Manual do Primeiro Emprego Seguir historia

sollamentos rafa

Kim Minseok demorou muito para se formar na faculdade. Muito mesmo. Nove anos, para ser mais exato. Sua mãe começou a diminuir a quantia mensal de dinheiro que caía na sua conta e ele se vê obrigado a buscar um emprego na área. Foi quando encontrou um anúncio num poste de rua. Parecia um milagre. Agora a vida de Minseok é contada em forma de passos para você também conseguir seu primeiro emprego. E algumas coisas mais.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#sollamentos #yaoi #informaticaau #exo #xiuchen
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Como se comportar numa entrevista de emprego



- O que eu vou ver hoje, hein…


Rolei despretensiosamente pela minha pasta repleta de filmes no notebook. Não queria ver alguma coisa de fato - e já passavam das duas da manhã -, mas não conseguia dormir. E não é por falta de tentar. Mais cedo, tomei um banho, fui até a cozinha, comi um pedaço de bolo velho e escovei os dentes. Estava prontíssimo para dormir, mas assim que deitei na cama e fechei os olhos, suei frio. Minseok, você deve estar com diarreia. Eu diria que quase. Amanhã, tem um evento muito importante na minha vida.


Minha primeira entrevista de emprego.


Terminei a faculdade de sistemas de informação faz uns seis meses e vivi muito bem com o dinheiro que minha mãe depositava na minha conta mensalmente, obrigado por perguntar. Só que, com o passar do tempo, cada ida no banco era um choro diferente. Ela realmente estava diminuindo a quantia, como um aviso indireto para eu procurar sustento por conta própria. Daí vocês pensam que é por isso que estou comendo bolo velho. Infelizmente, não posso discordar.


Saí de Gyeonggi faz alguns anos. Ok, fazem muitos anos, mas não queria entregar quantos exatamente. Faz nove anos que saí de casa em busca de uma vida que minha mãe queria que eu tivesse. Sim, estou mais próximo dos 30 do que dos 20 e sim, eu demorei mais do que os quatro anos convencionais do curso para me formar, mas o importante é que me formei, não é?


Cheguei em Seul com uma carta de aprovação da faculdade e tudo era muito excitante. Finalmente poderia morar sozinho, dar festas, beber muito. É uma pena que apenas a parte de morar sozinho era real. Todo dia um Minseok implorando nota, gastando dinheiro com cópia, chorando sem saber se terminaria os programas no prazo. Festas? Fui na festa de confraternização dos calouros, mas como eu disse, isso foi há longínquos nove anos. Beber muito? Só se for café e anti-ácido pra tratar da gastrite.


Morar sozinho, no começo, era bom. Pra ser mais preciso, na primeira semana foi muito bom. Meus pais me trouxeram até Seul, me ajudaram com a mudança, dormiram uma noite e foram embora no dia seguinte. No fim de semana, eu já não tinha mais roupas limpas nem um prato pra comer. Então eu finalmente descobri que minha mãe não estava mais ali pra fazer os meus serviços. Uma grande desilusão, meus amigos. Estejam cientes disso quando saírem debaixo da asa dos seus pais. Se você tem menos de 18 anos, por favor, não tenha pressa de crescer.


Então, durante esses seis meses, saí correndo entregando currículo em todos os lugares. Sendo sincero, tenho competências necessárias para ocupar um cargo, no mínimo, de analista, mas sabia que não ia ser assim de cara. Qualquer coisa pra mim já tava mais que bom, contanto que fosse remunerado. Mas, a cada dia que passava, menos respostas das entrevistas que fiz eu tinha. Já estava pegando ódio do famoso “a gente te liga”. Cara, eles não ligam, esquece isso.


Daí, umas duas semanas atrás, estava andando na rua perto de casa ouvindo música quando vi um anúncio no poste. Era tudo que eu precisava: uma vaga para trabalhar numa empresa relativamente grande, com um salário mediano, das 9h às 16h. Peguei meu celular feliz da vida e anotei o endereço de email que estava no fim da folha. Cheguei em casa, joguei todas as minhas coisas no ar e peguei meu notebook como se estivesse pegando o objeto mais precioso do mundo. Redigi um email bem formal.


“Boa tarde,


Meu nome é Kim Minseok. Encontrei esta vaga num poste perto da minha casa.


Segue em anexo meu currículo.


No aguardo.”


Não demorou nem três dias para entrarem em contato comigo. Era uma moça, provavelmente do RH, perguntando se eu ainda tinha interesse na vaga. Tive que segurar o falsete que queria sair da minha garganta e afirmei com uma voz muito segura. Então, ela me passou a data, o endereço da empresa, disse que seria apenas uma fase e que a resposta sairia entre um a sete dias. Agradeci e pulamos para a parte em que estou acordado olhando pro meu notebook com dor de barriga.


- Porra, eu preciso dormir. Se eu perder a hora amanhã, eu me mato.


Fechei o notebook com força, me culpando se eventualmente quebrasse a tela ou algo assim. Pensei em tomar um remédio pra dormir, mas não tenho essas coisas aqui, então me levantei, fui até a cozinha e fiz um chá calmante. Enquanto colocava a água num bule, suspirei profundamente, sentindo meu corpo arrepiar. Aquele emprego era muito importante. Meus fundos, que eu protegia mais do que minha vida, estavam acabando e não queria voltar frustrado pra casa, depois de demorar quase uma década pra me formar. Acho que meus pais não me perdoariam.


A água estava fervendo, então peguei uma caneca no armário, junto com as ervas. Despejei o líquido pelo coador e a água logo adquiriu uma coloração amarelada. Coloquei na pia todas as louças sujas e segui pro meu quarto de novo. Sentei na cama, assoprando o chá e pensando no que a minha mãe diria se eu ligasse pra ela com uma notícia tão boa dessas. Eu nem contei que tinha uma entrevista marcada, ela logo faria o favor de mandar um carro de som até Seul me parabenizando.


Tomei o chá num gole só. Ainda estava meio quente e senti minha garganta arder. Coloquei a caneca na escrivaninha e deitei de vez, me cobrindo dos pés à cabeça e espremendo meus olhos o máximo que conseguia. Repassei todas as falas na minha cabeça, como se fosse um fluxograma. Se o entrevistador perguntasse A, eu poderia responder 1, 2 ou 3 e assim por diante. Mas eu sei que não é assim que as coisas funcionam. Vou chegar na sala e me tornar gago do nada. Não demorou muito até que eu pegasse no sono.


*


O despertador do celular tocou algumas vezes até que eu abrisse os olhos, esses que ardiam como se eu não tivesse dormido absolutamente nada. Desliguei aquela merda e me sentei na cama, esfregando os olhos e coçando a cabeça em seguida. Fui ao banheiro, lavei o rosto, fiz xixi - e repeti o processo duas outras vezes, pra garantir que eu não ficaria apertado de repente - e segui para o quarto de novo, vestindo a roupa que havia separado para o grande dia: uma camisa social azul claro, uma calça social preta e sapatos pretos.


Na cozinha, comi mais um pedaço de bolo velho com um pouco de leite que ainda tinha na geladeira - eu cheirei pra ver se não estava azedo, calma. Finalizei o bolo em duas mordidas e empurrei tudo com o leite gelado, retornando ao banheiro para escovar os dentes. Me olhei no espelho, senti que estava ótimo, o próprio gerente de TI. Peguei tudo o que precisava e saí de casa, trancando a porta em seguida.


Caminhei até o ponto de ônibus, que estava um pouco cheio. Não me surpreendi, nesse horário as pessoas saem de casa para irem trabalhar e muitas usam transporte público. Coloquei uma música no celular pra me acalmar. Logo o ônibus estava ali, mais lotado por dentro, e as pessoas se matavam para entrar. Só rezava mentalmente para conseguir entrar também, aquele dia tinha que ser perfeito.


O percurso de ônibus durou, mais ou menos, 20 minutos. Dei sinal para descer e olhei no celular; felizmente, estava 30 minutos adiantado. Era um prédio enorme, de uns 30 andares, e fachada era muito bonita e bem decorada. Subi as escadas e entrei pela porta automática, me dirigindo até a recepção. Tinha uma fila enorme de pessoas, me fazendo pensar que a empresa oferecia diferentes serviços.


- Bom dia. - uma recepcionista um tanto mal humorada me cumprimentou assim que chegou minha vez.


- Bom dia! - dei meu melhor sorriso. - Tenho uma entrevista no décimo andar, meu nome é-


- Nome? - ela me interrompeu com uma pergunta que eu já teria respondido se ela não fosse tão impaciente.


- Então, como eu dizia, meu nome é Kim Minseok. - agora eu já estava sorrindo de nervoso.


A moça pegou um crachá de visitante e digitou algumas coisas no computador. - Senhor, quero que olhe para esta câmera. - apontou para a pequena webcam que repousava em cima do seu monitor. Olhei e ela deu um clique no mouse, me dando o crachá em seguida. - O elevador fica a sua direita. Próximo!


- Obrigado, eu acho… - agradeci confuso, andando em direção ao elevador.


Apertei o botão de subida, vendo uma fila se formar atrás de mim. Tinham quatro elevadores, dois de cada lado, e o que eu chamei chegou rapidamente. Entrei com outras dez pessoas e temi que aquele troço despencasse, era muita gente - além do ascensorista, que perguntava o número dos andares e cada um respondia o seu. Me senti um pouco apertado e desejava não chegar todo desajeitado no meu andar. Pouco a pouco, as pessoas foram descendo, restando eu e mais um homem. Surpreendentemente, descemos no mesmo andar.


Aguardei em uma segunda recepção depois de uma moça - bem mais simpática que a primeira - me atender e pedir com gentileza para que eu esperasse um pouco. Junto comigo, havia outros candidatos, todos homens e todos esperando a moça nos chamar. Minhas mãos estavam inquietas, passando um dedo por cima do outro, enquanto batia levemente um pé no chão. Senti uma gota de suor escorrendo pela minha testa e passei a mão por ela. Eu realmente estava nervoso.


- Garotos, por favor. - a recepcionista apareceu de dentro de uma salinha. - Entrem aqui nessa sala.


Todos nos levantamos e entramos em fila. A sala estava disposta com várias cadeiras em roda e me sentei em um nem tão longe e nem tão perto da suposta cadeira do entrevistador. Não sei se eu estava nervoso demais, mas os outros candidatos tinham um semblante sereno, talvez fossem mais experientes do que eu. Aquilo só me deixava mais nervoso. Logo, um homem alto e de cabelos tão vermelhos quanto um suco de tomate entrou segurando uma prancheta e se sentou de frente para nós.


- Bom dia, garotos. - nos cumprimentou enquanto arrumava os óculos. - Meu nome é Park Chanyeol e sou o responsável por aplicar uma prova para vocês.


Uma prova?


- Não se preocupem. - continuou. Sua voz era um pouco grossa, mas de jeito nenhum era intimidadora. - Não é nada muito elaborado, só uma redação. Vou dar um tema e vocês vão dissertar sobre ele. Pode ser? - perguntou enquanto separava algumas folhas sulfite e contava os presentes na sala. - Vocês terão uma hora.


Respirei fundo e ele entregou uma folha para mim. Peguei uma caneta no meu bolso, preenchendo-a com meu nome e a data. Park Chanyeol disse que o tema seria Internet das Coisas¹ e que a redação teria que ter, mais ou menos, 20 linhas, nada mais que isso. Apesar de parecer fácil, fiquei nervoso em como eu falaria sobre isso com apenas 20 linhas disponíveis, ainda mais com pouco tempo. Comecei a escrever sem pensar muito. Depois de 40 minutos, entreguei minha redação a ele, sentando-me na cadeira aguardando as próximas instruções.


- Pessoal, acabou o tempo. - o grandão anunciou pontualmente no horário previsto. - Passem suas folhas pra mim.


Park Chanyeol pegou as folhas restantes e disse que iria em outra sala analisar texto por texto. Quando o vi saindo, senti um peso gigante saindo das minhas costas e suspirei alto. Estava tremendo, sentindo um bolo se formar na minha garganta, envergonhado de pensar que, na sala ao lado, um cara estaria analisando minha redação que, no fim, ficou sem sentido algum. A recepcionista apareceu para dizer que poderíamos fazer uma pausa para ir ao banheiro e tomar água e assim o fiz.


Meia hora depois, o entrevistador retornou para a sala e senti tudo aquilo de novo. Disse que gostaria de conversar com cada um de nós e chamaria por ordem de entrega. Pelo que eu me lembre, fui o quarto a entregar a redação. Comecei a roer os cantinhos dos dedos. Um voltava, pegava suas coisas e ia embora, enquanto outro se dirigia para a salinha ao lado. Minha ansiedade só aumentava e, quando o terceiro cara voltou para pegar seus pertences, senti que iria explodir.


- Kim Minseok. - a voz grossa do entrevistador chamava meu nome.


Levantei-me rapidamente, entrando e sentando de frente para ele. - Bom dia, senhor. Ou boa tarde. Não sei que horas são.


Puta merda.


- Você é engraçado, Kim Minseok. - ele ria gostosamente do que eu havia dito, nem parecia a mesma pessoa. - Qual sua idade?


- 27.


- Vejo aqui que você se formou em sistemas de informação em uma das melhores faculdades de Seul… - fiz que sim com a cabeça. - Gostou?


- Do quê?


- De ter se formado. - corei de vergonha por não ter entendido, mas respondi que sim. - Eu me formei lá também, Kim Minseok. - o jeito como ele falava meu nome, isso sim me intimidava. - Se você for contratado, trabalhará para mim.


Puta merda.


- S-Será um prazer, senhor. - gaguejei mais do que gostaria.


Ele pegou uma caneta e começou a anotar algumas coisas no meu currículo. - Java²… Gosta de Java, Kim Minseok?


- Bastante.


- Interessante… - mais algumas anotações, estava tão nervoso que conseguia ouvir o barulho da caneta batendo contra o papel. - Sabe, a vaga não é programação. Ainda está disposto, Kim Minseok?


- Sim, senhor.


- Gostei da resposta rápida… - outras anotações. - Bom, se você for contratado, trabalhará como suporte técnico. Ainda está disposto, Kim Minseok?


Aquele bico que os lábios dele formavam ao dizer meu nome. Meu Deus do céu.


- Sim, senhor.


- Bom, vamos a sua redação. - disse pegando a minha folha, passando rapidamente os olhos por ela. - Gostei de como trouxe os pontos positivos e negativos sobre a Internet das Coisas. Argumentos objetivos e convincentes.


- Obrigado, senhor.


- Como eu disse, a vaga é de suporte técnico. O salário é ₩280.000. Não é muito, eu sei, mas existe possibilidade de promoção depois de um ano. - ele me olhou por cima dos óculos antes de continuar. - Ainda está disposto, Kim Minseok?


Bicho, eu aceito até por ₩10.000


- Sim, senhor.


- Ótimo! - ele sorriu muito feliz. - Gostei de você. - estendeu a mão para que eu a apertasse e assim o fiz. - Boa sorte, Kim Minseok.


Saí da sala sorrindo, mas fui embora sentindo que as minhas pernas pareciam duas gelatinas. Eu tinha a chance de conseguir essa vaga, então. Já me imaginava cozinhando coisas finíssimas, como os ovos mexidos que não sinto o gosto há anos. Fiz sinal para o ônibus e, muito saltitante, entrei nele. Desci na minha casa como se tivesse ganhado na loteria. Escancarei a porta e joguei minha pasta pro alto, abrindo uns cinco botões da camisa.


Logo, estava vestindo meus pijamas com o notebook no colo assistindo um dos meus 500 filmes baixados. Pensei em ligar para a minha mãe, mas acho melhor não depositar tantas expectativas assim, então deixei pra lá. Se eu não conseguisse, ela sentiria um baque muito grande. Como ela faria pra avisar os 100 mil habitantes de Gyeonggi que o filho dela não passou na entrevista de emprego?


Passei o dia todo vendo filmes e não vi a hora que dormi. Acordei com a luz do sol na minha cara - não tinha fechado as janelas - e me xinguei muito em voz alta, até ouvir meu celular tocando. Não era despertador, era uma ligação. Levantei num sobressalto, vasculhando o aparelho pela cama toda, até encontrá-lo e apertar o botão de receber chamada com força. Respirei fundo antes de falar alô, mas a voz saiu toda tremida e fechei os olhos em descontentamento.


- Senhor Kim? - uma voz feminina me chamava do outro lado. - Senhor Kim, eu falo em nome da empresa Dataprise, tudo bem com o senhor?


Mulher, só fala logo o que você quer.


- Sim, tudo ótimo. - respondi, o celular dançava no meu ouvido.


- Ótimo! Liguei para avisar que o senhor foi aprovado no nosso processo seletivo. Preciso que o senhor apareça aqui na segunda que vem, em traje social, com seus documentos. Quando chegar, procure por Park Chanyeol-


Derrubei meu celular incrédulo com o que estava ouvindo, sem me importar com o que mais a moça tinha pra dizer. Não duvidei do meu desempenho em nenhum momento - duvidei sim -, mas, se fosse pra ser admitido, eu esperava que me ligassem no último segundo, tipo “ah, é verdade, tem que ligar pra aquele baixinho loiro que fez a entrevista”. Mas não. Me ligaram um dia depois. Exatamente um dia depois.


- Senhor Kim? Senhor? - a moça gritava tão desesperada que eu pude ouvir sem estar no viva voz.


- Oi! Desculpa! - retornei o celular pro meu ouvido. - Obrigado por isso, até! - desliguei, mas a moça ainda falava alguma coisa que não pude entender. - Estou empregado.


Puta merda.


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N/A


¹ Internet das Coisas: do inglês Internet of Things (IoT), é um conceito que já está acontecendo de conectar dispositivos do dia-a-dia à internet. Uma geladeira que acesse à internet, um ônibus com cobrança de passagem automática, internet banking, tudo isso é IoT. Uma entrevista realmente me pediu uma redação com esse tema, infelizmente não escrevi tão bem quanto o Xiu.


² Java: é uma linguagem de programação desenvolvida nos anos 90 pela Sun Microsystems (hoje parte da Oracle). Ao contrário do Xiumin, eu odeio Java.

11 de Junio de 2018 a las 00:49 0 Reporte Insertar 21
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