Silhueta de uma ameaça Seguir historia

emily-christine8811 Emily C Souza

[Fanfic inspirada pela música Trouble da Halsey] Não se esqueça de mim, não me esqueça. Eu não deixaria você, se você me deixasse. Quando você me conheceu, quando você me conheceu; Você me disse que me teria. Fanfic feita para o desafio #vemprocrack do grupo Inkspired Brasil Casal Naruto X Orochimaru Capa feita pela maravilhosa Akuma_Lia AVISO: CONTEM RELACIONAMENTO ABUSIVO se este assunto é algum tipo de gatilho você não deve ler essa fanfic.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#romance #yaoi #naruto #crackshipp #orochimaru #vemprocrack #Orochimaru-XNaruto #abusivo
Cuento corto
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Trouble

Seu coração batia tanto quanto suas pernas corriam; rápido e irregular.

A respiração ofegante e a boca seca. Estava escuro e não tinha ideia de para onde seguia.

Nem ao menos sabia do que estava fugindo. Lembrava da sensação de desespero e da angústia em seu peito.

A quanto tempo estava correndo?

Sua perna fraquejou. O corpo se chocou com o chão e, a pele exposta fora arranhada.

Com muito esforço sentou-se no chão. Passou a língua nos lábios para hidrata-los.

Sentiu algo quente escorrer pelo seu rosto. As mãos trêmulas tocaram de vagar a sua bochecha esquerda e então pode enxergar o vermelho vivo do seu sangue.

Pegou um pedaço da blusa suja em seu corpo e pressionou o machucado.

Onde, pelo amor de Kami, estava?

Olhou ao redor, mas nada daquele lugar era familiar. Perdido. Estava perdido.

O som de derrapada soou bem perto de onde estava. Sem pensar muito, levantou-se com pressa e seguia cambaleante pela rua escura.

Segundos antes que caísse de cara no chão, de novo, sentiu braços frios rodearem se corpo.

— O que está fazendo, Naruto? Por que correu de forma impensada? Poderia ter se machucado.

A voz rouca e leve causou um arrepio em sua pele. Naruto não soube dizer se aquele arrepio era bom ou ruim. Estava bastante confuso.

— O que quer comigo?

Seu rosto foi virado em direção ao homem que ainda lhe segurava. Os olhos cor de âmbar pareciam levemente preocupados. O estômago do louro revirou, enjoado.

— Alguém deve ter batizado sua bebida mais cedo. Vamos para casa.

Naruto quis se debater e fugir. Tinha a sensação que havia algo de muito errado com aquele homem.

E quem era ele mesmo?

O cenho muito branco do homem franziu. Naruto tinha os olhos azuis vidrados na sua companhia. O calor em seu peito deixava claro que seu corpo conhecia ele.

Então não era pra sua mente conhecê-lo também?

Ele pareceu perder a paciência, pois as pernas antes paradas caminharam a passos largos e o louro acabou por ser arrasado por ele.

Tentou puxar o pulso que estava preso em um aperto de ferro. Sentiu dor e soltou um resmungo.

— Pare de se remexer, vai se machucar.

— Você quem está me machucando — rebateu.

O homem o ignorou. Uma luz acendeu na mente do louro. Agora tudo fazia sentido. Aquele homem era seu ex, um idiota que não deixava Naruto em paz.

Abriu a boca para avisá-lo (ou alguma bobagem do tipo) quando seus olhos reviraram.

Tudo o que pode ouvir foi uma voz rouca o chamar ao longe.




Uma forte luz em seus olhos o acordou.

As pálpebras tremularam e as íris azuis deram o ar de sua graça. Naruto sentiu seu ouvido zumbir e a cabeça latejar. Virou seu corpo com muito custo, encontrando longos fios escuros ocupando o travesseiro ao seu lado.

— Está acordado? — sua voz arranjou sua garganta e só então Naruto percebeu que estava morrendo de sede.

— Agora estou. — o corpo de um branco leitoso se virou e os olhos afiados desceram em seu rosto.

— Preciso de um pouco de água — murmurou.

Os dedos longos e finos tocaram as marcas incomuns em seu rosto. Os lábios finos se enrolaram em seu lábios cheios. Naruto soltou um gemido baixo, a sensação preenchendo seu coração e sua cueca.

A língua atrevida buscou a sua e Naruto inconscientemente se jogou pra frente, buscando o calor do outro corpo.

Ele se afastou e soltou uma risadinha zombeteira quando um resmungo contrariado saiu por entre os lábios – agora inchados – do Uzumaki.

O corpo magro se desprendeu dos braços bronzeados e saiu da cama aconchegante. Os olhos azuis seguiram atentamente os passos do mais velho.

Ele rodeou a cama e pegou um copo de água e um comprimido na mesa de apoio. Voltou a se sentar; agora ao lado do mais novo, e lhe entregou ambos.

Naruto sorriu de leve e jogou o comprimido na boca. Assim que o líquido incolor tocou sua garganta um gemido de prazer saiu de sua boca.

A língua rosada do mais velho molhou seu lábio inferior. Aquele gemido arrastado despertara sua fome. Mas teria que esperar. Tinham coisas a resolver antes de se enroscarem um com no outro.

— Como está se sentindo?

O louro fez um careta emburrada. Estava sentindo seu corpo pegar fogo, seu pau estava duro, e tudo o que aquele maldito fez foi perguntar como estava? Que tal 'estou duro e preciso da sua boca no meu pau'? Será se essa seria uma boa resposta? Uma resposta clara e objetiva?

O outro, no entanto, limitou-se a revirar os olhos e morder os lábios, provocando o olhar desgostoso do louro. Os ombros do Naruto caíram derrotados. Sempre persuasivo.

— Tirando o fato que o meu corpo está doendo como se eu tivesse levado uma surra, e minha cabeça que parece que vai explodir, estou bem.

Ele assentiu. Os olhos âmbar deslizaram por seu torso nu. Naruto seguiu o olhar. Suas costelas estavam arroxeadas. Tocou o local com as pontas dos dedos, retraindo a mão quando a lateral do seu corpo queimou.

Um suspiro triste escapou da sua companhia. A sobrancelha loura arqueou; o olhar intenso e interrogativo. As mãos grandes seguraram seus quadris; o olhar ameno e carinhoso.

— Consegue se lembrar de alguma coisa sobre ontem?

A pergunta o pegou de surpresa. Naruto se arrastou devagar. Sentou-se no colo alheio. Enquanto brincava com os longos fios escuros, a mente viajava.

Algumas cenas acendiam como lamparinas. Em um ponto da noite, suas lembranças pareciam um sonho distante.

— Lembro que saímos para mais um daqueles eventos chatos que você sempre me arrasta para ir com você. A noite estava entediante como sempre. Mas aí... — os olhos azuis brilharam perigosos. O semblante fechando em uma expressão raivosa. Seu companheiro segurou seus quadris com mais força. — ... você dançou com a sua ex e nós discutimos. Depois disso vem fleches, que parecem sonhos, onde eu estou correndo; um sentimento de desespero e angústia e então: nada.

Ele continuava lhe observando: os olhos acesos e intensos pareciam ler sua alma. Naruto amava e detestava aquela sensação que os olhos âmbar lhe causava.

— Você está certo. Eu precisei dançar com minha sócia por questões nada mais que executivas. Você, no entanto, não compreendeu isso e fez um breve escândalo por isso. Eu tentei te acalmar. E pensei que estava conseguindo. Porém, sem motivo aparente, você saiu apressado murmurando coisas que eu não pude entender. Meia hora depois eu te achei perto da Baía de Konoha. Mais um pouco e você cairia em um lago totalmente dopado.

Levou alguns segundos pra sua mente filtrar três importantes informações. A primeira era que estava fazendo cena por causa de ciúmes. Bom, isso não fazia sentido. Naruto era sim ciumento, mas não costumava fazer escândalo. De preferência, ele se portava como um lorde e deixava pra rodar a baiana em casa.

A segunda era que ele saiu sem dizer para onde ia. Não conseguia entender o porque se sair correndo quando a situação já havia passado, como lhe foi dito. Naruto nunca guardava sentimentos ruins. Depois que a explosão de sentimentos negativos cessava, Naruto estava rindo e feliz como sempre fora.

E por último, a palavrinha mágica: dopado.

O que diabos aquilo queria dizer?

— Dopado? Como assim dopado? Você deixou que me drogassem?

As mãos, que antes estavam em seus quadris, subiram para seu rosto. O nariz afilado acariciou o seu em um carinho beijinho de esquimó. O coração do louro derreteu. Naruto lembrou, imediatamente, o tanto que amava aquele homem.

— Você sabe que eu jamais permitiria isso. Nesse momento, temos algumas pessoas de inteira confiança investigando que foi o louco que te drogou. — beijinhos distribuídos pelo seu pescoço. Seu ponto fraco. Naruto prendeu os lábios entre os dentes para não gemer necessitado. — Você disse coisas muito tristes pra mim. Eu ainda estou chateado.

Naruto soltou uma risadinha, — Culpa sua por deixar esses abutres me drogar. — deu uma rebolada sem vergonha. Ambas as cuecas facilitando o contato dos corpos seminus. — Além do mais, eu não tenho responsabilidade por aquilo que eu digo enquanto estou drogado.

Orochimaru mordeu seu ombro em represália ao seu comportamento devasso.

— Você está me manipulando. Não vou fazer amor com você. Você anda muito dissimulado pro meu gosto.

Naruto riu. As mãos bronzeadas buscaram as mãos branquelas dele. Naruto ajudou com que elas achassem sua bunda. Orochimaru não resistiu: apertou a carne durinha do mais novo.

Naruto gemeu, buscando o cabelo escuro para puxar.

— Eu criei um monstro. — Orochimaru sussurrou em seu ouvido.

Os olhos azuis reviraram m deleite. Aquela voz rouca em seu ouvido só servia para excita-lo mais.

Um sonoro tapa na bunda e, no segundo seguinte, Naruto foi jogado na cama. Orochimaru se encaixou no meio das pernas torneadas.

— Safado.




Em passos calmos, Naruto adentrou o seu pequeno escritório.

Adorava aquilo. Adorava pegar casos aparentemente impossíveis e reverter a situação. Ver os olhos sem esperanças e acompanhar o brilho retornar ao olhar quando o caso estivesse ganho.

Gostava de ajudar, mesmo que fosse judicialmente.

Olhou com preguiça os papeis de alguns processos em aberto. Ficava surpreso por conseguir manter os processos em ordem. Era desorganizado de nascença. Bom, viver três anos com um maníaco da organização tinha suas vantagens.

Sem paciência, passou a recolher processo por processo. Entraria em recesso e precisava deixar tudo certo para o seu retorno.

Depois de uma torturante sessão de 'organizar a merda da sua sala', Naruto sentiu seu estômagos rugir de fome.

O relógio em seu pulso marcava uma e treze da tarde. Seu coração quase parou. Estava atrasado para o almoço com o seu... Namorado?

Se perdeu em pensamentos por alguns minutos. Orochimaru não o pediu em namoro. Naruto tão pouco o fez. Estavam praticamente vivendo juntos e somente agora o louro se dera conta que não tinham uma relação firmada. Não com todas as letras.

Fez uma pequena careta. Aproveitaria a pequena discussão pelo seu atraso e exigiria saber o que diabos eles tinham.

Trancou a sala e desceu apressado para seu carro. Acionou o alarme e acelerou em direção a saída.

Vinte minutos depois, estacionou no seu retirante preferido.

Orochimaru não se dignou a olhar em sua direção quando entrou espalhafatosamente no restaurante. Nem quando quase caiu ao se sentar na cadeira, de frente a ele.

Dez minutos se passaram e Naruto quis mais que tudo dar na cara dele. Pigarreou. Ignorado. Mordeu os lábios. Estava a ponto de gritar com ele. Respirou fundo. Mais seguro da sua própria voz, Naruto decidiu parar com a palhaçada.

— Tá, sei que tô atrasado. Sei que você odeia quando te deixam esperando. Sinto muito.

Se sentiu patético quando o mais velho agiu como se ele não estivesse lá. Odiava quando ele o tratava assim; como uma criança travessa que chateou os pais. Já era um adulto de vinte e oito anos formado e dono da sua própria vida, pelo amor de Kami-sama.

— Fala sério, Orochimaru. Sei que foi um vacilo meu e peço desculpas. Mas não me trate assim. Não sou seu filho.

Os olhos âmbar queimaram com genuína raiva em sua direção. Naruto se encolheu. Detestava mais ainda o olhar perigoso que ele lançava, de tempos em tempos. Parecia que ele lhe mataria a qualquer minuto. Morria de medo dele quando isso acontecia.

— Eu te levo a sério, Naruto. Cuido de você. Deputado amor, carinho e sou sempre compreensivo. Tudo o que peço é que respeite algumas coisas que impus. Uma delas é não se atrasar. Eu sou uma pessoa ocupado e, no entanto, sempre me disponho do meu tempo para vim almoçar com você, já que seu precioso coração assim deseja. E como você retribui? Me deixando esperar por quase duas horas. Sabe quantas reuniões eu tive de cancelar para estar aqui esperando sua boa vontade de aparecer? Três.

Os olhos azuis piscaram lentamente. Também odiava quando ele jogava na sua cara tudo o que fazia para estarem juntos. As vezes, parecia que estar com ele requer uma enorme energia que Orochimaru não gostava de gastar. Ou seja, que estar com ele era uma obrigação chata.

— Eu não te obrigo a almoçar comigo. Se você não quer, basta falar. Não quero que faca nada que não deseje.

O cardápio na mão com longos dedos viu sobre a mesa em um baque mudo. Orochimaru recolheu sua mão. Parecia tremer de raiva e indignação.

— Agora eu sou o vilão, correto? Não posso dizer todo o transtorno que seu atraso me causou que eu sou um maldito sem coração. Ora, nos poupe desse teatrinho de menino abandonado, Naruto. Você tem vinte e oito anos, aja como tal. Não sou mesmo obrigada a perder contratos milionários por conta da sua irresponsabilidade. Aceite esse fato de uma vez. Agora anos pedir esse almoço para que eu posso correr atrás desse tempo perdido.

Naruto abaixou o olhar, sentindo os olhos queimarem com a vontade que tinha de chorar. Respirou fundo.

— Não precisa pedir nada. Não vou mais tomar seu tempo. Estou sem fome, pode correr atrás dos milhões que eu te fiz perder.

Os dedos dele passaram a batucar a mesa. O rosto dele já estava vermelho. Ele estava tentando controlar a raiva para não fazer uma cena, Naruto notou.

— Você vai pedir a força da comida, vai comer, e então a gente vai pra casa para conversarmos.

Naruto remexeu uma mão na outra, sentindo seu corpo tenso. Negou com um gesto.

— Não vou comer nada.

Orochimaru se levantou, a cadeira correndo para longe. Puxou o louro; segundo em seu braço. Naruto praticamente correu para acompanhar os passos largos do mais alto.

Orochimaru abriu a porta do passageiro e o jogou lá. Antes que Naruto pudesse contestar, o carro já avançava pelas ruas agitadas de Konoha.

— Me deixe em minha casa. Não quero ficar perto de você agora. Não com essa agressividade toda.

Orochimaru bateu com força no painel do carro. Os olhos queimando de ouro ódio. Naruto sentiu bastante medo.

— Você escutou o que você está dizendo? Você está encolhido como se eu fosse te bater a qualquer minuto, Naruto? Qual seu problema? Eu só disse o quanto estava errado seu comportamento e falta de consideração e você rebateu como seu eu não me importasse com você.

Naruto cruzou os braços.

— Você falou em um tom de superioridade e eu não gosto disso. Somo parceiros e não pai e filho. Posso ser mais novo que você, mas você me deve respeito.

— Respeito?! — Orochimaru esbravejou. — Quem está faltando com respeito é você. Se enxerga guri. Você não me respeitou ao me deixar duas horas te esperando. Você não respeitou meus afazeres e nem minha maldita consideração por você. O único que foi desrespeitado aqui fui eu. Não me peça respeito, moleque irresponsável.

Naruto se virou, lançando seu melhor olhar de ódio.

— Pode parar com isso. Eu não vou ser chamado como moleque por você, seu velho maldito. Era para sermos Namorados. Não sou um qualquer pra falar assim comigo! Mas não somos namorados, não é mesmo? O que somos na verdade? Dois idiotas que estão fodendo?

O carro derrapou e Naruto se assustou achando que bateriam em alguém (ou algum lugar).

A porta foi aberta e mais uma vez Naruto foi arrastado. Só então ele percebeu que estavam na casa do mais velho.

A porta foi aberta e Orochimaru o jogou para dentro. Naruto parou na sala. Os braços cruzados.

— Abre essa porta que eu vou embora!

Orochimaru jogou a chave longe.

— Para de falar merda, Naruto. Claro que somos namorados! O que você está insinuando? Que eu não amo você? Que eu estou brincando com você? Olha a confusão que você fez! Eu te dei a chave da minha casa. Você tem um lado só seu no closet. Eu faço amor com você, eu não fodo! Estou sempre preocupado com a sua vida e seu bem estar. Te resto da melhor forma possível, mais até do que seus pais te tratam. Eu te acolhimento quando você era só uma menino perdido. Eu te ajudei. Paguei sua faculdade e montei seu escritório. Seu cliente são eu que mando e é assim que me agradece? Fazendo pirraça como uma criança de cinco anos?

As palavras impactaram Naruto. Antes que pudesse abria a boca, o quadro na parede foi destruído. Na foto, estavam ele é Orochimaru assim que se conheceram. Tanto ele como o mais velho amavam aquela foto. Orochimaru tirar ela da parede e a tacar no chão mostrava o quanto ele estava furioso.

Naruto imediatamente se sentiu culpado. Se aproximou para acalma-lo, mas a cão não saiu como planejado. Orochimaru tomou aquilo como uma intensão de fuga e o empurrou contra a parede. Naruto escorregou e caiu em cima dos vários casos de vidro.

Orochimaru soltou um grito horrorizado. As lágrimas caindo dos olhos âmbar.

— Me perdoe meu amor. Me perdoe! Eu não queria... — um soluço, — não era minha intensão.

Naruto, meio desnorteado, o abraçou. Aos poucos ele foi se acalmando.

— Calma, eu estou bem. Foi um acidente. Só... se acalma.

Orochimaru se agravou mais ainda nele, com medo que ele pudesse sair correndo.

— Não me deixe.

Naruto acariciou os fios longos.

— Nunca.




Depois da explosão de fúria, Orochimaru buscou se controlar.

Ele não poderia arriscar perder seu baby blue. Naruto era tudo pra si e nada poderia separa-los.

Terminou a bela surpresa que preparava. Estavam fazendo três anos de namoro. A aliança pesava em seu bolso. Estava nervoso. Amava de mais aquele louro irresponsável.

A porta abriu. Tudo estava aquietou e Naruto estranhou. O seus olhos caíram tristes. Encostou na porta. Quis muito chorar. Era seu aniversário de namoro e Orochimaru não atendia suas ligações. Será mesmo que o que fez fora imperdoável? Será se ele ainda estava com raiva? O fato do quadro preferido deles estava quebrado era culpa dele. Orochimaru havia quebrado ele por causa da sua falta de respeito e consideração. Se o relacionamento deles acabasse, Naruto não sabia se poderia suportar. Ele não tinha mais ninguém. Seu coração era do mais velho. Eles nasceram pra ficarem juntos.

Naruto praticamente pulou quando uma luz vermelha saiu do seu quarto. Naruto então percebeu que várias velas seguiam o corredor do seu apartamento. Andou de vagar, divido entre a expectativa e a emoção. Vários bilhetes estavam grudados nas paredes. A iluminação das velas eram o suficiente para que pudesse lê-los.

“Quando eu te conheci senti borboletas voando em meu estômago”, era o que o primeiro bilhete dizia. “Quando você sorriu pra mim eu me senti a pessoa mais sortuda do mundo”, dizia o próximo. “Amei os seus olhos azuis, assim como o sol ama o mar”, “meu corpo te quis tanto quanto meu coração te desejava”, “passei noites sem dormir imaginando como eu poderia ganhar seu coração”, “com sorte, esse velho aqui conseguiu te conquistar”, “e eu quero mais e mais dos seus sorrisos”, “quero mostrar o quanto eu te amo”.

A cada bilhete Naruto chorava mais. O último estava na porta e dizia “mas uma coisa eu tenho que te dizer pessoalmente”. Naruto abriu a porta de vagar. Orochimaru estava lindo com o cabelo preso em um rabo de cavalo frouxo e baixo. O brinco (seu presente de um ano de namoro que o louro deu a ele), na orelha dava um charme a mais. O corpo coberto por um terno preto com detalhes vinho. A gravata também cor de vinho. Naruto amava vinho em combinação a pele branca.

Se aproximou, chorando como um bebê. Orochimaru sorriu. Ele se ajoelhou e Naruto tampou a boca. Alguns bilhetes caindo no chão.

— Casa comigo baby blue?

Naruto esqueceu dos pequenos bilhetes e abriu os braços, se jogando no mais velho. Ambos caíram no chão. Naruto gargalhou feliz.

— Claro que eu caso.

Orochimaru o beijou com paixão.

Ambos fizeram amor em cima das pétalas de rosa negra em cima da cama. As preferidas do Orochimaru.




Naruto andava de um lado para o outro pela sua pequena sala.

Faltavam menos de cinco meses para seu casamento e nada estava saindo como planejado.

Para piorar seu humor, um rapaz atrevido chamado Gaara estava dando em cima de si na maior cara de pau.

Ele recusava todas as investidas e deixava claro que ama com todas as forças seu futuro marido. Chegou em um ponto onde praticamente esfregou a aliança dourada na sua mão direita, representando assim seu noivado.

O que mais deixava Naruto louco era que não precisava mostrar sua aliança, ou dizer o quanto amava seu marido: Gaara era o confeiteiro responsável pelo seu bolo de casamento, pelo amor de Kami.

Naruto sentia o quanto o humor do seu noivo estava oscilando. Os olhos âmbar lhe fitavam desconfiados e Naruto andava pisando em ovos, arredio, se sentindo culpado.

Mas que merda! Aquilo não era culpa sua. Tentou trocar de confeiteiro, mas não achou nenhum melhor do que o ruivo. O que podia fazer se aquele metido era o melhor confeiteiro do país?

E Naruto se recusava a ter qualquer outro que se não o melhor trabalhando em seu casamento.

Seu telefone tocou. Naruto correu pra atendê-lo.

— Doutor Uzumaki Naruto.

A voz soou baixa. — O Senhor Sabaku no Gaara está aquilo é deseja conversar com o senhor. Disse que é referente ao seu casamento.

Naruto resmungou um 'deixe ele entrar' para sua assistente e depois agradeceu.

A porta abriu e revelou os cabelos bagunçados e os olhos verdes maliciosos. Naruto precisava se livrar dele. Ou pelo menos findar aquelas investidas descabidas.

Era um homem comprometido, oras!

— Senhor Sabaku, o que deseja tratar?

Gaara mordeu os lábios, divertido com o quanto Naruto poderia ficar sem graça na sua presença.

— Quero tratar da sua teimosia. Sabe Uzumaki, eu já disse que pode me chamar de Gaara, não precisamos ser formais.

Naruto negou. — Precisamos sim. Não somos amigos, senhor Sabaku. Não vejo o porquê de sermos íntimos se nossa única relação é estritamente profissional.

Gaara se aproximou. Naruto se distanciou por ouro reflexo.

— É aí que você se engana, Na-ru-to. É ilusão sua achar que não somos íntimos.

O sopro em seu rosto deixou Naruto espantado. Sem ao menos perceber, Gaara estava a centímetros de distância dele (e da sua boca). Naruto lançou um olhar de reprimenda.

— Afaste-se, ruivo metido. Ou você se comporta como o maldito profissional que eu contratei, ou eu vou dispensa-lo.

Gaara sorriu mordaz.

— Não vai me dispensar, pois sou o melhor confeiteiro do país. Assim como não vai me dispensar, pois sou um pretendente melhor do que seu noivo psicopata.

Naruto se sentiu horrorizado como o ruivo chamou seu futuro marido.

— Olha como fala do meu noivo!

— O que foi? Eu disse algo de mais? Não. Eu só disse a verdade. Seu noivo é um homem louco. Ele te trata como uma criança e te repreende. Não confia em você e está sempre agindo como se fosse superior a você. Sem falar que, as vezes, você se encolhe como se ele fosse te bater. Você precisa largar ele. Mesmo que você não irá me dar uma chance, tudo bem, mas você precisa ficar longe dele.

Naruto o fitou totalmente perdido. Do que ele estava falando? Tudo bem que Orochimaru as vezes agia como se fosse seu pai. Brigava muito com ele por isso é ele sempre prometia que melhoraria esse comportamento. “eu sou mais experiente e acabo te repreendendo por coisas que você não compreende, me desculpe”, foi o que ele disse na última discussão. Ele também havia quebrado uma escultura que fizeram juntos em uma aula de arte que Naruto o arrastou. O louro ficou arrasado. Amava aquela peça. Orochimaru pediu perdão. No dia seguinte, ambos vieram outra para compensar o ataque de fúria do mais velho. Naruto ralhou sobre esse constante comportamento e Orochimaru prometeu achar um hobbie pra centrar essa agressividade.

No entanto, Naruto sabia que ele jamais tocaria em um fio de cabelo seu.

— Eu sei o que está tentando fazer, —o louro resmungou. — Pode parar agora mesmo. Não vai conseguir me colocar contra meu noivo. Não vou deixar.

Gaara lhe encarou de uma forma incomoda. Antes que pudesse expulsa-lo da sua sala, ele lhe prensou contra a mesa e beijou seus lábios de forma faminta.

Naruto se debateu, empurrando ele longe.

— O que você...

A frase morreu quando viu Orochimaru em cima dele. Naruto custou a separa-los.

Depois de gritar um 'duma daqui' pro ruivo, Gaara saiu apressado na sala.

— Deixe-me ver o seu rosto. O que deu em você? Poderia ter se machucado!

Orochimaru soltou uma gargalhada maldosa e Naruto o fitou sem entender.

— Ou eu poderia machucar seu amante. Não era isso que estava fazendo, Naruto? — indagou quando os olhos azuis desviaram dos seus âmbar. — Estava me traindo com um pobre confeiteiro. Bem de baixo do meu nariz. Não sei porque estou surpreso. Impulsivo e irresponsável como sempre. Eu confiei em você, e olha como você retribui. Dando pra um pobre maldito que não tem nada a te oferecer. Um lixo, mas bem que vocês têm isso em comum. Os dois vivem no lixo. Não foi assim que eu te encontrei? Um garoto pobre e miserável sem onde cair morto. E então você me seduz com um bondade e pureza dissimuladas para ter meu dinheiro.

Naruto se encolheu. Não era verdade. Amou Orochimaru de verdade. Não queria o dinheiro dele.

— Eu não te trai. Não era isso que...

Orochimaru jogou tudo o que estava na mesa para o chão, com força. Naruto segurou o soluço. Odiava quando ele quebrava as coisas de forma agressiva. Odiava quando ele não acreditava em si. Odiava quando ele não deixava que explicasse as coisas.

— Como não me traiu? Eu cheguei aqui e estava aos beijos com aquele ruivinho de merda. Aposto que fodia com ele pelas minhas costas. Quando você chegava atrasado nos lugares era por que estava dando um rapidinha nessa sala que o otário aqui te deu?

Naruto soluçou. — Você entendeu errado. Eu amo você, jamais iria te trair.

— Cala boca! — o mais velho gritou. — Você acha que acredito em você? Por que eu confiaria? Tudo o que você faz é me manipular e dissimular na minha frente.

Naruto negou. — Você sabe que não é...

A sua voz morreu quando sentiu a ardência em sua pele. Olhou assustado para o mais alto. Orochimaru arfava, totalmente alterado. Olhos azuis passaram de incrédulos, a magoados e a irados. Isso em segundos. Se ele achava que poderia lhe bater estava muito enganado.

Naruto pegou o livro mais pesado em sua estante e tacou no mais velho. Dessa vez, Orochimaru que o olhou incrédulo.

Naruto gargalhou. — Eu nunca te pedi nada material. Não... a única coisa que eu queria era seu amor e sua confiança. Você deveria confiar em mim, seu maníaco de merda! — gritou, jogando outro livro. Esse ainda mais pesado que o primeiro. — Saia da minha sala, saia da minha vida. Essa casamento acabou antes de começar. Não vou casar com alguém que não confia em mim. Não vou casar com alguém que tem coragem de levantar a mão contra mim.

Naruto andou até o mais velho e devolveu o tapa três vezes mais forte. Sua mão também ardeu, mas o louro não ligou. Ele estava mesmo irado.

— Saia e nunca mais voltei, ou eu pego uma medida restritiva contra você, psicopata de merda.

O outro não falou absolutamente nada.

Pela primeira vez Orochimaru saiu da sua sala sem dizer um 'amo você'. Pela primeira vez eles brigaram e ele não pediu desculpa. Pela primeira vez, Naruto quebrou tudo o que tinha ao seu redor.

Seu coração doendo mais do que seu rosto que foi atingido.




Dois meses e Naruto já não aguentava mais.

Sentia falta do corpo magro e quente contra os seu. Sentia fala da língua atrevida em sua boca e sentia falta das mãos carinhosas. Naruto sentia falta da voz rouca e de ser acordado com beijinhos no rosto. Naruto sentia falta dos 'eu amo você' sussurrados antes que pegasse no sono. Naruto sentia falta do seu 'noivo' e estava para subir nas paredes.

Parou o carro na frente da bela casa de dois andares. Naruto detestava admitir, mas estava ali justamente por saber que naquele horário o mais velho estava na empresa.

Abriu a porta e quis chorar. Tudo estava perfeitamente em ordem. Orochimaru não quebrou nada. Naruto estava agradecido por aquilo. Queria que ele deixasse tudo como estava. Aquilo mostrava que o mais velho não tinha desistido deles.

Naruto não suportaria se ele não o quisesse mais. Ele jamais sobreviveria se Orochimaru o deixasse.

A cama estava bem feita, como sempre, e Naruto caiu sobre ela. Se remexeu um pouco. Tirou os sapatos, calça e blusa. Tirou a grande coxa e revirou a cama buscando uma posição confortável. Minutos depois, estava dormindo.

Só Kami sabia o tanto de noites que não dormia bem.

Acordou sem noção de tempo. Demorou alguns segundos pra se lembrar que estava na casa do noivo. Se levantou. Já era noite e Naruto pulou da cama. Com toda a certeza do mundo, Orochimaru já tinha chegado.

Decidiu por colocar uma blusa dele e ir para o quarto ao lado; onde o escritório pessoal dele estava.

Não foi surpresa encontrá-lo ali. Naruto andou suavemente em sua direção. Os olhos âmbar queimaram seu corpo. O desejo e a saudade refletindo por eles. Naruto sorriu feliz. O sentimento era recíproco.

Ele se afastou da mesa e Naruto sentou a superfície. Ele então retornou e se colocou entre as pernas do mais novo. As mãos apertando as coxas grossas.

Ah, como sentiu falta daquele corpo delgado se contorcendo embaixo de si.

— Estava com saudade. — murmurou. O rosto contra a barriga do louro. Mesmo com a blusa entre eles, Orochimaru podia sentir o calor dele.

Naruto acariciou os cabelos escuros. Adorava o cabelo dele.

— Eu também estava.

Ficaram em silencio. Na verdade, Naruto não sabia o que fazer. Deveria pedir desculpas? Começar falando do surto dele? Ou explicar a cena que ele tinha visto na sua sala?

Decidiu então por explicar. Mesmo não sendo sua intenção, sua ação com Gaara havia sido errada.

— Eu não te trai. — sussurrou com delicadeza. O corpo abraçado ao seu tremeu, mas o mais velho não se pronunciou. — Gaara vinha dando em cima de mim. Eu sempre cortei as investidas e deixei claro que estava comprometido e que amo meu companheiro. Eu juro que não sei o que aconteceu. Eu estava brigando com ele pela forma que ele estava se referindo a você e, do nada, ele me beijou. Eu fiquei surpreso e empurrei ele. Foi no momento que você chegou.

Orochimaru assentiu. Ele viu o louro empurrando o garoto atrevido. Mas por estar cego do ciúmes, achou que o louro o tinha visto e por isso empurrado. Se sentiu a pior pessoa do mundo.

— Eu acredito em você. — deixou claro. — E peço perdão pelo acesso de raiva e pelo tapa. Você tem razão. Eu nunca deveria levantar a mão pra você. E eu deveria confiar em você. Vou trabalhar esse temperamento explosivo.

Naruto sorriu. Levantou o rosto dele e beijou de forma lenta e cálida o seu noivo.

— Eu amo você. Nunca esqueça isso, ok? Não duvide de mim. Eu não te deixo e nem você me deixa, lembra? Essa é a nossa promessa.

Ele sorriu e ambos voltaram a se beijar. Orochimaru apertou de leve a cintura do louro e Naruto se sentiu no colo dele.

Em instantes a blusa social foi jogado em algum canto do escritório.

Naruto arranhou as costas largas. Mais fortes apertaram seu bumbum. A cabeça puxada pra trás e o pescoço chupado.

Naruto sentia muita falta daquele fogo que o queimava por inteiro.




Naruto estava agindo de forma estranha.

Desde o tapa, toda vez que Orochimaru ficava nervo, ele se encolhia e corria para longe. As vezes ele chorava e implorava pra que o mais velho se acalmasse.

E Orochimaru já estava começando a ficar preocupado.

Quando o conheceu, Naruto havia acabado de sair de um relacionamento onde o namorado dele lhe batia.

Ele confidenciou que nunca mais deixaria ninguém lhe bater. Por isso ele teve o ataque e jogou os livros em si. Ele estava assustado.

Orochimaru nunca se perdoaria por se descontrolar tanto.

Outra noite, chegou muito tarde da empresa e ele já dormia. Tirou a roupa e quando foi se deitar com ele, Naruto gritou e saiu correndo de sua casa não vestindo nada além de uma cueca.

Caramba, estava fazendo dez graus.

O louro só foi aparecer uma semana depois. Os nervos dele estava a flor da pele e Orochimaru se sentiu como a três anos quando começaram o relacionamento.

Naquela época ele mal podia tocar no louro. Parece que o ex dele era um sádico e praticamente o deixava inconsciente quando transavam.

Depois de muito exercício de confiança que o louro se entregou. Orochimaru nunca havia se quer levantado a voz antes. O que diabos estava acontecendo?

Como eles poderiam casar quando o louro mal conseguia dormir a noite toda em sua casa antes de ter um ataque de pânico?

E mais uma vez Orochimaru observava ele enquanto o louro chorava compulsivamente.

— Me perdoe. Eu confio em você. Não quero que deixe.

E olha que o mais velho apenas tinha dito para que ele se acalmasse ou teria que deixá-lo sozinho para que ele pudesse se acalmar.

— Baby blue, eu não vou te deixar. Eu só preciso que você se aclame e me diga o porquê de estar tão estressados esses dias.

Naruto fungou. Demorou um pouco, mas pode sim parar de chorar.

— Eu não sei o porquê. Mas eu ando tendo uns sonhos com o meu ex. Ele me bate e, quando eu peço pra ele parar, não é mais ele e sim você. Por isso ando com tanto medo de você.

Orochimaru suspirou e o abraçou forte.

— A culpa é minha. Vamos conversar com o seu terapeuta. Você vai conseguir sair dessa onde de crise que você está tendo.

Naruto se aconchegou.

— Eu amo você.




Um pouco depois do tempo, Naruto finalmente conseguiu terminar os preparativos para o casamento.

Foi uma longa caminhada. O casamento era pra ter acontecido a três meses atrás, em maio. Agora, no entanto, pareceu mesmo ser o melhor dia para um casamento. Agosto era a melhor escolha, Naruto tinha certeza.

Foi muito emocionante entrar em uma chácara cheia de pessoas. Não que conhecesse a maioria deles. Eram um casal público, por assim dizer.

A noite toda foi exatamente como em seus sonhos. E a lua de mel foi a melhor parte.

Orochimaru poderia ser cabeça quente e ciumento, mas tudo bem. Naruto também era. Isso significava que ambos eram humanos e algumas vezes iriam errar.

O importante era que ambos se amavam e cuidavam um do outro.

E claro. Orochimaru nunca mais havia levantado a mão para ele novamente. Naruto poderia finalmente confiar nele.

Naruto finalmente poderia ser feliz com o homem que ama.

23 de Abril de 2018 a las 21:57 4 Reporte Insertar 5
Fin

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Emily C Souza Não posso dizer que sou tudo aquilo que escrevo, mas tudo aquilo que escrevo tem um pedacinho de mim

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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá! Escrevo a você por causa do Sistema de Verificação do Inkspired. Caso ainda não conheça, o Sistema de Verificação existe para ajudar os leitores a encontrarem boas histórias no quesito ortografia e gramática; verificar sua história significa colocá-la entre as melhores com relação a isso. A Verificação não é necessária caso não tenha interesse em obtê-la, então, se não quiser modificar sua história, pode ignorar esta mensagem. E se tiver interesse em verificar outra história sua, pode contratar o serviço através do Serviços de Autopublicação. Sua história foi colocada em revisão pelos seguintes apontamentos retirados dela. 1)Uso de "a" em vez de "há" para tempo decorrido, como em "A quanto tempo estava correndo?" em vez de "Há quanto tempo estava correndo?" 2)Vírgula incorreta em "O corpo se chocou contra o chão e, a pele". 3)Falta de acento em certas palavras, como "hidrata-los" em vez de "hidratá-los"; "pode" em vez de "pôde". 4)Observar palavra "de vagar" em vez de "devagar"; "arranjou" em vez de "arranhou"; "Será se essa seria uma boa resposta" em vez de "Será que essa..."; "Não conseguia entender o porque se sair correndo" em vez de "Não conseguia entender o porquê de sair correndo"; "carinho" em vez de "carinhoso"; "se sentiu no colo" em vez de "se sentou". 5)Observar tempo verbal da história; há verbos no presente e no pretérito na narrativa, é importante escolher apenas um e se manter nele. Obs.: os apontamentos acima são exemplos; há mais o que ser revisado na história além deles. Aconselho que procure um beta reader; é sempre bom ter alguém para ler nosso trabalho e apontar o que acertamos e o que podemos melhorar, assim como ajudar-nos com a gramática e ortografia. Caso se interesse, esse recurso também é disponibilizado pelo Inkspired através do Serviços de Autopublicação. O tema da fanfic é bastante complexo e gostei da forma como você a desenvolveu. Em alguns momentos consegui perceber que o Naruto estava meio que delirando, fazendo confusão entre Orochi e o ex abusivo, mas ficou um pouco confuso. Fora isso, achei interessante ver os dois juntos. Bom... Basta responder esta mensagem quando tiver revisado a história, então farei uma nova verificação.
14 de Marzo de 2019 a las 08:20
Blue Martell Blue Martell
Deus me defenderay, que medo. Cada parágrafo era um arrepio, eu já passei por relacionamento abusivo e jesus, é algo muito ruim e manipulativo assim mesmo. É aterrador. Mas você conseguiu trabalhar muito bem a temática, e não acredito que romantizou, pelo menos espero que ninguém tenha visto assim. Parabéns pela história!
6 de Mayo de 2018 a las 18:35
Camy <3 Camy <3
Olá! Então, eu admito que o casal me pegou muito de surpresa. Eu definitivamente não estava esperando por uma Orochimaru/Naruto, OAKSPDKSA. O objetivo do desafio era surpreender mesmo, então isso é ótimo 0/ Eu só estou um pouco surpresa com o final. Você diz nos avisos que a história contém relacionamento abusivo e eu pensei que se referia ao Orochimaru. Ele controla o Naruto, eu acho que drogou o Naru também naquela festa, fica jogando na cara tudo o que faz, claramente se sente superior por ser "mais maduro" e por ter bancado o Naru por tanto tempo... Mesmo que ele nunca mais tenha levantado a mão para o Naruto, existem mil tipos de relacionamento abusivo e mil maneiras de ser abusivo com outra pessoa. O sentimento do Naruto é de dependência. Eu tava na esperança de que ele conseguisse se livrar desse embuste antes do casamento, mas o Naruto acabou se deixando envolver. Eu fiquei bem abalada com o final, com o Naruto ficando com o Orochimaru e se deixando levar por esse relacionamento problemático. Seria interessante dar uma relida, porque você deixou vários errinhos básicos de gramática passar (como "nervo" em vez de "nervoso" e outras coisinhas assim). E o final também não deixou muito claro se você romantiza o relacionamento do Naruto com o Orochimaru ou se você quis um final crítico em que o Naruto não consegue sair do ciclo de abuso da vida dele. Mas eu gostei muito do seu ritmo de escrita. Acho que já disse isso antes, a cada história sua a maneira como você escreve se modifica e melhora muito. Dica de escrita: maneira no "louro". Usar o nome do personagem dá uma ideia mais profissional ao texto. Eu preciso admitir que o pedido de casamento foi muito fofo, muito fofo. O Orochimaru se superou no romantizo com essa, que quero um dia chegar em casa pra um jantar assim (mas sem a aliança, né). A ideia dos bilhetinhos foi ótima, porque foi criando aquela expectativa romântica no Naruto e mostra que nem sempre o cara que abusa psicologicamente do outro é ruim; normalmente essas pessoas são maravilhosas em alguns momentos. Enfim, obrigada por participar do desafio (e com 3 histórias!) e por escrever sobre este casal tão diferente. Eu gostei bastante do que você apresentou :3. Um beijo no core <3
3 de Mayo de 2018 a las 23:47

  • Emily C Souza Emily C Souza
    Olha, Camy do meu coração, vc acabou comigo com esse cometario recheado de amor e carinho. Primeiro, muito obrigado pelos toques. Vou dar uma corrigida nos errinhos e vou dar uma lida no final. Minha intenção nunca foi romantizar. Na verdade, eu escrevi como uma critica. Como duas criticas, na verdade. A primeira delas é que não podemos julgar as pessoas presas em relacionamento abusivo (e era o que eu fazia com frequencia) e segundo que muita gente nem percebe que esta em um relacionamento abusivo, justamente porque o parceiro não o xinga e nem o bate. Orochimaru não faz nada disso, mas ele trata o Naru como uma criança, o manipula e o repreende como se estivesse acima dele de alguma forma. O Naruto é extremamente dependente dele e por isso não vai deixa-lo. Meu objetivo aqui não era superação, por isso o Naru terminou com ele. Meu objetivo era mostrar como vc acha que esta em um otimo relacionamento, mas, na verdade, esta preso em uma teia de manipulação. Sobre as drogas: não foi o Orochimaru. O Orochimaru é nocivo em questão de manipulação e controle, mas ele não drogaria o Naru. A questão da droga foi so mostrar o Naru delirando com o ex namorado, assim confundindo ambos. O maior medo do Naru é que esse ex volte. E agora, eu so tenho a agradecer. Eu sempre digo: você é minha maior inspiração e tbm é que mais me apoia e ajuda. Ter vc elogiando minha evolução é o maior presente que eu poderia ter. Evolução essa que vc contribuiu bastante. Obrigada, de coração. 4 de Mayo de 2018 a las 10:11
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