Cuento corto
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O veneno mais doce

Taehyung suspirou de alívio quando adentrou o espaço quente da estufa, o frio lá fora bloqueado pelas paredes de vidro sólido do local protegido. Tirou o casaco verde, o jogando em uma das mesas quase vazias enquanto desviou de alguns vasos no chão, dando a volta pela estante onde os recém florescidos crisântemos estavam belamente expostos. O aspecto saudavél das flores deixava óbvio que aquelas flores eram o mais novo xodó de Jimin. O amigo as adorava.


Taehyung não gosta muito dos crisântemos, especialmente os brancos, mas ele não disse nada quando Jimin os havia mostrado animadamente na sua última visita, apenas se forçou a engolir o bolo de mal estar em sua garganta e sorriu para o amigo.



“São belas flores, mas difíceis de se cultivar.” Havia dito, acariciando o broto vermelho de uma das mudas.


“Essa é a beleza da coisa.” Jimin respondeu, olhando com carinho para sua aquisição recente. Seu sorriso singelo aliviando um pouco o sentimento de rancor de Taehyung.



Sorriu com desgosto com a lembrança, as flores quase pareciam toleráveis perto de Jimin, assim como a maioria das coisas que envolviam o amigo. O loiro seguiu o caminho entre samambaias e rosas até encontrar Jimin ocupado com um pequeno buquê no fundo da loja, a blusa preta fina molhada no meio das costas com seu suor – ele costumava perder a noção do tempo dentro da estufa, trabalhando por horas, e às vezes esquecendo de comer. Taehyung pigarreou, sorrindo para Jimin quando o mais velho se virou.


“Pensei que você ia se atrasar por causa do trabalho.” O homem menor comentou, tirando as luvas de jardinagem e se aproximando do melhor amigo para abraça-lo. “Eu nem preparei café ou cookies.” Ele fez uma careta contrariada e Taehyung riu, dando tapinhas no ombro do ruivo.


“Bem, aconteceu um imprevisto e Namjoon me liberou mais cedo.” o loiro deu de ombros antes de se sentar. “Eu ia ligar, mas resolvi fazer uma surpresa. No que está trabalhando?”


“Você devia ter ligado.” Jimin repreendeu, mas seu sorriso era carinhoso. Ele pegou um buquê intricado, a primeira fileira de branco sendo o destaque, seguido por roxo e em menores quantidades rosa e amarelo no meio. Era um buquê apenas de crisântemos. Taehyung tentou não fazer uma careta quando Jimin perguntou: “O que você acha? O pedido era para um de margaridas e crisântemos amarelos, mas tomei a liberdade de fazer um só de crisântemos.”


“Jimin.” Taehyung suspirou, eles já haviam falado sobre a mania do ruivo de não seguir ordens. “Seu chefe não vai gostar.”


“Que se dane.” Jimi


“Que se dane.” Jimin zombou, colocando o buquê de volta na mesa e se aproximando, puxou a cadeira para se sentar de frente ao amigo com um ofego aliviado por finalmente descansar. “Margaridas não são para velórios, de qualquer forma.” vendo a careta que Taehyung fez com a sua declaração, Jimin suspirou exasperado. “Eu vou fazer um segundo buquê caso o velho chato não escute a razão. Relaxa Tae.”

n zombou, colocando o buquê de volta na mesa e se aproximando, puxou a cadeira para se sentar de frente ao amigo com um ofego aliviado por finalmente descansar. “Margaridas não são para velórios, de qualquer forma.” vendo a careta que Taehyung fez com a sua declaração, Jimin suspirou exasperado. “Eu vou fazer um segundo buquê caso o velho chato não escute a razão. Relaxa Tae.”n zombou, colocando o buquê de volta na mesa e se aproximando, puxou a cadeira para se sentar de frente ao amigo com um ofego aliviado por finalmente descansar. “Margaridas não são para velórios, de qualquer forma.” vendo a careta que Taehyung fez com a sua declaração, Jimin suspirou exasperado. “Eu vou fazer um segundo buquê caso o velho chato não escute a razão. Relaxa Tae.”

“Essa não é a questão.”


“Bem, você não se importa mesmo, qual o problema?” o ruivo resmungou, empurrando a franja para trás, limpando o suor na testa. Com o silêncio do loiro, Jimin sorriu e disse, tentando soar apaziguador: “Olha, vamos esquecer disso. Eu vou saber como lidar com meu chefe ok? Você quer um café?”



Taehyung ainda não estava convencido, mas Jimin não estava errado, ele realmente não se importava e a ideia de uma xícara de café era muito tentadora para continuar discutindo. Decidiu mudar de assunto.Taehyung ainda não estava convencido, mas Jimin não estava errado, ele realmente não se importava e a ideia de uma xícara de café era muito tentadora para continuar discutindo. Decidiu mudar de assunto.


Afinal, Jimin teria o quê queria. Sempre teve.





A primeira vez que se conheceram, aos quatro anos de idade, Jimin havia chorado. Era um choro alto, desesperado e Taehyung, assustado com o ato repentino da outra criança, começou a chorar também, tão alto quanto Jimin. Suas mães não sabiam o quê fazer com a situação, até que a avó de Taehyung se aproximasse sorridente, pegando um Jimin desolado no colo e cantarolando baixinho na orelha do garoto até o fazer parar de chorar. Assim que Jimin se acalmou, Taehyung também parou de chorar, olhando para sua avó e a outra criança com olhos inchados e curiosos. Toda a cena não durou mais do que dez minutos para a confusão dos pais.


“Foram as trompetas de anjo.” Sua avó havia dito para a mãe envergonhada de Jimin, o garoto agora correndo alegre atrás de Taehyung no quintal. “Sua música o assustou, muito alta para seus ouvidos frágeis.”


A Sra. Park não havia questionado a explicação estranha, mas deixou Jimin de castigo por uma semana quando voltaram para casa.





Jimin gostava de usar coroas de flores; e talvez isso seja uma coisa estranha para um garoto gostar, mas Taehyung realmente não achava que fosse algo ruim já que Jimin era lindo, as flores só o deixando mais lindo. Porém o pai de Jimin odiava isso. O pai de Jimin odiava flores.


Taehyung odiava o pai de Jimin às vezes, principalmente quando o amigo parecia prestes a chorar com todos os gritos do homem quando vinha busca-lo na casa da sua avó. As ameaças de impedir Jimin de visita-los quase fazendo Taehyung chutar o mais velho na perna, mesmo que o outro homem fosse assustador, mas sua avó sempre o impedia, acalmando o Sr. Park ao prometer não deixar Jimin muito tempo no jardim – mesmo que toda vez que ele viesse, ela alegremente o ensinasse sobre as suas flores.


“Algumas pessoas não conseguem ver além daquilo que elas acreditam ser o correto.” Sua avó explicou quando Taehyung deu voz à sua frustação. O garoto olhou para a sua avó atentamente, o som agudo das agulhas enquanto ela tricotava ressoando alto na sala. “Elas se afundam no seu próprio reflexo e não sabem mais como voltar para olhar em sua volta.”


“Mas por quê?” o garoto perguntou chateado.


Sua avó olhou para seus pequenos punhos com tristeza antes de levanta-los em direção aos seus olhos. Os olhos da sua avó eram negros, o lembrando do poço em seu quintal, onde dentro da boca era tão escuro que parecia nunca ter um fim. “Porque mesmo as flores são cruéis, querido.”


Ele só entendeu o que sua avó quis dizer quando Jimin apareceu com um dos lados do rosto inchado.





“Eu realmente não entendo por que você iria querer uma flor que nem se pode cheirar.” Taehyung questionou enquanto lia sobre oleandros, a nova obsessão de Jimin.


“Talvez porque eu gosto do perigo?”


Taehyung riu alto, seu peito apertando com a seriedade nas meias luas negras de Jimin. Eles tinham quinze anos e Jimin ainda era a pessoa mais linda que Taehyung conhecia. Se perguntou se aquilo era um problema específico seu, ou se ele também gostava do perigo.





“O pai de Jimin faleceu.” sua mãe anunciou em uma das suas visitas - fazia quase um mês que Taehyung não via seus pais e realmente não esperava uma noticia dessas com a aparição de um deles. Se perguntou se devia mostrar tristeza mesmo que não a sentisse, mas sua mãe não parecia muito triste, então percebeu que realmente não importava.


“Como?” o rapaz perguntou, ajudando sua mãe a colocar as malas no quarto. Com um suspiro cansado, sua mãe sentou em sua cama tirando os saltos pretos e estalando o pescoço.


“Ataque do coração.” disse ela, distraída. Taehyung piscou surpreso, o pai de Jimin era um homem forte, havia sido um atleta em seus tempos de escola e ninguém espera um homem desses morrer de parada cardíaca. Sua mãe explicou: “Alguns acham que pode ter sido por causa de anabolizantes ou algum medicamento, mas os médicos disseram que foi morte natural. Você deveria ligar pro Jimin-ssi e perguntar como eles estão, Taehyung."


E foi isso que ele fez. Levou três toques para Jimin atender.


“Alô?”


“Hey.” Taehyung disse hesitante, Jimin parecia cansado.


“Tae? Oi.” Ouviu os barulhos do outro lado da linha até que o som de clique da porta anunciasse que ele e Jimim estavam em privacidade agora. “O quê você quer?”


“Saber se você está bem. Minha mãe me contou sobre seu pai.” Taehyung se contorceu desconfortavelmente quando o silêncio estático na outra linha durou por muito tempo. “Jiminnie?”


“Ele morreu.”


Taehyung pigarreou antes de continuar: “Sim, eu sei.”


“Não, Tae.” A voz de Jimin era fraca através do receptor do celular. “Ele morreu.”


Foi a vez de Taehyung ficar em silêncio enquanto esperava Jimin continuar. Ele quase largou o celular quando o riso histérico do amigo o assustou.


“Jimin?” perguntou preocupado.


“Ele morreu.” Jimin sussurrou, palavras cortadas pelos seus risos. Taehyung piscou surpreso, fazendo uma careta antes de apoiar a cabeça na janela, olhando para o jardim; sua avó havia plantado uma nova estrada de lírios, todas as cores misturadas, mas os lírios laranjas pareciam mais vibrantes naquele dia.


“É horrivel se eu dizer que não me importo?” Taehyung confessou sem pensar, os risos do seu amigo morrendo aos poucos e se tornando agora soluços.


“Não.” Jimin riu – soluçou – e parecia aliviado. “Não, não é.”

Eles ficaram em silêncio de novo.





O corredor de glicínias roxas e rosas contrastavam com o cabelo castanho de Jimin, fazendo com que o mais velho parecesse uma visão tirada de contos de fadas. Como um príncipe – não, não um príncipe, uma ninfa ou um elfo seria mais apropriado. O sorriso grande e os olhos em meia lua. Jimin não fugiu quando Taehyung se aproximou, seu sorriso mudando de alegre para algo mais singelo, olhos virando luas cheias e brilhantes quando a mão de Taehyung tocou sua bochecha com carinho, flores caindo ao redor deles em câmera lenta.


A boca de Jimin se moveu, dizendo palavras mudas e os olhos de Taehyung foram automaticamente atraídos aos seus lábios cheios e rosados, sempre sorridentes. Taehyung queria tanto beijar aquele sorriso.


Jimin não o impediu quando tocou aqueles lábios com os seus, mas ao invés disso fechou os olhos e jogou os braços em volta do seu pescoço. Taehyung jurou que poderia morrer com a forma como seu coração quebrou.


Os cachos de flores em volta deles estavam queimando com fogo azul e quando os dois se separaram, Jimin chorava.


Taehyung acordou suando.


No dia seguinte, Taehyung encontrou sua avó caída no meio do seu amado jardim. Crisântemos brancos espalhados na grama verde.





“Sabia que existem algumas flores tóxicas usadas para fazer venenos?” Jimin perguntou enquanto folheava um dos livros de botânica da avó do amigo. Taehyung estava distraído demais para responder o amigo, observando como a parte traseira das coxas de Jimin, o garoto chutando as pernas distraido, o movimento hipnotizante fazendo os músculos delineados – graças às aulas de dança que sua mãe o havia colocado. Taehyung nunca gostou muito da Sra. Park., mas Deus a abençoe – se contraírem deliciosamente. “Tae?” o moreno piscou, olhando para a expressão preocupada do amigo.


“O quê?”


Jimin fez uma careta, mas repetiu: “Eu tava falando sobre como flores podem ser usadas em venenos.”


'Você é um veneno para mim', Taehyung pensou distraído antes de tossir. Esperava que o rubor em suas bochechas não fosse muito visível, ele não queria que Jimin perguntasse o por quê dele estar vermelho. Tentando botar tanta animação na voz quanto possível, Taehyung exclamou: “Sério? Wow legal!”


“Sim!” o garoto mais velho disse animado, voltando a folhear o livro. “Dá pra acreditar? Flores são tão bonitas, nunca imaginei que elas fossem usadas para algo ruim.”


Taehyung acenou, pego novamente distraído pelas pernas do melhor amigo. O rapaz balançou a cabeça, tentando afastar esses pensamentos impuros antes de se levantar da poltrona da sua avó. Pensando na velha mulher, o moreno se lembrou de algo que ela disse quando Taehyung muito pequeno. Repetiu baixinho: “Mesmo as flores podem ser cruéis.”


“O quê?” Jimin se virou, confuso.


“Nada.” Deu de ombros. Taehyung tinha certeza que Jimin não ia gostar se ele lhe dissesse isso, então não diria. “Será que ela é venenosa?” Taehyung apontou para o belo vaso ornamentado da sua avó, a flor vermelha do antúrio parecia feita de sangue na luz do sol.


Jimin fez uma careta hesitante antes de balançar a cabeça negativamente. “Acho que não. A vovó nunca nos colocaria em perigo.”

Taehyung acenou, pois Jimin estava certo; é claro que a sua avó nunca os machucaria, ou os colocaria em perigo com alguma flor maligna na sala de brincar. “Você quer suco?”


“Só se for de limão.” Jimin sorriu e fechou o livro, se levantando do chão. Taehyung não esperou o menino se aproximar antes de sair correndo. “Hey!”


“O último que chegar é uma ameixa murcha!” Taehyung gritou, sua voz enchendo o ar, carregada com alegria juvenil.


Jimin correu atrás de Taehyung, risos enchendo os corredores frios da grande casa.


O sol da tarde iluminava o vaso de antúrio, o vermelho da flor lembrando a cor de sangue.




✿♥✿♥✿♥✿

Notas Finais:


Nossa, como gostei de escrever essa fanfic! O trabalho final saiu um pouco diferente do que esperava, mas a essência do que queria está ali! Uma curiosidade, infelizmente tive que cortar duas cenas D: mas to feliz com o resultado.


E será que todo mundo pegou as referências das flores de cada momento de vmin? To curiosa.


Espero que tenham gostado, criticas e comentários são sempre bem vindos :3


P.S: aqui alguns sites onde fiz minhas pesquisas, sério, aprendi muito sobre flores e plantas escrevendo essa fic lol


Sobre a Amorphophallus Titanum (esse site é em inglês)


Aqui sobre plantas e flores tóxicas


E aqui sobre o significado das flores (1 ; 2) porque é um ponto chave pra fanfic


Comentários e criticas construtivas são sempre bem vindos~

17 de Marzo de 2018 a las 18:27 0 Reporte Insertar 0
Fin

Conoce al autor

LiNest Meu nome é Aline, também conhecida como Linest e eu estou realmente feliz por poder compartilhar meu trabalho com tanta gente agora!!! Você só precisa saber 3 fatos sobre mim: Amo Angst. Sou Nerd. Sou Army.

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