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Jeongguk era só um adolescente normal, tão normal que seus pais confiavam nele para deixá-lo sozinho após viajarem para o aniversário de sua avó. No meio de um apagão, um estranho simplesmente entra em seu quarto, mudando o destino de sua noite.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

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Cuento corto
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In The Shadows Of My Room

— In The Shadows Of My Room; único

Estava em meu quarto, fazendo meus deveres de casa para segunda-feira. Minha escrivaninha e meus livros eram iluminados apenas pelo abajur de luz branca fluorescente depositada ao lado de todo o meu material, fazendo com o que eu pudesse enxergar a minha lição. Os outro cantos do cômodo, estavam completamente escuro, e uma parte da minha cama era iluminada pela luz da lua, que entrava pela janela aberta do meu quarto.

Adolescentes normais em pleno sábado a noite, estariam bebendo em alguma boate qualquer da cidade, mas eu, não suportava a ideia de ficar perto daquele monte de corpos suados e necessitados por sexo casual e fácil. Preferia muito mais o conforto da minha cama e companhia dos meus pais. Porém, estes haviam viajado nesse final de semana para o aniversário da minha avó materna que estava completando oitenta e dois anos. Geralmente eu sempre viajo com eles para comemorar o aniversário dos meus avós e tios, mas dessa vez eu não pude ir. Na segunda-feira eu teria que entregar um trabalho gigante de Biologia sobre o corpo humano e suas funções, divididos em tópicos, que na minha opinião era difícil em demasia pois, tinha muito detalhe para se colocar no trabalho e eu não sou muito bom em Biologia e o tema que eu peguei era horrível.

Minha mãe ainda tentou fazer com que eu levasse todo o meu dever para Busan, para que eu os fizesse lá, porém, eu me conheço o suficiente para saber que não conseguiria nem abrir um livro sequer enquanto estivesse na casa da minha avó. Sempre que íamos pra Busan, eu desfrutava das tardes junto à minha avó, no jardim da casa dela, deitados nas redes e sentindo a brisa fresca da tarde balançar meus cabelos escuros e esfriar minha pele. Dona Eunha — minha avó — sempre procurava um pretexto para eu não fazer a lição, ou seja, não seria diferente dessa vez e por mais que me doesse perder seu aniversário eu precisava de nota nessa matéria. Se fosse qualquer outra, eu nem me importaria tanto em deixar para fazê-las antes da aula começar, como eu já havia feito diversas vezes. Mas esse não era o caso e eu precisava mesmo de nota em Biologia. Sempre fui um bom aluno, mas minhas notas vacilavam um pouco em Biologia, e por conta disso, eu precisava me esforçar um pouco mais nessa matéria do que nas outras.

Meus pais viajaram relutante em me deixar sozinho, porque de acordo com a minha mãe, eu era um bebê grande que não saberia me virar sozinho nesses três dias que eles ficariam fora. Porém, garanti a ela que eu dava conta, afinal, não iria sair de casa para nada já que ela e meu pai fizeram questão de comprar comida para um batalhão inteiro como se abrigassemos em nossa casa Seul inteira. Meu pai também me encheu de recomendações que todo mundo estava cansado de saber quais são. “Não abra a porta para ninguém sem saber quem é”, “não converse com estranhos se sair de casa”, “lembre-se de tirar a tomada do fogão quando terminar de usá-lo” e até mesmo “se comporte”. Como se eu desse algum trabalho para eles. Mas eu entendo a preocupação deles, eu sou filho único e querendo ou não, sempre serei um bebê para eles.

Não é como se isso me deixasse irritado ou algo parecido, eu amava a forma como meus pais me tratavam, mas, às vezes, passava dos limites. Eu já tinha completado dezoito anos, fazia quase um mês e então pelo menos eles poderiam começar a me tratar como alguém que já é quase adulto, mas isso não ia rolar. Eu me casaria e me minha mãe continuaria apertando as minhas bochechas um pouco gordinhas e diria “ai, meu bebê está se casando finalmente”, usando uma voz super fina e parecendo uma bobona.

Eu tentava me concentrar o máximo que conseguia no trabalho, mas eu não sabia mais o que fazer com ele, eu precisava explicar como funcionava o corpo humano no geral e explicar como reagimos a estímulos feito por outra pessoa. Era um tópico do trabalho. Cada aluno da sala ficara com um, e justo eu fiquei fiquei com o “Os prazeres do corpo humano”. Na minha opinião era o mais difícil de todos, já que eu nunca havia ficado com alguém de forma que eu saberia descrever como eram esses tais prazeres. O professor poderia ter dado esse tema para algum dos meninos ou meninas que usurfruiam do corpo alheio quase todos os dias ao contrário de mim. Eu queria mesmo era ter ficado com o tópico do “Corpo humano em meio aos esportes”, esse sim eu saberia falar. Até porque me exercito todos os dias pela manhã antes de ir para escola e sei exatamente como meu corpo reage a isso, é quase como um ritual correr pelo bairro por trinta minutos, depois fazer alguns abdominais e pagar um pouco de prancha.

Mas era óbvio que eu não ficaria com um tema fácil, eu senti que o senhor Choi queria foder comigo quando tirou da caixinha aquele tema e sorriu para mim falando qual era. Eu senti que ele fez de propósito, guardando aquele papelzinho amassado para tirá-lo exatamente na minha vez e me ver em sua recuperação no final do ano. Porém, eu não iria ficar na dependência de apenas uma matéria, e por isso não fui para o aniversário da minha avó e estava agora quase morrendo em meio aquela ruma de livros sobre corpo humano, um lápis sendo prensado contra meus dentes avantajados e a minha preciosa luminária.

Eu iria surtar, certeza.

Deviam ser quase sete horas da noite quando resolvi dar uma pausa para comer um pouco antes de voltar aos meus estudos, minha barriga roncava audível implorando por qualquer alimento que tivesse em minha casa, e sem demora, levantei-me da cadeira giratória a qual estava sentado e sai do meu quarto, indo até a cozinha. Liguei a luz amarelada do cômodo — eu odiava luzes amarelas, mas minha mãe achava elas chiques nos cômodos principais — e abri a geladeira, achando um pouco do Kimchi que eu havia comido no almoço. Minha preguiça estava falando tão alto que eu nem quis procurar por outra coisa para enfiar na minha barriga. Coloquei a tomada do microondas nos dois furinhos acoplados na parede e enfiei meu jantar no pratinho giratório e transparente do eletrodoméstico. Escolhi os segundos e esperei.

Os segundos passaram rápido e logo consegui ouvir os três bipes que o microondas fazia ao final de seu trabalho de esquentar as comidas que lhe era oferecida. Procurei por uma luva nas gavetas a fim de não queimar minha mão e quando as achei voltei até onde o eletrodoméstico estava e tirei meu prato quentinho de lá. Minha boca salivou só de poder sentir o cheirinho delicioso que meu Kimchi exalava, então, sem demora, sentei-me à mesa e comi, saboreando cada colherada que eu levava até a minha boca, minha barriga roncava alto sempre que recebia o bolo alimentar, como forma de agradecimento. Quando terminei, lavei tudo o que eu sujei e procurei por algo para beber. Minha mãe não gostava muito que bebêssemos enquanto estivessemos comendo, de acordo com ela, deveríamos apenas ingerir líquidos após duas horas de feição. Era loucura ficar duas horas sem beber qualquer coisa após comer algo sólido, mas eu e meu pai tentávamos fazer isso para agradar a dona da casa. E, como dona Jeon Sohye não estava, eu poderia beber logo após terminar minha alimentação. Eu tinha pedido aos meus pais para que comprassem sucos de caixas, já que eu não sabia muito bem fazer suco direto na fruta ou da polpa, e por conta disso apenas precisei abrir a caixinha pequena do suco de laranja, colocar o canudo no furo e subir com ele até meu quarto.

No meio do caminho pude ver a lâmpada do corredor oscilar um pouco, como se quisesse queimar a qualquer momento, porém, nem me importei muito com isso, afinal, a desligaria quando chegasse próximo ao interruptor e fora o que eu fiz quando passei por ele. Adentrei meu quarto e sentei-me novamente em minha escrivaninha, posicionando meu abajur na direção do meu caderno, onde eu tentava escrever sem sucesso sobre os prazeres do corpo humano. Eu já estava completamente frustrado com isso, e quando pensei em pegar meu notebook para pesquisar mais sobre essas sensações que tínhamos quando outro corpo chegava perto de nós, as luzes que ainda estavam acesas em minhas casa apagaram-se, todas de uma vez só.

Tudo teria ficado inundado em um breu profundo se não fosse pela bela luz do luar que iluminava minha cama, mas, mesmo assim, eu não iria conseguir continuar com meu trabalho. Então, apenas levantei-me e fui procurar pela casa por lanternas e velas que eu sabia que meus pais guardavam na cozinha. E, novamente fiz o percurso para o tal cômodo que eu havia acabado de deixar, tentando não me bater nos móveis da casa.

— Que merda! — Resmunguei por estar perdendo tempo demais, enquanto a luz não voltasse eu não teria como pesquisar nada sobre meu trabalho, e não conseguiria fazê-lo. Pensei em ligar para meus pais e informa-los que faltou luz em nossa casa, mas desisti quando olhei para janela da sala e vi todo o bairro banhado em uma escuridão tremenda e horripilante. — Era só o que me faltava mesmo.

Eu não tinha como saber se o apagão havia sido em toda a cidade, mas eu estava certo de que pegou todo o meu bairro, e isso já me deixou bastante estressado, porque eu sabia que iria demorar da luz voltar e eu poder enfim tentar terminar meu dever. Segui meus instintos e cheguei até a cozinha, procurando as gavetas em meio aquela escuridão, agachei próximo a fogão e fui andando de lado até as gavetas na outra extremidade do balcão, abrindo a última e procurando às cegas a lanterna que eu sabia que ficava ali. Sorri vitorioso quando apalpei a minha nova fonte de luz e a liguei sem demora, suspirando aliviado ao poder enxergar novamente.

Um barulho vindo do lado dos quartos assustou-me completamente, fazendo-me sobressaltar e ficar de pé próximo a mesa da cozinha, balancei a cabeça achando que era apenas imaginação demais por estar tudo escuro e minha mente querer pregar-me uma peça. Porém, logo descartei essa possibilidade quando mais uma vez pude ouvir o barulho que dessa vez, julguei vir do meu quarto. Meu corpo todo ficou em alerta, e sem pensar muito marchei até o corredor escuro — minha casa tinha apenas um andar, e eu detestava isso. Minha mãe e suas manias. Ela odeia subir escadas e por isso comprou uma casa sem elas. —, posicionando a lanterna em minha frente para que esta iluminasse um pouco do meu caminho.

Pensei que pudesse ser algum gato que entrou no quarto quando não pude mais ouvir nenhum barulho sequer vindo de lá, e ainda com um pouco de medo abri a porta escura de madeira grossa, quase como se eu pedisse para que ela não rangesse, se fosse um gato era só espantá-lo sem assustá-lo e voltar a tentar fazer o trabalho agora que eu tinha uma lanterna em mãos. Porém, assim que adentrei meu cômodo, pude ver um corpo encolhido ao lado da minha cama, era um menino. De primeira pensei que fosse um ladrão, mas assim que andei dois passos pude ouvir que ele fungava como se estivesse chorando, e como ele estava quieto no quanto do meu quarto, escondendo-se na escuridão eu logo descartei a possibilidade dele estar ali por querer roubar algo. Ainda assim, eu me mantive em alerta, com medo de que o garoto fosse agressivo ou algum louco que fugiu do hospício e veio parar aqui no bairro.

— Quem é você? — Perguntei, tentando soar confiante e forte, posicionando a lanterna no garoto encolhido em meu quarto. Ante a minha pergunta, ele levantou o olhar assustado em minha direção como se temesse que eu fizesse algo. Mas quem deveria temer mesmo era eu, que havia tido a casa invadido por um desconhecido. O garoto nada disse, apenas voltou a encolher-se contra as pernas dobradas e continuou fungando, era quase como se ele ignorasse minha presença e pergunta. — Me responda… — Minha voz não saíra tão firme quanto eu planejei, saiu mais como um sussurro, e eu pude ver o olhar perdido do garoto a minha frente. Eu ainda mantinha a lanterna acesa em sua direção, e por causa disso pude ver que ele tinha algumas tatuagens pintando os braços.

Resolvi dar mais dois passos em sua direção meio relutante se era o certo a se fazer, e meu ato apenas pareceu fazer o garoto ficar em alerta assim como eu. O vi remexendo-se um pouco e logo em seguida as mãos que pareciam grandes e magras limparem lágrimas que escorriam por todo seu rosto, pude ver com clareza por conta da luz da lanterna que ele estava machucado. O lábio inferior que abrigava um piercing estava cortado e a sobrancelha sangrava um pouco, denunciando ou uma queda, ou que alguém o havia agredido.

Pensar nessa possibilidade fez meu estômago embrulhar diversas vezes, querendo fazer todo o meu Kimchi saltar para fora do meu corpo, eu morria de medo de estar andando pelas ruas e sem motivo algum ser levado para um beco e ser agredido. A essa altura eu já nem me importava muito com meu trabalho de Biologia, que eu precisava fazer urgentemente. O garoto me fitava e conseguir enxergar que as orbes deles eram castanhas, assim comos os cabelos um tanto longos e bagunçados demais. As mãos tremiam em torno das pernas e ele parecia atordoado demais para um ladrão ou fugitivo de um hospício. Descartei logo essas duas possibilidades.

— O que aconteceu? — Tentei perguntar novamente, mas o garoto parecia que havia perdido a voz, tirando os ruídos que saiam de seus lábios inchados, ele não parecia disposto a falar absolutamente nada. Mas acontece que eu precisava insistir, eu precisava saber o porquê dele ter invadido meu quarto tão do nada após todo o apagão no bairro. Então, um pouco relutante se eu deveria ou não fazer isso, cocei meus cabelos negros comecei: — Olha, eu realmente preciso saber qual é a sua, você invadiu meu quarto e está machucado. Então me fala ao menos o seu nome.

— Taehyung. — Me surpreendi com a voz grossa que saíra após sua fala. Eu não esperava que ele fosse falar alguma coisa e que a voz dele teria um timbre tão diferente do normal. Não que fosse feia, era bonita até demais. O garoto parecia analisar-me completamente com suas orbes amendoadas, e eu me sentia um pouco exposto, mesmo que quem estivesse sendo interrogado fosse ele. — Kim Taehyung.

Estremeci ao ouvir o sobrenome do garoto, aqui no bairro havia uma família que portava esse nome, e meus pais sempre mandavam-se ficar longe deles, nunca me contando exatamente o porquê disso. Porém, não é um sobrenome incomum e ele poderia não ser dessa família que muitos mantinham distância aqui na rua. Acho que Taehyung percebeu meu nervosismo ante a sua fala, e deixou escapar um riso soprado de seus lábios portadores de um corte e piercing que eu não podia deixar de achar extremamente charmoso.

— Pela sua reação já deve ter ouvido sobre as coisas horríveis sobre minha família. — Fui tirado de meus pensamento novamente pela voz grossa do garoto invadindo todo o meu quarto. Ele parecia um pouco menos assustado do que estava quando eu entrei no cômodo. E eu não pude deixar de notar o sorriso que formou-se em seus lábios, era um sorriso triste, porém, um tanto peculiar. A boca dele formava um perfeito triângulo, e a parte de cima de seus lábios poderia ser comparada a um coração. — É tudo verdade. — Completou, ainda abraçando as pernas com as mãos trêmulas.

— Na verdade, eu nunca ouvi nada. Meus pais só me pediram para ficar longe dessa família. — Acabei por ser sincero demais, era um defeito meu, eu sempre falava o que vinha em minha mente sem pensar muito nas consequências. Mas era a verdade, sempre que eu questionava os meus pais a razão pela qual deveríamos nos manter longe dos Kim’s eles desconversavam e nunca me diziam absolutamente nada. Nadinha mesmo. — Eu só sei que não devo me aproximar, mas o motivo exato para isso eu não sei.

— Não sabe mesmo? Nunca ouviu nada sobre? — Taehyung parecia um pouco mais calmo do que outrora, já não fungava mais e havia abaixado as pernas, esticando-as como se estivesse em sua própria casa. Ele parecia deveras confortável sentado no chão do meu quarto, onde antes encolhia-se todo e chorava amedrontado por algo que com certeza aconteceu antes dele pular pela minha janela.

— Não.

Ele pareceu pensar por um momento, passando a canhota pelo rosto e depois em seu maxilar, dedilhando com o polegar e o indicador a própria pele. Taehyung me olhava como se eu fosse o diferente por não saber sobre as histórias dessa família, e por um momento eu fiquei com medo de saber.

— Posso te contar se quiser saber, todo mundo sabe mesmo. — Deu de ombros como se não fosse nada demais.

— O que eu queria saber é o porquê de você ter invadido minha casa. — Não queria, mas minha voz saíra um pouco firme demais, como se eu estivesse o obrigando a falar. Não era de tudo uma mentira, eu realmente queria saber qual razão da invasão. A postura dele pareceu mudar um pouco ante minha fala, e pude ver apreensão e medo em seu olhar. Um suspiro pesado saíra dos lábios inchados de Taehyung que, encolheu novamente as pernas rente ao peito.

— Vou começar a te contar sobre minha família, e chegarei na parte que eu entro em sua casa. — Sem que ele pedisse, aproximei-me mais e sentei no chão ao lado do garoto, até porque o quarto era meu e eu tinha essa liberdade, podendo ver ainda mais de perto seu rosto machucado, que parecia ter uma cor bonita, levemente puxada para o cobre. — Acho que lhe devo essa explicação.

Esperei que ele se sentisse confortável em começar, e com calma depositei a lanterna em nossa frente, com o cabo dela virado para baixo, fazendo a luz ir até o teto branco e iluminar todo o cômodo escuro. Ainda tinha a luz da lua entrando pela janela, e isso ajudava um pouco na claridade, até porque, todo os postes da rua estavam apagados, imersos em um breu que me dava medo. Eu jamais sairia na rua assim, e em minha cabeça passava-se mil e uma coisas sobre o fato de Taehyung estar lá fora machucado em meio a toda aquela escuridão. Eu ficava arrepiado só de imaginar como deve ser desesperador.

— Bom — Ele começou, fazendo com que eu saísse dos meus pensamentos e mirasse meu olhar em sua direção. —, eu moro apenas com meu pai. Minha mãe faleceu quando eu tinha apenas dez anos de idade…

— Eu sinto muito. — Comecei a achar que não era uma boa ideia fazê-lo falar sobre sua família, mesmo que, de acordo com ele, o bairro inteiro soubesse.

— Está tudo bem, isso foi a muito tempo. — Taehyung não me pareceu nada bem, mas deixei que ele continuasse, já que transparecia que ele queria continuar a falar. Minha avó uma vez me dicessera, o quão bom é ter alguém para ouvir um desabafo, sendo conhecida ou não, que, as vezes, as pessoas precisam tirar o peso das costas e geralmente não tem uma pessoa que possa falar e acabam sempre guardando para si tudo de ruim, e vão morrendo aos poucos. Vi isso em Taehyung quando ele voltou a falar, parecia que ele precisava que alguém ouvisse dele, sobre sua família, e por isso, apenas passei a ouvir tudo.

— Eu moro apenas com meu pai, e até tínhamos um relacionamento bom antes da minha mãe morrer. Só que, as coisas começaram a sair de seu controle, ele se sentia muito sozinho, e saia todas as noites para beber e pegar outras mulheres, tentando preencher o vazio que minha mãe deixou quando morreu. — Sua voz começara a vacilar, mas, mesmo assim, ele continuou. — Quando eu fiz treze anos, meu pai começou a voltar agressivo para casa, e acabava descontando em mim. Todo mundo tem medo do meu pai, porque ele é famoso em andar bêbado pelo bairro e por ter agredido o filho dos Min’s nessa época, ele ficou preso por um ano, e nesse tempo eu fiquei em um lar para menores, mas, quando ele saiu, ele me buscou e voltamos para casa.

“Acontece que eu estava bem na casa para menores, era bem melhor do que dormir com medo dele entrar em meu quarto e me bater sem motivo algum. As vezes eu conseguia ouvir do meu quarto meu pai quebrando diversas garrafas de vidro na rua, como um verdadeiro maluco, seus pais provavelmente já devem ter visto algum surto dele, por isso pedem para você ficar longe da minha casa, e eu acho certo, porque se eu pudesse, eu ficaria também. Mas como não sou mais menor de idade, se eu saísse de casa, ficaria na rua. Então apenas trabalho para que ele gaste todo o meu dinheiro em bebidas e jogos de prazer.”

“Eu trabalho em um restaurante no centro da cidade, e lá eu conheci o filho do dono, o Jimin, e, bom, eu sempre soube que meu pai era homofóbico e tudo mais, por isso mantinha o Jimin longe dele e nunca o levava para minha cara. Mas eu vacilei hoje, meu pai tinha viajado na quarta-feira, e tinha me falado que só voltava amanhã, então quando terminei meu expediente Jimin pediu para que saíssemos. Ele não é meu namorado nem nada, só estávamos aproveitando um pouco, e, pensando nisso achei que seria uma boa ideia levá-lo até a minha casa para passarmos a tarde, já que hoje é sábado, e nos sábados eu só trabalho no período da manhã.”

O vi suspirar pesado novamente, e passar as mãos, agora mais calmas pelos fios castanhos, tentando tirar alguns dos cabelos que insistiam em cair em sua testa, cobrindo boa parte de seus olhos castanhos. O cabelo de Taehyung era grande se comparado ao meu, e eu achava muito bonito como aquele estilo de corte com mullet combinava com ele. Mas eu estava incomodado, ele falava tudo com uma certa pressa, como se quisesse acabar logo com aquilo e se livrar daquele peso que havia escorado em seus costas de ombros largos e cobertos apenas por uma blusa branca com rasgos distribuídos pelo tecido de algodão. Se eu o visse andando pelas ruas em qualquer dia normal, eu acharia que ele era um Bad Boy dono de alguma gangue de motoqueiros.

Os braços eram cobertos de tatuagens, tinha até uma cobra no estilo da cobra de Medusa do anime Soul Eater, que eu logo estranhei, ele não poderia ser Otaku e gostar de anime. Taehyung não parecia ser o tipo de cara que perdia seu tempo assistindo animações japonesas. Mas voltei logo a prestar atenção do que os lábios inchados sibilavam apressados.

— Quando Jimin estava saindo da minha casa para ir embora, meu pai apareceu e nos pegou, enquanto eu o beijava na porta. Ele ficou furioso e me puxou com brutalidade, nada fora do normal para ele, e eu supliquei para que Jimin fosse embora e não sobrasse para ele, porque eu conheço meu pai o suficiente para saber do que ele era capaz, e eu tenho certeza que se Jimin tivesse ficado, ele teria apanhado. Meu pai começou a gritar comigo, e eu podia ver as pessoas aparecendo nas janelas para ver, muitos dos moradores daqui… — Ele parou um pouco seu raciocínio e olhou para mim, como se me analisasse um pouco. — Você sabe meu nome, mas eu não sei o seu.

— Jeongguk. Jeon Jeongguk. — Eu nem me lembrava de não ter dito a ele o meu nome, e me senti um pouco idiota por isso, eu o questionei e nem sequer fui educado em dizer como me chamava. Taehyung sorriu para mim, e voltou para seu monólogo, que já estava me incomodado mais do que imaginei que fosse. Agora eu entendia porque meus pais morriam de medo de passar próximo a casa dos Kim’s e sempre me pediam para não chegar perto da tal residência. O pai dele é maluco, completamente.

— Continuando. Muito dos moradores daqui de nosso bairro, já começava a aparecer na janela para ver porque meu pai estava gritando muito, e como todos tem medo dele, ninguém se atreve a chegar perto. Quando ele me jogou no chão, e estava pronto pra me dar uma surra daquelas as luzes apagaram todas, e meu pai parou um pouco para ver ao redor e foi aí que eu comecei a correr desesperado e vi sua janela aberta, eu não pensei muito e entrei pra me esconder dele. Não que vá adiantar muito, terei que voltar para casa alguma hora.

Eu estava em choque, tentando assimilar tudo o que me fora dito pelo Taehyung. O pai dele havia o agredido apenas porque não aceitava um relacionamento gay e isso fez com que meu estômago voltasse a embrulhar e uma sensação ruim tomar conta de todo o meu corpo. Ninguém merece ser agredido por causa da orientação sexual, na verdade, ninguém merece ser agredido por nada.

Um silêncio um tanto quanto incômodo se instaurou em meu quarto, e eu podia ver como Taehyung estava nervoso por conta disso. Eu não sabia o que falar, estava completamente sem falar perante a tudo o que eu ouvi. Era horrível pensar que ele sofrera todos esses anos sozinhos. Mexi a boca diversas vezes na tentativa de lhes dizer que estava tudo bem, mas eu mesmo odiava quando me falavam que estava tudo bem, então, apenas me calei, sem ao menos ter tido nada.

— Você está sozinho? — Taehyung quebrou o silêncio quando eu já achava que ninguém falaria nada. Sem conseguir que qualquer som saísse pelos meus lábios, com medo da minha voz falhar, limitei-me em assentir com a cabeça para cima e para baixo. — E os seus pais?

— Viajaram. — Felizmente consegui respondê-lo sem maiores problemas. Taehyung murmurou algo que eu não entendi muito, e abaixou a cabeça, colocando o queixo entre os joelhos, agora, novamente dobrados, como se estivesse pensando em algo.

— Estava estudando? — Perguntou-me, sem de fato me fitar, ou tirar o queixo de seus joelhos, como se aquela posição estivesse bastante confortável. Estranhei um pouco aquele questionamento e o olhei arqueando uma de minhas sobrancelhas, eu praticamente perguntava de forma muda como ele sabia disso. E, como se tivesse lido a minha mente, ele respondeu sem muito ânimo: — Tem muito livro aberto em sua escrivaninha.

— Ah… — Verbalizei, virando um pouco minha cabeça ao dedo indicador longo de Taehyung apontando para a mesa onde eu estava fazendo meu trabalho outrora. — Quase isso. Estava tentando fazer um trabalho para segunda-feira.

— Trabalho? Sobre o quê? — Taehyung pareceu deveras interessado em saber e por um momento achei graça da forma como ele levantou a cabeça sorrindo para mim, como se nem estivesse amuado a minutos atrás. Ele me parecia muito fascinante.

— Biologia. — Respondi, devolvendo o sorriso que me fora dado, deixando que meus dentes, segundo minha mãe, de coelho ficassem a mostra. — Mais precisamente sobre o corpo humano.

— Eu amo biologia. O que você precisa fazer neste trabalho? — Eu podia sentir a euforia que vinha dele quando eu disse a matéria a qual pertencia ao meu trabalho. Como diabos alguém poderia gostar, não, amar Biologia? Tinha que ser completamente maluquinho da cabeça para amar uma matéria onde você estudava reprodução de tudo quanto é coisa existente no universo. Eu entendia as pessoas que amavam Matemática, inclusive, era minha matéria favorita, porque, diferente de Biologia, era só resolver alguns cálculos e funções e tudo certo.

— Eu preciso fazer um texto sobre os prazeres do nosso corpo humano. Basicamente contato físico. — Suspirei, derrotado. Como eu iria fazer esse trabalho sem saber como era receber um contato físico e o que sentíamos quando estávamos perto a alguém? Eu nunca me relacionei com ninguém, o máximo fora um selinho com um garoto da minha escola quando eu tinha uns onze anos, e eu não senti absolutamente nada!

— Não me parece muito difícil. — É até bem fácil, para aqueles que estão sempre próximos de outras pessoas, sempre saindo e procurando a quentura dos corpos alheios. Porém, a única quentura que eu conhecia próximo ao meu corpo, era a do meu cobertor e eu não poderia falar sobre ele em meu trabalho ou eu receberia um zero bem redondo do senhor Choi e daria o gostinho de vitória a ele. Definitivamente isso não iria acontecer. Taehyung pareceu perceber meu incômodo, e riu baixinho antes de prosseguir: — Quer ajuda?

— Você me ajudaria? — Questionei surpreso, vendo-o manear a cabeça de forma positiva sorrindo ainda mais em minha direção, fazendo a franja acastanhada e longa voltar a cobrir metade de seus olhos. Isso era algo que o deixava deveras charmoso e com um ar misterioso. Eu nunca havia visto um garoto como Taehyung.

— Eu já fiz um trabalho parecido quando eu estava na escola, mas peguei um tema que eu não gostava muito, era relacionado a esportes. Quase chorei para o senhor Choi-

— Espera! — O cortei apressado, e em resposta recebi um olhar confuso dele. — Você foi aluno do senhor Choi?

— Fui, ué. — Como se fosse a coisa mais óbvia do mundo ele me respondeu, dando de ombros em seguida. — É a única escola aqui perto, todo mundo que mora nesse bairro estuda ou já estudou na sua escola, Jeongguk.

— Por quê eu nunca te vi por lá? — Como assim ele havia sido aluno do crápula do senhor Choi? Eu estava completamente confuso com isso e ainda por cima ele passava o mesmo trabalho para todo mundo todos os anos! Se eu soubesse disso, teria pedido ao Hoseok hyung para me ajudar com o dever, porque provavelmente ele deveria ter feito essa merda de trabalho de Biologia.

— Eu também nunca te vi por lá. — Deu de ombros sem muito interesse. — Quantos anos você tem, Jeongguk?

— Dezoito.

— Bom, eu tenho vinte, então quando você estava no primeiro ano, eu estava no terceiro e, mesmo assim nunca te vi andando por aqueles corredores. — Me assustei com a sua idade, quando ele disse que trabalhava para levar dinheiro até o pai, achei que ele tivesse minha idade ou até pelo menos dezenove. Taehyung não aparentava ter vinte anos, e deixei que um bico formasse em meus lábios quando ele começou a rir de mim de forma estética. Eu tinha certeza absoluta que o mais velho lia meus pensamentos.

— Ainda vai querer minha ajuda? — Quando a sessão de risos enfim terminou, Taehyung pôs-se de pé, e sem esperar por uma resposta minha pegou a lanterna e andou a passos vacilantes até a minha escrivaninha. Ele estava mancando, e imaginei que fosse decorrente pelo empurrão que seu pai dera antes do apagão. Só não entendia como ele havia conseguido correr tanto estando com o pé machucado.

— Hyung, você está mancando, quer que eu pegue um pouco de gelo para que você possa por em seu tornozelo? — Agora que eu sabia que Taehyung era dois anos mais velho que eu, eu o devia respeito, e nada mais justo do que chamá-lo de hyung.

— Não precisa, está tudo bem. — Eu não ia questionar mesmo sabendo que não estava tudo bem. Ele não queria o gelo, então não seria eu a insistir. Levantei-me do chão e fui até onde ele estava e puxei a outra cadeira para que Taehyung pudesse se sentar. Ele agradeceu e assim como eu, sentou na cadeira macia de cor vermelha. — Deixa eu ler sobre o que você colocou até agora… Nada?

— Eu escrevi meu nome. — Respondi na maior cara de pau, sorrindo amarelo, e em seguida pude sentir um safanão na orelha vindo dele. Resmunguei pela pequena dor e passei minha mão no local atingido por Taehyung.

— Toma vergonha! — O corpo maior que o meu fora inclinando um para em minha direção para pegar o roteiro do trabalho. Taehyung estreitava um pouco os olhos para ler colocando a folha próximo a lanterna, que, eu não sei como, ainda estava com bateria. — Qual é a sua dificuldade nisso, Jeongguk? Você só precisa expor o que você sente quando está próximo a alguém e falar como seu corpo reage, usa algum ficante ou sei lá como exemplo.

Taehyung falava isso na maior naturalidade do mundo, como se eu tivesse tido diversos ficantes por aí. Claro que ele não tinha como saber que eu era um virgem com dezoito anos que nunca beijou ninguém de verdade, e não sei de onde eu consegui tirar coragem para expor esse meu lado fracassado para alguém que eu acabara de conhecer por meio de uma invasão domiciliar. Mas eu já estava bem próximo ao fogo, então não faria diferença se eu me queimasse um pouco.

— Esse é exatamente o problema, hyung.

— Como assim esse é exatamente o problema? É só usar algum… Espera aí — Ele mesmo cortara a própria fala quando percebeu o porquê que eu não conseguia fazer meu trabalho. Eu me senti realmente como um verdadeiro fracassado quando ele começou a rir, segurando a barriga e encostando a testa no vidro da escrivaninha. — Você está de brincadeira comigo, não é, Jeongguk?

— Não estou não. — Eu já estava derrotado mesmo, então apenas esperei que mais aquela crise de risos passasse para que enfim Taehyung se concentrasse em me ajudar. Cruzei meus braços rente ao peito e esperei, fitando-o com uma de minha sobrancelhas arqueadas, tentando procurar resquícios do garoto amedrontado que estava encolhido outrora no canto escuro no meu quarto.

— Caralho, Jeongguk! — Taehyung secara uma lágrima que escorria pelo canto de seu olho castanho, e quando finalmente cessou o riso, fitou-me com um sorriso malicioso nos lábios. — Bom, aqui diz que tem que ser algo já passado por você.

— Eu sei perfeitamente, e é por isso que só tem meu nome escrito no caderno. — Depois que eu terminasse esse trabalho, eu faria o senhor Choi engolir ele todinho e me dá pelo menos um nove. Eu só precisava da luz para pesquisar em meu notebook como eram essas sensações e fingir que aconteceram comigo. Ele nunca iria descobrir que eu peguei da internet, porque eu tinha certeza que para a maioria das pessoas as sensações sentidas eram quase as mesmas.

— Me deixe terminar de falar, oh, nervosinho. — A língua dele passou devagar pelo piercing no lábio inferior, e em seguida no machucado vermelho, molhando toda aquela partezinha que ainda estava um pouco inchada. Meu baixo ventre formigou parente aquela imagem tão errada que eu visualizei dele, mas, felizmente meus pensamentos foram cortados pela voz grossa de Taehyung, que também não ajudava em nada. — Eu ia te falar, que eu mesmo posso te ajudar e sentir os prazeres que nosso corpo oferece, e você poderia fazer seu trabalho sem maiores problemas.

Taehyung falava baixo, chegando bem próximo a mim, quase encostando sua boca na minha. Eu podia sentir a respiração quente e calma dele batendo contra meus lábios, e um arrepio bom, que eu nunca havia sentindo antes, percorreu toda a minha espinha, eriçando os pelos dos meus braços descobertos. Eu tentei convencer a mim mesmo que fosse o frio, mas eu sabia que isso era uma desculpa esfarrapada. Taehyung havia me feito arrepiar e isso me assustava um pouco. Mas, ainda assim, era bom e eu queria mais do que só sentir seu hálito de morango inebriar meu olfato.

Ele não avançou mais do que isso, como se temesse alguma reação negativa vinda da minha parte. Imaginei que o mais velho estivesse esperando alguma confirmação minha, para que pudesse me ensinar os tais prazeres que meu corpo precisava sentir para que eu pudesse fazer o trabalho. Taehyung tinha a pele acobreada e ela parecia brilhar por conta da lanterna, os braços pintados com diversos desenhos em preto, o deixavam com um ar único, como se apenas ele tivesse uma cor de pele assim, ou tatuagens espalhadas pela epiderme. Eu sabia que não era somente ele, porém, para mim, era sim. Único.

Era engraçado estar pensando isso de alguém que acaba-se de conhecer, ninguém chama uma pessoa de única por causa da cor da pele ou das tatuagens, mas ele exalava uma aura diferente, desde que eu o vi encolhido ao lado da minha casa, e quando falou seu nome com aquele timbre grosso que eu nunca havia ouvido antes. Quando Taehyung começara a contar sua história para mim, foi aí que eu realmente percebi o quão único e extraordinário ele poderia ser.

— Pode me ajudar. — E como se essa fosse a confirmação que ele precisava e esperava, eu pude sentir os lábios macios chocarem-se contra os meus, como se ele quisesse isso tanto quanto eu. O hálito de morango de Taehyung misturava-se com o meu, que eu podia ter certeza ter sabor de Kimchi e suco de laranja, afinal, eu comi e nem escovei os dentes. Não tinha como eu saber que alguém invadiria minha casa e minutos depois eu beijaria essa pessoa.

Meu corpo todo pegava fogo, e quando a língua curiosa de Taehyung adentrou minha boca sem de fato pedir permissão, mas eu não iria reclamar de mais uma invasão, então, sem pensar muito e deixando-me embalar por aquele momento, eu abri minha boca para que o mais velho a explorasse. O músculo quente dele embolou-se com a minha, e por eu não saber muito o que fazer, deixei que Taehyung mandasse nos movimentos do ósculo, me ensinando a sua maneira as sensações que meu corpo sentiria com aquele ato íntimo demais.

As mãos grandes e ossudas dele, puxaram minha cadeira, virando-a em sua direção, e em seguida ele puxou minha cintura, como se quisesse me por em seu colo. Nessa altura meu corpo já suava completamente, e a minha sanidade esvaia-se pouco a pouco, deixando apenas meu coração acelerado demais batendo forte contra minha caixa torácica, como se fosse fugir e me deixar ali sozinho. Eu nunca havia sentido nada parecido antes, e Taehyung parecia realmente disposto a me ajudar com aquilo, fui colocando em seu colo com cuidado, e de forma automática, passei minhas pernas grossas pela sua cintura, e as deixei caídas para fora da cadeira, se eu as deixasse dobradas em cima do estofado, eu certamente ficaria incomodado com a posição.

Deixei que minhas mãos suadas grudassem em sua blusa branca, e quando senti os dedos ousados dele adentrar a minha camisa e eu não consegui me conter e soltei um gemido manhoso. Eu estava sentindo prazer pela primeira vez, e era algo muito bom. O toque quente dele contra a pele de minha cintura e barriga causava choques térmicos por todo o meu corpo, e eu sentia que iria morrer apenas com isso. Nosso beijo agora encontrava-se mais afoito, e Taehyung praticamente engolia-me, dominando o ósculo com fervor sem pretensão alguma de parar. E eu não queria que parasse. Eu sentia que ele ainda iria me mostrar mais coisas.

O ar começava a fazer falta, e mesmo a janela do quarto estando completamente aberta e a brisa fresca da noite entrasse, parecia que o cômodo estava deveras quente. Eu me sentia quente como nunca me senti antes. Era quase como se Taehyung fosse o próprio fogo, e estivesse me queimando com seus toques nada delicados.

— O que está sentindo agora? — O nosso ósculo fora cortado por Taehyung, deixando que um filete de saliva nos conectasse por alguns momentos. Minha respiração, assim como a dele, estava pesada e forte e, eu podia enxergar mesmo que na pouca claridade, que o peito dele subia e descia na tentativa de normalizar a aspiração. A voz dele continuava grave, mesmo com a dificuldade de respiração, e antes que eu respondesse, o lóbulo de minha orelha fora mordido e em seguida a língua quente dele passeou por toda a cartilagem, passando a brincar com a argola prateada que eu tinha ali.

— E-eu… Me sinto eufórico e ansioso. — Consegui falar em um fio de voz e com uma certa dificuldade em pôr meus pensamentos em ordem, eu ainda tentava me recuperar das novas sensações que ele havia me feito sentir a pouco. Todas boas demais para ser verdade, e eu queria sentir ainda mais. Meu trabalho ficaria o melhor de todos, eu tinha certeza. Senhor Choi choraria ao ter que me dar um dez pela minha brilhante descrição sobre os prazeres de nosso corpo humano.

— Ansioso com o quê? — Ele agora chupava a pele do meu pescoço branquinho com seu músculo quente e molhado, banhando minha epiderme lisinha com sua saliva, deixando rastros dela por onde ia passando. As mãos grandes ainda apertavam minha cintura, causando-me cada vez mais choques elétricos, parecia até que logo, logo meus cabelos estariam em pé.

— Com tudo o que você ainda tem para me mostrar.

E, dito isso, Taehyung puxou-me ainda mais para perto de si, colando nossos lábios novamente em um beijo afoito e cheio de luxúria, eu arfei quando senti sua ereção roçar em minha bunda, e depressa levantei um pouco minhas nádegas para que eu pudesse me encaixar melhor naquela região tentadora e poder sentir mais dela. A essa hora, eu nem conseguia mais pensar no que eu estava sentindo para por no trabalho, eu somente pensava em aproveitar daqueles prazeres que Taehyung me proporcionava a cada novo toque.

Nossas línguas era uma completa bagunça, parecia que Taehyung lutava contra meu músculo, tentando ganhar alguma guerra, e eu apenas o deixava ir, conduzindo cada um de meus movimentos, me ensinando cada vez mais. As mãos grandes foram subindo por minha cintura, levantando minha camisa em uma lentidão torturante demais, e a cada toque mais forte que as pontas de seus dedos faziam em minha pele, eu gemia contra a boca dele, tirando risos de outrem.

Eu não me importei nenhum pouco quando senti minha camisa ser totalmente retirada de meu corpo, e meu peito nu ser exposto para ele. Taehyung cortou novamente nosso ósculo, e fora descendo devagar, passando pelo meu pescoço, até chegar em meus mamilos eriçados. O polegar dele começou a brincar com meu botão direito, e o esquerdo fora assoprado lentamente.

— Vou te mostrar uma sensação maravilhosa.

Sem esperar por uma resposta minha, Taehyung abocanhou o bico de meu peito, e mordeu de leve a bolinha marrom e rija, puxando-a para si, para logo em seguida lambe-la com sua língua quente e molhada. A sua destra brincava com meu outro botão, e eu só sabia gemer baixinho e manhoso em seu ouvido. Meu corpo todo tremia em prazer e Taehyung percebeu isso, parando o que estava fazendo e deslizando as mãos até o cós da minha calça de moletom cinza, deslizando o tecido. Levantei meu quadril para que Taehyung pudesse abaixa-la e, dobrei um pouco minhas pernas para trás, com se eu fosse ficar de joelhos para facilitar a retirada da peça.

Não tinha como tirá-la por completo, por conta da posição a qual nos encontrávamos, porém, Taehyung não parecia satisfeito em tê-la tirado só até a metade, e em um movimento rápido e bruto, ele levantou-se me colocando ainda mais em seu colo, onde eu tive que circundar sua cintura com minhas pernas para que eu não caísse.

Ele andou até minha cama, que era iluminada apenas pela luz da lua, e me colocou deitado no colchão, indo até a janela sem proferir uma palavra sequer e a fechando, juntamente com a cortina. Agora, o quarto era iluminado apenas pela luz um pouco fraca na lanterna em minha escrivaninha e nada mais. Taehyung voltou para a cama, e engatinhou até ficar por cima de mim, e voltar a me beijar com fervor, minhas mãos passaram a puxar seus fios castanhos, bagunçando ainda mais aquele cabelo sedoso e bonito, e cada puxão que eu dava, ele soltava um arfar.

Como se lembrasse o porquê dele ter nos conduzido até a minha cama, as mãos grandes foram novamente até as minhas calças, e sem demora ele a tirou do meu corpo, deixando-me apenas com minha cueca preta, que estava completamente encharcada pelo meu líquido pré-seminal. Eu já havia me tocado algumas vezes, mas nada se comparou, a Taehyung roçando sua bochecha em meu membro coberto pelo tecido fino. Arqueei minhas costas e mordi meu lábio inferior, podendo sentir o gosto ferroso tomar conta do meu paladar. Minhas mãos apertavam o lençol, antes arrumado, da minha cama, e eu não sabia mais dizer o que era aquele emaranhado de sensações deliciosas que eu sentia.

Taehyung parou de passar seu rosto em membro coberto pela cueca e completamente rijo, e usando as mãos magras e os dentes tirou lentamente o tecido, até que meu falo começasse a aparecer. A cabeça de meu pênis quase saltou para fora, porém, Taehyung interrompeu o ato, para deixar um beijo naquela região e eu estremeci em prazer. Ele começou a lamber a minha glande inchada e vermelha tirando cada vez mais gemidos manhosos e altos. Eu nunca havia sentido algo assim antes. Eu estava queimando, completamente.

Agora com a janela fechada, eu poderia afirmar com clareza que meu quarto estava quente e completamente abafado. Minha respiração parecia que iria falhar a qualquer momento e eu supri um grito quando senti minha cueca ser arrancada e Taehyung abocanhar todo meu membro sem aviso prévio. Eu havia me distraído em meus pensamentos, e quando senti a boca quente do mais velho contornar toda a minha extensão, eu novamente arqueei minha coluna, parecia até que eu iria quebrá-la.

— Me diga o que está sentindo agora, Gukkie. — Taehyung verbalizou de boca cheia e eu senti o metal em sua boca bater contra meu pênis. E a única coisa que saíra de meus lábios fora um gemido perante sua fala ousada. Eu não estava raciocinando direito no momento para pôr em ordem qualquer pensamento que viesse a ter sobre as sensações que Taehyung me fazia sentir. Talvez quando sua boca não estivesse mais cobrindo todo o meu pênis eu poderia respondê-lo com clareza.

— Ah! — Eu sentia que estava perto de meu limite, e quando meu membro tocou na garganta de Taehyung eu não consegui me segurar, derramando-me em sua boca, eu conseguia ver um pouco do meu líquido transparente escorrer pelo canto da boca de Taehyung, manchando o piercing dele com meu gozo.

Os olhos dele brilharam, estampando uma luxúria sem igual. Parecia olhos de um demônio, prontos para atacar sua presa e capturar sua alma. E era assim que eu estava me sentindo, Taehyung devoraria minha alma devagar, enquanto me fazia sentir prazer. Se ele realmente fosse um demônio, essa seria uma boa forma de ter sua alma devorada e eu deixaria que ele a fizesse da forma mais lenta possível, para que eu aproveitasse ao máximo.

Taehyung tirou sua blusa após engolir todo o meu líquido, e jogou-se em cima de mim, atacando meus lábios, fazendo com que eu sentisse pela primeira vez como era o gosto de um esperma. Meu esperma. Eu nunca tinha sequer lambidos meus dedos após uma masturbação, e senti-lo pela boca de Taehyung era deveras delicioso. Eu me sentia no paraíso, sucumbino cada vez ao pecado que era ter Taehyung em cima de mim me dando prazer.

O dorso desnudo do mais velho, causava um atrito maravilhoso, nossas peles suadas deslizando uma na outra me deixava com vontade de gozar mais uma vez e eu podia sentir meu membro endurecendo novamente a cada chupada que Taehyung dava em minha língua quente. Porém, eu ainda queria mais. E pensando nisso, afastei um pouco o Kim, desgrudando nossas bocas e fazendo com que ele soltasse um resmungo de desaprovação.

— O que foi? — Perguntou ofegante, levantando os olhos amendoados e me fitando. Eu estava igual ou até pior do que Taehyung, meu peito subia e descia freneticamente, enquanto minha respiração batia contra o rosto amorenado a minha frente. Ele esboçava uma expressão confusa, que eu logo tratei de tirar.

— Isso está maravilhoso, mas eu sei que você ainda tem muito mais para me mostrar. — Geralmente, eu não era tão ousado assim, e em qualquer outra ocasião eu não pediria por mais. Se bem que, eu nunca nem tinha passado de um selinho, Taehyung estava sendo meu primeiro em tudo e eu estava adorando isso.

— Esperto, tenho ainda algumas coisinhas que você vai adorar para por em seu trabalho. A melhor de todas ficará por último. — E eu já quase conseguia imaginar qual era essa última sensação. Eu tinha um pouco de medo dela, mas eu estava com tanta vontade, que eu iria até o fim para conhecer todas as sensações e prazeres que meu corpo precisava. Nem era mais por conta do trabalho que eu tinha que entregar na segunda-feira, e sim, por eu estar adorando sentir cada uma das reações diferentes que meu corpo emitia a cada toque feito por Taehyung.

Taehyung tirou os sapatos e as meias, e desafivelou o cinto que prendia sua calça jeans abrindo o único botão e suspirando um pouco aliviado. A canhota levantou minha perna e de forma firme apertou minha coxa. A boca dele fora de encontro a carne, mordendo-a sem delicadeza alguma, chupando cada parte e descendo cada vez mais até virilha. Eu me sentia um pouco exposto por causa da posição. Minha perna esquerda estava completamente levantada, e Taehyung tinha a visão perfeita de meu buraco pulsante, clamando por atenção.

A língua morna fora descendo até minha entrada, e eu gemi novamente ao sentir o músculo molhado tateando meu ânus. Taehyung enrijeceu a língua e a penetrou com cuidado em meu buraquinho apertado e imaculado, a sensação de invasão dominava minhas parede internas, tentando expulsá-lo de dentro de mim. Mas eu não ia deixar, contria meu ânus e senti Taehyung arfar abafado ao ter a língua sendo presa, ele começou a estocar devagar, lambendo minha entrando, entrando e saindo. Era real, eu ia enlouquecer e Taehyung seria o culpado.

Uma dor horrível invadiu todo meu corpo quando eu senti seu indicador adentrar meu buraco, dividindo o espaço com a língua quente dele. Minha boca estava completamente judiada e os nós dos meus dedos ficavam brancos à medida que eu apertava o lençol da minha cama. Aos poucos a dor foi passando e quando eu achei que não a veria nunca mais, Taehyung enfiou o dedo médio, e tirou o músculo do meu ânus. Ele passou apenas a lamber minha entrada, enquanto entrava e saia de meu interior, abrindo e fechando os dedos, como se fossem uma tesoura. O mais velho me alargava cada vez mais, até que eu pude sentir o anelar, e a dor que veio junto a esse dedo era horrível, eu conseguia suportar pois sabia que logo passaria.

— Está gostando, uh? — Taehyung me perguntou, olhando com os olhos banhados de desejo. Eu me sentia como uma presa sendo abatida após longas horas de caça. Eu era o coelho indefeso, e Taehyung a raposa astuta e inteligente. Eu não conseguia falar nada, e assenti, sentindo os três dedos deles entrarem e saírem de meu ânus, abrindo-me cada vez mais. Eu podia sentir a textura de seus dedos longos tocarem as paredes internas de meu buraquinho, e cada estocada que Taehyung dava, eu soltava um gemido manhoso.

Taehyung saiu de dentro de mim, e eu reclamei por sentir-me vazio, ele apenas riu e passou a tatear os bolsos da calça a procura de algo que eu logo reconheci como a camisinha. Ele jogou o objeto de plástico metálico em cima de mim, e eu entendi que era para que eu abrisse. Enquanto eu rasgava o pacotinho com os dentes, Taehyung livrava-se das peças de roupas que ainda lhe restavam. Salivei quando vi seu membro ereto saltar para fora, em minha direção.

— Me chupa! — Ele estava de joelhos, e me puxou pelos braços, fazendo com que eu ficasse de quatro, encarando seu pênis rijo bem na minha frente. Sem pensar muito eu o obedeci, queria poder sentir seu gosto assim como ele havia sentido meu. O membro dele era um pouco maior que o meu, e eu tive certa dificuldade em abriga-lo completamente dentro de minha boca.

Minha falta de experiência me deixa um pouco apreensivo quanto ao que fazer, e como se ele percebesse meu nervosismo, sua destra fora de encontro até a minha cabeça, e passou a ditar o movimento do boquete. Ele fodia minha boca e arfava, deixando seu timbre grosso escapar e ecoar por todo o quarto abafado. Eu quase não conseguia enxergar, pois a luz da lanterna começava e ficar fraca, como se fosse acabar a qualquer momento e nos inunda em um breu completo.

Taehyung mexia o quadril para frente e para trás, enquanto segurava minha cabeça agarrado aos meus fios negros e engrenhados. A movimentação ficava cada vez mais rápido, e o barulho da cabeceira da minha cama se chocando contra a parede podia ser ouvido em claro e bom som. Provavelmente que passasse pela minha casa saberia o que estava acontecendo. E eu não me importava nenhum pouco. Fora ele mesmo quem interrompeu o ato, deitando-me novamentente na cama e depositando um breve selinho em meus lábios.

— Me dá a camisinha, Gukkie. — Pediu com a voz grossa, soando firme e autoritária. Eu tateei o colchão em busca do pacotinho e quando o encontrei, coloquei em sua mão estendida. Ele logo tratou de encapar o membro e deitou-se sobre meu corpo. — Vai doer um pouquinho, mas depois você irá sentir a melhor das sensações. Confia em mim?

Eu não deveria confiar em alguém que eu acabei de conhecer, mas eu confiava e como confiava. Não tinha como não confiar ele, sendo que eu estava completamente nu, em minha cama prestes a transar com um garoto que havia invadido meu quarto em meio a um apagão em todo o bairro. Acenei para ele usando apenas a cabeça, e antes que ele pudesse prosseguir, ele deixou outro selinho em meus lábios. Logo depois, senti sua glande sendo posicionada em minha entrada e eu travei um pouco, com medo da dor que eu viria a sentir a seguir.

— Calma. Relaxa, que já já você sentirá o prazer de verdade. — Ele falava de forma doce, e aos poucos ia adentrando meu ânus. Apertava meus olhos com força, e sem pena alguma eu mordia meu lábios. Taehyung vendo que eu estava um pouco desconfortável, me beijou. Começamos um ósculo calmo, muito diferente dos anteriores, nossas línguas apenas dançavam uma com a outra. — Pronto. Quando você se acostumar me diga. — Ele interrompeu o beijo, e eu senti que Taehyung estava completamente dentro de mim. Um ardor horrível me invadia e eu tinha certeza que essa parte eu cortaria do trabalho.

Acho que ficamos pelo menos uns três minutos sem nos mover, e quando eu senti que estava preparado, movi meu quadril um pouco e Taehyung entendeu o que eu queria com isso. Ele sorriu de canto e atacou meus lábios com a luxúria ardente de outrora, e começou a entrar e sair do meu buraco. Os som dos nossos corpos chocando-se um contra o outro era gosto de se ouvir e eu gemia, era um misto de dor e prazer que eu estava sentindo e confesso que era muito delicioso.

Taehyung fazia várias caretas sempre que estocava-me, e arfava junto a mim. Ao contrário dele, eu gemia manhoso e arranhava suas costas cobertas de tatuagens. A boca machucava dele sangrava e banhava todo o piercing de metal. O gosto de ferro que saia do meu lábio inferior, misturava-se com o dele e eu me senti como um verdadeiro vampiro. Minhas mãos maltratavam suas costas, e eu sabia que no dia seguinte aquela região estaria ardida. No momento, parecia que nem eu nem o Taehyung nos importavamos muito com isso e apenas aproveitamos o contato de nossos corpos suados chocando-se um no outro.

— Aish… Tae! — Gemi quase gritando quando sua canhota começou a me masturbar no ritmo das estocadas. Taehyung era incrível e sabia o que estava fazendo. Eu nunca agradeci tanto por alguém ter entrado pela minha janela como eu estava fazendo agora. Arqueei completamente minhas costas quando senti um ponto ser brutalmente tocado pelo pênis de Taehyung.

O mais velho surrava minha próstata sem piedade, cada vez mais certeiro e preciso, aumentando o ritmo do vai e vem e me deixando deveras maluco. Minha sanidade tinha esvaído-se por completo. Meu corpo todo suave, minha franja escura grudava em minha testa e meus gemidos saiam cada vez mais altos e sôfregos. Quase chorei quando Taehyung saiu de dentro de mim, sentindo aquele vazio novamente me preencher, igualmente quando ele tirara seus dedos.

— Vira, Jeongguk. — Obedeci. Virando e ficando de quatro para ele. Minha bunda estava completamente empinada em sua direção, e com a cabeça virada pude ver Taehyung lamber os lábios e logo o som de um estalo se fez presente no cômodo. Com certeza no dia seguinte ficaria a marca dos cinco dedos dele em minhas nádegas. — Caralho, você é muito gostos. — Após ouvir isso, meu ego subiu quase que por inteiro, e eu fiz questão e empinar ainda mais minha bunda, quase colando-a no rosto amorenado.

— Vai, hyung, me fode mais. — Afinei um pouco minha voz, deixando em um tom ainda mais manhoso, tentando fazê-lo ficar ainda mais maluco do que eu sabia que ele já estava. Taehyung xingou-me por isso, e com certa brutalidade penetrou-me novamente. Sua canhota apertava minha cintura com força, enquanto a destra embrenhava-se em meus fios pretos e os puxava para trás. Em estava completamente em suas mãos. Literalmente.

— Aish! Puta que pariu Jeongguk. — Taehyung estocara mais algumas vezes, e quando percebeu que meu corpo tremelicava, voltou a masturbar-me, continuando com as estocadas em meu interior, sempre atingindo meu ponto precioso. Não demorei em derramar-me em sua mão, gozando pela segunda vez naquele dia.

Meu corpo estava fraco, mas eu me forcei a continuar na mesma posição para que Taehyung também pudesse gozar. Ele estocara mais algumas vezes caindo em seguida por cima de meu corpo. Ambos exaustos e completamente ofegantes. Deitei-me em minha cama e Taehyung fez o mesmo, aninhando-se em meu corpo como um coala. Ele saiu de dentro de mim, e com uma agilidade invejável, ele deu um nó na camisinha e a jogou no chão do meu quarto.

— Jeongguk. — Ouço sua voz grossa sair baixa, próximo ao meu ouvido, e respondo com um “hum”, abraçando o corpo dele em seguida, aproveitando aquele contato doce. Meu quarto cheirava a sexo e eu não achava de todo o ruim, eu estava na verdade, completamente satisfeito com a minha primeira vez. — Agora você tem conteúdo para o seu trabalho.

— Sim, graças a você, Tae. — Respondi sorrindo, mesmo que ele não pudesse ver por conta do escuro. A lanterna quase não iluminava mais nada no quarto, e eu preferia assim. Estava aconchegante. — Amanhã irei fazê-lo, e acho que consigo tirar um dez.

— Isso é ótimo. Eu fico feliz em poder ter te ajudado. — Pelo seu tom de voz, era notável o quão cansado ele estava. Também, Taehyung havia passado por coisa demais e eu estava um pouco preocupado com ele. Ele havia dito mais cedo, que tinha medo de dormir e acordar com seu pai o agredindo.

— Você quer dormir aqui? Não precisa voltar para sua casa hoje. — Falei enquanto acariciava os fios castanhos, colocando alguns no lugar, e tirando outros da testa acobreada, para que não irritasse os olhos bonitos enquanto este dormia.

— Eu posso? — Ele perguntou com um fio de esperanças. Se eu pudesse não o deixaria voltar para aquela casa nunca mais.

— Pode!

— Jeongguk.

— Sim?

— Obrigado.

Dito isso, Taehyung adormeceu, e eu ainda fiquei algum tempo o observando ronronar sereno e baixinho deitado em meus braços, enterrando a cabeça na curvatura do meu pescoço. Quem o visse dormindo assim, pensaria que ele não tinha preocupações nenhuma. E eu queria que ele realmente não tivesse.

[...]

No dia seguinte eu acordei meio atordoado, procurando pelo corpo quente de Taehyung, mas, o que eu encontrei fora o completo vazio deixado no lado que ele havia dormido. Minha janela estava aberta, e eu sabia que ele tinha saído por ela, assim como entrou na noite passada. Levantei com um pouco de preguiça e a primeira coisa que fiz foi andar até a escrivaninha. Estava tudo igual, exceto pelo meu caderno que estava aberto em sua última página, e nele estava escrito algo em letras muito bonitas, que eu julguei ser do Kim.

“Espero que tire dez em seu trabalho na segunda.E, muito obrigado por ter me deixado ficar em sua casa essa noite. Espero poder entrar mais vezes por sua janela.”
K.TH.

Uma semana havia se passado desde que eu conheci Taehyung, e eu não obtive uma notícia sequer dele. Eu estava começando a ficar agoniado, com medo do que poderia ter acontecido a ele após voltar para casa.

Na segunda-feira eu havia entregado o trabalho ao professor Choi, e sem surpresas eu tirei meu primeiro dez em biologia. Meus pais ficaram deveras orgulhosos comigo e eu contei a eles o que tinha acontecido na noite de sábado. Minha mãe ficou apreensiva com medo do que o senhor Kim poderia fazer com o Taehyung, mas ela não tinha coragem alguma para ir até aquela temida residência. Meu pai até chegou a perguntar para alguns vizinhos se eles haviam visto Taehyung, mas a resposta era sempre negativa.

Era novamente sábado, e eu não tinha absolutamente nada para fazer, eu não tinha ideia de onde Taehyung estava, e se ele estava bem. Ninguém sabia de nada, e isso me preocupava completamente. Minha janela estava aberta como sempre, e apenas a luz do meu abajur iluminava meu quarto. Quase nada, já que ela servia apenas para iluminar minha escrivaninha. Mas como a uma semana atrás a luz da lua brilhava, clareando parte da minha cama, onde eu estava deitado, fitando o teto sem graça do meu quarto.

Eu estava quase dormindo quando ouvi um barulho e sorrindo virei-me para o lado, vendo a silhueta que tanto esperei que adentrasse novamente meu cômodo, assim como fora feito a uma semana atrás. Ele parecia bem, o corte em sua boca não era mais visível, assim como o da sobrancelha, e rápido, sentei-me na cama, vendo o sorriso retangular ser direcionado para mim.

— Taehyung!

— Oi, Jeongguk.  

30 de Junio de 2018 a las 21:36 1 Reporte Insertar 5
Fin

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Guelbs ♡ 「가브리엘라」♡ — ♡; Tɑekook 〗

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Kim Maddie Kim Maddie
❤️❤️❤️❤️
2 de Julio de 2018 a las 14:08
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