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kalinebogard Kaline Bogard

“Os pecados dos pais são pagos pelos filhos”. Ele suportaria tudo para proteger a mãe; mas, de repente, seu destino parecia um fardo tão pesado... AxK, MxU


Fanfiction Bandas/Cantantes No para niños menores de 13.

#Clas #mafia #linguagem-impropria #alcool #homossexualidade #Alice-Nine #the-GazettE #Uruha #Miyavi #kai #aoi
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Conformando-se

Aoi bateu a porta do carro com mais força do que gostaria. Não. Na verdade ele bateu com toda a força que queria ter usado no momento.

Sim, ele estava furioso. E não, ele não tinha escolha.

Protelara aquela decisão pelo máximo de tempo possível. Agora tinha que dar o passo definitivo. Shikisho!

Olhou a grande e bela casa a sua frente. A casa de seus antepassados, com anos e anos de tradições, que seriam quebradas graças a ele, e graças a uma promessa maldita feita há quase vinte e três anos atrás, quando não passava de um sopro de vida no ventre de sua mãe.

Deixando a hesitação de lado, entrou. Foi recebido por um mordomo totalmente solene e cheio de cerimônias que lhe recolheu o casaco negro. O clima dentro da grande sala de visitas era agradável graças à lareira acesa e bem abastecida.

Os olhos escuros voltaram-se para o emblema preso à parede logo acima da lareira: um grande Dragão vermelho. O símbolo do seu clã. O símbolo que, em pleno século XXI, ditava o rumo de seu destino. Amaldiçoou seu nascimento.

– Sua mãe o aguarda, Mestre. – o mordomo o lembrou de suas obrigações.

Aoi apenas acenou com a cabeça, tomando a direção das escadas. O título usado pelo velho homem apenas lhe despertou para o inevitável. Suas obrigações vinham em primeiro lugar. Sempre.

Silencioso assim como uma sombra galgou os degraus recobertos com um tapete negro. Atravessou o longo corredor e parou em frente ao quarto de sua mãe. Bateu duas vezes antes de entrar.

Mal adentrou o aposento e toda a raiva e frustração que sentia desapareceu. Seu coração encheu-se apenas de acalento e preocupação. Como podia guardar algum sentimento ruim na presença da única pessoa que amava no mundo, por quem daria sua vida?

Impossível.

– Mamãe...? – perguntou, temendo que ela estivesse dormindo.

A jovem senhora sobre a cama abriu os olhos e sorriu cheia de alegria. O rosto pálido e doentio resplandeceu e ela tirou as mãos de sob as cobertas, chamando-o para um abraço.

– Yuu-chan! – lágrimas brilharam nos cantos dos olhos tão escuros quanto os do seu único filho.

Aoi aproximou-se da cama e deixou-se ser apertado com carinho, antes de sentar-se na beirada do colchão.

– Como se sente, mamãe?

– Bem! – sorriu – Quando chegou?

– Agora. – respondeu sério – Eu... vim...

A mulher tomou as mãos do filho entre as suas: – Sumimasen. Por minha culpa...

– Ie. – cortou a lamentação – Vou cumprir a promessa que a senhora fez, mamãe. Não importa o que custe.

– Demo...

– Você fez o que fez pra me salvar. Nunca poderei retribuir.

Aoi viu a mãe entristecer-se mais e mais: – Yuu-chan... Pensei que faria o certo pra você, demo... Tenho dúvidas agora! – suspirou – Sabe que pode desistir a qualquer momento.

O rapaz balançou a cabeça. Sabia perfeitamente daquele fato. Se quisesse desistir, era só entrar no carro, dar a partida e voltar para os EUA, onde terminara de cursar a faculdade. Porém, se fizesse isso, sua mãe teria que pagar o preço exigido pelo Conselho dos Doze Clãs, dos quais sua família era a representante do Dragão, um dos ‘Quatro Comandáveis’.

Há vinte e três anos sua mãe fizera uma promessa. E agora Shiroyama Yuu, conhecido como Aoi entre os seus, voltara para pagá-la.

Teria que abrir mão de todos os seus sonhos, de todos os seus desejos, reformular sua vida daqui pra frente e recomeçar um novo caminho. Mas tudo bem. Estaria tudo bem se pudesse salvar sua mãe.

Sorriu carinhoso:

– A senhora sabe se ao menos ela é bonita?

Não podia mentir: só de pensar em sua noiva prometida tinha calafrios. Tudo bem que não fosse bonita, mas, pelos Destinos, que fosse alguém gentil e agradável de conviver. Se fosse obrigado a passar o resto de sua vida ao lado de uma mulher insuportável...

Parecia inacreditável que casamentos arranjados ainda acontecessem no Japão moderno, mas aconteciam. O seu havia sido combinado antes de nascer, quando sua mãe ainda o carregava na barriga.

E a família Shiroyama pertencia a um nicho ancestral do Japão, onde uma promessa, mesmo as sussurradas ao vento deviam ser cumpridas.

Sua mãe não sussurrara palavras ao léu. Ela firmara um juramento e dera sua palavra diante dos representantes de cada um dos Doze Clãs. Antiquado e obsoleto, mas inescapável.

Depois de um curto silêncio, a mulher adoentada sorriu e respondeu:

– Hn. A mãe dela é a mais bonita do Clã do Galo. Sua gentileza era lendária... A última notícia que tive desse clã foi há uns dezenove anos atrás, quando soube que ela estava grávida. Depois... Perdemos contato por completo.

Yuu sabia como os clãs podiam se isolar totalmente se quisessem. E, em tempo de paz como os que viviam, espionagem era imperdoável. Ninguém era tolo de quebrar as regras e talvez começar uma nova e imprudente guerra.

– Então se ela for como a mãe eu ficarei feliz em aceitá-la como minha esposa. – tentou passar alguma convicção e aparentemente conseguiu, pois viu a mãe relaxar sobre o colchão macio.

– Quando você parte?

Aoi piscou. O clã do Dragão tinha suas bases mais fortes no extremo leste do Japão. O clã do Galo estava estabelecido no extremo Oeste do arquipélago. Se pegasse um vôo sem baldeação poderia chegar em poucas horas. Já tivera contato com um Mensageiro do clã rival, e acertara o encontro para o dia seguinte. Foi o que explicou para a mãe:

– Amanhã. Um Mensageiro me ajudou a combinar as coisas. – respirou fundo, quanto antes terminasse com aquilo melhor. Com um pouco de sorte teria filhos, e continuaria a descendência do Dragão unindo-se a outro dos Grandes Clãs. Seria uma geração poderosa.

– Me envie uma foto da garota. – pediu esperançosa. Ainda era mãe, e; apesar das circunstancias pouco comuns, seu único filho estaria partindo para arrumar as coisas do casamento.

– Hn. Fique tranqüila. Vai dar tudo certo.

Ele encontrava consolo naquela crença sem saber que, no dia seguinte ao conhecer a noiva prometida, seus sonhos seriam todos destruídos...

18 de Junio de 2018 a las 12:43 2 Reporte Insertar 1
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Aislyn Rockbell Aislyn Rockbell
Ela ta repostando essa fic!!! AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH eu não acredito!!! Isso quer dizer que está a alguns passos de voltar a escrever com fandons que eu gosto? *-* Se você soubesse o tanto que gosto dessa história... Foi uma das primeiras que eu li das suas. Pior que nem posso comentar demais sobre esse casamento sem dar spoilers, mas eu sei que vem treta das boas pela frente <3
18 de Junio de 2018 a las 19:18

  • Kaline Bogard Kaline Bogard
    Huhsauhsauhsa desenterrei essa do fundo do bau. Vou postar aqui pra ver se tem publico e pra encher o perfil, né? Movimentar mais. Pensei que a categoria bandas tivesse falecido, mas senti que ainda tem pulso. Fraquinho, mas tem. Não vou dizer "dessa água não bebereis", porque já disse em outros casos e acabei beberendo xD socorro! 19 de Junio de 2018 a las 05:25
~

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