Quinta-Feira Seguir historia

glory_neko Glory Neko

E todas as vezes que Itachi entrava naquele café, Tobirama perguntava a si mesmo se vendiam inseticidas em mercados para assassinar as borboletas que flutuavam, radiantes, em seu estômago. Talvez, imaginou, a água sanitária seja capaz de afogá-las.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#yaoi #naruto #vemprocrack #itachi-uchiha #Tobirama-Senju
Cuento corto
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Thursday

Notas: História inspirada no hino Thursday, do The Weeknd. Enredo bem besta, mas feito com carinho no coração. Boa leitura!





Quinta-Feira


Durante toda uma vida, o homem é orientado a seguir padrões previamente impostos: Tobirama, no entanto, sentia-se como a maçã podre dentro de tais modelos socialmente obrigatórios. Ora, pois, nunca fora um diamante brilhante feito seu irmão! Diferentemente de Hashirama — um prodígio, devo salientar — Tobirama se encaixava em grupos menos privilegiados e aceitos: homossexual, aspirante a artista e garçom em um café.


Se havia uma frase compatível com seu estilo de vida, seria: Seria cômico, se não fosse trágico.


Seu irmão possuía o hábito de buscar conforto em sessões de yoga — com aquelas vestimentas justas demais, que salientavam suas nádegas mais do que deveriam —, enquanto Tobirama, agindo como a ovelha negra que acreditava que era, achava conseguir algum conforto em maços de cigarro. Isso até conhecer aquele maldito bibliotecário, é claro.


Como se não lhe bastasse a própria opção sexual, a qual odiou por muito tempo até aceitar a si mesmo, Tobirama sentia-se atraído por um Uchiha! É o fim da picada, era o que costumava pensar enquanto consolava-se com um cigarro mentolado e o café americano. Achava que fosse morrer (e talvez fosse a melhor opção, considerando as circunstâncias), mas sabia ao menos fingir que aquele Uchiha não mexia consigo. Itachi era o nome do infeliz, mas Tobirama preferiu chamá-lo carinhosamente de Bastardo.


E todas as vezes que Itachi entrava naquele café, Tobirama perguntava a si mesmo se vendiam em mercados inseticidas para assassinar as borboletas que flutuavam, radiantes, em seu estômago. Talvez, imaginou, a água sanitária seja capaz de afogá-las.


— Gostaria de beber algo, meu chefe? — simplório, o bartender disparou. Tobirama espreitava, taciturno, em um dos bancos daquele outback metido à besta há quase uma hora! Talvez o bartender que lhe dirigira a palavra estivesse passando a suspeitar dele, e Tobirama não o culpava de maneira alguma.


Acreditava, de certo modo, que seria mais aceitável culpar a si mesmo. Culpar-se por ter sido um grande tolo ao aceitar o convite de Itachi para beber algumas margaritas.


— Não, obrigado — Tobirama replicou, simulando uma serenidade que estava longe de sentir.


Erguendo o braço esquerdo, fingiu entreter-se em retirar cabelos invisíveis do tecido pesado de suas vestimentas. Seguiu, então, a limpar as próprias unhas até que não existisse mais nenhuma sujeira imaginária que o impedisse de pensar em como, exatamente, havia ido parar dentro daquele lugar.


Durante o tempo em que trabalhava naquele café, o que acreditava ser há seis meses, houveram ocasiões em que Tobirama dava-se ao luxo de flertar com uma pequena parte da clientela. Eu não sou o tipo que liga na manhã seguinte, era de seu feitio dizer aos seus companheiros de cama, você entende, não? Jamais importou-se com o retorno que receberia. Uma vez que conseguisse permanecer solteiro, tudo estava em seus conformes.


Entretanto, Itachi aparentou não entender a sua mensagem porque, uma semana após o primeiro ato meramente sexual dos dois, o bibliotecário Uchiha — talvez lhe faltasse o senso de dignidade, ou talvez Itachi fosse apenas um sem-vergonha. Tobirama apostava na segunda alternativa — surgiu em sua porta, tal como uma erva-daninha em uma lavoura.


O homem se dispunha em sua casa em uma quinta-feira, semelhantemente à semana anterior. Hashirama possuía um hábito incomum de sair para divertir-se somente às terças-feiras, e Tobirama cogitou a possibilidade de o bibliotecário ser tão louco quanto seu irmão. Talvez Itachi selecionasse à dedo as quintas-feiras para uma noite de sexo e, bem... Lá estava ele.


— Estou ocupado no momento, sinto muito — lançou, aplicando força contra a porta. Esta teria se fechado, não fosse a audácia de Itachi em interceptar sua ação ao posicionar o pé ao lado do batente.


— Não seja rude. Acredito que seria mais civilizado se me convidasse para tomar uma xícara de café, não? — o bibliotecário ronronou e, por Deus, Tobirama segurou-se com uma força espantosa para não exibir a Itachi um gesto vulgar com o dedo médio!


E, francamente, não espantou-se ao encontrar-se somente com a pele do corpo sobre a cama em um intervalo de tempo um tanto menor quanto duas horas. Uma ereção pulsante enterrando-se em si com grande vigor, enquanto Tobirama perdia-se em devaneios ao imaginar quando e porquê havia chego àquela situação.


E talvez se perguntasse a mesma coisa milhares e milhares de vezes, uma vez que agora, disposto dentro daquele outback de qualidade duvidável, Tobirama quis acender um Marlboro para ocultar a ansiedade que o assolou ao ver Itachi chegando. Haviam se encontrado horas antes enquanto Tobirama cumpria seu expediente no café, e ainda assim aquele homem não deixava de ser um colírio para os olhos.


Com um dobrar tênue de lábios, Itachi sorria de modo presunçoso e Tobirama quis morrer. Seus olhos giraram devido à irritação, e custou-lhe muito esforço para simplesmente não acender seu isqueiro e atear fogo àquele sorriso arteiro.


Itachi conservava o cheiro de tecido de camurça e, porventura, um aroma cítrico. Era um odor quase tão único e agradável quanto o cheiro de terra molhada, intenso o suficiente para que fosse sentido mesmo que em um estabelecimento que, em geral, cheirava a comida ou ao amargor de bebidas alcóolicas.


— Ande, solicite alguma bebida ao bartender porque, caso contrário, ele irá expulsar a mim e a você — disparou, talvez devido à sua irritação, ou talvez porque quisesse esconder o modo com que suas narinas se dilataram, a fim de sentir melhor a fragrância de seu parceiro.


— Veja só — Itachi pressionou a ponte do nariz, enquanto ria com encanto — Você escolheu esperar até que eu chegasse, ao invés de embriagar-se sozinho. Minha presença pode estar te deixando mais refinado, quem sabe?


— Não comece.


Itachi solicitou pela refeição servida naquele dia, quinta-feira, com o intuito de revestir o estômago desocupado antes da chegada pesada do conteúdo alcóolico. Então, juntamente às margaritas, o garçom serviu-lhes um drink flamejante. Desse modo, foi o suficiente para que Tobirama soubesse que o bibliotecário fazia aflorar o desejo febril em seu íntimo: tão mais ardente quanto o fogo que assolava a superfície em brasa do álcool.


O instante inevitável chegou de maneira tão esmagadora quanto um caminhão pipa. Agora, Tobirama jazia comprimido contra a pequena porta da cabine do banheiro público do outback. A boca era ocupada vigorosamente pela língua ávida de Itachi que a invadia, as roupas de baixo restringidas à altura de seus calcanhares, enquanto sentia a sua genitália pulsar, simplesmente.


As mãos de Itachi, semelhantemente às suas, arrastaram os calos sutis — talvez, quem sabe, originados pelo hábito de tanto digitar em teclados — durante a pele de seus quadris, girando-o, espalmando seu baixo-ventre, garantindo que Tobirama permanecesse naquela postura: o traseiro empinado, as palmas firmadas à porta e o corpo faminto por um orgasmo.


— Descobri que você não é muito autêntico — os dígitos inquietos de Itachi enterraram-se em seu companheiro de cabine, ansioso para começar o que almejava com tamanha impaciência.


A cabeça de baixo de Tobirama latejava devido ao tesão sexual. Já a de cima, entretanto, pulsava em razão à bebida, fazendo com que seu raciocínio boiasse, feliz e sossegado, em um rio interminável de álcool corrosivo.


— Isso vem ao caso? — contradisse, acreditando que Itachi não fosse respondê-lo, uma vez que este passou tempo demais empenhado em sua função de afrouxar sua entrada. Tobirama reparou quando um freguês adentrou o banheiro e passou a utilizar a cabine adjacente àquela que comportava seu corpo e ao de Itachi.


— Você diz que jamais se relaciona com um mesmo sujeito duas vezes — então, o pênis de Itachi encaixou-se no local quente e agora úmido que iria abrigá-lo — Se parar para pensar, já lhe tirei as roupas tantas vezes que já não sou mais hábil para contar.


— Se quiser, essa pode ser a última vez, bastardo.


— De forma alguma.


Então, Tobirama franziu as sobrancelhas para regozijar-se da sensação de preenchimento. O movimento bidirecional que tanto conhecia: para dentro, depois para fora, devastava-o enquanto a ereção o invadia, indo tão fundo quanto lhe era humanamente cabível. O sexo com Itachi sendo uma força cega que, na medida que o dizimava, fazia com que ele subisse aos céus — ou descesse ao pecado das trevas, teoricamente.


Tobirama segurou com uma força poderosa o impulso de gemer durante o ato. Admirava-se devido ao próprio autocontrole, ainda mais quando a penetração provocava, insistente, a sua próstata.


Distanciou seu Itachi de si, de maneira que o empurrasse contra a tampa do vaso sanitário, enquanto empoleirava-se sobre a ereção do parceiro novamente, sentando-se. Desconhecia se a transpiração ininterrupta vinha de sua embriaguez ou daquele sexo tão bem-feito! Desse modo, com seu clímax correndo freneticamente contra o tempo que se passava, Tobirama levou a palma à própria genitália, estimulando-se. O orgasmo não tardou em sua chegada, carregando-o em uma viagem só de ida ao nirvana. De maneira semelhante à sua, Itachi retirou-se de si a tempo de tocar-se com grande urgência e velocidade, tão-somente ejaculando sobre uma das bandas de suas nádegas.






Itachi era formado por hábitos, e não era devido à mudança de cômodo para transar que o faria mudar o costume de retirar-se após o ato. Então, após vestir-se de modo adequado — muito embora o trabalho árduo em desembaraçar os longos cabelos tão negros quanto nanquim não houvesse se mostrado eficaz — o bibliotecário despediu-se com um beijo e partiu, desaparecendo como as sombras sob os raios de sol.


Por conseguinte, Tobirama sentiu-se tão vazio que almejou ser preenchido novamente. De todas as maneiras possíveis.


Por um Uchiha bastardo, devo frisar.


Retornou à mesa em passadas titubeantes porque, Jesus Cristo, a disposição a qual fora penetrado estava longe da medida saudável. Exatamente por essa razão, Tobirama decidia de forma vagarosa que jamais submeteria-se novamente àquela situação, muito embora houvesse pensado precisamente a mesma coisa em todas as vezes após ter dado a si mesmo, subjugado, àquele homem imbecil.


E todas as suas conclusões foram sugadas para um ralo do esquecimento quando, sobre o copo vazio da margarita, jazia uma sugestão escrita sob a forma de bilhete em uma nota fiscal:


"Próxima quinta-feira?"



26 de Abril de 2018 a las 21:30 3 Reporte Insertar 3
Fin

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Alice Alamo Alice Alamo
Oi! Primeiro, parabéns por ter participado do desafio crackship! Eu amei a parte do "grupos menos privilegiados e aceitos". Adoro quando há descrição sobre o impacto na vida do personagem quando há certa comparação com o irmão que é tudo aquilo que se espera, alguém perfeito. Poxa, cigarro não, Tobirama, meu lado quase médica se magoou aqui (hahahaha). Ah, os Uchihas! Mesmo em universo alternativo, não dá para colocar o Tobirama na história sem deixar ele com um pouquinho de ranço dos Uchihas, né? Perde até o charme (hahahahhaa). Itachi Bastardo Uchiha, eu amo esse homem. Ok, você me ganhou com a metáfora das borboletas; eu gosto muito quando alguém escreve sobre elas saindo do clichê, e eu adorei como colocou. E, uau, ele até aceitou o convite do Itachi! Chocada. Eu li um "distanciou SEU Itachi de si", eu li certo, produção? Ele chamou o Itachi de seu mesmo?? E eu tenho dúvidas, meu deus! Eu senti o Itachi um tanto casual, como se o Tobirama estivesse começando a se interessar por ele, e o Itachi estivesse bem, ainda no casual, foi isso mesmo? Agora, a sua escrita é muito boa, eu gostei. Você mantém um ritmo gostoso de leitura, faz umas comparações muito bem sacadas e trás reflexões pertinentes. Ah, e o melhor de tudo, não é OOC, seus personagens, principalmente o Tobirama, para mim, ficaram ótimos, dentro dos seus papéis. Tem alguns errinhos na história, nada sério, mas vou deixar aqui para você ver depois ok? 1) Em "houveram ocasiões em que...", aqui seria "houve", porque o verbo "haver" tem sentido de "existir" e só pode ficar no singular. 2) Tem alguns trechos rimando, algumas palavras que terminam em "ente" juntas, coisas assim. Mas nada que tirou a glória do texto hahahahaa. Gostei bastante da fic! Parabéns. <3
8 de Mayo de 2018 a las 19:59
Vany-chan 734 Vany-chan 734
GENTE HAUSHUASHAU Eu nunca imaginaria o meu Itachi com o cretino Senju - créditos à Hasashi e a amiga que criaram esse ótimo termo. Gente, alguns shipps só fazem sentido mesmo no UA, mas tudo bem, aceito isso, pq né.... até o Tobirama sentaria com vontade no Ita, quem não?! HSUAHSUAH Adorei esse lance das quintas-feiras, é algo que concilia com meu headcanon do Itachi metódico hahahaha Beijinhos!
5 de Mayo de 2018 a las 21:02
Lady Giovanni Lady Giovanni
Olá, amore! Gente, que fic é essa? Ainda tô me perguntando pq ainda não comentaram. Eu amei. Pior que imagino o Itachi sendo assim bem fdp mesmo. Kkkk tem mt fic que põe ele como uke e tal e vc me surpreendeu. Gente, pegou o bofe de jeito. Haha amei! Beijão e parabéns!
30 de Abril de 2018 a las 11:21
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