Uma Palavra para a Eternidade Seguir historia

nathymaki Nathy Maki

O tempo de busca fora longo, mas, agora, completamente cientes de tudo que havia acontecido, esse tempo seria recompensado. Assim que a palavra fosse dita. Uma palavra que nos ligaria para a eternidade.


Fanfiction Películas Todo público. © Créditos ao artista da imagem

#romance #kiminonawa #diadosnamorados #yourname
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A primeira vez que nos falamos

Sem que eu percebesse, estava sempre a buscar. Olhos se moviam sem consciência, procurando, analisando, ansiando por algo que eu não podia nomear. Os dias eram sempre cinzentos, e, nem mesmo as cores fortes presentes na fita trançada com a qual eu amarrava o cabelo, eram suficientes para afastar a coloração cinza que parecia cobrir tudo que eu via. Acordar, metrô, trabalho, novamente metrô, voltar para casa e dormir. Essa era a minha rotina. Até que um dia, tudo mudou.

Era uma manhã como qualquer outra. Eu havia acordado de um sonho que nunca conseguia lembrar - o que acontecia na maioria dos dias - tomado café e feito as tranças que tanto gostava, prendendo-as com a fita trançada que sempre trazia uma recordação da minha terra natal. Escolhi a roupa que costumava usar para trabalhar, optando por pegar um casado dessa vez, e prendi o colar com a minha flor favorita no pescoço. Yotsuha já havia saído para a escola que ficava a algumas quadras de casa, de forma que passei a bolsa sob o braço, e, ao sair, tranquei a porta. Estaria em casa antes que ela retornasse.

Andei pelas ruas que me separavam do metrô, observando o movimento dos carros e das pessoas absortas demais em seus celulares para que pudessem olhar em volta, e entrei na estação, aguardando na plataforma enquanto o meu trem se aproximava do destino. Conferi o celular a espera de um e-mail que deveria chegar ainda hoje, e me peguei lendo as anotações que havia feito no dia anterior. " O casamento da Sayaka será em um mês!! Não esqueça de comprar um vestido para a festa!" Ri comigo mesma sabendo que ela não ligaria nem um pouco para isso, muito menos Tessie. Por vezes até achava que esse casamento não iria sair nunca, mas, lá no fundo, eu sabia o quanto eles se amavam e desejavam aquilo. Não iriam ser as discursões – pouco sérias, na minha opinião – a impedir que o evento acontecesse.

O trem chegou, assobiando na plataforma, e emitindo um enorme fluxo de pessoas que deixavam os vagões enquanto as demais que esperavam, lutavam para entrar. Empurrei alguns homens que não pareciam dispostos a se mover e embarquei, tendo a sorte de sair somente com alguns dedos pisados. Movendo-me com agilidade e experiência, manobrei entre as pessoas até o lugar que gostava de ficar, perto de uma das janelas de onde eu podia ter uma vista plena da paisagem. Aquela visão sempre me animava, afinal Tokyo era uma enorme e variada metrópole, e ajudava a minar um pouco o tédio que era essa parte do dia. Fixei o olhar na silhueta dos prédios que se erguiam ao fundo e nos outdoors que passavam velozmente com suas cores e anúncios chamativos. Logo a paisagem passou a correr igual: casas, apartamentos, fios elétricos, enormes arranha-céus espelhados e, vez ou outra, áreas onde o verde se destacava. Foi então que aconteceu.

Eu vi você. Através da janela do metrô que agora corria paralelo a outro, fitei seus olhos e um clique soou em minha mente, como se algo houvesse ativado o meu corpo e o estivesse percorrendo com vários choques elétricos. Os segundos se arrastaram e o tempo pareceu congelar. Então, eu entendi o que era aquela sensação. Reconhecimento. Finalmente havia encontrado o que tanto procurara.

O trem parou e eu me lancei com toda força e velocidade que possuía em direção à porta antes que esta se fechasse. Os saltos estalavam contra o concreto, machucando os pés, e causando desconforto, mas nem por isso diminuí o ritmo. Eu havia te visto, todo o meu corpo vibrava com essa revelação, e precisava ver novamente. Encontrá-lo pessoalmente. Confirmar aquela sensação que parecia preencher o vazio dos dias e retirar o cinza que toldava minha visão. Corri como nunca havia corrido.

Então, no topo das escadas eu te encontrei. Você estava ofegante, como eu, e o terno amarrotado era um sinal de havia corrido como um louco até ali. Meu coração se encheu de esperança e imagens de que voltara por mim pipocaram em minha mente, porém, você calmamente se ajeitou e subiu as escadas enquanto eu as descia, não dando sinais de que havia sentido algo, quanto mais que iria me dirigir a palavra. Olhares se encontraram e foram desviados. A decepção se acometeu sobre mim e decidiu se acumular nos meus olhos, solidificando-se em forma de lágrimas. Não, eu não iria chorar. Não por alguém que nem conhecia direito. Não por imaginar estar sentindo algo que não havia explicação. Não por desejar que você sentisse o mesmo, ainda que isso não fizesse sentido. Então, antes que minhas lágrimas pudessem, enfim, correr livremente pelas bochechas, eu ouvi sua voz, ansiosa, hesitante, como se lutasse com as palavras que teimavam em sair de sua boca.

- Espere! - Você deu meia volta e parou no topo dos degraus, no exato local em que eu estivera. - Eu podia jurar... nós já não nos conhecemos?

Parei onde estava e dei meia volta, erguendo os olhos para encontrar os seus. Sua expressão parecia conter um desespero silencioso, como se, assim como eu, desejasse que aquelas alegações fossem verdade e não apenas mais um delírio da mente, um sonho lúcido.

- Sim. - Eu sorri, o coração voando no peito e os olhos úmidos das lágrimas não derramadas. - Eu poderia dizer o mesmo.

Aquelas foram as primeiras palavras que trocamos e, embora eu pudesse sentir que haviam muitas outras ditas antes destas, aquelas passaram a ser as mais importantes. Se tornaram inesquecíveis.

- O seu nome é....

- O seu nome é...

Sorrimos, constrangidos, por falarmos ao mesmo tempo. Respirei fundo e levei a mão ao peito, tocando o pingente de flor, reconfortante, pendurado no colar - um costume que há muito criara e que ressurgia em situações de forte abalo emocional.

- Mitsuha. O meu nome é Mitsuha. - Seu sorriso se ergueu e seus olhos brilharam, felizes. Então era verdade. Você me reconhecia.

- Eu me chamo Taki. - Nossos passos ecoaram, os únicos naquela escada. Aproximamo-nos, ficando frente a frente.

- Taki-kun...? - O nome saiu pelos meus lábios, inconscientemente. Era como uma memória marcada fundo no cérebro, mas há muito esquecida. Você não hesitou pela forma como o chamara, apenas estendeu a mão como se quisesse limpar as lágrimas guardadas no canto dos meus olhos, mas logo a recolheu.

- Essa fita no seu cabelo, foi você quem fez?

- Sim. - Toquei a fita que nunca deixava de usar, mesmo sendo antiga e estar ficando desgastada, tinha um significado muito especial. Embora eu não lembrasse mais qual fosse. - Você...

Antes que eu pudesse continuar, algo em seu bolso tocou. Com um olhar de desculpas, você puxou o celular e olhou rapidamente a tela. A surpresa foi evidente em seu rosto.

- Sinto muito, eu preciso ir agora. - O tom triste das palavras deixava claro que não era este o seu desejo. Nem o meu, diga-se de passagem. Mas eu não queria atrasá-lo para algo que poderia ser importante.

- Tudo bem. - Assenti, sorrindo. Eu compreendia. Você começou a se afastar novamente. Eu compreendia, mas ainda sim queria mais tempo ao seu lado. Até que pudesse, enfim, compreender todos aqueles sentimentos que pulsavam e se misturavam em meu interior. Em um impulso, gritei: - Taki-kun! Taki-kun! Podemos nos ver novamente?

Você parou, sorriu e acenou animadamente com o braço que não segurava a maleta.

- Eu espero muito que sim, Mitsuha.

2 de Junio de 2018 a las 00:20 0 Reporte Insertar 1
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