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A "missão"

O vento soprava calmo no Santuário de Atena. O planeta permanecia intocado, longe da cobiça dos gananciosos Olimpianos, protegido sob o olhar atento e aguerrido de sua deusa protetora.

Saori, nos dias atuais, estava longe de ser a menina frágil e chorona de outrora. Era forte, altiva, de olhar tenaz e impactante, e regia seus domínios com muita fibra, porém, com benevolência e prudência.

Apesar de manter uma postura impecável, ela era somente uma jovem humana, e como tal, seu coração se compadeceu, e extinguiu muitos dos absurdos que regiam o seu sagrado lar por milênios a fio.

Começou pelo fim da inexplicável e obsoleta lei da máscara, que escravizava e oprimia suas guerreiras à um sentimento sem razão nenhuma de ser e as prendia à um dever que nem deveria existir: o de matar quem lhes vira o rosto.

Acabou também com os castigos físicos de aspirantes e aprendizes, e com as mortes de desertores, sendo esses últimos submetidos aos poderes psíquicos de Shaka ou de Mu para ter excluídas de suas mentes, quaisquer lembranças de que estiveram ali, naquele sagrado lugar, podendo viver suas vidas normalmente fora dali.

Mas Saori, como todos os mortais e imortais, tinha um calcanhar de Aquiles: Seiya de Pégaso. Ela nutria por ele um sentimento que não sabia bem como definir. Amizade, carinho, gratidão, amor… era uma mistura complicada que alegrava, porém, ao mesmo tempo entristecia seu inquieto coração. Ainda mais por ele também ter seu coração totalmente confuso, pois a amava com devoção, mas, ardia de desejo por Shina, a prateada amazona de Ofiúco, que no passado havia lhe mostrado o rosto e declarado seu incondicional amor à ele.

Porém, muitas coisas mudaram, incluindo esse “amor” que ela sentia. Com o tempo, esse sentimento foi perdendo força no coração da moça, em contrapartida, ganhando terreno no peito do jovem japonês.

A herdeira Kido, da sala de seu Templo, observava, ao longo dos anos, essas mudanças nos sentimentos de ambos, e, de mãos atadas, não conseguia reagir, pois também nunca se posicionou a respeito. Nunca, na verdade, decidiu o que faria em relação à seus anseios por Seiya, e não teria como cobrar qualquer coisa dele. Balançou sua cabeça, saindo de seus pensamentos, e resolveu dar uma volta pelo seu divino território e espairecer um pouco. Precisava relaxar. Porém, não era bem isso o que aconteceria.

Naquela manhã, descendo pelas 12 Casas, a garota de cabelos lilases presenciou algo que lhe desceu um gosto amargo pela garganta: uma conversa um tanto suspeita de Seiya e Shina nas escadarias de Sagitário.

Escondeu-se atrás de uma volumosa coluna, e ficou escutando o diálogo dos dois.

- Shina, porque não quer me dar uma chance? Não era apaixonada por mim? O que foi que mudou? - pergunta irritado.

- Muita coisa mudou, Seiya… - responde evasiva.

- Então me diz? Tem outro alguém? Está apaixonada por outra pessoa? - lavanta o tom de voz, o que aborrece a esverdeada.

- Não, Seiya! Não existe ninguém! - responde com ódio - Eu não tenho que te dar satisfação da minha vida! Por um acaso já te pressionei quanto ao que sente pela Saori?

A jovem deusa arregala os olhos ao ter seu nome citado na discussão. Derramou algumas lágrimas, temerosa do que ia ouvir da boca de seu querido Pégaso.

- Não… você nunca me fez qualquer tipo de cobrança. - suspira choroso - Não sei o que sinto por ela… é algo tão grande, que a deixa praticamente inatingível pra mim. Eu a amo… assim como também amo você, Shina.

Tanto a amazona, quanto a encarnação de Atena ficam pasmas com a declaração do rapaz. Nenhuma das duas esperava ouvir algo tão inusitado.

A ariana se aproxima dele, e faz um carinho em seu rosto. Enxuga, com seus finos dedos, as lágrimas do moreno. Ele segura de leve a mão feminina, e roça seu rosto contra esta.

Ela não conseguia definir o que sentiu nesse momento. Alegria, ansiedade… dúvida. Um mar de dúvidas tomou conta de seus pensamentos, e, de repente, puxou sua mão, se afastando do cavaleiro bronzeado.

Este por sua vez, a puxa pelo antebraço, a vira pra si, e lhe dá um beijo possessivo e exigente. Aperta a delgada cintura contra seu corpo, onde ela sente a dura virilidade do rapaz. Ela se excita, mas, não como esperava. Sempre pensou que fosse ser arrebatada, sair de si, sucumbir diante de tão maravilhoso ato. Porém, não sentiu-se assim. Seu beijo era bom e prazeroso, mas, longe de ser enlouquecedor.

Aos poucos se afasta, e assustada, desce correndo as escadarias, rumo a Vila das Amazonas.

Seiya se sente feliz e frustrado ao mesmo tempo. Uma sensação contraditória, que o deixou ainda mais indeciso. Pensou em Saori, e chorou.

Chorando também estava a própria deusa, que presenciou toda a cena, e sentiu-se mortalmente ferida, destroçada.

Pegou um atalho e dirigiu-se ao 13° Templo.

Chegando lá, um péssimo sentimento tomou conta de seu coração: o despeito.

Disfarçou seu estado de espírito, foi ao grande salão, e gentilmente dispensou todos os servos. Foi ao escritório de Shion e lhe deu o dia de folga. Ele estranhou, porém não questionou. Se retirou, indo direto para casa de Libra, onde de lá, iria até Rodório com seu amigo Dohko, aproveitar essa folga inesperada.

A jovem Kido senta-se em seu trono e fecha o semblante. Via cosmo, contacta um de seus cavaleiros, e fala em um tom bastante sério.

- “ Shaka de Virgem, preciso que esteja em minha presença imediatamente! Venha direto para a sala do trono e não dê satisfações à ninguém pelo caminho! Fui clara?”

- “ Como desejar, Atena!”

Cinco minutos depois, o enigmático e prepotente dono da 6° Casa estava prostrado, com os seus olhos fechados, diante de Atena.

Esta, levanta de seu trono, e caminha em direção à ele, pedindo em voz baixa, para que ele se pusesse de pé.

Se põe de frente ao indiano, e despeja de uma só vez.

- Shaka de Virgem, tenho uma missão pra você: quero que tome como esposa Shina, a amazona de Ofiúco!

Ele, aturdido, arregala seus brilhantes olhos azuis e encara sua deusa com incredulidade.

- Eu acho que não entendi direito o que disse…

- Você entendeu muito bem, Cavaleiro. Não se faça de sonso, porque, sinceramente, não combina com sua “imaculada” figura - ironiza, fazendo aspas com os dedos - Te dei uma missão, e espero que seja capaz de cumpri-la.

- Mas, Atena… não sei porque me designou tal “missão”, mas, creio que uma amazona de prata não está à altura de se relacionar com um cavaleiro de Ouro, ainda mais… - não terminou de falar pois foi interrompido por uma furiosa Saori, que parou rígida na sua frente, falando com um tom alto e firme.

- Nunca mais ouse falar assim de Shina ou qualquer outra das minhas guerreiras. Elas são corajosas e tão capazes quanto qualquer um de vocês! - bufa de ódio pela forma depreciativa que falou de sua rival. Tinha suas diferenças com a ariana, porém não admitiria que a desdenhasse desse jeito - Pra sua informação, enquanto você e seus colegas dourados estavam aqui, parados, durante a batalha contra Poseidon, essa amazona, a qual acha “inferior”, estava enfrentando o próprio deus dos Mares, de peito aberto, mesmo sabendo do infinito abismo que a separava dele em relação à poder de cosmo. Ainda assim, foi aguerrida e destemida, e graças também à ela, conseguimos sair vitoriosos de lá. - suspira, voltando a se controlar, e o olha com deboche - Não sei porque se acha tão mais especial do que os outros, se temos no Santuário mais onze guerreiros de sua mesma patente, dois com poder equivalente ao seu, mais cinco Lendários? Me explique Shaka, para eu poder entender da onde vem tanta soberba, a ponto de falar sem nenhum pudor que uma guerreira valorosa como Shina não é digna de ser sua esposa?

- Se ela é essa pessoa tão especial como diz, porque quer tirá-la do caminho do cavaleiro de Pégaso? - dá sorriso maldoso ao ver o rosto de sua deusa sem reação - Seria, por um acaso, para deixar o seu próprio caminho livre?

A garota se recompõe rapidamente da surpresa dessa indagação, e volta a encará-lo com seriedade.

- Não que lhe deva qualquer tipo de explicações, porém, creio que seja justo que saiba o porquê de minha ordem. - inspira bastante ar, e começa a falar - Sim, quero afastá-la de Seiya por dois motivos: eu o amo, e ele é uma pessoa extremamente indecisa. E sei que ela já não o ama como antes, então, não posso deixar a indecisão dele em relação à nós a faça retroceder em seus sentimentos.

- Mas essa é uma decisão que só cabe aos dois. Acha certo se intrometer desse jeito? - a pressiona mais.

- Não é certo, mas será o que farei! Apesar de minha essência divina, sou humana e tenho ciúmes, medo… não quero perdê-lo! - fala com pesar em sua voz.

Shaka a observa, e sente empatia por ela, pois nunca a tinha visto como uma garota comum. Desde que todos a reconheceram como Atena, tanto ele, quanto os outros, somente a tratavam como uma divindade, com respeito e reverência. Os únicos que agiam com uma aparente informalidade no trato com ela eram os ditos Lendários. Foi estranho vê-la vulnerável… vê-la se valer de algo tão mesquinho para tentar ser feliz.

Muda seu tom inquisitivo, e pergunta de maneira mais amena.

- Já que terei de ir adiante com essa “missão”, como irei fazer uma pessoa com quem não tenho o mínimo grau de intimidade, casar-se comigo, sendo que não existe mais a lei da máscara que a obrigava a amar quem lhe visse o rosto?

- Ora, Shaka… - o semblante tristonho da jovem logo muda para um olhar felino e perspicaz - Um homem como você, que tem uma vida ativa de sedutor fora do Santuário, não deveria perguntar a mim como se faz pra conquistar uma mulher, não acha?

Ele engole em seco. Não esperava que ela soubesse de suas noitadas fora dali.

- Eu… não sei do que está falan… - tenta em vão se explicar, quando é interrompido por Saori.

- Sei muito bem o que se passa em meus domínios e com quem os habita! Não sou a deusa da sabedoria à toa! - olha com altivez pra ele - Não me subestime, cavaleiro! - senta em seu trono e fala determinada - Se valerá da única lei que deixei no intuito de proteger todas as mulheres que vivem aqui, tanto faz se são amazonas, servas ou colaboradoras. Aquele que tirar a virgindade de uma delas, terá que desposá-las.

- A mesma lei que obrigou Shura a casar-se com June? - pergunta intrigado.

- Exatamente! Sendo que no caso deles, ainda tinha o agravante de June estar grávida. - leva a mão ao cenho, já com dor de cabeça - Voltando ao que interessa… essa lei te dará respaldo para o que tem que ser feito, e te darei o prazo de três dias pra isso. Quero uma prova de que realmente lhe tirou a virgindade, pois você pode combinar qualquer coisa com ela pra querer burlar sua missão, visto que foi contra a mesma desde o início. - suspira cansada - Sendo assim, está dispensado!

Shaka, corroído de raiva, caminha rumo a saída. Porém, por um instante se detém. Volta-se para sua deusa e pergunta disfarçando a ira em sua voz.

- Porque escolheu a mim para essa “missão”?

Ela o olha sorrindo e responde calmamente.

- Porque sei que será o único capaz de compreendê-la… e sei que ela lhe fará feliz… acredite!

Não muito satisfeito com a resposta, ele se vira e segue para sua casa. Teria muito o que pensar…


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Chegando em seu Templo, o virginiano retirou sua armadura, e num rompante de raiva, socou uma das pilastras de sua casa, fazendo uma enorme rachadura, que saia do chão e terminava o teto. Olhou para o estrago que fez, e se repreendeu mentalmente. Era seu lar, seu lugar sagrado. Não deveria descontar suas frustrações ali.

Foi ao jardim das Árvores Salas Gêmeas, e sentou-se entre elas para meditar, tentar ver algum ponto positivo na descabida ordem de sua deusa.

Pensou na amazona prateada, e ficou reflexivo. Ela era uma jovem muito bonita, tinha que admitir. Mas era grosseira, indisciplinada e nutria várias classes de estranhos sentimentos em relação ao infantil cavaleiro de Pégaso. Além de ter dois igualmente grosseiros e insuportáveis irmãos, pra completar toda a desgraça. Não podia sequer conceber a ideia de ter Angello de Câncer, vulgo Máscara da Morte e Geist de Vampiro frequentando sua tranquila residência. Era algo inaceitável, porém, por mais que se esforçasse em buscar uma saída, não conseguia pensar em nada útil.

Poderia simplesmente negar-se a cumprir a tal missão, mas isso significaria a sua imediata destituição de seu posto, e sua expulsão do Santuário por desacatar uma ordem direta de Atena. Não faria isso… esse local e seus habitantes, por mais que não fossem de fato seus amigos, eram a sua referência de família, sua casa. Tudo o que conhecia, onde foram formados o seu caráter e seu senso de dever vinham daí. Dever… infelizmente, esse era o seu dever, e o teria que cumprir.

Levantou-se, desceu as escadarias, rumo ao Coliseu. Observaria a amazona em seu treino, e assim, pensaria em algo para fazê-la cair rendida em seus braços.


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Bem perto da arena, o loiro escutou uma suave e delicada voz, entoando algo em uma língua que ele não entendia bem. Se aproximou, e viu a esverdeada guerreira sentada em uma grande pedra, terminando de ajeitar suas polainas rosas e seus sapatos amarelos de saltos altíssimos que ornavam tão bem com sua armadura de Prata. Era ela que estava cantarolando, e sua voz era simplesmente bela, aveludada, agradável aos seus exigentes ouvidos. Não fazia ideia do que estava cantando, mas parecia ser uma melodia triste, apesar de bonita. Recostou-se em uma das rochas ali perto, e ficou admirando a italiana cantar.


Io come un albero nudo senza te
senza foglie e radici ormai
abbandonata così
per rinascere mi servi qui

Non c'è una cosa che non ricordi noi
in questa casa perduta ormai
mentre la neve va giù
è quasi Natale e tu non ci sei più

E mi manchi, amore mio
tu mi manchi come quando cerco Dio
e in assenza di te
io ti vorrei per dirti che
tu mi manchi amore mio
il dolore è forte come un lungo addio
e l'assenza di te
è un vuoto dentro me


O indiano estava absorto na melodia daquela linda canção, quando ela repentinamente para de cantar, pois é interrompida por uma conhecida voz.

- Exercitando o seu italiano?

Ela para o que está fazendo, e olha com tristeza para Seiya.

- Sim. Desde que cheguei aqui, nunca mais fui pra Itália, nem em missões, muito menos à passeio… sei que não parece muito, mas pelo menos é uma forma de recordar a minha mãe, o meu pai, os campos floridos da Toscana… - sorri melancólica - Sabe… lembro de quando Geist e eu éramos bem pequenas, eu com uns 5 anos e ela tinha uns 3 aninhos. Já era bem travessa nessa época, e se escondeu no meio das flores e arbustos, enquanto eu a procurava muito, sem conseguir achá-la. - suspira nostálgica - Eu chorava bastante, pois achava que a tinha perdido, e nossa mãe sempre dizia que era pra vigiá-la bem, pois o Angello tinha desaparecido há muitos anos, e ela não suportaria se sumíssemos também. - sorri triste - Eu já estava voltando pra casa, para dar a notícia triste a mamãe, quando ela apareceu rindo, como se nada tivesse acontecido… eu queria brigar, bater nela por ter me deixado angustiada, mas não conseguia. Era minha irmãzinha… eu só consegui abraçá-la e levá-la pra casa… eu… me sinto culpada, fiz muito mal em sempre protegê-la… se tivesse sido mais enérgica, ela não… - não terminou de falar, pois foi abraçada pelo rapaz com muito carinho.

- Não se culpe! O importante, é que tanto ela, quanto Angello tiveram uma nova chance, e quando o Shion descobriu que ele era seu irmão desaparecido, você pôde reunir novamente a sua família! De onde estiver, sua mãe deve estar em paz por ver os três juntos outra vez, não acha? - pisca divertido.

- Tem razão! Obrigada Seiya… e me desculpe por hoje cedo! É que eu estava confusa e… - ele dá um doce beijo em seu rosto, e ela o olha com ternura.

- Não se desculpe… não estou com raiva! - sorri sincero - Vou deixar você treinar tranquila! - vira-se caminhando na direção oposta à ela - Até mais, cobrinha!

Ela o vê partir e derrama algumas poucas lágrimas. Não sentia mais aquele amor doentio por ele, porém se sentia bem com sua presença. Era um bom amigo, e aquilo a estava confundindo demais. Secou seu rosto com o dorso da mão, levantou-se e foi para a arena treinar. Isso aliviaria um pouco as incertezas que povoavam seu coração.

Ainda escondido entre as rochas, Shaka escutou todo o diálogo e chegou à uma conclusão: ela não era tão terrível quanto pensava. Tinha um lado doce, amoroso e protetor. Sentiu-se tocado por ela guardar lembranças de sua infância, de seus pais… ao contrário dela, ele sempre fez questão de enterrar toda e qualquer recordação de seu passado. Sua iluminação espiritual em busca por conhecimento e perfeito domínio do cosmo, não lhe permitia esse tipo de sentimentalismos. Era mais fácil simplesmente esquecer.

Mesmo lhe tendo um pouco mais de simpatia, não podia esquecer que ela era inferior à ele em patente, e para ele, era humilhante ter que se envolver sentimentalmente com alguém que não estivesse em seu mesmo patamar de força e elevação de cosmo. Por isso, sempre procurou relacionamentos furtivos, sem compromissos e sem envolvimentos de qualquer tipo, e com pessoas que não tivessem nenhuma ligação com o Santuário.

Desde que foi trazido de volta à vida, sentiu necessidade de conhecer, de aprender sobre sexo. Na época, era um rapaz de 20 anos, ainda virgem, e queria saber porque seus companheiros de armas gostavam tanto disso.

Primeiro, começou a sair com mulheres mais experientes, que frequentavam bares perto do cais do porto e alguns lugares não muito honrosos. Depois foi se aprimorando, passando a frequentar boates e ambientes mais refinados, saindo com garotas de melhor reputação. A partir desse momento, se tornou um exímio sedutor, capaz de levar qualquer mulher que desejasse a fazer tudo, absolutamente tudo o que ele quisesse.

Mas Shina não era qualquer mulher. Era uma amazona, uma guerreira respeitada até mesmo pela deusa e temida pela mesma. Não poderia agir com ela, do mesmo jeito que agia com as mulheres com quem saía por aí.

Foi andando a esmo, pensativo, concentrado. Tinha que arranjar um jeito de se aproximar e cumprir o mais rápido possível a imposição de Atena.


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Voltou cabisbaixo para o seu Templo, e foi direto ao banheiro, onde tomou uma refrescante e revigorante ducha. Enquanto a água caia gelada por seu definido corpo, ele pensava em como seduzir a arisca amazona de Ofiúco. Criou várias situações hipotéticas em sua mente, mas nada lhe pareceu realmente bom. Então resolveu simplificar as coisas: iria à casa dela após o treino, e lá resolveria o que fazer. Improvisaria algo na hora, e quem sabe ela aceitaria sair com ele no dia seguinte.

Foi ao closet, e colocou um jeans claro, uma camiseta branca básica e umas sandálias confortáveis. Se perfumou com moderação, penteou os longos cabelos, e foi fazer um lanche leve. Quando terminou, desceu as escadarias, e foi diretamente à casinha da ariana.


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Na entrada da vila, encontrou-se com Minu, que parecia ir para o mesmo destino que ele.

Desde que mudou para o Santuário com sua amiga Eire, para serem professoras da escola que Saori criou para os muitos aprendizes que tinham ali, a japonesinha ficou muito amiga da esverdeada, e frequentemente ia à casa dela.

“ Merda! Tenho que dar um jeito de fazê-la ir embora, senão não posso pôr meu plano em prática!” pensa ele, já ladeado com a menina, e puxando assunto.

- Estava indo à casa da Shina? - pergunta fingindo inocência.

- Sim. Combinamos de assistir um filme. - sorri simpática - Trouxe alguns DVDs, e lá escolheremos algo. Mas… porque quer saber? - indaga curiosa.

- É que ela me chamou pra fazer uma sessão de massagem, e depois vamos meditar um pouco. Sabe, ela anda muito estressada e me pediu esse favor. - fala com a cara mais cínica.

- É sério? - pergunta num misto de preocupação e desconfiança - Ela não me falou nada, além do mais, não sabia que eram amigos…

- E não somos! - falou quase perdendo a paciência - Mas ela me pediu esse favor, e eu não vi razão para negar. - olha pra Minu, e abre um lindo sorriso, que deixa a garota ruborizada - Ela deve ter esquecido de te avisar. Não se zangue! Está bem exausta, pois vem treinando muito ultimamente.

- Tudo bem então… diz pra ela que amanhã eu ligo para saber como ela está. - fala já andando em direção à saída.

- Fique tranquila! Darei o seu recado. - segue em frente sorrindo vitorioso por ter conseguido despachá-la tão facilmente.

Depois de alguns minutos de caminhada , estava ele ali, parado, em frente à porta da residência da Cobra. Sentiu-se estranho, levemente apreensivo, o que era inusual pra ele, porque sempre foi muito seguro em tudo o que fazia, sempre teve convicção de todos os seus passos. Mas essa situação inusitada, o fez ficar um tanto duvidoso.

Suspirou fundo, e bateu na porta com força o suficiente para ser ouvido por ela de qualquer lugar de sua residência.


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Shina acabava de tomar um relaxante banho e começava a se enxugar, quando ouviu algumas batidas na porta. Se enrolou ainda com o corpo molhado e os cabelos pingando, indo prontamente atendê-la. “Deve ser a Minu! Finalmente vou espairecer um pouco a mente!” pensa ela sorrindo, na expectativa de ver um bom filme e se divertir um pouco com sua amiga.

Abriu a porta devagar, e arregalou enormemente seus orbes esmeraldas ao ver quem estava ali, parado, diante dela.

- Shaka…

Ele a olha petrificado e completamente atordoado, e fala baixinho.

- Shina…



Continua…


Notas do autor


Aqui estou eu com essa inusitada história, e com um shipp mais inusitado ainda!!!

Sinceramente, espero que curtam essa louca história!!!

A música usada no capítulo é In assenza di te, da Laura Pausini. Eis o link: https://www.letras.mus.br/laura-pausini/30263/

Bjos e até semana que vem!!!



Obs: a arte da capá é minha! 

E no meu tumblr, existem outras fanarts que fiz especialmente para a fic!

Eis o link: https://danimelgrid.tumblr.com/


23 de Abril de 2018 a las 02:08 0 Reporte Insertar 0
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