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miyosin Anne (miyosin)

O marco da minha independência foi ter comprado meu próprio apartamento, com meus vinte e um anos de idade vi minha vinda finalmente começar a andar. Mas nem tudo é um mar de rosas e meu maior desafio fora aguentar Park Jimin morando comigo enquanto eu tentava ignorar tudo o que parecia querer transbordar em meu peito. Não consegui. E nosso primeiro beijo era algo que eu jamais gostaria de contar aos nossos filhos. KOOKMIN/JIKOOK | Top!Kook | Comédia | THREE-SHOT


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

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[1] Nosso Beijo

CAPÍTULO UM

de More Than This

JEON JUNGKOOK


O marco da minha independência foi definitivamente ter comprado meu próprio apartamento. Quase um mês depois do meu aniversário de vinte e um anos de idade, com o dinheirinho suado que consegui trabalhando na empresa do meu tio – de advocacia onde eu sou feito de escravo pelo meu próprio parente que às vezes me elogia dizendo que sou um bom secretário, apenas secretário – que consegui dar entrada em meu pequeno porém muito aconchegante apartamento. Precisei de mais dois anos para conseguir pagar por completo pelo lugar e mais seis meses para que pudesse o ajeitá-lo da forma como desejava, com pequenos e necessários luxos, tipo uma televisão de cinquenta e uma polegadas e um videogame novo e atualizado podendo deixar – finalmente – meu Playstation 2 de lado.

Apesar de nem tudo ser um mar de rosas, aprendi muito com meu pai e tio sobre administração em diversas áreas e por isso os agradecia, pois do jeito como antigamente eu era impulsivo e ansioso, gastaria meu dinheiro com várias bobeiras e jamais teria tudo que possuía com quase vinte e quatro anos de idade.

Meu maior desafio não era reconciliar minha faculdade de direito e meu trabalho, na verdade, era aguentar Park Jimin. Mesmo ele sendo mais velho e teoricamente tinha de ser responsável, era completamente irresponsável e não media ou pensava bem sobre as consequências dos próprios atos. Era cômica sua personalidade, de certo modo, pois ele sempre demonstrou ser alguém tímido, carinhoso, preocupado e muito fofo, mas apenas sendo Jeon Jungkook para encontrar o “lado negro de Park Jimin”.

Jimin é e não é o meu primo, na verdade, ele fora adotado por minha tia quando a mãe dele havia morrido. Apesar de não gostar do assunto, Jimin conta que sua mãe e a minha tia sempre foram extremamente próximas e quando a Park morreu em um acidente de carro – que por sinal quase o levou – minha tia logo o quis proteger, visto que os familiares pareciam ter sumido naquele momento – e até hoje, sendo sincero – . Foi um pouco complicado, mas nada que um bom advogado não pudesse resolver. Park Jimin estava, então, ingressado na família.

No começo foi estranho o ver como meu primo, entretanto, nos apegamos um ao outro rapidamente. Como tudo o que eu via era um garoto fofo e tímido que se sentia sozinho no mundo, o meu lado protetor falava extremamente alto quando se tratava dele e, adivinhem? O que deveria ter sido o papel de minha tia por ela mesma querer, tornou-se meu; era eu que o acompanhava na ida e volta para o colégio, que também ia às festas ao seu lado ou algum evento social para tentar o ajudar a se enturmar e era eu que o vigiava, e confesso que tinha medo de qualquer coisa poder o machucar.

De algum modo eu queria protegê-lo, tanto do mundo como dele mesmo, pois não era fácil lidar com o fato de que fora abandonado pelo pai e sua mãe havia falecido.

Quando o Jimin fez vinte e sete anos de idade, apesar de também trabalhar na empresa de advocacia e conseguir sustentar-se muito bem, ainda não havia saído da casa dos meus tios por medo de ficar sozinho por muito tempo e isso levou a – nem tão – brilhante ideia de que ele fosse morar comigo. Admito não ter visto problema nenhum, o amava e tínhamos uma relação muito forte de melhores amigos confidentes, entretanto era clara a minha falta de preparação para conviver com ele no mesmo ambiente por - quase – literalmente vinte e quatro horas.

Hoje sei que nada me prepararia para a pressão psicológica que eu teria. Park Jimin não era uma pessoa completamente fofa e indefesa como sempre aparentava, tinha seu lado ousado e provocador que eu definitivamente não tinha o completo conhecimento que necessitava para morar com ele. Era claro que tinha visto um pouco desse seu lado mais despudorado, afinal, como já falei, éramos extremamente próximos um do outro, contudo, ouvir algumas piadas maliciosas não era a mesma coisa de o ver andar pelo apartamento apenas com uma cueca box.

— Jungkookie — me chamou. — viu meu pacote de feijões coloridos?

— No armário da esquerda, do lado da geladeira. — respondi com a voz levemente mais alto que o habitual. Ele estava na cozinha e eu ainda saia do meu quarto para poder me jogar no sofá.

Era quase dez horas da noite de uma sexta-feira e tudo que tínhamos em mente era fingir maratonar alguma séria ou assistir um filme aleatório até que o sono e o cansaço da semana nos tomassem ali mesmo, no sofá não muito confortável do nosso apartamento.

Deitei-me no sofá maior tentando me ajeitar da melhor forma possível. O Park logo apareceu, ousadamente vestido apenas com aquela maldita box enquanto se ajeitava no outro sofá. Eu não era nenhum pervertido, também não gostava quando meus amigos agiam de tal forma, mas bastava um rápido olhar para as coxas grossas do mais velho ou para as nádegas cheias para que minha mente me traísse da pior forma possível; com utopias malucas onde eu sempre acabava transando com Jimin. E isso era tão errado.

— Porra! — exclamou levantando-se em um pulo e correu para o corredor. Tinha se passado cerca de quinze minutos do filme The Ring (O Chamado) na televisão e por um momento até cogitei que o mais velho estava com medo, mas não tinha acontecido nada naquele curto período de tempo então fiquei confuso. Fiquei ainda mais quando ouvi o som da descarga do banheiro. — Droga Jungkookie! — exclamou novamente. — Esses feijões são horríveis! Droga, droga.

— Te avisei. — falei assim que ele apareceu um pouco esverdeado na sala. — Já comprei esses feijões de presente para o amigo da onça no colégio uma vez.

— Nunca fiquei com tanta dó de ter gasto dinheiro com um doce. — fez bico. Ah, droga, que vontade de mordê-lo.

— Não era doce, pensa assim.

Aumentamos um pouco o volume da televisão e prestamos atenção no filme. Fiquei surpreso por Jimin não ter reclamado ou coisa assim, algo que sempre fazia quando eu tentava assistir algum filme de suspense sobrenatural ou terror. Estava pronto para mudar de canal caso ele pedisse, mas o pedido não veio e como o filme era entediante, acabei logo pegando no sono.

Estava meio acordado, quase dormindo de vez mesmo, mas quando algum ruído estranho soava no filme era quase de imediato algum resmungo ou apenas o remexer do corpo do outro no sofá. Sabia que Jimin estava com medo e não conseguia entender o motivo de ainda insistir naquilo – não faria diferença para mim, estava com muito sono.

Logo sinto seu corpo subindo sobre o meu fazendo-me acordar de vez, entretanto não abri os olhos, apenas me virei e o ajeitei na minha frente, abraçando-o para não cair do sofá e me aproximando um pouco de seus cabelos para sentir aquele aroma suavemente doce tão viciante. Quando já estava me vendo entregue novamente ao sono acabei o prensando mais ao meu corpo e resmungando algo que nem mesmo entendi.

Todavia não demorou a que eu sentisse seu corpo tremer e virar-se brutalmente para me abraçar, afundando seu rosto em meu peito dizendo algo como “não consigo” ou “tentei”. Acabei rindo, confesso, e o apertei mais logo desligando a televisão e me aconchegando mais no sofá. Desta vez só voltei a dormir, mesmo que estivesse permanecido com os olhos fechados, quando notei a respiração mais lenta do outro indicando que havia adormecido.


<>*<>


— Natal! É Natal!

Aquele era um dos poucos dias que Jimin acordava cedo sem qualquer obrigação. Eu tinha o costume de dormir até tarde e aparecer às vezes apenas à noite na casa dos meus pais, para jantar e conversar com a família, porém o mais velho amava essa data. Ele sempre elogiava o clima de amor e carinho que pairava no ar – que juro nunca ter percebido mesmo que tentasse muito –, as luzes das ruas e casas e, claro, a bela decoração da cidade em homenagem. Acabava que eu acordava muito mais cedo que o habitual e passeava pelas ruas com o outro que tirava fotos e mais fotos de si, da paisagem e comigo.

— Caramba hyung, está frio e até comprei chocolates para você, não podemos ir para casa? — suspirei o vendo prontamente negar em seguida.

— Vamos à praça da árvore, por favor, a última voltinha. — fez bico. E eu não resistia. Assenti suspirando mais uma vez enquanto era arrastado pelo mais velho para a praça principal onde colocavam uma árvore de quase três metros no centro.

Tudo parecia ainda mais iluminado naquele lugar e haviam pessoas fantasiadas de duendes por todo lado, além da Mamãe e do Papai Noel em uma cabana decorada ao lado da enorme árvore. Obviamente que a – nem tão – grande criança que estava comigo correu para a cabana. Jimin tinha um jeito fofo e engraçado de tirar fotos, pois gostava de diferenciar nas poses, brincar e afins, não apenas sorrir como muitos faziam – para não generalizar de vez –. O problema foi quando ele resolveu sentar no colo do Papai Noel e gravar um vídeo de poucos segundos onde pedia presentes e o velho apenas ria, mas que claramente aproveitava da situação ao por uma mão um pouco acima da cintura do Jimin e a outra na coxa como se não quisesse nada. Nunca fui de achar-me ciumento, porém estava ficando realmente irritado com a audácia daquele Papai Noel e estava quase brigando com este sem ligar para as criancinhas em volta. Diria que foi sorte o Papai Noel ter percebido meu olhar fulminante para cima dele antes que eu fosse para cima dele, pois tirou as mãos do Park rapidamente e sorriu envergonhado para o mesmo, este que já o agradecia pelo vídeo e tirava uma foto com a Mamãe Noel – esta sim era gente boa, apenas bagunçou os fios do Jimin e sorriu docemente —.

Tratei de me afastar da cabana com Jimin ao meu lado rapidamente, sem perder a chance de colocar minha mão um pouco abaixo da sua cintura e o puxar para mim, olhando para trás disfarçadamente com um sorriso vitorioso ao ver o Papai Noel ainda em choque.

— O que foi? — questionou. Desviei logo meu olhar para cima.

— Nada, apenas pensei que fosse tropeçar naquelas pedras. — sorri amarelo.

— Pedras? — tentou virar a cabeça já olhando para baixo, mas o impedi.

—Vamos tirar foto perto da árvore logo. — o puxei. — Está realmente frio.

Tiramos várias fotos mesmo que eu estivesse completamente envergonhado com os olhares das pessoas passando – não era nem pela maioria estar nos julgando, era apenas minha timidez mesmo –. Sorrimos, fizemos caretas e também gravamos um vídeo de poucos segundos onde Jimin mostrava o tamanho da árvore, focava em meu rosto corado e logo nele, rindo animado e eu de nervoso pela timidez no fundo. Gostava de como ele sempre ficava perto de mim para tirar as fotos, às vezes quase com as costas coladas em meu peito para que nós dois saíssemos e a paisagem ao fundo também.

No caminho de volta para casa fomos pegos de surpresa por fogos de artifícios. O Park não perdeu a oportunidade de gravar alguns segundos, claro, enquanto eu prestava atenção na sua face levemente vermelhinha pela gripe que começava a pegar e reparava no quão mais fofo ele ficava todo embrulhado naquelas blusas – parecia um bolinho.

Não sei como, talvez eu tenha agido por impulso naquela hora, mas havia nos aproximado. Coloquei uma de minhas mãos em sua bochecha enquanto meus olhos percorriam todo seu rosto, gravando mais uma vez todos os traços que eu já conhecia, até se prenderem nos lábios tão cheinhos e convidativos. Ele agora parecia corado não só pelo resfriado e eu o olhei nos olhos uma última vez antes de finalmente tomar posse da sua boca.

Droga, eu não sabia o que estava acontecendo comigo. Ainda achava errado pelo laço familiar que tínhamos criado, todavia tudo sumia tão rapidamente quando o sentia me corresponder. O beijo calmo e gostoso, saboreando ao máximo o que oferecíamos naquele momento. Claro que sentia vontade de mais, muito mais, mas não o assustaria e nem avançaria tão rápido. Queria aproveitar cada segundo, minuto, momento, com ele. Mas acabei tendo que separar nossas bocas um pouco antes do que o planejado – que seria até eu perder o ar – quando acabei sem querendo engolindo seu chiclete.

— Desculpa — murmurei. —acabei engolindo seu chiclete.

Ele ficou vermelho. Uma pimenta, morango, tomate ou maça teriam uma grande inveja da coloração do rosto dele naquela hora.

— Eu —gaguejou. — não estava mascando chiclete.

Inclinei minha cabeça para o lado confuso – uma mania que nós dois tínhamos.

Talvez já tenham se esquecido de quando mencionei que éramos próximos. Realmente tínhamos aquela ligação muito forte, sem segredos ou coisas assim. Éramos, e ainda somos, um livro aberto um para o outro, então por mais que me seja vergonhoso revelar isso: logo entendi o que engoli naquele minuto.

Minha vontade era de contorcer todo meu rosto em uma careta de puro nojo ao ter entendido apenas com o olhar do mais velho o que eu havia então engolido. Entretanto, Jimin estava extremamente envergonhado e, droga, eu jurava que podia ver seus olhos marejados naquele instante, então a ação mais sensata que se passou na minha cabeça foi o beijar de novo. Sem nojo. Eu jamais sentiria nojo dele mesmo depois daquilo.

— Você — gaguejou mais uma vez e não o deixei prosseguir. O beijei de novo. — Jungkookie — e de novo.

— Não me importo. — disse. Ele me encarou um pouco espantado e surpreso. Mais uma vez o beijei. — Mas não repita isso de novo, pelo amor de Deus — pedi, tentando soar divertido. — posso te querer, mas não quero engolir teu catarro de novo.

Sim. Eu havia engolido seu catarro.

9 de Junio de 2018 a las 02:27 0 Reporte Insertar 2
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