NUMBER 3 Seguir historia

devilwhore P. Miranda

Dois é o único número capaz de fazer a grande maioria feliz e completa, acreditam que todos aqueles números ímpares tendem ao caos e a discórdia. Porém, para aquele grupo de jovens o número três represente a harmonia perfeita, o equilíbrio divino, a única forma de estarem completos.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 21 (adultos).

#romance #sexo #au #fluffy #3some #menage #exo #pwp #poliamor #sekaitao
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ONE, TWO, TREE


{...}

"Tríade, trinômio, trindade, trímero, triângulo, trio

Trinca, três, terno, triplo, tríplice, tripé, tribo"

Tribalismo (Tribalistas)

{...}


O som da porta se abrindo distraiu o chinês que se concentrava em lavar os pratos lentamente. Virou o rosto de feições finas para a entrada, perguntando-se quem chegara em casa mais cedo. Já que ainda não passava das seis da tarde e geralmente nesse horário era o único ali presente.

- Tao-ya, estou de volta. - A voz aveludada do coreano de pele morena adentrou seus ouvidos como música, deu um sorriso largo sem parar o que fazia e respondeu ao rapaz:

- Estou aqui na cozinha! - Avisou, para que o companheiro pudesse saber onde ir.

Poucos instantes depois daquilo pôde sentir as mãos firmes do homem lhe envolverem a cintura delicadamente, enquanto alguns beijos eram depositados em suas costas alvas desnudas.

- Não me provoque vestido assim bem no meio dia… aliás, não vestido. - Sentiu que o rapaz passava as pontas dos dedos por seu abdômen de maneira mais que delicada, chegando a arrancar um suspiro de seus lábios e a fazer todos os pelos de seu corpo arrepiarem-se.

- JongIn-ya… - As mãos dele ainda passeavam pelo corpo de ZiTao, que tentava manter a concentração nos pratos, não se renderia as provocações do mais baixo.

- Você é tão sensível. - Sentiu o calor do corpo alheio afastar-se de si, vendo o outro seguir para a geladeira, abrindo-a e tirando dali uma latinha de cerveja, não demorando-se em abri-la e dar um primeiro e prazeroso gole.

- Não sou eu quem fica de pau duro com um mero beijo na orelha. - Finalmente colocava o último prato no escorredor, tirando um maço de cigarro do bolso da calça preta de moletom larga.

- Já te falei pra parar de fumar. - O coreano sentou-se em uma das cadeira que ficavam ao redor da mesa de jantar e começou a afrouxar a gravata, observando o outro acender um cigarro com seu esqueiro do tipo zippo, um presente que o uma especial lhe dera em seu aniversário.

- Eu já falei para parar de ser viciado em trabalho, nem por isso me escuta. - O sotaque chinês parecia sempre muito sensual aos ouvidos do moreno que lhe deu um sorriso como quem se dava por vencido.

- Mas eu voltei cedo hoje. - Argumentou enquanto via o mais velho levar o cigarro aos lábios e dar uma primeira tragada, em seguida de forma lenta soltar a fumaça no ar. JongIn realmente odiava o mal hábito do companheiro, porém era inegável que a cena era sensual. O homem alto encostado a pia, vestido somente com uma larga calça de moletom negro, os pés descalços, o cigarro por entre os dedos e os olhos perdidos no horizonte. Parecia uma cena de filme aos olhos do coreano.

- Bom, isso é verdade. - O mais alto teve de admitir, dando mais uma tragada continuou. - Qual o motivo do milagre? - Parecia divertido em acusar JongIn, que por sua vez não demonstrava grande alegria com os comentários, mesmo que não tivesse argumentos para rebatê-lo, sabia bem que estava certo.

- Cancelaram minha última reunião. Resolvi que seria bom vir pra casa te fazer companhia. - Deu mais um gole em sua cerveja e levantou-se, abrindo o armário de onde tirou um pequeno pacote de amendoins, abrindo e pegando uma primeira semente para comê-la logo em seguida.

- Quer? - Perguntou sorrindo para o namorado, que lhe sorriu de volta e abriu a boca, esperando que a comida lhe fosse arremessada.

JongIn riu daquilo, imediatamente preparando a mira jogou o pequeno objeto na direção dos lábios que tanto gostava de beijar, acertando bem no alvo, viu a boca alheia se fechar em seguida, apreciando o sabor da iguaria.

Os dois jovens começaram a rir da cena, como que comemorando a vitória alcançada, parando aos poucos, já com algumas lágrimas escorrendo pelos olhos. Em alguns momenrtos disperçaram da cena, o coreano avisou que tomaria um banho, já o outro assinalou que ficaria na sala assistindo televisão.

Sentou-se no grande sofá e ligou a TV em um filme qualquer, aparentemente sobre duas amigas que viajam para a Europa, mas não prestou muita atenção, somente deixou-se hipnotizar pelo brilho do aparelho, enquanto sua mente flutuava por diversos pensamentos. Desde às aulas do mestrado que teria na manhã seguinte, até a necessidade de procurar um trabalho, as contas estávam começando a ficar apertadas.

- Tao, você está com o olhar congelado de novo. - Nem percebeu quando o outro adentrou a sala e sentou-se a seu lado, puxando-o para ficar abraçado a si. Agora já vestia-se de forma confortável, somente uma boxer preta e sua regata vermelha tão velha que até mesmo se podiam encontrar alguns buraquinhos no tecido desbotado.

- Essa sua camiseta deveria virar pano de chão. - Comentou o mais velho enquanto aconchegava-se por entre as pernas do amante, com a costas encostadas em seu peito, sentindo os braços alheios lhe envolverem a cintura.

- Ela é muito linda e confortável. - O mais novo fez bico ao terminar de falar, apertando a barriga do outro, como quem tentava desajeitadamente fazer cosquinha.

A movimentação, porém, parou assim que o som da porta se abrindo repitiu-se, dessa vez quem adentrava o local era outro coreano de face séria, olhos meio perdidos e cabelos tingidos em um tom de loiro mel.

- SeHun-ya! - ZiTao sorriu para o outro que logo correspondeu, parecendo surpreso com a presença de JongIn em casa tão cedo, mesmo assim alegrou-se em ver os dois. Caminhou para perto de onde eles estávam, abaixou-se primeiro depositando um beijo breve nos lábios JongIn, repetindo o ato na boca de Tao, recebendo um tapa em uma das nádegas da parte do outro coreano. Vendo o chinês sorrir alegre, ele parecia feliz em ver o trio em casa tão cedo.

- Todo mundo resolveu chegar cedo hoje, é? - O rapaz ficava em casa sozinho esperando os outros dois quase todo dia, já que era o único a só ter compromissos na parte da manhã.

- Minha última aula foi cancelada. - O loiro parecia feliz de estar em casa também, já começando a tirar a camisa bem no meio da sala. - Vou tomar um banho… A gente podia pedir uma pizza, né? - A voz pidona do outro fez os dois sentados no sofá rirem, concordando com a ideia, seria divertido compartilharem aquele momento.

O chinês levantou-se e seguiu até a pequena comoda onde estava o telefone, parando por alguns momentos para observar as fotos ali dispostas em diversos porta-retatos. Algumas mais antigas eram somente de SeHun e JongIn, porém a grande maioria apresentava o trio em diversas situações como em restaurantes, festas, de mãos dadas em um parque… tantos bons momentos… Chegava a ser surreal como poderiam ter um equilíbrio tão bom juntos, a despeito da sociedade que sempre lhes dizia que somente dois conseguiriam tal feito, que um número ímpar nunca chegaria a ser feliz.

Muitos não entendiam o tipo de relação compartilhado por eles, nem mesmo seus amigos mais próximos, mas se o amor existia tão sincero e profundo que nenhum deles via qualquer problema. Ainda se lembrava de como conhecêra os dois. Em um bar dedicado ao público G.L.B.T.S. em um bairro afastado da capital sul-coreana, acabara de chegar ao país, com planos de cursar coreana na universidade, mais ou menos três anos no passado. Começaram a conversar por conta de um copo quebrado no balcão, eles contaram que namoravam há mais ou menos seis meses e se conheciam da faculdade, ambos alunos de direito, ficaram amigos e aos poucos de alguma forma aquilo se desenvolveu em uma relação onde ambos pareciam ter criado sentimentos por Tao, que também não escondia interesse no casal. Em poucos meses o trio já estava dividindo a cama daquele mesmo apartamento, assim como as contas, as dores e as alegrias da vida conjunta. Não poderiam ser mais felizes.

- Vai querer pizza de qual sabor? - Encostou-se a mesa enquanto levava o telefone ao ouvido, vendo que Kai, apelido carinhoso que SeHun dera a JongIn, encontrava-se zapiando os canais da TV com uma expressão entediada.

- Qualquer coisa que envolva bacon! - A resposta veio prontamente, animado com a expectativa de ter o prazer de saborear a por si tão amada iguaria.

ZiTao escutou a voz do atendente do outro lado da linha e pediu por duas pizzas, sendo uma de bacon e muzzarela e a outra de chocolate com morango. Pois sabia que as frutas eram as preferidas de SeHun, tinha certeza que caso ele estivesse ali pediria por aquilo. Não esqueceu de pedir uma garrafa grande de refrigerante sabor laranja, dessa vez indo por ser próprio gosto.

Ditou o endereço do apartamento e agradeceu a atenção, desligando o aparelho em seguida. Suspirou pesado caminhando para a cozinha, onde aproveito os pratos já secos no escorredor e levou-os para a mesa de centro da sala, pegando também três copos e alguns guardanapos.

O moreno ainda se encontrava deitado no sofá quando SeHun saiu do banheiro vestido somente com uma saruel de malha azul e deitou-se confortavelmente no estofado, usando a coxa direita dele como travesseiro, sentindo os dedos magros e delicados lhe fazerem um carinho gostoso nos cabelos.

- Você tem ficado pouco demais em casa. - A voz do loiro parecia distante, não brava, mas triste e um pouco saudosa.

- Vou me esforçar pra ficar mais aqui. É que está tudo meio confuso no escritório… - Kai trabalhava em um escritório de advocacia como assistente de um grande advogado criminalista e estavam trabalhando em um caso de corrupção bem complexo, envolvendo um político famoso, o que lhe tirava grande parte do tempo livre.

- Tudo bem… - SeHun não era exatamente uma pessoa de muitas palavras, na verdade era bem sério e muitos viam tal traço como seu grande charme.

O moreno abaixou o rosto e deu um beijo delicado no namorado que correspondeu acariciando sua face. Ambos sorriram ao ver Tao voltar para a sala com os talheres em mãos, colocando-os juntos dos outros aparatos dedicados ao jantar.

- ZiTao-ya… - Falaram em uníssono, tirando um sorriso infantil dos lábios dele. SeHun ajeitou-se sobre o estofado marrom, dando espaço para que o chinês deitasse aconchegado a si, também adotando o conforto das coxas de JongIn, que fazia carinho nos cabelo de ambos.

O mais novo do grupo fez com que Tao virasse para si, abraçando sua cintura e lhe beijando carinhosamente, enquanto o terceiro menino no cômodo parecia concentrado em um programa sobre focas. Seu sonho sempre fora ser veterinário, mas seu pai o obrigara a fazer direito; e como ser gay já era mais do que desgostoso para a família, aceitou seguir tal ordem. Mas nada lhe impedia de assistir programas sobre animais.

As duas figuras deitadas em seu colo pareciam bem entretidas em beijos e carícias, como se estivessem aproveitando o tempo juntos, por isso desistiu das focas e mudou de posição no sofá, obrigando os jovens a sentarem-se sobre o mesmo, levando um tapa fraco do chinês, ao mesmo tempo que sentia o coreano lhe puxar pela cintura de lado, beijando seu pescoço, ainda que dando espaço para Tao selar os lábios do moreno com os próprios, repousando as mãos sobre as coxas dele, ficaram assim até que ouviram o interfone tocar, parando os carinhos com caras desgostosas.

- JongIn vai lá atender a porta, eu vou pegar o dinheiro. - Quem se pronunciou foi SeHun, que logo levantou-se indo em direção ao quarto, onde deveria estar sua carteira.

Tao por sua vez deixou que os dois resolvessem aquilo, já arrumara a mesa e fizera o pedido, agora era sua vez de ficar jogado no sofá. Sendo assim deitou-se confortavelmente até que a dupla estivesse junto de si com a deliciosa comida já disposta na pequena mesa de pernas curtas.

- Bacon! - O moreno gritou parecendo uma criança feliz quando finalmente pegou a comida em mãos e a levou a boca, deixando o prazer claro em sua expressão assim que deu a primeira mordida.

- Você parece uma criança. - Brincou o chinês enquanto servia o refrigerante primeiro para si, depois para os namorados. Pegando então seu prato e sorrindo ao começar também a comer.

- É bom termos um pouco mais de tempo juntos só pra variar. - As palavras de SeHun tiraram sorrisos dos outros dois, enquanto ele ocupava-se de beber seu refrigerante, parecendo bem satisfeito com a felicidade aparente dos outros dois, mesmo que de boca fechada, para não ocorrerem acidentes com a bebida.

Jantaram animados, trocando carinhos e conversando sobre coisas corriqueiras da vida. Por mais que os momentos em que só alguns deles estávam em casa fossem bons, quando eram os três ali era tudo multiplicado. Não faltava nada, o balanço era perfeito. Uma harmonia delicada, que nenhum preconceito ou olhar de nojo pudesse separar. Já haviam escutado de tudo sobre seu relacionamento desde “nojento” até que era “apenas safadesa”, já que a maioria das pessoas era incapaz de enteder o quanto o amor de cada um ali pelos outros era igual em intensidade, mesmo que diferente em essência. Eles nunca conseguiriam ser feliz dividios, todos os três nasceram para estar juntos, como uma família que eram.

Após terminarem de comer, foram arrumar as coisas, fazendo brincadeiras na cozinha, já que JongIn parecia incapaz de não mexer com água sem que começasse espirrá-la na cara de quem quer que estivesse por perto. Assim que terminaram aquilo foi Tao quem decidiu tomar um banho, aproveitando deliciosos dez minutos debaixo da água quente, limpando cada parte de seu corpo, lavandos os cabelos e sentindo-se a pessoa mais relaxada do mundo quando saiu do chuveiro, seguindo somente com a toalha amarrada na cintura, seguiu para seu quarto.

Assim que parou no encosto da porta sorriu de canto com a cena a sua frente, Kai estava sentado sobre o colo de SeHun, já sem a regata velha, rebolando sensualmente enquanto o loiro lhe beijava o pescoço e arranhava as costas.

Os dois perceberam a presença do terceiro amante e sorriram, como que convidando-o para participar daquilo. Na verdade só o estavam esperando para começar com aquilo de verdade.

ZiTao ficou mais do que feliz em não ter se dar ao trabalho de vestir qualquer coisa, simplesmente sentou-se sobre a cama bem atrás de SeHun, colocando as pernas ao lado do corpo dele, começou a lhe beijar as costas, enquanto ouvia JongIn gemer com os beijos do mais jovem do grupo.

As mãos do chinês corriam pelos lados do corpo do loiro, que começou a gemer baixinho, perdendo até mesmo um pouco da concentração no que fazia ao moreno, que agora tomara a iniciativa de abaixar a face e sugar o mamilo esquerdo do rapaz a sua frente, usando as mãos para acariciar as coxas do mais velho dali.

Os três pareciam bem daquela forma, porém queriam mais, foi assim que JongIn saiu da posição onde estava e viu SeHun aproveitar a chance para virar-se de frente para Tao, roubando-lhe os lábios intensamente. Kai não se demorou em juntar-se ao ósculo, sentando-se bem no meio dos dois, de forma a ficar com as mãos por sobre os membros já excitados deles, acariciando o do loiro por cima da saruel e o de ZiTao por sobre a toalha branca. Ouviu os dois gemerem por entre o beijo, sentindo os dedos habilidosos do coreano em seu mamilo esquero e os dígitos longos do chinês no outro, mordendo ambas as línguas em provocação.

Os três pareciam se divertir com aquilo, mesmo assim SeHun acabou por separar-se dos outros e ajoelhou-se sobre a cama, retirando as últimas peças de roupa bem em frente ao menino de pele cor de chocolate ao leite, vendo-o engatinha sobre a cama, ficando com a face bem de frente ao órgão ereto, usou uma das mãos para segurar o falo e logo começou a lamber bem devagar, sabia que ele gostava daquelas pequenas torturas.

O Huang pode não perder a chance, ao ver JongIn naquela posição tão exposta sobre a cama, ficou atrás dele e desceu sua boxer pelas coxas, começando a beijar as nádegas lisas e delicadas do rapaz, mordendo em alguns momentos. Mal conseguia acreditar o quão erótico e apaixonado era o olhar do jovem loiro para si com a visão que estava tendo, trocando o foco do chinês para o coreano, querendo apreciar tudo aquilo.

Os gemidos de Kai com as carícias do mais velho chegavam a atrapalhar-lhe no que fazia, de uma forma muito prazerosa, mal conseguia manter os lábios fechados devido aos ruídos altos que lhe saíam pelos lábios, só piorou quando sentiu o outro afastar-se por uns instantes e voltar já com os dedos cobertos de lubrificante, começando a passar o líquido gelado por sua entrada.

SeHun já sentia o baixo-ventre contrair por isso decidiu carinhosamente retirar seu membro dos lábios de Kai, que pareceu bem aliviado em poder gemer livremente, já podendo sentir o chinês lhe penetrar um dedo com carinho, como sempre sendo o mais cuidadoso possível em não ferir o amado.

O loiro ficou por alguns segundos a refletir o que poderia fazer, já que até mesmo observar a cena o estava excitando extremamente. Não demorou a reparar que Tao estava ainda com a toalha por sobre sua ereção, sentado de lado sobre a cama parecia convidar-lhe para fazer algo. Com isso engatinhou sobre os lençóis até estar bem de frente a ele, vendo os olhos do mais velho se desviarem de Kai por alguns momentos e se concentrarem no que ele fazia.

Começou livrando-se da toalha e pegando o membro alheio com a mão direita, encaixando-se com uma perna de cada lado de seu corpo, de modo a não atrapalhar suas mãos de chegarem no terceiro presente. Uniu os falos enquanto beijava o pescoço ainda intacto do namorando, que fazia o máximo para distrubir sua atenção entre o menino em seu colo e o que gemia tão deseperado por mais um de seus dedos. JongIn era sempre o mais apressado. Já os outros dois preferiam levar as coisas em um ritmo mais lento. No fim sempre conseguiam equilibrar aquilo.

Os gemidos dos três eram tão altos que os vizinhos deveriam estar bem incomodados. Como se a mera presença deles no prédio já não os irritasse o suficiente. No começo tentaram esconder seu relacionamento, se apresentando como um mero grupo de amigos dividindo o aluguel, mas não demorou até que todos entendessem que o que se passava entre o trio era bem mais que uma simples amizade, principalmente em dias como aquele que eles não faziam qualquer questão de esconder o prazer que sentiam juntos. Aparentemente ver pessoas felizes deixa os outros com raiva.

Kai não aguentaria ficar somente nos dedos de Tao por muito mais tempo, por isso já estava desesperado pedindo por mais, SeHun decidiu acabar com o delicioso sofrimento do moreno, separou-se do mais velho e ajudou Kai a deitar-se sobre a cama abrindo bem as pernas do companheiro, enquanto via ZiTao tirar algumas camisinhas da gaveta do criado mudo, colocando os pacotinhos sobre a cama, recebeu olhares aprovativos dos namorados, sentou-se ao lado de JongIn, vendo-o direcionar os lábios para seu membro, enquanto gemia alto com SeHun a provoca-lo passando lubrificante em sua entrada pela segunda vez no dia.

O menino deitado não desistia de dar prazer ao chinês por meio de seus lábios, ouvindo os gemidos roucos dele saírem prazerosamente de seus lábios. Ainda sim foi difícil concentrar-se naquilo quando SeHun terminou de colocar seu preservativo e espalhou um pouco mais de lubrificante pelo próprio falo, ficando entre as pernas do moreno e começando a penetra-lhe devagar. Teve de quase gritar o nome dele bem alto, tirando o membro de Tao da boca, vendo que o mais velho começava a masturbar-se observando aquela cena.

SeHun aguardou alguns minutos até que Kai estivesse acostumado com a invasão e começou a mover-se, indo e vindo nele bem devagar, sorriu ao ver que o mais velho do grupo parecia ter tido uma boa ideia do que fazer, pois ele começava a engatinhar sobre a cama, ficando por sobre JongIn, porém com o rosto diretamente em frente ao membro deste, deixando que o próprio sexo estivesse quase esbarrando nos labios carnudos do garoto, não demorou a começar, com a ajuda de alguns movimentos da própria mão direita, sugadas lentas no órgão já vermelho de tanta excitação.

O moreno estava tão concentrado no prazer que sentia com as estocadas de Oh que demorou algum tempo até alcançar o pequeno frasco de lubrificante, o qual abriu com imensa dificuldade devido a tremedeira resultante do prazer. Assim que espalhou bem o líquido viscoso pelos dedos começou a provocar a entrada do namorado acima de si, passando os dígitos superficialmente pelo local, descendo por seu membro algumas vezes, em uma felação prazerosa, para só então penetrar-lhe o primeiro dedo, sem qualquer firmeza, pois já começara a perder o controle por conta da mistura de sensação prazerosas causadas pelos amados.

ZiTao mal conseguia manter os lábios firmes tamanha a excitação que os, agora dois, dedos de JongIn lhe causavam, ainda mais ao ter as mãos do loiro em seus cabelos enquanto o via mover-se tão habilmente indo e vindo dentro do terceiro, o chinês conseguia ver o entrar e sair do falo tão de perto de forma mais que excitante.

Alguns poderiam considerar a cena obscena ou suja, mas não era. Estávam a fazer amor como quaisquer outros apaixonados, porém suas possibilidades e desejos eram muito mais diversos, pois o amor mútuo era tanto que esforçavam-se para estar sempre juntos, não queriam que um fosse apenas espectador. Não ficariam completos se um deles faltasse.

Kai conseguiu perceber que Tao já estava acostumado com aquilo, ficou aliviado em tirar os dedos dali, gemendo muito alto, por conta do aumento de velocidade que SeHun dera em seus movimentos.

O chinês tirou o membro alheio dos lábios, muito excitado com a expetativa do que viria a seguir. Moveu-se na cama, com um dos preservativos em mãos, colocou o plástico no falo de JongIn em seguida ficando de costas para SeHun, com uma perna de cada lado do corpo de Kai, segurando o falo dele lentamente começou a sentar-se ali, gemendo alto com o prazer gerado pelo ato, ouvindo o moreno abaixo de si gemer intensamente, não se demorou em começar a cavalgar, arranhando o abdômen definido do amado, enquanto sentia SeHun lhe beijar a nuca e as orelhas, sussurrando palavras eróticas e romanticas em seu ouvido.

Poucos podem imaginar o nível de prazer que Kai sentia naquele momento, além do prazer trazido pelo homem rebolado acima de si, sentia a próstata sendo atingida algumas vezes e conseguia ainda apreciar a visão das expressões de prazer na face dos dois homens de sua vida, com isso teve de anunciar que estava próximo demais de seu orgásmo, fazendo assim com que um relutante SeHun saísse de dentro de si, enquanto Tao abaixava-se para beijar seus lábios intensamente.

O loiro ficou a observar a cena por muitos minutos após retirar a proteção que usava, segurando-se para não se masturbar naquele tempo, tinha de esperar um pouco ou acabaria rápido demais com tudo aquilo. Viu os olhos de Kai caírem sobre si, como que o chamando para se aproximar de forma silenciosa. Logo o fez, deitou-se sobre JongIn, de quatro por cima dele beijava-o intensamente, sentindo as mãos do menino abaixo de si percorrerem suas nádegas, acariciando sua entrada lentamente, enquanto gemiam juntos e ZiTao se curvava sobre suas costas, deixando chupões e mordidas por toda a pele clara.

- Eu vou… - Kai estava claramente em seu limite, não poderia durar muito mais, foi assim então que o chinês passou a mover-se ainda mais rápido, sobre ele, gemendo seu nome enquanto segurava-se nas costas de SeHun, que beijava o moreno desesperadamente, sentindo uma mordida na língua quando ele finalmente atingiu o climax. Que fez Tao estremecer, pois mesmo com a camisinha conseguia sentir o calor do líquido alheio dentro de si. Ficou a mover-se sobre ele por algum tempo, ajudando o namorado a prolongar aquela maravilhosa sensação.

Quando perceberam que Kai ja estava em seu limite resolveram que era hora de mudar aquilo. Huang saiu de cima dele, ficando na cama ajoelhado enquanto SeHun deitava-se ao lado o outro garoto, que agora se concentrava em beija-lo delicadamente, ainda parecendo cansado do orgásmo, retirando a camisinha meio desajeitado, amarrando-a e jogando para o lado.

O loiro abriu as pernas enquanto olhava diretamente para o mais velho do grupo, que ajoelhado sobre a cama esticou a mão para o frasco detentor do líquido viscoso, o qual espalhou pelos dedos e lentamente penetrou o indicador no anel rosado do coreano, que gemeu gostosamente, sentindo ao mesmo tempo os lábios de JongIn brincarem com sua orelha enquanto ele lhe dizia palavras de luxúria e amor.

Tao penetrou o segundo dedo, fazendo com que o loiro mordesse o lábio e espaçasse um pouco mais as pernas, dando-lhe mais liberdade de movimentação. O mais alto tratava de mover os dedos da forma mais delicada possível, arrancando mais e mais gemidos de prazer por parte do outro. Sorrindo ao ver que a mão de SeHun estava sobre o membro novamente excitado de Kai, praticando uma felação lenta, a fim de que ele estivesse ainda participando daquilo.

O chinês retirou o indicador e o médio de dentro de SeHun, vendo que JongIn já se adiantara em lhe estender um preservativo, vestiu seu membro com a peça e mais uma vez cobriu a região com lubrificante, suspendeu a perna esquerda do loiro, que gemeu gostosamente, colocando-a sobre seu ombro, usou da mão livre para guiar o falo até a entrada dele, adentrando-o com uma lentidão torturante, não só para o mais novo como para si mesmo. Porém ao fim do ato não demorou-se em começar os movimentos, indo e vindo com sua costumeira pressão. Todos ali sabiam bem que ZiTao era bom quando se tratava de usar a força, mesmo que o fizesse somente em poucos momentos.

O mais jovem do trio gemia deliciosamente tamanho era o prazer que sentia com as estocadas do mais velho, mas mesmo assim continuava a masturbar o terceiro, em um ritmo igual ao vai e vem dentro de si. Tal cena fazia com que todos juntos gemessem e chamassem por seus nomes, falando palavras de amor e sedução.

Os dois deitados começaram um beijo intenso, com a mão de Kai passeando pelo corpo do loiro de forma a arranha-lo, até que a destra lhe alcançasse o membro, iniciando o gostoso estímulo harmonizado com a velocidade e pressão imposta pelos outros dois.

Todos já se encontravam em um estado quase insano de prazer, quando finalmente ZiTao abaixou-se de modo a conseguir participar do ósculo sensual trocado pelo outros dois, não sem começar a investir com toda a força que podia dentro do amado, sabendo que as mãos deles também acompanhavam aqueles movimentos.

Eram tantos aromas, barulhos, gemidos e sensações que os três mal conseguiam se conter. Já haviam feito aquilo diversas vezes, em muitos lugares e até mesmo mais loucas posições, contudo naquela vez em especial, cada coisa se mostrava mais intensa e desejosa, assim como bem mais cheia de amor.

Não foi necessário mais muito tempo para que Tao alertasse os outros sobre o próprio orgásmo, que foi respondido com gemidos que exprimiam claramente a intenção de dizerem estar na mesma situação. Com mais alguns movimentos extremamente fortes e profundos todo o trio se desfez em prazer. Chamaram todos os nomes ali presentes e ficaram a mover-se até que tivessem certeza do fim absoluto dos orgásmos alheios.

O chinês retirou-se de dentro de SeHun, vendo que a dupla já estava deitada na cama, abraçados como duas crianças carentes de mãe. Não se demorou em tirar o preservativo e jogar os outros também usados no lixo ao lado da cama. Logo seguiu para deitar-se na extremidade, de forma a ter o loiro com a cabeça em seu peitoral, enquanto o moreno abracava o mais jovem por trás. Ficaram naquela posição se acariciando por muito tempo, até que o mais velho se pronunciou:

- Eu amo vocês… - Sorriu bobo olhando para o teto e em seguida para a dupla, que lhe sorriu de volta.

- Amo vocês também. - A voz de JongIn raramente parecia tão séria quanto naquele momento.

- Eu os amo demais. - Por fim se fez ouvir a voz de SeHun, que aconchegou-se mais entre os outros dois corpos quentes.

Não demorou para que adormecessem tranquilos, com a certeza de que mesmo o mundo lhe dizendo que não; seu amor era correto, perfeito e feliz. Um equilíbrio perfeito nascido do número três que lhes guiaria eternamente para uma felicidade ímpar.


Fim

4 de Julio de 2018 a las 02:14 0 Reporte Insertar 3
Fin

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P. Miranda Uma autora dessas que ou escreve putaria insana, ou drama pra te fazer debulhar de chorar. De vez em quando junta os dois, só pra variar.

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