no meio de uma invasão alienígena, certo? – O garoto falou se virando para Chanyeol, e o maior pode ter uma boa visão do seu rosto, ele era muito bonito.

- Eu sei mas... eu estou entediado – Chanyeol falou bufando baixinho. Os dois tremeram quando o ser na frente deles ameaçou se virar para onde eles estavam.

- Você está entendido numa INV-invasão alienígena? - O garoto falou tentando controlar sua voz, voltando a sua posição inicial, de olho nos seres que haviam os raptado.

- É, eu. Nós só ficamos aqui parados desde que chegamos, é chato

- Antes isso do que ser morto, ou torturado, ou sei lá o que esses seres querem fazer com a gente

O maior examinou a sala mais uma vez. Era um salão, totalmente branco, além dele e do garoto desconhecido haviam mais uns 20 humanos ali. Os invasores estavam se ocupando numa ilha ao canto do salão, com vários tubos e líquidos coloridos passando por eles. Haviam também grandes tubos vazios atrás de Chanyeol, que ele nem queria saber para que serviam, embora já tivesse assistido muita ficção científica para ter palpites nada animadores. Na parede atrás dos aliens, havia um painel digital, parecido com um dos jogos que Baekhyun gostava de jogar, mas a linguagem não era nenhuma que Chanyeol conhecesse. Em resumo era um salão vazio com 17 humanos, quatro alienígenas vestindo cinza da cabeça aos pés, e tecnologias que ele não tinha ideia para que serviam. Não era seu plano ideal para uma sexta a noite, mas era melhor do que o que iria fazer: nada.

- Então – Ele se voltou ao garoto baixinho mais uma vez, este que soltou um suspiro longo sem se incomodar em olhar para Chanyeol – Como eles te pegaram? Eu não consigo lembrar o que rolou comigo

- Eu também não lembro, eu acho que ninguém lembra. Eles devem ter feito algo para apagar nossa memória – Pela primeira vez o garoto falava sem parece completamente repugnar a presença de Chanyeol ali

- O que você acha que eles vão fazer com a gente?

- Nós explorar, talvez, é o que eu faria. – Nós abrir como sapos e ver o que tem no nosso interior. Ou colocar um chip na nossa cabeça e nos mandar de volta para coletarmos informações para eles

Chanyeol olhou com os olhos arregalados para o garoto, impressionado que tais ideias poderiam sair de alguém aparentemente tão fofo. O garoto por sua vez apenas olhou para Chanyeol como que não entendesse o motivo da surpresa, era o que qualquer um faria, certo?

- O que? – O garoto perguntou quando Chanyeol ainda estava com aquela cara de bobão impressionado

- O que? Nada nada. – Falou se concertando – O que faremos para sair daqui?

- Ta me achando com cara de que? Princesa Leia?

- Não é qu- AWN você gosta de Star Wars! Meus amigos não gostam muito, eu sempre acabo vendo sozinho – Chanyeol falou um pouco animado demais, novamente chamando a atenção dos seres – Nós vamos simplesmente ficar aqui e esperar para ser torturados e explorados?

- Eu não acho que temos muito o que fazer, estamos desarmados e em desvantagem... O jeito é esperar – O garoto falou cabisbaixo. Não estava afim de servir de rato de laboratório para alienígenas, mas não era como se pudesse escolher.

- Eles também não estão armados

- Que?

- Eles – Chanyeol falou apontando com a cabeça para o outro lado do salão – Estão tão desarmados quanto nós

- É mas, eles são aliens, talvez não precisem de armas

- Bom, se eles vão mesmo fazer conosco o que você disse que vão, não temos nada a perder certo?

O garoto ponderou sobre a lógica de pensamento do outro. Realmente não tinham nada a perder, se estivesse certo, estariam mortos logo se não fizessem algo. Estavam em maior número, eram 17 contra quatro, se agissem em equipe talvez conseguissem. Se Chanyeol se esforçasse o suficiente, poderiam jurar que podia ver pequenas pecinhas de engrenagem na cabeça do garoto menor sendo ativadas e bolando um plano.

- Ok, é isso o que temos que fazer: Primeiro nó- – Começou a falar, até ser interrompido pela risada baixinha de Chanyeol – Do que você tá rindo?

- Nada, é que, você fica fofinho assim falando todo sério – Chanyeol respondeu ainda rindo, e gesticulando com a mão, fazendo o garoto revirar os olhos

- Você estranho demais sabia disso? – Perguntou, e o maior apenas gesticulou animadamente que sim com a cabeça – Bom, mas voltando ao plano...

O garoto começou a contar seu plano, deixando a voz baixa para que ninguém mais ouvisse. Assim que terminou de falar, Chanyeol passou o plano para uma garota loira a sua esquerda, que por sua vez passou o plano para outra garota ao seu lado, até que todos estivessem cientes do que era pra fazer. Ninguém relutou em se juntar ao dois, como o garoto, sabiam que iriam enfrentar a morte ou algo pior de um jeito ou de outro.

Pouco mais de dez minutos depois que todos estavam prontos o plano começou a ser posto em prática.

Duas pessoas na ponta da fila, do lado oposto de Chanyeol e o garoto, começaram a gritar, era um grito alto, desesperado, era literalmente um grito por suas vidas. Não demorou muito para que os invasores parassem o que quer que seja que estavam fazendo na mesa do outro lado da sala e irem olhar o que estava acontecendo com seus prisioneiros. E foi quando eles atacaram.

As outras pessoas da fila foram para cima dos seres extraterrestres ao mesmo tempo, sem deixar espaço para que estes revidarem os ataques, enquanto Chanyeol e o garoto procuravam uma forma de abrir a porta da sala. Começaram a buscar por algo na parede, um botão, ou algum leitor de senhas, digitais, qualquer coisa que pudesse abrir aquela porta e leva-los a liberdade.

- O que nós estamos procurando exatamente? – Chanyeol perguntou em meio aos gritos da luta que acontecia bem atrás deles

- Eu não sei, qualquer coisa que possa ser uma fechadura ou algo do tipo

- Mas por que estamos procurando por uma fechadura se não temos uma chave?

- O que?

- CUIDADO! – Chanyeol gritou, tarde demais. Um dos invasores já segurava o garoto em um de seus agora multiplicados, braços. – NÃO!

O alien parecia estar maior, se isso era possível. Ele agora possuía oito braços em vez de dois, cada um segurando um ser humano, e parecia que um nono braço estava chegando para Chanyeol.

- CHANYEOL CORRE! – O garoto gritou abafado

- Awn você lembrou meu nome!

- CARALHO CORRE!

- Ah claro!

Chanyeol começou a correr, se vendo sem saída. Uma montagem tipo de filme com momentos de sua vida começaram a passar em sua cabeça enquanto o garoto enfrentava a morte inevitável. Chanyeol nunca foi excepcional, viveu sua vida de forma mediana como a maioria das pessoas, tentou sempre aproveitar o máximo que a vida o dava sem fazer mal a ninguém até o dia que esta acabasse. O dia de hoje estava sendo de longe o mais excitante de sua vida, mais até que o dia que o pai de seu ex namorado o perseguiu pela rua porque os dois estavam se vendo escondidos. Chanyeol amava adrenalina, talvez fosse algo para se preocupar, havia se metido em muita merda por causa das suas ações inconsequentes, mas agora essas ações poderiam o salvar, porque ele estava tendo um plano.

Correu em direção a mesa de experimentos que os invasores estavam trabalhando mais cedo, procurando qualquer coisa que parecesse letal, qualquer coisa que pudesse usar de arma.

- Por favor, por favor...

Só haviam frascos e mais fracos com líquidos coloridos na mesa, e algumas pequenas ferramentas, nada que pudesse causar dano real aos bichos, mas mesmo assim Chanyeol misturou tudo em um grande frasco, pegou as ferramentas e correu até o alien, sem pensar duas vezes.

- Ei bichão! Aqui! – Pulava pra cima e pra baixo tentando chamar a atenção da criatura. Não tinha plano algum em mente, só queria continuar vivo o máximo de tempo que podia.

O alien se virou, encarando o garoto, ficou encarando Chanyeol, como se tentasse entender o que o humano fazia. Avançou em direção ao rapaz, que saiu correndo assim que o predador deu o primeiro passo a frente. Chanyeol começou a correr os olhos ao redor da sala, procurando novamente algo que o ajudasse.

- Seu grande idiota por que não pensou nisso antes? – Falou pra si mesmo, correndo em volta do extraterrestre, que pareceu não perceber a súbita mudança de direção.

Correu até os grandes tubos no fundo da sala, na intenção de quebrar o vidro ao redor mas quase foi ao chão quando seu pé atravessou e foi parar dentro do recipiente. Então era isso? Estava perdido?

O alien estava cada vez mais próximo e não tinha para onde fugir. Deu outro passo para dentro do tubo, aceitando a derrota, quando sentiu uma imensa vontade de vomitar. Mais que isso, sentiu como se todo seu corpo estivesse sendo despedaçado e todos seus órgãos estivessem sendo mudados de lugar dentro de si. Fechou os olhos em reação a sensação incômoda, ouvindo um zunido alto em seus tímpanos, parecia que o mundo inteiro iria explodir, então parou.

Abriu os olhos, só para se encontrar em outra sala, esta estava escura e vazia. Demorou um minuto para que Chanyeol entendesse o que tinha acabado de acontecer.

- TELETRANSPORTE, ISSO! – Falou dando pulinhos de alegria, esquecendo que poderia ser descoberto ali a qualquer momento. – Agora, vamos explorar...

Saiu de dentro do tubo, olhando ao redor, andando cuidadosamente caso tivesse mais alguém ali. O local parecia ser uma espécie de armazém, com grandes containers, estantes e caixas empilhadas. As caixas eram pretas, com um material similar a couro, tinha uma linha vermelha ao redor da tampa e um leitor de digitais no canto direito. Não parecia ter ninguém por perto, mas ainda assim andava pausadamente tentando não fazer barulho algum.

Começou a andar pelo local, com os grandes olhos arregalados vasculhando todo o ambiente, só haviam caixas ali, nada que poderia ser útil.

“Abra as caixas seu idiota”. Pensou consigo mesmo, resistindo ao impulso de levar a mão até a testa num tapa por ser tão lerdo. Colocou o frasco que havia roubado no chão e tentou abrir uma das caixas nas estantes, mas todas pareciam estar lacradas. Empurrou e balançou a caixa tentando abri-la, sem perceber a fechadura no seu canto. Era uma fechadura digital, daquelas que você tinha que pôr a mão para abrir.

Chanyeol sentiu a palma da mão queimar no instante que a colocou na superfície brilhante, mal teve tempo de chorar sua dor quando um alarme começou a soar alto, explodindo em seus ouvidos. Correu para se esconder, parando atrás de uma fila de caixas altas, esperando ter saído da vista dos invasores.

Colocou um pedaço do rosto para fora, observando os aliens darem meia-volta, esses vestiam roupas pretas-azuladas, cobriam as pernas longas e os braços, também longos, completamente. Cada um carregava uma arma similar a um blaster, e por um momento Chanyeol se perguntou se não estava sonhando sobre Star Wars naquele momento, não seria a primeira vez.

Suspirou aliviado quando os dois aliens saíram pela porta do armazém, desistindo de procurá-lo. Relaxou, encostado na parede, respirando livremente, uma vez que estava prendendo o ar. Quando se virou soltou o grito que estava entalado em sua garganta desde seu nascimento provavelmente.

Uma das criaturas estava parada em sua frente, calada, o observando. Vestia as mesmas roupas dos outros que virá a distância, carregava sua arma em suas mãos. Agora de perto conseguia ter a visão perfeita do invasor. Tinha um tom de pele acinzentado, corpo humanoide, sem olhos ou ouvidos ou uma boca, tinha pequenos círculos descendo seu pelo seu pescoço e alguns em suas mãos, iguais as ventosas dos polvos. Era como um boneco sem rosto.

O que aconteceu a seguir foi tão rápido que Chanyeol pensou que estava imaginando coisas. Por mais um menos dois segundos a imagem do ser oscilou, como um holograma, e logo depois a imagem da criatura deu lugar a uma cópia exata de Chanyeol, suas roupas, sua expressão assustada, até mesmo as marquinhas que tinha no rosto de tanto bater a cabeça quando era pequeno.

Quando a criatura voltou a sua aparência anterior ela fez menção para atacar. O coração do garoto batia a mil por hora, uma onda de adrenalina corria pelo seu corpo, se recusava a morrer ali. Fez como nos filmes de ação que Baekhyun adorava ver e chutou o calcanhar do alienígena com toda a força que conseguiu reunir e o invasor caiu. Chanyeol teve apenas alguns segundos para se levantar e tentar fugir, mas foi para o chão logo que imediatamente quando o alien o segurou pela perna. Sentiu o gosto de sair preencher sua boca quando seu rosto atingiu o chão, e sentia uma dor ainda maior no local onde a criatura segurava, como se alguém estivesse o marcando com um pedaço de metal quente. Gritou novamente, tentando se livrar do aperto da mão, mas a sensação de queimadura só parecia ficar mais forte.

Procurou ao redor por qualquer coisa que o ajudasse, mas a dor consumia todo seu corpo, sua visão já estava começando a ficar turva e sentia um pouco de tontura, quando se lembrou do frasco que ainda tinha em mãos. Não sabia qual era o efeito daquilo, mas juntou a força que restava em si e jogou em direção a criatura.

Não havia acontecido nada, ainda sentia a mão dele em sua perna e seu corpo inteiro queimando, cada vez mais quente, sentia como se fosse explodir, estava a ponto de desistir, quando tudo parou.

Ficou um tempo deitado no chão, largado ali, sem forças para se mexer. Tentou se virar para ver o que tinha acontecido, e sentiu vontade de vomitar logo de cara. A criatura se contorcia no chão, seu rosto queimava, já não havia mais pele ali e Chanyeol conseguia ver com clareza os órgãos daquela parte. Olhou para sua perna, ela realmente queimava, a marca da mão da criatura estava perfeitamente tatuada ali, e ardia sempre que passava uma corrente de ar.

Se permitiu chorar. Não havia chorado desde que tinha chegado ali, não havia sentido tanta dor em sua vida antes, se sentia exausto. Queria morrer ali. Mas não podia, não quando os gritos dos humanos no andar de cima (ou de baixo, não sabia exatamente onde estava) ecoavam a distância, e principalmente não quando havia prometido a aquele garoto que gostava de Star Wars e tinha a boca bonita que iria ajuda-lo.

Se levantou com dificuldade, se apoiando na caixa em que estava encostado, começou a fazer o caminho de volta ao tele transportador quando notou que estava desarmado, não seria útil daquela forma. Pensou em pegar a arma caída no chão, quando teve uma ideia melhor.

Puxou o corpo da criatura até a caixa onde estava apoiado, rezando para que estivesse certo, e colocou a mão na fechadura esperando que a caixa se abrisse. Nunca esteve tão errado. O alarme começou a soar novamente, tão alto quanto da primeira vez, e não demorou muito para que os dois guardas voltassem a inspecionar o local, dessa vez achando o que estavam procurando.

Os dois correram em direção a Chanyeol, mas antes que chegassem perto o suficiente para pega-lo, o garoto atirou nos dois com a arma roubada, levando ambos ao chão. Esperou que eles se levantassem, mas parecia que o tiro havia sido eficaz. Sorriu verdadeiramente, comemorando sua vitória, mas sabia que não duraria muito. Arrastou as armas para perto de si com o pé, as pegando do chão. Tinha agora três armas, ótimo.

Mancou de volta até o tele transportador e entrou sem olhar para trás. Novamente sentiu como se todas as células de seu corpo se separassem e vagassem pelo espaço, teletransporte não era tão legal quanto pensou um dia.

A situação no laboratório (estava chamando assim agora), não era das melhores. Havia contado pelo menos quatro corpos jogados ao chão, alguns se escondiam e outros ainda estavam presos nos braços dos aliens, eles pareciam ter cansado de preparar o que quer que estavam fazendo e agora estavam amarrando as pessoas em mesas, nada bom.

Chanyeol saiu do tubo, se esgueirando pelos cantos tentando não ser visto, não prestava atenção no seu caminho e acabou tropeçando em um corpo no chão.

- Desculpa – Falou automaticamente.

Quando não ouviu uma resposta, sentiu um algo estranho correr pelo seu corpo, uma vontade vomitar, um calafrio subindo sua espinha. Não quis olhar para baixo, não tinha coragem, apenas seguiu em frente.

Caralho o que estava fazendo? Não era um herói, era um palhaço, sempre foi. Sempre se defendeu com piadas, nunca com os punhos, porque achava que podia fazer aquilo? Salvar pessoas que nem conhecia de uma invasão alienígena não estava entre suas habilidades.

- Chanyeol? – Virou sua cabeça tão rápido que podia jurar que tinha ouvido seu pescoço estalar. Era o garoto de lábios bonitos, ele estava vivo, afinal – Você tá vivo!

- VOCÊ TAMBÉM! Como você escapou?

- Eu escorreguei, não foi a melhor ideia – O garoto falou apontando para seu pé torcido, levantando a bainha da calça, revelando o inchaço do seu tornozelo. – E você... com armas! Onde você achou isso?

- MEU DEUS, você tá bem? – Chanyeol correu para o pé do garoto, ignorando sua pergunta. O machucado parecia feio.

- Eu tô – Falou balançando o pé para afastar o outro, soltou um gemido baixinho de dor ao fazer isso – Agora você, armas... explique-se

- Ah claro! – Levantou num pulo – Eu descobri um teletransportador, que me levou pra um lugar cheio de caixas onde eu matei três aliens e roubei suas armas. AH! Eu também machuquei meu pé olha – Falou levantando o tornozelo e mostrando a queimadura – Gêmeos de machucado.

O garoto não falou nada, apenas olhava incrédulo para Chanyeol, que tinha o sorriso mais bobo do mundo em seu rosto.

- Você matou três aliens? – Perguntou, sem acreditar nas palavras que saiam da sua boca.

- SIM! – Chanyeol balançava sua cabeça positivamente como uma criança – Não é tão difícil quanto parece, tirando as ventanas.

- As ventanas?

- Sim. Eles tem esses coisinhos na pele, que queimam

- Eles tem algum ponto fraco?

- Bom, eles não resistem aos tiros das armas, mas fora isso acho que não

O garoto deu um suspiro cansado.

- Como funciona? As armas, digo.

- Ah, é igual de videogame. Mirar, carregar e atirar.

- Ah ok, eu nunca joguei um videogame com armas, mas... vai ar tudo certo!

- Nunca? Sério? Se nós saímos daqui você precisa ir na minha casa

- Quando, e isso é um convite, Chanyeol? – O garoto falou levantando a sobrancelha. Sim era um convite, mas ele fazia parecer como se fosse algo pervertido. Chanyeol só queria jogar.

- Er... eu... Nós temos aliens pra matar – Sentiu o rosto ficar quente, com certeza vermelho como um tomate.

O garoto apenas deu uma risada baixa (extremamente gostosa, se perguntassem a Chanyeol), e seguiu se esgueirando pelos cantos, quando parou para fazer as contas.

- Nós temos três armas, e somos em dois – Ele falou, segurando Chanyeol pelo braço

O maior olhou ao redor rapidamente, agarrando pelo braço o primeiro garoto que passou. Ele era apenas um pouco menor que Chanyeol, tinha a pele bronzeada, o cabelo grande preto, parecia um dos modelos das revistas que Baekhyun gostava de ler.

- Ei você quer essa arma aqui? – Chanyeol falou jogando o objeto em seus braços – Mate alguns invasores ok? – O garoto não respondeu, apenas fez um aceno com a cabeça e saiu. – E agora, qual o plano?

- Você é inacreditável sabia?! – O menor falou balançando a cabeça – Nós precisamos arrumar um jeito de sair daqui, mas primeiro a gente tem que matar esses bichos

- Não vamos perder tempo então

Chnayeol puxou o garoto pelo braço e os dois correram em direção ao maior alien, atirando ao mesmo tempo na parte inferior do invasor. Os humanos que estavam presos em seus braços foram rapidamente largados no chão. O invasor se voltou contra os dois rapazes que o atacavam, avançando rapidamente na direção dos dois, fazendo Chanyeol tropeçar em seus pés e cair no chão. Antes que pudesse ter qualquer reação sobre o grande alien vindo em sua direção e o que seria uma morte eminente, o garoto menor o puxou do chão, o fazendo voltar ao seus sentidos.

- Qual é o seu nome? – Perguntou enquanto tentava atirar no invasor mais uma vez – Você nunca me disse

- é... ataque alienígena?!

- Eu sei, mas nós podemos morrer aqui, eu gostaria de saber seu nome

O garoto suspirou, tanto pelo cansaço quanto o sentimento de derrota. Não sabia porque se sentia incomodado a compartilhar seu nome, mas o fez de qualquer forma.

- É Kyungsoo, ok?! Do Kyungsoo, feliz? – Perguntou, e Chanyeol apenas balançou sua cabeça positivamente, abrindo um sorriso largo, que quase fez o menor esquecer sua situação atual. – Agora nós podemos matar esse bicho?

- Podemos!

Não demorou muito até que a criatura caísse ao chão. Os dois atacavam de todos os lados, sem cessar, até que eventualmente a criatura caiu, fazendo uma poça de liquido preto no chão. Chanyeol olhou ao redor, o caos parece estar diminuindo no local, ainda haviam muitos feridos e mortos, mas as ameaças haviam sido neutralizadas, e as pessoas começavam a se recompor na medida do possível. Foi quando o peso dos seus atos caíram sobre si.

Havia matado hoje. Ele, Park Chanyeol, que não matava nem barata.

- Chanyeol vem – Kyungsoo o chamou – Ei o que foi?

- Eu matei hoje. Tipo, de verdade, eu tirei a vida de um ser, intencionalmente

- Um ser que ia te matar. Ei, olha pra mim – O menor segurou o rosto de Chanyeol com as duas mãos, deixando a arma postada em seus pés – Eles eram maus, não esquece disso, você tá fazendo algo bom aqui, a gente pode salvar muitas pessoas hoje. Você entende isso né? – Chanyeol balançou a cabeça – Ótimo. Agora, nós vamos sair daqui, voltar pra casa, e tomar um sorvete. O que acha?

- Ok – Respondeu rindo e seguindo o garoto, a porta estava aberta agora, não sabia como, mas se juntaram ao grupo, liderado pelo garoto a qual Chanyeol havia entregado a arma mais cedo.

Foi até a frente do grupo, o rapaz segurava firmemente a arma em sua mão, tão atento ao caminho que fazia que quase não percebeu a chegada de Chanyeol ao seu lado.

- Ei cara! Você matou aqueles bichos? Que legal. Meu nome é Chanyeol e o seu?

- Kim Jongin – Respondeu sem olhar para Chanyeol, como Kyungsoo fazia, mas de uma forma diferente, não com deboche, mas com concentração em seu caminho.

- Chanyeol cadê você?

- Aqui na frente! – Respondeu, sinalizando para Kyungsoo com o braço

- Oi – Cumprimentou Kim Jongin e postou ao lado de Chanyeol, relaxando por um momento – Como nós vamos sair daqui? Nós entramos de algum modo, tem que ter uma forma de sair

- Tem uma porta, uma espécie de porta, deve tirar vocês daqui – Jongin falou, calado até então, ainda com os olhos fixos no seu caminho

- Como você sabe disso?

Kim Jongin ergueu sua mão esquerda, virando o rosto para encarar os dois pela primeira vez, e Chanyeol pode dar uma boa olhada no garoto. Ele tinha o cabelo cortado estilo militar, os lábios grossos e vermelhos, os olhos arredondados e pretos. Realmente parecia como um modelo.

- O que é isso exatamente? – Kyungsoo perguntou, retirando Chanyeol de seu transe temporário causado pela beleza do rapaz desconhecido.

Kim Jongin segurava um cubo em sua mão. Era do mesmo tamanho que um cubo mágico, talvez um pouco maior. De início era totalmente preto, mais escuro que isso, se tal cor existisse, mas então o objeto começou a brilhar, não era como nada que Kyungsoo tivesse visto antes. Se sentia como a Rose na primeira vez que ela olhou para o centro do vortex da TARDIS. Todo seu corpo parecia estar sendo atraído pelo cubo, involuntariamente estendeu a mão até o objeto, as pontas dos dedos ficaram mais quentes ao se aproximar do brilho, estava quase tocando, quando Jongin afastou sua mão, e o objeto parou de brilhar. Kyungsoo sentiu como se tivesse levado um chute na barriga, e voado para longe.

- Você não vai querer tocar nisso garoto, acredite. Pode não parecer, mas a sensação é como se alguém tivesse pregado meus dedos a isso, dói pra caralho. – Jongin falou – Mas respondendo sua pergunta, isso é um mapa, e também uma chave. Abriu a porta do laboratório lá trás, eu acho que é uma espécie de celular, ou algo assim. Eu consigo ver o mapa da nave na minha mente, e sentir onde os outros aliens estão, aliás nós precisamos andar mais rápido ou eles vão nos alcançar.

O Kim não precisou pedir duas vezes. O grupo apertou o passo, seguindo o rapaz até onde esperavam ser uma saída. Chanyeol e Kyungsoo ajudaram ele a vigiar o local, mantendo os olhos atentos e as armas em posição de ataque. Não demorou muito para chegarem a suposta saída.

Era uma câmara, tinha painel do lado de fora, com um grande espaço quadrado, provavelmente para o objeto na mão de Kim Jongin.

- É isso? – Kyungsoo perguntou, dando um passo para frente, tentando enxergar melhor, já que os dois rapazes eram maiores que ele e atrapalhavam sua vista

- É

- Como você sabe? – Chanyeol perguntou

- Eu já falei, o cubo, me dá as informações

- E se ele estiver te informando errado. É tecnologia alienígena, coisa que você não é. Ou é? – Kyungsoo falou, de repente dando um passo para trás, fazendo Jongin revirar os olhos

- Eu não acho que esteja. Quando eu tentei abrir uma caixa lá em baixo, quase queimou minha mão – Chanyeol falou estendendo a mão para que os dois pudessem ver – Você falou que parece que está pregado nos seus dedos certo? Talvez ache que você é um deles ou algo do tipo, não esta tentando te expulsar

- É isso faz sentido, mas eu ainda não confio nisso

- É como você disse, não temos nada a perder

Kyungsoo hesitou por um momento, mas o recém feito amigo estava certo, a morte parecia um futuro certo de uma forma ou de outra. Acenou com a cabeça e seguiu Kim Jongin pelos corredores da nave. Sentia um ataque de pânico chegando sempre que olhava para trás achando que estavam sendo perseguidos, que as criaturas extraterrestres estavam perto. O menor do trio corria afobado tropeçando nos próprios passos, tentava não fazer barulho, com se os outros fossem ouvir onde quer que estivessem.

Começou a pensar que estava andando em círculos quando Jongin e Chanyeol pararam abruptamente na sua frente, o fazendo se bater com o garoto maior.

- É aqui – Jongin falou na frente

- O que é aqui exatamente? – Chanyeol perguntou, esticando o pescoço para ter uma visão melhor da porta a sua frente

- É como um motor. É o que faz a nave rodar

- É seu coração – Kyungsoo falou de repente, quase tão baixo, como se não quisesse ser ouvido

- Sim, pode-se dizer isso. – Jongin colocou a mão na porta, hesitando em abri-la. Olhou para trás pela primeira vez – Eu não posso garantir a segurança de vocês lá dentro, seria melhor vocês ficarem aqui guardando a entrada.

- Não, eu quero ir – Kyungsoo falou batendo o pé no chão.

Jongin apenas suspirou e assentiu, virando para frente e abrindo a porta. Mesmo estando mais longe da porta, Kyungsoo sentia um calor forte no rosto assim que ela foi aberta, que foi aumentando cada vez mais que se aproximava da entrada, do que agora parecia ser uma sala de máquinas.

Havia uma grande torre no centro, com engrenagens ao redor, alguns tubos ligavam o cilindro no meio as paredes da sala, com várias linhas piscando, como veias, Kyungsoo pensou. Toda a arquitetura dali se assemelhava a de um corpo humano.

- Você acha que a biologia deles é como a nossa? – Perguntou baixinho a Chanyeol

- Nossa pele não queima ao toque – Chanyeol respondeu, mas sua teoria foi desmentida quando percebeu que segurava mãos com Kyungsoo, e puxou seu braço rapidamente, sentindo as pontas dos dedos formigarem onde o garoto estava segurando a pouco tempo.

- O que fazemos agora?

- Eu não sei ao certo, não consigo mais ver nada. Não quer me mostrar – Jongin falou balançando o cubo na sua mão

- O que você esperava? Que ele te mostrasse como destruir a própria nave? - Kyungsoo respondeu, fazendo o outro revirar os olhos. Abriu a boca para continuar falando, mas foi cortado pelo grito alto que saia de Jongin.

De uma hora para outra a mão do garoto estava vermelha e sua carne estava queimando. Chanyeol gritou e o garoto largou o objeto, caindo com um barulho no chão. Seu braço estava sendo pintado do vermelho escorrendo da sua mão. Chanyeol estava andando de um lado para o outro, ainda gritando, um alarme começou a soar. De repente as “veias” da sala ficaram vermelhas, e os pontos de luz piscavam mais rápidos. Estava irritado.

Com dificuldade, Kyungsoo rasgou um pedaço da sua camisa e amarrou na mão de Jongin, tentando parar o sangramento, sem muito sucesso.

- E agora? – Perguntou, quase gritando, tentando soar mais alto que o alarme

- Nós temos que sair daqui, se eu estiver certo logo logo eles estarão aqui – Jongin falou, sua respiração estava ofegante, parecia ser difícil formar qualquer palavra

- Chanyeol o que você tá fazendo?

O garoto pegava a arma de Jongin caída no chão, atirando nas paredes da sala, antes que pudesse responder. O alarme soou mais alto e toda a nave tremeu, fazendo os três caírem no chão.

- Mas que porra?

- Ia ser inútil sair daqui sem ter tentado – O garoto falou dando um sorriso enquanto levantava

Kyungsoo revirou os olhos e começou a andar, deixando que Jongin o usasse de apoio. Chanyeol guardava a retaguarda enquanto Kyungsoo seguia na frente, protegendo o Kim, impossibilitado de segurar sua arma. Não demorou muito para que esbarrassem com os guardas na nave. Todos usavam roupas iguais aos que Chanyeol havia enfrentado na sala de caixas.

- O que a gente faz? – Perguntou a Jongin, o garoto deixava um rastro de sangue por onde passava, estava ficando cada vez mais pesado no ombro de Kyungsoo – Jongin, acorda, o que a gente faz?

- Kyungsoo eles tão chegando perto, pra onde a gente vai?

- JONGIN! – Falou novamente, sacudindo o garoto. Jongin balançou a cabeça e murmurou algo que Kyungsoo não entendeu, mas estava acordado. – Qual o caminho pra sair daqui?

O garoto apontou, levantando o dedo minimamente. Começaram a andar no caminho que Jongin havia indicado, Kyungsoo não reconhecia os corredores da nave, pareciam estar em um local completamente diferente. As paredes rugiam.

- Tem certeza que estamos no caminho certo? – Perguntou, mas antes que Jongin pudesse responder, um grito agudo cortou o vento, fazendo os pelos na nuca de Kyungsoo se arrepiarem.

Virou a cabeça para enxergar Chanyeol lutando pela sua vida enquanto os invasores iam para cima dele. Observou como se fosse em câmera lenta, o garoto cair no chão, batendo o rosto com um barulho alto.

Kyungsoo gritou, largando Jongin de qualquer jeito apoiado na parede, e correu em direção a Chanyeol. Deu o primeiro tiro. Errou.

Em meio ao choro, Chnayeol gritava para que Kyungsoo fugisse, mas o garoto apenas se aproximava da confusão. Atirou novamente. Primeiro acerto. Suas mãos tremiam.

Os aliens já não focavam mais em Chanyeol, o largando estirado no chão coberto de sangue, andavam em direção a Kyungsoo, marchando como um exército. Tinha seis deles e apenas um dele, não era uma luta ganha, o garoto sabia disso.

Era difícil ter uma mira certeira com as mãos tremendo, todo o seu corpo chacoalhava, sentia a adrenalina correr pelas suas veias o deixando elétrico. Começou a atirar sem olhar para o que fazia, não podia deixar que voltassem a mexer com Chanyeol o que chegassem em Jongin. Quando conseguiu derrubar o primeiro os outros cinco pararam. Formando uma fila lado a lado. Eles apenas olhavam para Kyungsoo, não faziam um movimento, o garoto duvidava até se respiravam.

Tudo que se seguiu aconteceu rápido demais para o cérebro do garoto conseguir processar corretamente. Um a um eles correram em direção a ele, o garoto atirava, os derrubando cada vez que chegavam perto de si, até que a estratégia mudou, e os dois restantes vieram com tudo para cima do garoto, o derrubando. Eles sangravam um liquido transparente, que agora começava a encharcar Kyungsoo. Ele começou a sentir a pele queimar, nos pulsos, na barriga, nas pernas, os aliens faziam pressão contra seu corpo como se quisessem esmaga-lo, a cada toque o garoto sentia o cheiro da sua carne queimando, iria vomitar.

Talvez fosse a dor misturada com a adrenalina e o medo mexendo com a cabeça do coreano, mas a cena nunca sairia da memória do rapaz. O rosto de um dos invasores, antes liso e sem nenhuma feição, agora se envergava em uma careta, e bem no meio era como se uma boca se abrisse. Lentamente os dentes da criatura foram aparecendo. Sua boca era grande e deformada, tinha mais dentes que qualquer animal que Kyungsoo já havia visto, cheirava a morte, não sabia ao certo como era o cheiro da morte, mas podia apostar a que era algo assim.

O desespero tomou conta do pequeno corpo do garoto, Kyungsoo começou a se debater, mesmo que aquilo só fizesse sua pele queimar ainda mais, os dentes estavam chegando mais perto, pareciam ficar maior a cada segundo, sentiu sua pele ser arranhada por eles. Não sabia de onde tirou forças para chutar o alien que estava sobre o seu corpo, mas conseguiu se livrar dele, mesmo que não por muito tempo, logo estava sendo atacado novamente, ainda pior.

Sua arma havia escapulido de sua mão na queda, agora havia se movido o suficiente para sentir a arma roçar na ponta dos seus dedos, tinha que aguentar mais um pouco e conseguiria pega-la.

Quando sentiu seus dedos fecharem sobre o gatilho da arma, usou todo o resto da sua força e atirou para cima. Nem ao menos via o que estava fazendo, só queria que aquilo acabasse.

Sentiu o corpo ficar molhado, ardia nas suas feridas e tinha um gosto pior ainda, quando finalmente abriu os olhos viu o corpo sem vida da criatura jogado em cima do seu. Gritou. Sentia as lágrimas se misturando com o que parecia ser o sangue das criaturas, tudo era nojento e fedido.

Até mesmo se esqueceu que estava dentro de uma nave alienígena que rugia, suas pálpebras estavam tão pesadas, podia dormir ali mesmo, se não fosse pelo grito de Chanyeol no fim do corredor. Abriu os olhos novamente, se lembrando de onde estava. As paredes haviam mudado novamente, iriam ficar ali para sempre caso não saíssem logo.

Com esforço, se levantou do chão, pingando vários tipos de líquidos diferentes, Chanyeol estava deitado em volta de uma poça do próprio sangue, Kyungsoo sabia que se não arrumasse ajuda logo ele iria morrer ali, mas todo o seu corpo gritava de dor. A qualquer momento chegariam mais guardas e ele precisava ser rápido, pegou Chanyeol pelo braço, o puxando até onde Jongin estava, o sangue ajudava o corpo do maior a deslizar pelo chão. Chanyeol resmungou.

Jongin ainda estava sentado onde Kyungsoo o havia deixado, parecia estar mais acordado agora, fez uma cara de espanto ao ver o estado dos outros dois sobreviventes.

- O que aconteceu? – Perguntou com a voz fraca, usando a mão esquerda para se apoiar na parede e levantar

- Nós precisamos sair daqui rápido – Kyungsoo respondeu com a voz igualmente fraca, doía até falar naquele momento – Leva a gente pra saída

As paredes pareciam de massinha quando chegaram no local onde o resto dos humanos tinham escapado. A mente de Kyungsoo devia estar pregado peças nele, tinha certeza, os rugidos da nave não pararam.

- E agora? – Kyungsoo perguntou

- Eu não sei, eu não tenho mais o cubo. Deixa eu ver

Kyungsoo se agachou ao lado de Chanyeol enquanto Jongin mexia no painel de controle. O garoto estava acabado, não tinha certeza se sobreviveria.

- Ei, ei – Falou pegando suas mãos, ele resmungou – Acorda, nós vamos sair daqui ok? Chanyeol olha pra mim

Chanyeol estava coberto de sangue. Abriu os olhos com dificuldade, dando um sorrisinho quando viu Kyungsoo.

- Você é tão lindo... – Quase sussurrou, Kyungsoo respondeu com um sorrisinho, de repente corando, embora tinha certeza que o rapaz delirava.

- Kyungsoo nós temos problemas – Jongin falou deixando o outro em alerta

Kyungsoo se levantou rapidamente se pondo ao lado do outro. Um alien estava parado na frente deles, apenas um deles, ele encarava Jongin, ao menos parecia encarar. Os três se olharam em silêncio, embora a criatura não tivesse olhos, Kyungsoo sentia que ele estava olhando para si. Inutilmente suplicou num pedido mudo que este poupasse suas vidas. A criatura levou sua mão até a cintura, pegando um cubo, como o que havia queimado a mão de Jongin, o cubo brilhou e soltou um som agudo, quase inaudível, mas que doía aos ouvidos. O alien se aproximou deles, fazendo os dois humanos darem um passo para trás, ele levantou ambos os braços, andando lentamente até o painel de controle e depositando seu cubo ali. Na tela, uma imagem da terra foi mostrada, o alien olhou para Kyungsoo, acenando com a cabeça, como se incentiva o garoto a mexer naquilo. Kyungsoo se aproximou do painel de controle, sem tirar os olhos do alien, hesitou em pôr a mão no cubo, o alien acenou novamente.

O garoto sentiu o objeto grudar em seus dedos, como se estivesse o atraindo. Kyungsoo não sabia como, mas enxergava toda a terra na sua mente, como se estivesse vendo tudo com um telescópio. Sua mente viajou até sua casa, e logo via as ruas de Seul de cima, como se estivesse sobrevoando a cidade. Fechou os olhos, e pôde ver sua mãe e seu pai escondidos em casa, pareciam apavorados, mas estavam bem, estavam vivos, queria ir até eles. Sentiu como se seu corpo estivesse sendo separado molécula por molécula, iria vomitar, até que Jongin quebrou sua concentração.

- Precisamos de um hospital, Kyungsoo

O garoto concordou com a cabeça, e logo visualizava o hospital de Seul na sua mente, estava lotado de pessoas feridas assim como eles, estava cheio de militares, parecia uma zona de guerra. Uma vez que decidiu ir para lá, suas mãos foram expulsas do cubo, as pontas dos seus dedos ardiam, mas nada que não pudesse suportar a àquela altura.

Novamente teve a sensação que seu corpo estava sendo separado de si, como se aquilo fosse possível, sentiu como se estivessem fazendo uma sopa dos seus órgãos enquanto eles ainda estavam dentro do seu corpo, a última coisa que viu da nave foi o alien lhes dando as costas.

Quando abriu os olhos estava no meio do corredor do hospital. Jongin estava de pé na sua frente e Chanyeol estava jogado ao seu lado. Kyungsoo gritou por ajuda e logo uma equipe de médicos apareceu desesperada, colocaram Chanyeol numa maca falando em termos médicos que ele não entendia, alguém chamou Jongin de Major, Jongin procurava por alguém chamado Taemin.

- Para onde estão levando ele? Eu quero vê-lo, Jongin – Kyungsoo pedia, puxando a barra da camisa do rapaz

- Ei calma, ele vai ficar bem, ele sofreu várias queimaduras, você também, os médicos precisam ver isso. – Jongin ergueu a mão para Kyungsoo – Você consegue se levantar?

O garoto respondeu que sim com a cabeça, se apoiando em Jongin para levantar, todo o corpo doía e reclamava do esforço. Andaram um pouco até uma sala, havia mais umas dez pessoas com ali dentro.

- Este aqui é o Taemin, ele é médico, vai cuidar de você... senta aqui – O garoto falava, dando um sorrisinho sempre que olhava para o rapaz loiro com o jaleco, que uma vez fora branco

- Cadê o Chanyeol? – Perguntou novamente

- O seu amigo? – Ele apontou para o outro lado da sala, onde Chanyeol estava deitado - Ele vai ficar bem, ele é bem forte pode ficar tranquilo – O médico respondeu, com uma voz calma e baixa – Agora vamos ver você?

Taemin examinou Kyungsoo rapidamente, passando um creme em suas queimaduras e as cobrindo com gaze, depois ele pediu que o garoto tomasse um remédio e disse que era tudo que podia fazer no momento. Jongin pediu licença e puxou Taemin para fora da sala, deixando Kyungsoo sozinho.

O garoto se levantou, atravessando a sala. Parou na frente da maca de Chanyeol, o garoto parecia uma múmia, segurou o riso com o pensamento. Uma explosão do lado de fora do prédio fez as paredes tremerem e Kyungsoo teve que se segurar para não cair em cima da maca.

- Ei – Chanyeol falou baixinho

- Ei... você está parecendo uma múmia – Falou rindo

- Que legal – O garoto falava lentamente, provavelmente no efeito de anestésicos – Deita aqui – Chanyeol bateu no colchão

- Não precisa, eu tô bem

- Por favorzinho – O garoto pediu manhoso, tinha aqueles olhos de cachorro pidão que Kyungsoo achou extremamente fofo

Com cuidado, se deitou ao lado o maior, soltando um gemido de dor a cada movimento. Os dois riram. Ficaram calados por um tempo, o barulho do lado de fora era abafado pelas paredes grossas.

- Eu sempre joguei jogos assim, eu nunca achei que viveria algo do tipo

- Sabe, a gente tem eu se encontrar pra jogar quando tudo isso acabar. Você tem que me ensinar!

- Sem problemas, mas só se eu ganhar um beijinho – Recebeu um empurrãozinho de leve do menor, ambos gemeram de dor

- Que ousadia! Mas acho que posso pensar no seu caso...

- Obrigado por salvar minha vida, Kyungsoo

- Obrigado por salvar a minha Park Chanyeol

Os dois continuaram deitados ali até pegarem no sono, exaustos demais para fazer a conversa se estender por muito tempo, teriam outros momentos. Naquele momento estavam abençoados com a ignorância causada pelos analgésicos, inconscientes do caos que acontecia do lado de fora.

5 de Julio de 2018 a las 15:29 0 Reporte Insertar 2
Fin

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