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mayonnaiseket Agatha Christine

Apenas um conto colegial, narrado por uma garota ingênua que não sabe distinguir o amor da fissuração.


Historias de vida Todo público.

#contos #colegial #oneshot #adolescente #239 #258
Cuento corto
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Rodrigo

O ônibus amarelo sempre passava no mesmo ponto, todos os dias. Vários alunos se reuniam naquele mesmo ponto, onde conversavam, flertavam ou observavam as pessoas. Ela sempre foi do tipo que observava, mesmo que conversasse com seus amigos de vez em quando, encarar as pessoas de longe sempre fora seu passatempo preferido, mesmo que este pudesse se tornar perigoso com o tempo. Ela se apaixonava fácil, e quando seus amigos se tornaram amigos do garoto loiro de olhos claros que observava de longe antes, fora difícil afastar seu olha deste. Mas sua aparência e personalidade não eram boas o suficiente, é tanto que o loiro a ignorava completamente, como se a mesma nem existisse.


Sim, ela se machucou bastante com aquilo, mas não restava mais nada a não ser seguir em frente, e assim ela o fez. O loiro seguiria sendo apenas um colega para si, e não demorou muito para que aquele fato se concretizasse. E então, a garota parou de tentar observar as pessoas, aquilo só a prejudicaria ainda mais, e ser ambiciosa não era algo possível para alguém tão sem graça quanto ela, e até então, vivia muito bem sem estar se apaixonando, sentindo demais por uma pessoa que não a merecia de fato. 



Porém, sabemos que a sua história não termina simples assim, para sua infelicidade. E fora após uma festa de aniversário, esta de criança, em uma noite qualquer, em uma rua qualquer, que andava junto a sua prima, sozinhas, de volta para casa, que encontrou alguém de sua escola ao lado de uma garota magrinha em frente a um mercado. Vestindo uma blusa preta, sempre com seus fones de ouvido pendurados no pescoço, e algumas pulseirinhas no braço, que só conseguiam o deixar ainda mais estiloso, bem, pelo menos ao ver dela, claro.


Naquele dia, não o notou muito, nem ao menos fez alarde sobre o assunto. Mas, só por ter tornado seu rosto conhecido a si mesma naquele dia, o perigo havia sido instalado em seu coração.


E mais uma vez, estava no ponto de ônibus, sentada e completamente alheia ao que os seus amigos conversavam, ela o capturou com os olhos. O garoto estava sorrindo ao lado dos seus amigos, suas pálpebras formando ruguinhas ao final daquela ação. Fofo, quis pensar, mas então um dos assuntos da sua rodinha finalmente chamou sua atenção e a desfocou do menino que tanto observava.


Mas, entretanto, todavia, ao chegar na sua sala, observou que aquele mesmo garoto de antes ficava escorado em frente a sala ao lado, mexendo sempre em seu celular, nunca desviando sua atenção do aparelho para qualquer outra coisa. E ele fazia aquilo todos os dias, sem exceção, todos os dias. As pessoas entravam e saíam de sua sala, mas ele continuava ali, até que o professor entrasse e desse início as aulas. Estava ficando perigoso, que coincidência perturbada que só a deixou ainda mais enrascada do que antes. Ele provavelmente fazia isso desde o primeiro dia de aula, pensou.


Ela provavelmente só não o havia notado antes. Incrível como alguém passa de insignificante, para de extrema significância para as pessoas. E ele estava cada vez mais presente para ela, que não se cansava de observa-lo a cada instante, se perguntava de como ele não conseguia a perceber. Era porque ela não era correspondida, sabia disso.


Só que ela não queria ser correspondida, apenas desejava poder ver-lo de longe, e esperava que pudesse conseguir o continuar fazendo. Lembrou-se de uma época feliz, de quando esperava dois de seus amigos terminarem uma prova na sala ao lado,  e estava apenas eles dois no corredor. Foi quando escutou sua voz pela primeira vez.


Ele havia derrubado o celular no chão e gritado "bosta" como fruto de seu instinto. Fora tão fofo e inesperado, que ela não evitou cair na risada, tomando cuidado para que ele não a escutasse.


Mas seus dias felizes estavam contados nos dedos. Ela não poderia observa-lo para sempre, sabia disso. No entanto, não pensava que fosse ter que parar tão cedo de fazê-lo. Ele já tinha namorada, descobriu isso quando o viu abraçado a ela no auditório da escola, sorrindo aberto enquanto conversava com ela. Eles ficavam tão fofos juntos, suas alturas eram correspondentes e ela era tão linda quanto gente boa, não sentia necessidade de odiá-la, muito menos precisão. E por respeito, pararia de encarar o garoto, mesmo que isso fosse lhe custar disposição.


Não estava apaixonada por ele, nem o conhecia de fato, ela estava fissurada em si, mais do que a mesma queria, mas era apenas isto. O esqueceria, e seria por respeito.


Talvez mais por necessidade

24 de Junio de 2018 a las 15:31 0 Reporte Insertar 0
Continuará…

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