My Little Big Love Seguir historia

cuteanjel Lay ...

Naruto nunca conseguiria entender como uma pessoa poderia mexer tanto com ele, como um simples olhar podia deixá-lo completamente hipnotizado. Ele faria tudo por aquele moreno, menos abrir aquele armário. Sasuke não sabia mais o que fazer, aquela era sua última tentativa, se a ideia de Kiba desse errado ele teria que seguir em frente, se forçaria a esquecer aquele sorriso.


Fanfiction No para niños menores de 13.

##Narusasu #NaruSasu #NarutoUzumaki #SasukeUchiha ##Narusasu
Cuento corto
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Meu Pequeno Moreno

Ele era tão lindo! A coisinha mais fofa do mundo. Apesar de eu nunca demonstrar, meus amigos sabem o quanto gosto desse moreninho dissimulado, pequeno e "indefeso". Que está sempre usando suas qualidades para conseguir o que quiser, ninguém o negava nada quando fazia aqueles olhos negros pidões, ninguém exceto eu.
Ah sim, eu era o "do contra", aquele que fingia não o notar, não me aproximava e não o cumprimentava mesmo sendo o que mais adorava seu jeito, eu não conseguia quebrar a barreira invisível que criei entre mim e ele.
Sempre me disseram que eu era frio e sem sentimentos por negar algo ao anão que afirmava ter 19 anos e como eu nunca mudei isso se repetiu nos 3 anos seguintes de faculdade, era um inferno ignorá-lo quando na verdade queria mimá-lo até ele enjoar de mim.
Mas vamos falar de mim! Tenho 21 anos, moro sozinho atualmente, sou virginiano.
Curso administração, que sozinha já dura 4 anos, mas quero ser contador também, então sei que ainda vou passar bons anos na universidade. Sasuke faz medicina, porém vai para o ramo veterinário, e eu acho que essa profissão combina perfeitamente com aquela miniatura de pessoa, consigo imaginar aquele sorriso que ele dá ao ver os animais, simplesmente lindo... E eu já voltei a pensar nele.
Maldito anão que tira meu raciocínio!
[...]
- Kiba faltou outra vez ? - Perguntei preocupado com meu amigo, era a terceira vez consecutiva que ele não ia a aula e não avisava o porque aos professores.
- Sim, sabe que o idiota se preocupa mais com o cachorro que consigo mesmo. - Gaara respondeu irritado
- O cachorro adoece e ele passa a faltar como se nada mais importasse. - Falei.
- Me sinto menos importante que um cão - O ser humano ao meu lado se fingiu de triste e eu só pude rir.
- Quem vê acha que você tem sentimentos. - Zombei vendo o ruivo virar o rosto..
Ficamos uns minutos em silêncio e logo Gaara o quebrou.
- Hey, Naru. - Ele me chamou com sua voz baixa e calma como sempre.
- Sim?
- Amor da sua vida passando agora. - Sussurrou e riu de minha indignação, eu não gritei muito menos o respondi, mas o ruivo me conhecia a tempo o suficiente pra saber que isso me afetava, nem eu sabia como viramos amigos.
Suspirei, vendo metade da universidade praticamente fazer reverência ao "Príncipe", aquilo era obviamente um exagero mas ninguém se opunha então continuava acontecendo, Sasuke tinha algumas dificuldades? Claro que sim, era quase uma criança deve ter no máximo 1,60, mas fala sério é realmente necessário levar TODO o material dele?
Ceús, estão quase levando ele no colo, acho que vou lembra-los de que Sasuke já é adulto porque aquilo é o tratamento para um bebê. E quem eles acham que são pra carregar meu Sasuke, tirem as mãos podres do meu anão!!
- Vamos pra sala antes que você voe no pescoço de alguém - Assenti e me deixei ser levado enquanto sentia alguns olhares sobre nós, não me importava e aparentemente Gaara também não.
Minha opção sexual? Eu não tenho. Acredito que somos todos pessoas sem padrão ou distinção, fico com quem me fizer bem, gosto de me sentir ao menos um pouco mais livre, sem os rótulos da sociedade.
As aulas se passaram normalmente e logo chegou o horário do almoço, liberei meu amigo para que pudesse ir comer com Lee, seu namorado desde o segundo ano, o mesmo fazia Educação Fí­sica e por isso seu departamento ficava um pouco distante.
Já na cafeteria, fui em direção a uma mesa mais afastada das outras, pedi um café expresso e uma fatia de torta de morango, ouvi alguns reclamando sobre eu ter pegado a última fatia porém não liguei, eles que deveriam ter vindo antes. O plano era ouvir música enquanto comia, entretanto, no primeiro pedaço de torta, antes mesmo do garfo chegar a minha boca, ouvi o - terrível - som de cadeira sendo arrastada, virei-me em direção ao barulho e observei Sasuke se sentar a minha frente com um sorriso.
Arquiei a sobrancelha tentando entender o que ele estava fazendo aqui, olhei em volta rapidamente vendo algumas pessoas me olhando como se fossem me matar. Suspirei, eu já sou ignorado pela maior parte da universidade, agora pra melhorar serei odiado pela outra parte.
- Oi. - A voz doce me tirou de meus devaneios.
- Oi. - Respondi meio indiferente de forma proposital, eu não era um de seus "servos". Não tirei meus fones mas parei a música de forma sútil, pela forma como estava ele queria falar algo, mas parecia com medo, provavelmente não vou gostar do que ele tem a dizer.
- E-Eu queria saber se - Esperei, mas o resto da frase não veio, o olhei confuso e o vi se encolher, corar e desviar o olhar para a torta a qual eu ainda não tinha provado.
Já desconfiava que ele pediria algo, mas não achei que teria tamanha cara de pau. Ele nem se quer me conhecia, nunca havia sequer se dado ao trabalho de saber meu nome, eu tinha o direito de ficar com raiva certo?
- Se? - Perguntei sério, o anão de jardim ergueu lentamente o olhar pra mim, estava corado e sim, é a coisa mais fofa do mundo! Tch. Vou me concentrar em ficar com raiva.
- Se... Se você poderia me dar um pedaço da sua torta... Era a última fatia... E... Eu gosto muito... Por favor...? - Terminou os gaguejos tapando o rosto vermelho com as mãos. Achei que não poderia gostar mais desse garoto... Estava totalmente enganado.
Eu nem havia prestado atenção em sua pergunta...
- Hã? Sério? - "Que resposta tosca", pensei imediatamente porém já havia dito e precisava saber se não era uma tí­pica pegadinha: descobriam de quem você gostava e usavam essa pessoa pra te fazer passar vergonha. Não sabia se tinham descoberto minha paixão platônica, mas não podia correr o risco. Se bem que a pessoa com vergonha no caso era ele.
- Sim. - Respondeu baixo e eu quase travei, o que fazer quando a pessoa que você gosta a quase quatro anos senta na sua mesa e pede a sua comida?! Era só isso que ele tinha a dizer?! Cadê o "oi, meu nome é Sasuke e o seu" ?
- Isso é alguma- "brincadeira" teria terminado minha frase se meu nome não tivesse sido gritado pra cafeteria toda.
- Naruuu! - Notei que o moreno a minha frente ficou um pouco desconfortável, reação incomum vinda dele que era aparentemente gentil com todos. Ignorei e me virei em direção ao ser que me chamava.
- O qu- O peso que havia se jogado em cima de mim tinha cabelos castanhos e eu deduzi ser Kiba já que era o único que tinha tal 'intimidade' comigo.
Sorri pequeno para o ser que se encontrava enrolado em meu colo, depois que perdeu o pai ele se apegou muito a mim, já eu em contra partida jurei que iria proteger Kiba e tudo o que ele considerasse importante.
- Ah, acho melhor eu ir embora - Arregalei levemente os olhos, havia esquecido de Sasuke ali.
- Ei! - O chamei e ele se virou, me assustei por ver seus olhos negros marejados, pensei rapidamente numa forma de fazê-lo ficar. Empurrei a torta em sua direção em um pedido mudo e torci pra ele ficar, ele me olhou e deu um sorriso tí­mido enquanto voltava a se sentar, aquilo retirou parte da minha preocupação.
- O-Obrigada - Acenei de volta com a cabeça, acho que ele entendeu o que eu queria.
- Por que faltou sem dar nenhuma explicação decente? - Perguntei a Kiba, esse que se encolheu pelo meu tom de voz.
- E-Eu ia avisar mas fiquei ocupado com o Akamaru e não deu tempo... - Me olhou temeroso e eu apenas o olhei repreendedor.
- Sou menos importante que um cachorro? - Respondi fingindo raiva, os dois presentes riram, a risada deles era tão boa de escutar.
- Talvez - Falou ainda rindo - Oi, quem é você? - Perguntou a Sasuke que ainda ria baixinho.
- Eu sou Sasuke, Uchiha Sasuke - Estendeu a mão para cumprimenta-lo.
- Kiba Inuzuka, fazemos o mesmo curso, não?
- Sim - Os dois começaram a conversar sobre veterinária e eu apenas observava em silêncio penteando com os dedos o cabelo de Kiba.
Logo o sinal soou anunciando o fim do almoço, e só aí eu reparei que não havia comido nada, os morenos se despediram e foram juntos pra aula, suspirei e segui pra sala. 


[...]


Faminto e entediado, eu seguia o percurso até meu carro enquanto via a chuva cair com uma força fora do normal. Segui para o estacionamento e o caminho nunca me pareceu tão longo e vazio. Eu tinha ficado até mais tarde fazendo um trabalho na biblioteca e agora poderia finalmente ir embora.
Notei uma sombra encostada na porta do banheiro, iria ignorar, mas desde que me lembro sombras não choram e aquela estava soluçando, tremendo e parecia ofegante. Me aproximei com cuidado, mas não consegui manter a compostura quando vi que era Sasuke ali, corri até ele e segurei seus braços, os olhos negros e arregalados me fitaram assustados, e eu ainda tentava pensar no que dizer.
- O que houve?! - Perguntei alarmado e ele se jogou em mim chorando - Ei, vai ficar tudo bem, eu estou aqui - Deixei ele chorar enquanto o apertava em meus braços, eu era péssimo em consolar as pessoas e tudo que envolvia sentimentos, não tinha a mí­nima ideia do que falar.
- E-Eles tentaram m-me estuprar - E a cada momento a situação piorava, o que diabos se diz nesses momentos?!
- Quem foi? - Perguntei e o senti estremecer contra meu corpo.
- Os m-meninos de e-educação física - Respondeu baixinho.
- Consegue mostrá-los? - Indaguei com a voz calma, eu mantinha minhas esperanças em Lee, ele nunca faria isso. O moreno assentiu e eu decidi que era melhor fazer isso depois. Aprendi com minha mãe que pressionar ví­timas de trauma as tornam mais arredias na maioria dos casos.
- Quer ir pra enfermaria? Ou ligar pra alguém? - Ele negou com a cabeça e eu fiquei mais nervoso - Quer que eu te leve em casa? - Eu achei que ele ficaria feliz, mas o garoto pareceu quase ter um ataque de pânico. Eu já estava ficando sem ideias do que fazer.
- Não! - ele gritou e me deixou alarmado, não é normal alguém ficar assim quando se referem a sua casa.
- Sasuke, temos que sair daqui ou vamos ficar trancados então me diga um lugar onde queira ir.
- Quero ir com você pra sua casa, posso? - Isso era ruim, ele tinha acabado de sofrer uma tentativa de estupro e ir comigo pra casa não era a melhor opção, entretanto, como eu negaria qualquer coisa quando ele me abraçava pela cintura e me encarava com esses olhos negros marejados?
- Tudo bem, vamos. - Seguimos para o carro devagar já que Sasuke parecia querer se fundir em mim, o que dificultava andar. Acabamos nos molhando graças a ventania.
- Onde você mora? - Questionou me olhando curioso.
- Em um apartamento aqui perto - Respondi meio constrangido, era a primeira vez que levava algum estranho pra casa.
Quando chegamos no condomínio mostrei a identificação e segui para o estacionamento. Subimos pelo elevador até o 15° andar, no corredor acabei encontrando Deidara, que era meu vizinho há uns 6 meses, ele era legal mas louco por fogos.
- Tudo bem Naru? - O loiro perguntou - Chegou tarde.
- Sim, acabei ficando pra fazer um trabalho - Falei enquanto pegava a chave da porta.
- E esse quem é? - Indagou, com os olhos azuis brilhando - É a primeira vez que você trás um namorado.
- N-não somos n-namorados - Sasuke respondeu corado. E sim, eu queria outra resposta.
- Por enquanto - Deidara riu cí­nico enquanto se afastava, deixando tanto eu quanto Sasuke envergonhados.
- Bom, esse é o meu apartamento, não liga pra bagunça, fique a vontade - Falei colocando a mochila na mesinha ao lado da porta e indo a cozinha beber água.
Eu o vi entrar e sentar na cadeira da sala quase como um robô programado e isso me preocupou. Ele tem que se secar e talvez um banho ajude, peguei duas toalhas, coloquei uma em meu cabelo e segui em direção ao anão para entregar-lhe a outra. 


              *Sasuke on* 


Ele disse aquilo mas a casa estava tão arrumada que me deu receio até de pisar no chão. Dei um pulo quando senti sua mão em meu ombro, ele me olhava preocupado e a culpa pesou em cima de mim, isso porque a tentativa de estupro foi uma pequena mentira. Kiba teve essa ideia durante a aula e perguntou se eu queria tentar, era uma ideia ridícula mas pra alguém como eu que já está tentando chamar a atenção da pessoa que gosta há anos, foi quase como uma cartada final. Anos numa academia de teatro finalmente serviam pra alguma coisa.
- Hey, você está melhor? - Naruto perguntou pra mim ainda me olhando preocupado, enquanto me entregava uma toalha. Ponto positivo: ele se importava o bastante pra me trazer a sua casa. Ponto negativo: se ele descobrir a verdade vai me odiar.
- A-Acho que sim - Funguei, as lágrimas falsas descendo pelo meu rosto.
- Hey, fica calmo! - Se aproximou pegando a toalha novamente e foi secando meus cabelos com cuidado.
- Obrigado.
- Nada, aliás não acha melhor ligar para alguém da sua família, tipo, avisar que não vai pra casa hoje? - Perguntou, agora secando o próprio cabelo, deixando-o ainda mais bagunçado. E lindo.
- Pode me emprestar o celular ?
- Ah, claro. - Desbloqueou o celular e me entregou. Segurei o aparelho ainda perdido naquele oceano que eram os olhos dele. Perfeito, decididamente perfeito.
- Hã, você não vai ligar? - Não sei dizer quanto tempo passei o encarando, mas quando ele disse isso tive a certeza de que estava corado.
- Sim! - Me levantei e segui rumo a varanda, disquei o número do Kiba.
- Alô. - A voz sonolenta atendeu.
- Kiba, sou eu Sasuke, seu plano deu certo, ele me trouxe pra casa e agora?
- Ahhhhh!! Sério?! Que perfeito! Já contou que gosta dele?
- O que? C-Claro que não! Ele nem me conhece ainda!
- Hum, já sei! Porque não finge que está com medo de dormir sozinho e pede pra dormir com ele?
- Ah,­ que vergonha! Eu não sei se consigo...
- Vamos, você consegue, lembre-se da recompensa: passar a noite na cama com o Naru!
- Okay, tem razão, obrigado!
- Nada, tchau!
- Tchau.
Voltei pra sala mas não encontrei o Naruto, comecei a andar pela casa, afinal ele disse pra mim ficar a vontade. Cheguei em uma porta cinza no começo de um corredor, estava encostada então eu abri e nossa! Encontrar um loiro de olhos azuis, com um corpo definido e de cueca só pode ser miragem. Ou eu morri e aqui é o céu?
-Ah você 'tá aí, conseguiu ligar? - Perguntou se virando com uma muda de roupa nas mãos. Mas eu só conseguia encarar seu corpo, devo estar muito corado - Ei, você está bem? Isso é febre? Foi a chuva? - Se aproximou colando nossas testas e eu juro que poderia ter um infarto nesse instante.
- E-Eu acho que preciso de um banho - Falei e ele se afastou.
- Eu peguei uma roupa, talvez caiba em você. - Me entregou as roupas - Tem toalha no armário, embaixo da pia.
- Onde fica o banheiro?
- A porta azul, final do corredor.
Segui em direção a porta azul, tranquei a porta e coloquei a roupa no balcão da pia. As roupas eram bem menores que as do Naruto, me pergunto de quem são. Será que ele tem um irmão ou namorado? Não, Kiba teria me contado. Terminei o banho e me vesti, as roupas ficaram no tamanho certo e isso só reforçava o fato de que não eram do meu loiro.
Saí­ do banheiro e segui de volta para o quarto, quando entrei no paraíso, digo, no quarto, Naruto estava secando o chão, logo que me viu ele sorriu, pegou outra muda de roupas e foi pro banheiro. Me sentei na cama de casal, agora olhando melhor o quarto notei que era tão sério quanto o dono. Tons de azul e cinza cobriam as paredes e os móveis, todavia, se destacando do quarto e talvez até do apartamento havia um armário laranja, aparentemente bem cuidado e fechado, me chamou a atenção imediatamente. Me aproximei com cuidado do tal armário, estava destrancado mas quando fui abrir...
- Não tocaria aí­ se fosse você. - A voz grave me fez pular enquanto me virava em sua direção, ele estava pegando a toalha que eu esqueci na cama, encarou a poça no lençol antes de me olhar, seus olhos estavam completamente sérios e isso fez um arrepio subir pela minha coluna, eu não sabia se ele estava com raiva por causa do armário ou pela mancha d'água na cama perfeitamente arrumada.
- D-Desculpa. - Desviei o olhar envergonhado, eu realmente não era assim, mas tudo que tinha relação com o Naruto me deixava curioso e acabava me fazendo cometer esses erros.
- Só não mecha no armário. - Disse enquanto trocava a roupa de cama. Fiquei parado vendo ele pegar um travesseiro e coberta extra e seguir em direção a porta - Eu vou dormir na sala, fique a vontade.
- E-Espera! Por favor, me desculpa, eu não queria te irritar, se quiser eu vou embora mas não fica com raiva! - Comecei a sentir meus olhos arderem, estou com medo, não quero que ele me odeie.


                           *Naruto on*


E lá vamos nós novamente! Respire Naruto, você está se irritando com uma pessoa que acabou de sofrer uma tentativa de estupro, relaxe e respire. Obrigado por ser psicóloga mãe, suas dicas estão sendo muito úteis ultimamente.
- Relaxa, eu não estou com raiva! 'Tá tudo bem. - Deixei minhas coisas na cama e o abracei devagar, o moreno se agarrou a mim como um coala. É a coisa mais fofa do mundo, mas ainda assim não faz sentido, nada está fazendo sentido!
Mas algo está estranho, geralmente vítimas de estupros detestam ou desconfiam de qualquer aproximação, porém, Sasuke não parece minimamente tenso comigo, na verdade ele ficou mais calmo depois que o abracei e isso me deixa confuso. Eu sei que não deveria abraça-lo, eu não deveria me aproveitar da fragilidade dele, mas Sasuke ainda é o garoto que amo e eu faria tudo por ele, exceto abrir aquele armário.
Balancei a cabeça, precisava abstrair a mente antes de começar a pensar em hipóteses, peguei o anão no colo ouvindo seu grito surpreso que mais parecia um miado e o levei pra cama. Depois de cobri-lo me preparei pra ir dormir na sala de novo mas quando cheguei lá notei um vulto atrás de mim.
- Tudo bem? - Indaguei confuso, afinal acabei de colocá-lo na cama.
- Dorme comigo, por favor. - Tenho quase certeza de duas coisas: 1°: Meus olhos devem estar arregalados. 2°: Esse comportamento difere muito do padrão de vítimas normais.
- Como assim?
- Estou com medo, por favor não me deixe sozinho!
- Eu... Hã, não acho uma boa ideia. - Meu demônio interno está me odiando agora. Acho que posso ir pro céu certo? Venci a tentação!
- Por que você me odeia? Não fica com raiva de mim, só tenho medo de estar sozinho, medo daqueles garotos voltarem e terminarem o que começaram e-
- Já entendi, 'tá certo, eu durmo com você, mas vamos logo. - Onde se reserva um lugar no inferno mesmo? Ah esquece, eu devo ter um passe VIP.
Deitamos na cama um de costas pro outro e essa situação era tão familiar que doí­a, droga dói demais. Abri os olhos quando senti um tapa em meu ombro, me virei lentamente.
- O que houve agora anão? - Perguntei mas ele ainda dormia, parecia estar tendo um pesadelo pois ficava se mexendo incessantemente.
- Não quero, n-não... P-Para! - Agora se debatia pra todos os lados.
- Ei! Ei! Ah, dane-se. - No terceiro tapa que ele me deu eu o agarrei, prendi o corpo pequeno contra o meu com força, sussurrando que estava tudo bem e outras coisas que nem eu entendi.
- N-Naru...? - Indagou assim que acordou.
- Sim.
- Por que está- O interrompi.
- Você teve um pesadelo, começou a se debater e falar coisas estranhas, esse foi o único jeito que achei de te acordar sem apanhar.
- Desculpa. - Tomates teriam inveja da cor do rosto do meu moreno.
- Nada. Está melhor agora? Quer água? - O soltei quando sua respiração se estabilizou.
- Não me solte! Por favor! - E lá estava o poder dos olhos negros, era quase como uma hipnose onde você não consegue mais controlar o próprio corpo, se ele soubesse que comigo não funciona, que eu faço o que me pede por amor nem sei o que aconteceria, provavelmente ele riria.
- Okay. - Trouxe o corpo pequeno para meus braços, fazendo um leve carinho nos fios negros - Boa noite.
- Boa noite. - Murmurou, se aconchegando em mim.
13 de Marzo de 2018 a las 04:35 1 Reporte Insertar 1
Continuará…

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Larissa Mármore Larissa Mármore
Ain! Que fofinho!!! Menos a mentira de Sasuke... Naruto vai comer o fígado dele e do Kiba quando descobrir!
13 de Marzo de 2018 a las 15:32
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