Sayonara Seguir historia

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Como você olha para a garota que ama, e conta a si mesmo que logo irão se despedir? Eu vi minha linda menina, desfalecer, e perder seu brilho (em alguns instantes), porque mesmo que ela não o achasse, seu brilho sempre continuaria ali. Me perdoe, me perdoe, por não poder te ajudar. Eu te amei, e te perdi. Como isso pode acontecer?


Fanfiction Anime/Manga No para niños menores de 13.

#sakura #sasuke #258 #vida #morte #naruto #sasusaku
Cuento corto
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Tulipas e adeus.


O que dói mais? Receber um adeus inesperado ou descobrir que logo terá de se despedir de alguém importante?

Certa vez, fui assaltado por um ladrão que com um soco na boca do estômago me roubou o ar. Foi como defini a sensação, ao receber a infeliz notícia de que meu pai morrera.

E agora, as palavras que saiam dos lábios de Sakura me cortavam fundo, ocasionando tamanha dor que podia assimilar a uma lâmina afiada, dilacerante. Sobretudo, por saber que ela estava sofrendo e eu não podia fazer nada por ela.

Meu mundo caia diante dos meus olhos. Então, o ladrão voltava a roubar-me o ar, só que dessa vez o ladrão eram os soluços que eu podia ouvir ao outro lado da linha.

- Me diga que isso não é verdade, por favor! Diga que eu ouvi errado. - Tive a impressão de estar sufocando, preso em um terrível pesadelo, esperando que ele chegasse logo ao fim. Por mais que eu não quisesse admitir, soube que dali pra frente as coisas se tornariam difíceis.

- Por favor, me escute, eu sinto muito. É verdade, eu me odeio por isso. Foi um erro. - Confessou chorosa, sua voz carregava algo que eu não queria identificar. Estavamos numa chamada de celular, contudo eu sabia que seus ombros balançavam conforme o choro intenso a tomava.

O que tínhamos era tão forte que não foi preciso dizer muito. Sakura chorou profunda, dolorosa e amargurada. Não precisava vê-la pra saber que seu pequeno corpo tremia, junto aos soluços e lamentos que escapavam do fundo de sua garganta.

- Sei que você não está muito bem, mas eu estou aqui ok? Sempre estarei. - Declarei, e logo a ligação foi encerrada sem qualquer outra palavra.

O término da chamada foi então o estopim pra eu desabar. Nossa despedida começou ali, e ter consciência disso era desesperador.

Como se eu estivesse gritando e ninguém pudesse me ouvir.

Na noite em que minha namorada chegou da viagem que fez por causa do curso de medicina se recusando a me ver, eu soube. Algo não ia bem.

As vezes ela era tão descuidada que chegava ser fofa. Mas não dessa vez, por este motivo contraiu um parasita em suas pesquisas e desenvolvimento por negligência, ao analisar um material infectado. Parasita esse, que já começava a causar danos a ela. Afetando indiretamente outras pessoas também.

Observando sua foto em minha mesa de escritório, tão linda, plena e alegre, apenas conseguia questionar o por que disso estar acontecendo, Sakura não merecia isso.

Um vírus desconhecido e perigoso, capaz de provocar a morte rápida e dolorosa.

Como eu deveria me sentir ao saber que minha namorada estava morrendo e ninguém podia ajuda-la?

Chorei então pela primeita vez, ao me dar conta de que perdia Sakura Haruno aos poucos.

3 dias após sua volta já se recusando a receber visitas, ela decidiu se isolar. Não estava em sua casa, no hospital ou na universidade, o único contato que tínhamos era por celular. Totalmente frustrante.

Minhas investidas de aproximação foram frustradas, pois ela mantinha-se irredutível e queria distância, alegando precisar de tempo para aceitar sua real situação. Tempo era o que ela menos tinha.

Sakura estava com medo, e confesso que eu também.



O relógio não parava, os dias também não. E me recusava a ficar sentado esperando a notícia de sua morte. Ocorreu-me que eu podia ajudar em algo, nem que fosse custear um tratamento para seu maior prazo de vida.

- Sasuke vamos ser francos, sim? Esse vírus é violento, minha filha está sofrendo muito. Não sei se queremos prolongar isso. - Mebuki, minha sogra dizia aos prantos. Seu marido segurava sua mão num dizer mudo: Eu estou aqui.

Presenciar aquilo irou meu coração de forma inexplicável, eu via ambos abrindo mão da vida de sua própria filha. E vê-los de mãos dadas, quando eu não podia sequer olhar sua filha pois ela não se sentia bem para tal, foi demais pra mim.

O vislumbre que eu tinha da esperança, morreu tão rápido que pareceu nunca existir.


Os médicos sempre nos alertam sobre a depressão, como efeito colateral de doenças altamente perigosas. Sakura se isolou, aguentando sozinha toda a dor. Desenvolvendo, distúrbios mentais caracterizados como depressão. Baixa autoestima, tristeza, inferioridade, e por fim a autopiedade; um sentimento devastador, a partir do momento que ela passou a ter pena de si mesmo, as coisas tornaram-se ainda mais dolorosas. Sem querer ela torturou aqueles que mantinham contado consigo, ao se despedir.

Me sentia patético a cada ligação rejeitada, mas eu não queria que ela se afundasse em sua dor sozinha.


- Sinto sua falta, e não há nada que eu possa fazer sobre isso. E... te amo, mas não há nada nada que eu possa fazer sobre isso também. Quero você aqui Sakura, preciso da sua voz, seu toque e amor. Sabe o quanto dói não ter nada disso? Eu só preciso ouvir sua voz. - Sentia-me desgastado, ela finalmente havia me atendido mas eu apenas podia ouvir sua respiração. - Preciso saber, você ainda me ama? Porque você faz isso? Porque me afastar, se nós dois estamos sofrendo com isso. - Silêncio. - Só preciso saber se você está bem... Ouça Sakura, eu estou esperando por você, não se esqueça disso! - E silêncio. - 28 dias. Fazem 28 fodidos dias desde que você chegou e não te vi, como você consegue não ter contato nenhum com a pessoa que você dizia querer passar o resto da sua vida? Em 6 dias é meu aniversário e tudo que eu quero é que você esteja aqui. Mas isso não vai acontecer certo? Eu... Eu te amo com todo meu coração, e sinto sua falta. Espero te ver em breve. - Desliguei.



00:00hrs do dia 23 de julho, meu aniversário, um número desconhecido me ligava em uma chamada de vídeo. Minha primeira reação foi deixar o celular de lado, eu queria apenas dormir, afinal a única pessoa que me importava e eu queria ao meu lado não estava ali.

Mas alguém era insistente.

- Quem é? - Perguntei ao número desconhecido.

- Feliz aniversário Sasuke-kun! - Aquela voz fez meu coração acelerar.

- Sakura?

- Você ainda quer me ver? - Impossibilitado de proferir alguma palavra apenas conformei com a cabeça. Ansiedade e nostalgia. Na tela do celular se destacava o rosa da sua calça pijama em meio ao branco. Minha namorada estava confinada, tive a certeza. - No três!

- Um.

- Dois.

- Três. - Câmera frontal ativada e Sakura apareceu na tela. O chão sumiu sob meus pés, e eu tive vontade de chorar.

Seus olhos estavam fundos e sem vida, não continham aquele brilho que ela carregava no olhar. Seu nariz tão perfeito, agora num horrível tom roxo avermelhado, como em decomposição, eu desejei internamente que não fosse isso de fato. Mais magra e pálida que o normal. E os cabelos emaranhados pareciam estar sem vida também, já não tinham todo aquele tom rosa que ela tanto gostava.

- Sakura. - Eu não sabia o que falar ou como reagir. Era como observar uma pequena porção da minha garota, mas não deixava de ser ela.

- Estou horrível, sei disso. Espera! - Pegando uma máscara cirúrgica cobriu parte do rosto. Ela estava constrangida, eu entendia, pois era bem vaidosa, não pude deixar de me sentir mal com isso.

Eu me sentia um lixo.

- Onde você está? - Ela estreitou os olhos, como se perguntasse: É sério isso? - Quero dizer, porque não me encaminharam até onde você está? Quando fui ao hospital onde trabalha, me disseram que você não estava.

- Não podem deixar eu entrar em contato com outras pessoas Sasuke, você devia saber disso. - Acaricio a tela como se pudesse senti-la, percebo que olhos se fecham um pouco e tenho a certeza de que ela está sorrindo.

- Quanto tempo? - Um nó se formava em minha garganta, mas eu precisava saber, tenho vivido em alerta todo tempo, e cada toque de meu celular, meu coração falha uma batida pois tenho a certeza de que estão ligando para notificar seu falecimento.

- Pouco. - Ao que passou a mão no cabelo, boa quantia veio em sua mão, e fiz questão de fingir não ver. Não podia imaginar como ela se sentia. - Não quero falar de mim, te liguei pra comemorarmos seu aniversário. Isso merece ser comemorado, mais um ano de vida. Faz um pedido Sasuke! - Pegando uma pequena vela a acendeu.

Sakura gargalhou para tentando camuflar a dor, mas eu podia a enxergar facilmente. Um pouco de indignação, talvez. Quem não se revolta quando algo ruim o assola?

Fechei os olhos um instante, e minha memória só fazia lembrar os bons momentos que tivemos: O jeito como abraçou-me eufórica quando foi aprovada na faculdade de medicina.

Os bicos que fazia como uma criança emburrada com ciumes.

As lágrimas que cairam de seus olhinhos quando confessei meu amor a ela pela primeira vez.

A vez que fizemos amor escondidos dentro de um moinho num campo de tulipas.

Eu a amava demais, sua vida e seu bem estar era a única coisa que eu podia querer.


- Pronto, já fiz! - Entrei na brincadeira soprando a vela, Sakura então a apagou como se meu sopro tivesse chegado até lá.

- E o que pediu?


- Se eu contar o pedido não se realiza, não é essa a regra? - Me diverti momentaneamente com sua curiosidade. Entretanto, eu não queria causar sentimentos negativos a ela por dizer que desejei seu bem estar. Quando sabíamos que isso não aconteceria.


- Tem razão. Vou deixar passar só essa vez Uchiha! - Sorri, amava ouvir ela me chamando de Uchiha.- Eu estou tão feliz em ter ver Sasuke, é um sentimento muito bom. - Colocou ambas mais sobre o peito, senti-me grato por lhe causar boas sensações. - Lembra como sempre conversávamos no início do namoro por chamada de vídeo? Que nostalgia. - O sofrimento inundou sua voz. - Se essa fosse a última vez que você me visse, o que diria?

- Nós não vamos fazer isso Sakura, por favor.

- Não podemos adiar. Não há escolha, o que diria Sasuke? - Ela estava cansada.

- Não sei. Obrigado, talvez. Mas o que importa? Você não está indo embora hoje, certo?

- Continue! - Ela chorou.

- Diria que te amo MUITO. Queria fazer algo por você, salvar você da dor, porque acredite sei o quanto dói. Queria te abraçar e fazer amor como fazíamos, eu chorei por você, virei a porra de covarde que chora quando está sozinho. Estou com tanta raiva, tanta, porque eu teria escolhido você para ser minha esposa, mas você tirou isso de mim, porque foi tão descuidada Sakura? Porque?


- Oh meu Deus, estou machucando todos ao meu redor, e você era última pessoa que eu queria ferir. Eu estou quebrada, sinto minha vida esvaindo. Estou morrendo, sinto muito. Quero te ver, mas não quero uma despedida entre nós. Eu não aguento isso Sasuke. Te amo - Após aquele te amo em meio as lágrimas com gosto de adeus, uma tosse foi a deixa para ela desligar.


Ainda era meu aniversário, quando pela manhã recebi a fatídica notícia de que Sakura veio a óbito durante a madrugada. Pouco depois de encerrar a ligação. Segundo os médicos sua última noite foi angustiante, ela sentia muita dor, e quando finalmente conseguiu dormir sofreu uma parada cardiorrespiratória.

Devastador. Acredito que nenhuma outra palavra seria capaz de descrever tão bem essa notícia. Embora a morte de Sakura não tenha sido exatamente uma surpresa, muito pelo contrário. Foi impossível me manter insensível diante dos relatos que seu pai me passou.

Meu celular não deixou de receber ligações um minuto sequer desde então, mas eu não atenderia ninguém.

Mesmo contrariado, maior parte de mim queria acatar o pedido de Sakura. Ainda que eu quisesse ir, não chegaria a tempo. E nem queria me despedir dela.

Eu estava muito longe do Japão.

Não por estar longe, e sim porque dizer "adeus" não teria lógica quando tudo que eu queria era que ela ficasse.

Sei que todos estariam lá para dizer adeus, mas quando ela estava bem e estava viva, ninguém estava lá. Hipócritas.

O campo de tulipa estava lindo, as flores tinham cores variadas, e o brilho exorbitante do local era de tirar o fôlego. Deveria me sentir bem ali, contudo, o lugar me trazia melancolia. Por lembrar que alguém importante agora me faltava, que foi arrancada de mim, que esteve ali, e era boa para mim, mas que já não posso recupera-la.

Eu estava sozinho.

Em meu peito uma ardência incomodava, doía.

Entretanto... Algo me dizia esse aniversário seria diferente.

Tenho acordado todas as manhãs com dor e trabalhado com dor. Por vezes pensando em dar um fim nisso, em desistir. Mas a dor que sinto agora, não se comparava a nenhuma já sentida.

Uma inconfundível silhueta parecia me esperar no caminho das flores, que levava ao moinho. Estava linda, talvez um pouco transparente, e a aura vivida me fez perceber o quão egoísta eu estava sendo por desejar que ela ainda estivesse viva. Mesmo que doente.

- Hoje é um dia especia, sabia? - Questionou-me ao que me aproximei.

- Especial porque é meu aniversário.

- Talvez. - Aquele sorriso iluminou seu rosto. - Vamos até o moinho, o sol está forte.

Não sabia como me sentir ao vê-la caminhando descalça poucos passos a minha frente. Mas eu sabia que não era real, era apenas meu subconsciente me fazendo ver o que eu queria ver.

- Como se sente hoje? - Ela sentou encostando as costas em algo, que eu não conseguia ver.

- Horrível, na verdade eu nunca me senti assim.

- Entendo. Agora... nunca me senti tão bem. Ouça, não quero que você viva amargurado por minha causa. Você precisa seguir em frente e ser feliz, não faça nada que irá prejudicar seu prazo de vida Sasuke, se eu pudesse ter mais tempo teria ficado. Eu não pude, mas você pode.

- Não posso viver sem você. - Meu coração doía, como se apertado entre uma mão forte. E a falta de ar voltava a me incomodar.

- Você não percebe, mas ja tem vivido, vai conseguir. Eu vou estar sempre te olhando. Faça tudo o que te der vontade, nós sabemos que você tem um gênio forte. Você vai ficar marcado em mim sempre, mas eu não quero que você pense muito em mim. Exceto pelos momentos bons. E quando a oportunidade um novo amor surgir a agarre, eu vou te ajudar se puder. Viva intensamente. - Uma sensação boa me abraçou quando seus braços me circularam.

- Eu nunca te falei obrigado. Quero te agradecer por me dar tudo que eu sempre quis, um amor que me consome, paixão e aventura. E a promessa de que o amor pode ser eterno, não há mais nada que eu possa querer, além disso ser eterno. Mas... Não dá. Me perdoe por todas as vezes que eu não fui um bom namorado, eu queria ter sido tudo aquilo que você sempre. - Ela escutou tudo de costas e logo minha menina desaparecia conforme andava em direção as flores.


Acordei três dias depois num hospital. As enfermeiras diziam que cheguei a unidade desacordado, amparado por um senhor que alegou ter me encontrado caído no campo de tulipas.

Deitado numa cama de hospital tentei imaginar o mundo sem ela. Sem seu sorriso, suas manias, seus carinhos e até mesmo seus cascudos. Ela era tão linda, nunca irei me cansar de olhar suas fotos e pensar isso. Uma menina que se tornou grande mulher, que ainda carregava em si uma pitada de imaturidade e ainda era perfeita.

Sakura ficaria marcada em minha memória e coração sempre.

Me dói imaginar a vida sem ela. Quem sabe eu possa superar no futuro. Talvez.

"Talvez se conformar com o adeus, seria o melhor a se fazer."

"Que ninguém precise conhecer a dor da perda, para aprender o privilégio de se ter".

26 de Abril de 2018 a las 17:49 0 Reporte Insertar 1
Fin

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