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hyo_hime Daniela Machado

- O lugar está ocupado? – a morena tinha um sorriso provocante nos lábios e uma sobrancelha erguida. Tudo nela era em tons de dourado, preto e vermelho. - Está reservado para você, hm – Deidara sorri, cínico para ela. Estava, literalmente, flertando com o perigo.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#mangá #anime #naruto #deidara #hentai #sexo #hot
Cuento corto
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One-Shot

Assim que Deidara saiu da pequena pousada onde ele e Sasori estavam hospedados, uma chuva fininha começou a cair, fazendo com que o loiro se visse obrigado a usar o chapéu da Akatsuki.

Resmungando baixinho, o loiro se viu descendo uma rua deserta, a procura de algum lugar para ficar até a chuva, que estava cada vez mais intensa, passar. Poderia ter voltado para a pousada, mas o mestre das marionetes estava particularmente irritadiço naquele fim de tarde, então Deidara apenas entrou na primeira taverna que encontrou. Estava ainda com o chapéu e a capa, mas não era a capa preta de nuvens vermelhas, e sim uma capa lisa e simples, o que evitava que ele fosse reconhecido como o nukenin que era.

Estava ali por uma única razão; tavernas como aquela eram o tipo de lugar em que Deidara ia em busca dos prazeres da noite, afinal, ali se encontravam as mulheres sem honra que se entregariam facilmente a ele.

Se o Danna estivesse ali, provavelmente o chamaria de fraco por ceder tão facilmente aos prazeres carnais daquele jeito, mas o loiro nem se importava.

- O que deseja? – pelo tom lascivo da mulher, Deidara teve a impressão de que poderia jogar uma cantada do tipo “além de você?” e ela cairia em seus braços, mas decidiu que ela nem era aquilo tudo, fazendo com que resolvesse esperar, já que a noite estava apenas começando.

- Uma garrafa de saquê e um prato de petiscos – seus olhos não se demoraram no rosto da garçonete, pois outra mulher entrou no bar. Uma mulher que transparecia uma aura de inegável e irresistível poder, que atraiu os olhares instantaneamente para si; os masculinos eram desejosos, e os femininos, invejosos.

A recém-chegada possuía cabelos pretos e olhos levemente avermelhados, que eram destacados pela blusa vermelha e a saia preta. A pele era levemente dourada, como se já tivesse sido muito clara, mas fora não castigada, mas sim agraciada pelo sol. A perna direita era envolta em uma malha, assim como o braço esquerdo, o que deixava a pele com um efeito losangular.

Momentaneamente hipnotizado, Deidara levou mais tempo que o normal para perceber o perigo na bandana semicoberta pelos cabelos negros: uma ninja da folha. E alguma coisa lhe mandou fugir exatamente quando os olhos dela encontraram os seus. No entanto, havia alguma coisa nela...

- O lugar está ocupado? – a morena tinha um sorriso provocante nos lábios e uma sobrancelha erguida. Tudo nela era em tons de dourado, preto e vermelho.

- Está reservado para você, hm – Deidara sorri, cínico para ela. Estava, literalmente, flertando com o perigo.

Ela ri, uma risada levemente fria, de quem estava no comando.

- Você é um garoto esperto – ela o avalia de cima a baixo, os olhos passeando por ele – e gosta de perigo, pelo que posso perceber.

- Você não viu nada – o sorriso do loiro aumentou ainda mais. Em seguida, completou – ainda, hm.

- Hey! – ela acenou para a garçonete, que veio com muito menos boa vontade – vamos precisar de mais uma dessas – apontou para a garrafa de saquê – a noite vai ser muito, muito longa.

O loiro sorriu com a perspectiva. Era perigoso? Era sim. Mas ele adorava isso.

***

Três horas depois, Deidara estava surrupiando a chave da porta de um dos quartos vazios da pousada onde ele e Sasori estavam hospedados.

Mal entrou e fechou a porta, empurrando a mulher de cabelos negros e pele dourada contra a mesma, a fazendo gemer em seus lábios quando a levantou pelas coxas, causando uma intensa fricção entre suas intimidades. Nenhum dos dois havia se apresentado, o que facilitava tudo, já que poupava Deidara do esforço de ter de inventar um nome falso.

Ele a carrega às cegas, sem interromper o beijo e a joga na cama, a fazendo quicar a ali. Ela ri maliciosamente e o puxa pelo cós da calça para si, enquanto deslizava as mãos sobre o membro enrijecido, ainda encoberto pelo tecido da calça o fazendo atacar-lhe os lábios com a voracidade de um leão ao encontrar sua presa.

As mãos hábeis de Deidara sobem por baixo da blusa a levando consigo sobre a cabeça dela e então ele se afasta apenas para remover o tecido completamente do corpo dela. Ela inclina as costas e livra-se também do sutiã, o que o fez soltar um sorriso malicioso, ao perceber que ela parecia tão impaciente quanto ele.

O loiro gasta alguns momentos observando o corpo curvilíneo a sua frente. Junto com a blusa, se fora, também, a bandana. Agora, ela não era mais um perigo iminente. Deixara de ser uma ninja, tornando-se apenas uma mulher. Uma mulher excepcionalmente bonita.

Os dedos de Deidara sobem pelas pernas dela enquanto ele se debruçava novamente sobre a morena, mas se detém ao encontrar o metal frio de uma kunai, logo acima da barra da saia. Ele puxa a arma da bainha de proteção.

- Pretendia usar isso contra mim, hm?! – ao invés de negar, ela apenas levanta uma sobrancelha e morde o lábio. Ele joga a kunai, que fica fincada na parede, voltando o olhar para ela em seguida. Sua mão voa para o pescoço da morena, que nem sequer fica tensa – se eu não estivesse tão excitado, você ia morrer aqui, garota!

Ele sente a garganta dela reverberar por uma risada sarcástica e sexy.

- Se eu quiser, te mato com ou sem kunai, loirinho – ela sussurra em seu ouvido, a voz carregada de acidez, e Deidara não duvidou da capacidade dela de fazê-lo, mas isso só o atiçou ainda mais – mas pra sua sorte, eu não quero. Pelo menos, não agora.

O aperto no pescoço da garota se transformou em uma carícia firme que desceu por sobre os seios, pela cintura fina, contornou o quadril e, quando refazia o caminho, as bocas nas palmas das mãos começaram a mordiscar e chupar a pele dela. Deidara percebeu que a tinha na palma das mãos quando a morena fincou as unhas na base de suas costas e as subiu arranhando dolorosa e prazerosamente até as omoplatas, de onde ela as desceu repentinamente em direção às costelas quando as mãos de Deidara chuparam seus dois seios ao mesmo tempo.

A satisfação em render completamente a inimiga lhe deixava extasiado e o loiro continuou a explorar com avidez cada parte do corpo moreno da mulher. Deidara desce as mãos pela barriga lisa da morena e tira as últimas peças de roupa dela, podendo finalmente vê-la. Ambas as mãos dele contornam a cintura fina e traçam o caminho na direção que os dois realmente queriam, mas o loiro ainda estava um tanto irritado pela kunai.

Seus dedos a torturavam lentamente, não dando atenção ao quanto o corpo da mulher implorava por mais, um sorriso maldoso se espalhando pelo rosto. Depois de algum tempo, porém, ele disse a si mesmo que já bastava daquele joguinho e enterrou os dedos dentro dela enquanto a língua da mão atacava o clitóris da garota, que deixou um gemido alto demais escapar por entre os lábios vermelhos, enquanto arqueava as costas. Não precisou de muito mais para que o corpo dela estremecesse, indicando o primeiro orgasmo.

Quando parou de tremer, a garota surpreende Deidara com uma força que ele não esperava que ela tivesse, e inverte as posições. O loiro a ajuda a tirar suas roupas e a morena desce as unhas pelo seu peito, deixando-o marcado por arranhões. Ela o olha como uma pantera caçando e, sem interromper o contato visual, ela leva a mão ao pênis dele, o masturbando lentamente. Impaciente, Deidara tenta segurar em seu pulso e fazê-la aumentar a velocidade, mas recebe um tapa forte, desferido pela mão que não estava ocupada. 

Apesar de que a garota o estava torturando com a lentidão, Deidara tinha de admitir que ela era boa no que fazia, e ele quase gozou imediatamente quando ela o colocou na boca. O loiro estava completamente extasiado. Fazia algum tempo que não encontrava uma parceira tão boa quanto ela e isso o fazia quase lamentar o fato de que teria de seguir para Iwagakure na manhã seguinte, pois Sasori iria capturar o cinco caudas. Mais uma tranza como aquela viria a calhar, afinal.

O pensamento lhe fez enrolar os dedos nos cabelos negros e fazê-la colocar seu membro todo na boca até engasgar. 

Ele fica de joelhos na cama e puxa a morena consigo, penetrando-lhe enquanto a acomodava no colo, ambos gemendo com o ato.

Deidara apoia as mãos na cintura da garota, a fazendo rebolar em seu pênis. Ela segura com as duas mãos no pescoço do loiro, os dedos se enrolando nos cabelos da nuca, para conseguir mais impulso para quicar no colo dele.

O loiro a joga na cama, a virando de quatro e a penetra novamente, com força, aumentando os movimentos ao perceber que ela estava quase lá, e não demorou para que a morena sentisse o segundo (e mais intenso) orgasmo, revirando os olhos e gemendo algo desconexo. No ato, o interior dela comprime o membro de Deidara, o que o faz chegar ao ápice também.

O loiro cai na cama ao lado dela, ambos ofegantes e suados.

Depois de alguns instantes, porém, a garota leva a mão ao rosto dele, como em uma carícia, e curiosamente, Deidara sente as pálpebras pesarem absurdamente e, embora uma parte que ainda estivesse gritando que era um erro, ele cai em um sono pesado.

A mulher levanta com um sorriso de desprezo e junta as roupas do chão, se veste e volta para perto do loiro.

“Se você soubesse quem eu sou, dificilmente me deixaria chegar tão perto”, ela pensa antes de posicionar dois dedos na testa dele. 

Como se estivesse possuída, ela acessa as lembranças do loiro, os olhos rolando para trás e ficando apenas com a parte branca à mostra.

“Uma aldeia toda constituída por torres, um garotinho loiro olhando para uma águia no topo da mais alta delas e desejando poder voar também...”.

“Um homem velho e nanico passando lições para o garotinho, que ao invés de prestar atenção, tirava das bocas nas palmas das mãos um passarinho de argila branca...”.

“A mesma aldeia cheia de torres sendo incendiada e o garoto, que agora não era mais criança, olhava tudo de cima, e sentia uma inexplicável vingança amarga correndo por suas veias, uma pontada de culpa a ver seu antigo sensei o olhando com desprezo...”.

“Um homem estranho, encapuzado, falando em uma voz muito grossa, o chamando para uma organização, oferecendo pagamento em valores absurdos e o garoto sentindo a tentação do dinheiro, mas recusando...”.

“Um par de olhos vermelhos, um sharingan, o encarando, a vergonha de ser derrotado, o golpe forte no ego, e o garoto jurando vingança...”.

“Um garoto de cabelos vermelhos e olhos melancólicos saindo de dentro de uma marionete que lembrava um escorpião, Sasori, o parceiro de Deidara na Akatsuki, e o garoto sentindo um frio inexplicável que o incomodou, ele não parecia sequer humano...”.

“O pânico ao ver o ruivo em ação pela primeira vez, o respeito e o medo adquirido ao vê-lo dizimar uma cidade inteira, controlando um exército de marionetes, aprendendo a admitir que o outro era mais forte...”.

A ninja, apesar de estar curiosa com as memórias do loiro, se força a ir mais fundo em sua mente, caçar lembranças mais recentes e que eram bem menos marcantes na vida de Deidara e que eram mais complicadas de serem alcançadas.

Ela registra a agitação de Deidara ao vê-la, algumas horas mais cedo, e sorri para si mesma. Era sempre assim, eles sempre caíam, sempre se rendiam. Era por isso que sempre a mandavam para esse tipo de missão. Era uma mestre em genjutsu talentosa, mas o que a fazia mais perigosa era a facilidade em manipular os outros, principalmente os homens. 

Aquela era uma das poucas vezes em que ela de fato se rendia àquele que estava caçando, geralmente ela não deixava sequer que o cara a tocasse. Mas havia algo no loiro, ela via nele um pouco de si mesma, um pouco dos jogos que costumava fazer. 

Deixando e lado os próprios pensamentos e focando no que deveria fazer, ela se forçou a regredir, ao dar-se conta de que estava passando pelo que procurava sem se concentrar.

“- Iwagakure... – a ninja sente a melancolia de Deidara, a ligeira hesitação em voltar para a sua terra de origem, para a qual ele havia dado as costas anos atrás.”

A mulher voltou ao normal, os dedos foram afastados da testa do loiro e já ia saindo do quarto, quando uma agulha metálica a atingiu.

Imediatamente, uma queimação intensa percorreu suas veias, como se queimasse seu sangue e derretesse seus ossos. A kunai ainda estava na parede, fincada onde Deidara a jogara mais cedo.

Mesmo que a arma estivesse ao seu alcance, o veneno já a paralisara, já nem conseguia mais levantar.

A ninja ergueu a cabeça o suficiente para ver Sasori despertar Deidara do Genjutsu.

- Fraco! – zombava o ruivo – poderia arruinar toda a Akatsuki por um capricho!

- A Akatsuki... já está... arruinada...! – a garota ganiu – eles vão saber... vão vir atrás... de mim... os ninjas da folha... vão seguir seu... rastro e...

Sasori a arrancou a kunai da parede acertou com precisão cirúrgica a veia artéria do pescoço dela, que se calou para sempre.

Deidara levantou-se, ainda tonto e olhou para a linda ninja, contemplando uma das coisas que mais o instigara a ser um artista: a efemeridade da arte. Aquela mulher era como suas obras de arte, linda, passageira e perigosa.

- Danna...? – Deidara chamou, hesitante – pode me fazer um favor, hm?

Sasori bufou, impaciente.

- Não faço favores a você, Deidara – o ruivo já estava quase na porta do quarto – você sabe disso.

- Esse será proveitoso a você também – isso fez com que o mestre das marionetes olhasse com alguma curiosidade disfarçada para o loiro – use o corpo dela para fazer uma marionete.

Sasori avaliou a ninja. Ela daria um ótimo boneco, sem dúvidas, mas o pedido de Deidara o intrigou.

- Achei que desprezasse minha arte, Deidara – comentou o ruivo, pegando um pergaminho de invocação reversa e se preparando para “guardar” o corpo.

- Essa não será ela nunca mais – falou o loiro, em um tom contemplativo – é apenas uma memória do que já foi arte hm.

Sasori ia argumentar, mas calou-se ao perceber que, de certo modo, o loiro estava elogiando sua arte. Era o mais próximo de um consenso que os dois artistas chegariam.

28 de Mayo de 2018 a las 00:10 2 Reporte Insertar 1
Fin

Conoce al autor

Daniela Machado Amo ler e sempre gostei de escrever (até na escola) então me interessei quase instantaneamente por fanfictions, o que me levou a querer escrever originais e hoje me dedico quase somente às últimas, mas ainda assim praticamente tudo o que eu escrevo é inspirado em músicas. Talvez pela minha paixão por histórias ou por gostar de ensinar, faço licenciatura em Língua Portuguesa. Amo Rock (e todos seus subgêneros) e Metal (e seus subgêneros).

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Vinne Irineu Vinne Irineu
Final tanto quanto imprevisível , dou-me a certeza absoluta que esse foi de longe um dos melhores hots com o Deidara <3 ficou maravilhoso.
27 de Mayo de 2018 a las 22:20

  • Daniela Machado Daniela Machado
    Maravilhoso é o seu comentário Vinne <3 Fanfic escrita só para matar minha vontade de escrever um hot com ele hahah Obrigada por comentar, Maninho <3 28 de Mayo de 2018 a las 16:01
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