Love is blue Seguir historia

pandae Talia Rodrigues

Em alguns momentos, Huang ZiTao se pegava olhando para o céu estrelado e pensando sobre o rumo que sua vida tomara. Passava longos minutos questionando suas decisões e divagando sobre o que teria sido de si caso não tivesse ido brincar naquele parque há tantos anos ou onde estaria agora caso nunca a tivesse conhecido. Com toda certeza, sua vida seria bem menos complicada e, talvez, menos... Feliz? E Skylar Campbell era a complicação em pessoa. E, pra piorar, ainda possuía o estranho dom de complicar tudo ao seu redor.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#gatilho #angst #automutilação #hentai #bissexualidade #Z-TAO #exo
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A garota do tutu azul


'Cause we were just kids when we fell in love

(Porque éramos apenas crianças quando nos apaixonamos)


Era uma tarde ensolarada quando o pequenino Huang ZiTao pode finalmente ir brincar no parque próximo a sua casa. Ele havia acordado cedo, como todos os dias, e passado a manhã toda assistindo desenho animado na televisão enquanto seu pai terminava de assar uma torta para levar aos novos vizinhos, vez ou outra ele corria até o andar de cima para ver se havia algum movimento novo no quarto de frente ao seu próprio apenas para sentir-se frustrado e voltar correndo para a sala.

Quando seu pai deixou-o no parque, ele logo correu até onde os garotos da rua estavam se organizando para começar uma partida de futebol, mesmo que uma partida jogada por crianças de seis anos não fosse tão organizada assim. Todos os meninos estavam em um círculo em volta de alguma coisa, curioso como era abriu caminho e viu Luhan, um garoto um pouco mais velho e fanático por futebol, e uma garota estranha brigando pela bola.

— Solta a minha bola! Você não vai jogar com a gente! – Luhan exclamou com a pequena boca apertada e os olhos brilhando de ódio.

— Por que não? É por que eu sou uma garota? – A menina praticamente cuspiu de volta, ela tinha uma pose rebelde e altiva que tornava-se um tanto quanto engraçada se levasse em consideração que ela usava um tutu azul.

— Exatamente! E você está com esse negócio estranho de bailarina! – Luhan finalmente deu um puxão mais forte e tirou a bola das mãos da garota com uma expressão triunfante – Futebol não é esporte pra garotas.

Por um segundo a garota paralisou, e todos que observavam a cena curiosos paralisaram também, os olhos dela se semicerraram e Tao teve certeza que ela iria sair correndo e chorando.

Mas ao invés disso ela se jogou em cima de Luhan. As outras crianças soltaram uma exclamação de surpresa quando, com a bola de futebol esquecida, Luhan e a garota rolaram no chão distribuindo chutes e puxões de cabelo sem se importarem com diferença de gênero agora.

A briga durou poucos segundos porque logo Junmyeon e Minseok, outros garotos mais velhos, se aproximaram da bagunça e separaram as duas crianças que pareciam selvagens. A garota estranha principalmente, com seus cabelos castanhos ainda mais volumosos e com galhos presos entre os cachos desmanchados juntamente com a sujeira e arranhões pelo seu rosto, ficava um tanto quanto assustadora, mesmo se não levassem em consideração que ela praticamente rosnava. Luhan não estava com uma aparência das melhores, seu rosto delicado estava todo sujo e do canto da sua boca saia um pouco de sangue, resultado de um soco dado pela menina.

— Luhan! Brigando com uma garota? O que você tem na cabeça? – Junmyeon disse com uma expressão de repreensão no rosto.

— Parem de falar como se ser garota fosse uma doença! – A menina gritou livrando-se das mãos de Minseok e jogando os cabelos por cima do ombro – Eu sei brigar e eu sei jogar futebol, okay?

— Ela tem um ponto. Eu acho que a gente devia deixar ela jogar. – Minseok falou dando de ombros, recebendo um olhar traído de Luhan – A gente só está perdendo tempo brigando e se ela jogar, dá pra formar dois times certinho…

As opiniões eram diversas entre os garotos, cada um querendo se fazer ouvir, dizendo se ela podia ou não se juntar à eles. E então Tao deu a ideia de fazerem uma votação.

Quando terminaram de votar, finalmente começaram a partida de futebol, com a garota, que chamava-se Skye, entre eles. E ao fim da tarde, todos aparentemente haviam se esquecido do problema que causou toda a briga de antes e brincavam animadamente com ela, inclusive Luhan.

— A gente podia tomar sorvete. – Skye disse jogando-se no chão entre Tao e Luhan. Os outros garotos já haviam todos ido embora.

— Eu quero! – Tao respondeu animado tirando sua própria touca de panda e espanando a poeira distraidamente. – Eu morreria por um sorvete de chocolate.

— Eu também queria… – Luhan respondeu com um suspiro triste – Mas tenho que ir pra casa.

O garoto se levantou com um biquinho triste no rosto e despediu-se dos dois prometendo se encontrarem no dia seguinte. Tão logo ele saiu, Skye se colocou de pé em um pulo e puxou Tao com ela.

— Você sabe onde tem uma sorveteria? Eu me mudei hoje e não sei onde tem nada… – A voz da garota tinha um timbre quase cantado, era agradável de se ouvir.

— Lógico que sei. – Tao ergueu a cabeça orgulhoso e então seu sorriso se alargou ao passar uma ideia por sua cabeça – Você mudou para uma casa que fica aqui pertinho?

A garota assentiu rapidamente.

— Legal! Você vai morar do lado da minha casa! – E então ele segurou na mão dela e se pôs a correr – Tenta pegar dinheiro na sua casa e a gente vai na sorveteria.

E naquele dia, os dois tornaram-se inseparáveis. Eles passavam o dia todo juntos e a noite brincavam na janela dos quartos que eram tão próximos que era quase como se não tivesse nenhuma distância entre eles e, com o passar dos dias, tornou-se cada vez mais comum Skye dormir na casa de Tao.

A garota sempre falava com adoração da própria mãe, mas dizia que a mãe era muito quieta desde que ela se entendia por gente e que tornara-se muito comum a mulher passar o dia todo no quarto dormindo. Já seu pai era enfermeiro e possuía horários um tanto quanto loucos passando muito tempo longe de casa.

— Papai fala que mamãe está doente. – Skye falou certo dia jogando-se na cama do amigo como se fosse a sua própria – Por isso ele tem que trabalhar tanto, pra comprar os remédios dela.

— Mas o que ela tem? – O chinês jogou-se ao lado dela na cama e ficou encarando o teto.

— Não sei… Papai disse que sou muito nova pra entender.

E então ficaram em silêncio. O silêncio entre eles era raro, mas quando acontecia não era desconfortável.

Tao também falava muito de sua família, ele era muito próximo de seu pai que era dono de casa e mimava muito o garoto, sua mãe trabalhava em uma empresa e tentava se fazer presente o máximo possível e sempre levava o garoto para viajar nas férias – e eventualmente começou a levar Skye também –, a Sra Huang era uma pessoa incrível e muito animada, martirizava-se muito sempre que precisava viajar à trabalho e não podia estar com o filho.

De acordo com que os dias foram passando, todos se acostumaram em ver o garoto da touca de panda e a garota do tutu azul andando por todo lado juntos. Os únicos momentos em que não estavam grudados eram durante as aulas de ballet, que a garota começou a fazer quando tinha por volta dos sete anos, as quais eram, coincidentemente, no mesmo horário que as aulas de wushu de Tao. Porém tão logo as aulas acabavam e eles corriam até o outro para irem até o parque brincar.

Em apenas poucos dias na semana eles não dormiam um na casa do outro. Nesses dias Skye ficava no quarto da mãe, penteava os cabelos dela e tentava fazer uma maquiagem que saía tão linda quanto uma maquiagem feita por uma criança, então elas deitavam-se juntas e assistiam filmes até a mãe dormir – Skye nunca dormia primeiro. E então ela esgueirava-se para o quarto dela e escalava as janelas até estar dentro do quarto do amigo onde eles conversavam um pouco e logo ela voltava para dormir na cama de sua mãe. O comportamento da garota nessas noites era completamente imprevisível, às vezes ela estava cabisbaixa e calada, e Tao sabia que ela não havia conseguido fazer a mãe rir, e outras vezes Skye estava animada, falando mais do que o normal e rindo à toa, era nessas horas que Tao achava o sorriso da amiga mais bonito do que normalmente o era porque sabia que ela estava genuinamente feliz e orgulhosa por ter conseguido levar um pouco de alegria para a mãe.

9 de Junio de 2018 a las 08:26 0 Reporte Insertar 1
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