O Zumbido das Abelhas Seguir historia

akuma_lia Akuma Lia

O que acontece com um anjo quando ele vai para o inferno? Castiel Novak está preso como paciente no hospital psiquiátrico de San Luis. E cada dia é um novo teste para sua fé. Universo Alternativo - Destiel Capa dedicada á uma de minhas leitoras. Beijos Juuh, obrigada por me acompanhar mesmo eu te fazendo sofre <3 ATENÇÃO: ESSA FIC TRATA DE TEMAS EXTREMAMENTE PESADOS. LEIA OS AVISOS ANTES DE FAZER A LEITURA.


Fanfiction Sólo para mayores de 18. © O conteúdo é de minha autoria

#anjo #drama #angst #castiel #Dean #sobrenatural #supernatural #destiel #fanfiction
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Parte da Colmeia

Notas:

Hey! Não é minha primeira fic e nem meu primeiro yaoi, mas é meu primeiro Destiel, então estou bem empolgada.

Vou falar mais uma vez, para depois ninguém vir me dizer que eu não avisei A fanfic trata de temas extremamente pesados, se você tem quaisquer problemas com esse tipo de leitura pare aqui mesmo. Vai haver cenas bem ruins então já aviso logo.

Para os que resolvem prosseguir: Boa Leitura!!!





1837

Hospital Psiquiátrico San Luis - EUA

Hannah adentrou os portões pretos tão conhecidos por si, fechados imediatamente após sua entrada por um funcionário local, e avistou o prédio que aterrorizava seus mais profundos pesadelos.

As janelas e portas cobertas com grandes e grossas grades reforçadas, também colocadas por toda a extensão do jardim.

Hannah viu um homem sentado no gramado brincando com a terra sob seus pés. Ele olhou pra ela e sorriu doce, mostrou à mão cheia de terra, Hannah chegou a ver uma minhoca escapar pelo buraco das mãos, ele pôs na própria boca.

Hannah desviou a atenção para os próprios sapatos.

Será possível que ninguém estava vendo aquilo? Não. Provavelmente estavam vendo sim, apenas não se importavam.

Parou em frente a grande porta de madeira com uma pequena janela, também com grade, implantada. O arco da porta lembrava-a ao de uma igreja. Grande ironia

Ela tocou a porta e a janela se abriu.

-O que deseja? – perguntou o homem que a observava lá de dentro.

-Meu nome é Hannah Novak, vim fazer uma visita ao meu irmão gêmeo Castiel Novak.

-A senhora tem licença para as visitas.

-Sim – a mulher rapidamente buscou o papel em sua bolsa – O diretor local me autorizou a visita-lo.

-A senhora está ciente que não está dentro do horário de visitas?- ele sorriu cínico.

Que teimosia. Malditas burocracias que tentavam impedir-lhe de ver seu irmão.

-Na verdade, estou uma hora adiantada, não vejo problemas algum em aguardar – Hannah deu um sorriso forçado – Na realidade até prefiro, assim posso conversar com o diretor sobre o estado clínico de meu irmão.

Com uma careta enfezada ele fechou a janela e logo barulhos de fechaduras se abrindo eram ouvidas. Hannah passou a se entreter contando o numero de fechaduras, já era uma mania sua ao ir ali, às vezes tinha uma nova, às vezes não. No total de onze fechaduras, era um recorde.

-Entre.

Quando Hannah passou pela porta a primeira coisa que notou foi o cheiro. Uma mistura horrível, nada agradável, de urina e suor impregnando o lugar. A segunda coisa que notou foi à quantidade de enfermeiros local, dobraram desde a última vez que esteve ali, talvez tivesse aumentado o número de enfermos. E claro, a terceira coisa foi os pacientes.

Os pacientes dali vestiam sempre uma roupa branca, feitas de pano leve, e na maioria deles ela se encontrava suja, às vezes de poeira, por ter esbarrado ou rolado em algo muito sujo, outras de terra, embora também de fezes. Estavam sempre amassadas e muitas das vezes molhada, em muitos casos por urina. As roupas não os mantinham aquecidos, o que não era algo bom, já que a estrutura do lugar não era feita para ser protegido do frio.

O hospital era grande, no entanto a estrutura de seu interior sedia bastante. As paredes com lascas de tintas, os tetos manchados com infiltração, a madeira da escada rangia e o local era sujo, muito sujo. Hannah não gostava de deixar seu irmão naquelas condições.

“Ele é perigoso, Hannah. Precisa ser tratado por médicos especiais”.

Os pacientes estavam sempre entretidos em fazer coisas diferentes. Uns desenhavam, tanto no papel quanto nas paredes, outros cantavam e batiam palmas entretidas na própria imaginação, alguns brincavam com alguns brinquedos que havia ali, ela já tinha percebido que em muitos casos a insanidade levava a falta de crescimento mental, por isso a grande maioria dos pacientes pareciam crianças. A maioria falava sozinha e a outra parte não falava nada, apenas ficava imóvel observando um vazio, muitas vezes próximo a janela, quem sabe imaginando como seria estar livre daquele lugar.

Uma paciente a parou lhe entregando um desenho. Hannah sorriu, mas seu sorriso desmanchou ao ver que se tratava de um desenho com um bonequinho de palito com uma, talvez faca, próxima a garganta com sangue jorrando, o cabelo do boneco se parecia com o seu e em vermelho escrito “morra puta”. Ela observou quem lhe deu o ‘presente’ lhe sorrir doce, como se tivesse lhe entregue flores, ao invés de uma ameaça de morte. Ela devolveu o desenho e a mulher parou de sorrir e arrancou o desenho de sua mão com raiva, amassando o papel e colocando dentro da boca mastigando em seguida.

Ouviu a risada do homem ao seu lado.

-Às vezes eles podem ser bem travessos.

Hannah não sabia se homem tinha tido isso para lhe assustar, ou talvez apenas provoca-la, mas ela não era uma mulher fraca que sedia a seus medos.

-É verdade – Hannah sorriu – Cada vez que venho aqui me surpreendo mais.

Hannah subiu às escadas em direção a tão conhecida sala do diretor. Quando adentrou o local não havia ninguém. Como lhe era de costume tirou um lenço da bolsa e limpou o estofado para se sentar e aguardar.

Questão de vinte minutos depois o diretor apareceu e sua expressão não era de exatamente boas vindas, na realidade o homem parecia extremamente incomodado.

-Senhora Novak, como está no dia de hoje?

-Sem enrolações Dick, quero saber como anda o tratamento de meu irmão – Os olhos azuis de Hannah miravam o homem com fúria.

Ela havia colocado Castiel ali para receber um bom tratamento, mas já fazia um ano e seu irmão não apresentava nenhuma melhora. Todos os meses ela separava um final de semana para visitar seu irmão no hospital que ficava bem longe de sua cidade. O trem demorava a passar e demorava a chegar ao destino, era uma viagem de três horas até ali e depois pegar a carruagem para os portões do hospital, apenas para saber do estado de Castiel e conversar com o irmão durante uma hora.

-Senhora Novak, a senhora sabe que estamos fazendo o nosso melhor para curar seu irmão, mas é um processo demorado – ele se sentou na cadeira e ajeitou a gola da camisa – Veja, o cérebro humano...

-Eu não quero saber dessa porcaria toda que você me diz – ela bateu na mesa – Eu quero ver resultados!

-A senhora terá resultados – O homem deu um sorriso forçado – Veja, Castiel está respondendo bem ao tratamento, neste último mês teve apenas um caso de alucinação e seus pesadelos andam ficando menos frequentes. Seu comportamento tem sido de um ser humano lúcido, muito em breve ele poderá deixar este hospital.

-Foi isso o que me disse mês passado e no anterior a este.

-A senhora tem que ser paciente senhora Novak.

-Meu irmão tem passado frio? Ele tem sentido algum tipo de dor?

-Ele não passa frio, lhe deixamos no quarto reservado que a sua família tão bondosamente pagou e lhe damos as cobertas que a senhora deixou para ele. Quanto às dores, elas são normais devido ao tratamento.

-Bom, se eu souber por meu irmão que o senhor está mentindo, pode estar certo que eu arrumo um jeito de chutar seu traseiro branco para fora daqui.

-A senhora devia evitar usar palavreados chulos, não é adequado para uma dama – ele pontuou e Hannah revirou os olhos gritando mentalmente as palavras mais feias que conhecia – Nós compreendemos que a senhora está preocupada com seu irmão, mas situações como essa pedem paciência. E nada lhe garante de que seu irmão não mente para você.

Hannah deu uma risada debochada.

-Acha mesmo que Castiel, – forçou o nome do irmão – aquele que acredita ser um anjo do senhor, vai mentir para mim?

-Nunca se sabe, não é mesmo? – Dick deu risada – Ele pode quem sabe estar voltando a se sentir mais “humano”.

Hannah bateu o pé no chão para evitar xingar o homem a sua frente. Ela se levantou e ajeitou as próprias vestes.

-Eu vou ver meu irmão, se não se importa.

-Claro, fique a vontade, só não o estimule a acreditar nas coisas irreais.

-Conheço o procedimento, senhor diretor.

Ela saiu da sala e mordeu o dedo para não gritar de raiva.

Passou pelos corredores e viu um dos pacientes baixando as calças e tocando em seu pênis, ou tentando, pôs o mesmo estava protegido por um tapa- sexo de ferro. Uma vez uma das enfermeira lhe explicou que os pacientes com problemas de ninfomania usavam aquilo para evitar que se tocassem.

-Ei doçura – o homem lhe deu um sorriso malicioso – Não quer me ajudar a tirar isso para brincarmos um pouco, hn?

Hannah não respondeu, apenas continuou andando evitando olhar para o homem. Ouviu a risada do homem enquanto passava por ele.

-Tudo bem, sua puta, vou trepar com você em meus sonhos – ele movia freneticamente o objeto tentando tira-lo de lá sem sucesso – Você vai estar deliciosinha toda aberta pra mim, vai ver. Vou comer sua buceta.

Hannah desceu as escadas e passou pela paciente que havia lhe entregue o desenho, ela a observava de longe e ao ver que Hannah a observava também passou o dedo pela garganta e apontou para Hannah sorrindo de um jeito macabro.

Hannah engoliu em seco e continuou andando em direção ao pátio externo.

Encontrou Castiel sentado em um banco próximo as flores. Ele gostava dali. Lembra-se de uma vez que Castiel estava a observar uma abelha colhendo pólen e sorrindo lhe disse: Todos os seres são perfeitos aos olhos do pai.

Como um ser humano como aquele podia se tornar perigoso?

-Castiel – Hannah se aproximou do irmão.

Os cabelos negros como os seus, já não estavam mais lá, eles raspam as cabeças dos pacientes para a segurança deles, assim como as unhas que permanecem cortadas, para evitar machucados. As roupas brancas ganhavam um tom amarelado por já estarem gastas e os olhos tão azuis quanto os seus sem vida alguma.

Castiel não lhe respondeu, apenas continuou a observar as pessoas no pátio. Hannah se sentou ao seu lado e pegou em sua mão fazendo um carinho.

-Ei Cas, fala comigo.

-Todo dia é um teste para minha fé.

Aquela frase... Era quase um mantra para Castiel. Ele repetia aquelas palavras que o mantinham lucido naquele inferno na terra a qual estava preso.

-Eu sei disso – Hannah deu um sorriso triste – Como estão às coisas?

Castiel não respondeu novamente, moveu a cabeça para o lado das flores, ou aonde deveriam estar às flores, elas não estavam mais lá.

-Onde estão as flores? – Hannah franziu o cenho em confusão.

-Um de olhos negros as arrancou – Castiel tremeu a cabeça – A fé é algo a qual nos prendemos em tempos difíceis.

-Castiel, não existe essa coisa de ‘olhos negros’ e ‘demônios’ ou anjos. Não aqui, não com você.

Castiel finalmente voltou os olhos para ela, só havia vazio. Aquele ser que estava a sua frente nada lembrava seu irmão de pelo menos sete anos atrás, antes de tudo acontecer. Castiel tocou-lhe o rosto e limpou as lagrimas que ela nem tinha notado que escorria por seu rosto.

-Tudo bem, Hannah – ele massageou os ombros da mulher tentando lhe dar forças – Um dia você vai entender o meu legado.

-Castiel...

Ela disse o nome de seu irmão sem força alguma, já fazia um ano e seu irmão não parecia melhor. Ele agora parecia um morto vivo, mal piscava.

-Deus tem um plano para você Hannah, e não envolve cuidar dessa casca que é seu irmão – Castiel olhava para frente – Siga com sua vida.

-Não! – Hannah gritou com ele e apertou firme seu braço – Você tem que melhorar Cas, para voltarmos para casa...

Castiel a abraçou, algo sem sentimento algum, apenas para consolar a pobre mulher que chorava desesperada.

-Quando chegar a hora, Deus lhe consolará.

-Por que está dizendo isso? Castiel?! Você não vai se matar!

Não era uma pergunta, nem mesmo uma afirmação, era uma ordem.

-Suicídio não é uma opção perante á Deus.

-Então?

-Acredito que as pessoas daqui estão mantendo seu irmão, me mantendo, vivo por sua causa Hannah, no entanto eu já ouvi conversas sobre pessoas fazendo planos para me matar.

-Castiel, não, você tá aqui para ser curado. Vai melhorar.

Castiel lhe sorriu doce.

-Sei que você anseia para a cura, mas estou protegido nos braços de Deus – ele olhava nos olhos de Hannah – Lembre-se: O senhor é meu pastor e, por tanto, nada me faltará.

- Se você não apresentar melhora até o mês que vem eu arranjo um jeito de te tirar daqui, pode ter certeza.

-Eles te internarão aqui também Hannah, e isso não faz parte do plano de Deus para você – ele balançou a cabeça em negação - Apenas deixe seu irmão ir, no momento em que você desistir eles desistem.

Hannah estapeou o braço de Castiel.

-Eu não quero ouvir tais asneiras de você – segurou-lhe pela camisa – Sou um minuto mais velha que você e estou mandando você se ajudar para ficar melhor. Ajude-me a te ajudar Castiel.

Castiel encarou o chão sob seus pés.

-Está bem Hannah, se é assim que deseja continuar vivendo.

-Não venha com essa conversa, você é minha família, tudo que eu tenho neste mundo, e eu não vou permitir que você faça isso consigo mesmo. Não desista de você, Castiel!

Castiel deu um longo suspiro e sorriu fraco, sem um pingo de humor.

-Está bem Hannah, perante á Deus eu prometo que irei lutar para ser merecedor dos teus esforços.

Hannah beijou a testa do irmão com carinho. Ela entendia o quão difícil estava para Castiel lutar contra a beira da insanidade, principalmente estando naquele lugar.

-Não se esqueça do que está me dizendo agora – ela lhe deu um abraço apertado – Preciso ir. Venho lhe ver amanhã para conversarmos mais um pouco, talvez quem sabe você me conte se achou algo interessante para fazer neste lugar. Cuide-se.

Castiel viu Hannah ir, mas mais do que isso. Viu Dick a olhar ir também.

Só Deus sabe quanto tempo tinha ainda naquele lugar.





Notas Finais:


Espero que tenham gostado.

Deixe a sua opinião, teorias, lamurias, xingamentos, elogios (?)... Eu quero saber!

Beijocas!!!
25 de Marzo de 2018 a las 19:08 0 Reporte Insertar 1
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