Ômega Free Seguir historia

yura-neves1530676328 Yura SugaLip�dio

F-O era o nome do movimento que os famosos "ômegas livres" seguiam, sempre lutando para serem independentes e conquistarem seus direitos, o tipo de ômega que a grande maioria dos alfas não suporta. Jeon Jungkook era um alfa lúpus que jurava que jamais iria se envolver com um Free, mas tudo muda quando ele resolve vender seu esperma para uma ômega que deseja ter um filho e a mesma acaba morrendo num acidente de carro. O bebê sobreviveu ao acidente e foi transferido para o irmão gêmeo da ômega e agora Jungkook se vê na responsabilidade de fazer parte da vida desse tal ômega free, Park Jimin.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

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O CEO

Jeon Jungkook estava um tanto desesperado.

O alfa lúpus engravatado acelerava com seu Hennessey Venom GT pelas ruas de Seul - Se é que dava para acelerar no meio daquele enorme engarrafamento. - morrendo de vontade de roer todas as suas unhas.

Aquele carro havia lhe custado o olho da cara e mais um rim, não queria acabar batendo seu bebê, mas precisava chegar rápido ao hospital. O pior de tudo era que sabia que, caso batesse um carro tão caro, provavelmente o culpado pela batida não teria dinheiro para pagar o concerto. Precisava ser cuidadoso, mas estava tão nervoso.

O sinal tornou-se vermelho e ele caçou seu celular dentro do bolso do paletó, num movimento rápido.


-Jeon Jungkook

O representante da Kat Von D Beauty me ligou para confirmar a reunião de hoje. Remarquei o dizendo que o senhor havia tido um imprevisto.

Kim Taehyung-


Jungkook suspirou irritado. Aquela reunião era realmente importante, ele havia esperado meses pela mesma e agora havia a perdido por conta de um imprevisto - E que imprevisto! - não poderia estar mais irritado e nervoso.


-Kim Taehyung

Remarque para o mais próximo o possível.

Jeon Jungkook. -


O sinal tornou-se verde e o alfa acelerou com seu carro pela rua cheia.

Precisava chegar naquele hospital logo para ter certeza de que tudo ficaria bem com o bebê de Park Sun. - Maldito fosse o momento em que ele resolveu participar daquela ideia terrível do movimento F-O.


Já haviam alguns anos que o movimento F-O - Sigla para “Free ômega” - havia começado. Esses ômegas desocupados defendiam o que eles chamavam de “direito dos ômegas” - Para Jungkook aquilo não passava de uma besteira. - que incluíam o direito de ocupar cargos importantes na sociedade, o direito ao aborto, a adoção sem casamento e mais alguns mimimis que Jungkook realmente não se importava. O alfa lúpus não conseguia entender qual era a grande dificuldade de ser ômega. Bastava se casar e ter um filho que tudo estaria bem, ser ômega não era tão difícil quanto ser alfa - Estes sim precisavam trabalhar e sustentar a família, o que não era nada fácil.

Jungkook aprendera sobre as obrigações de um alfa lúpus antes do que deveria, com seus quinze anos, no dia da morte de seus pais.

Hoje ele tinha um nome importante na gigantesca indústria dos cosméticos e não podia ser mais bem sucedido, sentia orgulho de suas conquistas, mas não podia negar que, se pudesse, mudaria alguns detalhes do seu passado e cresceria mais devagar.

Bem, voltando a falar do movimento F-O.

Muitos ômegas passaram a desejar terem filhos sozinhos, sem um alfa para ajudá-los na tarefa, o que era impossível até descobrirem um tipo de implante de cromossomo alfa que poderia fazer um ômega gerar um filho sem realizar um ato sexual.

Foi questão de tempo até o primeiro laboratório de inseminação surgir e começar a pedir por doação de esperma. Claro que todos os alfas se negaram a ajudar aquele tipo de movimento ridículo então o laboratório passou a pagar pelo esperma de alfas saudáveis e assim as coisas passaram a funcionar.

Jeon Jungkook sempre gostou de economizar - Morria de medo de ficar pobre. - e estava sempre atrás de formas de conseguir dinheiro e vender seu esperma de alfa lúpus parecia uma boa forma de investimento.

Já haviam cerca de dois messes que seu esperma havia sido escolhido por uma ômega chamada Park Sun e ele havia recebido a segunda parte do pagamento logo após ser informado pela empresa e receber um e-mail de agradecimento da ômega Free - Como eles chamavam os ômegas que participavam do movimento F-O.

Tudo teria dado perfeitamente certo se a ômega não tivesse morrido num acidente de carro e o bebê tivesse sobrevivido.

Como aquilo era sequer possível? Ele não sabia.

Chegou no hospital e quase rosnou quando viu que, lá fora, a chuva estava forte.

Por que tudo de errado tinha que acontecer consigo?

Havia também aquele problema de que não poderia estacionar na rua. Aquele lugar era um tanto perigoso e ele não queria que alguém roubasse seu bebê, por isso decidiu pagar um estacionamento barato que havia ali perto e ir andando até a entrada do hospital.

Praguejou baixinho quando saiu do carro e teve que encarar a chuva pesada que alagava as ruas de Seul.

Adentrou o hospital já todo molhado e correu até o banheiro, sem nem prestar muita atenção no ambiente ou pessoas a sua volta. Precisava conferir sua maquiagem porque estava com uma sensaçao estranha na face, será que aquilo estava derrerendo?

Assim que viu seu reflexo no espelho sua irritação aumentou de forma gritante. Já havia dois dias que ele estava testando uma base nova e a maldita havia derretido completamente na chuva que molhara seu rosto.

Bufou irritado e lavou o rosto com algumas amostras de produtos que tinha em sua maleta preta - Ainda bem que sempre carregava aquele tipo de coisa por causa do trabalho. - logo aplicando o protetor solar e um hidratante labial, ficando com a pele totalmente limpa.

Base reprovada, sem sombra de dúvidas.

Sinceramente, qual era a dificuldade de fazer um produto à prova d’água?

Revirou os olhos com seu próprio pensamento e saiu do banheiro.

Foi neste momento que o jovem alfa reparou no ambiente a sua volta.

Aquele hospital não lhe parecia nada preparado para receber pacientes em qualquer estado.

O chão era um tanto sujo, os atendentes não desemburravam nunca e as cadeiras eram desconfortáveis e estavam cheias de pessoas a espera de atendimento.

Bem… Ainda bem que ele não tinha que frequentar aquele tipo de lugar sempre… E foi aí que se lembrou do motivo de estar ali.

Fazia algum tempo que havia recebido o e-mail de algum membro da familia Park que informava que Park Sun havia falecido num acidente de carro e que o bebê havia sobrevivido. Normalmente Jungkook não se importava com aquilo, mas tecnicamente era seu filho que estava na barriga da ômega - Ou quase isso. - e isso o deixava um tanto preocupado sim. Só queria ter certeza de que tudo ficaria bem com o bebê. Mesmo que Jungkook fosse um alfa lúpus ele ainda tinha coração e não deixaria “seu filho” sofrendo na vida.

Só precisava ter certeza de que o bebê ficaria bem, de que alguem da família Park cuidaria dele.

Caminhou em direçao à moça da recepção e viu que a mesma atendia um casal alegre, sem muita animação. Ele esperou a alfa passar as informações necessárias para o casal - O que não demorou muito. - e então começou a resolver aquele problema.

-Olá. - Disse ele para a alfa. - Eu sou Jeon Jungkook, vim por causa de Park Sun.

A moça confirmou com a cabeça, claramente não muito feliz, e passou a digitar algo em seu computador.

-O senhor foi chamado por Park Jimin, não é? - Perguntou a alfa. Jungkook franziu as sobrancelhas. Chamado? Não havia sido chamado por ninguém e sequer sabia quem era Park Jimin. - Corredor G, sala 607. - Disse a moça. - A cirurgia está sendo finalizada.

Cirurgia? Que cirurgia?

Jungkook não estava entendendo nada, mas a moça não parecia muito disposta em lhe ceder informações, então ele apenas concordou com a cabeça e foi até o corredor, talvez encontrasse um médico mais animado com seu emprego e mais feliz com a vida.

Cada passo se tornava cada vez mais apressado. Não podia estar mais nervoso com tudo aquilo. Além de ter perdido uma reunião muito importante ainda teria que descobrir o que estava acontecendo naquele hospital.

Quem diabos era Park Jimin?

Ele não se lembrava de ter sido chamado por ninguém.

E que cirurgia era aquela?

Conforme passava pelos corredores sua indignação com a porquice daquele lugar aumentava. Passou a se perguntar se os médicos sequer esterealizavam os equipamentos utilizados. O lugar fedia a doença e produto de limpeza e era terrivelmente sujo, talvez fosse apenas Jungkook agindo como um riquinho, mas ele realmente achava que o lugar estava em péssimas condições.

Por Deus, como ninguém havia fechado aquele hospital?

Jungkook mexeu a cabeça de um lado para o outro numa tentativa de deixar aquele pensamento de lado e acelerou mais ainda seus passos.

Só queria saber se a criança ficaria bem, depois de confirmar isso ele voltaria para seu trabalho e seguiria com a sua vida.

Chegou no corredor certo e, logo em seguia, na sala 607, que ficava logo no começo daquele corredor.

Agradeceu por ter uma ótima audição - Como todo alfa lúpus. - quando conseguiu ouvir o interior daquela sala e percebeu que, aparentemente, a coisa lá dentro estava pesada. Ouvir muitos barulhos estranhos e palavras desconhecidas que deduziu terem haver com medicina.

Talvez fosse melhor bater antes de entrar…

Bateu na porta, alto o bastante para ser ouvido, e demorou alguns segundos para que a mesma fosse aberta por um médico alfa, vestido numa roupa própria para cirurgia, com a face coberta por uma máscara, os cabelos por uma touca e as mãos por luvas finas manchadas de sangue e de um líquido nojento levente amarelado.

Luvas muito finas… Jungkook tinha quase certeza de que aquelas luvas não deviam estar sendo usadas numa cirurgia… Nem cabeleireiro usavam luvas tão finas!

-Senhor, estamos no meio de uma cirurgia. - Disse o médico, claramente irritado por ter sido interrompido.

Jungkook se controlou para não acabar gritando com o doutor e tentou manter a simpatia. - Essa era apenas mais uma coisa que ele havia aprendido com o emprego de CEO de uma grande empresa.

-Me mandaram para esta sala. Eu vim saber sobre Park Sun.

-Ela está morta. - Disse o médico, ainda irritado.

Jungkook ficou surpreso com a falta de delicadeza do outro, mas, novamente, tentou manter a calma.

-Eu já fui informado disso. - Disse ele. - Apenas me mandaram para esta sala.

-Sim. A cirurgia está quase no final. Tem uma sala de espera a duas portas daqui, por favor, espere lá por notícias.- E então adentrou a sala de cirurgia e fechou a porta na cara do outro alfa, que apenas bufou irritado.

Funcionários incompetentes sem uma gota de quociente emocional…

O alfa se virou e foi em direção a tal sala de espera. Não demorou para encontrá-la e adentrou o ambiente, se surpreendendo novamente.

Aquilo não devia se chamar “sala de espera”, mas sim “sala pequena com uma máquina de água e outra de café”. O lugar era realmente minúsculo.

O chão estava empoeirado e haviam várias cadeiras coloridas e claramente desconfortáveis organizada em filas longas. Duas delas estavam ocupadas por duas ômegas um tanto chorosas e outra era ocupada por um alfa idoso, de expressões fortes e cheiro amadeirado.

Jungkook sentou-se afastado das três pessoas, preferia ficar sozinho naquela ocasião, e sentiu uma certa nostalgia o tomar.

De fato, a última vez que estivera num hospital já havia muitos anos, mas ainda doia. Ainda conseguia se lembrar perfeitamente das palavras usadas consigo, como se tivesse as ouvido naquele mesmo dia.

“-Jeon Jungkook, Seus pais sofreram um acidente e sua mãe está no hospital central de Seul. Seu pai, infelizmente, faleceu na hora. Eu sinto muito.”

A dor que havia sentido naquele dia fora indescritível. - Ele tinha apenas quinze anos. - e a dor de saber que sua mãe havia morrido algumas horas após o acidente apenas tornou a facada mais profunda.

Sua mãe lutou por incríveis três horas, mas não conseguiu resistir.

Foi neste momento que sua vida virou de cabeça para baixo.

Sua família o pressionou para se tornar o melhor aluno da turma na escola, coisa que ele conseguiu fazer, e para fazer a faculdade de engenharia química e assumir a empresa da família - JJK Cosmetics.

Na época Jungkook não tinha muita certeza se queria mesmo assumir a empresa então não fez engenharia química por medo de se arrepender, mas foi apenas começar a faculdade de farmácia para ter certeza de que amava o mundo dos cosméticos e era incrivelmente talentoso para aquela área, exatamente como seus pais.

O faculdade que deveria terminar em quatro anos ele terminou em dois anos e meio. Logo em seguida começou a faculdade de administração e também a terminou antes do tempo. Depois focou-se em algumas especializações e em cursos a parte. Fez curso de cabeleireiro, makeup artist, nail artist, barbeiro, e mais mil e uma coisas diferentes.

Claro que, conforme os anos foram passando, ele havia decidido fazer a tal faculdade de engenharia química, e agora estava no primeiro ano da mesma e já era considerado o aluno mais brilhante de toda a universidade, provavelmente também terminaria aquelas matérias antes do esperado.

De fato, Jeon Jungkook era um gênio do mundo dos cosméticos.

Infelizmente, depois de toda aquela tragédia, o jovem alfa lúpus teve que crescer muito rápido para assumir a empresa dos pais com seus dezoito anos. Tudo fora tão difícil depois da morte de seus pais.

Jungkook se lembrava claramente dos primeiros dias morando com sua tia e das noites que havia virado chorando como um bebê, cheio de saudades dos pais. Ele se lembrava de pedir por sua mãe como um bebê pede pela chupeta e da imensa saudade que sentia de seu pai e das noites que ambos passavam conversando. Seus pais, mesmo muito ocupados, sempre achavam um tempo para si o que, hoje em dia, ele sabia que era um grande sacrifício quando se trabalhava na empresa JJK Cosmetics.

Quando completou dezoito anos, além de assumir a empresa cheio de confiança de que seria um grande empresário, o jovem alfa se mudou para a antiga casa dos pais.

Hoje em dia já não morava mais lá, não havia aguentado o peso das lembranças e se mudou em menos de dois meses, morava em um apartamento alto e enorme, no centro da cidade, com a melhor das vistas.

-Jeon Jungkook? - A voz feminina chamou sua atenção imediatamente.

Na porta da sala de espera havia uma médica de cabelos cacheados, longos, e olhos grandes, castanhos, arredondados e brilhantes.

Jungkook se levantou se sua cadeira rapidamente e caminhou até a doutora contendo uma careta quando sentiu o cheiro da mesma: Morango, banana e chocolate.

Era só o que estava faltando mesmo… Não bastava o hospital ser ruim e nojento, ainda tinha que ter uma médica ômega… Era o cúmulo. Será que esse movimento F-O tomaria conta do país?

Qual era a dificuldade que esses ômegas desocupados sentiam em ficar em casa cuidando das crianças e aproveitando noites de sexo com seu alfa? Jungkook jamais conseguiria entender aquilo...

Encontrou o nome da médica desenhado no uniforme.

Dr. Kamily Luiza.

Estrangeira.

Pois é… Aparentemente não era só a coreia que havia entrado naquela loucura de movimento F-O e aquela médica com certeza era uma Free.

-Senhor Jeon? - A doutora perguntou, em busca de uma confirmação.

-Sou eu. - Jungkook respondeu, mantendo a formalidade, escondendo sua reprovação. Mesmo que fosse contra o movimento F-O ele tentava não se meter na vida dos outros afinal, não era da sua conta.

A doutora sorriu largo e Jungkook não pôde deixar de reparar no sorriso bonito que ela exibia.

-A cirurgia foi bem sucedida e Park Jimin está dormindo ainda, mas ele deve acordar logo. - Disse a médica, ainda sorrindo com a boa notícia.

Mesmo sendo ômega, ela parecia a única médica realmente competente dentro daquele hospital de segunda.

-Desculpe, mas… Eu realmente não sei do que você está falando. - Disse Jungkook, procurando uma explicação para toda aquela confusão.

-Oh… - O sorriso da doutora se desfez e agora ela parecia confusa. - Park Jimin me disse que talvez você aparecesse aqui no hospital, eu imaginei que soubesse que ele optou por fazer a cirurgia de transferência.

Jungkook franziu as sobrancelhas, sem entender absolutamente nada.

-Não tenho ideia do que é isso. - Disse ele.

-O bebê de Park Sun sobreviveu senhor Jeon. Eu imagino que já saiba disso.

-Sei sim… - Confirmou, ainda confuso. - Doutora… Como isso é sequer possível?

-Bem, o bebê é um alfa lúpus, então ele conseguiu sobreviver, mas o bebê precisa da barriga de um ômega por, no mínimo, seis meses para sobreviver. Como ele é um lúpus talvez precise de menos tempo, mas isso varia muito. Bem, como o bebê precisa da barriga da mãe o irmão gêmeo da senhora Park se ofereceu para receber o feto, então nós fizemos a cirurgia de transferência. - Explicou a doutora. - É uma cirurgia um tanto arriscada, apenas trinta por cento dos ômegas sobrevive e o pós-operatório é bem delicado, mas tudo ocorreu muito bem, o senhor Park foi bem forte. Eu não deveria estar te contando essas coisas já que você não é da família… - Ela disse, um tanto sem graça. - Mas Park Jimin colocou seu nome como contato… Imagino que tenha uma ligação forte com a família.

-Na verdade não. - Park Jimin havia colocado seu nome para contato? Mas por que? Eles nem se conheciam! - Não tenho ideia do porquê ele colocou meu nome para contato…-Disse Jungkook. - Mas agradeço por me contar a situação.

Agora sim a médica havia ficado confusa, mas resolveu deixar aquilo de lado, não era da sua conta.

-O senhor deseja ver o paciente? - A doutora perguntou, ainda estranhando um pouco toda aquela situação. Ela havia imaginado que Jungkook era namorado da irmã falecida ou de Jimin, mas aparentemente a coisa era um pouco mais complicada… Bem, como já foi dito, não era da conta dela então ela não se meteria.

-Am… - Jungkook olhou em volta, mas havia apenas aquelas três mesmas pessoas de antes dentro da sala e nenhuma delas parecia se importar com a conversa que ocorria naquele momento. - Não tem mais nenhum familiar querendo vê-lo? - Jungkook perguntou, ainda olhando em volta à procura de alguém.

-Apenas o senhor perguntou por Park Sun, senhor… E… Eu sinto muito pela sua perda.

Jungkook confirmou com a cabeça. Queria dizer para a médica que sequer conhecia aquela garota, que era apenas um doador de esperma, mas resolveu permanecer em silêncio.

Era estranho que Park Sun tivesse morrido e ninguém da família tivesse comparecido no hospital… Mais estranho ainda saber que o irmão gêmeo dela havia decidido fazer a transferência do feto e havia colocado o nome de um desconhecido para contato… Essa história estava muito mal contada…

-Está bem. Eu… Vou ver ele. - Decidiu o alfa.

A doutora confirmou com a cabeça, sussurrando logo em seguida um “siga-me” e andando em direção a uma sala um pouco mais distante.

-Ele ainda está dormindo. - Disse a médica, caminhando pelo corredor e fazendo os cachos, presos num penteado simples com uma piranha branca de plástico, balançarem. - Mas deve acordar logo. Nós o transferimos para uma sala diferente. - E então a médica abriu a porta de uma das salas daquele corredor. - Se o senhor quiser pode voltar para casa e nós ligamos quando o paciente acordar. - Disse ela.

Jungkook estava prestes a responder um “Ok, pode ser.” quando a visão da sala de recuperação o tomou.

Ali havia oito macas, quatro em cada parede, e todas estavam ocupadas.

Mesmo com a janela aberta e com uma chuva torrencial acontecendo naquele exato momento o lugar ainda era muito quente.

Nas macas encostadas contra a parede à sua esquerda tinham duas crianças um tanto parecidas, talvez irmãs, que conversavam baixinho, mas animadamente. Era tão triste ver crianças num lugar tão triste… Ninguém devia ter contato com a morte tão cedo, Jungkook entendia o quanto aquilo era horrível para o psicológico de uma criança.

A terceira maca era ocupada por um velhinho que recebia soro na veia do braço direito, os olhos escuros presos ao teto cheio de bolor, como se apenas esperasse a morte aparecer para o levar, um olhar completamente vazio. A última maca daquela parede tinha um homem que conversava com uma garota loira, esta que sorria apaixonada para o rapaz deitado na maca. É incrível como o amor está presente mesmo nos lugares mais tristes.

As macas da direita pareciam um pouco mais tristes. Na primeira um homem alto e de pele bronzeada tinha os olhos fechados e também recebia soro, sua respiração estava pesada e Jungkook teve medo que seu peito parasse de se mover a qualquer instante.

A segunda marca tinha uma garotinha de uns seis anos, ao lado da menina um casal adulto tentava manter uma conversa em pé, como se tentassem animá-la, mas os olhos da garota estavam vazios, sem esperança. Ninguém deveria perder as esperanças, muito menos com aquela idade.

A terceira maca tinha uma moça jovem e bonita, os cabelos tingidos de loiro com grandes cachos bem modelados e os cílios carregados de um rímel barato. Por alguns segundos Jungkook brincou de tentar descobrir a marca de rímel que a mulher usava, mas seu olhar foi roubado pelo garoto adormecido na quarta e última maca.

Era um menino de cabelos loiros caindo sobre sua testa, olhos fechados delicadamente, mandíbula reta e muito bem definida, corpo pequeno e, com certeza, era muito jovem.

Muito belo.

Por um momento Jungkook o comparou bela adormecida, do desenho da Disney.

Seria ele o belo adormecido?

Era tão encantador quanto…

-Me acompanhe. - A médica sussurrou, para apenas ambos ouvirem.

Jungkook confirmou com a cabeça, sem desviar o olhar do loiro ou prestar atenção nas palavras da cacheada ao seu lado.

A médica caminhou pela sala e Jungkook a seguiu, ainda com os olhos presos no belo adormecido.

Quanto mais se aproximava mais belo o menino ficava, como se alguma mágica o envolvesse.

Os detalhes se tornavam, a cada passo, mais claros.

Os cílios eram curtos, retos e negros, fazendo uma pequena sombra sobre à área das olheiras, os lábios eram grossos, aparentemente macios e bem desenhados, num tom de rosa bonito que combinava com a pele clara e lisa, o nariz era pequeno e delicado e tudo no loirinho parecia brilhar.

-O senhor está bem?

Jungkook levou um pequeno susto ao ouvir a voz da médica o atingir repentinamente. Quando levou seus olhos, contra a sua vontade, para a doutora, encontrou a mesma sorrindo ladino e o encarando maliciosamente.

Droga, ela havia reparado!

Não que fosse difícil de reparar na encarada nada discreta que Jungkook dera para o belo adormecido.

Claro que o olhar da médica era um tanto… Malicioso. A doutora parecia até esperar que o belo adormecido acordasse a qualquer momento e que Jungkook e o baixinho transassem ali mesmo, na sala de recuperação.

Claro que aquilo não aconteceria!

Tinha que ser uma Free para ter esse nível de malícia!

-Esse é Park Jimin. - Disse a médica.

Jungkook tornou a fitar o loirinho.

Então aquele era Park Jimin…

Bonito...

Muito bonito…

-Oh… - Foi tudo o que saiu dos lábios de Jungkook enquanto esse analisava cada detalhe do belo adormecido.

Ele parecia um anjo…

“Anjo” era a palavra perfeita para aquele rosto.

-O senhor quer voltar para a casa e o hospital te liga quando ele acordar? - A médica perguntou, bem lentamente, para ter certeza de que o alfa entenderia a pergunta já que ele parecia estupidamente focado em Park Jimin.


-Não… Eu espero ele acordar.

4 de Julio de 2018 a las 04:32 1 Reporte Insertar 4
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Maira  Pareja Maira Pareja
Y eso que me acabo de ver la adaptación de la Bella Durmiente con los gemelos Kaulitz del Incetuoso Durmiente ..... Ya lo estaba superando joder .
28 de Agosto de 2019 a las 17:00
~

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