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urano_ Gio

Quando seu pai foi preso em um escândalo de corrupção, coube a Kim JongIn liderar uma farmacêutica e lidar, tanto com os problemas deixados pelo seu pai, quanto pelos problemas que iria enfrentar assim que tomasse posse. Agora, na mira da imprensa, políticos e empresários, JongIn precisaria de proteção. Foi pensando nisso que seu advogado contratou para si, dois guarda-costas, para livrar JongIn de qualquer possível ameaça ou problema, mas nem o próprio Kim esperava que Do KyungSoo e Park Chanyeol, fossem se tornar mais um motivo pela sua falta de sono durante a noite.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#poliamor #threesome #exo #chankaisoo #chansoo #chankai #kaisoo
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I

Diário de Seul

14 de maio de 2017


POLÍCIA INVESTIGA MOVIMENTAÇÕES SUSPEITAS NAS CONTAS DA MULTINACIONAL KIM’s E DESCOBRE LAVAGEM DE DINHEIRO


Na última terça-feira (13), a polícia confirmou ter encontrado ilegalidades por meio das movimentações nas contas das empresas do multimilionário Kim Jongnam, dono de uma das maiores empresas farmacêuticas do continente; suspeito de lavagem de dinheiro.

A polícia confirma as suspeitas após ter investigado as contas pessoais do empresário, onde grandes transações foram feitas e um alto valor vem sendo recebido.

A origem do dinheiro até então desconhecida, foi ligada à uma gangue de narcotráfico que comanda boa parte do sudeste do país.

Os telefones grampeados confirmaram ligações e até mesmo e-mails por parte do suspeito e a gangue.

A polícia espera conseguir encontrar o líder da gangue, que pode estar em Seul.

Kim Jongnan foi preso esta manhã, na sede de sua empresa e foi levado para prestar esclarecimentos.

Mais informações sobre o caso, na próxima edição.



      — Velho estúpido!! - JongIn jogou o jornal pra longe com raiva , logo após amassá-lo em uma grande bola de papel.


      As imagens do seu pai saindo da empresa algemado, em direção ao carro da polícia circulavam por todo o país, senão pelo mundo.

      Ele já imaginava que aquilo poderia estar acontecendo de alguma forma, quando seu pai começou esbanjar mais dinheiro do que já fazia normalmente. Cassinos, festas, iates… isso tudo já era normal, corriqueiro para o Kim mais novo.

       Mas daí a comprar mansões fora do país, aumentar a coleção de carros para ficar só de enfeite, viajar mais que o normal, não… aí já era demais e qualquer idiota com o mínimo conhecimento poderia saber que algo não estava certo. Era óbvio que a polícia iria acabar descobrindo alguma coisa uma hora ou outra.


      Agora o seu pai estava preso e depois que a investigação acabasse, ele provavelmente tiraria umas férias bem prolongadas por conta de sua brincadeirinha; mas não era com isso que JongIn se preocupava, ah não… não é como se fosse morrer de saudades do seu pai, sua mãe estava chateada, mas também iria sobreviver.

      O problema daquilo tudo era que JongIn era filho único, e como filho único, ele era o herdeiro e quem teria que tomar a frente do império farmacêutico de seu pai. Era JongIn que teria que comparecer a reuniões agora e era ele quem iria enfrentar os repórteres e mídia falando de si, sem nem ao menos poder sair de casa sem ser fotografado.


    Teria que lidar com a sujeira do pai e ter o dedo apontado para que resolvesse os infinitos problemas que a empresa enfrentaria dali pra frente e ele sabia, não eram poucos e muito menos, simples.

      Dali em diante, Kim Jongnam não era mais um multimilionário que comandava polos de economia. Em pouco tempo ele seria apenas um presidiário condenado.

Quem comandaria todo um império, quem seria agora o novo rosto estampado nos jornais, seria ele, Kim JongIn, mas esse não seria o maior dos seus desafios.




      — Eu não sei nem por onde começar. - o Kim reclamou esfregando o rosto com as mãos.


      Estava sentado na sala de reuniões da mansão, com o advogado à sua frente que tinha sido chamado ali exatamente para ajudar a dar os primeiros passos necessários e comandar toda uma empresa.


      — E é por isso que eu estou aqui. - Junmyeon falou tirando alguns papéis de sua pasta e espalhando pela mesa. — Como você sabe eu não era advogado pessoal do seu pai, então não tinha como eu saber de toda essa sujeira já que eu ficava no setor jurídico e financeiro da empresa. Exatamente por isso eu notei que tinha alguma coisa errada com as contas, talvez eu tenha notado antes mesmo da polícia, mas quando o questionei ele me mandou fazer apenas o meu trabalho.


      — É a cara dele mesmo.


     — Sim. A sujeira deixada para você é grande e agora você está encarregado de limpar tudo. Tem minha ajuda para isso, mas vai ter que seguir as coisas da forma que eu disser para seguir, me entendeu?


      JongIn pensou por um momento. Talvez ainda pudesse fugir, pegar parte da sua herança e ir para as maldivas ou simplesmente se jogar de um prédio e morrer de vez.

Infelizmente ele não tinha essa opção sendo o único filho e pessoa apta àquilo. Não tinha coragem de colocar algum parente distante pra fazer aquele trabalho e já tinha aceitado que era a sua função. A empresa era uma coisa da família, foi passada ao seu pai pelo seu avô, que foi passada pelo pai dele e agora era a sua vez de assumir o papel que lhe foi designado.

      Teria que lidar com aquilo.


      — Por onde eu começo? - Junmyeon sorriu e deu alguns papéis a ele.


      — Vai precisar fazer uma aparição pública para acalmar a imprensa e oficializar a sua posse da empresa. Eles estão esperando um discurso onde você diz que vai fazer de tudo para reverter essa situação criada pelo seu pai e que pretende limpar o nome da Kim custe o que custar.


      — Mas é isso mesmo que eu pretendo fazer.


     — Então diferente do seu pai, não precisa mentir no seu discurso. - disse procurando mais alguma coisa entre os seus papéis. — Logo após, você irá fazer uma reunião com alguns acionistas e falar com alguns empresários ligados a Kim que estão muito bravos por ter os nomes das empresas manchados.


      — Tem como ficar pior?


    — Sempre tem. Você vai ter que falar com os funcionários da sede. Alguns podem querer abandonar o navio e já temos alguns querendo apresentar carta de demissão por medo de afundar junto com a empresa.


      JongIn bufava enquanto tentava prestar atenção do que era dito pelo advogado, e ao mesmo tempo ler alguns contratos e coisas deixadas pelo seu pai para trás. Coisa com muitas informações.


         — Não se preocupe. O setor de marketing e propaganda já está pensando em uma nova campanha, para limpar a imagem da empresa de alguma forma, e não vai demorar muito para que sua imagem seja comparada com a de um santo, ou até mesmo um anjo perante a todas as pessoas do país e do mundo; e talvez você consiga até mesmo novas alianças se seguir os meus conselhos, e isso significa alguns milhões a mais na sua conta bancária. Dessa vez de forma justa.


      — Eu não vou conseguir me lembrar nem de metade de tudo oque você falou, Junmyeon.


         O advogado falava rápido e afobado, sendo quase impossível para o Kim entender o que ele falava, e muita das vezes tendo que se esforçar para encontrar alguma coerência na sua mente com as palavras praticamente jogadas na sua cara.

         Não esperava ter que ser um grande Kim de uma hora para a outra. Óbvio que não passou anos fazendo faculdade para nada e muito menos a sua pós-graduação, mas esperava demorar no mínimo uns vinte anos até o seu pai se aposentar. Talvez até mesmo mais, já que o velho era difícil de largar o osso.

         Agora que tinha sido jogado no olho do furacão, teria apenas que deitar no chão e esperar passar toda aquela turbulência, para enfim respirar direito.

            Quando isso iria acontecer ele não sabia, mas esperava ser logo.


         — Isso também não vai ser um problema, eu posso contratar uma secretária para você. Ele vai cuidar de sua agenda pessoal e sua agenda na empresa, o que acha?


            — Acho ótimo. Pode começar a procurar o quanto antes, por favor. Quando vai ser meu primeiro compromisso?


            — Amanhã. - o Kim mais novo arregalou os olhos. — Estamos correndo contra o tempo, antes que as ações caiam ainda mais. Precisamos limpar a imagem da empresa, coletiva de imprensa.


               — Onde e há que horas? - praticamente murmurou já cansado psicologicamente e a sua posse ainda nem tinha sido oficializada ainda.


          — O carro te levará para a sede às sete. Você precisa falar com a equipe de marketing e aprovar algumas coisas da campanha e também falar com os acionistas numa rápida reunião e convencer a eles para não pular do navio. A coletiva de imprensa será ao meio-dia, prepare o seu discurso e vista o seu melhor terno.


         Depois que o advogado foi embora, JongIn suspirou pesadamente e apoiou os cotovelos na mesa, escondendo o rosto entre as mãos.

            Seria simplesmente massacrado pela imprensa no lugar de seu pai. Lembraria de mandar um belo “Vai se foder” para ele na prisão.

            Ouviu as batidas na porta e se virou para ver sua mãe se aproximando com um sorriso pequeno.


               — Agora, você é o senhor Kim.


               — Pra você ver como o tempo passa. Agora eu tenho que lidar com uma empresa gigante nas mãos... e eu to muito perdido. Eu não sei o que o meu melhor terno tem a ver com corrupção. - a mulher riu do desespero do filho e acariciou os fios castanhos.


                — Venha, vamos escolher o seu melhor terno.





         Às sete da manhã, JongIn estava sentado no banco de trás do Mercedes preto. O vidro escuro impossibilitava qualquer um de enxergar o homem sentado em seu interior e isso aliviava a JongIn que ainda não sabia se estava pronto para toda aquela atenção, desnecessária, que iria ter sobre si.

        Quando chegou à empresa, dezenas de pessoas estavam paradas na calçada, esperando que o Kim aparecesse.

        Tiraram fotos do carro assim que o avistaram, bateram no vidro e até mesmo entraram na frente do veículo. Alguns seguranças da empresa os afastaram e o motorista pode continuar o caminho para dentro do estacionamento privado onde todos os repórteres não podiam o alcançar.

         Assim que desceu do carro, Junmyeon já o esperava e foi com ele até o elevador que os levaria para a sala que era do seu pai, mas que agora seria sua.


       — Está pronto, senhor?


    — Você estaria, no meu lugar? - perguntou um tanto nervoso, encarando a porta metálica.


       — Eu precisaria estar. - assim como o outro ele encarava as portas enquanto o elevador subia para o andar mais alto do prédio de vinte andares da sede. Um milhão de coisas rondavam a mente do Kim e ele não sabia em qual delas pensa primeiro. — Belo terno.


         Foi o que disse antes de as portas se abrirem e todos os olhos no andar se virarem para ele. A recepção antes barulhenta, ficou em completo silêncio quando JongIn saiu do elevador, como se esperassem alguma coisa dele, alguma palavra.

         Era sondado e via algumas pessoas engolindo em seco, não sabendo o que esperar do agora chefe da companhia.


      — Voltem ao trabalho. - foi oque disse e alguns arregalaram os olhos, outros desviaram os olhares, mas todos fizeram o que foi mandado pelo chefe, voltando instantaneamente ao trabalho.


      Até mesmo Junmyeon pareceu um tanto surpreso pelo tom sério e a voz firme de JongIn no momento.

      O Kim mais novo suspirou e fez o caminho conhecido até a sala de seu pai, andando com passos firmes e a postura elegante que tinha sempre que precisava andar pelos corredores daquela empresa, antes como o filho do chefe e agora como o herdeiro de posse.

      Abriu as portas da sala e depois que os dois entraram, se permitiu soltar todo o ar que nem ao menos notou estar preso. Até mesmo relaxou os ombros, indo em direção a janela e vendo parte de Seul lá de cima.


      — O que foi isso? - o advogado perguntou.


      — Os funcionários precisam saber que tem um chefe comandando a empresa, se eu não mostrar liderança a eles, não terão confiança para continuar o trabalho.


      Junmyeon ergueu as sobrancelhas e assobiou alto, sorrindo logo em seguida.


      — Você foi bem treinado. Então, oque acha da sua nova sala? - Olhou em volta e fez uma careta.

      — Pretendo mudar algumas coisas. Já encontrou a minha secretária? - o mais velho sorriu e foi até a mesa de JongIn pegando o telefone e discando para a recepção.

      — Pode pedir para a secretária entrar, por favor? - ele colocou o telefone de volta no gancho e andou até JongIn, parando ao seu lado e encarando também a grande cidade. — Acredito que tenha preparado um discurso?

     — Com tudo o que a imprensa realmente quer ouvir, e sem brechas para fofocas desnecessárias com o meu nome ou o da empresa.

        — Isso é muito bom, mesmo que sempre haja fofoca. Você pode ter salvo uma criança de um incêndio e aí eles vão dizer que você próprio ateou fogo para dar uma de herói. Isso é a imprensa e quando é sensacionalista é ainda pior, então eu espero que você esteja preparado, porque não dá mais para recuar de toda essa avalanche.

       Quando JongIn pensou em responder, ouviram uma batida na porta e em seguida ela foi aberta lentamente, para uma moça com os cabelos curtos e castanhos entrar na sala, vestida formalmente com a tradicional roupa que parecia padrão entre secretárias e que se tratava de uma saia lápis preta assim como a blusa social que vestia.

         Sóbria, assim como a expressão.


         — Bom dia, senhor Kim. - ela disse com a voz leve, mas ao mesmo firme encarando JongIn nos olhos. — Me chamo Taeyeon e fui contratada pelo senhor Kim para ser sua secretária e assistente pessoal.

      Junmyeon parecia satisfeito com o sorriso contido no canto dos lábios e JongIn assentiu, sentando na antiga cadeira de seu pai e respirando fundo, olhando-a nos olhos.

      — Creio então que já recebeu as orientações. - ela assentiu ainda em pé a sua frente segurando uma pasta em mãos juntamente a uma prancheta. — Quais são meus compromissos hoje?

      — Precisa falar com Kim JongDae do setor de relações públicas, ele já está avisado e a reunião com o setor começa em meia hora. Depois você precisa falar com os funcionários da sede que estarão esperando no salão do décimo quinto andar quando a reunião acabar e logo após tem a coletiva de imprensa ao meio-dia no jardim do laboratório ao norte da cidade, senhor. - ela disse tudo aquilo segura do que estava fazendo e isso acabou acalmando o jovem Kim, já que o próprio ainda não sabia direito.


        — Mais nenhuma reunião ou alguma coisa que eu precise fazer após isso?


        — Não.


        — Ótimo. Seja muito bem-vinda ao trabalho. - Junmyeon disse após, fazendo a garota sorrir minimamente e assentir. — Taeyeon, o senhor Kim vai precisar de dois guarda-costas pessoais e eu os quero aqui antes da coletiva para o acompanhar.


     — Guarda-costas? - JongIn olhou para o advogado um tanto confuso e talvez até mesmo ultrajado. — Eu não preciso de guarda-costas.


        — Precisa. A imprensa vai te engolir assim que colocarem os olhos em você e nós não sabemos o que pode vir disso. É melhor não arriscar a sua pele até porque você é o herdeiro da Kim; precisamos de você vivo e saudável.


       Ótimo, babás.

      Foi a única coisa que JongIn pensou quando escutou o advogado falar. Bem, ele não podia recuar a nada que Junmyeon falasse, até porque ele tinha acabado de chegar e toda a ajuda era bem-vinda.


      — Devo contratá-los de alguma empresa terceirizada, senhor? - a moça já anotava tudo no seu papel com total eficiência.


      JongIn logo se sentia aliviado por poder contar com pessoas que poderiam lhe ajudar, pelo menos no começo, do que seria sua nova vida.


      — Não. Jongnan tinha dois guarda-costas de confiança que ele usava como companhia para ir a lugares um tanto perigosos, como quando ele ia fazer suas apostas ou jogar em cassinos provavelmente ilegais. Vamos os contratar para tempo integral agora, serão os guarda-costas pessoais do senhor Kim, para quando não estiver na empresa.


      JongIn quase riu da cara de pau de seu pai e pressionou as mãos no rosto.


      — O contato deles já está na sua pasta e consta como funcionários pessoais do senhor Kim. Vai encontrá-los como Do e Park. - ela assentiu novamente já procurando pelas informações. — Sua sala fica aqui ao lado e pode se acomodar lá depois, mas agora vamos para a reunião com o setor de Relações Públicas.


    Todos se levantaram e se retiraram da sala indo em direção a sala de reuniões com JongIn atrás seguindo o caminho, como forma de ainda se acostumar com todos os lugares que deveria ir dentro da empresa.

      Era grande como tudo dentro daquele prédio.

     Quando entraram, outras pessoas já os esperavam e um rapaz que parecia não ser tão mais velho que JongIn, estava em pé de frente para a tela onde seria passado o powerpoint e ele os recebeu com um sorriso, ao que JongIn assentiu brevemente e se pôs a sentar em seu lugar.


      — Senhor Kim, fico feliz que tenha conseguido vir a reunião, estávamos à sua espera. Como já devem ter lhe dito, eu sou JongDae e vou cuidar da imagem de nossa próxima campanha.


      — E o que tem em mente? - foi o que disse para o rapaz que sorriu e fez sinal para o que parecia ser sua própria secretária começar o slide.


      — Como vimos nos jornais dos últimos dias, o seu pai está envolvido com o escândalo de lavagem de dinheiro e com uma das maiores gangues de narcóticos do país, senão do continente. A proposta é fazer uma campanha contra o uso de narcóticos e usar parte do nosso lucro como o vicodin e outros remédios usados por dependência e doar a instituições que tratam de drogados.


      JongIn não gostava muito da forma que o outro falava sobre dependentes químicos, praticamente cuspindo a palavra “drogados”. Ele analisou a proposta e não pode dizer que se tratava de uma proposta ruim, porque afinal não era mesmo.

    Pegar parte do lucro que era obtido por eles, talvez porque pessoas usavam os medicamentos para se drogarem e usar para ajudar pessoas que estavam sem direção… aquela era uma boa ideia.

      Só por olhar para o rosto de JongDae, o Kim sabia que ele não estava fazendo aquilo por se importar com as pessoas, até porque o trabalho dele era enganar a mídia com a entrega de um “produto” muito bom para que os fizessem heróis.


      — Qual a porcentagem do valor que doaremos? - perguntou o encarando.


      — Acredito que quinze por cento já é mais que o suficiente para ajudar as instituições de Seul, senhor.


      — O suficiente? - perguntou com as sobrancelhas levantadas, fazendo todos na sala o encararem. — Nós lucramos bilhões por ano na venda de remédios que talvez deixem pessoas dependentes de drogas. Nossos remédios para doenças venéreas custam uma fortuna para pessoas que talvez não tenham como pagar e você acha que quinze por cento do nosso lucro com o vicodin é o suficiente?


      A sala caiu em completo silêncio e todos encaravam a JongIn sem nem ao menos respirar direito. Uns pareciam assustados e até mesmo, travados.


      — Senhor. - um outro homem se levantou, chamando a atenção de JongIn que fez sinal para que continuasse. — Eu me chamo Byun BaekHyun e sou o diretor de finanças. Depois de termos feito um estudo sobre isso a situação da empresa, achamos melhor não arriscar demais as contas da empresa. Algumas contas foram congeladas até a polícia descobrir a origem do dinheiro de algumas transações e como o número de investimentos caiu, optamos por ter cuidado com a forma que vamos gastar o dinheiro, mas o senhor não precisa se preocupar, isso é só para a imprensa sair do nosso pé, logo eles esquecem e podemos parar de investir nos viciados.


      O sangue de JongIn ferveu, porém ele respirou fundo e fechou os olhos. Olhou para o outro lado da mesa, encontrando os olhos de Junmyeon que parecia saber exatamente o que ele pretendia fazer e só levantou a sobrancelha o incitando a continuar, como se dissesse que o apoiaria.


      — Taeyeon, me traz uma bebida bem forte. - sussurrou para a outra que assentiu e se levantou. — O que mais vocês pretendem além de os quinze por cento?


     — Faremos a imprensa nos ajudar, senhor. É só lhes oferecer algum dinheiro e em pouco tempo um comercial vai estar rodando no canal com maior audiência. Podemos, depois de oficializar, marcar uma entrevista com o senhor para falar mais sobre o nosso projeto e fazê-los acreditar que só estamos fazendo o bem que o senhor seu pai não fez.


      JongIn assentiu novamente e uma coisa passou pela sua mente, fazendo com que tivesse vontade de rir com a quase certeza de que tinha razão.


      — Nós temos ligação com algum partido político, senhores? - todos o encararam. — Seja por cima ou por baixo dos panos.


      Taeyeon chegou bem na hora com a sua bebida e JongIn a agradeceu, ao que ela levou uma também para Junmyeon que sorriu para a moça e ela voltou a se sentar.


      — E então?


      — Sim, senhor. - o tal Byun falou e JongIn assentiu.


     — Mais alguma coisa que queiram me apresentar? - eles olharam uns para os outros. — Vocês tem até o meu copo ficar vazio, eu não costumo demorar muito pra terminar.


        Logo todos começaram a ditar ideias, quase atropelando uns aos outros e fazendo com que Taeyeon tivesse bastante trabalho fazendo anotações e preparando e-mails em seu computador.

     Depois do que pareceu uma eternidade e muita gente mencionando dinheiro no discurso, JongIn pousou o copo vazio na mesa, fazendo todos se calarem.


      — Para mais alguma informação que eu deva saber, Taeyeon vai estar na sala ao lado da minha então vocês podem falar com ela. - todos assentiram quando Taeyeon os olhou e JongIn notou olhares queimando a garota como se pudessem olhar por debaixo de suas roupas. Revirou os olhos e pediu para que ela andasse a sua frente.


      — Como me saí? - ele perguntou para a garota que deu uma risadinha.


     — Muito bem, senhor Kim. - ele suspirou um tanto aliviado. — Se me permite, vou para a minha sala, preciso confirmar a contratação dos seus guarda-costas e enviar alguns e-mails. O senhor tem uma hora de descanso antes de ir falar com os funcionários.


      — Tudo bem, eu preciso conversar com Junmyeon. Se eu precisar de alguma coisa, te chamo.


      Os dois esperaram em frente ao elevador enquanto Junmyeon falava com alguns homens que estavam presentes da sala de reunião anteriormente e quando se juntou a eles, todos entraram no elevador.


      — Vai fazer o que acho que vai fazer, JongIn? - o Kim mais velho perguntou com um meio sorriso.


      — Se você acha que eu vou acabar com toda a merda que o meu pai fez e entregar uma nova indústria livre de ganância, então sim.


      — Isso vai ser algo difícil de conseguir. - ele falou.


      — Ele consegue. - Taeyeon rebateu e logo as portas do elevador se abriram.

Taeyeon andou até a recepção e os outros dois foram para a sala de JongIn.


      — Gosto dessa garota, ela me parece ser de confiança. - JongIn disse se sentando na cadeira de seu pai. — Onde a encontrou?


      — Ela se candidatou ao emprego e eu a entrevistei. Ela é formada em economia e trabalhou como assistente pessoal de um CEO da área de entretenimento, fala mais dois idiomas além do coreano. Deixou o outro emprego porque tá processando o cara por assédio.


      JongIn levantou as sobrancelhas impressionado e assentiu.

      O telefone na mesa de JongIn tocou e ele o atendeu, suspirando.


      — JongIn.


      — Senhor Kim, os guarda-costas chegaram.


      — Traga-os aqui, Taeyeon. - desligou o telefone e olhou para Junmyeon. — As minhas babás chegaram.


      — JongIn, isso é apenas para a sua proteção. - disse rindo.


     — Isso é excesso de proteção, Junmyeon. Dois guarda-costas, sério? - ele se levantou indo até a janela. — Os seguranças da empresa já não estarão lá?


     — Eles vão cuidar de você fora da empresa também. Todo cuidado é pouco. - JongIn balançou a cabeça negativamente mais uma vez. — Você vai fazer inimigos daqui pra frente, JongIn, precisa ter cautela.


      Logo ouviram as batidas na porta e Taeyeon entrou, sendo seguida por dois homens que até então JongIn não via, pois estava olhando pela janela.

      Não acreditava que teria dois guarda-costas atrás de si pra cima e pra baixo.


      — Bom dia, senhor Kim. - duas vozes disseram em uníssono fazendo a nuca de JongIn se arrepiar no mesmo instante pela profundidade das mesmas.


     Lentamente ele se virou para trás, encarando os rostos dos dois homens que haviam entrado em sua sala.

      Não era só a voz que lhe chamaria atenção.


      — JongIn, esses são Do KyungSoo e Park ChanYeol. - eles olharam para o Kim e o reverenciaram quando seus nomes foram ditos. — Eles cuidarão de você.


      JongIn então observou os homens minuciosamente. Quando chegou aos rostos dos dois, os olhos o encararam com intensidade e se JongIn tivesse que escolher quem chamava mais a sua atenção, não conseguiria, pois de alguma forma a sua atenção era dividida entre eles.

         Por alguma razão, ter dois guarda-costas para si, não pareceu ser tão ruim assim.


      — Sejam bem-vindos ao novo emprego.

9 de Junio de 2018 a las 04:51 0 Reporte Insertar 5
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