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"Afinal, era L, ele perguntaria o significado da palavra paixão; na melhor das hipóteses. Na pior, ele diria que era uma perda de tempo e que deveriam preocupar-se com prender o assassino em série. Na última – e mais provável das hipóteses, - diria que era uma maneira dele distraí-lo do caso Kira."


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#deathnote #Lawlight
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Capítulo I

A preocupação era visível, será que Raito esqueceria de seu aniversário? Era o que o homem pálido, de cabelos negros e profundas olheiras se perguntava enquanto encarava a tela à sua frente. A razão de seus devaneios estava sentada na cadeira a seu lado, dormindo profundamente e se perguntava se deveria deixá-lo dormindo naquele lugar desconfortável por não ter comentado nada sobre a data especial ou acompanha-lo até o quarto.

Isso era um saco, não podia negar. Esforçava-se ao máximo para parecer apático perante toda aquela situação, todavia seu objeto de desejo estava presente vinte e quatro horas. Também não negava o quão infantil fora sua decisão sobre algemar o jovem Yagami a si, mas não poderia segurar um sorriso ao ouvir alguns membros, principalmente o pai do rapaz, dizerem entender suas medidas. Se nem ao mesmo ele, o grande detetive L, compreendia suas ações, como eles, cérebros inferiores, poderiam?

O garoto acordou quando se mexeu de modo a escorregar da cadeira, o que fez o detetive ficar atento e ter um impulso de se aproximar, entretanto percebeu o que estava fazendo e voltou à sua típica expressão monótona, com um falso desinteresse.

- Ryuzaki, está tarde, vamos subir – disse o de cabelos castanhos enquanto esfregava os – belos – olhos.

Ficou por um momento pensando se deveria responde-lo ou ignorá-lo, sabia o quanto este ficava irritado quando isso acontecia. Afinal, sempre fora popular com homens e mulheres, o mais bonito, o mais inteligente, logicamente era frustrante ser desprezado por alguém. Especialmente alguém tão importante. Modéstia não combinava com nenhum dos dois, sabiam exatamente suas qualidades e faziam o possível para terem seus defeitos escondidos... dos outros. Desde que a ideia das algemas fora posta em prática conheceram aos poucos um do outro, suas manias, seus defeitos; tudo estava um caos.

- Ryuzaki! – exclamou.

Este resmungou e se levantou, indo em direção ao quarto compartilhado e arrastando Raito junto a si. Ele poderia ter respondido, sim, é claro, porém nada era mais divertido que irritar o outro e ver sua expressão de desagrado. Chegaram ao cômodo e usou sua chave para soltar o “instrumento de tortura” como o outro, carinhosamente, chamava e ficou observando enquanto o mesmo se despia calmamente, visivelmente abalado por conta do sono. Deus, como pudera criar uma obra tão linda? Era o que o moreno se perguntava enquanto olhava o castanho trocar de roupas. Se sentia mal por isso, mal por não saber como lidar com a situação, estar arrastando o caso Kira e desviando de seu objetivo somente por um corpo bonito, uma mente esplêndida e um sorriso magnífico. O quão longe aquilo poderia chegar? Não era Kira que o tiraria daquele caso, mas sim Raito por ocupar noventa por cento da sua mente durante todas as horas do dia. O mesmo chamou sua atenção ao pegar a algema que estava sobre sua cama e colocando-a em seu pulso, para logo em seguida murmurar um boa noite e deitar-se, em seguida virando de costas para L. Este seguiu os passos de seu companheiro de quarto e foi em direção a cama de solteiro onde dormia, para apenas passar mais uma noite fitando o teto e pensando sobre aquele sentimento que o acometia pela primeira vez e se perguntando como tudo acabaria.

Acordou e logo resmungou. Era sempre assim, Ryuzaki não dormia e logo de manhã, quando cansava de não fazer nada – ou após três ou, no máximo quatro, horas de sono – começava a andar pelo quarto impaciente e arrastando a corrente os ligava pelo chão. Céus, ele não poderia perturbar um pouco menos? Não era toa que vivia sozinho, Watari deveria ter temperança suficiente para não matar o homem que agora puxava as cobertas que estavam sobre si.

- Se já está acordado, Raito-kun, por quê ainda não levantou? – indagou. – É um desperdício de tempo.

- Pessoas normais dormem, Ryuzaki – respondeu, inconformado com a falta de tato do mais velho.

- Eu sei, diz isso desde que começamos a dormir juntos, mas você já dormiu, logo, pode levantar.

Dormir juntos. Aquelas poucas palavras incomodaram sua mente pelo resto do dia. Já não bastava pensar nos assassinatos, na pista descoberta, nas insistências de Misa, no detetive, tenho mesmo que gastar meu precioso tempo pensando nele? Fazia aquela pergunta a todo momento, agora era um deles. Sabia que ficava como um idiota o olhando e não conseguia evitar, era mais forte que ele. Finalmente, alguém chamara sua atenção e tudo o que podia fazer era esperar a resolução do caso e que este fosse embora sem sequer dar-se conta do que sentia. Não era burro, nunca diria nada sobre isso. Tinha a vida perfeita, por que iria ocupar-se com bobagens desse tipo? Ele era Yagami Raito, não deveria se preocupar com um sentimento que nunca seria correspondido, ou melhor, nunca seria compreendido. Afinal, era L, ele perguntaria o significado da palavra paixão; na melhor das hipóteses. Na pior, ele diria que era uma perda de tempo e que deveriam preocupar-se com prender o assassino em série. Na última – e mais provável das hipóteses, - diria que era uma maneira dele distraí-lo do caso Kira.

Como aquilo doía. Ser acusado de algo tão sem cabimento como aquele e ser acusado, constantemente, de estar planejando coisas horríveis. Aquilo passaria, era um fato, mais cedo ou mais tarde deixaria de amar L.

- Já estou indo – disse seu pai se despedindo do detetive e de si, enquanto este agradecia pelo esforço. – Não esqueça de ligar para casa para que sua mãe tenha certeza de que está bem.

- Está bem – disse com um sorriso, consideravelmente culpado.

Era errado não querer voltar para casa? Sabia que não gostava de estar preso ao mais velho e seu desconforto era visível para todos da força tarefa (exceto para Misa que insistia em dizer que o homem estava interessado no namorado), mas não poderia dizer que não aproveitava os momentos ao lado do outro – sem considerar as manhãs impacientes, obviamente – e que se sentia realizado por conseguir ver expressões com as quais antes ele não conseguia nem sonhar no rosto do outro; ainda não sabia como estava vivo após vê-lo sorrir. Que sorriso, posso morrer feliz agora. Consideravelmente piegas ao pensar isso, porém não estava em seu estado natural desde que conversara com o outro pela primeira vez. Nunca imaginara sentir algo tão forte por alguém.

- Vamos jantar, Raito-kun – disse o outro, surpreendendo-o. Geralmente a situação era o oposto.

Não pôde evitar sua expressão surpresa e, após, sorridente ao constatar que iriam realmente jantar e não se entupir de doces ou qualquer comida pronta que estivesse na geladeira ou nos armários. Brigara muito com L e no final ganhou a discussão e acordaram que não dependeriam de Watari para fazer o jantar. Era apenas aos olhos dele que isso fora uma clara tentativa de se aproximar do outro e parecerem um casal preparando uma refeição juntos após um dia cansativo de trabalho? Estava paranoico.

Um desastre. Era isso o que o mais velho sentia, chamara o mais novo para jantar porque não aguentava mais virar o pescoço para olhá-lo, além do fato de que aquele era o único momento onde podia ver o rosto que tanto adorava sem parecer estranho ou algo do tipo. Entretanto, não pôde conter sua língua – que sempre se soltava nestes momentos preciosos – e alfinetou o mais novo falando sobre Kira. O resultado: um silêncio perturbador e uma expressão de desapontamento nas feições tão belas.

- Desculpe-me...

- Qual o sentido de se desculpar por algo do qual não se arrepende? – perguntou o outro, irritado.

Assustado, foi como se sentiu ao ver os olhos mais lindos que conhecera marejados. Não soube o que responder de imediato, ficou estático olhando para o outro enquanto pensava em uma forma de consolá-lo até que resolveu jogar tudo para o alto e puxou o outro bruscamente em direção ao elevador.

- O que está fazendo? – exasperou.

- Tenho um lugar para te mostrar – disse calmamente.

- Não estou com paciência para lidar com suas excentricidades, L, vamos voltar.

- Fique, um minuto, é tudo o que peço.

Só se deu conta do peso de suas palavras após segundos. Falou calmamente, mas sentiu como se colocasse o peso de seus sentimentos na forma como as pronunciou. Se esforçava para ser educado, mas todos seus pedidos sabia que seriam cumpridos, e, provavelmente, por saber que seria difícil Raito aceitar, que aquela pontada em seu peito – corrente todas as vezes que presenciava beijos do jovem com a namorada – se fez presente. Conduziu o outro até o terraço do prédio, conseguiam ver boa parte da cidade ali, porém, ainda mais especial, tinham uma vista linda das estrelas e isso fez com que os olhos do rapaz brilhassem da forma mais linda que já havia visto.

- É lindo – murmurou o mais novo.

Ficou tão bobo com aquilo tudo que – mais uma vez – não sabia o que responder ao jovem. Quando ficara tão difícil formular frases quando estava a sós com o Yagami? Estava tudo tão bagunçado em sua mente que só se deu conta da situação na qual se encontrava após ouvir o suspiro do castanho ser abafado em seu pescoço e em seguida sentir os lábios do mesmo serem pressionados levemente sobre os seus.

Estavam abraçados.

Quando deixei de ter o controle de minha mente e corpo?

Ele sabia a resposta. O grande detetive L tinha certeza da resposta há meses, só adiara a formulação da mesma em seu cérebro. Lawliet deixara de ter controle sobre si na primeira vez que olhara nos lindos olhos de Yagami Raito.

1 de Abril de 2018 a las 00:03 0 Reporte Insertar 2
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