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bdamas Bárbara Maria

"Ando meio desligado... Eu só penso se você me quer." [Saiino][UN][Feliz aniversário, retrive! <3]


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#saiino #sai #Ino-Yamanaka #naruto
Cuento corto
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Notas da autora:

Fanfic de aniversário para Retrive.

Primeiramente quero pedir desculpas pela fic simples! Tô numa correria danada nesses últimos dias :( Mas foi feita com muito carinho!

Desejo tudo de melhor na sua vida, Gabi, e espero que seu dia tenha sido maravilhoso! Conte sempre comigo! <3

Inspirada na música Ando meio desligado, de Os Mutantes.

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O anbu de Konohagakure andava meio pensativo nos últimos meses. Já namorava com Ino há pouco mais de um ano, e até pouco tempo atrás, nunca tinha parado para refletir sobre o que queria para o futuro com a loira, ou se sequer queria alguma coisa.

A amava? Sai precisou pensar alguns dias até descobrir que sim. Não o leve a mal por precisar de tanto tempo, ele apenas não sabia identificar direito as emoções. Toda a sua vida fora passada em meio a treinamentos para reprimir qualquer sentimento, e ele também não tinha muito ao que se apegar. Ele sabia que havia a gratidão, visto que foi salvo pela mulher não só no país do silêncio, mas em todos os dias que se seguiram. Estaria confundindo gratidão com amor? Achava que não, e obteve sua certeza analisando os sinais.

Sentia seu coração acelerar sempre que ela lhe beijava; o corpo se aquecia de forma agradável a cada demonstração de carinho dela; chegou até mesmo a admitir que a visão do corpo nu da Yamanaka era mais bela que qualquer tela que ele seria capaz de pintar. De acordo com os livros, esses sintomas poderiam significar alguma doença cardíaca, ou amor mesmo. Fazia exames regularmente, então a hipótese de ter algum problema de saúde logo foi descartada.

Amava Ino, e chegou à conclusão de que queria sim passar todos os seus momentos com ela. Em outro livro que leu, a palavra casamento parecia descrever bem o que queria: dar visibilidade e reconhecimento à uma relação afetiva; legitimar o relacionamento sexual. Não que os encontros noturnos e furtivos na casa da kunoichi lhe fossem desagradáveis, os apreciava muito. Mas gostava ainda mais da ideia de assumir para toda a vila que estava com ela, e que se pertenciam de um jeito muito mais profundo. O que andava o perturbando mesmo era o leque possíveis respostas que ela poderia lhe dar.

Sabia que a loira gostava muito de si, afinal, ela não cansava de repetir sobre o quão mágica achava a sintonia que os dois tinham. Mas casamento? A Yamanaka era uma mulher forte, extremamente independente e bem resolvida, talvez ela achasse a ideia do matrimônio um tanto quanto antiquada. Não queria que ela pensasse também que ele estava sendo levado pela pressão de todos os seus amigos terem resolvido se casar recentemente. Aquilo partiu dele mesmo, de seu desejo de estar com ela.

Chegou ao extremo de ensaiar na frente do espelho um discurso sobre seus sentimentos, o pedido em si e as possíveis reações que teria após receber a resposta dela.

Em seus pensamentos, gostava de imaginar que ela sorriria, emocionada, e depois de dar uma resposta positiva, lhe beijaria a boca com paixão. Essa paixão seria tão intensa que, incapazes de contê-la, a fariam transbordar e se amariam onde quer que estivessem.

Todo esse planejamento estava fazendo o moreno ficar bem aéreo, desligado. Se perdia em divagações sobre alianças, como seria a vida dos dois sob o mesmo teto, filhos... filhos? Sim, talvez uma menininha, tão linda quanto a mãe...

— Ei, Sai! Estou falando com você! – foi despertado por um beliscão no mamilo. Estavam deitados juntos, nus e no escuro da sala de estar da loira, apreciando o calor do corpo um do outro depois de fazerem amor.

— Ai, lindinha! Eu estava ouvindo...

— Sobre o que eu estava falando, então?

— ...

— Eu sabia! Essa sua cara não me engana, e já faz tempo que você está assim. O que está acontecendo, Sai?

O moreno não respondeu. Observou aquele rosto parcialmente iluminado pela luz da lua que entrava pela janela; os cabelos loiros pareciam prata líquida, cobrindo um pouco do seio esquerdo e emoldurando as feições de mulher; a mulher que amava.

Na época da fundação, nunca imaginou que poderia conhecer alguém como Ino. Na verdade, sequer chegou a pensar que sairia de lá vivo, pois era apenas uma ferramenta a ser usada para os propósitos da vila. Só o fato de poder estar ali com a Yamanaka e afirmar para si mesmo e para ela o quão bela era aos seus olhos, já valia qualquer coisa que tinha passado. Se precisasse voltar a percorrer todo o caminho doloroso que foi sua vida para que conhecesse e amasse aquela mulher, o faria sem hesitar.

Queria ser o causador e companhia de cada sorriso que ela desse, assim como queria ser aquele que secaria suas lágrimas antes mesmo que elas caíssem.

Correu os dedos por sua cintura, arrancando dela uma risadinha gostosa e um arrepio, que a fez se aproximar mais de Sai e lhe beijar o pescoço.

— Está pensando em quê? – indagou, com a voz abafada.

— Sobre a sorte que eu tenho em ter você. – beijou-lhe a boca com ternura, sentindo a quentura dos lábios dela se movimentando junto aos seus. – Ino... Quando você diz que me ama... é de verdade? – os olhos azuis o fitaram.

— Você ainda tem essa dúvida? É claro que sim, seu bobo.

— E o que você pensa sobre nós?

— Nós? Nosso relacionamento?

— Isso.

— Eu acho que nós somos perfeitos um pro outro. Você é todo sério, calmo e comedido; um quadro em preto e branco. E eu ‘tô aqui para te agitar um pouco e pra colocar cor na pintura da sua vida. – o moreno sorriu, gostando da resposta.

— Você é bem convencida. – a Yamanaka riu.

— E você gosta. Você me faz bem também, lindo. Por isso a gente é perfeito.

Aquele era o momento ideal, Sai sentia em seu âmago. Queria ter comprado alguma coisa; um anel, um colar, ou ter feito uma pintura para a ocasião, mas não pensou que a oportunidade surgiria justo naquela noite, quando ela o chamou para dormir em sua casa. Respirou fundo antes de dizer:

— Ino, você quer se casar comigo?

A expressão da loira foi de relaxada à espantada em segundos, e aquilo o desestabilizou. Era o momento errado? Todo o discurso que tinha ensaiado sobre seus sentimentos nas últimas semanas foi substituído por palavras em tom de desculpa que lhe doíam na alma, ainda que ele disfarçasse bem. Ao menos, era a impressão que torcia passar.

— Não me leve a mal, é que... Eu tenho pensado bastante sobre isso; o tempo todo, para falar a verdade... E eu percebi que te amo muito, e que gostaria de compartilhar todos os meus momentos com você. Que fôssemos um casal, e que as pessoas soubessem disso. Mas não quero que você se sinta pressionada. Para mim, o que importa é estar ao seu lado. Eu só quero que você me queira também e-

Foi calado pelos lábios da Yamanaka pressionados nos seus. A medida que o beijo se aprofundava, Sai relaxava e se deixava aproveitar. Em certo momento, sentiu um gosto salgado se misturar ao ósculo, e percebeu que Ino chorava.

— Lindinha, não precisa ficar assim... É só recusar.

— Recusar? Você precisa acreditar mais em si mesmo, Sai. Não sabia que você tinha esses planos com relação a nós dois. – o moreno corou, sem graça.

— Bem...Eu também não sabia que era possível amar tanto alguém assim.

— Você não existe. – a kunoichi disse, afagando a bochecha dele e o olhando com carinho.

— E qual é a sua resposta? – a loira segurou a mão do shinobi e pressionou contra seu seio nu, sobre o coração.

— Como eu poderia dizer não para o único homem que faz meu coração bater desse jeito?

E Sai sentiu. O órgão bombeava freneticamente, e não demorou a perceber que ele batia no mesmo ritmo que o seu. Trouxe o corpo dela para perto em um abraço apertado, se sentindo completo, como sempre se sentia quando estava nos braços de seu amor.

— Eu não cheguei a comprar uma aliança ainda... – comentou, mordiscando o lóbulo da orelha de Ino.

— Não tem problema, meu amor. – respondeu a loira, subindo em cima do moreno e lhe beijando os lábios de leve. – Eu quero que você coloque outra coisa em mim agora. – e prendeu o lábio inferior com os incisivos.

Sai riu. Amar aquela mulher tinha sido a melhor coisa que poderia lhe acontecer. Nada mais justo que ser feliz ao lado de quem lhe ensinou o significado de felicidade.


31 de Marzo de 2018 a las 01:44 1 Reporte Insertar 1
Fin

Conoce al autor

Bárbara Maria Estudante de odontologia, beta reader, escritora amadora, cantora de chuveiro e violonista dentro do meu quarto. Kvetha fricai! RoyAi, Kiribaku, ShikaTema e SaiIno. bdamas no ff.net e Spirit; Barbie no Nyah!

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retrive geibi retrive geibi
AAAAAAAAAAAAAAA EU QUERO JKAKALALAL NÃO SEI O QUE EU QUERO AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA EU JÁ BROTO AQUI COM UM COMENTÁRIO DECENTE PQ AGORA EU TÔ MUITO FORA DE MIM EU
30 de Marzo de 2018 a las 21:38
~