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Alex nasceu condenado a pobreza e viveu boa parte de sua vida nela, mas com a benção do Guardião da Luz, sua vida mudou para o melhor, saindo direto do mundo dos não abençoados para a nobreza e tendo a chance de seguir seus sonhos. Tudo isso acaba quando uma pessoa aparece ferida e sem memória em seu jardim, ao resgatá-lo, Alex jamais pensaria que todo o mundo que conhecia iria desmoronar na sua frente e passaria de um futuro guerreiro a um criminoso foragido em poucos dias. Então, junto a inusitados companheiros, precisa correr de um reino que o quer morto para recuperar a memória de um desconhecido antes que seja tarde.


Fantasía Épico Sólo para mayores de 18.

#boys-love #magia #258
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Capítulo 1

No condado de Solarion, que pertence ao reino de Astor, qualquer um que não fosse abençoado por um dos Guardiões, era considerado menos que lixo, um pária na sociedade. Já os que a recebessem, quanto mais influente fosse o Guardião que deu a sua marca, mais bem tratado e com uma melhor vida ficaria. Muitos viravam grandes nobres, só sendo considerados menos importante do que o próprio rei, que em seu nascimento recebeu não só uma, mas cinco bençãos diferentes e virou uma lenda.

Os pais de Alex receberam bençãos menores e puderam viver uma vida tranquila por vários anos, trabalhando no campo e se sustentando como podiam, até que o garoto nasceu sem uma marca e foram jogados na sarjeta. Não conseguiam emprego, nem ajuda, todos os que os viam em seus farrapos sabiam quem eram e os tratavam horrivelmente. Alex cresceu cercado do ódio da sociedade, recebendo insultos e até agressões físicas, que sequer podia revidar. Atos de rebeldia de escórias como ele o fariam acabar morto por um guarda em um piscar de olhos. Mas, apesar de tudo, o amor de seus pais compensava, eles não deixariam de amá-lo só por ter nascido daquele jeito.

Então houve um belo dia de sol, considerado um dos mais quentes da história, todas as crianças da cidade que podiam estavam nadando no grande rio próximo ao castelo e as pessoas caminhavam em suas roupas de calor reclamando do cheiro de podridão que subia do bairro dos não abençoados, uma favela degradada de casas mal construídas. Um rumor sobre um oráculo ter avisado ao rei que algo grande aconteceria naquele dia também corria de boca em boca.

E quando o pôr do sol já estava para terminar dando lugar a noite, uma grande luz, que iluminou boa parte da cidade, surgiu em cima da casa de Alex. Guardas correram para lá e puderam testemunhar a marca do Guardião da Luz, o protetor de Solarion e considerado o Guardião mais importante de todos, aparecer no garoto que acabara de completar oito anos.

Imediatamente Alex foi levado a presença do rei junto a seus pais, pensou que seria castigado ou até morto, mas, no lugar da lâmina afiada de um carrasco, havia um belo banquete e o rei em pessoa lhes esperando. Banharam-se, foram vestidos com roupas nobres e arrumados e sentaram junto ao grande governante. Alex nunca esqueceu o sorriso radiante daquele homem, que brilhava mais do que todas as suas joias que ele usava, e da presença tão imponente que poderia fazer qualquer um se ajoelhar diante de si.

Depois de longos anos, finalmente temos o nosso grande Guardião abençoando o reino novamente. ─ Foi o que o rei disse e após isso, a vida do garoto de cabelos loiros e olhos azuis-escuros, mudou radicalmente.

Sua família saiu do bairro dos párias e foi colocada numa mansão branca e azul no bairro dos nobres mais importantes. Seu pai virou parte do conselho da cidade, que decidia boa parte das coisas em Solarion, problemas menores que não precisavam incomodar o rei para serem resolvidos, preferiu focar na parte da agricultura, algo que conhecia bem. E a mãe começou a trabalhar na maior loja de roupas da cidade, não que precisasse, ela apenas queria fazer algo e qualquer emprego estava a sua disposição.

Alex recebeu tutores, que o ensinaram a ler e escrever e o próprio mago pessoal do rei fez o seu teste de aptidão. Um teste que decidiria para qual caminho sua energia espiritual seria melhor direcionada, a maioria o fazia aos quatro anos numa grande cerimônia no castelo, mas não teve essa oportunidade antes. Haviam pedras de diferentes cores que representavam ofícios, desde os mais importantes até os mais simples, tocaria em uma por uma até que uma delas reagisse a sua energia e indicasse ao que estava apto.

O garoto, desde cedo, havia sonhado em ser um guerreiro, via os guardas da cidade e se imaginava tendo armas e armaduras como a deles, contudo, diferente deles que protegiam a cidade o tempo todo, sairia em grandes aventuras mundo a fora derrotando monstros e sendo aclamado por suas conquistas. Mesmo antes de ser abençoado, decidira que um dia iria embora de Solarion e viraria um guerreiro solitário, com apenas uma espada e o sonho, pensava que talvez assim conseguisse respeito apesar de ser daquele jeito.

Contudo, a benção veio e lhe deu a chance de virar um soldado real, nobre e poderoso. Quando ficou diante das pedras, rezou aos Guardiões para que a vermelha acendesse, infelizmente, suas preces não foram ouvidas e a vermelha permaneceu escura em suas mãos. Passou para a próxima, a pedra amarela do mago e uma luz ofuscante encheu a sala. Todos ficaram felizes, magos eram muito respeitados e poderiam ter grandes participações tanto no castelo quanto em outros lugares, incluindo em guerras, mas Alex não gostou do resultado.

Que grande felicidade, um mago de luz. ─ O Grande Mago do rei, Joran, sorriu, era um homem já velho, com uma vida de grandes feitos e uma sabedoria imensa. ─ Você, meu garoto, tem um poder incrível. ─ Apoiou a mão no ombro de Alex, luz era um dos elementos mágicos mais poderosos, que poderia mudar rumos de batalhas num único feitiço.

Queria ser um guerreiro. ─ Alex falou decepcionado, sua teimosia soando na voz com firmeza.

Não tem problema treinar espadas, mas você nunca será como alguém que nasceu para isso, então não desperdice seu talento em coisas inúteis. ─ O mago já tinha visto aquela cena diversas vezes, crianças sonhadoras que desperdiçavam tempo e esforço no que não tinham nascido para ser. Algumas conseguiam se sobressair, mas a maioria só se frustrava.

Alex foi levado para casa depois dos pais conversarem com o mago, que lhes deu um cajado de madeira com uma pedra flamejante para ser entregue como presente quando eles quisessem ou quando o garoto achasse estar pronto. E, no dia seguinte, após insistir muito, Alex conseguiu uma tutora para começar a treinar combate e uma espada especial e pensou que finalmente estaria no caminho para virar o guerreiro, só não sabia quão longo aquele caminho poderia ser.

Os anos se passaram rapidamente, cresceu entre nobres, frequentando suas festas e virando amigo deles, na medida do possível, sempre sendo admirado por sua benção. Muitos insistiam em ver a marca e suspiravam de surpresa e inveja quando a mostrava, parecia ser o único que não achava o símbolo impressionante. Eventualmente, o lugar de onde tinha vindo se tornou um sonho distante de uma vida que nem parecia sua, o cheiro de lixo estava longe de sua porta e os guardas não mais o xingavam ao passar e sim cumprimentavam com respeito. Sua mãe e pai não podiam estar mais felizes em verem o filho com um futuro garantido e glorioso.

E finalmente o seu aniversário de dezoito anos estava próximo, onde teria que escolher uma das Academias para poder estudar e se especializar em algo. O pai tentava lhe fazer pensar na Academia de Magos, onde poderia finalmente usar seu dom, que parecia querer sair a força de tão acumulado e mal utilizado, ocasionalmente havia algumas explosões de luz que causavam pequenos transtornos e na maior parte das outras, o garoto conseguia curar doenças como resfriados e cortes não muito profundos só pelo toque. E, raramente, seu corpo começava a brilhar.

Mas Alex tinha decidido pela Academia de Guerreiros, onde aprenderia com os melhores a manejar diversas armas e talvez conseguisse aprender a se defender também. Sua defesa era triste de tão fraca, a instrutora sempre o derrubava sem muito esforço. O condicionamento físico também não ajudava, cansava rapidamente e a espada longa não demorava a pesar em suas mãos calejadas. Toda noite precisava curar as feridas que o cabo fazia, chegava a pensar que ele não queria que o segurasse.

E, mais uma noite, depois de um jantar com os pais em que eles continuaram falando animadamente sobre sua chegada a idade adulta e o quanto se orgulhavam do filho, Alex entrou no seu quarto e deitou na cama. O corpo inteiro doía dos treinamentos, virou-se lentamente e encarou a espada pendurara, o aço da lâmina brilhava iluminado pelas orbes de luz presas em castiçais que serviam de lâmpadas, fechou a mão em punho e sentiu as feridas doerem.

Eu sou tão ruim que você não me suporta? ─ Perguntou sem desviar o olhar da arma, um vento frio sobrou em seu rosto vindo da direção da janela próxima a um mostruário de vidro colocado numa cômoda, onde o cajado havia ficado guardado desde o dia que o mago o deu. ─ Não vou desistir. ─ Caso deixasse de lado seu sonho, trairia a si mesmo.

Fechou os olhos e se concentrou, sentiu um calor surgir em seu peito e passear pelo corpo até as mãos envolvendo-as amavelmente, quando os abriu de novo, as feridas haviam sumido e boa parte da sua fadiga também. Alex levantou da cama e foi até a janela observar o jardim que cercava a mansão, parecia meio morto desde que o último jardineiro foi embora.

Olhava as flores azuis favoritas de Lisley e Horin, seus pais, quando uma espécie de tremulação, bem parecida com o calor que subia das pedras da rua no verão, surgiu no ar um pouco acima dos arbustos. Logo, esse tremor virou um fio fraco de luz, que se abriu jogando o que parecia um corpo com violência no chão e sumiu logo depois. Alex ficou paralisado por alguns segundos, até que o volume escuro se moveu e decidiu tomar uma atitude, saiu correndo pelos corredores depois de pegar um lampião, ignorou os serviçais e até sua própria mãe, que foi atrás dele.

Chegou ao jardim e começou a procurar, encontrou o desconhecido e o iluminou, não escondeu a própria surpresa ao ver o que parecia uma criança desmaiada, vestido com roupas chamuscadas e sangrando por diversos ferimentos. Ajoelhou-se ao lado dele e atestou que ainda respirava, mas cada vez mais fraco.

Alex, o que aconteceu? ─ Lisley surgiu em pé atrás de si e cobriu a boca com as mão de susto quando viu a criança ferida. ─ Pelos Guardiões, quem é esse? ─ Perguntou se afastando do que achava ser um cadáver.

Não sei, apareceu no meio do ar e caiu aqui. ─ Alex resumiu enquanto virava o pequeno corpo para tentar ver a extensão dos ferimentos. ─ Mãe, ela está morrendo, vou levar pra dentro. ─ Pelo rosto pequeno e delicado deduziu ser uma garota. Pegou-a no colo e correu de volta para a mansão, com sua mãe atrás.

Levou ela até um dos quartos de visitas e a deitou na cama, o lençol foi quase completamente sujo de sangue. Horin não demorou a aparecer para saber o que acontecia, junto de alguns empregados.

Precisamos de um curandeiro. ─ O homem loiro e alto disse, pediu para uma das serviçais que estavam ali e procurar alguém que atendesse aquela hora.

Eu vou tentar. ─ Alex falou e deixou os pais assustados, podia saber se curar bem e até conseguir curar pequenos cortes ou uma dor de cabeça de outras pessoas, mas algo naquela escala poderia ser perigoso.

Tem certeza? Você não controla bem seus poderes meu amor, melhor esperar o curandeiro. ─ Lisley tentou lhe impedir, não queria que seu filho fosse o responsável pela morte de alguém.

Ela vai morrer antes disso. ─ Alex podia ver a vida se esvaindo daquele corpo pequeno junto ao sangue, como um futuro guerreiro que protegeria os mais fracos, precisava ajudar. ─ Se afastem. ─ Assim que seu pedido foi acatado, ergueu os braços por cima da garota e respirou fundo.

Concentrou sua energia de cura mais uma vez, contudo, aumentou a dose e esta quase queimou sua pele, fumaça começou a sair de si. Fez com que ela seguisse pelo caminho já conhecido de seus braços e parasse em suas mãos, que foram envoltas por uma luz cálida. Pensou em encostar na pessoa ferida, mas algo em sua mente disse que seria melhor se só soltasse o feitiço de longe e assim o fez.

A luz percorreu o ar dançando em curvas até chegar no alvo, passou por todo o corpo e o ergueu um pouco da cama, sumiu por entre as roupas e depois de algum tempo de espera apreensiva, começou a curar os ferimentos mais graves. Alex assistiu com alívio e concentração redobrada os grandes cortes irem se fechando lentamente.

Depois de quase três minutos naquela situação, começou a suar e a perder o controle da magia, respirava pesadamente e sua visão ia ficando turva. Por fim, não aguentou mais e caiu de joelhos no chão fadigado, o cansaço que sentiu era duas vezes maior que o dos treinos e seu sangue e músculos ferviam nos braços. Os pais correram para lhe socorrer.

Tudo bem? ─ Horin o ajudou a se levantar e sentar na beirada da cama, Alex encarava as próprias mãos vermelhas ainda expelindo uma fumaça branca.

Sim, não achei que fosse tão difícil. ─ Deu uma respirada profunda e sua visão escureceu por isso, tinha sorte de já estar sentado

Virou-se com medo para a desconhecida, achando que havia matado ela por não conseguir lhe curar, o que achou foi uma pessoa dormindo tranquilamente, fora das garras da morte. As feridas foram fechadas quase completamente, mas deixaram cicatrizes e algumas partes em carne viva bem visíveis nos rasgos das roupas.

Você conseguiu. ─ Lisley bagunçou seu cabelo amavelmente. ─ Agora, resta saber quem é essa. ─ Trocou olhares preocupados com Horin, quem quer que fosse, deveria ter passado por momentos bem ruins.

O curandeiro chegou pouco depois e ficou sozinho no quarto para fazer um exame geral, não gostava de trabalhar com tumulto, demorou bastante. Enquanto esperava no salão, Alex era encarado pelos empregados com mais admiração ainda depois de seu feito, eles nunca tinham testemunhado tamanho poder de cura.

Por fim, o homem baixo apareceu para lhes dizer o seu parecer, carregava um cajado branco com uma pedra verde que emanava um poder bem potente, não era um curandeiro qualquer, já que trabalhava para nobres e as vezes até para moradores do castelo. Seus óculos redondos escorregavam pelo nariz conforme ia falando.

Não existe mais risco de morte, seu filho foi muito bom na cura. ─ Sorriu para Alex que correspondeu envergonhado, havia diferença em ouvir isso de uma pessoa qualquer e de um especialista, um sentimento de orgulho o atingiu em cheio, queria ouvir mais, mas acabou por se despedir alegando cansaço e subiu para dormir. ─ O máximo que vai sobrar nele são as cicatrizes mesmo, tentei amenizá-las para que não ficassem tão feias. ─ Finalizou depois do jovem loiro sair e viu uma certa surpresa no rosto dos presentes. ─ Aconteceu algo?

O senhor disse “ele”? ─ Lisley questionou, não importava como tivesse olhado, no escuro ou na luz, via uma garota ali.

Sim, ele. Também achei que fosse uma moça, mas depois tive certeza que não. ─ O exame precisava ser feito fisicamente também, então acabou tendo que despir o desconhecido.

Bom, tem uma estimativa de quando ele vai acordar? ─ Horin pulou para as partes importantes, precisavam saber quem aquela pessoa era e o que o fez chegar ali.

Não sei dizer, ataques de magia ainda estão surtindo efeito no seu corpo, tanto que sua pele parece estar se modificando. ─ Confessou depois de recordar das vezes que viu o que pareciam símbolos começando a surgir na pele do garoto e sumindo antes que pudesse decifrá-los. ─ Quem quer que seja, teve uma batalha bem difícil antes de chegar até vocês. ─ Os rastros de magia que ainda restavam indicavam fogo, água e até feitiços obscuros ao conhecimento do curandeiro.

Tão pequeno... ─ Lisley falou distraidamente imaginando como uma criança feito aquela entraria em qualquer tipo de batalha mortal. ─ Ele tem algum marca? ─ Lembrou-se de perguntar, precisavam saber antes de mantê-lo em sua casa, um pária jamais poderia ficar ali, seria contra a lei.

Do Guardião do fogo, no ombro. ─ O curandeiro a identificou no meio de um corte meio cicatrizado, parecia um pouco apagada nas pontas, mas era real.

Ainda bem. Então vamos cuidar dele. ─ O coração da mulher teria se partido se tivesse que entregar alguém naquele estado a própria sorte, assim como se partia sempre que lembrava das pessoas pobres e doentes que tinham ficado no bairro dos não abençoados e que não podia ajudar.

Muito obrigado por ter vindo senhor. ─ Horin pegou um saco de moedas de ouro do bolso e pagou o serviço dele.

Caso precisem podem chamar, mesmo que tenham seu curandeiro pessoal em casa, esse garoto daria um ótimo mago de cura. ─ Falou, o trabalho de Alex, mesmo um tanto amador por ter deixado as cicatrizes tão abertas, havia sido crucial para manter a criança viva. Se lapidasse o talento, faria coisas incríveis.

Ele é incrível em tudo que faz. ─ Lisley disse, orgulhosa pelo filho que tinha. Mas havia uma pontada de desapontamento pelas escolhas que Alex fizera.

─ Me retirarei então, boa noite para os senhores. ─ O curandeiro se despediu e foi levado pelos empregados para a saída, deixando o casal sozinho.

Queria tanto que o Alex abraçasse o próprio dom. ─ A mulher de cabelos escuros e olhos tão azuis quanto os do filho suspirou pesarosamente, um mago de luz teria mil vezes mais prestígio que um guerreiro qualquer que sequer sabia usar magia na arma.

Alex não conseguia canalizar seus poderes na espada para usar feitiços nela, sempre tentava e era repelido ou a espada voava longe.

Não podemos interferir nas decisões dele, só Alex pode construir o futuro que quiser. ─ Horin abraçou a esposa, também gostaria que o garoto pudesse aproveitar o que possuía em abundância, mas jamais diria que ele não poderia fazer outra coisa, pelo contrário, o incentivaria a perseguir seus sonhos até o fim.

Alex estava parado em pé no meio do quarto, ainda sentia o corpo queimar e não parava de pensar no que havia feito, realmente salvara uma vida com seu poder de cura. Encarou as palmas imaginando tudo que elas poderiam fazer, sua mente começou lhe mostrando grandes ataques com uma espada envolta em luz, destruindo inimigos no piscar de olhos enquanto se movia sempre em frente sem medo ou erros.

Contudo, uma imagem lentamente se formou, no lugar da espada, existia o cajado em sua mão e quando o erguia, fazia o tempo mudar, raios caírem, inimigos serem dizimados e virarem pó e aliados serem curados num piscar de olhos. Seus sentimentos diante daquilo o deixaram perdido, não podia voltar atrás na decisão de entrar para o exército como guerreiro, tinha treinado por anos para isso e não queria que fosse um desperdício de tempo.

Enquanto pensava isso, não notou que suas mãos estavam coladas no vidro do mostruário do cajado, assustou-se ao vê-las ali e se afastou. Apontou irritado para o objeto, os dedos trêmulos.

Jamais vou querer você. ─ Sentenciou decidido, a vida era sua e escolheria como vivê-la, não deixaria pedras brilhantes lhe dizerem o caminho.

Deitou na cama para finalmente poder dormir, os pensamentos de guerras foram trocados para o rosto da desconhecida, que descansava no andar de baixo. Tentava adivinhar quem seria ela e como acabara tão machucada, talvez fosse uma aventureira que lhe contaria seus grandes dias de aventuras quando acordasse, caçando orcs e matando monstros nas florestas, parecia difícil levando em conta o tamanho e a fragilidade aparente dela. Poderia ser uma exploradora, que partira para conhecer os continentes e escrever histórias que nenhum outro explorador encontrara antes, quem sabe estivesse em um grupo, que a estava procurando naquele momento.

Alex queria que ela acordasse de uma vez e lhe contasse o porquê apareceu num portal em sua casa, poderia ser o sinal do início da sua própria aventura, a mensageira que traria sua missão para que pudesse trilhar o caminho de um herói e ser lembrado por anos em lendas e canções. Sorriu sozinho, não fazia mal acreditar nas histórias.

Acabou adormecendo pouco depois, envolto em sonhos sobre monstros e continentes desconhecidos. E um bem esquecível sobre um gato preto com um olho azul, que lhe encarava de cima de um muro qualquer.

29 de Junio de 2018 a las 16:40 0 Reporte Insertar 0
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