lady_giovanni Lady Giovanni

Ao ter uma decepção com sua ovelhinha, Jinguji encontra o amor onde menos espera.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 21 (adultos). © Todos os direitos reservados.

#hijirikawa-jinguji #utanoprince #utanoprincesama #masato #ren #lemon #yaoi #romance
Cuento corto
1
6.1mil VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

Amor revelado

Starish! Starish! Starish!


Ouvi o coro chamando por nós. Os gritos de algumas garotas que gritavam pelos nossos nomes… isso não tinha preço. Fomos tão longe, superando barreiras impostas, até mesmo por nós.


Eu não levei a sério no começo, até encontrar minha Lady. Ela foi a minha razão e também sabia que era para meus amigos. Minha ovelhinha, assim que eu costumava chamá-la, foi minha inspiração até a noite fatídica que precedeu nossa vitória na final.


Estávamos esperando pelo anúncio do grande vencedor, quando olhei para ela, ignorando tudo ao redor. As vozes abafadas, as luzes que volta e meia trocavam de cor. Nada tinha mais do que destaque do que ela. Ela era como um anjo que ofuscava tudo com sua graça.


Quando ouvi a voz anunciar que Starish era o vencedor, meus amigos vibraram e trocaram abraços. Voltei a realidade e vi Nanami abraçando Tomo-chan e nosso professores. Só então, senti uma mão sobre meu ombro e vi Hijirikawa em minha frente. Pela primeira vez, em muito tempo não o via daquele jeito. Seu rosto que por muitas vezes parecia inexpressivo, agora continha um algo a mais. Parecia sorrir, quando fui pego de surpresa por seu abraço. Os flashes das câmeras nos iluminaram por alguns segundos e o afastei de mim, olhando seriamente para ele.


— O que está fazendo? — disse e o vi se afastar de mim sem resposta alguma. Voltei a olhar para Lady Haruka e sorri para ela, assim que me notou. Eu só esperava ficar a sós com ela novamente.



Algumas horas mais tarde, decidimos ir até um conceituado restaurante, pois o ocasião pedia por uma comemoração em estilo.


Sentia que aquele momento era perfeito para que eu me declarasse para ela. O que eu não contava, é que assim como eu, meus amigos também estavam dispostos a fazer o mesmo naquela noite. Eu até podia sentir uma tensão no ar, mas de todos nós, quem parecia menos nervoso ali, era ele, Hijirikawa.


Peguei a taça de suco e dei um gole, enquanto observava cada um. Ao lado dela, estavam Tomo-chan e Ichi-san. Não tirei meus olhos dos dois por um segundo. Vi minha ovelhinha se levantar para atender uma ligação e pedir licença a todos. Como o clima era de total descontração, continuaram falando e rindo de algumas coisas que Syo e Cesshy contavam.


Instantes depois, Ichi olhou discretamente para os presentes e se levantou. Olhei para ele e depois para os outros, disfarçando e o vi sair do salão misteriosamente. Ao me levantar, vi Hijirikawa me olhar seriamente. Desviei o olhar e joguei o guardanapo na mesa, saindo do salão atrás de Ichi e minha lady.


Depois de algum tempo, ouvi alguns sussurros oriundos de uma pequena salinha de espera que havia lá. Me aproximei devagar sem fazer barulho para que não me vissem e consegui ouvir algumas palavras. Se tratava de quem eu esperava.


— Haruka... Já faz algum tempo que venho querendo lhe dizer uma coisa.

— I-Ichinose-san.

— Eu te amo.


Minha raiva ao ouvir aquilo era tanta, que estava disposto a entrar ali para acabar com aquele clima ridículo, mas o que vi, me fez gelar. Os trocavam beijos e a reciprocidade dela era tanta, que não tive mais dúvidas sobre quem ela havia escolhido. Ichinose sempre se destacava em tudo que se metia e claro que não poderia ser diferente com ela.


Fechei meus olhos e saí dali o mais rápido que puder. Me senti frustrado e com raiva de mim mesmo. Jamais nenhuma mulher havia escolhido outro que não fosse eu. O que ele tinha de diferente, que não poderia oferecer a ela? Faria tudo pela minha ovelhinha. Até minha vida eu daria, se ela pedisse, mas era inútil. Não havia mais nada do que eu podia fazer.


Voltei para a sala um tento transtornado e acabei percebendo segundos depois, que todos me encaravam confusos.


— Jingunji-san... Aconteceu alguma coisa? — Itokki-kun perguntou preocupado.


Suspirei e fechei meus olhos, balançando a cabeça para os lados.


— Eu só estou um pouco cansado. Encontro vocês depois. Boa noite a todos. — disse e saí dali, sem ficar ali para ouvir possíveis perguntas ou respostas.


Pedi para pegarem meu casaco e aguardei na porta, quando vi Ichinose e a ovelhinha se aproximarem de mim sem jeito.


— Jinguji-san, você já vai embora? — ela perguntou com uma certa tristeza no olhar.


Olhei para Ichinose e o vi desviando o olhar do meu. Voltei o olhar para Nanami e assenti com a cabeça.


— Sim, lady. Eu preciso resolver umas coisas. Nos vemos depois. — disse e pisquei o olho para ela, como era meu costume de fazê-lo, mesmo não propositadamente.


Saí dali para pegar um táxi e aguardei pelo mesmo, na porta do restaurante. Peguei meu celular para ver as horas e ouvi alguns passos atrás de mim. Guardei meu celular no bolso e voltei a olhar para a rua na esperança de ver algum táxi. O som dos passos cessaram e olhei para o lado para ver de quem se tratava. Desviei o olhar em seguida e continuamos em silêncio por uns instantes, até que ouvi sua voz.


— Você está bem?


Olhei o chão por uns instantes e depois para o céu.


— Por que você quer saber?


O silêncio se fez presente novamente, mas não demorou muito tempo para que me respondesse.


— Você parecia chateado aquela hora, que retornou para o salão e...

— Desde quando você se importa com isso? Não preciso de sua ajuda, nem desse seu olhar de pena. — o interrompi, olhando-o seriamente.

— Jinguji, eu…

— Vá embora, Hijirikawa. Vá se juntar aos outros. Tudo que eu menos quero agora, é ter você perto de mim.


Sinalizei para um táxi que passava por ali para a minha sorte(ou a dele) e entrei rapidamente. Dei o destino para o motorista e olhei uma última vez para Hijirikawa. Não sabia o que estava acontecendo com ele ultimamente e na situação que eu me encontrava, isso só aumentava ainda mais minha raiva, ainda que ele não tivesse nada a ver com aquilo tudo.


No caminho, fui pensando nas coisas que aconteceram nas últimas horas. No grupo, no que faríamos depois disso...e nela. Maldito Ichinose.


Sempre desconfiei que ele se adiantava mais do que nós todos. Apesar disso, lá no fundo, todos nós sabíamos que ela gostava dele, mas eu me recusei a aceitar a verdade. Simplesmente pensei que era tudo uma questão de tempo e ela seria minha. Com as outras garotas era assim, porque com ela seria diferente?


Suspirei e fitei as estrelas da janela. Depois de alguns minutos, cheguei na república e fui direto para meu quarto.


Chegando lá, peguei meu pijama e fui direto para o banho, para ver se relaxava um pouco. Minha cabeça estava mais do que cheia com mil pensamentos fervilhando e queria esquecer um pouco do que acontecia ao meu redor.


Enchi a banheira e coloquei alguns sais de banho, emergindo meu corpo em seguida. Fechei os olhos e em pouco tempo, acabei cochilando. Acordei com algumas batidas na porta do banheiro e olhei em volta, me dando conta de que ainda estava no banheiro. A água já não estava mais quente e minha pele arrepiou assim que levei a mão até a toalha.


— Já vou sair...


Saí da banheira rapidamente e me vesti, saindo do banheiro com a toalha em volta de meu pescoço.


Hijirikawa me olhava com seriedade e sabia pelo seu olhar, que ele queria me dizer algo. Me aproximei da parede, pegando os dardos do alvo e tomei distância, começando a arremessar um por um.


Olhei de soslaio e vi que ele continuava a me observar, o que fez com que eu parasse de jogar.


— Qual o seu problema? Você está mais estranho do que o habitual.


Ele fechou os olhos e logo os abriu, fitando os meus.


— Não sou eu que está agindo estranho... É você! Tudo que você fez até o momento, foi descontar seja lá o que você estiver sentindo em mim. Não concordo com esse tipo de atitude e muito menos tenho algo a ver com seus problemas.


Olhei para ele e fiquei em silêncio, voltando a jogar os dardos. Sentj sua mão pegando meu braço e me virei, olhando para ele.


— Por que você sempre tem que dificultar tudo? Por que?

— Não sei do que você está falando. — puxei o braço e dei as costas pra ele.

— Você sabe sim! Eu sei que algo aconteceu, pois vi você ir atrás do Ichinose naquela hora e depois voltou daquele jeito e…

— Novamente pergunto. — o interrompi — O que você tem…

— Eu me importo com você!!!


Agora ele me interrompia ao proferir tais palavras em um tom de voz alterado. Sim, nunca havia visto Hijirikawa daquele jeito. Olhei para ele confuso e me permiti responder da mesma forma.


— Mas eu não me importo com você! Estou pouco me importando com o que pensa ou faz. Você nada significa para mim e...


Senti o peso de sua mão em meu rosto e segurei meu queixo, sentindo o gosto do sangue em minha boca. Acabei soltando uma risada debochada e vi que ele estava pronto para me xingar, mas acabou simplesmente virando as costas e saindo do quarto.


Suspirei e me sentei na cama, apoiando os cotovelos sobre os joelhos e a cabeça nas mãos. A frase que ele havia me dito, entrou de tal forma em minha cabeça que não conseguia esquecer. Por que ele me disse que se importava comigo, já que raramente conversamos, mesmo dividindo o mesmo quarto? Isso não fazia sentido para mim. Nem um pouco.


Me levantei e fui até meu closet, pegando meu case e o abrin. Peguei meu saxofone e fui até o terraço para tocar um pouco. A música sempre me ajudou em momentos como esse. Eu precisava esquecer a todo custo.


Ao acabar de tocar, notei que estava sendo observado e me virei vendo que era ele.


— O que quer aqui?


O vi se aproximar de mim sem dizer uma palavra. Tocou as mãos sobre meu saxofone e segurei suas mãos.


— O que pensa que está fazendo?


Ele me olhou seriamente e aproximou seu rosto num impulso, colando nossas bocas num beijo rápido. Olhei para ele surpreso com aquela atitude e soltei suas mãos.


— O que...


Hijirikawa afastou o saxofone de meu peito e me abraçou, encostando a cabeça em meu peito. Já não sabia mais o que pensar ou como agir, mas não o afastei de mim. seus olhos voltaram a encarar os meus e num rompante, novamente nossas bocas se fundiram e desta vez o beijo intensificou. Ao me dar conta do que estava fazendo, o afastei de mim e limpei a boca.


— Está louco?! Por que fez isso?


Esperei pela sua resposta, mas tudo que fez, foi virar as costas e sair dali. Tentei pegar seu braço para que ele se explicasse, mas ele puxou o mesmo e saiu rapidamente, me deixando sozinho.


Caminhei até um banco que havia ali e coloquei meu saxofone dentro do case. Fiquei ali por mais alguns minutos e depois resolvi voltar para meu quarto.


Abri a porta e o vi deitado de costas para a porta.Fechei a porta devagar e fui até o banheiro, onde fiz minha higiene antes de dormir.


Saí do banheiro e olhei para ele. Me aproximei, observando-o dormir e comecei a reparar em seu rosto. Sua pele alva, a boca rosada… a pinta abaixo do olho. Mais uma vez me perguntava porquê Hijirikawa me intrigava tanto e me levantei sem respostas. Assim que me virei, ouvi meu nome. Me virei, olhando para ele e o vi acordado.


— Desculpe. Não quis acordá-lo.

— Não foi seu culpa, não se preocupe.

— Está bem. Boa noite. — disse e me virei, mas acabei sentindo sua mão pegar a minha. Arrepiei com o toque e olhei para ele.

— O que foi?


Ele abaixou a cabeça e soltou minha mão.


— Me desculpe. Eu não deveria ter feito aquilo.


Olhei para ele, que ainda estava de cabeça baixa e pensei em me aproximar, mas acabei afastando esse pensamento de minha mente.


— Esqueça daquilo... eu já me esqueci. — disse e segui para minha cama. Fui estender a toalha sobre a cadeira e quando me virei, o vi em minha frente e acabei tomando um pequeno susto.

— Droga, Hijirikawa! Oque foi agora?

— Ren… Eu… — abaixou sua cabeça — Eu não aguento mais ficar escondendo o que eu sinto.


Olhei para ele confuso. Primeiramente, por ele me chamar pelo meu primeiro nome. Segundo, esconder o que ele sentia. Do que estava falando afinal? Eu não era seu amigo e nem pretendia ser.


— O que pretende com…

— Eu te amo. Sempre te amei, desde o dia em que nos conhecemos. Não aguento mais reprimir o que eu sinto por você. — ele disse e olhei para estático.


Mas o que? Hijirikawa me amava? Então foi por isso que me beijou no terraço. Foi por isso que por todas as vezes quando estávamos estudando, ou ensaiando, ele me olhava tão despretensiosamente.


Fitei seus olhos, ainda sem saber o que falar ou fazer e passei a mão pelo meu rosto.


— Você não vai falar nada?


Olhei para ele nervoso. Eu não sabia mesmo o que fazer. O que diria dizer algo.


— O que espera que eu diga? Que o amo? Que eu vou ficar com você?


Vi ele abaixar a cabeça e suspirar profundamente.


— Era melhor eu não ter falado nada. Não sei o que me deu para me apaixonar por você. Sempre foi um babaca e agora não seria diferente.


Não consegui responder nada, pois o vi virar as costas e voltar para sua cama. Abaixei a cabeça e pensei sobre o que ele havia me dito. Hijirikawa Masato me amava e sempre me amou? Ele não parecia estar brincando.


Eu nunca havia reparado e olha que sou bom nisso. Havia algo nele que me intrigava e chamava minha atenção. Não sei o que era. Era óbvio que eu gostava de mulheres (e como gostava), mas me senti estranhamente atraído por ele. Suspirei e deitei na cama, ficando mais uns instantes acordado e peguei no sono.


Acordei no outro dia com alguns feixes de luz sobre meus olhos. Me virei.para o lado na tentativa de dormir novamente, mas não tive sucesso. Me levantei e olhei para o lado, não vendo Hijirikawa ali e fiquei aliviado.


Me levantei e fui até o banheiro, mas a cena a seguir me fez ficar tão sem jeito que queria enterrar minha cabeça em um buraco.


Ao abrir a porta, o vi completamente nu se enxugando com a toalha. Seu rosto ruborizou assim que me viu e se cobriu com a toalha, envergonhado.


— Não sabe bater?! — me empurrou e bateu com a porta, quase acertando meu nariz.


Me sentei na cama e fiquei ali até que saísse.


— Me desculpe. Pensei que não estava mais no quarto e…

— Já notei que esqueceu sua educação.

Arqueei uma de minhas sobrancelhas.

— Você é quem deveria ter trancado a porta. Que culpa eu tenho, se não sabia que estava lá?

— Eu não tranquei porque pensei que você dormiria até mais tarde, como faz todos os dias.

— Eu não vou ficar aqui, perdendo meu tempo, ouvindo suas explicações. Tenho mais o que fazer.


Entrei no banheiro e bati a porta. Me apoiei na pia, olhando meu reflexo no espelho e suspirei. Seu perfume ainda estava impregnado no ambiente e aquilo só estava me fazendo ficar pior. Hijirikawa por acaso, você é um bruxo?


Saí do banheiro, procurando por ele, mas vi que já não estava mais ali. Suspirei frustrado e entrei no banheiro novamente.


Depois de me arrumar, desci para tomar o café com os outros. Cumprimentei todos e me sentei ao lado de Kurosaki. Pra falar a verdade, não estava com a menor fome, mas acabei tomando um copo de suco.


Olhei para Ichi-san e Nanami e vi que estavam próximos. Os outros ainda não desconfiavam de nada, pois conversavam naturalmente. Desviei meu olhar para Hijirikawa que estava próximo deles e ao notar o meu olhar, baixou a cabeça e procurou não olhar pra mim. Suspirei e ouvi a voz de meu antigo amigo:


— O que tanto suspira, Jinguji? Por acaso se apaixonou por alguém?


Olhei para ele com desprezo e respondi:


— Não diga besteiras. Eu me apaixonar… — disse e soltei uma risada debochada, tentando disfarçar o óbvio.


Mas era Nanami que me fazia sentir assim? Pensei confuso. Já não me incomodava mais vê-la junto com Ichinose. Hijirikawa? Com toda certeza, não.Terminei de tomar o suco, saindo da mesa e fui para a jardim.


Caminhei até um dos bancos e me sentei, olhando para o céu. Sinto alguém se aproximava de mim e corei o rosto para ver quem era.


— Posso me sentar aqui?

— Pode.

— Jinguji. Eu queria falar com você sobre a Nanami.

— Nanami? Já estão íntimos então?

— Não é nada disso. É que...

— Me poupe das suas desculpas, Ichinose. Eu sei muito bem que estão juntos. Eu vi vocês se beijando. — eu disse e vi ele desviar o olhar do meu.

— Bem. Nós estamos namorando, mas não queremos que ninguém saiba, pois você sabe quais seriam as consequências.

— Sim, eu sei.

— Bom. Eu posso pedir pra você guardar esse segredo?

— Não se preocupe. Por mais que eu tivesse as mesmas intenções que você, eu não teria chances com ela. Ela já gostava de você. Eu sei disso.

— Obrigado, Jinguji. Não me esquecerei disso. Bom. Eu vou voltar. Tchau.


Acenei com a cabeça e continuei ali por algum tempo. Depois disso, resolvi ir para o quarto, pois me sentia um pouco cansado.


Cheguei lá e retirei os sapatos, aproveitando que estava sozinho no quarto. Abri um pouco a camisa, pois estava um pouco calor e me deitei. Acabei pegando no sono e acordei não sei quanto tempo depois. O barulho da porta batendo me fez abrir os olhos.


Olhei para o relógio e vi que passava das sete da noite. Hijirikawa entrou sem falar nada e passou pela minha cama, parando de frente para a dele.


O observei indo até o closet e logo saiu com algumas peças de roupa nas mãos. Ele olhou para mim e olhei para o outro lado, vendo a lua através da janela. A porta do banheiro bateu e ouvi o barulho da chave, o que me fez sorrir. Pelo menos, ele havia se lembrado.


Alguns minutos depois, o vi sair do banheiro de pijama e secando os cabelos com a toalha. Seu perfume se espalhou pelo quarto, me fazendo fechar os olhos por um instante. Como cheirava bem. Abri os olhos, vendo que ele se sentou em sua cama, pegando algumas partituras e sorri. Tão dedicado.


Instantes depois, foi minha vez de tomar banho.Fiquei lá algum tempo relaxando e saí, enxugando os cabelos com a toalha. Meu corpo ainda estava úmido e não me atrevi a colocar nenhuma camisa, pois o calor estava insuportável.


Fui até a janela e olhei para o céu estrelado. A noite estava quase perfeita, exceto pelo fato de eu estar sozinho.


Me virei e vi Hijirikawa me olhando. Ele olhou para o lado, provavelmente envergonhado por eu estar só de calça e passei pela sua cama para ir para a minha. Me deitei, apoiando a cabeça nos meus braços e fechei os olhos.


— Por que você não põe uma camiseta? Está sempre se mostrando, sem se importar se alguém gosta ou não disso.

— Não vou colocar. Estou com calor.

— Nesse caso, sairei daqui.


Vi ele se afastando e então me levantei, segurando-o pelo braço antes de sair.


— Me solta!

— Por que se incomoda tanto com o que faço? Você gosta mesmo de mim, Hijirikawa? — perguntei e vi seu olhar para mim.

— Você sabe o porque. Agora, me solta!


Soltei seu braço e o vi sair pela porta. Fiquei pensando em tudo o que ele havia me dito e decidi procurá-lo. Queria poder entender melhor o que se passava com ele e por que eu não conseguia tirá-lo de minha mente.


O procurei por todo o canto da república, porém não o achei. Já estava perdendo as esperanças, quando ouvi o som do piano tocando. Me guiei pelo som, descendo as escadarias, até que vi uma porta entreaberta. Olhei pela fresta e o vi. Fiquei ali parado, escutando-o tocar sua canção. Parecia uma canção de amor, mas era um tanto melancólica.


Ao terminar de tocar, o vi bater nas teclas e olhar para cima, deixando algumas lágrimas caírem.


— Jingunji… por quê…?


Estremeci ao ouvir meu nome. Ele de fato me amava mesmo?


— Te amo tanto e o que ganho com esse amor? Nada. — murmurou e bateu sobre as teclas novamente, debruçando o corpo sobre o piano.


Abaixei minha cabeça e pensei em sair dali, mas algo dentro de mim, me dizia pra ficar. Foi então, que eu entrei e me aproximei, colocando a mão sobre seu ombro. Ele se virou surpreso e se levantou do banco, limpando as lágrimas rapidamente.


— O que faz aqui? Veio caçoar de mim? Brincar com meus sentimentos? — disse com a voz embargada do choro e se virou.


Ouvi suas palavras, me sentindo um cretino e o virei para mim.


— Me desculpe.

— Vá embora. — disse e tentou desviar o olhar, então segurei seu rosto, fazendo-o olhar para mim.


Seus olhos azuis, fitaram os meus profundamente e acabei me perdendo neles. Nossos rostos já estavam próximos ao ponto de sentir nossas respirações. Toquei sobre seu rosto, afastando uma lágrima que caiu e beijei sua bochecha. Hijirikawa fechou os olhos e acabei descendo a boca até a sua.


Seus braços envolveram meu pescoço e acabei deslizando as mãos pelo seu corpo, chegando até a cintura. Ele gemeu entre o beijo com a pressão de minha mão sobre ela e sorri.


Suas mãos deslizaram pelo meu abdômen, chegando até minha calça e tomei seu pescoço para mim. Sua mão tocou sobre meu falo e mordi de leve seu pescoço. Ele buscou minha boca com a dele e mordeu meu lábio com os toques. Trocamos outro beijo sôfrego.


Estava louco de desejo como nunca havia ficado antes e comecei a pensar nos próximos passos. Eu nunca havia transado com um homem, mas talvez não fosse tão complicado como eu pensava ser. A verdade era que eu não sabia descrever o quão bom estava sendo aquele momento. Mal havíamos começado e já estava completamente louco para fazê-lo meu.


Seus beijos desceram lentamente pelo meu abdômen, chegando até minhas calças e abaixou tudo de uma vez, olhando surpreso para o volume a sua frente. Seu rosto enrubesceu e toquei as mãos sobre seus fios.


— O que foi?

— E-eu... Nunca fiz isso. Aliás, nunca fiz nada com ninguém.


Olhei para ele surpreso e acariciei seu rosto.


— Tudo bem. Não se sinta obrigado a fazer o que não quer.

— M-mas... eu quero. — disse baixinho e me agachei, olhando para ele.

— Masato…


Vi aqueles belos olhos azuis fitarem os meus e beijei seus lábios. Ao apartar, novamente olhei para seu rosto, decorando cada traço. Como era lindo. Tudo em seu rosto era perfeito. Será que havia me apaixonado por ele? Ou seria atração? Não. Nenhum homem jamais me atraiu, mas com ele era diferente. Hijirikawa era diferente.


Nos beijamos novamente e ele acabou me empurrando para trás. Sua mão passeou pelo meu corpo e quando menos esperei, sua boca havia me engolido quase por completo.


— A-ah!! — apoiei os cotovelos e passei a olhar para ele, enquanto me presenteava com aquele boquete maravilhoso.


Fechei meus olhos e senti que estava a ponto de gozar, mas não queria parar naquele instante. Hijirikawa parecia saber exatamente como me enlouquecer. Começava a duvidar de sua inexperiência, pois nunca havia ficado tão louco com alguém e ele me tinha em suas mãos.


O puxei para cima de mim, antes que eu perdesse o controle e o beijei novamente. Rolei com ele para o lado e lhe dei um selinho. Acariciei seu corpo, invertendo as posições e beijei seu pescoço. Sua pele alva agora estava marcada, graças a algumas mordidas e chupões que deixe de resposta, ao sentir suas unhas arranharem minhas costas.


Desci os beijos até seus mamilos, estimulando-os com a minha língua e usei a mão livre para estimulá-lo. Seus gemidos me deixaram ainda mais duro e acabei sendo tomado pelo desejo de vê-lo entregue a mim. Trilhei seu abdômen com a minha língua e baixei suas calças, revelando seu membro que também estava rijo e molhado.


O segurei e passei a língua pela sua extensão e abocanhei, começando os movimentos. Hijirikawa gemia constantemente com meus estímulos e aquilo só me fazia ficar mais louco para possuí-lo de vez. Acelerei mais os movimentos, sentindo meus cabelos serem puxados e ouvi seus gemidos ficarem mais altos.


— Nunca pensei que fosse assim tão delicioso, Hijirikawa… — disse e o vi corar, tomando-o completamente em minha boca. Queria mais do que tudo lhe dar prazer.


Continuei provocando-o, até que seu longo gemido denunciou o que estava por vir. Engasguei um pouco com seu sêmen, mas o que se manteve em minha boca, tratei de engolir.e se derramar em minha boca. Engoli toda a sua essência e o puxei para um beijo.


Vejo ele se virar de costas para mim, e empinando os quadris, como que num convite, para que eu continuasse a explorar cada parte de seu corpo. Coloquei as mãos em suas nádegas, sentindo-as e as apertei, puxando seu corpo contra o meu, fazendo-o sentir o volume se encaixar em suas nádegas.


Em seguida, peguei meu membro e rocei a glande em sua entrada, provocando-o e consegui arrancar mais alguns gemidos. Ah, como era bom ouvi-lo tão entregue a mim... Pensei e beijei seu pescoço, levando meus dedos até sua boca e vendo ele os chupar de forma erótica. Fiquei louco com aquilo e retirei os dedos, puxando seu pescoço e selando seus lábios lascivamente.


Nos afastamos em seguida e senti ele rebolando por cima, me provocando. Por acaso, pensa que sou de ferro, Hijirikawa? Pensei e dei um tapa em suas nádegas, fazendo-o soltar um gemido.


— Gosta disso?

— Sim. Con-tinue… hum.


Sorri em resposta e umedeci mais meus dedos e levando até sua entrada. Rocei eles pela entrada, vendo-o “piscar” para mim e não me contive. Passei minha língua, chupando aquele buraquinho rosado até deixá-lo pronto para mim. Hijirikawa gemia cada vez mais gostoso e aquilo estava sendo como música para meus ouvidos.


Me coloquei de joelhos e rocei a glande em entrada, sentindo-o se roçar em mim também. Tirei uma camisinha do bolso(sempre tinha comigo) e a coloquei, continuando com os estímulos. Encaixei a glande devagar e ouvi gemer baixinho, tendo um pouco mais de paciência, pois era virgem.


Tirei e coloquei algumas vezes para que se acostumasse com o tamanho e quando finalmente consegui atingi-lo por completo, me controlei para não gozar. Era tão apertado, que meu membro passou a pulsar, tamanha era minha excitação. Passei as mãos pelo seu corpo e beijei seu pescoço, abraçando seu corpo.


— Quando estiver…


Hijirikawa logo me interrompeu e novamente senti que estava no meu limite. Ele passou a rebolar e com isso, passei a estoca-lo algumas vezes, ouvindo-o gemer daquele jeito que me deixava louco.


Aos poucos comecei a aumentar o ritmo das estocadas e subi as mãos pelo seu corpo, estimulando ora um mamilo, outra seu falo que já estava duro novamente.


Gememos juntos, quase que sincronizados e assim que olhei para o piano tive uma idéia.


Sai de dentro dele e o vi olhar para mim com uma cara impagável.


— Jingunji... O que...?


Coloquei o indicador em sua boca e sorri malicioso.


— Vem. — estendi a mão a ele, assim que me levantei.


O abracei, roubando alguns beijos daquela boca e o conduzi até o piano. O virei de bruços para mim e pressionei seu corpo contra o instrumento, me encaixando novamente em seu interior.


— Jin-guji.


Deslizei as mãos por suas costas, estocando-o mais forte. Hijirikawa controlava seus gemidos, enquanto apoiava sua cabeça em meu ombro. Puxei seu rosto algumas vezes para beijá-lo e aumentei o ritmo, até que atingi meu ápice. Deitei a cabeça sobre seu ombro, procurando estabilizar minha respiração e ouvi a sua como a minha.


— Nunca pensei que um dia estaríamos assim...


Ele sorriu e se apoiou em meu peito, me abraçando.


— Eu também. — disse e acariciou meus braços.

— Masato. Eu…

— Você...?


Acariciei seu rosto e o virei para mim para beijá-lo.


— Não quero que isso acabe… — disse e o vi entreabrir os lábios com o que havia dito.

— Que foi? O gato comeu sua língua?

— Bem… — abraçou minha nuca e deu um selinho. — Não. É que eu não esperava isso e…

— Então?


Ele sorriu, buscando minha boca para outro beijo e o abracei. Sorri entre o beijo, assim como ele e colamos nossas testas.


— Também não quero que acabe, Jingunji. Espero nunca acabar. — ele disse e voltei a beijá-lo intensamente.


Depois desta noite, tive plena convicção de meus verdadeiros sentimentos. Pude finalmente perceber que aquele sentimento inesperado em meu peito, pudesse ser o começo do tão sonhado amor e que estava disposto a conhecê-lo ao lado dele, meu Hijirikawa Masato.

2 de Abril de 2018 a las 22:46 0 Reporte Insertar Seguir historia
0
Fin

Conoce al autor

Comenta algo

Publica!
No hay comentarios aún. ¡Conviértete en el primero en decir algo!
~