Six songs about us Seguir historia

linest LiNest

Hoseok conhecer Taehyung foi coincidência, mas Hoseok se apaixonar por Taehyung foi loucura. Ou 6 músicas sobre um relacionamento. (Essa história é pararela com outra fic minha, recomenda-se ler Sweet Fragrance antes)


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#bts #songfic #bangtan boys #vhope #bangtan #Awkward Romance #Friends With Benefits To Lovers #hoseok/taehyung #Dorks in Love #Bottom Hoseok #Hoseok | J-Hope/Kim Taehyung | V
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Nossa playlist

Notas Iniciais


Aqui está a spin-off de Sweet Fragance. Surpresos? É, eu sei que pode ser confuso, mas isso é porque eu nem estava planejando escrever essa fic, pra ser sincera, mas a ideia de escrever algo na visão do Hope foi tão tentadora que não aguentei.

Anyway isso é uma songfic, todas as músicas listadas foram chaves para eu escrever por isso recomendo uma playlist básica, mas não é necessário escutar as músicas enquanto leem.


Se dirvitam pessoal.


✿♥✿♥✿



White Light


Cause I don't mind if we never go home Stepping out of the dark

— Shura



Quando eles se conheceram foi como um daqueles momentos na vida em que você realmente não presta muita atenção. Hoseok estava saindo do seu estúdio de dança após uma aula particularmente produtiva, ele havia planejado ir para casa tomar um banho e enfiar a cara no seu travesseiro para um descanso muito merecido e necessário, mas seu corpo ainda estava quente e o ar fresco ainda abafado do verão não estava ajudando em nada seu rosto e pescoço já corados graças ao esforço. Então ele resolveu ir comprar um sorvete.


Claro que ele não esperava conhecer Taehyung no caixa da loja de conveniência e, para ser honesto, ele nem mesmo havia prestado muita atenção no garoto até que de forma aleatória o rapaz começou a rir quando o moreno havia colocado o pote de sorvete e algumas caixas de pepero no balcão. Dizer que Hoseok ficou confuso é o mínimo.


“O quê? Qual a graça?” perguntou olhando para o pequeno pote. Não havia nada de estranho na embalagem decorada com flocos em um fundo amarelo, uma grande estampa da marca na tampa e as palavras ice cream em uma mistura de azul e rosa chamativos.


Hoseok congelou por um segundo porque isso seria muito, realmente muito idiota. Seria algo que só Hoseok faria e que seus amigos reclamariam do quanto ele era estranho e do quanto eles tinham vergonha de andar com alguém como ele, era algo tão anormal e tão Hoseok que ele nunca achou que encontraria alguém que fosse como ele nesse mundo.


“I scream-“ o rapaz começou.


Hoseok animadamente, a voz um pouco trêmula e rachada com emoção, continuou. “You scream!”


Eles se encararam e, para Hoseok, foi como se ele houvesse encontrado sua alma gêmea. A tampa da sua panela. A outra metade da sua laranja. Foi como se de repente tudo ficasse em câmera lenta, os olhos castanhos do outro rapaz brilhavam com diversão e seus lábios se esticaram em um sorriso quadrado, perfeito para o rosto pequeno e redondo, muito bonito Hoseok pensou enquanto espelhava a mesma reação. Com sincronia perfeita, daquelas que você acredita existir apenas em filmes de comédia romântica e dramas de colegial que Hoseok tanto amava assistir, ambos gritaram ao mesmo tempo com o mesmo tom de maravilhosa compreensão mútua e alegre.


“GIMME THAT, GIMME THAT ICE SCREAM!”


A risada rouca e livre do garoto foi como um soco nos tímpanos de Hoseok, o som tão bonito e cativante que deveria se tornar ilegal. Contagiado, ele abraçou sua barriga e se debruçou sobre o balcão rindo ruidosamente junto com o atendente, seus olhos ardiam com as lágrimas que estavam nascendo e as maçãs do seu rosto já começavam a doer com o exercício continuo. Na sua frente o garoto parecia estar sufocando – o que só deixava tudo mais engraçado para Hoseok - enquanto se apoiava na parede quase deslizando para o chão. Os dois, provavelmente, parecendo dois malucos e assustando todos os clientes na loja e embora Hoseok fosse mais contido em situações como essas, nesse exato momento, ele não estava dando a mínima.


O pigarro irritado vindo do seu lado o assustou tanto que Hoseok saltou com um grito agudo e muito pouco viril. Se Hoseok fosse alguém que se importasse com sua masculinidade esse fato teria o incomodado, mas ele não era, então tudo que ele fez foi colocar a mão em seu peito, para garantir que seu coração ainda estava lá, enquanto se recuperava da sua breve parada cardíaca. O atendente do caixa parecia inconsciente da ahjumma, a velha senhora os olhando com desaprovação tão intensa que Hoseok quase abaixou a cabeça envergonhado. O rosto do garoto estava tão vermelho que ele ficou preocupado porque o outro parecia prestes a morrer a qualquer momento, e o susto de Hoseok apenas o fez rir mais.


Mas após algumas broncas bem dadas e a ameaça de chamar o gerente, o garoto – Kim Taehyung como ele havia descoberto – voltou ao seu trabalho e atendeu a ahjumma irritada. O tamanho do seu sorriso nunca diminuindo.


Foi uma situação realmente bizarra. Hoseok apenas havia planejado comprar um sorvete, alegremente comê-lo enquanto voltava para casa com o sol morno do final da tarde em sua pele e a promessa de uma boa noite de sono após um dia de trabalho. Era algo simples, sem planejamento algum, mas lá estava ele totalmente encantado com um garoto que havia acabado de conhecer.


Durante a sua conversa, Hoseok descobriu que Taehyung era um grande fã de girl groups, principalmente Red Velvet, o que, na opinião profissional de Hoseok, era um sinal de muito bom gosto. Eles conversaram até começar a anoitecer sobre assuntos tão aleatórios dos quais a maioria Hoseok já havia esquecido, o sorvete e as caixas de pepero sendo divididos entre os dois. Ele poderia ter ficado na loja até de madrugada se não tivesse que acordar cedo no dia seguinte.


“Vamos trocar nossos números, hyung.” Taehyung sugeriu após Hoseok anunciar sua retirada. Não havia nada além de inocência nos olhos do garoto de cabelos loiros desbotados, mas Hoseok desejou que aquilo fosse mais do que uma nova amizade.


“Claro.” concordou o moreno sem hesitar. Eles então trocaram seus números e prometeram marcar de sair qualquer dia desses. O poço de calor que havia nascido na boca do estomago de Hoseok nunca diminuíram mesmo quando ele mandou uma mensagem de boa noite para Taehyung e foi dormir.


Ele não fazia ideia no que estava se metendo naquela época.



Icarus

This is how it feels to take a fall Icarus is flying towards an early grave

Bastille



A primeira vez que eles se beijaram, Hoseok não estava esperando.


Depois de todas as vezes que eles flertaram, todas as vezes que ele pensou ter visto os sinais de que Taehyung também estava interessado nele apenas para acabar com um sólido bater de punhos ou um abraço aquecido com camaradagem, mas não longo o suficiente para satisfaze-lo, todas as vezes que ele sonhou com aquele momento e nada aconteceu fazia Hoseok apenas perder um pouco a esperança de ser mais do que um amigo. Ele nem sabia se Taehyung gostava da fruta. Hoseok nunca o havia visto com um garoto mesmo que ele não mostrasse ter qualquer coisa contra isso.


A única coisa que alimentava sua dúvida era a amizade de Taehyung com seu dongsaeng, Jeon Jungkook. Hoseok já havia notado o quão estranhamente próximo de Jungkook o rapaz parecia ser e, embora ele gostasse de Jungkook tanto quanto qualquer um dos seus amigos, ele não podia conter o pequeno fio de inveja que era puxado toda vez que o garoto saia junto com eles. Não era como se Taehyung o ignorasse ou qualquer coisa parecida, era apenas a sensação de se sentir deslocado quando os dois faziam alguma piada ou quando um terminava a fala do outro, ou quando os dois se uniam para zombar do pobre Park Jimin – Hoseok até tentava ajudar o mais novo, mas seus amigos eram implacáveis e ele aprendeu a não se sentir muito culpado com o olhar traído que Jimin lhe dava quando o moreno ria também.


Hoseok sabia que nenhum deles tinha a intenção de fazê-lo se sentir um peixe fora d’água, mas era impossível afastar a sensação amarga nascendo em seu peito toda vez que ele assistia Taehyung abraçar Jungkook.


Yoongi não tinha a mínima simpatia pela situação do seu amigo.


“Se você está tão incomodado com isso então por que não coloca o pau na mesa e chama o pirralho pra sair de uma vez?” o mais velho resmungou enquanto terminava de sincronizar o áudio da sua voz com a batida de uma das suas faixas pro mixtape. Hoseok estava deitado no sofá do estúdio de Yoongi observando o mesmo trabalhar. Era comum ele fugir para lá e ele sempre se arrependia dessa decisão. “ Eu nem sei por que você insiste em andar com aquelas crianças para começar.”


“Eles não são tão ruins como você imagina, hyung. Jungkook é muito maduro para sua idade e Jimin e Taehyung trabalham. Eles são garotos responsáveis e não é porque são mais novos que eles não são adultos.” Hoseok defendeu. “E eu gosto do fato que, diferente de você e Namjoon, eles entendem e riem das minhas piadas. De qualquer forma, pra você todo mundo é um pirralho.”


Yoongi dá de ombros, afinal era verdade: “Então? O que te impede de parar de ser um pirralho chorão e finalmente comer o garoto?” Ele ignora o protesto indignado do moreno com termo vulgar. “Você não é tão feio, Hoseok, e você nunca foi tímido sobre os caras que quer pegar. É irritante você dar uma de garota virgem agora.”


“Obrigada pelo ‘você não é tão feio’ Yoongi-hyung. Muito gentil e encorajador da sua parte.”


“De nada.”


Hoseok olha emburrado para as costas do mais velho. Ele estava começando a repensar seriamente suas amizades hoje em dia. Diferente de Jimin que sempre o escutava com atenção e tentava o seu melhor para consola-lo, Yoongi tratava todos os problemas e dilemas de Hoseok com descaso já bem praticado e isso era sempre um balde de água fria quando se tratava dos conselhos do seu hyung. Onde Jimin era gentil, Yoongi era rude; onde Jimin era compreensivo, Yoongi era realista, e onde Jimin era carinhoso, Yoongi era sarcástico. Ambos eram extremamente diferentes e, mesmo assim, Jimin era completamente apaixonado pelo seu hyung. Hoseok nunca entenderia o que Jimin viu em Yoongi.


Suspirando ele desviou o olhar para o teto preto do estúdio. Sendo sincero, Yoongi não estava errado, Hoseok nunca foi de ter medo de mostrar suas cartas para quem o interessava, ele era bom nisso, mas com Taehyung era diferente porque ele não queria jogar e sair da mesa com menos do que havia entrado. O risco de mudar aquilo que eles tinham era muito grande e assustador para Hoseok arriscar.


Merda, pensou e fechou os olhos, seu coração acelerando sem motivo. Será que ele estava apaixonado por Taehyung? Eu estou tão fodido.



Foi uma semana depois dessa revelação aterrorizante que ele convidou os rapazes mais novos para uma das festas de Jin. Foi divertido finalmente apresentar Namjoon e Jin para os garotos, Jin estava preocupado sobre deixar Jungkook beber quando ainda faltava um ano para o garoto deixar de ser menor, mas Yoongi zombou da lei e da moral do seu amigo, jogando uma lata de cerveja para o moreno. Jin não ficou feliz com isso, mas Jungkook era muito mais forte para bebida do que eles imaginaram e Hoseok nunca deixaria de zoar Namjoon por ter desmaiado antes do mais novo do grupo. Ele também havia visto um bobo e bêbado Jimin seguir Yoongi até um dos quartos, suas mãos entrelaçadas. Pelo menos alguém tinha se dado bem naquela noite.


Diferente daqueles dois, Hoseok estava plantado no sofá com um copo na mão e uma careta no rosto. Durante toda a festa Hoseok não conseguiu tirar os olhos de Taehyung. Agora com cabelos roxos, o garoto vestia uma jaqueta de couro preta, a camisa em gola v que abraçava o corpo magro sem deixar nada para a imaginação, um pirulito em sua boca enquanto ele flertava com uma garota bonita, uma das amigas de Namjoon, a língua brincado provocativamente com o doce toda vez que ele tinha alguma chance. Hoseok estava duro, sentado em um sofá sujo em uma sala cheia e com ciúmes da mão de Taehyung na cintura da garota.


Yoongi estava certo. Isso já tinha ido longe demais, ele estava ficando mal-humorado em uma festa, pelo amor de Deus.


Bebendo sua cerveja em um gole só, o moreno se levantou e desviou dos corpos dançando animadamente andando até o seu objetivo. Taehyung estava sussurrando algo no ouvido da garota que ria com gosto, era um pouco estridente demais para o gosto de Hoseok, mas Taehyung não parecia se importar com o som de apito de pato em seu ouvido. Casualmente ele se aproximou, Taehyung já se afastando da garota quando o viu, seu olhar curioso enquanto o moreno se aproximava.


“Hey Tae! Eu preciso da sua ajuda com- bem, com o carro.” Taehyung e a garota o encararam completamente confusos agora e Hoseok podia sentir seu rosto esquentar. Sorte que ele podia jogar a culpa na bebida. “É que Jin-hyung me pediu para ir comprar alguns lanches, mas meu carro não está ligando. Acho que o motor morreu. Você não pode me ajudar a empurrar pra ver se ele anda?”


Taehyung piscou algumas vezes antes de concordar, deixando a garota que não parecia muito feliz com a intervenção para trás. Hoseok esperava que ele fosse o rejeitar e pedir para o mais velho ir chamar Jungkook ou outro amigo para ajuda-lo, mas ele o havia escolhido em vez da garota. Hoseok se sentiu infantilmente vitorioso.


Quando eles chegaram no veículo, o sentimento de vitória rapidamente sumiu quando Hoseok lembrou que não, seu carro não estava com nenhum problema e que agora já era tarde demais para voltar atrás. Droga.


“Hyung?” Hoseok se virou para olhar para Taehyung que já estralava os dedos pronto para ajudar. Merda merda merda, não tinha como ele mudar de tática agora. Hoseok era um idiota. “Você pode ir ligar o carro agora, vou fazer o meu melhor aqui atrás.”


“Ah sim, sim claro, sim.” Ele riu envergonhado antes de abrir a porta do motorista e colocar a chave na ignição.


“Pronto?”


“Pronto.”


Então Hoseok ligou o carro e o motor rugiu com vida sem nem mesmo engasgar. O constrangimento subiu pelo seu pescoço e ele podia sentir as pontas das suas orelhas pulsarem. Taehyung parecia confuso e Hoseok queria morrer.


“Nossa! Olha só, parece que ele voltou a vida! Essa lata velha não estava colaborando, mas parece que é só trazer alguém que ela se comporta.” Hoseok forçou uma risada enquanto saia do carro. Sua voz soando muito estranha mesmo para ele. “Bem, obrigado Tae. Desculpe ter fodido com a sua paquera e ter te tirado da festa. No final foi pra nada.”


O olhar ilegível que Taehyung estava lhe dando fez com que a pele de Hoseok coçasse com ansiedade. Ele não tinha ideia de como afastar a atenção do outro homem. O moreno coçou o braço se sentindo autoconsciente.


“E os lanches?”


Hoseok fez uma careta: “Lanches?”


“Sim, os lanches que Jin-hyung pediu para você comprar lembra? Vamos lá, hyung.” Taehyung diz divertido enquanto anda até a porta de passageiro do carro. Hoseok está completamente atordoado e ele tem certeza que Taehyung já percebeu que ele havia mentido, mas ele não parecia se importar. O significado disso assustava Hoseok mais do que tudo.


Todo o caminho até a loja de conveniência foi preenchido com as conversas habituais e sem sentido dos dois, mas o sentimento de antecipação ainda rodeava cada palavra no ar e Hoseok se pega olhando de segundo em segundo para Taehyung esperando qualquer acusação. Nada acontece e eles compram os lanches sem problemas. Hoseok está dividido entre se sentir decepcionado ou aliviado com isso. Distraidamente ele pega uma das sacolas da mão da atendente, a outra sacola sendo jogada no ombro por um Taehyung assobiando quebradamente enquanto olhava para as amostras de chocolates no balcão, ele agradece a garota e voltou para o carro, o outro rapaz andando passo a passo com ele, seus braços roçando de vez em quando. É difícil se concentrar quando sua cabeça está cheia de palavras não ditas e ações não tomadas, planos construídos em segundos, mas nunca realizados e é por isso que Hoseok pula quando ele sente lábios no pé da sua orelha logo depois deles entrarem no carro. O hálito quente de Taehyung enviando arrepios por toda a sua coluna.


“Ela tava olhando para você, hyung.”


“Ela?”


Taehyung se afasta sorrindo e aponta com o queixo para a loja de conveniência. “A garota do caixa. Ela não parava de ficar te olhando.”


Hoseok hesita por um minuto antes de engolir a saliva e relaxar o corpo. Ele encosta no banco do carro encarando Taehyung com clara intenção, ele não tinha certeza se a conversa estava indo para onde imaginava, mas não custava nada tentar.


“Sério?”


“Sim.”


“E isso te incomoda?”


Um silêncio tenso se instala entre eles. Taehyung em nenhum momento desvia o olhar do seu e Hoseok tem que se segurar para não jogar tudo pro alto e beijar aqueles lábios cheios ali e agora. O garoto de cabelos roxos sorri, malícia transbordando pelas bordas quadradas do seu sorriso fazendo com que Hoseok prendesse a respiração, o coração batendo tão rápido que ele conseguia sentir seu pulso em sua língua.


“Talvez.”


O ar sai por entre os dentes de Hoseok como um assobio e seu rosto está tão vermelho que não tem nenhuma chance de Taehyung não perceber dessa vez. Tudo que ele podia pensar era em como queria atravessar o espaço entre os assentos do carro e sentar no colo do rapaz para beijar a sua boca até que Taehyung ficasse ofegante e mole embaixo dele. Mas não, ele não quer passar uma impressão tão desesperada.


Então Hoseok pigarreia e decide ligar o carro. Aja naturalmente, Hoseok, naturalmente; ele repete para si mesmo, tentando fazer suas mãos pararem de suar. “E o que você vai fazer sobre isso?”


Taehyung dá de ombros enquanto vasculha na sacola em seu colo. Ele pega um sanduíche embalado e diz. “Não sei. Te beijar talvez.” Hoseok engasga e abaixa a cabeça no volante sentindo o tremor do motor. Pelo canto do olho ele pode ver o olhar divertido de Taehyung para ele. “O que você acha disso, hyung? Eu deveria te beijar?”


É agora ou nunca, Hoseok pensa, seja direto. Abra a boca e diga sim, seu idiota!


“Talvez.” Hoseok responde e logo em seguida percebe que foi a coisa mais estúpida que ele já fez em sua vida. Taehyung levanta uma sobrancelha e dá de ombros antes de dar uma mordida em seu sanduiche. Hoseok nunca quis bater a cabeça em uma parede tantas vezes quanto ele quer agora.


“Hm. É, talvez.” Taehyung diz como uma sentença de morte, o clima sendo perdido em um mar de e se e tudo que resta para Hoseok é voltar para a festa com o rabo entre as pernas. Depois dessa palhaçada ele tem absoluta certeza que eles nunca seriam nada além de bons amigos e mesmo que um dia - por algum motivo irracional em que o universo decidisse ceder um pouco da sua sabedoria divina para ele - Hoseok tomasse vergonha na cara e confessasse seus sentimentos, ele tinha certeza que tudo que Taehyung faria era dizer o quanto ele sentia muito por não poder corresponde-los porque no final Hoseok desperdiçou a única chance que ele já teve.


Porra, ele queria chorar.


E talvez tenha sido o seu olhar de completa desesperança, ou talvez fosse essa a intenção de Taehyung desde o começo, mas quando ele estacionou na esquina ao lado da casa de Jin e saiu abatido do carro, sacola cheia de lanches não solicitados e que ele torcia para ter alguém acordado e sóbrio o bastante para come-los, Taehyung o parou com uma mão em seu ombro.


Hoseok se vira para perguntar o que o garoto quer, mas as palavras se embolam em um gemido assustado quando uma boca é pressionada contra a sua. Taehyung o beija e Hoseok fica totalmente paralisado como um idiota. De novo. Taehyung se afasta um pouco envergonhado, sua mão deslizando do seu ombro pelo seu braço em um último aperto antes de voltar para o lado do seu próprio corpo deixando um rastro de calor para trás na pele de Hoseok.


“Desculpe, eu... Eu achei que você não estava falando sério naquela hora. Quero dizer, eu achei que você queria- talvez eu esteja enganado. Desculpe.”


“Não!” Hoseok grita quando Taehyung parece pronto para se virar e fugir. O garoto para e olha para ele e Hoseok sente suas bochechas ficando vermelhas. “Não, quero dizer, sim! Sim eu não estava falando sério. Eu fui um idiota naquela hora! Eu quero isso.” Hoseok diz de uma vez só, sem gaguejar e ele está respirando mais rápido agora, oh meu Deus, seu coração parece que vai explodir. Depois de algum tempo o olhando, Taehyung se aproxima e o mundo parece parar no tempo. Hoseok não tem certeza quem beija quem dessa vez, mas quando eles se desgrudam para recuperar o folego Hoseok está com Taehyung quase deitado no capô do carro, uma perna entre as suas e a sacola com os lanches esquecida no chão da calçada.


A boca de Taehyung tem gosto de frango e tomate e tudo que Hoseok pode fazer é beija-lo de novo.



I wanna be yours

Secrets I have held in my heart Are harder to hide than I thought Maybe I just wanna be yours

— Arctic Monkeys



Eles são algo parecido com amigos coloridos agora, como Taehyung havia dito. Segundo ele, era melhor não colocarem nenhum título naquilo que estavam tendo, isso só traria problemas e muitas questões das quais nenhum deles, ou melhor, Taehyung não queria lidar. Para Hoseok soa como uma desculpa muito ruim para não assumir um compromisso e mesmo que seu estomago se contorça com desconforto toda vez que ele vê Taehyung beijando outra pessoa, ele engole seu protesto e aceita o que lhe é dado.


Namjoon não acha isso certo, para ele é como se o moreno estivesse tentando fechar os olhos para o óbvio, pois seus sentimentos por Taehyung passam da simples atração sexual. Em certa medida, ele reconhece que o rapper está certo, mas ele não quer perder a chance de ficar perto de Taehyung.


“Ficar perto e sofrendo, essa é a sua visão de romance? Porque pra mim isso é algo bastante fodido, Hoseok.” Namjoon repreende enquanto sopra a fumaça do cigarro para a noite fria de Seoul. Eles estavam em um beco na parte de trás de uma boate onde Yoongi se apresentaria em uma batalha e mesmo que Namjoon não fosse se apresentar, ele havia ido para dar apoio ao seu hyung e ver alguns amigos. Jimin estava lá para apoiar o seu namorado, mas Taehyung havia ficado preso em casa por causa da faculdade de moda e Jungkook estava doente, por isso os dois estavam com o grupo. Era difícil ver os três amigos mais novos separados e Hoseok estava um pouco decepcionado de não ter a chance de ver Taehyung hoje. Já fazia quase duas semanas desde a última vez que saíram, o moreno se sentia abandonado, como um maldito cachorro.


Era sufocante o quanto ele precisava de Taehyung e o quanto era tão fácil ser descartado pelo seu amante. A dor surda, já uma coisa normal em seu peito, pulsou lhe dando pequenos lembretes da sua existência, o que mais o irritava era que apenas Taehyung afastava completamente aquela sensação, a mesma que ele criava por sua distância. Hoseok era patético.


“Olha eu não acho que você entenda o que eu tenho com Taehyung e eu também não entendo ok? Mas eu gosto dele, e daí se ele não me vê como namorado?” Hoseok dá de ombros e bebe um gole da sua garrafa de cerveja. “Eu não me importo desde que ele continue me beijando.”


“Meu Deus, estou lidando com uma criança aqui? Você é um idiota.” Namjoon resmunga e joga seu cigarro no chão, ele o amassa com a ponta do tênis antes de se aproximar de Hoseok. “Você está certo, eu não entendo toda essa merda fodida entre vocês. E eu não quero entender também. Mas eu sei o que é ficar em um relacionamento sem futuro, Hoseok, e te garanto que não vale a pena.” Namjoon o encarou seriamente e ele não conseguiu manter o olhar porque sabia que seu amigo estava certo. “A vida é sua e você faz a merda que quiser com ela, mas como seu amigo eu quero que você se cuide. Se valorize. Taehyung é um ótimo cara, mas talvez não seja o certo para você.”


Eles ficam em silêncio e Hoseok odeia o quanto Namjoon tem razão. Ele odeia o quanto seu amigo o ama e tenta ajudá-lo mesmo sabendo que Hoseok nunca poderia se forçar a escolher o que era melhor para si mesmo porque, em sua cabeça e em seu coração, o melhor para ele era Taehyung. Namjoon sabe disso também, o loiro suspira exasperado com a situação e dá um soco no ombro do moreno.


“Vamos seu idiota, vamos entrar antes que minhas bolas congelem nesse beco sujo.”


Hoseok sorri fracamente antes de se desencostar do muro mal cuidado e úmido, ele limpa a parte de trás da camisa de flanela amarrada em sua cintura antes de jogar o braço nos ombros do loiro. “Aí você tem uma desculpa pro Jin-hyung te chupar.”


“E quem disse que eu preciso de uma desculpa?” Namjoon bufa roubando a garrafa de cerveja da mão do moreno e bebendo um gole. Ele estala a língua com o gosto amargo e sorri zombeteiro. “Esse é o seu caso, Hope, não meu.”


“Vá se foder, Joonie.”


“Nah, eu dispenso, mas valeu. Até porque você gosta dessa posição mais do que eu, amigo.”


Ambos riem entrando no ar quente e acolhedor da boate e é fácil se distrair quando Hoseok está rodeado dos seus amigos. Ele não se preocupa com seu romance pouco convencional ou com a falta de interesse de Taehyung em pensar nele como algo mais do que uma foda barata e conveniente. Ele bebe e ele brinca e aposta quem toma mais cerveja com Jimin e zomba de Yoongi quando o ruivo afasta outro homem ou mulher de perto do rapaz mais novo, afinal Jimin é muito atraente para seu próprio bem e era normal Yoongi ser protetor. Infelizmente, ele não pode realmente dançar já que aquela era uma noite de rap e era difícil ter qualque música com uma batida que desse brecha para ele esfregar seu corpo em alguém. Isso não o impede de apoiar Inseong , um velho amigo, contra a parede abaixo da escadaria que dava para a segunda plataforma da boate e beija-lo como se sua vida dependesse disso. Fazia um bom tempo desde que ele havia visto o outro homem e como esperado Inseong continuava radiante e divertido.


Ele quase havia caído no chão com a força do abraço do outro homem quando se encontraram, mas foi pura coincidência eles se esbarrarem no caminho de Hoseok ao bar, ainda assim, era como se ele e Inseong nunca tivessem perdido contato desde a formatura da escola e foi fácil, até mesmo natural para os dois conversarem. Inseong contou sobre sua vida após a escola, seus novos amigos, sobre como Seungjun continuava o mesmo e Hoseok escutou a tudo com felicidade pelo seu amigo. Ele e Inseong nunca foram muito próximos, o outro rapaz preferindo sair com Namjoon, mas ele era bom para se ter por perto e era nostálgico encontrar alguém dos seus anos de escola.


Hoseok não tem certeza de como a conversa saiu do terreno seguro para algo mais parecido com um flerte, mas quando Inseong se inclinou sobre ele no bar, seu copo de whisky deixado de lado, se apoiando em sua coxa e perguntou se Hoseok não queria sair um pouco dali para encontrar um lugar mais tranquilo para conversarem, ele de bom grado o seguiu e a noite passou rapidamente então.


Ele não pensou em Taehyung até o dia seguinte quando ele acorda com Inseong beijando suas costas, uma dor leve pulsando agradavelmente em seus músculos quando o moreno se estica com um gemido satisfeito. Está frio e o suor em sua pele faz com que ele se arrepie, merda ele deveria ter colocado a camisa antes de cair no sono.


“Hoseok-sshi.” Inseong o chama já se afastando da cama para terminar de fechar sua calça. É uma visão privilegiada e bem vinda logo de manhã. “Eu já estou indo. Preparei o café, ah falando nisso, sua cafeteira é horrível.” Hoseok resmunga algo inteligível virando de costas na cama e fechando os olhos de novo. Ele adoraria ficar olhando para o outro homem, mas o sono é mais forte.


“Horas?”


“Não passou das nove. Relaxa.” Hoseok sente o colchão em volta dele afundar com o peso extra dos braços de Inseong, suas mãos em cada lado dos ombros de Hoseok, e lábios roçando os seus, a ponta de uma língua pedindo passagem. Ele retorna o beijo de forma preguiçosa e como esperado Inseong continuava um ótimo beijador.


Quando o rapaz se afasta de novo, dessa vez é pra valer. Sua expressão é de satisfação com o lamento sonolento de Hoseok por causa da distância repentina, mas ele não volta a se aproximar. “Até qualquer dia.” Inseong animadamente se despede antes de fechar a porta.


Dificilmente Hoseok acredita que eles se verão novamente, mas nunca se sabe.


É quando ele está prestes a cochilar que seu celular toca de algum lugar no chão do quarto. Demora pelo menos três minutos até Hoseok abrir os olhos com má vontade e mais quatro até ele encontrar alguma força em seu corpo para se obrigar a buscar o aparelho em seu jeans. Quem quer que fosse do outro lado da linha é sem dúvida persistente. Um pouco contrariado, o moreno atende o chamado.


“Alô?”


Hey, Hoseok. Te acordei? Pensei que você sempre madrugasse, cara.” A voz grossa e divertida de Taehyung enche a cabeça, até então, vazia de Hoseok o deixando rapidamente alerta. Duas semanas, sua consciência o lembra, duas semanas sem ouvir a voz de Taehyung. “Tanto faz. Você quer sair esse domingo? Jiminnie e eu estamos planejando chamar toda a gangue. Preciso sair, hyung.


O coração de Hoseok salta com a promessa de ver o garoto de cabelos laranjas e ele tenta não se sentir culpado após suprimir a breve faísca de irritação ao saber que não seria uma noite só para os dois. Ele ficará feliz com o que lhe for dado. Leva algum tempo para se desembaraçar dos lençóis, mas é bom ouvir Taehyung divagando sobre si mesmo do outro lado da linha.


“Claro, mas a temporada de moda acabou já? Pensei que seria mais longa.” Ele não se lembrava quando havia exatamente começado e, para ser sincero, Hoseok não se importava, mas Taehyung gostava de falar sobre seu trabalho e Hoseok gostava das coisas que faziam Taehyung feliz.


O perfume fraco de sexo está em sua cama, suas roupas e sua pele, café fresco na jarra da cafeteira e algumas rodelas de kimbap em um prato. Hoseok teria se sentido paparicado e apreciado, agradecido por alguém ter pensado um pouco sobre ele mesmo que não precisasse, por alguém que não via fazia anos ter feito algo assim para ele. Tão tocado que talvez Hoseok até mandaria uma mensagem para Inseong em apreciação, talvez até tomasse a iniciativa de se aproximar do outrora amigo e, talvez, isso levasse a algo mais, algo maior. Talvez. Mas naquele momento todo seu ser pertencia à Taehyung e é com um suspiro de solidão que ele percebe que não há escapatória desse caminho, não importa o quanto Namjoon o repreenda, porque Hoseok está diante do precipício pronto para cair sem um paraquedas.


Mas o sentimento pessimista de se apaixonar por alguém como Kim Taehyung passa quando a risada alta e rica do outro lado da linha enche o coração teimoso de Hoseok. Um sorriso em sua boca cheia de kimbap macio e bem preparado.



The quiet

Just tell me Say anything Anything hurts less than the quiet

— Troye Sivan



É engraçado para Hoseok o fato que alguém possa ter algo parecido com um fetiche sobre ele. Ou melhor, seu cheiro. É algo preocupante para se ter orgulho, mas ele apenas não pode conter o sentimento que enche seu corpo toda vez que Taehyung esfrega seu rosto em seu pescoço quando eles se abraçam ou enterra a cabeça em sua blusa quando o rapaz tira um cochilo em seu colo. Braços fortes apertando sua cintura para impedir que ele se afaste. A troca de peças de roupas se tornando algo comum entre eles também, quase inconsciente, não mais algo que acontecia apenas por causa de uma roupa danificada graças a falta de controle de uma das partes.


Hoseok está tão satisfeito com o avanço da sua situação que ele quase não consegue se controlar, a capacidade de fazer o rapaz não se esquecer dele, a vontade de marcar Taehyung com seu cheiro, como um cachorro marcando território, é estúpido e atraente. Hoseok havia se tornado um pervertido, mas ele não consegue se sentir envergonhado, não quando as coisas estão indo tão bem graças a isso.


Mas é claro que algo tem que dar errado na vida dele.


De alguma forma, sem ter a mínima ideia de como, Hoseok havia feito cometido algum erro porque ele tem certeza que Taehyung o está ignorando. Não era a falta de contato, já que o trabalho de Taehyung aumentava conforme as estações, Hoseok não era exatamente especialista em assuntos como roupas e desfiles ou galerias, mas ele sabia que cada temporada tinha suas estações e cada revista demandava um certo número de desenhos para o editorial, muitas vezes, dependendo da revista, Taehyung era o único desenhista, a carga horária estendida sem previsão pra aliviar.


Hoseok entendia isso e, mesmo que ele se sentisse solitário às vezes, ele daria o espaço necessário para o outro homem, por isso p medo estranho se instalou em sua barriga ao ser ignorado, suas ligações caindo na caixa postal e suas mensagens sem retorno que ele mandava para seu possível – ele esperava, desejava e ansiava – namorado se tornando uma previsão de mau agouro. O moreno tentou ignorar os sinais, descartando a sensação como paranóia, mas era impossível não perceber a forma com que Taehyung se fechou quando ele o viu na porta da boate, a sensação de água fria substituindo o sangue em seu corpo com o olhar que foi desviado do seu e o silêncio com o qual ele foi recebido. Jungkook criando uma barreira singela entre eles, tão presente e forte como o garoto geralmente era. O moreno tentou afastar o medo de que algo aconteceria, algo horrível, e a estranheza geral da situação continuou até que a confirmação de suas suspeitas aconteceu aos poucos todas as vezes em que Taehyung havia explicitamente o afastado durante toda aquela noite.


Hoseok quis chorar, seu coração batendo com dor e suas entranhas se contorcendo com ansiedade. Questões sem respostas girando em sua cabeça – o que eu fiz? Por quê? Como eu posso concertar as coisas? Por quê? É tudo culpa minha? Por quê? Enquanto ele observava Taehyung na multidão. Nunca retribuído.


Ele tentou segurar as beiradas do seu mundo para não desmoronar, tentou manter a esperança porque não queria acreditar que tudo, cada passo tortuoso e lento, mas seguramente promissor na relação deles havia sido por nada, apenas outro fruto do seu enganoso otimismo que se tornou sua ferramenta de defesa contra aquilo que ele não queria ver, não queria reconhecer. A teimosia em não desistir quando já havia perdido, como se bater na mesma tecla de alguma forma fosse produzir uma melodia diferente, algo bonito e suave, não o distorcido lamento quebrado da decepção. Hoseok era especialista nisso afinal.


Ele se apoia em Namjoon quando acha que está prestes a desmaiar, as perguntas preocupadas e comentários rigorosos do seu amigo sendo abafados pela batida furiosa e os gritos do público com as palavras sujas do rap de alguém no palco. Hoseok se sente muito pequeno, de repente, quando o braço de Namjoon se enrola em seu pescoço num abraço gentil, um suspiro derrotado e um puxão carinhoso do seu amigo quando ele desiste de fazer o moreno falar. O terror das possibilidades das ações de Taehyung esmagando seu coração e o fazendo soluçar a seco, lágrimas quentes presas detrás das suas pálpebras e sua garganta doendo com o grito desesperado e confuso que ele não tem coragem de soltar.


Namjoon não diz mais nada até eles voltarem para casa. Taehyung também não.


Hoseok decide seguir em frente e ficar bêbado, Jin prepara alguma coisa estranha com abacate e vodka e provavelmente outras coisas impronunciáveis enquanto Yoongi desafia Jungkook a beber um copo inteiro de whisky sem pausas.


“Não faça isso com ele, Yoongi.” Jimin repreende, dando um tapa no braço do mais velho, mas Jungkook já está tomando todo o copo, as vaias e o coro acompanhando cada gole. Quando o mais novo coloca o copo na mesa da sala, é com expectativa que todos o encaram e Yoongi sorri com diversão para o rosto vermelho e olhos marejados. Jungkook tosse e cambaleia um pouco fazendo com que todos riam. Se alguém nota a falta de animação na risada dele, não questionam.


Hoseok mal presta atenção em Taehyung, ou em qualquer um. Ele bebe e ele brinca e dança e canta as músicas no celular de Jungkook, ele conversa com Namjoon sobre algo irrelevante e tenta fazer Yoongi levantar da poltrona mais confortável para que ele possa descansar após uma batalha de dança particularmente competitiva contra Jimin. Com a mistura de álcool em seu organismo nublando tudo a sua volta, Hoseok não percebe quando Jimin leva um incapaz Taehyung até o banheiro, ambos cambaleando pelo corredor escuro. Ele não percebe sequer a falta de Jin quando o mais velho foi embora a mais de uma hora atrás ou quando Jimin, expressão séria e punhos fechados, chama Yoongi para ajudá-lo com Taehyung.


Hoseok não percebe muita coisa no torpor em que se impôs.


“Hyung.” Ele sente uma mão em seu ombro de um Jungkook preocupado. “Hyung, você está bem?”


Não, ele pensa, eu estou morto.


“Eu-“


“Hoseok.” Yoongi rosna saindo do corredor carregando um Taehyung praticamente se arrastado junto com Jimin ao reboque. O coração de Hoseok salta dolorosamente com a visão e ele franze a testa em preocupação, mas antes que possa dizer algo Yoongi faz um gesto para que ele e Jungkook saiam do sofá. O corpo desacordado de Taehyung cai com um barulho macio nas almofadas e Jungkook ajuda Yoongi a deixar o garoto encaixado de forma confortável no espaço pequeno do móvel. Distraidamente Hoseok percebe que Jimin o está encarando.


“O quê?”


O rosto de Jimin se contorce em uma careta e o rapaz delicado resmunga: “O quê? Só isso? O quê?” Hoseok o olha confuso antes de olhar para Yoongi atrás dele, procurando por ajuda, mas o mais velho coça o pescoço e dá de ombros, mesmo ele não ousaria ir contra um Park Jimin irritado. “Eu tive uma conversa interessante com Taehyung lá no banheiro sabe, ou pelo menos eu escutei enquanto ele chorava sobre você.”


Hoseok volta o olhar imediatamente para Jimin, seu coração começa a bater mais rápido agora.


“O-o quê?”


“Isso mesmo que você escutou, Taehyung estava chorando. Adivinha o motivo, hyung.” Jimin resmunga, os punhos ao seu lado abrindo e fechando até que Yoongi segura sua mão em um aperto firme enquanto sussurra em sua orelha para que Jimin se acalme. Hoseok engole em seco porque isso não é garantia que Jimin não vá bater nele.


“Eu não-eu-espere! E-eu-“


“Eu eu eu eu eu.” Jimin zomba, revirando os olhos. Namjoon se senta no chão em que estava deitado ouvindo música com seus fones e assiste toda a cena com mais atenção, Jungkook está parcialmente escondido atrás do sofá onde Taehyung desmaiou há alguns minutos atrás. Ele havia ido pegar uma manta para o ruivo, mas sentindo a tensão na sala, logo se escondeu. “Você só sabe falar sobre você? Esse é o seu problema, é tudo você.” Jimin cospe e Hoseok sente o calor da indignação aquecer seu sangue porque isso é tão injusto. De todos naquele recinto, ele é o menos egoísta e Jimin sabia daquilo, o filho da puta ingrato.


Hoseok se aproxima mesmo com o olhar de aviso de Yoongi e diz, tentando parecer intimidante, mas sua voz estremece: “Ah é mesmo? Então eu sou o vilão aqui hein? Então porque você não para com essa porra de ceninha e desembucha de uma vez?! Me conta o que eu fiz de tão horrível, porque eu estou louco pra saber também, porra!”


Nenhuma das pessoas na sala prevê o movimento de Jimin e Yoongi não é rápido o suficiente para segura-lo. Hoseok sente seu suéter sendo puxado e seu corpo indo para frente, ele tropeça e segura os pulsos de Jimin encarando bravamente a expressão cheia de raiva dolorida e traição no rosto do mais novo que Hoseok não compreende de onde veio.


“Jimin!” Namjoon grita se levantando e Yoongi já está lá tentando puxar o garoto de Hoseok. Jungkook aperta o encosto do sofá com tanta força que os nós dos seus dedos ficam brancos. A tensão na sala se elevando para algo insuportável a cada segundo.


“Você o traiu! Como você pôde hyung? Ele confiava em você, ele estava começando-” Jimin engasga, as mãos tremendo, o hálito com cheiro de menta e álcool batendo no rosto de Hoseok, ele arregala os olhos enquanto o tempo desacelera com o impacto das palavras de Jimin. “Ele estava começando a ser sincero e você- por que você não esperou por ele Hoseok-hyung? Por quê?”


“Espere, eu não-“


“Você não o quê? Não traiu ele? Me poupe.” Jimin rosna com a língua pesada graças a bebida o empurrando e deixando Yoongi puxa-lo para longe de Hoseok agora sentado no chão. Namjoon, que normalmente o ajudaria, está parado o encarando com confusão, provavelmente ele está tão descrente sobre toda aquela acusação quanto o próprio Hoseok.


“Não! Claro que eu não traí ele, porra!”


“Mentira.” Todos se viram para encarar um Jungkook timidamente brincando com a barra da sua camisa. Com toda a atenção sobre ele, o rapaz se encolhe um pouco antes de olhar para baixo, para um Taehyung agora roncando. “Eu estava lá, quero dizer, eu estava lá quando vimos o hyung com uma garota.” Jimin se vira mirando nele o olhar mais aterrorizante que Hoseok já viu no seu rosto e Namjoon o olha com uma pergunta que Hoseok não faz ideia de como responder. Ele tem certeza absoluta que isso nunca aconteceu.


“Então?” Yoongi interrompe o momento horrivelmente dramático com a voz monótona. Ele cruza os braços e dá um chute em uma garrafa vazia de cerveja, ela rola pelo assoalho antes de pousar na parede com um tilintar agudo. “Vamos dormir.”


“Não, eu n-” Hoseok começa, mas Yoongi já está puxando um Jimin ainda muito irritado para seu quarto deixando os outros três para resolver todo o problema que havia se criado por algo que Hoseok não fez.


Jungkook ainda está estranhamente quieto e Namjoon ainda está esperando sua resposta. Hoseok sussurra com toda a impotência que ele sente se mostrando em sua voz: “Eu não trai ele, é sério.”


Namjoon suspira e coça a parte de trás raspada de sua cabeça, ele senta no chão junto com Hoseok e sacode o homem visivelmente deprimido antes de se virar para Jungkook que parece um cervo travado pelos faróis de um carro.


“Isso é verdade? Que você viu ele com uma garota?” Quando Jungkook acena desconfortavelmente, mas com convicção, Hoseok soluça desolado e deita no chão.


“Eu não trai ele.” o moreno repete enquanto esconde os olhos vermelhos com os braços. Namjoon lhe chuta com simpatia e resmunga para Jungkook dar duas almofadas para ele. O garoto obedece, mas não diz nada. Ele se enrola na poltrona de Yoongi, colocando seus fones e tentando se tornar invisível. Jungkook nunca foi bom em lidar com as brigas que não eram dele. Hoseok olha para Namjoon com desespero.


“Eu não o trai, eu juro! Eu nunca traio, você sabe.”


“Bem, isso não importa agora, Hope, não é para mim que você tem que dizer isso.” Namjoon boceja jogando a almofada para Hoseok antes de colocar a sua em algum canto longe da mesa no meio da sala e se deitar com um gemido cansado. “Resolva isso com Tae amanhã.” O rápido está implícito na frase e Hoseok suspira e tenta ficar confortável no seu lugar no chão.


“Eu vou.”


“Bom.”


Não demora muito para os roncos de Namjoon encherem o silêncio desanimador daquela noite desastrosa e mesmo que Hoseok esteja exausto de toda a dor e do drama, ele ainda precisa saber de onde saiu aquela acusação, sua cabeça gira atrás de motivos que ele não consegue encontrar. As respostas estão nas mãos de uma pessoa que ele se sente enjoado só de olhar agora, mas que vai confrontar porque ele precisa resolver as coisas com Taehyung. Ele não pode perde-lo assim.


Não é preciso dizer que Hoseok não dorme naquela noite.



Shine

Can you see me, I'm shining And It's you that I've been waiting to find

— Years & Years



Eu estou apaixonado por um idiota, Hoseok pensou pela enésima vez desde que ele havia conhecido Taehyung enquanto assistia o rapaz esconder os olhos úmidos com o braço. Ele sentiu seu coração se encher com tanto carinho que ele tinha certeza que em algum momento ele explodiria com o sentimento preenchendo toda sua alma. A paz do alivio dominando seu ser e sem hesitar andou até o mais novo com determinação em seus passos para abraçar o corpo trêmulo e magro. Eu amo um idiota.


“Hey.” sussurra carinhosamente na orelha do ruivo e aperta o corpo agora mole em seus braços, as mãos de Taehyung agarram seu suéter e Hoseok pode sentir como elas estão instáveis e seu peito coça com a alegria desse fato. “Você entendeu tudo errado. Sério. Aquela garota não era nada minha, Tae.” ele explica se sentindo culpado logo depois porque, com certeza, sua irmã ficaria chateada com aquele descaso no tom da sua voz, então ele rapidamente acrescenta. “Quero dizer, ela é, mas não o que você achou que fosse.”


Lógico que Taehyung não acredita nele, é tão claro em seu rosto a desconfiança das suas palavras que Hoseok quase quer socá-lo, merda ele está tão cansado daquilo, mas ele quer resolver as coisas, não piorá-las. Sem contar que é divertido como todo esse mal-entendido evoluiu para um verdadeiro drama mexicano. Exatamente o tipo de coisa que sua irmã adora, pensa divertido.


“Ela é minha irmã, idiota.” diz com exasperação.


Mais engraçado do que toda a situação maluca em que havia se metido, é a reação de Taehyung. O terror na expressão dele quando realiza o quanto exagerou – embora Hoseok não estivesse exatamente chateado com isso, era um sinal de que seus sentimentos eram retribuidos não era? – é o suficiente para fazer o pouco da raiva que Hoseok esteve sentido nas últimas horas evaporar. Ele ainda estava frustrado, muito, mas é difícil não ceder com os olhos arregalados com surpresa e cheios de culpa que Taehyung estava mirando nele. Hoseok não era de guardar rancor, não com o rosto envergonhado do garoto escondido em seu ombro.


“Eu sou um idiota.” O ruivo sussurra e Hoseok dá de ombros.


“É. Você é.”


Não é uma tentativa de culpa-lo, ou algo assim, era apenas um fato que Taehyung tinha sido um idiota. Hoseok acaricia o cabelo macio do outro e aproveita o sentimento de finalmente ter o rapaz em seus braços depois daquela semana horrível. Taehyung se afasta o olhando com tanta sinceridade que Hoseok quase fica sem folego: “Desculpe?”


Hoseok amolece com o pedido, tão simples e significativo. Não era um pedido apenas para aquela noite ou por ter o ignorado, mas sim um pedido por tudo. Só que não é o bastante para Hoseok.


“Sim, mas com uma condição.” Taehyung acena rapidamente, sem hesitação e Hoseok franze a testa com seriedade. “Nós somos namorados agora. Sem mais desculpas. Eu estou cansado de fingir não me importar toda vez que te vejo com outra pessoa. E da próxima vez que você ficar inseguro sobre nós, você tem que falar comigo e não simplesmente me ignorar.” Desabafa. Havia sido difícil manter a compostura com todas as coisas que já aconteceram entre eles e Hoseok não tem certeza se ele pode se abrir novamente para Taehyung sem esperar por nada em troca. Ele precisa da garantia de que isso é pra valer. Que dessa vez é verdade. O moreno continua: “Eu não quero mais fugir disso e eu sei que você também não. Seja honesto comigo, tudo bem? Eu prometo ser fiel Taehyung e eu confio em você.”


Hoseok para de respirar por um ou dois minutos enquanto ele espera. Ele quer ter certeza, ele precisa ter certeza.


“Somos namorados então?”


Hoseok bufa antes de sorrir. “Bem, isso é óbvio.”


“Você tem certeza? Eu sou um homem complicado.” Taehyung sorri também, divertido, mas o olhar em seu rosto é cheio de amor e garantia sólida. Hoseok sente seu coração disparar em seu peito. Ele esperou tanto tempo por isso, desde aquele dia na loja de conveniência quando uma piada boba com um pote de sorvete havia lhe apresentado Kim Taehyung.


“Você é um covarde, isso sim.”


“Um covarde que você ama?” Taehyung pergunta, um pouco da diversão do momento desaparecendo de sua voz e dando espaço para a incerteza ainda presente entre eles. “Você me ama?”


Hoseok hesita por um minuto, surpreso com a pergunta. Eu estou apaixonado por um idiota, pensa mais uma vez enquanto abaixa a cabeça para beijar Taehyung e afastar todos os seus temores, e os dele próprio também. Por que, sinceramente, quem diabos ainda duvidava?


As coisas apenas evoluem em algo mais saudável e substancial entre eles depois disso e após resolverem toda a confusão com seus amigos mais íntimos – Hoseok ainda tenta fazer Jimin parar de se desculpar sobre o episódio do seu ataque violento em defesa da honra de Taehyung, ele entendia que era sua forma proteger o melhor amigo – fica mais fácil voltarem para sua rotina antes do fatídico dia no arcade. Taehyung roubando suas roupas e agarrado a Hoseok como um koala, exatamente a forma como Hoseok gostava. Claro, é difícil abandonarem antigos hábitos; Taehyung ainda é muito independente, algumas vezes se esquecendo de avisar ou adicionar Hoseok em suas atividades e Hoseok ainda muito passivo em suas vontades e desejos, mas eles estavam trabalhando nisso aos poucos.


Bem, sempre havia coisas que só melhoravam com o tempo. Sexo era uma delas.


Taehyung beija a nuca dele enquanto eles esperam o elevador chegar até o andar do apartamento de Hoseok, eles haviam acabado de sair de uma festa de comemoração pela sua promoção como coreografo chefe no estúdio onde ele dava aulas e dizer que Hoseok estava emocionado era pouco, ele até mesmo havia chorado quando uma de suas alunas, Jae-In, alegremente lhe entregou uma placa de certificado que o dono havia encomendado como forma de demonstrar sua apreciação pelo trabalho duro de Hoseok. Era algo tão maravilhoso se sentir reconhecido e Taehyung estava lá também junto com Yoongi e Jin, o mais velho indo no lugar de Namjoon que havia ficado gripado, mas também como amigo de Hoseok.


Após todos os parabéns, quando a maior parte das pessoas na festa haviam se afastado para ficarem em seus próprios grupos sociais, ele se viu sendo provocado pelo namorado constantemente.


“Você fica tão sexy quando está feliz, hyung.” Era a desculpa sussurrada em sua orelha após um aperto sugestivo em sua coxa por debaixo da mesa. Ele tinha que se conter para não engasgar com o bolo em sua boca quando a mão escorregou um pouco até os dedos acariciarem a parte interna da sua coxa antes de Taehyung se afastar quando um Yoongi ranzinza se aproximou. Era uma verdadeira tortura.


A noite toda foi esse jogo de insinuações, de olhares que duravam pouco, apenas o bastante para deixar claro o que o aguardava quando eles chegassem em seu quarto, ou talvez nem tão longe pela forma como o humor que Taehyung parecia estar naquela noite, ele não era exatamente paciente. Eles mal haviam entrado no carro quando o ruivo o beijou, sua língua cheia de experiência com objetivo claro explorando cada canto da boca de Hoseok com habilidade já treinada de quem havia estado ali dentro muitas vezes. O fato que Taehyung o conhecia tão bem, sabia exatamente como o beijar, sempre deixava Hoseok sem folego.


Foi com dificuldade que o moreno conseguiu abrir a porta para seu apartamento, Taehyung apertava de segundos em segundos o bojo em suas calças brincando com Hoseok através dos seus jeans enquanto mordiscava o lóbulo da sua orelha. Era difícil se concentrar na fechadura dessa forma.


“Rápido hyung.”


“Se você parar por um minuto, eu-“ a mordida afiada em sua orelha faz o corpo de Hoseok saltar com o choque de prazer que atravessa sua coluna, ele solta um gemido irritado e graças a todos os deuses de todas as civilizações já existentes a chave entra no fecho da porta fazendo os dois homens tropeçarem rapidamente para dentro, sutileza esquecida a muito tempo quando Hoseok joga o corpo de Taehyung contra a porta a fechando com um estrondo que sem dúvida faria seus vizinhos reclamarem mais tarde. Hoseok não estava dando uma foda para eles desde que pudesse continuar devorando a boca de Taehyung.


“Merda.” O ruivo rosna, se afastando o bastante para retirar o moletom já aberto de Hoseok antes de voltar a beijar o moreno, suas mãos puxando a camisa preta amarrotada das calças para poder enfia-las por dentro e tocar a pele quente do mais velho. Taehyung aperta um dos mamilos de Hoseok, a outra mão arranhando as costas largas e elegantes do homem, Hoseok joga a cabeça para trás em um gemido ofegante dando abertura para o ruivo morder seu pescoço, ele derrete rapidamente com isso, seu pescoço era o seu ponto sensível.


“Merda, Tae! Tae, Taehyung pare de brincar.” Hoseok choraminga com mais uma torção dos dedos em seu mamilo e então se apoia nos braços do mais novo para conseguir impulso para se afastar. Eles ficam um minuto se olhando, Hoseok sente suas calças apertarem mais com a visão diante dele, um Taehyung corado, luxúria em seus olhos e saliva escorrendo pelo canto da sua boca. Isso libera algo feral dentro dele e Taehyung geme com o olhar faminto de Hoseok, sua voz firme e muita alta no silêncio expectante de segundos atrás quando ele diz. “Quarto. Agora.”


Não é necessário falar duas vezes. Até o momento em que eles entram no quarto, suas roupas já estavam espalhadas pelo corredor, corpos nus e suados formando silhuetas difíceis de se discernir na escuridão do local, apenas a claridade fraca vinda através da janela dando forma para os objetos ali presentes. Mesmo com isso Taehyung tropeça na pequena caixa de som para Ipod que Hoseok havia esquecido no chão e bate o dedo no pé da cama, um conjunto de palavrões e lamurias saindo da sua boca quando ele se joga na cama. O riso histérico de Hoseok segundos depois não ajudando em nada com a dor ou o constrangimento do outro homem.


“Sério? Você vai mesmo ficar ai parado rindo de mim?” Isso só faz Hoseok rir mais enquanto Taehyung segura o dedo do seu pé em uma tentativa de fazer a dor sumir mais rápido. Ele bufa a contragosto quando parece que seu namorado não vai parar tão cedo. “Beleza então. É isso, você matou o clima, cara. Fique ai rindo e com um pau duro a noite toda, seu babaca.”


Hoseok ainda ri, embora menos agora, enquanto ele vasculha sua gaveta atrás do lubrificante e das camisinhas jogando os objetos ao lado do ruivo que revira os olhos contrariado. Taehyung não está menos emburrando quando ele sobe na cama e beija seu braço subindo até o ombro, mas ele relaxa e permite que Hoseok segure seu pênis um pouco menos animado graças ao embaraço. Hoseok sorri para o olhar acanhado do ruivo, não havia nada que Taehyung pudesse fazer que envergonharia ou faria Hoseok pensar menos dele e ele deixa isso claro para o rapaz.


“Isso não é justo.”


“Você não foi justo a noite toda.” Hoseok bufa divertido enquanto beija seu pescoço, o pênis na sua mão já voltando a pulsar e ficar completamente ereto enquanto ele morde e lambe a orelha de seu namorado. Taehyung não era o único que conhecia os seus pontos fracos afinal. O ruivo geme antes de puxar o cabelo castanho de Hoseok e virar sua cabeça em sua direção para beija-lo, é algo mais calmo e suave agora, toda a loucura da paixão esquecida por enquanto e ambos levam seu tempo para acariciar e explorar o corpo um do outro, dedos passeando delicadamente na pele suave e imperfeita em pequenos círculos cheios de admiração, beijos sendo distribuídos em cada marca que a vida deixou em seus corpos e o calor compartilhado, dado e retribuído se transforma em uma bola crescente de prazer criado não pelo prazer em si, mas por prazer por serem eles ali e agora, só eles, naquele momento que era deles e apenas deles. Era tão belo que faria anjos chorarem com a melodia perfeitamente harmoniosa que eram seus corpos naquele abraço singular, puro, real e exclusivamente deles.


Hoseok e Taehyung estavam fazendo amor naquele momento.


Taehyung se afasta o bastante para pegar o lubrificante do seu lado, beijos molhados de Hoseok em sua clavícula e peito enviando um arrepio de antecipação pela sua pele antes que ele se ajoelhe na cama deitando o mais velho de costas no colchão macio e lençóis bagunçados. Hoseok não protesta, ele apenas ajeita a travesseiro embaixo da sua cabeça e outro um pouco acima da sua bunda, no seu cóccix e permite que Taehyung levante uma perna a colocando em seu ombro, suas respirações ofegantes sendo o único som quebrando o silêncio reverente no quarto. Hoseok observa enquanto Taehyung reveste seus dedos com o lubrificante, esfregando um no outro para aquecer o liquido gelado antes de olhar nos olhos escuros do seu namorado como aviso. Ele enfia dois dedos enquanto acaricia o pênis do outro homem como distração para o desconforto inicial, mas Hoseok os engole como um profissional, músculos quentes apertando suas juntas num pulsar erótico como se estivesse convidando Taehyung a ir mais fundo dentro dele, o ruivo geme, seu pau salta com a provocação e ele puxa seus dedos até que só as pontas estejam acariciando a entrada enrugada de Hoseok antes dele os enfiarem com um empurrão. Hoseok arqueia as costas com um gemido rouco e longo, Taehyung ofega antes de voltar a puxar e empurrar novamente e novamente e novamente. Ele adiciona o terceiro dedo depois que já tem certeza que Hoseok está aberto e lubrificado o bastante e abre os três tanto quanto possível para esticar o rabo do moreno o bastante para seu pau ansioso.


Ele sente a sensação pinicante de coceira em seu corpo com o suor e o calor é insuportável, mas Taehyung tem que se manter calmo para continuar dando completa atenção para Hoseok. O mais velho adorava as preliminares e mesmo que para Taehyung não importasse muito se preparar, sendo muito mais divertido a pequena faísca de dor misturada com o prazer de uma entrada não muito cuidadosa dentro dele, ele sempre levava seu tempo com Hoseok tendo a paciência de deixa-lo prestes a explodir antes de parar porque havia algo sobre um Hoseok implorando por ele que sempre deixaria Taehyung excitado. Outro fetiche, talvez?


“T-Tae.” O moreno geme jogando a cabeça para trás antes de esticar o braço para parar a mão do rapaz. “Eu quero...” ele engasga com a torção perversa dos dedos dentro dele, um choque de sensações atravessando sua coluna. “Porra.”


“Você quer o quê, oppa?” Taehyung sussurra, adorando o gemido necessitado que Hoseok solta quando ele o chama assim. Se havia algo que deixava Hoseok à beira da loucura era ser chamado de oppa durante o sexo. Clichê, mas ele se sacrificaria se isso fazia o moreno feliz. Taehyung se afasta já pegando uma camisinha do pacote que Hoseok havia jogado para ele “Se você não pedir direitinho eu não vou te dar o que você quer.” Ele repreende enquanto rola o plástico sintético pelo seu pênis antes de revestir com um pouco mais de lubrificante e espalhar por toda a base.


“Seu pau. Quero seu pau.” Hoseok choraminga e se contorce com a sensação de Taehyung se esfregando na sua bunda. Ele rosna quando a cabeça é forçada contra sua entrada pela terceira vez sem entrar. Esse maldito pirralho, Hoseok fecha os olhos com a sensação de frustração e excitação antes de puxar o cabelo de Taehyung e beijar sua boca com fervor, dentes puxando seu lábio inferior quando ele se afasta.


“Mamãe e papai ou cachorrinho?” Taehyung ofega antes de se afastar o bastante para se ajeitar no centro da cama em uma melhor posição.


“Mamãe e papai.”


“Tão antiquado.”


“Você vai enfiar essa merda no meu cu ou não?” Hoseok geme chateado, já esticando mais suas pernas para acomodar melhor o corpo do ruivo. Taehyung ri com a comparação inconsciente, mas sabiamente fica quieto enquanto ele agarra a parte de trás dos joelhos de Hoseok e levanta suas pernas as jogando em seus ombros, Hoseok cruza seus calcanhares e levanta seus quadris enquanto Taehyung ajeita seu pênis antes de entrar no calor convidativo do interior do moreno, ambos gemendo com a intrusão. Assim que seus quadris se encontram com a base da bunda de Hoseok, Taehyung se inclina reivindicando a boca do moreno engolindo seus gemidos com cada estocada lenta que o ruivo dá.


Não demora muito para o ritmo crescer em uma dança frenética, as pernas de Hoseok deslizando dos ombros para a cintura de Taehyung enquanto o mais novo agarra seus pulsos os prendendo no colchão, barriga criando um atrito doloroso e insatisfatório entre os dois para o pau molhado e esquecido de Hoseok. Ele tem quase certeza que isso é um castigo por ele ter rido do garoto anteriormente, mas os lábios constantemente sobre os seus cala qualquer protesto, é quando a cabeça do pau de Taehyung atinge sua próstata que eles se separam, Hoseok se contorcendo com o prazer que domina sua mente.


“Achei.” Taehyung sussurra lambendo os lábios antes de começar a empurrar com força revigorada para dentro de Hoseok em um novo, estático, ritmo alucinante. Hoseok não consegue dizer nada em resposta porque seu cérebro derrete com a sequência de estocadas certeiras em sua próstata, todas batendo no ponto certo com a força necessária. É enlouquecedor. Ele está morrendo!


“Isso! Isso! Oh meu Deus, sim!”


Taehyung solta seus pulsos para agarrar sua cintura e Hoseok bate o calcanhar na cama forçando o corpo a ir de encontro com a virilha de Taehyung, o choque de peles suadas soando de forma ensurdecedora no quarto. Ele vai gozar, Deus, ele está tão perto e ele vai gozar. Taehyung segura seu pênis em um aperto vicioso e Hoseok geme com dor, ele não é muito fã da ideia de sentir dor no sexo, mas seus quadris já estalam com cada estocada e sua perna esquerda se contrai com a câimbra que está nascendo graças ao esforço, então ele não protesta, mas Taehyung alivia o aperto de qualquer forma tornando os dedos em volta do seu pau quase um toque fantasma enquanto ele o masturba.


É torturante assim como tudo o que Taehyung faz e Hoseok sente lágrimas deslizarem pelo canto dos seus olhos. Ele pode sentir o gosto do seu próprio sêmen em sua boca.


“... pra mim.” Hoseok escuta e volta a sintonizar no presente. Ele se distraiu tanto com a sensação de seu prestes-a-acontecer orgasmo que ele perdeu as palavras de Taehyung. Hoseok olha para cima, para o rosto corado e os olhos dilatados com prazer, o corpo magro, elegante, seus músculos tensos com o esforço dos seus quadris que quando jogados pra frente parecem levar todo o corpo do garoto junto enquanto ele treme com o choque. A pele levemente bronzeada de Taehyung está revestida com o suor e até mesmo o cabelo ruivo está molhado, grudado em sua testa e pingado nas pontas, a luz da rua e faróis dos carros sendo a única fonte de luz que ilumina a silhueta de Taehyung, fazendo com que ele brilhe de uma forma quase sobrenatural na mistura de cores na escuridão. Sua voz rouca e grossa, quebradiça graças ao prazer, adentrando as portas da mente de Hoseok fazendo com que tudo fique em silêncio por um segundo, a única coisa existente sendo aquela voz que o comanda. “Goze para mim, Hoseok.”


É exatamente o que Hoseok faz. Sua mente entra em curto circuito e o orgasmo percorre seu corpo como lava em suas veias. É único. Assustador. Uma onda que o afoga num mar de prazer. Hoseok morre e é maravilhoso.


Ele fica inconsciente por um segundo e então abre os olhos para assistir um Taehyung com a cabeça jogada para trás, uma visão borradas de veias expostas de um pescoço corado e mandíbula apertada com força, ele é completamente lindo. O calor do sêmen preenche a camisinha dentro de Hoseok arrancando um gemido fraco da sua garganta dolorida, seu corpo está totalmente dormente tirando sua bunda que ainda pulsa com o calor do pau e das leves estocadas de Taehyung.


Demora um pouco até o ruivo voltar do êxtase do seu orgasmo, olhos fechados e corpo tremendo, ele então se inclina sobre Hoseok e o beija preguiçosamente. É uma distração bem vinda para a vergonha já dominando seu consciente com o fato que ele havia acabado de desmaiar durante o sexo.


“Isso.” Taehyung começa a dizer, lambendo o suor do queixo do namorado antes de finalmente se deitar do lado de Hoseok. Peito arfante e corado, suor cobrindo seu corpo. “Foi. Muito. Bom.” Hoseok geme em acordo ainda olhando para o teto. Desmaiado, ele havia desmaiado, mas que porra. Hoseok mal reconhece os beijos tímidos em seu pescoço até que ele sente o pênis ainda vestindo a camisinha usada e já meio duro de Taehyung em seu quadril, ele olha com descrença pro ruivo. “O quê? Vamos hyung, segundo round. Vamos? Por favor?” Taehyung geme distribuindo beijos por todo seu rosto e mesmo que Hoseok não esteja com energia suficiente para nada, nem mesmo para piscar sem o risco de cair no sono, seu pau pulsa com interesse.


Ele olha para baixo para avaliar a sua situação – não, ele ainda está fora do jogo. Depois do orgasmo que ele teve é praticamente impossível que se recupere tão rápido, ainda deve levar pelo menos algumas horas antes que ele consiga voltar a ativa. Hoseok então segura os pulsos de Taehyung e o vira na cama, o outro homem soltando um barulho de surpresa antes que Hoseok o beije, ele move os lábios devagar sob a mandíbula de Taehyung, chupando a pele salgada antes de distribuir beijos pelo pescoço e peito do seu namorado. Taehyung geme quando ele retira a camisinha agora inútil e incomoda do seu pau para então dar um nó antes de segura-lo em um punho firme, do jeito que Taehyung gostava. Não demora muito para ele ficar completamente duro em sua mão.


É tão bom ser jovem, Hoseok pensa com uma pontada de ciúme antes de lamber e morder um dos mamilos duros do mais novo. Taehyung se contorce e passa a mão pelo cabelo de Hoseok, um carinho submisso, nenhuma tentativa de tornar as coisas mais rápidas ou do seu jeito, cedendo o controle para o mais velho. Hoseok beija seu peito, perto do coração, em apreciação antes de deslizar a língua pelo abdômen levemente definido do mais novo até chegar em seu umbigo, ele enfia e gira a língua no buraco antes de morde a pele logo abaixo onde os pelos púbicos da virilha começam e continuar descendo. Taehyung ofega e Hoseok gira o punho de uma forma que faz o garoto arranhar sua nuca e gemer, ele não demora muito mais o provocando, engolindo Taehyung de uma vez só.


“Merda!”


Hoseok sente o pênis do namorado sendo empurrado na sua boca, tocando o começo da sua garganta e fazendo com que ele sufoque; não é algo que o incomode, mas Taehyung congela assustado com o barulho. Quando ele percebe que Hoseok não faz nenhum movimento para segurar sua cintura e impedir Taehyung de se mover, ele olha para baixo encontrado o olhar do mais velho, mas Hoseok não parece irritado e, hesitante, ele dá mais um empurrão para dentro da boca quente e folgada do seu namorado estremecendo com prazer quando uma língua áspera acaricia a base antes de subir para a ponta e lamber a fenda sensível provando o sabor do gozo ainda revestindo seu pau. Hoseok não protesta quando Taehyung empurra novamente, dessa vez com mais firmeza e, se ele estiver lendo sua expressão direito, o mais velho parece gostar daquilo. Ele inclina o quadril novamente em uma pressão superficial e Hoseok geme apertando os lábios em volta dele, a vibração do som fazendo Taehyung estremecer e choramingar.


Eles ficam um tempo nisso, Hoseok preguiçosamente lambendo o pau em sua boca enquanto Taehyung se perde com o prazer de bater a cabeça do seu pênis no topo da garganta do moreno, nunca indo muito fundo por causa da posição, mas chegando perto o bastante pra fazer Hoseok engasgar às vezes. Isso é bom, mas Hoseok finalmente decide tomar as rédeas da situação. O sentimento de agradar Taehyung é muito satisfatório, mas sua mandíbula está ardendo com o esforço e seus olhos não estão colaborando com ele, o sono quase o dominando. Ele não precisa dormir com um pau na sua boca para acrescentar na lista de situações bizarras na sua vida, obrigado.


Hoseok segura a base do pênis do ruivo com uma mão e suas bolas com a outra para então começar a chupar pra valer. Ele sabia que não ia demorar muito, Taehyung já estava na borda muito tempo atrás então Hoseok se prepara para os jatos quentes em sua língua logo depois de acelerar seus moimentos antes de sugar com mais ferocidade, engolindo tudo. Taehyung choraminga, puxando os lençóis da cama e apertando os dedos dos pés enquanto ele goza violentamente, cada fibra de energia sendo engolida por Hoseok, para então amolecer com um gemido cansado. Hoseok descansa a cabeça em sua coxa para recuper o folego.


Eles ficam em silêncio por alguns minutos antes de Taehyung puxar o corpo exausto de Hoseok para cima beijando seu rosto, ele lambe o gozo que havia escapado pelo canto da boca do moreno e então dá um selinho carinhoso nos lábios inchados. Hoseok ronrona sonolento antes de se deitar ao lado do seu namorado, o ar frio da noite resfriando o suor no corpo dos dois, ele deveria ir pegar um lençol para se cobrirem, mas Hoseok não confia nas suas pernas nesse momento para se levantar. Amanhã vai ser um dia quente, consola a si mesmo – sem ter muita certeza já que ele não se lembrava da previsão do tempo do jornal, não que isso importasse – e fecha os olhos puxando Taehyung para mais perto para que um aqueça ao outro com seus corpos. O mais novo se aconchega nele, rosto escondido em seu pescoço, um braço jogado em seu peito, eles estão saciados e não demora para os dois caírem no sono.



Can't help falling for you

Take my hand, take my whole life too. For I can't help falling in love with you.

— Elvis Presley



O dia seguinte é morno, mas Hoseok acorda com o lado direito do seu corpo gelado. Ele pisca para a claridade vinda da sua janela aberta e depois olha para o tufo vermelho do cabelo de Taehyung que ainda está dormindo. Ele se sente nojento e ele precisa de um banho.


Hoseok vira de lado e beija o rosto de Taehyung, chamando seu nome. Não demora muito até seu namorado acordar, olhos turvos com o sono interrompido e com remelas nos cílios. Hoseok sorri lembrando da noite passada, seu corpo dói e com a luz do dia fica fácil ver as mordidas e chupões que ele deixou no corpo de Taehyung, sua pele aquece com excitação porque é uma ótima coisa ver seu namorado tão fodido logo de manhã.


“Hmmm.”


“Bom dia, querido.”


“Hm.” Taehyung geme coçando os olhos antes de piscar para Hoseok e depois olhar para a janela. Hoseok ri com a careta que o homem faz. “Muito cedo.” Resmungando, o ruivo esfrega o rosto no peito do mais velho.


“Temos que tomar banho.” ele diz e acaricia as costas de Taehyung com carinho. “Você tá fedendo.”


“Hm.”


“Eu vou levantar, você querendo ou não, Tae.”


“Hmm.”


Hoseok revira os olhos exasperado e pergunta: “Você vai vir comigo por bem ou por mal?”


“Hmmmmmm.”


Hoseok franze a testa, olhando para o ruivo preguiçoso. Como alguém que não trabalha todos os dias fora de casa, Taehyung não precisa acordar cedo, ele cria seus próprios horários e apenas nas temporadas agitadas de eventos e desfiles grandes em que ele precisa cobrir as matérias e os projetos editoriais que o faz estabelecer uma grade fixa para seus desenhos, mesmo assim ele não acorda cedo. O mais novo não é contra ficar sem banho depois de uma noite muito boa de sexo também, mas Hoseok não compartilha do sentimento.


“Ou você levanta ou eu te arrasto até lá!”


Taehyung é uma pessoa despreocupada, verdade, mas ele preza por sua vida também. Eles tomam banho juntos e transam de forma preguiçosa na banheira, o que compensa o fato que ele teve que levantar da cama antes das dez. Taehyung deve escutar Hoseok mais vezes se esse seria o resultado. Ele observa o moreno fazer o café da manhã enquanto desenha seu namorado, é uma manhã cheia de paz e Taehyung ama isso completamente, ele não entende como demorou tanto para aceitar esse presente.


Hoseok sorri para o esboço no caderno do ruivo e deposita os pratos de bindaetteok, doenjang jjigae, kimchi e arroz na mesa antes de beija-lo, eles se sentam, comem e conversam; e tudo estava bem, perfeito, pois os olhos de Taehyung estavam cheios de amor quando ele olhava para o moreno e sua risada com qualquer besteira que Hoseok dizia enchia a sua volta com o som bonito, alto e vivo da voz profunda. Hoseok podia sentir seu coração pular toda vez que seu namorado roçava o pé em sua panturrilha, um sorriso brincalhão nos lábios carnudos, o olhar cheio de adoração e carinho direcionados apenas para ele.


“Eu te amo.” disse antes mesmo que pudesse pensar sobre isso.


Taehyung pisca surpreso, a boca aberta antes de rir e esticar o braço, a mão virada para cima. Hoseok sorri timidamente, um pouco envergonhado, mas não arrependido da sua confissão e pega a mão oferecida a ele, sentindo Taehyung apertar e então entrelaçar seus dedos.


Eles se olham e Hoseok pode ver toda a convicção em Taehyung. É tão sincero e tão firme em toda a calma certeza dos seus sentimentos que ele sente seus olhos encherem de lágrimas. Hoseok não vai chorar, mas o sentimento é tão forte que ele é incapaz de conter a emoção porque aquilo, aquela verdade, não mais uma promessa, era tudo o que ele sempre quis.


“Eu te amo também.”


Hoseok soluça e Taehyung ri de novo, o som saindo um pouco quebradiço de seus lábios trêmulos.


Ainda havia muitas coisas que precisavam ser trabalhadas na relação deles, mas se tinha algo que Hoseok tinha certeza absoluta era que mais perfeito do que isso não poderia ficar porque eles se amavam e isso era o suficiente.



✿♥✿♥✿♥✿

Notas Finais:


Como eu escrevi tudo isso? COMO? Como minha cabeça não explodiu ainda?


To exausta, mas satisfeita. Principalmente com o final, um final desses merecia um clássico. E O HOSEOKÃO É A COISA MAIS ADORAVEL DESSE UNIVERSO TO CERTA OU TO CERTA? To quase fazendo macumba pra arranjar um desse molde na minha vida porque tá foda.


Espero que tenham gostado, criticas construtivas são sempre bem vindas.

24 de Marzo de 2018 a las 20:09 0 Reporte Insertar 0
Fin

Conoce al autor

LiNest Meu nome é Aline, também conhecida como Linest e eu estou realmente feliz por poder compartilhar meu trabalho com tanta gente agora!!! Você só precisa saber 3 fatos sobre mim: Amo Angst. Sou Nerd. Sou Army.

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