Cuento corto
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Capítulo Único: Never Grow Up

Notas da História:

Os personagens pertencem ao Masashi Kishimoto, porém, a história é de minha autoria.
Capa criada pela Fellurian
História betada pela Bdamas (Animes Design - animesdesign-ad.blogspot.com.br)
História baseada na Música Never Grow Up da Taylor Swift
História postada no Nyah, SocialSpirit e Wattpad
*Sasuke/Sakura/Sarada*


Notas Iniciais do Capítulo:

Oi, gentee!

Trago mais uma fic SasuSaku, dessa vez com foco na Família Uchiha. Queria me redimir por Love Drought e trouxe essa fluffy.

Espero que gostem.


Never Grow Up

By: Sr. Artie

Capítulo Único


Ambos ainda estavam com os estados de espírito eufóricos pelos acontecimentos recentes daquele entardecer. O episódio de júbilo aconteceu de uma hora para outra, sem que ninguém esperasse. Sasuke e Sakura haviam saído de casa por volta das 16 horas de uma tarde de maio para que Sarada pudesse brincar no parque junto com Inojin, o filho de Ino.

Sentada na grama verde, a sra. Uchiha conversava com a Yamanaka sobre os mais variados assuntos, sempre com um enorme sorriso bordado no rosto. Vez ou outra, gritava para que a filha parasse de jogar areia no menininho loiro, que apenas choramingava. A cena era um tanto engraçada, arrancando umas risadas das suas mães.

O Uchiha, por outro lado, mantinha os olhos presos no horizonte, notando como gradualmente o azul do céu começava a ser tingido por tons alaranjados, num claro prenúncio do crepúsculo que chegava.

A atenção dele, no entanto, fora quebrada ao ouvir seu nome sendo chamado aos gritos. A rosada chamava desesperadamente por ele para que conseguisse ver aquela cena maravilhosa que acontecia ali.

Sarada tentava erguer o seu corpo para manter-se em pé. A criança colocou suas mãos no chão, usando-as como apoio, e tentou levantar-se. Com muito esforço, ela finalmente conseguiu. As pernas, contudo, vacilaram, fazendo-a sentar-se novamente.

A menina entristeceu-se pelo seu esforço não ter valido de nada, ou talvez a queda a tenha machucado, ninguém poderia dizer ao certo; mas o baque surdo da sua queda foi seguido de um choro estridente.

Sasuke e Sakura, que observavam tudo, colocaram-se de pé rapidamente e correram de encontro à filha caída. A mãe foi a primeira a alcançá-la, tomando-a nos braços e tratando de consolá-la com palavras doces.

Com segundos de atraso em relação à esposa, o moreno aproximou-se, buscando no corpo da filha algum machucado. Ele não encontrou nada, suspirando de alívio em seguida.

Sarada acalmou-se após alguns minutos, sendo devolvida ao chão por sua mãe. Mais uma vez a menina tentou se erguer, obtendo êxito. Contudo, diferentemente de outrora, os seus pais seguraram suas mãozinhas, cada um de um lado, impedindo-a de cair. Animada por ainda manter-se com seu corpo na vertical, ela colocou um pé adiante e depois o outro, assim caminhando.

Uma felicidade extrema dominou os corações de Sasuke e Sakura ao verem sua filha pequena, com um pouco mais de um ano de idade, andar tropegamente alguns poucos passos.

As pessoas criam algumas lembranças no decorrer de suas vidas que não desejam esquecer. O casal desejava que aquele momento – de Sarada dando os seus primeiros passos – fosse tatuado em suas mentes, porque ele era belo e reconfortante.

Um pouco afastada, Ino observava aquela cena. Sorriu por perceber que naquela família amor nunca seria um problema. Estava feliz por Sasuke ter conseguido se encontrar depois de todo o mal por qual passou, e por Sakura finalmente conseguir aquilo que sempre idealizou. “No fim, o destino tratou de encaixar tudo no seu devido lugar”, pensou.

Não demorou a anoitecer. Os Uchihas marcharam para casa, assim como os Yamanakas. Já no conforto do lar, Sakura cuidou em fazer a comida de Sarada, enquanto Sasuke dava-lhe banho. Limpa, a criança foi alimentada pela mãe, e depois o pai a colocou para dormir.

Deitado na cama que dividia com a esposa, o moreno observava a filha lentamente cair no sono. Os movimentos enérgicos dos bracinhos e a conversa sem sentido em sua linguagem infantil diminuíram aos poucos, até que ela ficou quieta e sua respiração calma. O cansaço do dia a havia vencido, enfim.

Percebeu que as mãozinhas da pequena estavam agarradas ao seu dedo. As pálpebras dela estavam trêmulas, indicando que sonhava. Então a escondeu da luz fluorescente do quarto, enquanto ligava o abajur preferido da criança.

— O mundo está tão tranquilo esta noite, mas quero que você saiba que nem sempre ele permanece assim. Às vezes, coisas ruins acontecem nele. Para você, tudo é tão engraçado... – disse, se lembrando do enorme sorriso que Sarada abriu no rosto enquanto dava os seus primeiros passos. – Não há nada para você lamentar, e eu desejo que isso não mude, porque querida, eu daria tudo o que tenho se você pudesse ficar assim para sempre.

Sasuke tinha conhecimento que a infância era uma fase que passava rapidamente. Por isso, embora a pequena dormisse profundamente para conseguir escutar as suas palavras, ou tampouco tivesse capacidade de compreendê-las, desejava falar.

— Não tardará para que você esteja a caminho do cinema, mortificada por sua mãe ter de levá-la. Quero que saiba que aos 14 anos existirá tantas coisas que você não poderá fazer... Eu sei que você mal conseguirá esperar pelo dia em que irá sair de casa e tomará suas próprias decisões.

Sakura, que preparava a comida para ela e o moreno jantarem, chegou à soleira da porta do quarto, local em que se manteve, observando o seu marido conversar com sua filha.

— Nunca de esqueça de que sua mãe também está envelhecendo a medida que você cresce, então não a dê muitas preocupações. Eu mesmo já a deixei preocupada demais. Sarada, não perca as unicidades da sua infância enquanto amadurece. Tire fotos em sua mente de seu quarto de infância; memorize o som de sua mãe chegando em casa, depois de um dia atribulado no hospital; lembre-se dos seus primeiros passos, da comoção que eles proporcionaram a mim e sua mãe.

Havia tanto sentimento nas palavras ditas pelo o Uchiha. Ele tinha sido uma criança algum dia também, só que ninguém o preveniu sobre aquelas coisas ou o aconselhou. Ninguém o protegeu.

— Eu vou te contar, em algum momento da sua sua vida, que eu fui obrigado a amadurecer repentinamente. Largaram-me sozinho em um apartamento novo, após uma enorme desgraça. Aquele apartamento era muito mais frio do que eu pensei que seria, e a única coisa que eu podia fazer era me esconder e ligar meu abajur preferido. Queria nunca ter crescido, poderia ainda ser pequeno, simples.

Ao passo que falava, Sasuke lembrou-se de seu passado, da solidão terrível que o assombrou por toda sua infância, justo na fase de sua vida em que nada deveria ser complicado. Chorou em silêncio.

— Então, minha querida, não ouse crescer. Fique pequenininha assim. O mundo pode ser um lugar detestável e não poderei protegê-la de tudo quando você for adulta. Apenas tente nunca crescer, jamais eu vou deixar alguém te machucar ou partir seu coração; ninguém nunca vai te abandonar. Apenas permaneça simples.

Esse era o anseio mais verdadeiro que existia dentro do Uchiha. Isso porque ele já foi uma criança também e queria jamais ter crescido, pois a maldade do mundo o roubara sua inocência.

Sakura, que ainda escutava tudo da porta do quarto, aproximou-se do homem deitado na cama, o abraçando. Com uma mão, enxugou as lágrimas que tinham rolado pelo rosto, manchando a pele alva. Beijou-lhe a testa.

— Anata — disse-lhe em consolo. 


17 de Marzo de 2018 a las 16:24 0 Reporte Insertar 2
Fin

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