Aventura no Iberanime Seguir historia

zephirat Andre Tornado

Son Goku e Vegeta treinam-se intensamente no Palácio Celestial. A energia que utilizam é imensa, capaz de destruir planetas... Após uma refrega furiosa, um misterioso portal é aberto e os dois saiya-jin são enviados para um lugar muito estranho.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18. © Dragon Ball não me pertence. História escrita de fã para fã.

#Adversários #amigos #ação #comédia #Fantástico #mistério #luta #saiyajin #vegeta #Son-Goku #dragon-ball #Evento #Iberanime
5
5524 VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

I - Um Canal Muito Estreito


A explosão iluminou o cenário, em clarões de amarelo e branco. Uma estrela que explodia e que se desfazia numa combustão ultra rápida, irradiando calor e destruição numa vaga fervente. O terramoto abanou o que era sólido, sacolejando o chão firme, convertendo-o num tapete oscilante. Se houvesse adereços naquele cenário, teriam muito provavelmente sido volatilizados, tamanha foi a energia desatada.


Mas não se devia subestimar um saiya-jin quando este lutava.


Muito menos um super saiya-jin.


E se fossem dois super saiya-jin, um planeta de um tamanho razoável, como o planeta Terra, por exemplo, arriscar-se-ia a converter-se num palco a prazo, podendo esperar, no final da contenda, uma destruição num dos mais fascinantes fogos-de-artifício de todo o Universo.


Por essa razão, o sítio escolhido por Son Goku e Vegeta para lutarem um contra o outro era especial. Não podia ser de outra maneira, se quisessem preservar o planeta que habitavam e se pretendessem um pouco de diversão – o que, para dois guerreiros empedernidos como eles, significava dar tudo o que sabiam e lutar com uma intensidade mortal.


Por vezes acontecia Vegeta bater à porta de Son Goku e aparecer-lhe carrancudo, emoldurado pela frescura das montanhas, de braços cruzados, o que significava um convite para uma boa sessão de treinos. Ou então, era Son Goku que utilizava a sua técnica especial de transmissão instantânea, a Shunkan Idou, e surpreendia Vegeta na Câmara de Gravidade, aparecendo sorridente, banhado pela luz vermelha daquele compartimento especial, devolvendo o convite para uma ainda melhor sessão de treinos.


Naqueles anos, logo a seguir à derrota de Majin Bu, aconteciam dias desses, de treino partilhado entre os dois saiya-jin que tinham sido rivais e que utilizavam essa rivalidade – que nunca se desvanecera totalmente – para se divertirem e sentirem a adrenalina de um combate a sério, potência ao máximo, limites esquecidos.


Então, sempre que tal dia se proporcionava, quer fosse por iniciativa de Vegeta, ou de Son Goku, haveria que seguir para o sítio onde se iriam desenrolar esses famosos treinos. No início, escolheram desertos pedregosos, ou extensões marítimas, ou planuras geladas, ou ainda clareiras montanhosas suficientemente amplas. Mas por muito cuidado que tivessem, ou por mais avisos que um lançasse ao outro, eles, afinal, eram dois saiya-jin e a ideia daqueles treinos tinha sido para explorarem as suas capacidades e surpreender o adversário com as novas habilidades entretanto adquiridas e os estragos acabavam sempre por ser consideravelmente elevados. E chegava até uma altura em que, no auge do combate, quando o sangue latejava quente nas veias e a excitação se encontrava num perigoso clímax, tinham de se interromper, sob pena de desintegrarem o planeta debaixo deles.


Então, um dia, Son Goku tivera a lembrança de utilizar o Palácio Celestial onde habitava o kami-sama, o namekusei-jin chamado Dende, pois nos subterrâneos desse lugar sagrado existia uma sala infinita que imitava qualquer paisagem da Terra e que poderia conter a energia que eles utilizariam em qualquer sessão de treinos, desafio ou combate. Vegeta agarrara-o pela túnica do dogi, amarfanhara o tecido com raiva e gritara-lhe:


- Por que é que não falaste nisso mais cedo? Tenho estado a desperdiçar o meu tempo ao não poder lutar contigo como quero!


Ao que Son Goku respondera, com o melhor do seu ar ingénuo:


- Tu nunca perguntaste.


Ao que Vegeta respondera com um rugido, um safanão e um empurrão. Amuara e partira zangado. Mas voltara dois meses depois e perguntara entre dentes:


- E podemos ir para essa sala no Palácio Especial quando quisermos? Não existem restrições, como acontece com a Sala do Espírito e do Tempo?


- Que eu saiba, não – respondera Son Goku descontraído, mãos enfiadas no cinto que lhe atava a túnica. – Basta aparecermos e Dende leva-nos lá.


- Só nós os dois, Kakaroto – avisara Vegeta. – Não quero que o namekusei-jin vá connosco. Tu chegas e sobras para saco de pancada.


Referira-se a Piccolo, que partilhava o Palácio Celestial com o kami-sama e com Mr. Popo.


Son Goku concordara, com um único aceno.


- Hai, Vegeta. São os nossos treinos, só quero combater contigo.


Quando queria, Son Goku também conseguia ser tão egoísta como qualquer saiya-jin curtido pelas leis do antigo planeta dessa raça.


Passaram, desde aquele dia, a combater nos subterrâneos do Palácio Celestial.


Acedia-se à sala especial por meio de umas escadarias que encaracolavam ao descer para as profundezas desconhecidas, pouco percorridas e inabitadas do recinto que pairava nos céus. Os tetos altos, onde se penduravam castiçais permanentemente acesos, refletiam as passadas daqueles que se atreviam a percorrer aquela escadaria, perturbando o silêncio que aí se acoitava, entre as sombras disformes pela luz fornecida pelas velas dos castiçais. No fim dos degraus baixos e largos havia uma porta dourada. Era sempre Mr. Popo que agarrava na maçaneta, pressionava-a e destrancava a porta para dar passagem aos dois saiya-jin. Dende colocava-se atrás, com uma cara demasiado séria, quase contrariado. Piccolo nunca os acompanhava nessa descida silenciosa.


Apesar de não considerar normal dar acesso a quem quer que fosse aos subterrâneos do Palácio Celestial e mesmo ter estranhado o facto de Son Goku conhecer a existência daquela sala, Dende jamais lhe negara o pedido. Avisara-o, contudo, para ter cuidado e cumprir algumas regras básicas. Não andar sem escolta na escadaria, bater três vezes na porta quando tivesse terminado e esperar que Mr. Popo viesse abri-la, ignorar presenças ou chamamentos estranhos, não se demorar mais do que três horas e três minutos no interior. Goku concordara com tudo naturalmente, Vegeta não abrira a boca mas o seu silêncio significara a mesma concordância e Dende confiava que Goku haveria de impor os limites necessários se chegasse a uma altura crítica de descontrolo. Os instintos do príncipe, no entanto, estavam mais domesticados depois de Majin Bu, pelo que não haveria grandes argumentos que pudesse utilizar para barrar-lhes a entrada para a escadaria e para a sala e Dende concedeu-lhes o desejado acesso.


Os treinos nunca duravam mais do que duas horas. Ao fim de uma hora e quarenta minutos, os dois saiya-jin tinham utilizado tanta energia que o cansaço minava-lhes os músculos e sentiam dores por todo o corpo, apesar de nenhum deles se queixar ou pedir uma pausa. O fim de cada treino acontecia quase naturalmente, num consentimento tácito, quando ambos baixavam o ki, a aura dourada se desfazia e era sempre Son Goku que dizia:


- Parece que está na hora.


Não estava, claro, na hora, faltava ainda muito tempo para que se completassem as famigeradas três horas e três minutos, mas Vegeta fingia que concordava com a avaliação dele e adiantava-se no caminho, chegando primeiro à porta dourada, que, do interior da sala, não tinha a imponência da outra face – era uma porta desengraçada de madeira pintada de verde, lascada e desbotada. Por algum estranho motivo, deixava a Son Goku a tarefa dos três toques, não se importando com o ritmo das suas passadas. Esperava, simplesmente, com uma expressão ausente e calma. Por outro estranho motivo, acatara aparentemente com relativa facilidade as regras do kami-sama e nunca tentara abrir a porta, esperando sempre pela chegada de Mr. Popo. Subiam a escadaria calados, tal como a haviam descido, sem se importarem com a viagem densa e quente que faziam por aqueles degraus, pois o prémio conseguido era deveras superior ao preço a pagar.


Os dois saiya-jin puros do planeta Terra adoravam os seus treinos na sala especial dos subterrâneos do Palácio Celestial. Não o tinham confessado abertamente, em nenhuma ocasião, mas os seus corações repletos e os seus rostos satisfeitos denunciavam o seu estado de espírito apaziguado.


***


Depois da explosão da estrela, o cenário despido acalmava devagar, enquanto o fumo espiralava pela atmosfera artificial. Naquele dia, a sala fingia um céu alaranjado, muito semelhante a um pôr-do-sol da Terra ou a um céu de inverno do planeta natal dos saiya-jin. Até havia manchas semelhantes a nuvens e brilhos de meteoros a riscar o firmamento escarlate. O solo enrugava-se em pequenas depressões montanhosas, elevando-se no horizonte na ilusão de uma serra descomunal que bloquearia o caminho a vales verdejantes de um qualquer mundo perdido das lendas.


As botas brancas, de biqueira reforçada, do príncipe tocaram o solo. Respirava depressa, oxigenando pulmões e sangue depois de ter desferido aquele ataque flamejante capaz de destruir o sistema solar inteiro. Sabia que o outro tinha esquivado o ataque, não via outra explicação para ainda lhe sentir o ki, débil – ou troçava dele baixando-o até àquele mínimo – mas ainda pulsante, apesar de lhe ter parecido que, no último instante, ele tinha recebido o ataque em cheio, para demonstrar qualquer coisa como superioridade, ou coragem, ou invencibilidade, que o começava a irritar, à medida que a ideia acamava na sua cabeça. Vegeta apertou os dentes.


Son Goku continuava desaparecido da sua perceção. O ki pairava algures, como uma partícula subatómica pouco estável, confundindo o observador ao se evadir da observação. Vegeta encontrava-o, para logo o perder, o que queria significar apenas uma coisa: ele preparava um contra-ataque.


- Kakaroto… Mostra-te, maldito – resmungou irritado.


Respirou fundo. Era um truque velho, básico. Se ele se concentrasse o suficiente, seria capaz de esquivar e depois deter o contra-ataque. Ao respirar fundo, distendeu os músculos. As faíscas da aura do super saiya-jin estalaram junto aos seus ouvidos. E a seguir ouviu mais qualquer coisa…


Levantou o braço esquerdo e bloqueou o murro. Lançando o braço direito disparou um raio que passou a milímetros da cara de Goku e teria atingido o alvo em cheio se este não inclinasse o pescoço.


Os dois saiya-jin entreolharam-se, demasiado próximos um do outro.


Quando Vegeta se apercebeu, foi tarde demais. Olhou de relance para baixo e viu a esfera azul junto ao abdómen, a inchar e a queimar. Goku sorriu-lhe antes de disparar e, numa explosão atroadora, todos os sons foram engolidos e o príncipe sentiu o corpo desfazer-se, desligar-se e separar-se.


Ao despertar, estava deitado de bordo, a testa a roçar a terra inodora daquela sala, uma imitação de mundo onde faltava cheiros e as cores eram inventadas de cada vez que se olhava. Cuspiu sangue e soergueu-se, apoiado nos braços magoados. A cabeça pendia e a mente, ainda enevoada, tentava atabalhoadamente fazer uma avaliação dos estragos. Estava vivo e isso já era qualquer coisa…


A voz do adversário veio distorcida:


- Fazemos um intervalo?


A proposta era intolerável! Vegeta saltou, num só impulso. Com as mãos unidas diante de si berrou, inventando um sorriso:


- Hai, Kakaroto! Fazemos um intervalo quando eu te deixar a dormir!


Era mesmo um sorriso inventado, pois sentia-se à beira do desmaio. O corpo protestou ruidosamente à medida que ele reunia energia para aquele ataque, mas ele fez-se surdo a qualquer apelo. O seu orgulho exigia uma resposta condizente. Não o deixavam naquele estado para depois pedir uma paragem motivada pela compaixão… Apesar de todas as mudanças e concessões daqueles últimos anos, que culminaram na batalha contra Majin Bu, o príncipe continuava a odiar que sentissem pena dele!


A luz vibrava entre os seus dedos, faminta, mortífera.


- Vegeta, para! Se enviares esse ataque, vais perder demasiada energia!


O grito do adversário irritou-o ainda mais. Continuava a exibir a mesma estúpida compaixão que alimentava a sua fúria e o seu ataque. As mãos tremiam-lhe, os músculos dos braços doíam-lhe.


- É muito perigoso!!


Goku estava com medo. Temia não ser capaz de o superar. Se alertava para o perigo, também se referia a ele próprio, poderia não aguentar aquele ataque perigoso e Vegeta soltou uma gargalhada. Estava tão fraco que o peito lhe doeu. Viu o outro aprontar-se, fincar as botas no chão, subir o ki.


O ataque ficou preparado e Vegeta disparou.


- Final Flash!!!


Mais uma explosão arrasadora espalhou-se pelo cenário despido, enviando calor e energia. A vaga reverberou na ilusória parede montanhosa, tudo tremeu em volta.


Vegeta deixou-se cair de joelhos, ofegante. Estava dormente, esgotado, já não conseguia distinguir o ki do adversário. Sabia que continuava vivo, o seu ataque fora forte mas não tinha a força suficiente para acabar com Goku, apesar de, por um breve momento, ter desejado esse desfecho. Apoiou as mãos no solo, a tentar manter-se consciente. Via-se a oscilar, a resvalar para um mundo negro. Precisava de um daqueles malditos senzu que ele detestava comer, precisava dos dotes curativos do kami-sama.


Não era coisa anormal. Sempre que saíam daquela sala, Dende estendia as suas mãos milagrosas sobre os dois saiya-jin e curava-os das suas mazelas. De cada vez que o fazia, Vegeta sentia a força aumentar e ficava tão feliz que regressava a casa a voar alegremente. Nunca exteriorizava essa felicidade, contudo, para não desmanchar a pose.


- Vegeta?


Uma voz chamou por ele num grito. Era aquele idiota!


- Kakaroto, o que foi…?


Não terminou. O chão, de repente, afundou-se. Abriu-se um buraco e ele foi engolido, juntamente com uma areia grossa e preta, como se estivesse a escorregar pelo canal estreito de uma ampulheta, um canal muito estreito, mudando do reservatório superior para o reservatório inferior. O tempo esgotava-se.


Bateu com a cabeça numa coisa oca e escutou um gemido. Reconheceu o companheiro de treino. Tentou mover os braços, mas estes estavam levantados acima da cabeça. Aquele canal estreito era também muito comprido. Goku estava algures por cima ou por baixo dele. O último ataque tinha-lhe consumido demasiadas energias e ele não era capaz de lutar contra aquele deslizamento forçado, adotar outra posição, parar aquela loucura, desfazer o que entalava o seu corpo cansado. Deixou-se ir.


Perdeu os sentidos, sem saber muito bem por que razão.


O sonho foi breve, seco, árido como a planura irreal da sala especial do Palácio Celestial.


Até que caiu num chão duro, sem qualquer vestígio de areia. O canal estreito teria ficado, algures, para trás. Quando ia levantar-se, apanhou com Goku que lhe desabou em cima, dando-lhe outra cabeçada. Sacudiu-o zangado.


- Kakaroto! Não sabias cair noutro lado? Tinha de ser em cima de mim?


Goku, tonto, agarrava-se à cabeça com as duas mãos, sentado de pernas abertas.


- Gomen né… Vegeta – desculpou-se. – O que foi que… aconteceu?


- Não sei. Pensava que tu sabias…


- Eu não… Kuso, dói…


Vegeta não quis dar parte de fraco e não lhe revelou que também sentia a cabeça a estalar com uma dor invulgar. Levantou-se, sacudindo as calças, como se pudessem ter alguma areia agarrada, mas estavam limpas e impecáveis, sem os rasgões provocados pelos treinos daquele dia. Estranhou. Espreitou Goku, verificando que as suas roupas estavam iguais às dele, reconstruídas, como se nunca tivessem existido os treinos daquele dia. Este levantava-se, imitando-o no gesto de sacudir a areia imaginária. E o mais importante: tinham recuperado a energia e estavam curados, sem senzu e sem Dende.


- Onde estamos? – perguntou.


- Esperava que tu me respondesses. Afinal, tu é que conhecias esta sala.


- Hai, conhecia…


- E que sabias destas passagens secretas.


- Quais passagens secretas? É só uma sala… Não quebraste nenhuma regra, pois não, Vegeta?


- Baka! Estávamos a lutar e eu disparei um Final Flash! Como pode isso ter quebrado alguma daquelas regras idiotas do kami-sama?


- Não sei… E por que raio caímos nós?


- E achas que eu sei responder a isso, Kakaroto?!


Nisto, um ruído ensurdecedor irrompeu por aquele recanto resguardado por uma cortina negra e pesada. Vegeta e Goku taparam os ouvidos com as mãos, em simultâneo. A penumbra relativa esbateu-se à medida que as pupilas se acostumavam ao lugar e descobriram uma estrutura metálica alta nas suas costas, como bancadas de um estádio, uma parede cinzenta e caixas de papelão empilhadas. Olharam-se confusos, a perceber que o ruído ensurdecedor era música num nível imbecilmente alto, com um ritmo forte e repetitivo que fazia o chão tremer.


Foi Vegeta que tomou a iniciativa. Destapou um dos ouvidos, tentando aguentar a barulheira, afastou ligeiramente a cortina. Atrás, Goku, de mãos a proteger o seu sentido auditivo apurado, espreitava por cima do ombro dele.


O que viram deixou-os estarrecidos.

15 de Abril de 2018 a las 10:35 4 Reporte Insertar 9
Leer el siguiente capítulo II - No Olho do Furacão

Comenta algo

Publica!
Diana  Borges Diana Borges
Amo demais essa fic, acho que foi uma das poucas que quase tive um troço de tanto que ri, é muito boa. beijos lindo
18 de Abril de 2018 a las 12:42

  • Andre Tornado Andre Tornado
    Oi Vica! Aos poucos vou aparecendo por aqui também. Obrigado pelo comentário! Beijo! 19 de Abril de 2018 a las 09:41
Lara Gilmore Lara Gilmore
Fic muito boa e muito bem escrita. Parabéns <3
18 de Abril de 2018 a las 08:57

  • Andre Tornado Andre Tornado
    Oi! Muito obrigado pelo comentário. Teremos novo capítulo no próximo domingo! 18 de Abril de 2018 a las 10:37
~

¿Estás disfrutando la lectura?

¡Hey! Todavía hay 4 otros capítulos en esta historia.
Para seguir leyendo, por favor regístrate o inicia sesión. ¡Gratis!

Ingresa con Facebook Ingresa con Twitter

o usa la forma tradicional de iniciar sesión