Atração Seguir historia

ayaneyanoy Ayane Yano

Atração é a ação de atrair algo ou alguém, de forma encantadora ou sedutora, a partir de um conjunto de características (físicas, emocionais ou psicológicas) que despertem o interesse ou o desejo por algo, alguém...


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#naruto #sasuke #sasusaku #sakura #desafio
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Capítulo 1

O número chamado encontra-se inacessível para receber chamadas” era a milésima vez que a voz irritante ao celular dizia.

“Maldita porca! Maldita! Maldita! Maldita!” exclamava a rosada dando socos no volante e se perguntando o que Ino estaria fazendo naquela sexta-feira chuvosa que não atendia a porcaria do celular, se bem que não era culpa dela que o celular estava sem sinal, mas ela tinha que culpar alguém. Lamentava profundamente ter se deixado levar pelo impulso de se oferecer para ajudar. Tinha combinado com Ino que iria do outro lado da cidade pegar as encomendas. Tudo isso porque sua amiga havia finalmente se mudado para o novo apartamento e, ao invés de adiantar as coisas, deixou tudo para cima da hora. E já que estava de folga no hospital decidiu ajudá-la com isso.

Tentou ligar mais algumas vezes, porém agora era seu celular que estava ficando sem bateria. Avisou a amiga para ficar atenta pois havia grande probabilidade de chover pela tarde e a mesma poderia se atrasar e a rosada, que não era nenhum pouco paciente, pôs-se a arriscar chegar em casa, porém parecia que o destino não estava a seu favor e no caminho foi pega pela tempestade e seu carro foi dar ruim bem no meio da estrada, ficando assim presa. Seu celular estava preste a descarregar por completo e para piorar não havia sinal de vida na estrada, o que aumentou seu desespero.

Apenas desligou os faróis e aguardou, talvez a chuva fosse passageira, pensou. Poucos minutos depois sentiu uma batida de leve na janela do carona de seu carro, o grito foi inevitável, já que mal podia enxergar o que se passava além do vidro. Pensou em ignorar, porém a batida soou de novo e dessa vez mais insistente. Não poderia ficar ali então pegou a chapinha que estava em uma bolsa no banco ao lado e rezando abaixou o vidro de seu lado do carro. Havia uma moto próxima ao carro com dois capacetes e antes de assimilar a cena um corpo grande parou a sua frente. Quando deu por si sua chapinha já estava de encontro ao corpo misterioso.

“Puta que pariu! Você é louca, Sakura?!” de imediato reconheceu a voz.

“Sasuke?” indagou surpresa.

“Claro! O que deu em você?” o moreno estava encostado ao carro massageando o local que havia sido atingido com o objeto.

“Você… Ah que se dane! Você chega assim do nada e bate na minha janela, era de se esperar que eu me assustasse.” O moreno apenas a encarou e se dirigiu a sua moto “Espera. Ah que droga! O que você veio fazer aqui afinal?” Questionou mais calma.

“Eu vim procurar você.”

Ela apenas o encarou como interrogação.

“Ino me pediu para vir ver onde você estava, pois havia demorado. aliás, o que você tem na cabeça para sair nessa chuva, Sakura?” inquiriu.

“E o que você tem a ver com isso? Ah aquela porca maldita!” esbravejou a garota.

“Quer saber? Fique aí sozinha nessa estrada” indignou-se o moreno e pôs-se a subir na moto.

“O que? Não! Sasuke volta aqui!” Sakura se jogou na frente da moto e Sasuke apenas abaixou o capacete inclinando a cabeça passando a fita-la profundamente “O que é agora, Sasuke?” o sorriso de canto se fez presente antes de apoiar o capacete em sua perna e apoiar a mão no queixo.

“Sabe, não foi exatamente assim, mas já da pro gasto” observou-a com a roupa que agora estava completamente molhada e fazia com que esta colasse e moldasse seu corpo.

“Hã? Do que você está falando?” perguntou já não gostando da cara que ele fazia.

Era sempre assim, se conheciam desde o ensino médio e hoje, já adultos, ainda mantinham essa implicância que acabava por gerar especulações sobre um possível romance de ambos, coisa que Sakura abominava. Ela negava com todas as forças que sentira qualquer coisa por Sasuke. Mas, fala sério né, quem não sentiria uma quedinha por ele? Era aquele tipo de garoto que fazia qualquer menina suspirar e desejar ao menos um sorriso dele.

Sasuke desde sempre chamara a atenção, era alto, musculoso dono de um corpo invejável, seus olhos eram tão negros quanto carvão e tinha uma expressão dura. Fazia aquele tipo enigmático, e que você sabia que significava encrenca e mesmo assim a tentação do perigo lhe atraia. Sakura lembrava bem de todas as situações que passaram, porém, além de tudo, não poderia negar que o moreno era um grande amigo quando precisava.

Entre todas as coisas ocorridas entre eles o que mais a surpreendia era de como as brincadeiras entre eles haviam mudado de rumo, antes era um “Feia” pra lá “Idiota” pra cá, mas agora elas remetiam a outro contexto, sempre carregadas de segundas intenções. A rosada atribuía isso ao fato de terem amadurecido, contudo não conseguia evitar que tais brincadeiras mexiam com ela de forma diferente, como agora.

“Eu sempre imaginei você entrando na oficina, se molhando com a mangueira, e depois virando para cima de mim… ah Sakura, você não f....” calou-se antes de terminar a frase, desta vez ele foi atingido em cheio. O sapato da garota foi parar bem em sua cara “Porra Sakura! Desta vez doeu.”

“Para de falar essas coisas, seu idiota! Você não veio me ajudar? Anda logo e para de fantasiar.”

Sasuke não pode evitar o sorriso ao observar a cara completamente vermelha da rosada antes de ela se virar para tentar esconder. Tentava imaginar quando passou a sentir esse prazer em vê-la corar ou ficar sem reação diante dele, porém não conseguia. A única coisa que sabia é do quanto ela o encantava. Os olhos de um verde profundo, tão claros que pareciam ver além do óbvio, talvez fosse o singelo sorriso que brotava em sua face ou talvez seja o fato de ela ser a única garota a enfrentá-lo. E sempre fora assim, Sakura o instigava ao mesmo tempo em que o irritava. Não conseguia passar um único dia sem ter contato com a mesma.

No fundo ele sabia sim o que se passava entre eles, o problema era que somente ele aceitava o que havia. E não deixou de se surpreender quando mais cedo ouviu a Yamanaka comentar com sua prima, Karin, que estava preocupada com Sakura e após ouvir essa afirmação não evitou esconder a preocupação e já as interrogou sobre o que havia acontecido.

Por um segundo xingou a rosada de todas as maneiras possíveis, aliás, o que se passara em sua cabeça para atravessar a cidade sabendo da possível chegada de uma tempestade? Essa impulsividade dela o tirava do sério e foi assim, extremamente estressado que pegou sua Kawasaki* e disparou pelas ruas da cidade, torcendo para que a tempestade demorasse a cair. O alívio que sentiu após ver que a rosada se encontrava dentro do carro, que estava parado na rodovia, foi instantâneo e sua alegria, por incrível que pareça, só aumentou depois de ver aquele brilho de revolta na face adorável de Sakura e, como sempre, não pôde evitar atiçá-la um pouco mais.

“Fantasiar faz bem, doutora. Não era você que sempre dizia sobre nunca desistir dos sonhos?” Indagou se aproximando do corpo, agora completamente encharcado da garota e ainda completou “Embora nossos sonhos sejam completamente diferentes, não deixa de ser um sonho, não é mesmo?” provocou tirando uma mecha do cabelo da rosada que grudava em seu pescoço.

“Para com isso, Sasuke....eu...eu” gaguejou sem conseguir concluir o pensamento porque, neste momento, Sasuke desceu as mãos por seu ombro e não parou até chegar na cintura da mesma. Surpreendentemente puxou-a fazendo que se chocasse contra seu corpo. A essa altura os dois estavam completamente molhados e consequentemente com frio, entretanto o contato dos corpos os aquecia.

Sakura havia perdido completamente a noção do que acontecia, a fala lhe parecia algo distante, queria poder afastá-lo, porém seu subconsciente não colaborava, seu corpo lhe dizia o que deveria fazer, e sabia que no momento em que seus olhos se erguessem de encontro aquele par de ônix, todo seu autocontrole iria para o limbo.

Sasuke não estava muito diferente, era primeira vez depois de muito tempo que sentia Sakura tão entregue. O calor que emanava e a respiração entrecortada o estavam deixando tão louco que estava quase mandando o pingo de sanidade que possuía para a puta que pariu, mas a sentiu se afastar ainda sem olhar em seus olhos.

“Sasuke… vamos parar com isso. Não somos mais simples adolescentes para ficar nesse jogo...” sua voz estava lenta como se quisesse convencer a si mesma de tal afirmação.

“Por que você sempre recua? Sakura, o que há em mim que a faz se afastar? O que mais eu tenho que fazer para que você perceba que eu a quero tanto?” a essa altura Sasuke já não ligava para o papel que estava fazendo, apenas queria entender porque ela sempre fazia isso. Desde aquela noite ela sempre recuara e isso ele já não aguentava.

“Eu não quero. Será que é difícil entender? Eu simplesmente não quero, Sasuke!” levantou seus olhos para finalmente encontrar aqueles ônix, e lamentou-se no segundo seguinte. O olhar de Sasuke não era apenas puro desejo, mas sim um olhar de carinho, de pura entrega, mas logo se mudou para indiferença.

“Tudo bem… eu… esqueça. Vamos logo sair daqui” e virando-se pegou a bolsa de ferramentas que sempre deixava em sua moto para tentar ver o que acontecia no carro dela.

Sakura apenas o observava e se odiava por ter feito aquilo, Sasuke agora nem ao menos a encarava e tudo o que ela mais queria no momento era ouvir aquelas brincadeiras ou que ele a xingasse, qualquer coisa, mas não conseguia pensar em nada. Apenas o seguia com os olhos.

“Me desculpe” sussurrou. Ele apenas a encarou com o canto dos olhos “Eu....Sasuke....e...” tentou prosseguir, mas o moreno a cortou.

“Poderia me passar a chave?” como não obteve resposta ele levantou o tronco e a observou. O sorriso que se espalhou na face do moreno a deixou confusa “Ou a digníssima doutora Haruno não sabe o que é uma chave?” levantou a sobrancelha em desafio.

Sakura rapidamente se recompôs e aquele brilho de revolta surgiu mais uma vez em seus olhos para o deleite de Sasuke.

“Seu...Seu Argh!” e foi em direção a bolsa de ferramentas voltando com a bendita chave em mãos. Soltou-a ao lado do motor cruzando os braços. Sasuke nada disse apenas pegou a ferramenta e pôs-se a verificar. Logo em seguida o moreno desistiu e começou a guardar seus pertences. “E ai, o que aconteceu?” questionou já impaciente pela falta de comunicação do moreno.

“Acho que um dos cabos rompeu, e nessa chuva não dá para consertar”.

“Como assim ‘acha’? Céus! Você tem uma oficina e não sabe o que há com o carro?” ela segue até ele e o fita friamente, e lá estão eles de novo.

“Eu não tenho uma oficina. Trabalho em uma oficina e sou o lavador de carros. São coisas completamente diferentes” rebateu se voltando para Sakura.

“De qualquer forma, deve conhecer como funciona um carro!” o desafiou e mais uma vez arrependeu-se do ato quando viu aquele brilho nos olhos de Sasuke.

“Ah sim. Sei bem como funciona, por exemplo, o movimento que faz um carro quando dois corpos nele se conhecem e conectam” aproximou-se novamente dela, mas desta vez manteve certa distância ao apenas chegar perto de sua nuca e confessar “Mas minha especialidade mesmo, Sakura, é como manejar a mangueira. A pressão certa para limpar e não ‘danificar’ o estofamento” finalizou com um simples assopro em seu pescoço antes de surgir com o capacete na frente de uma Sakura completamente estática “Vamos? Ou prefere ficar na chuva, se bem que eu não me importo nenhum pouco de ficar dentro daquele carro com você enquanto a chuva não passa” lançou seu melhor sorriso “E quem sabe eu lhe ensine como segurar a mangueira, doutora” e subiu na moto.

“Você não… só me tire daqui, Sasuke. Apenas isso” disse Sakura completamente fora de órbita e dessa vez não tentou esconder o rubor em sua face enquanto subia na moto para logo em seguida Sasuke dar partida.

Levou cerca de 40 minutos para chegarem e nesse meio tempo Sakura evitou ao máximo não pensar nos braços que agora circulavam ao redor de Sasuke, tentou não sentir a textura de seu abdômen, mas isso se tornara inevitável quando o mesmo pediu para que ela segurasse com força devido às curvas perigosas da estrada. Enquanto suas mãos permaneciam envoltas dele e seus peitos completamente pressionados, sua mente a levou ao passado, no dia em que ela e Sasuke quase avançaram nessa brincadeira perigosa.

Estavam em sua casa, após anunciarem que a mesma conseguiu seu mestrado na área que queria, haviam acabado de chegar de um bar e Sasuke estava meio alto devido a bebida e não o deixaria dirigir. Como ele estava sem as chaves de casa e por conta de já ser tarde da noite, a mesma achou melhor leva-lo para sua. Ela própria não estava em condições tão diferentes do moreno, mas ainda sim permanecia lúcida ao ponto de preparar café para ambos enquanto ele tomava banho.

Após o café que as coisas mudaram, as brincadeiras de Sasuke passaram a ser mais intensas e como se não bastasse às mãos também resolveram participar, a partir dai a única coisa da qual lembra era de se afastar do moreno e se sentir surpresa por se encontrar em trajes íntimos já dentro do quarto com ambos completamente ofegantes. Depois dessa noite o relacionamento entre eles não fora mais o mesmo, Sasuke se afastara e até mesmo um dia lhe pediu desculpas pelo que quase fizeram, coisa que a rosada rebateu, oras não havia um culpado, os dois estavam sobre efeito do álcool e ela não era nenhuma garotinha indefesa, tinha consciência do que estava preste a fazer então resolveram por esquecer e seguir como se nada tivesse acontecido.

E assim tentaram, mas a tensão entre eles só aumentava a cada dia e às vezes estourava como acontecera a pouco. Agradecia a Sasuke por sempre tentar aliviar de alguma forma o constrangimento.

Estava tão concentrada em seus pensamentos que nem percebera que já estava parada diante sua casa, e podia ser impressão sua, mas jurava que Sasuke estava mais tenso que o normal, resolveu ignorar e descer da moto.

“Sasuke...obrigada.” agradeceu lhe entregando o capacete.

“Não precisa” ele simplesmente disse enquanto já ligava a moto novamente, mas parou ao sentir as mãos em sua blusa.

“V-você não quer entrar? Quer dizer… está todo molhado, poderia tomar um banho quente e Sasori deixa algumas roupas aqui, você poderia usá-las.” O rosto da jovem estava completamente vermelho e por um segundo Sasuke vacilou, queria entrar e terminar o que haviam começado tempos atrás, mas não queria que ela recuasse. Não escondia o quanto a queria, mas não assim. Com essa dúvida estampada em sua face, apenas pegou as mãos dela e as apertou fazendo Sakura encará-lo.

“Não assim… não com essas dúvidas em sua mente” confessou olhando-a diretamente nos olhos “e a propósito, eu moro logo ali, 3 casas após a sua. Não teria o menor sentido” piscou-lhe Sakura pareceu sair de seu transe e pensou no quão idiota lhe pareceu aquele convite.

“Tudo bem… er… não era o que você es-...” parou quando as mão de Sasuke tocaram-lhe o rosto.

“Está ok, amanhã seu carro estará em sua porta.” Afirmou e se virou dando partida novamente “Até mais, Sakura”.

Já em casa perguntas brotavam na mente de Sakura. Por que sempre afastava Sasuke? O que ela sentia? Medo? Medo de quê? Aliás, em seu histórico romântico nunca houve uma desilusão. E parando para pensar, Sakura nem possuía um histórico romântico. Tudo o que tinha era casos aleatórios, saídas com alguns caras e ela não se recriminara por isso, gostava do tempo em que passara com outros caras, entretanto, por que com Sasuke o parâmetro era outro?

Ele era legal com ela, era acima de tudo um amigo e a tratava diferente, fazia com que se sentisse desejada o tempo todo. Talvez fosse ai que estivesse o problema. Sasuke era único. Era ele quem a tirava do chão e fazia seus sentimentos ficarem aflorados. Perto dele ela se sentia boba, nunca fez o tipo passiva, porém, ele despertava nela um sentimento de submissão o que era controverso visto que o mesmo já dissera o quando era ela controladora e adorava trazer esse lado dela pra fora.

Nesse momento Sakura entendeu, era Sasuke. Ela e Sasuke.

O magnetismo de ambos os atraía. Percebera isso agora e bastou ficar um tempo ao seu lado para descobrir, aliás quanto tempo fazia que não passavam mais de 5 minutos sozinhos? Sempre um escapava do outro, na verdade era sempre ela que escapulia de alguma forma.

Esses sentimentos somados às palavras de Sasuke agora pouco “Não assim...não com essas dúvidas em sua mente” eram o que faltava para fazer a mesma levantar-se do sofá e ir em disparada para a rua, ignorando completamente a chuva, que agora caia mais forte.

Sasuke encontrava-se na oficina, como de costume, e no momento, pôde perceber, estava somente de bermuda com metade do corpo dentro de um carro. Ele realmente não parava de trabalhar, era o que se passou na mente da rosada, além de dedicar alguns segundos observando o movimento dos músculos de suas pernas e boa parte do tronco enquanto tentava alcançar algo dentro do veículo.

Observou que ao lado do moreno havia um grosso fio e processando que aquilo provavelmente seria a mangueira, um estalo se fez em sua mente e sem perder tempo puxou a peça para perto de si com a intenção de se molhar mais, porém nem fora preciso visto que a chuva havia feito seu propósito.

Sasuke permanecia compenetrado em seu serviço. Hoje era seu famoso dia de folga, porém não via sentido em ficar parado assistindo algo aleatório na tv em um dia como esse. Na verdade tentava negar a si mesmo que estava tenso. Não queria pensar em Sakura e por isso havia decidido descer para a oficina e focar em outra coisa. Não estava dando certo.

Ele ficava remoendo se deveria ou não ter aceitado o convite implícito que a mesma havia feito, mas ao mesmo tempo dizia a si mesmo que estava certo. Havia dúvidas em seu olhar e prometera não se deixar levar até que ela tivesse completa certeza do que queria.

Desde aquela noite havia posto isso em mente. Lembrava-se da entrega dela, da pele macia em contato com a sua, o cheiro adocicado enquanto a tocava por toda parte e das mãos macias que o acariciavam aqui e ali, entretanto mais do que isso, lembrava-se da confusão estampada em seu rosto quando dera conta do que estava acontecendo. O misto do querer com a razão e, por fim, o afastamento. Isso fora a gota d’agua para ele.

Não compreendia como alguém poderia o deixar tão confuso, tão incerto do que queria e até mesmo culpado por algo que ambos estavam dispostos a fazer. Até hoje não sabia dizer por que lhe pedira desculpas após o ocorrido e se sentiu mais ridículo quando a própria Sakura lhe disse que não havia o que desculpar já que os dois sabiam o que estava acontecendo. A partir dai tudo mudou. Se para o bem ou para o mal ele não sabia dizer com exatidão. Só não sabia agir como antes, não quando a teve em seus braços e sentiu daquela coisa que os atraia, não depois de tudo isso.

E foi com essa certeza que teve seus pensamentos arrancados quando sentiu que não estava só no local, saindo do carro encontrou Sakura sentada na bancada de testes e até aí estaria tudo normal, contudo a mesma se encontrava completamente molhada, os shorts preenchiam suas coxas fartas e ao ver uma gota caminhar do topo de uma delas até chegar ao tornozelo, Sasuke sentiu-se tentado a ser aquela gota, ou melhor, a ter sua língua fazendo aquele trajeto com o bônus de poder subir pelas coxas. A blusa em nada escondia, podia ver claramente que ela não usava sutiã, o pano grudava-se a pele da rosada e adornava os seus seios cheios, os bicos estavam eriçados, provavelmente o contato com a água os deixara assim e não pode evitar o gemido rouco que escapuliu de seus lábios semiabertos.

Sakura estaria o provocando? Se ela soubesse o quanto ele a queria possuir, não só nesse momento, mas há muito, não brincaria dessa forma.

Sua sanidade estava por um fio e em sua mente 1001 maneiras de toma-la surgiam. Todas elas se resumiam a ela em cima daquela mesa de testes. Sua atenção foi chamada quando a rosada apenas levantou o objeto que até agora ele não havia percebido e o colocou envolta das suas pernas, o olhar que Sakura dirigiu a Sasuke foi o estopim. No fundo daquelas esmeraldas, tudo o que Sasuke pôde ver era luxúria, ardentes de tanto desejo que notava o peito dela subir e descer numa respiração acelerada e, mais que isso, podia enxergar claramente a certeza. Era aquela certeza que ele mais precisava naquele momento.

“Sakura, o que voc...” indagou com a voz rouca coberta de desejo, ainda tentando se segurar, porém fora cortado pela rosada que apenas se acomodou mais na mesa.

“Eu quero Sasuke” disse firme e pela primeira vez sem gaguejar na frente de Sasuke. Ele apenas balançou a cabeça.

“Sakura, primeiro tenha certeza do que quer, se for para desistir é melhor não entrar nessa” afirmou completamente compenetrado na mulher a sua frente. Sakura por sua vez sorriu. Um sorriso de pura constatação da verdade e sem mais delongas declarou.

“Eu tenho certeza, Sasuke, e é a única coisa que eu sei no momento”.

Após isso toda a auto resistência de Sasuke fora por água abaixo, atirando o pano que tinha em mãos no chão, deu dois passos certeiros em direção a Sakura que rapidamente, com a habilidade que ele jamais poderia imaginar que a médica possuísse, alternou o fluxo de água que saia da mangueira e colocou entre eles.

Com a voz que jamais pensou ter na vida apenas declarou em meio a um sorriso de pura malícia: “E então, vai me ensinar como se pega na mangueira, Sasuke-kun?”.

28 de Marzo de 2018 a las 18:55 0 Reporte Insertar 0
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