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ttandjjk Ariane L.

Os contrastes sempre foram objetos de minha fascinação, encantando meus olhos, prendendo minha atenção e instigando minha curiosidade. E entre milhares de contrastes harmoniosamente perfeitos estavam: Jungkook e Jeongguk. Incapaz de escolher entre ambos, decidi por misturar tudo, afinal, o contraste surge a partir da união entre coisas com um grau marcante de diferença ou oposição sendo estas de mesma natureza, similares e suscetíveis a comparação. Como um amante dos contrastes do cotidiano também fiz-me amante dos irmãos Jeon e de seus contrastes harmoniosamente perfeitos. {+18 | PWP | ABO!au | Mafia!au | KookV | Twins!JK | Top!JK | Bottom!Taehyung}


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

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Capítulo Único: Entre Contrastes Harmoniosamente Perfeitos.

Contrastes.

Desde que consigo me lembrar eles sempre foram objetos de minha fascinação. A harmonia presente nos contrastes do cotidiano continuamente encantaram meus olhos, prenderam minha atenção, instigaram minha curiosidade. O entardecer, momento em que os tons quentes de amarelo e laranja mesclavam-se aos tons frios de azul e rosa, colorindo o céu em uma aquarela perfeita, constantemente fora o horário mais estimado por mim. A forma como as asas multicolores das borboletas destacavam-se entre as folhas verdes das árvores e plantas. A passagem entre o calor escaldante do verão ao frio gélido do inverno. Um elemento colorido em meio a fotos monocromáticas. A junção entre o doce e o azedo culminando em um Agridoce divino. A mistura entre fragrâncias fortes e amadeiradas com aromas suaves e doces entorpecendo meu olfato. A combinação sublime de preto e branco, cores distintas e contrastantes em sua profundeza e significados. E entre milhares de contrastes harmoniosamente perfeitos: Jungkook e Jeongguk.

Vivia em um clico vicioso me revezando entre os gêmeos sem jamais conseguir me contentar com apenas um deles. Era completamente apaixonado pela fisionomia dos Jeon com seus rostos ovais, maxilar marcadinho, sobrancelhas grossas, olhos tão escuros quanto o céu noturno, o nariz preponderante que usufruía de um formato perfeito além dos lábios bem delineados e cheinhos que me conduziam do paraíso ao inferno com uma enorme facilidade. Os corpos altos e magros que dispunham de músculos bem trabalhados e discretos contornando seus braços e abdomens, as coxas fartas e bem torneadas, as nádegas durinhas e redondinhas, as mãos grandes e firmes que me tocavam com tanta destreza. A consonância do conjunto de características alheias que os tornavam tão semelhantes um ao outro me encantava tanto quanto o conjunto perfeitamente harmonioso de suas particularidades e personalidades contrastantes.

Meus olhos experientes na caça por suas distinções encontrava-as facilmente nos fios tingidos de castanho de Jeongguk, que formavam um perfeito dégradé de sua raiz escura aos fios cor de chocolate que assumiam novamente o tom negro nos cabelos curtos e bem cortados de sua nuca; ao contrário do irmão, Jungkook, que mantivera o tom negrume de seus fios macios e brilhosos. Ou nos tons distintos de seus lábios pois, enquanto os lábios do acastanhado eram rosados como pêssegos, os do moreno eram vermelhinhos como cerejas, ambos deveras convidativos e atraentes ao meu ver. Ou ainda o cheiro cítrico de limão característico de Jeongguk que contrastava com o frescor do cheiro de menta cravado na pele de Jungkook. Sem falar na adorável pintinha abaixo do lábio inferior de Jeongguk ou a pequena cicatriz que maculava a bochecha do outro, resultante de suas traquinagens da idade juvenil.

No entanto, era o contrastes de suas personalidades que de fato me encantava. Jungkook era genioso, cheio de marra e dotado de uma vibe deveras sensual de “bad boy”, com suas atitudes por vezes fria e indiferente, o tom sarcástico constante em sua voz, beirando a rudez e só demonstrando sua amabilidade quando na companhia de pessoas que, com algum esforço, conquistaram sua confiança e afeto. Enquanto seu irmão, Jeongguk, dispunha de uma aura acolhedora, alegre e energética e, mesmo que sua timidez o constrangesse vez ou outra, o acastanhado ainda assim era alguém de personalidade forte, inteligente e detentor de uma postura firme, que inspirava admiração aqueles que o observavam.

O acastanhado despertara em mim um amor calmo, tranquilo e reconfortante como uma tarde fresca primaveril regada por belas flores e aromas distintos. Nele encontrava a confiança e parceria necessárias para tecer uma relação saudável e duradoura. A presença de Jeongguk causava em mim a medida certa entre borboletas no estomago e conforto. Ele fazia com que me sentisse estimado e protegido ao mesmo tempo que me encantava com cada um de seus gestos e movimentos, tamanha a elegância empregada neles, tudo e qualquer coisa que o castanho fazia era o exato sinônimo de perfeito o que fez de si igual sinônimo de perfeição. Ao que o moreno me infringia uma paixão arrebatadora, tão intensa e selvagem quanto uma tempestade, com seus ventos fortes, relâmpagos ensurdecedores e gotas grossas de chuva. As sensações e emoções que Jungkook me instigava a experimentar culminavam em uma bagunça harmoniosa em meu peito. Com ele me sentia infinito, capaz de tudo e qualquer coisa apenas para provar dos lábios vermelhos e ter seus quadris investindo com brutalidade contra os meus. Aqueles dois alfas, com suas distintas maneiras e trejeitos, eram a minha ruina, uma doce e irresistível perdição.

Ter de escolher entre a calmaria de Jeongguk e a intensidade de Jungkook me parecia deveras absurdo. Enquanto o acastanhado assemelhava-se a uma brisa suave e gostosa, seu irmão comparava-se a um vendaval. Enquanto o acastanhado assemelhava-se a uma garoa fina e refrescante, o moreno era digno de uma tempestade. Enquanto um era verão, o outro era inverno. Enquanto um era o branco, o outro era preto. Enquanto amava um, era perdidamente apaixonado pelo outro e jamais poderia escolher entre o amor pleno oferecido pelo acastanhado e a paixão arrebatadora oferecida pelo moreno.

Afinal, por que não poderia somar Jeongguk e Jungkook igualmente mesclava-se tons quentes, como amarelo e laranja, e frios, como o rosa e o azul, no céu ao entardecer? Por que não misturar o doce e o azedo se agridoce sempre fora meu sabor preferido? Por que não juntar o quente e o frio quando a união entre as duas temperaturas provoca um choque térmico delicioso? Por que não combinar preto com branco quando as duas cores juntas são tão elegantes? Por que contentar-me apenas com o aroma cítrico de limão do acastanhado se o frescor do cheiro de menta do moreno me levava a loucura? E pior, quando limão e menta resultam em uma mistura deliciosa de sabores e cheiros.

E sem conseguir escolher entre ambos, decidi por misturar tudo, afinal, o contraste surge a partir da união entre coisas com um grau marcante de diferença ou oposição sendo estas de mesma natureza, similares e suscetíveis a comparação.

Como um amante dos contrastes do cotidiano também fiz-me amante dos irmãos Jeon e de seus contrastes harmoniosamente perfeitos.

Nem mesmo o contrato matrimonial entre nossas casas, que me forçara a assumir um relacionamento sério com Jeongguk e carregar aquela bela aliança contornada por uma esmeralda em meu dedo anelar direito, seria capaz de afastar-me do moreno e da bagunça que este causava em mim.

Nossas famílias eram cabeças de importantes casas da máfia coreana. A casa de minha família, os Kim, era simbolizada por um dragão chinês, trazendo em seu significado o lema que rege o código de conduta da organização: “Força para adquirir poder e sabedoria para mantê-lo”. Assim como a forma enigmática e oculta que dosava as ações de meu pai ao infiltrar-se no governo, assumindo cargos políticos enquanto comanda ações criminosas nas sombras.

O poder da família Kim era notável. Não havia quem não conhecesse nosso sobrenome em toda Seoul, ou não fosse capaz de reconhecer os rostos daqueles que presidiam sua capital. Entretanto, apenas aqueles que estavam submersos nas sombras tinham conhecimento de que Kim Namjoon, com seu sorriso simpático marcado por covinhas e seus discursos politicamente corretos, filosóficos e regados por promessas humanitárias e progressistas, era aquele quem comandava a organização criminosa Stigma, que marcava há décadas sua cidade, estabelecendo uma falsa paz facilmente corrompida em meio ao breu das vielas de Seoul.

Os negócios de minha família eram complexos e amplos, atuando desde o tráfico de drogas ao tráfico de joias e pedras preciosas. O cargo na prefeitura servia somente como um meio para maquiar suas ações ilícitas, justificar as riquezas e posses que esbanjávamos, obter influência e claro, facilitar suas ações.

Ao passo que os Jeon tinham sua casa ilustrada pela figura de uma serpente que trazia em suas entrelinhas o mau presságio que era encontrar-se com os homens vestidos de preto e com tatuagens de cobras nos braços. A serpente apresenta a dualidade entre o bem e o mal, luz e escuridão, a destruição para o renascimento. Era inegável o medo imposto pela Cipher Pol 6 ou simplesmente CP 6 as outras casas da máfia, com seu enorme contingente de homens e amplitude de seus negócios. Ao contrário de minha família, que escondia-se atrás de postos pomposos no governo, os Jeon administravam abertamente cassinos, boates e bordéis de luxo por toda a cidade. O lucro obtido com estes empreendimentos os ajudava a disfarçar tanto suas contas bancárias milionárias quanto as ações ilícitas desempenhadas atrás das paredes revestidas por mármore. Traiçoeiros, perigosos, ambiciosos e invencíveis, estes eram alguns adjetivos que precediam os Jeon em sua sexta geração.

No mundo em que estávamos inseridos as uniões matrimoniais nada mais eram do que negociações entre duas casas nas quais ambas as partes procuravam torna-las o mais lucrativas possíveis. Não havia escolha ou espaço para amor e paixão em nossa realidade, quando a data prevista nos acordos matrimoniais chegasse, a união deveria ser realizada mesmo que muitas vezes os noivos sequer se conhecessem. Tudo por dinheiro, influência e para manter-se no poder.

Mesmo estando ciente de minhas obrigações para com meu noivo e minha família e que minha mente estivesse nublada por inúmeras dúvidas e conflitos, não fui capaz de descartar Jungkook em benefício de seu irmão. Não fui capaz, principalmente, de limitar minha vida afetiva, restringindo-me a manter relações somente com Jeongguk. Queria ambos e teria ambos, mesmo que para isso tivesse de viver uma mentira.

Diante de todos e de Jeongguk, agia como o noivo perfeito, completamente fiel e apaixonado, procurava fazê-lo o alfa mais feliz de toda Seoul e satisfazer todos os seus desejos, fossem eles na cama ou fora dela, estava sempre à disposição do acastanhado. Nosso relacionamento era alvo tanto da inveja alheia como dos elogios e suspiros devotos ao proferirem que ambos formávamos o casal mais belo e apaixonado que já haviam visto. Não que estivessem equivocados ao dizê-lo visto que amava Jeongguk com todas as minhas forças e realmente ficávamos belos quando dispostos um ao lado do outro.

No entanto, continuamente dava um jeitinho de esgueirar-me para encontrar-me com o moreno. E naquela noite, seguindo com algo que havia se tornado uma constante em minha rotina, deixei furtivamente a cama de meu noivo, esforçando-me para não acordá-lo e usurpar a serenidade de seu rosto enquanto este dormia tranquilamente em nossa cama. Porém, quando pensei que minha tarefa havia sido bem sucedida e iria por fim levantar-me da cama senti a mão alheia segurar firmemente o meu pulso.

- Aonde você vai? – questionou sonolento, sua voz soando rouca enquanto coçava seus belos olhos com a outra mão, o corpo nu alheio sendo debilmente escondido pelos lençóis brancos e suas costas marcadas por minhas unhas denunciavam as horas de prazer que havíamos compartilhado há pouco.

- Irei apenas beber um pouco de água, volte a dormir. – o tranquilizei, dispondo de uma desculpa esfarrapada ao que senti seu aperto em meu pulso afrouxar, virei-me para si, sorrindo ternamente e deixei um rápido selar sobre os lábios rosados, vendo os olhos negros fecharem-se lentamente novamente enquanto o castanho aconchegava-se melhor sobre a cama, pronto a atender meu pedido e retornar ao mundo dos sonhos, de onde sequer deveria ter saído.

Assim, calcei minhas pantufas dispostas ao pé da cama e caminhei até o cabideiro de madeira no canto do quarto, pegando meu robe de seda vermelho e o vestindo, afim de esconder minha nudez, para então deixar aquele quarto, atravessando os corredores e cômodos bem decorados e mobiliados da mansão dos Jeon enquanto me direcionava ao escritório do moreno, local tão conhecido por mim e no qual, devido ao horário, Jungkook com certeza se encontrava.

Pouco me importava se havia acabado de compartilhar a cama com meu noivo enquanto me dirigia apressadamente até o escritório do moreno, pouco me importava se o cheiro de limão ainda estava impregnado em minha pele, se havia mentido para o acastanhado apenas para fugir de seus braços e me encontrar com seu irmão, pouco me importava com o quão sujas, desleais e egoístas minhas atitudes eram, não quando fazia tantas noites que não tinha a pele alva e decorada por tatuagens contra a minha, não quando sentia uma saudade insana dos lábios vermelhos e de sua textura macia, não quando meu corpo era tão dependente das mãos alheias me tocando e dos quadris estreitos investindo com ferocidade contra os meus, não quando enganava-me pela milionésima vez, repetindo para mim mesmo que seria apenas mais uma noite, sendo que eu e Jungkook estávamos cansados de saber que nunca era apenas mais uma noite.

E sim intermináveis noites das quais sequer tentava de fato fugir.

Adentrei o cômodo mal iluminado correndo meus olhos por todo o local, vendo a grande mesa de madeira repleta por pastas em uma completa desordem com a poltrona vazia disposta atrás de si; o tapete persa vinho decorando o piso de vinílico que comportava uma mesa de centro sobre si, esta acomodava um coldre axilar de couro com dois revolveres dentro jogado de qualquer forma sobre o móvel, assim como uma gravata preta ao seu lado, além de várias pastas e papéis mal organizados e, seguindo os rastros de sua bagunça com meus olhos, avistei o pequeno cinzeiro de cristal e o pé direito de Jungkook apoiado sobre o mesinha - também de madeira - da mesma forma despojada com a qual o corpo do moreno acomodava-se sobre o enorme sofá de couro marrom.

O moreno oferecia-me uma cena deveras sensual ao manter preso entre seus dentes um charuto, que preenchia o ambiente fechado com sua fumaça e cheiro de tabaco desagradáveis – com os quais havia me acostumado com certo custo -, o colete cinza encontrava-se aberto assim como os primeiros botões de sua camisa branca, que me permitia ter uma visão parcial da serpente tatuada em seu pele e de seu peito definido, os cabelos negros arrumados em um penteado que os dividia ao meio, sua franja pendendo sobre sua testa, o rosto belo iluminado a meia luz enquanto esta parecia refletir-se nos piercings cor de prata que adornavam suas orelhas. Jungkook poderia facilmente ser confundido com uma obra de arte naquele momento, o contraste entre sua pele clara, os fios e olhos negros e os lábios vermelhinhos me parecia o combo perfeito.

- Está atrasado, TaeTae. – disse em seu costumeiro tom que beirava ao sarcasmo ao que retirava o charuto de sua boca, o sustentando entre seus dedos enquanto apoiava seu cotovelo sobre o braço do sofá. – Meu irmãozinho demorou até que se desse por satisfeito? – questionou, olhando-me dos pés à cabeça com seus orbes intensos, um sorriso pequeno e ladino contornando sua face.

- Acho que ele ainda não aprendeu a dividir. – o respondi, aproximando-me de si para sentar-me em seu colo, colocando uma perna de cada lado do corpo alheio e sorrindo de forma sacana para si.

Agora, estando próximo o suficiente, podia notar o quanto o outro parecia cansado de suas horas de trabalho pois, ao contrário do irmão que havia sido designado a assumir os negócios lícitos da família, o peso e a responsabilidade de lidar com as atividades criminosas da CP 6 recaíram sobre os ombros de Jungkook, o qual tinha de despender suas noites lidando com os capangas da organização e sujando suas mãos com o sangue de pessoas por vezes inocentes e em outras, não tão inocentes assim.

- E nem a saciar os desejos de seu ômega lascivo. – completou debochado. – Talvez eu deva ensiná-lo qualquer hora como você realmente gosta de ser fodido. – sugeriu, conduzindo sua mão livre até o laço que prendia o robe vermelho ao meu corpo e puxando a fita lentamente ao que o tecido leve cedeu, revelando minha pele acobreada que trazia em si algumas marcas do sexo que tive com Jeongguk mais cedo e me deixando praticamente nu perante seus olhos.

- Jeongguk me fode muito bem, não precisa que você o ensine nada, tenha certeza disso. – retruquei, demonstrando minha desaprovação as ofensas proferidas pelo outro.

- Se ele é tão bom quanto você diz por quê continua a me procurar? – indagou presunçosamente, deslizando seus dedos pelo meu torço nu, direcionando-os até as laterais de minhas costas e contornando com seus dígitos o dragão oriental que mesclava tons de azul, lilás, cinza e preto, marcando minha pele em um design que remetia a artes produzidas com watercolors, que ilustrava desde o meio de minhas costas, as laterais de meu corpo encontrando seu fim apenas na pele de minha coxa esquerda.

O moreno sempre deixara clara sua veneração pela figura e seus tons mesclados ao tom acobreado de minha pele, tendo sido o mesmo quem escolhera a tatuagem junto a mim em mais uma de nossas longas conversas durante a madrugada - após nossos corpos terem se conduzido, mutuamente, ao prazer e ao cansaço – na qual aproveitei-me de sua experiência com artes corporais.

- Porque sou completamente apaixonado por você. – Peguei o charuto de sua mão, levando-o até minha boca e o tragando, ao que soltei a fumaça por entre meus lábio de forma sensual, fazendo com que esta fosse de encontro ao rosto alheio. – E sou viciado na forma rude e selvagem com a qual seu pau grosso me fode. – completei, rebolando sinuosamente em seu colo e lhe oferecendo um sorriso ladino, sentindo o membro semi-desperto abaixo de minhas nádegas e o cheiro refrescante de menta de Jungkook sobrepor o odor do tabaco, preenchendo o ambiente assim como sua presença de alfa tornara-se mais perceptível, extasiando-me e revelando a excitação alheia.

- Você não presta, TaeTae. – disse com sua voz rouca, meu apelido soando sexy em seu timbre suave, a mão que dedilhava a tatuagem em minha coxa afundou os dedos na carne farta enquanto sua destra dirigiu-se até minha cintura, segurando-a com firmeza e puxando meu corpo para si e aproximando nossos rostos.

Ainda fumava de seu charuto, sustentando-o entre meus dedos enquanto sorvia seu conteúdo, o afastei de meus lábios, prendendo a fumaça em minha boca e roçando meus lábios nos alheios ao que Jungkook os entreabriu, permitindo que liberasse a fumaça quente em sua boca e capturando meus lábios logo em seguida.

Instintivamente, levei minha mão livre até sua nuca, emaranhando meus dedos finos e longos entre seus cabelos negros e macios, aprofundando nosso beijo, o trazendo ao meu encontro. Apreciava os lábios alheios, sua textura deliciosamente macia e o encaixe perfeito entre seus lábios mais finos e delineados e os meus lábios volumosos. Nosso beijo, assim como nossos sentimentos, era intenso, mesclava paixão, desejo e saudade. Minha necessidade de provar mais daquela boca viciante logo se fez presente e serpenteei minha língua por entre os lábios vermelhinhos, tendo minha passagem para o paraíso concedida de imediato, ao que procurei rapidamente pela língua alheia, entrelaçando-a a minha e dando início a um enroscar e girar de línguas gostoso. A mão de Jungkook que se apossava de minha cintura tratou de colar mais nossos corpos enquanto afundava seus dedos em minha pele, apertando a pouca carne ali presente ao que sua outra mão dirigiu-se até minha nuca, conduzindo os movimentos de minha cabeça, em busca do melhor ângulo para explorar minha boca, puxando meus fios louros vez ou outra.

O moreno era capaz de desencadear um caos em mim com apenas um beijo, o cheiro refrescante de menta me embebedava, seus lábios e sua língua entorpeciam meus sentidos, a pele sob seus dedos queimava em excitação. Jungkook fazia de mim uma completa bagunça de modo que, até mesmo sustentar o charuto entre meus dedos a uma distância segura de nossos corpos me parecia uma tarefa difícil quando sua boca conhecia a minha tão bem. Suspiros e gemidinhos deleitosos escapavam do fundo de minha garganta a cada vez que o moreno chupava ou raspava seus dentes em minha língua. E apenas quando nossos pulmões reclamaram por ar, separamos nossas bocas e tendo o lábio inferior alheio preso por entre meus dentes o mordi, libertando-o lentamente para então serpentear minha língua sobre o mesmo, lambendo-o e tendo os olhos negros assistindo meus atos atentamente, brilhando de forma desejosa sobre mim.

- Você é uma maldita droga, Jeon Jungkook. – disse próximo aos seus lábios, vendo um sorrisinho convencido contorna-los ao que alcançou a mão com a qual eu segurava o charuto, tomando-o para si outra vez e deixando um selar demorado sobre os meus lábios.

- Então me mostre o quanto você é viciado. Prove de mim e cure sua abstinência, TaeTae. – ditou presunçosamente, com um sorriso ladino no rosto, sua voz dotada por sensualidade enquanto trazia o charuto até seus lábios novamente, prendendo-o entre seus dentes ao que me afastei de seu rosto minimamente, para deixa-lo fumar.

Com os olhos brilhando em desejo e sem dizer uma palavra em resposta, fiz o que ele dissera e me coloquei a desabotoar os botões de sua camisa social lentamente, apreciando cada centímetro da pele alva marcada por tatuagens de serpentes sendo revelada e do abdômen bem definido.

Possuía uma verdadeira adoração por cada uma das víboras que estavam impregnadas em sua pele e, por mais que as vislumbrasse com frequência, tornara-se inevitável para mim não louvar cada uma delas com meus dígitos. Assim, deixei que meus dedos contornassem as duas serpentes que ilustravam as laterais de seu torço, dando início ao meu percurso na ponta de sua calda em seu quadril, dedilhando as ondulações dos corpos dos répteis idênticos, perpassando por sua cintura delgada e indo de encontro as suas costelas onde as serpentes inclinavam seus corpos afim de se encontrarem no centro de seu peito, com suas bocas abertas, presas afiadas à mostra e línguas conectadas. Enquanto isso, Jungkook mantinha seus olhos cravados em mim, assistindo a cada movimento de meus dedos em sua pele enquanto fumava tranquilamente o seu charuto.

Inclinei-me sobre seu torço, colocando minha língua para fora e deferindo uma lambida no espaço estreito entre as línguas partidas dos répteis, para então deslizar meu músculo úmido pela cabeça da cobra, contornando novamente aquela figura, sentindo o aroma de menta liberado pelos poros do Jeon rente ao meu nariz, me fazendo suspirar devido ao torpor que seu cheiro forte e imponente de alfa desatava em mim, e vendo os poucos pelos presentes em sua epiderme se eriçarem sob o toque de meus dedos, que circundavam os gominhos de seu abdômen, raspando minhas unhas sobre a pele clara vez ou outra. Passei a distribuir beijos molhados e mordidas por toda a derme alva de seu peito, dirigindo-me sem pressa até seu pescoço, onde afundei meu rosto, inspirando fortemente o seu cheiro e roçando meu nariz em sua tez, acariciando-o com a pontinha de meu nariz ao que ia de encontro a sua orelha.

- Seu cheiro me enche de tesão. – sussurrei ao seu ouvido, escutando uma risadinha nasalada em resposta.

- Somente o meu cheiro? – questionou, movimentando sua pélvis contra o meu corpo e simulando uma estocada, me fazendo sentir seu pênis duro com mais precisão contra minha bunda e um gemido manhoso escapar de meus lábios.

- Humhum – neguei – Tudo sobre você me dá tesão. – disse, rebolando sobre seu membro rijo e prendendo o piercing de sua orelha entre meus dentes, o puxando para então contorna-lo com minha língua e chupar o lóbulo de sua orelha, enquanto minhas mãos ocuparam-se de afastar o tecido de sua camisa de seu corpo, deslizando a peça por seus ombros largos e braços fortes, jogando-a juntamente com o seu colete sobre a mesa de centro e tendo agora, mais duas de suas tatuagens expostas perante meus olhos.

A enorme serpente enrolava-se por todo o braço esquerdo do moreno, contornando suas veias saltadas e bíceps bem trabalhados, findando-se apenas no ombro alheio, onde sua cabeça com olhos atentos desenhava-se próxima as suas clavículas. Ao passo que outra víbora ilustrava seu braço direito, sendo esta, símbolo da organização e comum a todos os membros - inclusive Jeongguk -, a qual tomava desde seu cotovelo até o vão entre seu dedão e o indicador, no qual a enorme boca cheia de dentes pontiagudos abria-se pronta para dar o bote. Restando somente a tatuagem em suas costas cuja serpente gigante formava o símbolo do infinito com sua calda, tendo a ponta da mesma e um won sul-coreano preso entre dentes, ao que mantinha uma coroa sobre sua cabeça, sendo este, o emblema utilizado pela CP 6. Toda a arte corporal traçada em sua pele compartilhava do mesmo design em tom preto que culminava no contraste entre sua pele alva e os desenhos negros que fascinavam meus olhos.

Deixei que minhas mãos subissem por seu abdômen, direcionando-as até seus ombros e contornando-os para então deslizá-las pelos braços malhados, apertando os músculos rijos de seus bíceps e os arranhando durante o percurso. Meus quadris continuavam a fazer movimentos circulares e sinuosos sobre o membro duro alheio, acarretando em suspiros sôfregos vindos do outro, que ainda mantinha seu charuto prestes ao fim entre dentes, soltando a fumaça com odor de tabaco pelo nariz, suas mãos segurando minha cintura com força e firmeza, os dedos afundando em minha pele ao que incentivava-me a continuar rebolando sobre si.

- Você rebola tão bem, TaeTae. – elogiou-me rouco após retirar sua destra de minha cintura e remover o charuto de sua boca, entregando-o a mim que, sem responde-lo, sorvi do fumo uma última vez para então cessar meus movimentos, inclinando-me até a mesa de centro e o depositando dentro do pequeno cinzeiro de cristal.

Tendo os lábios vermelhos finalmente livres, levei minhas mãos até seu pescoço, afundando meus dedos entre seus fios e o puxando para um beijo apaixonado. As mãos alheias agarraram minha cintura imediatamente, colando nossos peitos nus para depois desliza-las pelas laterais de meu corpo, indo de encontro as minhas coxas as quais foram apertadas fortemente pelas mãos firmes alheias.

Nossas bocas se moviam com voracidade uma contra a outra, nossas línguas entrelaçavam-se em uma clara disputa por dominância da qual nenhum dos dois resultava vencedor, meus quadris continuavam a ondular sobre o colo alheio, lhe proporcionando prazer e fazendo com que gemidos necessitados escapassem de meus lábios entre nosso beijo, devido ao desejo latente de tê-lo dentro de mim.

As mãos que outrora apertavam a carne farta de minhas coxas dirigiram-se até os meus ombros, deslizando o tecido sedoso de meu robe por meus braços, contornando a musculatura singela durante o caminho ao que finalmente livrou-se daquela peça, lançando-a junto as suas roupas sobre a mesa. Em seguida, suas mãos inquietavas colocaram-se a passear pelo meu corpo, trilhando a linha de minha coluna com seus dígitos e apalpando minhas nádegas consecutivas vezes, seus dedos serpenteando por minha entrada úmida, em consequência de minha lubrificação natural, e provocando-me.

- Pare de me torturar dessa forma! – reclamei, sem conseguir conter-me, inclinando meu quadril em direção ao seu dedo e vendo um sorrisinho safado contornar o rosto alheio para então seu indicador massagear meu ânus, em movimentos circulares, deslizando seu dedo para dentro de meu orifício, arrancando um gemido satisfeito de meus lábios.

- Tão molhadinho por mim. – disse em apreciação, movimentando seu dedo com facilidade em meu interior, entrando e saindo de dentro de mim e acariciando minhas paredes internas.

Afim de lhe dar prazer, apressei minhas mãos até o cós das calças sociais trajadas pelo moreno, desafivelando seu cinto, desabotoando-a e deslizando o zíper rapidamente, para então enfiar minha mão dentro de sua cueca, agarrando seu membro com firmeza e fechando minha mão em punho em torno de sua extensão, sentindo sua respiração tornar-se pesada assim que comecei a movimentar minha mão em um sobe e desce ágil por seu membro grosso. Tendo o ambiente facilmente preenchido por nossos gemidos e arfares deleitosos e por meu aroma doce de morango misturando-se ao cheiro de menta alheio. A outra mão do moreno direcionou-se até meu falo esquecido, deslizando por sua extensão lentamente enquanto sua boca ocupava-se em distribuir beijos em torno de meu maxilar, contornando-o com seus lábios macios, levando-me a pender a cabeça para trás enquanto aproveitava-me de seus toques e estímulos nos diversos pontos de meu corpo.

Estar com Jungkook era deveras entorpecente aos meus sentidos, meu lobo interior revirava-se em euforia sempre que encontrava-me em sua presença, o moreno despertava meus instintos animalescos com uma facilidade assustadora, sendo necessário muito de meu autocontrole para não avançar com fome sobre si e deixa-lo prolongar nossos momentos juntos. E ter o moreno me estimulando de diferentes maneiras somente dificultava o meu trabalho.

A boca alheia marcava minha pele com beijos, mordidas e chupões, os quais eram distribuídos por todo seu comprimento, desde meu pescoço, até minhas clavículas marcadas, nas quais este deferiu fortes mordidas, cravando suas presas e dentes salientes em meus ossinhos sobressaltados, dirigindo-se até o meu peito, onde deu especial atenção aos meus mamilos, contornando-os com sua língua, chupando-os com força e puxando a singela protuberância entre seus dentes. Sua língua úmida e morna deslizou por meu abdômen magro, causando-me arrepios, uma leve corrente elétrica atingindo a derme por onde seu músculo passava causando-me sensações prazerosas.

Aproximei meus quadris dos alheios, libertando seu pênis de dentro de sua cueca afim de uni-lo ao meu, ao que enquanto minha mão envolvia a base de ambos os membros a de Jungkook circundava nossas glandes, encontrando-se com a minha em movimentos alternados de sobe e desce. Nossas mãos trabalhavam em prol de saciar nossas necessidades e dar prazer um ao outro. Os dedos do moreno deslizavam em meu interior com o mesmo intuito ao passo que logo três dígitos alheios encontravam-se inseridos em minha entrada, afetando minha sanidade a cada entra e sai dos mesmos.

- Acha que consegue receber um quarto dedo? – questionou, rindo soprado ao pé do meu ouvido e sem sequer esperar que lhe desse uma resposta, enfiou seu dedo menor por minha entrava, fazendo com que urrasse devido a invasão de sua mão, quase por completa, em meu orifício estreito. – Controle seus sons, baby, não quer acordar seus sogros, certo? – repreendeu-me, ao que escondi meu rosto na curvatura de seu pescoço, castigando sua pele alva com meus dentes e abafando os sons que escapavam de minha garganta a cada vez que seus dedos movimentavam-se dentro de mim.

Gradativamente, o incomodo inicial foi se dissipando e abrindo espaço para o prazer de ser preenchido daquela forma, o sobe e desce das mãos alheias em nossos membros e sua extensão dura e quente friccionando-se contra a minha servindo como um anestésico para a dor e conduzindo-me ao deleite. Não sendo necessário muito mais de seus estímulos para que me desfizesse em sua mão, tendo meus gemidos calados por sua pele.

Notando que o moreno ainda não tinha alcançado seu ápice, forcei meu corpo ainda extasiado pelo recente orgasmo a deslizar por suas pernas, colocando-me de joelhos no chão diante de si cravei minhas mãos no cós de calça, escorrendo-a em conjunto com sua box pelas coxas torneadas e libertando seus pés do aperto de seus sapatos sociais lustrosos, ao que afastei as coxas fartas, aproveitando para apertar os músculos rígidos sob minhas mãos, abrigando meu rosto entre as mesmas, para então segurar seu membro pela base pronto para abriga-lo em minha boca.

E então fomos finalmente capazes de sentir aquela terceira presença impetuosa, o aroma cítrico apossou-se do ambiente e, ao olhar de soslaio para a porta entreaberta, pude vislumbrar orbes brilhando em um tom escarlate. Sorri.

Nosso fiel espectador havia finalmente chegado.

Afim de lhe proporcionar um belo espetáculo, retirei minha língua para fora e a perpassei por toda a extensão do pênis do moreno, contornando as veias saltadas e fazendo movimentos circulares em sua glande, abocanhando-a logo em seguida e realizando sucções fortes sobre a mesma, estimulando o restante de seu membro com a minha destra e provocando barulhos obscenos que somavam-se aos murmúrios prazerosos de Jungkook, o qual mordia seus lábios em uma falha tentativa de contê-los. Adorava ter a sua extensão dura e quente preenchendo minha boca, apreciava o sabor agridoce de seu líquido seminal mesclado ao meu e, principalmente, a forma como o rosto alheio contorcia-se de prazer e gemidos audíveis e roucos fugiam de seus lábios entreabertos.

Vez ou outra, dirigia um olhar discreto para a porta entreaberta e a figura de meu noivo escondido no corredor mal iluminado, tocando-se ao assistir a cena imoral que estreava ao lado do moreno, os lábios rosados abertos, olhos focados em cada movimento que fazíamos, brilhando luxuriosos. Seu estado de pura compenetração motivava-me a fazer aquele oral usufruindo de toda a minha sensualidade.

Então, cessei as sucções na glande rosada fazendo com que um “ploc” audível e obsceno reverberasse pelo ambiente, deslizando minha língua por sua extensão em direção aos seus testículos, ao passo que Jungkook abriu suas pernas dando-me mais espaço para trabalhar em suas bolas com a minha boca, a qual as abrigou, brincando com as mesmas com a minha língua e chupando-as delicadamente, para não machuca-lo. Um gemido audível escapou de seus lábios acariciando meus ouvidos enquanto mantinha nosso contato visual.

Não demorou muito para que as mãos alheias se precipitassem até meus fios louros, puxando-os e afastando minha boca de seus testículos, ao que, entendendo suas necessidades, abocanhei seu pênis novamente, deixando que suas mãos em meus fios ditassem os movimentos de minha cabeça e seus quadris arremetessem com força contra a minha boca, infringindo um sobe e desce frenético no qual, a cada estocada era inevitável não engasgar com sua glande tocando minha garganta, ou permitir que as lágrimas molhassem meu rosto. Estava acostumado com a forma rude e impiedosa com a qual o outro fodia minha boca, não economizando em força e agilidade ao fazê-lo, transformando o simples ato de respirar em uma árdua tarefa, o aperto em meus fios tornando-se maior à medida que seu ápice se aproximava. Senti os jatos quentes do seu prazer preencherem minha boca e minha cabeça ser afastada de seu pênis de imediato, ao que meus pulmões gritaram por ar e não pude evitar tossir enquanto tentava engolir seu sêmen.

Sem esperar que me recuperasse, Jungkook segurou meu rosto, aproximando-o do seu e selando meus lábios com ternura, auxiliando-me a acomodar-me em seu colo novamente. O moreno afagou minhas costas, afundando seu nariz em meu pescoço e apreciando meu cheiro natural de morangos. Pude sentir um sorriso contornar seus lábios após plantar um beijinho molhado em minha pele ao que deitou sua cabeça sobre meu ombro, seus olhos negros fitando a figura de seu irmão que procurava ocultar-se no corredor de iluminação precária e, contra as minhas expectativas, a voz rouca de Jungkook ressoou pelo cômodo, intimidando seu irmão.

- Prefere se unir a nós ou se contentará em me assistir fodê-lo mais uma vez, maninho? – indagou petulante, o tom sarcástico fazendo-se notável em sua voz, um sorriso sacana contornando seu belo rosto.

Havia algum tempo que eu e Jungkook nos fizemos cientes dos hábitos peculiares de meu noivo, no entanto, optamos por não confrontá-lo, deixamos que Jeongguk assistisse nossas noites regadas por sexo e uma paixão avassaladora, como um telespectador introspectivo em sua zona de conforto, obtendo prazer ao nos observar tomarmos o corpo um do outro enquanto estimulava-se ao seu modo.

Sorri travesso ao ouvir o convite feito pelo moreno, ter ambos me tocando em uníssono sempre fora uma fantasia que parecia, até dado momento, improvável de ser concretizada.

Com isso, encarei os olhos arregalados de Jeongguk e, usando de um tom sensual e deveras convidativo, procurei convencê-lo: - Você não quer assistir de pertinho minhas reações? Não quer poder me tocar também, amor? – indaguei sugestivamente. – Está tudo bem aproveitar essa noite conosco. – disse afim de tranquiliza-lo e calar qualquer dúvida que nublasse sua mente.

Pude assistir os olhinhos negros distantes ponderarem sobre a minha proposta enquanto lhe falava ao que, para a minha felicidade, o acastanhado adentrou o cômodo de forma acanhada em seguida, caminhando vagarosamente até nós. Rapidamente afastei-me dos braços de Jungkook e virei-me sobre seu colo, ficando de costas para si e de frente para o meu noivo.

- Desde quando voc... – dizia o acastanhado, mas, afim de evitar que este pensasse muito ou que tivéssemos de iniciar um diálogo naquele momento, levei minhas mãos até as extremidades do roupão branco que cobria seu corpo, o puxando pela gola do mesmo e fazendo que que este se inclinasse, ficando com o seu rosto na mesma altura que o meu ao que ataquei os lábios rosados alheios, beijando-o com urgência e apreciando o sabor doce de seus lábios ao passo que invadia sua boca, deslizando minha língua sobre a sua. O outro suspirou em deleite em meio ao ósculo que trocávamos, levando suas mãos ao meu rosto e aprofundando nosso contato. Podia sentir as mãos do moreno atrás de mim contornarem as curvas de meu corpo enquanto sua boca ocupava-se de distribuir beijos e mordidas por minha nuca e ombros.

- Shhh, procure não pensar em nada no momento, apenas relaxe, sim? – pedi contra os lábios rosados, deixando selares carinhosos sobre os mesmos, encarando as orbes penetrantes a minha frente, a medida que deslizei minhas mãos por seu roupão, contente por saber que de baixo daquele tecido grosso, escondia-se o corpo completamente nu de meu noivo, ao que desamarrei a faixa que o prendia, vendo-o abrir-se perante mim e afastando-o dos ombros largos com minhas mãos, aproveitando para apalpar seus belos bíceps enquanto desfazia-me daquela peça.

- Como se eu pudesse pensar em qualquer outra coisa enquanto você me beija... – disse, rindo soprado e fazendo um sorriso satisfeito surgir em meu rosto, envolvendo seus lábios novamente com os meus e deixando que minhas mãos se aproveitassem de seu abdômen definido, sentindo a rigidez de seus gominhos sob meus dígitos.

A língua de Jeongguk explorava a minha boca com destreza, enrolando-se à minha de forma lenta e intensa, chupando-a vez ou outra, enquanto suas mãos afagavam carinhosamente minhas bochechas. Apreciava a maneira afetuosa com a qual o castanho me tocava, sentia-me desejado e amado sob seus dígitos e lábios, assim como também apreciava os momentos em que toda aquela delicadeza se fazia ausente e podia senti-lo duro e firme em meu interior.

Os contrastes entre os gêmeos faziam-se notáveis até mesmo na maneira como seus lábios envolviam os meus, como seus dígitos louvavam minha pele e suas mãos tocavam meu corpo, na forma como os olhos negros admiravam cada traço que construía a minha figura e no modo que suas palavras expunham os sentimentos e emoções que dedicavam a mim. Sendo semelhantes somente na intensidade com a qual adoravam cada pormenor de meu corpo e aspecto de minha personalidade, na sinceridade de seus sentimentos e no desejo avassalador que regavam por mim.

O moreno, por sua vez, maltratava minha pele com seus dentes salientes e suas presas, mordendo desde meus ombros até o meio de minhas costas, intercalando suas mordidas com beijos molhados e chupões, suas mãos inquietas ora apertavam minhas coxas, ora contornavam minha cintura, me surpreendendo ao segurar com força meus quadris, forçando-os contra os seus, ao que rebolei no colo alheio, sentindo sua excitação contra minha bunda, me fazendo gemer sobre os lábios rosados.

- Seu cheiro está me enlouquecendo, TaeTae, não consigo esperar por nem mais um segundo para me enterrar em você. – disse com a voz rouca e em um tom sôfrego, segurando seu pênis pela base e o pincelando por minha entrada, encaixando-o em meu orifício ao que empinei minha bunda para si, permitindo que o moreno me penetrasse de uma só vez, em um movimento ágil e firme de seus quadris.

Não pude evitar que um gemido esganiçado escapasse de minha garganta ao ter seu membro grosso preenchendo meu interior. Jungkook deitou-se sobre o sofá, apoiando-se de forma confortável sobre ele para depois emaranhar seus dedos entre meus fios, puxando-me para si, fazendo com que acomodasse minhas costas em seu peito. Suas mãos, logo se direcionaram até minhas pernas, agarrando ambas e segurando-as rente ao meu peito, deixando-me completamente exposto para Jeongguk, que tinha seus olhos focados em minha entrada que acomodava o pênis do moreno.

Após estarmos dispostos sobre o sofá da forma que Jungkook desejava, o moreno finalmente movimentou-se, saindo minimamente de meu interior para logo penetrar-me com força, indo fundo dentro de mim ao que revirei os olhos devido ao prazer descomunal que tomara meu corpo, gemendo manhosamente. Pude ver o acastanhado alcançar seu membro teso imediatamente, bombeando-o enquanto mantinha os olhos vidrados em nossas intimidades.

- Veja como nosso ômega engole meu pau tão bem... Tão molhadinho. – disse, repetindo seu movimento ao retirar-se minimamente de meu interior e deslizar com facilidade e força para dentro de mim novamente. – Incrivelmente apertado. – acrescentou, sua voz soando sôfrega e entorpecida pelo prazer, ao que tudo que conseguia era gemer, tanto por tê-lo dentro de mim quanto pelo estímulo visual de Jeon Jeongguk se masturbando, com suas bochechas rosadas, lábios entreabertos e visão turva, completamente focado em mim.

- Ggukie. – gemi seu nome manhosamente – Me toque também, por favor. – pedi, encarando-o com intensidade em meio as gemidos roucos que insistiam em ser liberados por minha garganta.

- Puta merda, Taehyung! – xingou, avançando rapidamente sobre mim, colocando uma de suas pernas entre as do moreno abaixo de meu corpo, sua boca procurando pela minha com urgência dando início a um beijo intenso, cheio de língua e dentes inquietos. Sua presença imponente se intensificando ao passo que o sabor doce de sua boca preenchia meu paladar e o cheiro cítrico de limões inebriava meu olfato.

Jeongguk passou a trilhar beijos a partir de minha boca, passando pelo meu queixo e pescoço, onde chupou meu pomo de Adão para então deslizar sua língua por minha clavículas, trilhando beijos por meu peito e dedicando uma atenção especial aos meus mamilos, os quais contornou com sua língua, mordiscando o bico com delicadeza e plantando um beijo molhado sobre os mesmos, para depois intercalar beijos e mordidas por todo o meu abdômen esbelto, demorando-se em meu umbigo, o qual chupou com força. E sem cerimônias, abocanhou meu membro, fazendo-o tocar o fundo de sua garganta, a língua inteligente acariciando meu pênis enquanto seus lábios comprimiram-se em torno de minha extensão, ditando um sobe e desce maravilhoso.

O moreno não cessou seus movimentos, manteve-os no mesmo ritmo, saindo minimamente de meu interior para arremeter-se com força em seguida, seu pênis acertando zonas erógenas enquanto ia fundo em mim. Tantos estímulos simultâneos estavam me levando ao êxtase, os toques de Jeongguk, sua boca me estimulando e o pênis alheio me estocando com força me embebedavam com o mais puro prazer. Era incapaz de controlar meus gemidos e arfares de deleite, ou de remexer meus quadris procurando por mais da boca alheia ou do membro teso em meu interior. E então, quando pensava que não tinha como aquilo ficar melhor, Jeongguk abandou meu pênis, fazendo com que um som erótico reverberasse pelo cômodo e, segurando seu pênis pela base, levou-o até minha entrada ao que arregalei meus olhos, lançando um olhar assustado para o acastanhado ao ter os movimentos de Jungkook cessados.

- Desculpa Tae, isso vai doer mas prometo fazê-lo esquecer-se da dor mais tarde. – avisou procurando tranquilizar-me, encaixando seu membro em minha entrada e colocando-o com cuidado em meu interior, ao que uma dor agoniante tomou conta de mim ao ter sua glande me preenchendo, um grito esganiçado escapou de meus lábios, minha face se contorcendo em dor enquanto lágrimas nublaram meus olhos.

O corpo de meu noivo abrigou-se sobre o meu, ao contrário de mim, Jeongguk parecia entorpecido de prazer, soltando um gemido rouco e arrastado a medida que forçava cada centímetro de seu pênis a adentrar em minha cavidade. Cravei meus dentes em seu ombro largo, mordendo-o com força, calando-me sobre a sua pele alva e abraçando seu corpo.

Nenhum dos dois gêmeos ousou se mover enquanto as lágrimas quentes molhavam o meu rosto, a dor contornava minha face e muxoxos de agonia fugiam de minha boca sendo abafados pela tez leitosa. Ambos procuraram distrair-me de minha agonia até que me sentisse confortável. Jeongguk secava as lágrimas que molhavam meu rosto, afagando minhas bochechas carinhosamente e ditando promessas de que logo me daria prazer. Ao passo que o moreno levou sua mão ao meu membro entre nossos abdomens, masturbando-me com firmeza e destreza, conferindo-me alívio em meio a dor.

Jeongguk foi o primeiro a quebrar a inércia entre nossos quadris, retirando-se quase por inteiro de dentro de mim, de forma lenta e calma, ao que me preencheu novamente, alternando seus movimentos com o irmão, que, enquanto o acastanhado me penetrava, retirou-se minimamente de mim para arremeter-se com força em seguida. Os gêmeos mantiveram este mesmo ritmo até que meus murmúrios de dor transformassem-se em gemidos de prazer e meu quadril passasse a se mover de encontro aos seus.

Tinha a majestosa visão do corpo orvalhado por suor de meu noivo, os fios castanhos molhados e grudados em sua testa, o abdômen definido contraindo seus gominhos ao mesmo tempo em que sua pélvis ondulava de encontro a minha, as suas mãos mantendo minhas pernas flexionadas unidas ao meu tronco, seus lábios tendo liberdade para tomar os meus sempre que desejasse, calando meus gemidos deleitosos ao deslizar sua língua sobre a minha. Enquanto o moreno tinha minha cabeça acomodada na curvatura de seu pescoço, podia assistir de soslaio sua face contorcendo-se de prazer e os arfares e gemidos roucos que escapavam se sua garganta e acariciavam meus ouvidos, suas falas sacanas provocando-me, suas mãos apossavam-se de minha cintura, forçando meu corpo a descer de encontro ao seu membro, ditando estocadas fortes e profundas.

- Que ômega guloso nós temos maninho, está engolindo nós dois ao mesmo tempo. – provocou Jungkook, saindo completamente de meu interior e me penetrando com toda a sua força novamente, me fazendo gritar de prazer.

- Tão gostoso, amor. – disse Jeongguk extasiado, beijando meus lábios e calando meus sons, enquanto estocava-me com agilidade.

O ritmo que ambos ditavam tornava-se bagunçado, ora ambos intercalavam suas penetrações, ora penetravam-me simultaneamente, dosando sua força e intensidade. No entanto, os gêmeos sempre acertavam meus pontos erógenos ao irem fundo em meu interior ou simplesmente ao estimularem minha próstata. Nossos corpos se conectavam e se encaixavam com maestria, as proporções de meu corpo esguio alinhando-se perfeitamente aos corpos másculos e torneadas que me embalavam, o suor de nossas peles mesclavam-se assim como nossos cheiros de menta, limão e morango pareciam ter tornando-se um só, em uma deliciosa mistura de cheiros e sabores, que estava me conduzindo a insanidade. De meus lábios eram entonados clamores por mais, por mais de seus toques, por mais de seus beijos, por mais de seus quadris arremetendo-se contra os meus, por mais daqueles alfas estonteantes a minha mercê, que faziam de mim uma completa confusão de sentimentos, sensações e emoções. A pronuncia de seus nomes embaralhava-se em meio aos gemidos deleitosos, não sabia exatamente a quem deveria implorar por mais, simplesmente, misturava tudo. Era “Jeonkook”, “Jungguk”, ou o que quer que minha mente e voz embargada por prazer chamasse.

Os gêmeos retiraram-se por completo de minha cavidade penetrando-me em uma perfeita sincronia de força e intensidade que me conduziu ao ápice, me derramando entre nossos abdomens, um grito esganiçado de prazer sendo entoado por minha voz grave, ao que meu corpo tinha breves espasmos e meus olhos giraram em suas órbitas, enquanto minha entrada os comprimiu, fazendo com que Jungkook atingisse seu orgasmo uma estocada depois, ao que ambos retiraram-se de meu interior.

O castanho que ainda não havia alcançado seu ápice, focou seus olhos em nossos corpos nus, tomados pelo prazer e o pelo cansaço, e bebendo de nossa nudez, tomou o seu pênis, bombeando-o com agilidade e firmeza, derramando-se em seu mão e enquanto clamava por meu nome pouco depois.

Naquela noite, éramos apenas nós três, duas serpentes enrolando-se ao herdeiro dos dragões com seus corpos reptilianos perdendo-se em meio as nossas curvas e contornos, nos embebedando do licor alheio, deixando que uma avalanche de prazer usurpasse nossa sanidade, permitindo que nossos corpos atingissem seus limites ao nos afogarmos um no outro, éramos o combo perfeito.

Deixamos que nossos corpos fadigados se recuperassem no sofá de couro apertado. Tinha meu rosto escondido na curvatura do pescoço do moreno, que afagava meus fios molhados por suor, seu peito subindo e descendo lentamente, ao mesmo tempo que minha cintura era abraçada pelo acastanhado, minhas costas apoiadas contra seu peito nu, a pontinha de seu nariz dedicando um carinho gostoso a minha nuca. Aproveitava aquele momento calmo, me deixando ser mimado pelos meus dois alfas, recebendo suas carícias com um sorriso terno no rosto e apreciando nossos cheiros completamente misturados, assim como nossos corpos enroscavam-se naquele pequeno espaço.

Naquele momento, estava exatamente onde sempre almejei estar: entre os contrastes harmoniosamente perfeitos dos Jeon.

26 de Junio de 2018 a las 06:45 0 Reporte Insertar 7
Fin

Conoce al autor

Ariane L. Um belo dia resolvi deixar de apenas ler para comecar a criar minhas proprias historias e, assim, me desafiar nesse mundo vasto e criativo da escrita. N deu outra: me apaixonei por escrever. Por enquanto, escrevo somente fanfics q retratam Taekook em varios contextos e universos alternativos, mas, futuramente, pretendo me aventurar em tramas originais. #TopJKStan #PowerBottomTaeStan {Only Army|KookV|TaehyungUtted|JungkookBiased|Suga Biased|Demisexual|Atheist|98 line}

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