A slice of love Seguir historia

sonumber Nana Li

Chanyeol é o tipo de pessoas que cai de cabeça em romances. Foi assim com Yifan, e com Kyungsoo. Mas Yifan era perfeito demais e Kyungsoo era perfeito de menos. Baekhyun, então, era demais para um Chanyeol só. Que dirá de Jongin, Sehun, Minseok e todos os outros? Essa é a história de cada romance real e intenso, sobre cada uma das metades de laranjas que carregam um pouquinho do amor de Chanyeol por aí. [vários couples][krisyeol][uma história por capítulo]


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#slice-of-life #kpop #exo #chanyeol #krisyeol #Wu-Yifan #Vários-casais #Next--Chansoo
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Yifan e Chanyeol foram um belo casal

 Notas iniciais: Olá! Como vão? Bem? Espero que sim!

 Essa fanfic estava parada há séculos nos meus docs, mas resolvi que tinha que botá-la aqui, trazer um conteúdo novo para o Inkspired antes de botar minhas antigas fanfics aqui.

 Um aviso: Essa é fic é sobre todas as pessoas que já passaram pela vida do Chanyeol. Cada capítulo será uma pessoa diferente. Pode ser que cada capítulo tenha um formato ou uma particularidade diferente. Aliás: Não concordo com a conduta ou os ideais de NINGUÉM nessa fanfic, eu apenas retrato os personagens como pessoas distintas e distantes da minha realidade.

 Espero que gostem!


   Yifan e Chanyeol foram um belo casal.

   Eram daqueles que se amavam tanto que nem parecia que não tinham nascido um para o outro. Andavam juntos de mãos dadas, tomavam da mesma garrafa d’água. Atravessavam o campus inteiro como se fossem só alguns poucos passos, só para verem os rostinhos alegres um do outro. Por tudo isso, Chanyeol e Yifan eram o casal mais bonito de todo aquele mundo.

   Yifan tinha esse sorriso bobo que se abria, ainda mais bobo, quando Chanyeol estava ao seu redor, gravitando. E ambos altos, bonitos e um tanto quanto idiotas, combinavam entre si. Chanyeol era um cara que não parecia conseguir equilibrar-se em cima das próprias pernas e Yifan tinha um corpo tão bonito e atlético que era difícil não olhar. Opostos, mas cada um com sua beleza e seus defeitos faziam o par ideal.

   Os dois tinham esse romance compreensivo, transbordando amor verdadeiro, que não cobra, não prende e não sufoca. Estar com Yifan para Chanyeol era como respirar, e vice-versa. Liberdade.

   No fim das aulas, eles se encontravam nos portões e passavam os braços um ao redor do outro com intimidade, como velhos amigos, e os outros que assistissem aqueles sorrisos abertos com inveja. Yifan sorria para qualquer um, mas não abria um riso tão bonito como aquele que sorria para Chanyeol. E Chanyeol também podia mostrar uma fileira de dentinhos fofos e brancos, olhinhos redondos arregalados e a risada sonora, mas não mostrava para ninguém além de Yifan aquele carinho exacerbado, o brilho amoroso nos olhos ou o calor nas mãos que pareciam simplesmente flutuar até seu corpo para envolvê-lo.

   Yifan podia até coçar a sobrancelha meio sem graça, ou gargalhar alto e fazer uma careta involuntária muito estranha, mas sempre, sem exceções, aceitava-o de braços abertos e acolhia Chanyeol entre aquelas mãos enormes, que pareciam simplesmente feitas sob medida quando tocavam os ombros esguios.

   Ninguém mais recebia aquele carinho todo... Yifan e Chanyeol eram devotos um ao outro porque o amor era verdadeiro. Chanyeol nunca mentiu quando dizia que amava-o, e Yifan nunca verdadeiramente negara todo aquele turbilhão de arrepios que sentia por ele. Amava o perfume amadeirado de Chanyeol misturando-se ao cheirinho de shampoo infantil, amava a magreza dos braços que o circulavam o tempo todo, amava os poucos músculos molengas de Chanyeol no auge de sua preguiça não mais adolescente, amava quando trocavam um beijinho ou outro no pátio, escondidos atrás das árvores, e amava ter alguém para rir, para conversar ou para jogar videogame a qualquer momento.

   Ama como Chanyeol havia se tornado sua casa, o seguindo por aí. Seu conforto e segurança.

   Estava decidido, eram o casal perfeito. Ainda mais porque Chanyeol jogava tudo para o outro por Yifan. Era o garoto que tinha preguiça de sair em dias ensolarados, mas que aceitaria jogar uma partida de basquete se fosse um dia nublado. E que depois de cestas infinitas pela parte de Yifan e bloqueios falhos por sua parte, deitava com ele na grama orvalhada do campinho e então davam as mãos como se fosse segredo, como se ninguém estivesse vendo, como se pudessem ser verdadeiramente felizes.

   Os dedos masculinos e meio calejados de Yifan se entrelaçavam aos magricelas de Chanyeol com um carinho que não parecia haver em nenhum outro homem. Eles brincavam de deixar os dedos assim até que fosse necessário fazer outra coisa com as mãos.

   E já fazia tanto tempo... Eram um casal tão romântico que tinham até histórias para contar. Yifan estava na vida de Chanyeol há três anos, desde o colegial, desde que se beijaram meio estabanados nos corredores do colégio no terceiro ano. Naquela época, Chanyeol ainda tinha que erguer-se na ponta dos pés para alcançar a boca de Yifan, mas havia espichado até sua altura pouco tempo depois, e eles brincavam que era de tanto ele se esticar para os beijos.

   Chanyeol sempre foi carente, cobrava atenção a todo tempo. Sentia falta da época em que ainda ainda havia tempo para perder em pracinhas, encostando-se em árvores apenas para entrelaçarem os corpos e ficarem trocando carinhos. Nada mais humano. Não havia sequer uma coisa que aquecesse o coraçãozinho frágil de Chanyeol que não fosse os beijos intermináveis de Yifan.

   E agora os beijos desenrolavam no tapete da sala, em meio a temporadas de séries e vontades maiores que a de saber o que acontece com o olho de Carl. Agora que Yifan tinha conseguido músculos, era bom demais ser apertado entre eles. Era atenção equivalente.

    E Chanyeol... Chanyeol tinha lábios tão doces que era difícil desgrudar. Yifan não enjoava. Não havia como enjoar de algo que estava sempre lhe causando um frio gostoso no estômago. Depois de três anos, Yifan acostumou-se a não acostumar.

   Mas, é. O tempo passa. Amor é amor apenas enquanto dura. E Yifan não deixou de amar em nenhum momento, mas não lembrava de quando  o apartamento começara a parecer tão vazio e quieto, esse que sempre fora invadido por um Chanyeol carente. Também não se lembrava de Chanyeol deixar de ser carente.

   Mas deixara. Só durara mais um ano e ele estava deitado sozinho no sofá. Doía o estômago, mas não eram as cenas pesadas em The Walking Dead. Os olhos molhados passavam longe de estar assim por causa da morte inesperada. Era mais pela morte inesperada de tudo o que ele significava para Chanyeol. Morte dos beijos infindos, das risadinhas, do calor das mãos juntas... Morte de tudo o que gostava em sua vida, cada episódio favorito.

   Yifan não queria jantar pizza quando não tinha Chanyeol para disputar pelo último pedaço e trocar beijos com gosto de ketchup. Não queria tomar banho de banheira se não havia Chanyeol para apertar sua bunda por debaixo da água e espremer água do patinho de borracha em seus olhos. Não queria arrumar o cabelo se não teria Chanyeol para beijá-lo antes de sair e bagunçar tudo.

   E Chanyeol bagunçara tudo, dessa vez. Cada conceito e cada hábito. Escovar os dentes doía porque a escova azul que não era de Yifan ainda estava ali. Doía tomar café porque era Chanyeol que sabia fazer desenhos legais com leite. Doía ir para a universidade quando tudo o que conhecia fazia parte das memórias de Chanyeol também.

   Quando ele saiu e levou suas coisas, levando metade do que Yifan era consigo, só soube esquecê-lo quando começou a fazer coisas que nunca havia feito antes. Porque Chanyeol estava em todo lugar e parecia uma psicose. Yifan quase ficava louco.

   Uma vez que nunca beberam, Yifan passou a beber. Ajudava a esquecer Chanyeol, mas a dor era grande ao lembrar da promessa que tinham feito, de zero álcool na boca até que se formassem. E então Yifan encontrava-se dividindo cigarros com a noite lá fora. Pendurava-se na sacada do jeito que Chanyeol nem gostava de imaginar. Botava o peso contra as barras que rangiam como se não se importasse realmente de cair do décimo oitavo. E o cigarro entre os dedos manchava a boca sempre tão limpa e sempre tão boa de beijar de algo preto e branco, estupidamente simbólico. Porque Yifan vira Chanyeol beijar outra boca aquela semana, mas ele mesmo não conseguia pensar em beijar mais ninguém.

   Sentia-se obcecado. Chanyeol, Chanyeol, Chanyeol... Chanyeol... A culpa era de Chanyeol por não ter deixado nada além dele existir em sua vida ou era sua por focar-se tanto no namoro que não sobrara tempo para mais nada?

   Então Yifan via-se frequentando baladas, buscando rostos que lhe agradassem mais que o dele. Mais que o dele ou pelo menos um pouco. E saía de lá sem saber porque diabos ainda guardava esperanças. Não dava. Era ridículo como parecera tão bom e impossível de repetir. Chanyeol fora dose única, experimental, tão forte que Yifan viciara. Não dava mais para aguentar.

   E então mudou-se. Fez a loucura e mudou-se. Voltou para China quando notou que Chanyeol já não dava a mínima para seus beijos, não queria saber se ele estava bem, não queria saber de seu nome e esquecera seu telefone há muito tempo. Há doze meses.

   Que foram doze meses para Yifan? Passara em uma semana. Ele bebera, chorara, fumara e... Que mais? Repetira o ano. Trancara a faculdade. Nem sabia mais o porquê de estar fazendo arquitetura. Fazia sentido quando arquitetava um plano de vida para viver ao lado de Chanyeol... Mas Chanyeol namorava agora um cara que era pintor... E esse cara pintou um novo quadro para viver com Chanyeol.

   Casaram-se. Chanyeol namorara, se apaixonara, criara um círculo de amigos e casara naqueles em doze meses. Vivera os doze meses. E Yifan usara seus doze meses para tentar esquecer e nada além. Desperdiçou doze meses da vida que lhe devia ser sagrada porque não conseguia ir em frente. Naqueles doze meses, nem tentou nem fez questão de tentar. E não sabia se era ele querendo mostrar-se destruído para Chanyeol, ou se esteve apenas triste demais para aceitar o choque que era simplesmente não tê-lo mais a seu alcance.

   Mas cansou, hora ou outra, e pegou as malas, juntando um pouco de infelicidade, um pouco de amor próprio e uma insegurança a mais. Dizem que ele ama Yixing, agora, mas Yifan não sabe se é a verdade. Não sabia mais o que era amor ou o que diabos ele significava na vida das pessoas. Se fosse descartável e tão fácil de largar quando aquele que Chanyeol sentira por Yifan, então ele buscava uma outra coisa.

   E que casal horrível fizera Yifan e Chanyeol... Porque Yifan não sabe esquecer o que passou com Chanyeol e... E Chanyeol já nem lembra que um dia existiu um Yifan.

28 de Junio de 2018 a las 23:10 0 Reporte Insertar 4
Continuará… Nuevo capítulo Cada 15 días.

Conoce al autor

Nana Li apaguei-me e fugi de casa, para um lugar onde não precisasse ser uma casca ou uma máscara, ou onde pudesse ser somente a consciência que vive dentro dela. (nana + ficwriter + kaisoo + exo)

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