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erincarmel E C

Todos os caminhos de Zuko foram previamente definidos por seu pai Ozai, porém, isso apenas o destruiu por dentro. Sua alma clamava pelas cores que a vida lhe tirou. [Angst|InkDisney|Depressão|UA]


Fanfiction Caricaturas Sólo para mayores de 18.

#yaoi #angst #zuko #depressao #avatar #inkdisney #sokka #pocahontas
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Quando a vida se torna cinza

Notas iniciais: Fanfic desenvolvida inteiramente para o desafio InkDisney com a música Cores do Vento, do filme Pocahontas.

Aviso: Angst, depressão e menção ao suicídio.

Dedico essa fic a minha lindissima irmã - e beta -  que me fez ver o mundo com cores <3. 


Quando a vida se torna cinza


Existiam inúmeras coisas das quais eu poderia ter desistido.


Eu já tinha desistido dos meus sonhos. Desde os sonhos infantis em salvar pessoas até os sonhos de escrever livros. Mas o mais doloroso fora a desistência do piano por capricho de meu pai.


“Vai viver do que com música?”


Eu que escutei tal frase tantas vezes, pois deveria ser alguém melhor, ser o orgulho da família, a superação de meu pai e, acima de tudo, o investimento para assumir a presidência do Grupo Ozai.


Perfeição se tornara meu sonho, porque era assim que as coisas deveriam ser quando se tratava de mim. As minhas notas deveriam ser impecáveis e o primeiro lugar da turma não era nada mais, nada menos do que minha obrigação.


A escolha do curso de graduação nunca coube a mim.


“Seu futuro já foi definido.”


A minha postura diante de pessoas também deveria atingir a perfeição de uma pessoa muito bem instruída, simplesmente porque, eu era definido por como as pessoas me viam.


Existiam muitos olhos sobre mim. Tantos, que dormir se tornou muito pesado com o tempo. Os pesadelos sempre tão constantes, as inseguranças tirando o sono.


Ah... eu me lembro de todas as madrugadas em claro.


Lembro que escrevia tentando amenizar a dor, em hipótese alguma eu poderia liberar de outra forma. Porque o corpo não era meu, a vida não era minha e a gratidão em existir pela gentileza de quem me criara deveria refletir em mim todos os dias.


Em todas as falas, em todos os atos, em absolutamente tudo...


Mas meu corpo cansou de viver uma mentira, cansou de corresponder a todas as expectativas que jogaram em mim. Eu me esgotava com um simples levantar da cama e deixava de fazer as coisas mais básicas que um ser humano faria em modo automático.


Eu devia ter lutado mais...


Me vi inúmeras vezes sem saída e aceitei por um tempo o que o destino traçou para mim. Porém, era tão doloroso ser cinza e mais ainda conviver com toda a dor. Só existia uma única saída para mim e eu a abracei.


Eu desisti da minha vida.


[...]


Acordar em uma cama de hospital definitivamente é a pior das situações.


Notei pelo tecido já tão conhecido das roupas que os pacientes eram obrigados a utilizar. O quarto individual dava indícios que eu estava ali a dias.


Minha cabeça doía como nunca, assim como meus braços pelas agulhas que conectavam a algum medicamento. Só que haviam muitas marcas além das que eu mesmo tinha feito na minha pele, tudo porque muitos funcionários detestavam pacientes suicidas e o tratavam da pior forma possível dentro de hospitais.


Eles acreditavam que tal tratamento me faria nunca mais voltar ali, o que eles não entendiam é que eu não estava ali por capricho. Porque não era minha primeira vez ali, só não contava que voltaria a mesma trágica situação.


Comecei a tentar identificar o ambiente, mas a escuridão denunciava que já havia anoitecido. E embora tentasse focar em certos pontos de luz a minha visão estava turva, logo, não conseguiria ver muita coisa.


Um desses pontos aparentou ser a porta, a qual estava aberta e ouvi pessoas rindo. Aos poucos consegui identificar os dois seguranças de meu pai que mostravam algo de um celular para o outro. Era de se esperar que meu pai fizesse aquilo – esconder o filho que tentara pela terceira vez tirar a própria vida.


Apertei as mãos e não consegui usar muita força, consequentemente, tive dificuldades para me sentar também. Mas uma mão me ajudou segurando com firmeza minhas costas enquanto a outra puxava meu braço direito.


Sokka – embora ainda sobre efeitos dos sedativos que tomei além da conta, nunca deixaria de reconhecer seus toques firmes e quentes. Suas mãos eram sempre quentes e eu as amava.


Tentei encontrar seu olhar e não vi o olhar irônico – tão típico, mas sim vi a dor que eles carregavam e soube que a causa era eu. Desviei e abaixei a cabeça por vergonha, ele era o último que deveria me ver assim.


– Por que... – ouvi seu suspiro, ele com certeza não sabia o que perguntar. – Por que nunca me contou?


Eu tinha muitas respostas já prontas para ele, mas nenhuma delas saiu – já que eu só conseguia chorar. Chorava em desespero, abraçando meus joelhos e tentando inutilmente conter os soluços com as mãos.


Tudo em vão, eu só chorava mais e mais.


– O que nós somos para nunca me contar sobre o que acontecia com você? – nem minha língua correspondia aos comandos de minha mente.


Meu coração doeu mais quando senti a mão quente da pessoa que mais amava no mundo deixar meu ombro. Eu ia chamá-lo e explicar tudo, mas ainda não conseguia.


Passos pesados deixaram o quarto e o ouvi comunicar aos seguranças que eu estava acordado.


As luzes foram imediatamente acessas, as enfermeiras chamadas e meu tio Iroh entrou correndo esbarrando em todos a sua frente, quase gerando um alívio cômico.


Um sorriso de alívio surgiu em seu rosto diante das lágrimas que ele não se envergonhava em mostrar. Praticamente se jogou na cama para me abraçar todo desajeitado.


– Me perdoa Zuko – falava dentre os soluços que eu copiava. – Eu deveria estar aqui quando precisou de mim – ele se referia a inauguração da nova casa de chá que atendeu em outro estado.


Neguei com a cabeça, ele que sempre fora meu único apoio e compreendia a situação que meu corpo se encontrava após tantos medicamentos de uma vez. O abracei enquanto as lágrimas se acalmavam. Tio Iroh era meu porto seguro, com ele eu não tinha vergonha da doença que carregava desde o acidente. Nossos abraços eram demorados e bem apertados. “Até que você se sinta melhor”, era o lema de tio Iroh.


Então ele me sacudir checando se eu já estaria pronto para rir e usou uma mão para me fazer cócegas. A reação foi quase que imediata e eu ri me desfazendo do abraço para fazê-lo parar.


– Eu já volto, preciso chamar seu médico – levantou e se retirou do quarto, mas sem antes dar um tapinha no ombro de... Sokka? Então ele ainda permanecia ali.


Apoiado na porta e de braços cruzados, ele me dirigia aquele raro olhar. Em qualquer outra circunstância eu implicaria com ele sobre ficar com ciúmes de meu tio, mas aquele olhar trazia uma indignação que eu nunca tinha visto antes.


Não consegui encará-lo.


Mantive a cabeça baixa e ouvi seu suspiro pesado, ainda assim sabia que ele coçaria a cabeça bagunçando os cabelos compridos antes de se aproximar cuidadosamente de mim.


Tive todas as previsões confirmadas quando a cama afundou ao meu lado e o calor de Sokka invadiu meu espaço com seus braços acolhedores para um abraço.


– Por favor não esconda de mim – ele implorou. – Não se esconda de mim.


Após muitas lágrimas, alguns esclarecimentos superficiais – como o diagnóstico da depressão, além de receber inúmeros sucintos selares nas mãos vez ou outra. Eu, finalmente, adormeci em seus braços. O efeito dos remédios que tomei dias atrás ainda permaneciam em meu sangue.


Era engraçado como ele sempre convertia qualquer ocasião para que eu ficasse mais calmo, fosse com suas piadas ruins ou os cafunés certeiros. Ele sempre me acalmava.


[...]


Estávamos deitados da forma que a cama permitia, colados um ao outro. Acordei de bruços sobre seu peito largo, o dia estava amanhecendo e ele ressoava baixinho. A respiração dele fazia com que eu me movesse no mesmo ritmo e ri daquilo.


Me lembrava de quando o conheci, seus amigos o acusavam de roncar durante os acampamentos e ele apenas negava – “Gays não roncam”. Foi crush à primeira vista.


– Espero que não esteja rindo de mim – disse de olhos ainda fechados.


– Nunca – devolvi debochado.


Seus olhos abriram rapidamente, eu quis desviar e evitar a conversa que viria a seguir, mas ele segurou meu rosto diante de si.


– Katara sabe?


Minha primeira amiga, aquela que me conheceu antes do meu acidente enquanto o irmão vivia com o pai desde a separação da mãe deles – em outra cidade distante. Katara era a outra pessoa que além de meu tio sabia sobre tudo.


Ela nunca me abandonava e cumpria a difícil tarefa diária de espantar todos aqueles que faziam bullying comigo devido a grande cicatriz estampada em meu rosto desde o dia que perdera minha mãe em um acidente de carro. Eu saí totalmente ileso do acidente porque mamãe jogou o carro contra o muro de forma que só ela se machucasse. Eu fiquei desolado e meu pai arrasado, pois daquele dia em diante ele só teria a mim.


Era isso que todos conheciam, o que poucos sabiam era que fora meu próprio pai quem me amaldiçoou por toda a vida.


Ele me culpou.


Ozai cortou meu rosto ali mesmo no hospital – seu objetivo era meu olho esquerdo. Contudo, eu desviei e fugi dele. Tio Iroh me amparou no hospital e os enfermeiros se assustaram pois eu não tinha machucados do acidente. Notaram que nada aconteceu com meu olho, o punhal atingira apenas minha sobrancelha. Só que a marca ficou para sempre e eu tentei esconder como pude, dizia a todos que ganhara a cicatriz durante o acidente.


Isso Sokka não sabia.


Ele era a parte feliz, alegre, descontraída, divertida, amável e amorosa de minha vida. Como eu poderia destruir tudo isso contando a verdade? Como poderia espantá-lo com a verdade podre que compunha minha vida?


– Sim... – eu não podia mais esconder isso dele.


– Como é possível que eu nunca tenha percebido? – agora eu entendia, bastou olhar diretamente em seus olhos para saber que não era comigo que ele estava bravo, mas sim com ele mesmo. A indignação se manifestou por não ter notado meu sofrimento, não era?


– Eu nunca quis te mostrar isso...


– Assim como tentava esconder seu rosto? – tirou gentilmente a franja que cobria parte da minha cicatriz.


– Você não entende – tentei sair de cima dele, mas seus braços circundaram minha cintura.


– Achei que já tínhamos esclarecido isso – seu tom ficou sério e o olhar se tornou intenso. – Eu amo, absolutamente, todas as partes que te compõem.


Senti todo meu rosto enrubescer, era a primeira vez que ele dizia algo assim. Ainda estávamos saindo as escondidas devido a minha complicada vida como sucessor e era tudo tão novo e recente para mim.


– Mas eu não tenho como entender tudo, você tem razão. Eu não entendo o porquê de estar aqui – ele dizia tudo com cuidado para entrar no assunto que eu tanto evitava.


Escapar era impossível com ele me apertando cada vez mais contra si, o que me restava era enfrentar.


Enfrentar seu olhar de um azul intenso, que combinavam muito bem com a pele morena. Eu que nunca esperei uma única troca de palavras com ele, agora estava ali sendo amado por ele. Se a dois anos atrás me dissessem que eu o teria, iria rir. Sokka era um sonho em forma de gente.


Quando nos conhecemos ele acreditou que eu tinha sentimentos por Katara. Nossa proximidade fazia com que as pessoas confundissem nossa amizade, era bem comum. Porém, eu me desesperei quando ele me alertou sobre brincar com os sentimentos dela, porque na verdade eu tinha todos os meus interesses voltados para com ele.


Naquele mesmo dia eu contei tudo a ele a ele e bem...


– Por que está sorrindo assim? – eu consegui o deixar desconfortável com meus olhares fixos em todos os detalhes que eu adorava nele. Seus olhos, suas perfeitas sobrancelhas, os cabelos soltos espalhados por todo o travesseiro, a linha quadrada de sua mandíbula e a característica feição de quem iria fazer uma piada mesmo sabendo que seria muito ruim.


– Não precisa tentar me fazer rir antes de fazer a pergunta – lhe disse ainda que triste e sorri, pois, necessitei gravar aquele momento antes que tudo desaparecesse.


– Eu não quero te forçar a nada – eu estava me deixando levar pelo seu olhar penetrante, minha mente só queria o seduzir e deixar tudo de lado.


Ele percebeu.


– Você nunca me força a nada – minha voz começava a falhar. – E eu não estou aqui somente-


– Zuko, – me interrompeu quando aparentei recomeçar a chorar – você só precisa me contar o que se sente confortável em me contar. Porque eu só quero que você fique bem.


– Mas... – procurei qualquer falha em sua feição e não encontrei. Sokka sempre era muito sincero e genuíno em tudo que fazia.


– Eu adoraria que me contasse tudo e imagino como deve estar sendo difícil – voltou as mãos para meu rosto o acariciando. – Sempre respeitei seu tempo e espaço, isso não irá mudar. Não importa quanto tempo leve para me contar tudo, porque estarei aqui.


Por segundos o tempo parou e eu o olhei em total choque. Esperava, mas desacreditava que escutaria isso de outra pessoa – ainda mais quando essa pessoa é aquela que eu faria qualquer coisa para não perder. Novamente eu me perdi no azul que tanto me acolhia e me dava esperança de continuar a buscar razões para continuar existindo.


As lágrimas teimosas caíram e molharam meu rosto, foi até possível sentir o sabor salgado quando abri o sorriso aberto que tanto escondia do mundo.


Esse era o efeito Sokka, sem nem perceber eu já sorria de volta para ele e o mundo parecia só nosso. Nada interferiria ou romperia aquela bolha.


A não ser pela bomba relógio, eu.


– Meu objetivo é conhecer todos os seus detalhes – Sokka proferiu ganhando minha atenção. – E nem por isso você precisa me contar tudo.


– Então como fará isso? – se ele queria me distrair de minhas inseguranças estava conseguindo.


– Estarei com você – ele já não sorria. – Em qualquer lugar.


– Qualquer lugar? – franzi o cenho.


– Sim, eu preciso saber tudo sobre você. Até o que você mesmo não sabe.


Aquilo me assustou e eu levantei rapidamente para me afastar dele. Saí aos tropeços da cama e a dor tomou o meu braço quando arranquei uma agulha que ainda estava me perfurando.


– O que está sentindo Zuko?


– Eu não... – me agachei afundando o rosto nas mãos. – Medo. Tudo é tão cinza.


Eu não reconheci minha voz, assim como ele que se aproximou lentamente enquanto minha respiração normalizava. Tão óbvio que eu senti aquilo a vida inteira, mas eu nunca tinha falado em voz alta. Era assustador ter medo de viver, medo do que a dor poderia causar em mim e, principalmente, medo de perder.


Eu não quero perder você.


– O que te faz pensar que me perderia? – se abaixou em minha frente com receio de invadir o espaço que eu fechara.


– Quando me conhecer de verdade, – o olhei com um triste sorriso – você não vai continuar aqui.


A mágoa era nítida em sua expressão, porém ele me surpreendeu mais uma vez em apenas suspirar e sentar-se diante de mim. Fez o simples gesto com uma mão – me convidando a sentar também e o imitei.


– Você quase perdeu.


Toda tensão que eu carregava em meu corpo não se comparava com o peso que se instalou na sala, pois ele não se referia a ele me deixar.


– Já tomou sorvete Tailandês?


– De onde-


– Sim ou não? – me interrompeu.


– Não, mas-


– Então precisamos ir tomar, – ficou pensativo por um segundo – ou seria comer? Eles são bem diferentes do convencional.


O encarei sério como se ele estivesse aprontando algo e ele riu. Sempre fazia isso, quando algo apertava para seu lado ele apenas ria em deboche.


– Tulipas? – eu não estava entendendo nada. – Podemos viajar para conhecer os campos de tulipas.


– Eu já os vi por foto – fiz pouco caso.


– O que é péssimo, – riu de novo – precisa conhecer como realmente são.


– Sokka...


– Podemos programar um acampamento, o que acha?


– Eu sei o que está fazendo – toquei suas mãos.


– Aquela banda que você tanto adora vai fazer um show em breve por aqui-


– Por favor, – o interrompi – se explique.


– Existem muitas coisas que precisa conhecer, não se esqueça delas – as mãos tremiam. – E não se esqueça das coisas que mais ama. Pode me prometer uma única coisa?


– Se isso não envolver um acampamento...


– Me prometa que vai se dar uma segunda chance e que vai ouvir seu coração de agora em diante.


– Você até parece uma princesa da Disney falando – os papeis de inverteram, eu fazia piadas sem graças enquanto ele tomava o tom sério.


– Você não é o único que tem medo, – senti seus braços me puxarem para um abraço desajeitado – eu praticamente morri quando ligaram para mim. Por favor, não me deixe mais fora de sua vida.


– Sokka, – era a vez dele se permitir chorar e eu o acolhi – eu sinto muito que tenha sentido isso.


– Você não precisa se desculpar, nós vamos colorir esse seu mundo cinza, juntos.


Me permiti ser abraçado mesmo que diante de várias pessoas que assistiram ao final de nosso diálogo – seguranças, enfermeiras e até mesmo o médico atrasado. Depois de tantos anos eu senti que as coisas poderiam ser diferentes e que alguém não somente lutaria por mim, mas comigo.

13 de Junio de 2018 a las 02:08 9 Reporte Insertar 7
Fin

Conoce al autor

E C Comecei a escrever por conta dos sentimentos ruins que tenho em mim, mas aos poucos comecei a escrever sobre os bons também. Então tem muito drama aqui, ele vem com facilidade. Mas tenho um pé no fluffy com umas pimentas 🌚 Porque a vida é puramente uma peça de teatro bem trágica 💜

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Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá! Olha, que escolha de shipp inusitada hein? Eu nunca tinha visto, mas achei muito legal a relação entre eles hahaha. Vamos por partes né? Primeiro, nossa você tratou do tema depressão, principalmente no começo, de um jeito bem profundo e bem forte, fiquei feliz de não ser romantizado como acaba acontecendo muitas vezes, mostra como não só o Zuko, mas as pessoas que se importam com ele e são próximas sofrem também, é realmente um peso que não é só uma pessoa que carrega. Apesar de quem tem levar a maior parte, não é como se só ele fosse atingido pelas consequências dela, como você mesma compara, uma ‘bomba-relógio’, gostei muito dessa metáfora. Tio Iroh sendo um anjo e não surpreende ninguém, ele é um ícone <3 E o que falar sobre o Sokka sendo o melhor namorado do mundo? Achei muito fofo, talvez um pouquinho OOC porque o Sokka tem aquilo de estar sempre fazendo as piadinhas idiotas, senti um pouco de falta disso, mas é perdoável, a situação não era propícia também. O Zuko tem sorte de ter pessoas tão maravilhosas do lado dele pra o ajudarem a colorir de novo o mundo dele <3 Eu só vou dizer que você poderia ter explorado um pouco mais a música, não é possível perceber ela logo de cara, sendo um trecho específico da letra dela (aquela que ela fala de “já ouviu o lobo uivando? Já viu um lince sorrir”) relacionada comum trecho específico da história, e isso só acontece no final, quando o Sokka começa a falar das experiências que ele ainda deve ter, e no resto da música ela fica meio perdida. Mas fora isso, gostei muito dessa mensagem que você quis passar. Parabéns pela sua história e obrigada por fazer parte do desafio <3
23 de Junio de 2018 a las 11:16
Way Borges Way Borges
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.... VOCÊ CONSEGUIU! TÊM AS MINHAS LÁGRIMAS SUA MONSTRAAAAAAA... Não aguentei, essa one me fez chorar, Erica eu estou bad por causa dessa historia. Tadinho do Zuzu, você é tão cruel, meu gzuz cristin. Como consegue dormir a noite? Nãm mermã, assim meu coração não aguenta. A fic não tem morte no final, mas a narrativa faz sentir aquela dorzinha aguda no peito e dá uma vontade de chorar em posição fetal. Muito bem escrita, é um tema bem pesado, mas adorei a historia... Bjs
22 de Junio de 2018 a las 20:36

  • E C E C
    AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA ia dizer perdão, mas eu também nunca escrevi uma fanfic chorando tanto ao mesmo tempo. Ela é totalmente pessoal (até demais) e eu precisei encaixar outras coisas para não me sentir tão exposta hehe Eu realmente quis passar os sentimentos pesado, fico feliz que tenha sentido eles e peço perdão ao mesmo tempo. Obrigada <3 27 de Junio de 2018 a las 12:18
Crazy Clara Crazy Clara
Eu comecei a ler tinha um tempo, mas parei porque vi qual era o tema. Aí tinha que estar psicologicamente preparada e tal. Bom. Depressão é horrível. O mundo cinza é horrível. Zuko, lamento por tudo. Quando a vida aperta ainda mais, piorando o quadro, imagino o pesadelo que deva ser. Mas ver o Sokka tão lindo sendo a âncora dele. Cara, o personagem da obra original mesmo sendo aquele oposto do Zuko, todo feliz, saltitante, piadista, querendo saber do melhor da vida. Eu tinha pensando neles mais por um casal daqueles que a gente junta por terem rixas que parecem mais tensão sexual contida, mas você me mostrou uma oposição de personalidades que eu não tinha reparado. Muito fofinho essa poética da alegria e atitude despretensiosa do Sokka colorindo o cinza do Zuko. Ficou lindo. E a capa, é, linda, MÉL DÉLZ QUE CAPA LINDA, EC
20 de Junio de 2018 a las 22:11

  • E C E C
    Vou fazer as confissões da fic hehe, eu iniciei ela sem personagem e sem shipp. Só queria escrever sobre porque era o que a música me passou - as coisas que são perdidas. Nesse caso âncoras são importantes, e eu nem ia colocar um shipp até ver AQUELA fanart. Os dois fofinhos, colegial, Zuko feliz e coloquei ele ali. Sei que tá bem occ tadinho, mas... ficou assim hehe Um dia ainda pego no universo original esses dois de jeito e mantenho o oc. Também, vale lembrar que eles mal desenvolvem uma "amizade" em atla (totalmente crack). Obrigada <3 A capa é maravilhosa, Pinterest salva vidas, amém artista <3 20 de Junio de 2018 a las 23:02
Amira Chiwa Amira Chiwa
Mais um dia e a Erica me deixando em posição fetal, me lembrou muita minha infância onde eu era cobrada para ser a melhor mas eu apenas queria ser mediana. Nunca tinha pensado nesse shipp e amei
19 de Junio de 2018 a las 21:18

  • E C E C
    Pois é, essa fic é muito pessoal pra mim e ainda assim eu coloquei ela nunca fic e com shipp aoksapoks obrigada por ler e comentar <3 19 de Junio de 2018 a las 23:06
Daniela Machado Daniela Machado
Essa fanfic (mesmo eu não shippando) me fez chorar porquê eu me identifiquei demais, a pressão, a obrigação, a obsessão com a perfeição, o mede de decepcionar e o jeito como você escreve, junto com tantos outros detalhes que você colocou tão bem me fizeram sentir a intensidade e a emoção, a carga que ela trás e todos os sentimentos sombrios que a depressão faz ter. Sua história merece um prêmio, um pedestal e um bolinho pra autora. É incrível. Queria mostrar ela para todos que vêem depressão como frescura e pra todos aqueles que pensam em cometer suicídio. Parabéns pelo trabalho incrível e obrigada por compartilhar ele, o mundo deveria ler essa história <3
16 de Junio de 2018 a las 21:30

  • E C E C
    Eu salvei seu comentário para sempre no meu coração. Porque fiquei tão feliz, mas tão feliz com ele que até chorei. Você captou tudo o que quis passar aqui e entende bem como é tudo isso. Muito obrigada pelo comentário de verdade. Essa história tem muito de mim e fazia tempo que queria escrever algo assim. <33 18 de Junio de 2018 a las 17:49
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