Qual o Significado do Amor? Seguir historia

emily-christine8811 Emily C Souza

O que significa amar? Será que o que você sente realmente é amor? O que realmente seria o amor? Eu não sei a resposta, mas eu conheço alguém que pode me ensinar sobre esse sentimento tão intenso. Especial dia dos namorados. Casal Iwaizumi e Oikawa, anime Haikyuu.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

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Cuento corto
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Alguém que significa tudo


Há algum tempo eu vinha me perguntando o que é o amor.

Como entender os sentimentos que tomam o seu coração, se alastram pelo seu corpo e sobem para a sua cabeça, roubando o seu juízo e consumindo seus pensamentos? Como deveria nomear algo que você jamais sentiu antes? Como não enlouquecer diante da confusão que você mesmo faz, aparentemente sem razão?

Eu não tenho resposta para nenhuma dessas perguntas. E provavelmente não terei tão cedo, mas esta tudo bem, porque para mim não importava qual seria o resultado; eu tenho alguém que é o maior significado de amor que alguém poderia ter.

Eu poderia dizer que ele me ganhou desde o primeiro momento, porém isso não era nem metade do que realmente aconteceu. Parando para pensar em tempo em que estamos juntos, eu me perdi nesses sentimentos vez ou outra.

Na verdade eu nem poderia dizer quando realmente me afoguei neles, ou quando eles me consumaram. Desde que eu me entendo por gente, ele sempre esteve lá, por mim.

E isso era muito. Mesmo que eu fosse o tipo de pessoa que esta sempre rodeada pelos outros, poucos eram os que eu poderia contar em momentos difíceis.

Eu sou o que poderiam chamar de complicado. Meu bom humor e alegria era só a superfície. Superfície esta muito bem escondida por sorrisos e fala mansas. Havia somente uma única pessoa que eu não conseguia esconder os meus pensamentos, minhas inseguranças e meus pensamentos mais sombrios.

Essa pessoa, Iwaizumi Hajime, é meu amigo de infância. O garoto com o qual eu cresci, o meu melhor amigo que me ensinou muitas coisas. O homem, que mais tarde, seria por quem eu aprenderia sobre sentimentos indomáveis que invadiram meu peito.

Meio dramático não? Bom, foi assim mesmo.

Demorou mais do que eu queria para me declarar, mas isso é compreensível quando se tem apenas quatorze anos e não se sabe nada sobre sentimentos e essas coisas.

Até esse momento eu nem sabia o que eu estava acontecendo com meu corpo e o que era os desejos que repentinamente apareceram. Eu era uma confusão ambulante, incapaz de compreender a mim mesmo e por um tempo eu tentei evita-lo.

Entenda; aos quatorze anos você não sabe nada sobre sentimento de desejos e se por acaso isso tudo que ocorre é direcionado ao seu melhor amigo, seu primeiro instinto é fugir! E eu corri muito, nadei contra a maré e cheguei a ficar meses falando com ele apenas na escola e nos treinos de vôlei.

Mas Iwa-chan não é uma pessoa paciente. Eu subestimei o conhecimento que ele detém sobre mim, e não demorou para ele perceber que eu estava o evitando.

Em uma sexta-feira qualquer Iwa-chan me confrontou perguntando o que estava acontecendo comigo e o porque de eu estar evitando-o. Eu fiquei com muito medo de confessar essas coisas estranhas que andava acontecendo dentro de mim e ser taxado de nojento; no fim um relacionamento entre dois homens era malvisto não importa onde fosse.

Mesmo com sua natureza impaciente, Iwa-chan aguardou todo o tempo que eu demorei para dizer alguma coisa. Eu acho que bem lá no fundo Iwa-chan já sabia de tudo, mas queria ouvir de mim.

Pressionado, eu falei tudo. Comecei de vagar e arredio, mas quando eu percebi eu estava aos berros confessando sentimentos que eu nem sabia explicar o quer eram.

Ficamos em silencio por um tempo. Iwa-chan suspirou e me deu um tapa na cabeça, me chamando de idiota. Eu não entendi muito bem qual foi essa reação, se isso era bom ou ruim, mas só de ele não ter me xingado ou acabado com nossa amizade, eu já esta feliz.

Entretanto, eu estava errado ao pensar que continuaríamos amigos. Iwa-chan não disse nada porque era suposto que eu entenderia seu silencio como uma aceitação dos meus sentimentos por ele, contudo não foi assim que vi. Assustado como eu estava, o silencio dele foi um alivio pelo simples fato de que eu esperava uma explosão negativa.

Porém não foi assim e dias depois Iwa-chan foi dormir na minha casa; como costumávamos fazer desde crianças. No meio da noite, nós dois estávamos deitados lado a lado na cama e ele me beijou.

Foi um pequeno selar de lábios, mas foi como se um raio de pura energia atravessasse meu corpo na velocidade da luz. Quando terminamos, eu o encarei perdido. Então era assim que se sentia quando se beijava por quem estava apaixonado. A sensação era completamente diferente dos beijos que eu dei em algumas das minhas namoradinhas, eu estava paralisado com o quão avassalador foi aquele encostar de lábios.

“Por que fez isso?” eu gaguejei perguntando. Iwa-chan me encarou por um tempo, depois franziu o cenho. “Porque estamos juntos agora”. Só depois de muito pensar na noite em que eu passei em claro, que eu percebi o obvio: Iwa-chan aceitou meus sentimentos e os correspondeu.

Eu nunca senti tamanha felicidade de novo na minha vida.

Claro, nos quatro anos que se passaram depois disso, nem tudo fora flores. Por ser muito carismático, muitas meninas viviam correndo atrás de mim. Eu me assumi para meus pais dois anos depois do beijo, e na escola já era de conhecimento publico meu relacionamento, No entanto, eu não perdi minha popularidade com as garotas; mas sofri muito preconceito com os garotos do colégio. Iwa-chan jamais admitiria, mas ele morria e ciúmes de mim e muitas vezes brigava comigo por não me impor com aquelas garotas.

Eu ama muito todo esse cuidado que ele tinha comigo. Não que ele fosse meloso, muito longe disso, na verdade. Porém nada no mundo significava mais para mim do que as reclamações dele quando eu pegava pesado de mais nos treinos e corria perigo de me machucar.

Como um adolescente normal, eu sentia uma necessidade corporal alta e meu objeto de desejo, como o esperado, era meu namorado.

O corpo de Iwa-chan me seduzia mesmo quando ele não queria. Nos treinos eu sempre precisava ir no banheiro para controlar os ânimos, porque o suor fazia com que a blusa branca de treino colasse no torso definido, e o mesmo acontecia com o short de malha fina.

E que bunda era aquela? Com toda a certeza do mundo meu namorado era lindo. Até aquele momento, mais ou menos na metade dos meus quinze anos, a gente não tinha passado de beijos quentes na minha cama ou na dele. Também era raro ficarmos sozinhos, os nossos pais tinham completa ciência que éramos namorados adolescentes com os hormônios a flor da pele.

Quando a oportunidade apareceu, eu chamei Iwa-chan para dormir lá em casa. Era quase dois anos de namoro e não tínhamos feito nem sexo oral. Lembro perfeitamente o quanto eu estava nervoso; minhas mãos tremiam e eu estava muito vermelho.

Só de olhar para mim, Iwa-chan já sabia o que faríamos. A nossa primeira vez foi um misto de comedia e erotismo, depois de muito amasso e beijos pornográficos, a gente já tinha pegado o jeito e foi muito gostoso.

Depois da primeira vez, nós fizemos como coelhos. Qualquer lugar mais vazio e escondido era perfeito e eu estava sempre munido de camisinha e lubrificante. Sexo virou uma necessidade, mas não era só o contato sexual e o prazer de gozar.

Era a conexão. Sentir o corpo dele contra o meu, sua boca devorando a minha e o olhar intenso com o qual ele me encarava sempre que ia gozar... A cada dia que passava eu me apaixonada mais e mais.

E então agora, quatro anos depois da minha declaração, eu me vejo me perguntando o que é o amor. Eu não sei se posso nomear o que sinto pelo Iwa-chan como amor, mas se ama-lo significa abrir mão do meu coração e dá-lo a ele...

Então a resposta era sim: eu amo Iwa-chan e sem duvidas eu quero passar o resto da minha vida com ele.

O que nos leva a minha provação pessoal; eu quero me casar com Iwa-chan, mas não sei se existe uma forma de o pedir em casamento sem que ele me bata e diga não.

A melhor forma seria pedi-lo em público, isso diminuiria a chance de ele recusar – mas não tanto, porque Iwa-chan não se importa em ser bem sincero esteja onde estivesse.

Eu pedi ajuda para meu irmão que já é casado. “Você não esta novo de mais não?” ele me perguntou. Ao contrario do que todos pensam sobre quando você quer casar jovem, eu não estava agindo impulsivamente. No ultimo ano, foi só em casamento que eu pensei. Fiz os prós e os contras de se casar jovem e com seu primeiro namorado, e o resultado foi unanime: Casar com Iwa-chan será a melhor coisa que eu vou fazer na minha vida (logo seguida vem o dia que eu me declarei).

“Eu nunca tive tanta certeza em toda a minha vida, Aniki.” Respondi com firmeza. Ele riu porque não foi exatamente aquilo que me perguntou, mas sabia que aquela resposta deixava clara que eu não escutaria nada sobre desistir de casar com Iwa-chan.

Sabendo de sua derrota, meu irmão me disse para fazer algo no meio termo: “Faça algo romântico, mas não tão chamativo. Peça na frente dos seus amigos íntimos que estiveram com vocês durante todo esse tempo.”

Partindo dessa dica, eu planejei tudo o que faria, onde faria e quando o faria. Decidi então que a melhor forma de me declarar era o puro significado da palavra: Falar com palavras o que eu sinto e o que eu quero. O local não poderia ser mais obvio; esse momento sublime vai acontecer no ginásio de vôlei. Foi em um ginásio que passamos a maior parte de nossas vidas, foi onde eu me declarei e é onde devo começar uma nova etapa com o homem da minha vida.

O dia foi o mais difícil. Eu não queria esperar tanto, então aniversario de namoro estava fora de questão – já que faremos quatro anos somente daqui a três meses. Que dia escolher então? Um dia qualquer? Não queria escolher um dia só por escolher. E então, no meio da noite, eu tive uma epifania: Na semana seguinte teríamos o dia dos namorados.

Pensando bem, Iwa-chan e eu sempre comemorávamos o dia dos namorados em casa; assistindo filmes e transando muito. Para deixar as coisas ainda mais interessantes e surpreendentes, quando Iwa-chan falou sobre o que faríamos – dois dias antes do dia dos namorados – eu desconversei dizendo que sairia com o pessoal do time.

Eu quase voltei atrás e contei tudo quando os olhos dele caíram e ele ficou em silencio. Mas me segurei. Os meninos do vôlei já sabiam dos planos e me apoiaram.

Iwa-chan ficou claramente chateado e não falou comigo a manhã toda. Eu sei que mereço por tecnicamente dispensar meu namorado no dia dos namorados, mas era necessário para a surpresa. Depois do almoço eu sumi. Kindaichi ficou encarregado de dizer pro Iwa-chan que algumas meninas me interromperam e eu estava com elas. Isso, claro, era mentira. Iwa-chan procurou por mim, mas não me encontrou; justamente porque eu já estava escondido perto do ginásio levando as coisas que comprei para ele.

Assim que ele saiu da quadra, eu entrei. Dei o buque de flores que estava na minha mão para que Kunimi segurasse. Todos os nossos amigos do time fizeram uma roda, deixando uma abertura para que Iwaizumi entrasse e ficasse no meio do círculo.

Respirei fundo, me sentindo nervoso e tentando parar de tremer. Iwa-chan não demorou para voltar da sua caça frustrada e, assim que entrou na quadra, ficou desconfiado: “O que vocês estão escondendo aí?” perguntou. Ninguém disse nada e ele precisou entrar no círculo para descobrir o que tanto escondiam.

Nos olhos se encontraram e imediatamente ele cruzou os braços, o nariz em pé e a expressão medonha. Que medo dele quando ele fazia aquela cara! Mordi os lábios e ri sem graça, coçando a nuca completamente nervoso. Como aquele homem é difícil.

“Oi, Iwa-chan...”, a cabeça dele caiu um pouco pro lado, mas o semblante não suavizou. “O que esta acontecendo aqui? Você não tinha um compromisso no dia dos namorados sem seu namorado?”

O rancor com que ele disse aquilo não foi surpresa e eu precisei mesmo respirar fundo pra não berrar como eu fiz ao me declarar. “Esse é o meu compromisso”, respondi mais confiante. “E é justamente com o meu namorado”.

Iwaizumi olhou ao redor, se dando conta das minhas mão para trás, do buque de flores, de alguns balões em forma de coração e uma cesta com muitos presentes na mão do Yahaba.

Toda a pose de irritação ruiu e imediatamente Iwaizumi corou. O prazer que senti em vê-lo tão vulnerável foi quase maldoso. Mas isso era porque na maior parte do tempo, era ele quem fazia isso comigo.

“Você é meu melhor amigo. Crescemos juntos e aprendemos quase juntos também”, comecei. “Você me apoiou em todos os momentos e segue essa estrada tortuosa de mãos dadas comigo”. Iwaizumi mordeu os lábios, o resto ainda mais vermelho. “Mas não foi nada disso que me fez ama-lo, Iwa-chan. Eu te amo simplesmente meu coração assim decidiu.” Sorri.

“Eu não acredito que você esta fazendo isso...”.

Sorri de novo, me abaixei apoiando o joelho direito no chão. “Uma vez eu te disse que somos uma alma só habitando um só corpo. Agora eu quero ser dois corações unidos em uma só alma”, abri a caixinha vermelha em formato de coração. “Iwaizumi Hajime, você aceita ser meu marido?”.

“Você realmente não presta” reclamou. Segurei a respiração, tentando me convencer de que, se ele não aceitasse, tudo ficaria bem e eu pediria no momento certo. Mas para ser sincero, não sei se aguentaria um não.

“Eu aceito” disse de uma vez. Levantei incrédulo. “Serio?”. Iwa-chan virou o rosto, mas acenou. “Por que ele é o mais surpreso quando foi ele que pediu?” Kindaichi resmungou. Ignorando a todos, coloquei a aliança no anelar direito e Iwa-chan seguiu o gesto. Encostamos nossas testas e trocamos um olhar profundo.

Eu poderia nunca ter as respostas para as minhas perguntas, mas estava tudo bem, por que eu tenho certeza que Iwaizumi é o verdadeiro significado do amor.

12 de Junio de 2018 a las 23:33 4 Reporte Insertar 4
Fin

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Emily C Souza Não posso dizer que sou tudo aquilo que escrevo, mas tudo aquilo que escrevo tem um pedacinho de mim

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Ravena Nzuri Ravena Nzuri
TOMARA QUE EU EXPLODA DE TANTA FOFURA AAAAAAA. QUE COISA LINDA!
28 de Septiembre de 2018 a las 08:27
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Adorei
12 de Junio de 2018 a las 19:24
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Adorei
12 de Junio de 2018 a las 19:24
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Adorei
12 de Junio de 2018 a las 19:24
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Adorei
12 de Junio de 2018 a las 19:24

  • Emily C Souza Emily C Souza
    Oie, vi que vc comentou um monte de vezes, deve ter sido um bug no sistema, mas obrigada mesmo assim <3 14 de Junio de 2018 a las 14:42
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Adorei
12 de Junio de 2018 a las 19:22
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Adorei
12 de Junio de 2018 a las 19:22
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